Possessão Alienígena reúne grandes escritores brasileiros de ficção científica

Monitorar, possuir e manipular. De certo modo, a literatura, a mídia e o cinema ajudam na descrença da existência dos alienígenas, tor...

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quarta-feira, 21 de março de 2018

Histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos, do Grupo 59, faz curta temporada Teatro João Caetano

Foto divulgação
“Trata-se de uma verdadeira ‘aula’ de como contar histórias no palco. (...) Aula no sentido de que a técnica dos contadores está toda ali, esmiuçada, trabalhada e retrabalhada. Repetições, reiterações, dinâmicas de palco, respirações, pausas musicais, silêncios estratégicos, articulações vibrantes, timbres, olhares perfeitos, linguagens corporais.” (Dib Carneiro Neto)

O infantojuvenil Histórias de Alexandre, do Grupo 59 de Teatro, reestreia no dia 24 de março no Teatro João Caetano, em São Paulo,  para uma breve temporada que vai até o dia 15 de abril, sempre aos sábados e domingos, às 16 horas. Concebida a partir da obra de Graciliano Ramos, a montagem tem direção de Cristiane Paoli Quito.

A peça está indicada em cinco categorias ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem e sua diretora ganhou o Prêmio APCA como Personalidades Artísticas pela direção, em 2017.

Histórias e fanfarronices de um típico mentiroso do sertão estão nessa encenação, permeada por canções originais. Publicado em 1944 por Graciliano, o livro reúne contos coletados na cultura oral do folclore nordestino, resgatando crenças, costumes e mitos da região. Na transposição para o palco, foram selecionadas algumas histórias, mantendo na íntegra as palavras do autor.

Alexandre é um homem já velho, tem um olho torto e fala bonito: um típico contador de histórias. Está sempre acompanhado pelos moradores das redondezas e até por pessoas de consideração que vêm à sua modesta casa para ouvir suas narrativas “fanhosas”: Seu Libório, cantador de emboladas; o cego preto Firmino; mestre Gaudêncio Curandeiro, que reza contra mordedura de cobras; e Das Dores, benzedeira de quebranto. Cesária, mulher de Alexandre, está sempre por perto, e pronta para socorrer o marido quando ele se “engancha” ou é questionado em suas narrativas.

Apropriando-se do universo linguístico e das imagens sugeridas por Graciliano Ramos, Histórias de Alexandre dá corpo e voz à palavra escrita, tecendo uma “colcha de retalhos” onde os atos de contar, cantar e dramatizar se entrecruzam e criam uma poética propícia à invocação da memória afetiva. 
Foto divulgação
A diretora fala da importância da apropriação das palavras pelos atores no processo criativo, já que o texto foi escrito há mais de 70 anos, com um vocabulário distinto do atual: “é fundamental que as histórias sejam compreendidas por todas as crianças e adolescentes, por isso as experimentações que fizemos com presença de público foram tão importantes para encontramos o caminho da encenação”, explica Cristiane Paoli Quito.

“A primeira coisa a se observar é o quanto o elenco está luminoso. (...). Você olha da plateia para cada um dos rostos em cena, em qualquer momento da duração do espetáculo, e é pura luz que se vê saindo de suas expressões, brotando de seus ‘jeitos de corpo’.” (D.C.N.)

A montagem reflete a atmosfera da obra literária para aconchegar os ouvintes das histórias de Alexandre, promovendo uma experiência de troca onde a simplicidade e o despojamento do ato cênico, em tom de conversa, convocam a imaginação de todos.

A musicalidade característica do Grupo 59 de Teatro tem lugar de destaque no espetáculo. As canções foram criadas coletivamente a partir de passagens do livro, tendo algumas citações ao cancioneiro popular brasileiro. O repertório traz embolada, repente, reza, canções populares e modas de viola. O coro de atores interpreta, acompanhados por violão, viola, acordeom, flautas, pífaro, berimbau e percussão, tocados ao vivo. A palavra cantada não só dá suporte à encenação como exerce função narrativa épica, lírica e dramática.

Com Histórias de Alexandre o grupo dá continuidade à investigação iniciada, em 2009, com O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (também dirigido por Cristiane Paoli Quito), na qual busca uma forma de comunicar com a criança por meio de um jogo-brincadeira de contação de história, apoiado fundamentalmente na palavra e no trabalho corporal dos atores. A arte do grupo busca estimular nos pequenos espectadores a criatividade, a imaginação e a inventividade, características das tradicionais brincadeiras de rua e quintais.

Sinopse:
Na pequena sala de Alexandre os amigos se reúnem para ouvir suas aventuras e façanhas, sempre narradas com exagero e entusiasmo. Sua mulher, Cesária, acompanha tudo de perto e nunca deixa o marido perder o fio da meada. São as histórias de Alexandre que o Grupo 59 “conta cantando” e “canta contando”: um convite para a deliciosa aventura de imaginar o possível e o impossível, pelas palavras de Graciliano Ramos.

Ficha técnica / Serviço:
Texto: Graciliano Ramos. Roteiro: Cristiane Paoli Quito e Grupo 59 de Teatro. Direção geral: Cristiane Paoli Quito. Elenco: Grupo 59 de Teatro – Carol Faria, Felipe Alves, Felipe Gomes Moreira, Fernando Oliveira, Gabriel Bodstein, Gabriela Cerqueira, Jane Fernandes, Nathália Ernesto, Nilcéia Vicente, Ricardo Fialho e Thomas Huszar. Figurino: Claudia Schapira. Iluminação e ambientação: Cristina Souto. Preparação corporal: Letícia Sekito. Direção musical: Felipe Gomes Moreira e Thomas Huszar. Registro audiovisual: Vítor Meloni. Técnico de luz: Alexandre Souto e Gabriel Greghi. Técnico de Som: Nicholas Rabinovitch. Produção: Grupo 59 de Teatro. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.

Teasers
https://www.youtube.com/watch?v=wzxzjuCXGVM
https://www.youtube.com/watch?v=XEuGx0lc83U

Espetáculo: Histórias de Alexandre
Temporada: 24 de março a 15 de abril
Dias e horários: Sábado, e domingos, às 16 horas
Duração: 60 minutos. Classificação: 6 anos. Gênero: infantojuvenil
Dia 8/4 não haverá espetáculo.

Local: Teatro João Caetano
Rua Borges Lagoa, 650 - Vila Clementina, SP/SP. Tel: 5573-3774
Ingressos: R$ 16,00 (meia entrada: R$ 8,00).
Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita dinheiro e cartão de débito.
Ingressos antecipados: www.sympla.com.br/historiasdealexandre
Não possui estacionamento. Acessibilidade parcial. Capacidade: 100 lugares.
Siga: https://www.facebook.com/Grupo59deTeatro
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Faro Editorial lança série de Literatura Brasileira, “Para Amar” Clarice Lispector e Graciliano Ramos



Coleção expõe os pontos mais relevantes da arte literária de grandes escritores, começando por Clarice Lispector e Graciliano Ramos

Por que um autor se torna um clássico? Por que continuam a ser lidos e admirados por tantas décadas? Como é possível ler essas obras e apreciar suas inovações? E, como elas acontecem no texto desses autores?

Nossa literatura é rica de escritores que criaram estilos únicos para contar histórias, bastante lidas, mas nem sempre compreendidas sob o signo de sua inovação e arte. Mergulhar numa obra literária e absorver os os aspectos e ideias mais relevantes pode ser complicado sem um caminho de orientação e, muitas vezes, é complexo até para pessoas ligadas a Literatura.

Foi pensando em aproximar as obras de seus leitores, naquilo que elas têm de mais especial, a Faro Editorial criou a série “Para Amar”. Não se trata de um resumo de obras, pelo contrário. A coleção guia o olhar do leitor para entender a narrativa dos autores a partir do conjunto de suas várias obras, servindo com um roteiro para que qualquer pessoa seja capaz de observar os aspectos mais importantes da obras-primas de nossa literatura.


A Ideia da série?
Os autores se tornam clássicos por terem sido considerados como a melhor produção literária de sua época em termos de arte, de inovação, de exercício da linguagem. No entanto, dizer isso aos leitores atuais não é suficiente. É preciso mostrar onde acontece esse destaque, como acontecem e por quê.

Como isto é feito?
Na obra de Graciliano, Ivan Marques destaca os momentos-chave em que o autor estabelece algumas de suas principais marcas estilísticas como

a incomunicabilidade, a loucura,  críticas a condição humana, estilo seco, conciso e sintético, e uma busca por objetividade e clareza, em obras como  São Bernardo, Angústia, Memórias do Cárcere, Caetés, Vidas Secas entre outras.

Na obra de Clarice, Emilia Amaral encontra elementos bem diferentes: a individualidade, a voz dos que não tem espaço, o inconsciente, a narrativa desordenada, a busca existencial, a metafísica, o caos interno, a visão psicanalítica. E ela utiliza trechos de livros como A hora da Estrela, Laços de Família, A paixão segundo GH, Perto de um coração selvagem, entre outros, incluindo mais de uma dezenas de contos.

O diferencial da coleção é mostrar a arte, no momento em que acontece, com a transcrição de trechos das respectivas obras com a ideia de indicar aos leitores como observar o que é mais importante naquele autor, algo que os consagraram com destaque em nossa Literatura.

Os primeiros volumes da coleção chegam às livrarias em agosto pela Faro Editorial, “Para Amar Clarice” e “Para Amar Graciliano”, foram escritos por dois especialistas em literatura brasileira, Emília Amaral e Ivan Marques, que reunirem qualidades especiais: larga formação em literatura brasileira e capacidade de falar (e escrever) para público não acadêmico.

Na coleção, o leitor também irá encontrar um pouco mais sobre a biografia cada autor. Trata-se de uma coleção focada em leitores que desejam expandir sua forma de ler literatura nacional, sem as urgências dos concursos universitários.

Enquanto eu tiver perguntas e não respostas... continuarei a escrever.”  Clarice Lispector

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. Palavra foi feita para dizer.” - Graciliano Ramos

Ficha Técnica:
Título: Para Amar Clarice
Nº de págs: 160
Título: Para Amar Graciliano
Nº de págs :179
Preço: 29,90 cada

Sobre os autores:
EMILIA AMARAL graduou-se em Letras na UNESP (1978), tendo estudado o realismo fantástico de Murilo Rubião. O Mestrado foi em Teoria Literária, na UNICAMP (1986), com a dissertação “Texto literário e contexto didático: os (des) caminhos na formação do leitor”. O Doutorado, também na UNICAMP, juntou os campos de Educação e Literatura, com a tese “O leitor segundo G.H.”. Realizou um Pós-Doutorado, FAPESP, no Departamento de Estudos Judaicos da USP (2011). Tem atuado principalmente nos seguintes temas: iniciação à produção e à leitura de textos, livros didáticos e paradidáticos, leitura de textos literários, iniciação à literatura brasileira, processos de formação do leitor, “A Paixão Segundo G.H”, outras obras de Clarice Lispector e formação continuada de professores. É autora de diversos livros, dentre eles, “Novas Palavras”, pela FTD; obra distribuída por todo o Brasil, pelo PNLD, há mais de vinte anos.

IVAN MARQUES é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, onde fez seu doutorado. É autor dos livros “Cenas de um modernismo de província: Drummond e outros rapazes de Belo Horizonte” (Editora 34, 2011) e” Modernismo em revista: estética e ideologia nos periódicos dos anos 1920” (Editora Casa da Palavra, 2013). Organizou também as antologias “O espelho e outros contos machadianos” (Editora Scipione, 2008), “Melhores poemas de Augusto Frederico Schmidt” (Editora Global, 2010), “Clara dos Anjos e outros contos de Lima Barreto” (Editora Scipione, 2011) e “Briga das pastoras e outras histórias: Mário de Andrade e a busca do popular” (Edições SM, 2016), entre outros livros. Foi diretor do programa Entrelinhas e editor-chefe do programa Metrópolis, ambos da TV Cultura. Na mesma emissora, realizou documentários sobre literatura, como “Versos diversos: a poesia de hoje, Orides: a um passo do pássaro” e “Assaré: o sertão da poesia”.
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