Possessão Alienígena reúne grandes escritores brasileiros de ficção científica

Monitorar, possuir e manipular. De certo modo, a literatura, a mídia e o cinema ajudam na descrença da existência dos alienígenas, tor...

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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Homem-aranha e X-men na terra selvagem

 


Para inaugurar a revista Marvel Fanfare, em 1982 a casa das ideias escalou Chris Claremont, a grande estrela da editora. Junto com John Byrne ele havia transformado os X-men, um título de segundo escalão, em campeão absoluto de vendas. Para a aventura de estreia da nova revista, Claremont bolou uma trama grandiosa, unindo o Homem-aranha, os X-men e Kazar. Essa história foi publicada no Brasil em Marvel especial 6, uma revista tão valorizada que me foi roubada duas vezes (foi a partir desse primeiro roubo que comecei a assinar meus exemplares – eu levei para a escola, um amigo roubou, assinou e no dia seguinte apareceu dizendo que tinha comprado).

Na história, Tania Andersen, namorada de Karl Lykos, consegue convencer o Anjo a ir para a terra selvagem procurar por seu amado. Peter Parker vai na expedição como enviado do Clarin (impressionante a disponibilidade de JJ Jameson para pagar viagens internacionais para seus funcionários!). Lá eles se deparam com o vilão Imago e seus comparsas, que usam um aparelho para reverter evolutivamente os prisioneiros. No processo, para salvar sua namorada e os outros, Lykos acaba se transformando no vilão Sauron, um pterodátilo inteligente. Na segunda parte da história, os X-men enfrentam Sauron com a ajuda de Kazar.

Uma das curiosidades dessa história é que ela foi desenhada por três artistas e tudo muda de um capítulo para o outro, inclusive o ritmo narrativo. Como na Marvel os desenhistas têm mais liberdade para estabelecer a narrativa visual, o texto de Claremont vai se adaptando a cada caso.

A grande estrela dessa edição é Michael Golden, com sua diagramação inovadora e seu traço detalhista – é também quem mais perde com o formatinho. Algumas sequências, como a splash page de Kazar enfrentando o tiranossauro, são um verdadeiro espetáculo visual.

A entrada de Dave Cockrum na segunda parte parece um retrocesso diante do verdadeiro espetáculo nos capítulos desenhados por Golden. Cocrkum tinha um traço mais funcional e, curiosamente, isso de alguma forma fazia com que Claremont soltasse mais o seu lado noveleiro, enchendo os balões de pensamento dos personagens, mas sem comprometer a história (futuramente Claremont transformaria essa característica num verdadeiro defeito).

A última parte é desenhada por Paul Smith com arte-final de Terry Austin e é uma volta ao deslumbre visual. A dupla se esmera especialmente ao desenhar Ororo, provavelmente para alegria de Claremont, que adorava a personagem.

No final, essa aventura na Terra selvagem é um daqueles crossover inesquecíveis, numa época em que crossover era algo extremamente raro.

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domingo, 25 de julho de 2021

Homem-aranha e Sonja: demônios do passado

 

Como fazer uma história unindo o Homem-aranha e Sonja, dois personagens que, pela cronologia da Marvel, são separados por milhares de anos? E como fazer isso de forma que a história parecesse verossímil?

Esse é o desafio que Chris Claremont e John Byrne se impuseram no volume 79 da revista Marvel Team-up e, por incrível que pareça, o resultado é incrivelmente bom. A roteiro da história é creditado aos dois, o que geralmente funcionava. Byrne sabia desenvolver visualmente a narrativa e criar situações interessantes. Já Claremont conseguia criar com o texto a ambientação e a caracterização dos personagens.

Na história, um museu está exibindo uma coleção de achados arqueológicos. O vigia do local fica encantado por um colar e uma voz lhe diz para colocá-lo. É quando ele se transforma em Kulan Gath, um mago dos tempo hiborianos. Um feixe escarlate de energia envolve o museu e Peter Parker vai fazer a matéria para o Clarin. Mary Jane faz questão de ir junto. Quando Peter entra no local, sua namorada também o faz e, da mesma forma que o vigia se transformou no feiticeiro, ela se transforma na heroína Sonja ao pegar sua espada, também em exposição no museu.

Pronto: estava explicada a presença da guerreira ruiva na Nova York do século XX!

Byrne tinha nessa história a arte-final de Terry Austin, que não só valorizava o traço do canadense como ainda acrescentava mais detalhes. A splash page em que Sonja aparece pela primeira vez é um verdadeiro deslumbre e o grande momento da história. Byrne desenha a personagem com perfeição e, ao mesmo tempo, aproveita muito da caracterização Frank Thorne, o desenhista mais famoso da personagem, em especial os olhos felinos.

A história é pura ação e puro êxtase visual.

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sábado, 17 de julho de 2021

Homem-aranha vs Capitão Britânia


Marvel Team UP era uma publicação da Marvel que mostrava encontros entre heróis Marvel. Entre as várias equipes criativas que assumiram o título, sem dúvida a mais célebre foi a do roteirista Chirs Claremont e do desenhista John Byrne.

Ótimo exemplo dessa dupla afinada foi o encontro do Homem-aranha com o Capitão Britânia, publicada no número 65 e 66 da revista, em 1977.

Na história, Peter Parker recebe em sua casa um estudante inglês, Brian Braddock, que é ninguém menos que o herói britânico. Depois de uma luta entre os dois ocasionada por um equívoco (parece haver uma regra na Marvel: toda vez que dois heróis encontram, eles primeiro devem brigar), eles se deparam com uma ameaça terrível: o Mundo assassino do vilão Arcade.

Criado nessa história, Arcade é um jovem rico que, entediado, resolve criar um parque de diversões para testar vários heróis da Marvel.

Os dois heróis são colocados em bolas transparentes e introduzidos em um fliperama gigantesco. Depois se deparam com os mais diversos tipos de ameaças, todas baseadas na ideia de um parque de diversões mortal.

Era uma ideia que de fato funcionava – tanto que a dupla ia retornar o vilão numa história dos X-men, pois permitia ação ininterrupta.

Se Chris Claremont era bom ao trabalhar com diversos personagens, Byrne era ótimo com ação. A junção dos dois fez com que essa história se tornasse um clássico.

No Brasil essa história foi publicada em Homem-aranha 38 e na coleção de Graphic Novels Marvel da Salvat (também no número 38).

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Coleção Bustos Super Heróis Marvel


Atenção Marvetes de plantão, preparem suas estantes... e seus bolsos.

De alguns anos para cá, tivemos inúmeras coleções para ocupar nosso tempo e diversão. 
Confesso que sempre senti falta de uma coleção como essa que será lançada ainda esse mês de agosto de 2017. São bustos de super-heróis e supervilões da Marvel, que chegam a medir cerca de 13 centímetros (no caso do Hulk) e que são produzidos pela Planeta DeAgostini.

São peças feitas de resina e pintadas à mão. A qualidade e o nível de detalhes são incríveis, assim como os preços. Como já sabemos muito bem, a primeira edição virá com um preço acessível, e as outras vão salgando cada vez mais, até que no final você acha melhor nem fazer as contas de quantos reais gastou.

Você deve estar se perguntando: Serão quantos bustos? Dez? vinte?
Não.... serão sessenta bustos! E essa história de sessenta eu já ouvi antes. Quando você acha que esta acabando, eles aparecem com um expansão. 

Além dos bustos, virá também uma revista informativa, que na minha opinião é pouco útil, para não falar outra coisa. Informações que você já deve estar careca de saber.

Adiantando as primeira edições, a Nº 01 será com o Homem-Aranha, Nº 02 Homem de Ferro e Nº 03 Hulk.

Você pode conferir esse vídeo oficial para mais detalhes dos bustos: https://goo.gl/PZeQ8t ou Clique aqui.


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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Crítica do Filme: Homem-Aranha: De Volta ao Lar



Homem-Aranha: De Volta ao Lar já está nos cinemas! A história do "Amigão da Vizinhança" ainda está bem fresquinha em nossa memória. Pode ficar tranquilo, compre seu ingresso e assista ao filme sem o medo de rever a morte do tio Ben ou Peter sendo picado pela aranha radioativa. Na verdade, esses dois detalhes é incrivelmente citado tão rápido e sucinto que apenas serve de lembrete de que isso já aconteceu e ponto! Afinal de contas, passado é passado.

O Filme é um sucesso tão grande que em seu primeiro final de semana no Brasil já conquistou a maior bilheteria, e mundialmente falando, firmou-se como uma das melhores aberturas de 2017.

Dessa vez vemos Peter encarar uma nova aventura em sua recente carreira de super herói.
Logo no começo conhecemos Adrian Toomes, interpretado por Michael Keaton, que acaba tornando-se o vilão Abutre. Mas quem é Abutre nos quadrinhos?
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