10 superséries baseadas em livros, por Ademir Pascale

Como bom leitor, adoro assistir séries baseadas em livros (também sou cinéfilo) e nesses tempos conturbados de pandemia, passei a assistir a...

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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Shazam e a sociedade dos monstros


Jeff Smith é um dos grandes nomes do quadrinho alternativo norte-americano. Seu personagem Bone foi publicada por 13 anos e ganhou diversos prêmios. Fortemente influenciado por quadrinistas com uma pegada cartunística, como Walt Kelly, de Pogo, ele parecia a pessoa perfeita para trazer de volta o herói Capitão Marvel, o personagem de maior sucesso da era de ouro dos super-heróis.

Smith simplesmente acerta em tudo: da representação visual dos personagens ao roteiro inteligente e, ao mesmo tempo simples, quase ingênuo.

Na história, Billy Batson recebe os poderes que o transformam no poderoso Capitão Marvel, mas, inadevertidamente, traz para nossa realidade um perigo terrível: o poderoso Cérebro e três robôs gigantes cujo objetivo é destruir a humanidade.

Smith consegue emular perfeitamente o traço de CC Beck (o desenhista original do Capitão Marvel) em sua simplicidade e elegância. A pegada cartunistica do autor ajuda muito nessa hora, inclusive quando aparecem personagens como crocodilos humanizados.

No roteiro, ele mantém muito dos elementos da história original, mas modifica outros: Malhado passa a ser um homem que tem poder de se transformar em felino, Dr. Silvana torna-se um político corrupto e o Senhor Cérebro deixa de ser uma minhoca para se tornar uma cobra.

A junção de tudo isso é uma HQ terna, divertida e, ao mesmo tempo, empolgante.

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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Mulher-Maravilha – a verdadeira amazona

 


Mulher-Maravilha – a verdadeira amazona é uma abordagem diferente da origem da heroína.

Criado por Jill Thompson, conhecida no Brasil por seu trabalho em Sandam, a história do álbum se foca na fase anterior ao surgimento da MM como a conhecemos hoje.

Assim, é mostrada a derrota das amazonas para Hércules, a fuga para a ilha de Themyscira e a forma como diana foi concebida da areia e das lágrimas dos deuses.

A história é totalmente focada na infância e adolescência da personagem. Diana é mostrada como uma menina mimada, arrogante, que é idolatrada e cortejada por todos, menos da cavalariça da rainha, Alethea. Um aspecto interessante da trama é que o roteiro insinua, de forma sutil, que Diana se apaixona por Alethea e passa a fazer de tudo para conquistar sua atenção – o que irá provocar um resultado desastroso.

O álbum se destaca principalmente pela arte refinada e sensível de Thompson, a começar pela belíssima capa. Mas tem problemas de roteiro, em especial quanto à caracterização da protagonista. Diana é mostrada como mimada, arrogante, irresponsável e, de repente, torna-se o oposto de tudo que era. Certo, há um trauma no meio do caminho, mas mesmo o trauma não justificaria uma mudança tão drástica de um momento para o outro.

Entretanto, é uma HQ que vale a pena ter na estante.

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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Gerações, de John Byrne

 


Entre os vários trabalhos de John Byrne para a DC, um dos mais interessantes foi Gerações, publicado em 1999.

Gerações mostrava a evolução dos personagens Batman e Superman, os dois primeiros da DC com uma novidade: Byrne fazia os personagens envelhecerem (um ano para cada ano do mundo real). Além disso, ele mostrava os personagens como eles eram retratados naquele período – o que levou a críticas de aficionados por cronologias, mas é justamente um dos aspectos mais divertidos dessa minissérie.

Na primeira história, em 1939, o Superman é desenhado ao estilo de Joe Shuster, seu emblema é triangular e ele não voa, apenas pula. E Batman era chamado de Bat-man, tinha orelhas muito pontudas e uma capa que simulava as asas de um morcego. A razão disso é que era assim que esses personagens eram retratados nesse período.

Quando a história pula para 1959, Byrne simula o estilo amalucado da era de prata. Batman usa uma máscara praticamente sem orelhas de morcego, usa um girocóptero e enfrenta um galpão que ganhou vida, pés, mãos e rosto – e o vence cavalgando-o. Enquanto isso, Superman se transforma num monstro gigante e é salvo por Jimmy Olsen com um capacete mental. O capítulo é uma divertida homenagem à era de prata e aos enredos surreais do período.

Aliás, divertido é um ótimo adjetivo para essa mini. Mesmo depois, quando a história pula para 1999, uma época em que os quadrinhos se tornaram sombrios, o que vemos são sempre heróis sorridentes, sem muitos dramas de consciência ou dilemas. São heróis e ponto – algo que talvez falte ao gênero nos últimos tempos.

O sucesso foi tão grande que estimulou Byrne a fazer uma segunda série, Gerações 2, cobrindo alguns vácuos na história e introduzindo outros heróis da DC. A história de abertura, com Gavião Negro, Falcões Negros e outros heróis enfrentando nazistas é eletrizante. Além disso, é empolgante ver John Byrne desenhando diversos heróis da DC – embora aqui ele faça lápis e arte-final, o que deixa seu desenho menos detalhado.

Novamente o sucesso fez com que ele pensasse em uma continuação. Geração 3, no entanto, não foi uma boa ideia. Byrne já tinha usado todos os seus truques e preenchido todas as lacunas. Ele então resolveu fazer uma história grande – ao contrário das histórias curtas das séries anteriores – de invasão alienígena. Essa última não tinha o charme das outras e o roteiro era confuso.

Essa série sofreu nas edições brasileiras. Gerações 1 e 2 foram publicados pela Opera Graphica. Embora a impressão fosse boa, havia problemas de balonamento (em alguns momentos parecia que uma criança estava escrevendo o texto dos balões). Já Gerações 3 foi publicado pela Mythos, que botou um papel de qualidade ruim, uma impressão que deixava tudo muito escuro (o texto introdutório de Byrne é um bom exemplo desses problemas de impressão, sendo praticamente impossível de ler).

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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Conversando com GIAN DANTON

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domingo, 31 de janeiro de 2021

Abertas as inscrições para a 33ª edição do Troféu HQMIX

 


No Dia do Quadrinho Brasileiro (30/1), o mais importante troféu da área de quadrinhos abre as inscrições em seu site www.hqmix.com.br        

Desde o último dia 30 de janeiro, toda a produção de quadrinhos, com suas editoras e autores, poderá entrar no site www.hqmix.com.br e inscrever suas obras publicadas entre 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2020. 

 

Ao todo, são 33 categorias e uma delas, "Projeto Especial de Pandemia", terá um destaque especial nessa edição. Ganhará o troféu a melhor ação, feita para enfrentar um ano atípico e problemático como foi 2020.

 

A data de 30 de janeiro foi escolhida para o Dia do Quadrinho Brasileiro porque lembra a publicação do desenhista Angelo Agostini, na Revista Vida Fluminense, de "As aventuras de Nhô Quim" (30/01/1869), que marcou o pioneirismo do Brasil na publicação de quadrinhos no mundo.

 

As inscrições estarão abertas até 10 de fevereiro de 2021. O custo da inscrição em cada item é de R$ 10 e pode ser feita tanto pelo autor como pela editora. 

 

No mesmo site, há um formulário para quem comprove que é da área de produção de quadrinhos e queira participar da votação final para os melhores de 2020. 

 

Apesar de a pandemia de Covid-19 ter mudado todo o mercado, a área de quadrinhos produziu muito.

 

Vejam as Categorias:

 

Publicação de Aventura/terror/fantasia

Obra com temáticas de aventura, terror ou fantasia.

 

Publicação de Clássico

Obra de republicação de clássicos quadrinhos antigos.

 

Publicação de Humor

Obra com temática de humor.

 

Publicação de Tira

Obra de coletâneas de tiras originalmente publicadas em jornais, internet ou de material inédito.

 

Publicação em Minissérie

Obra publicada que se completa em mais de uma edição. Assim, só poderá ser inscrita quando for publicada sua última publicação sequencial completando o arco da história.

 

Publicação Infantil

Obra produzida e destinada para o público infantil.

 

Publicação Juvenil

Obra produzida e destinada para o público juvenil.

 

Publicação Mix

Obra de coletânea de vários autores em um mesmo volume, seguindo um tema ou não.

 

Adaptação para os Quadrinhos

Obra composta por adaptação de quadrinhos de uma obra da literatura, do cinema, do teatro ou de outras artes.

 

Edição Especial Estrangeira

Obra estrangeira em quadrinhos, publicada em volume único.

 

Edição Especial Nacional

Obra nacional em quadrinhos, publicada em volume único.

 

Publicação Independente Edição Única

Obra de um único número (one-shot), publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Publicação Independente Seriada

Obra em série, com previsão de mais edições com o mesmo título, ou mesma família de personagens ou em continuação de capítulos, publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Publicação Independente de Grupo

Obra de coletâneas, antologias ou mixes, seguindo um tema ou não, publicada pelos próprios autores e sem relação direta de editoras.

 

Livro Teórico

Obra composta por pesquisas, ensaios, textos profissionais, acadêmicos ou científicos voltados para temas relacionados aos Quadrinhos.

 

Editora do Ano

Editora com maior destaque e relevância no ano anterior ao da realização da cerimônia de premiação.

 

Web Quadrinhos

Obra em quadrinhos originalmente criada para ser veiculada pela internet.

 

Web Tira

Obra seriada sob a forma de tiras em quadrinhos, originalmente criada para ser veiculada pela internet.

 

Arte-finalista Nacional

Autor de Obra, responsável pela finalização de uma arte, dando os últimos retoques e realçando o traço do desenho seja em técnica manual, a tinta, ou digital.

 

Colorista Nacional

Autor de Obra, responsável por acrescentar cor à arte em branco-e-preto.

 

Desenhista Nacional

Autor de Obra, responsável por ilustrar suas histórias ou de outras pessoas. Pode trabalhar com diferentes meios e técnicas (lápis, tinta, pintura, colagem, etc.).

 

Novo Talento - Desenhista

Autor de Obra que tenha alcançado destaque no mercado de quadrinhos pela qualidade do seu trabalho na função de Desenhista há, no máximo, três anos.

 

Roteirista Nacional

Autor de Obra responsável pela elaboração ou adaptação de roteiro para os quadrinhos.

 

Novo Talento - Roteirista

Autor de Obra que tenha alcançado destaque no mercado de quadrinhos pela qualidade do seu trabalho, na função de roteirista, há, no máximo, três anos.

 

Evento

Eventos, salões ou festivais, cuja temática seja ligada aos quadrinhos.

 

Exposição

Exibição ou mostra pública de obras de quadrinhos.

 

Produção para outras Linguagens

Obra baseada em quadrinhos, produzida em outras mídias, como adaptações para o cinema ou TV, documentários, peças teatrais, livros, etc.

 

Categorias especiais

São aquelas que não são submetidas à votação pública. Os vencedores são escolhidos pela Comissão Organizadora do Prêmio HQMIX em processos de decisão internos, seguindo critérios técnicos de avaliação.

 

Projeto Editorial

Publicação de quadrinhos que tenha uma proposta editorial diferenciada ou especial.

 

Projeto Gráfico

Publicação de quadrinhos que tenha uma proposta gráfica diferenciada ou especial.

 

Projeto Especial na Pandemia

Ações e projetos (obras, projetos especiais, lives, atividades on-line, cursos à distância e outras linguagens) realizados em resistência às dificuldades impostas durante o período de pandemia da Covid-19 e que ajudaram a manter a arte dos quadrinhos viva.

 

Categorias acadêmicas

São aquelas cujos trabalhos inscritos são avaliados pela Comissão Acadêmica

 

Tese de Conclusão de Curso

Trabalho acadêmico de avaliação final de graduação com tema na área dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica.

 

Dissertação de Mestrado

Trabalho acadêmico de avaliação final de pós-graduação de mestrado, resultado de pesquisa com tema na área dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica.

 

Tese de Doutorado

Trabalho acadêmico de avaliação final de pós-graduação de doutorado, resultado de pesquisa própria com tema na área de dos quadrinhos, elaborada seguindo a metodologia específica. 

 

 

Sobre o Troféu HQMIX

O Troféu HQMIX foi criado em 1988, pela dupla JAL e Gualberto Costa, no programa TV MIX, da TV Gazeta. O prêmio logo foi apadrinhado pelo então apresentador do programa, Serginho Groisman. A votação nacional é feita pela categoria dos desenhistas de HQs e Humor Gráfico, por meio da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil (IMAG).

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sábado, 7 de novembro de 2020

Quem é o Pantera Negra?


Quando o roteirista Reginald Hudlin contou aos amigos que ia escrever a revista do Pantera Negra, eles perguntaram: Quem? Isso o levou a escrever uma história que não só apresenta o personagem, mas também o reino de Wakanda e mas também criou as principais bases do que viria a ser o filme de enorme sucesso de 2018. Essa história, reunida no volume 38 da coleção de graphic novels Marvel chamou-se “Quem é o Pantera Negra?”.

Hudlin avança muito além do que até então tinha sido feito, remontando ao passado longíncuo de Wakanda, mais precisamente no século V, quando uma tribo rival tenta invadir o local e seus guerreiros são dizimados pelo sistema de defesa incluindo balestras gigantes. Depois, no século XIX, um grupo de aventureiros belgas tenta invadir o local com metralhadoras e é igualmente repelido.

A história pula para o presente, quando o rei de Wakanda está enfrentando adversários em uma disputa pela coroa enquanto dois grupos planejam invadir o país: de um lado vilões, chefiados pelo Garra Sônica, e do outro os americanos interessados nas riquezas naturais do país.

A história não só amplia em muito a mitologia do personagem, acrescentando informações (como a de que o Garra Sônica é descendente do belga que foi morto tentando invadir Wakanda no século XIX). E faz isso com muita ação e uma trama envolvente e empolgante. Além disso, acrescenta uma viva crítica social sobre como os países de primeiro mundo sempre viram a África como um quintal do qual poderiam retirar o que quisessem.

Os desenhos ficam por conta de John Romita Jr. Ele é adorado por muitos e odiado por outros (no geral eu gosto muito). Mas mesmo quem odeia dificilmente diria que ele não foi uma boa escolha. Fortemente influenciado por Jack Kirby, ele traz de volta toda a grandiosidade de Wakanda e cria um visual que seria a principal influencia para o design do filme.

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Mauricio de Sousa é um dos vencedores do Prêmio Estado de São Paulo para as Artes 2019


Desenhista foi premiado na categoria "Iniciativas culturais para crianças e adolescentes"

No dia 29 de janeiro, foram homenageados, no Palácio dos Bandeirantes, profissionais da cultura que se destacaram no decorrer de 2019, no Prêmio Estado de São Paulo para as Artes 2019. Mauricio de Sousa foi um dos vencedores pelo trabalho à frente da Mauricio de Sousa Produções (MSP), na categoria “Iniciativas culturais para crianças e adolescentes”. O desenhista foi representado pelo diretor da MSP, Rodrigo Paiva.

“É uma honra receber esse troféu de grande importância nacional na área cultural. Principalmente pela qualidade dos indicados e do júri. Agradeço! E a nossa responsabilidade para com as crianças e os jovens aumenta e nos traz novos desafios aí pela frente”, diz Mauricio de Sousa.

O prêmio, criado em 1950 e hoje reformulado – é a principal premiação cultural do Estado e a maior em nível estadual no Brasil - tem a organização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Os vencedores receberam um troféu e o valor de R$ 30 mil. As indicações foram feitas pelos membros do Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa, do Condephaat, da Comissão de Análise de Projetos do ProAC Expresso ICMS e pelos secretários de Cultura dos 645 municípios de São Paulo.

Mauricio de Sousa - Uma história de amor e sucesso

Mauricio de Sousa é o autor de maior sucesso das histórias em quadrinhos no Brasil. Começou nos anos 50 em uma pequena cidade do interior de São Paulo (Mogi das Cruzes), sem dinheiro, mas com muita vontade de trabalhar. Assim, conquistou milhões de leitores por passar mensagens de amizade, solidariedade e muito humor com suas criações da "Turma da Mônica". São mais de 400 personagens criados nesses anos.

Hoje, após 60 anos de seu início na área dos quadrinhos, é reconhecido em todo o mundo com várias premiações e publicações de sua obra em diversos países. No Brasil, mantém mais de 10 milhões de leitores por mês apenas com suas revistas em quadrinhos. Representa 85% de todo o mercado infanto/juvenil de quadrinhos no país. 

No YouTube, com sua série de animações "Monica Toy", chegou a mais de 7 bilhões de visualizações pelo planeta em apenas quatro anos. Depois do Brasil, quem mais assiste o programa on-line é a Rússia, México, EUA, Japão e entre outros.

Os shows ao vivo em teatro, com seus personagens, são montados em todo o Brasil e agora estão sendo apresentados em outros países, como EUA e Japão. Além disso, seu parque de diversões indoor em São Paulo é o maior da América Latina.

Sua importância para os brasileiros vai muito além do sucesso comercial. É o primeiro desenhista de quadrinhos no mundo que entrou para uma Academia de Letras junto aos escritores mais famosos (Academia Paulista de Letras - APL).

Suas revistas, comprovadamente, servem de estímulo à leitura e à alfabetização de crianças a partir dos cinco anos de idade. Por isso, passou por cinco gerações de leitores sempre renovando seu público. Na área comercial tem sua marca em mais de 3 mil itens em contratos com cerca de 150 empresas. Já produziu mais de 12 filmes de animação para o cinema e centenas de animações para a TV. É o maior produtor de animação do Brasil. Tem o maior estúdio da área na América Latina com mais de 300 funcionários. 

2020 é um ano cheio de novos projetos e uma nova dimensão para sua empreitada internacional. Uma conquista baseada na criação de um mundo de sonhos que conquistou milhões de pessoas.
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Resenha: "Revolução do Gibi - A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil" - Por Ademir Pascale


Por que os quadrinhos chegaram às livrarias brasileiras? Por que os mangás, nome dos quadrinhos japoneses, tornaram-se tão populares no país? O que fez com que as adaptações literárias fossem tão publicadas nos últimos anos? Por que mais e mais desenhistas se dedicam aos trabalhos autorais? Qual foi o papel da internet na produção de quadrinhos?

Essas e outras perguntas, que marcam o atual momento das histórias em quadrinhos, são respondidas num livro, que começa a ser vendido neste mês nas livrarias e lojas especializadas no setor. Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil (Devir, 520 págs.) procura mostrar as raízes desse novo momento presenciado no país.

A obra divide a questão em 20 capítulos, cada um deles dedicado a explicar diferentes aspectos do atual mercado de quadrinhos. Do papel à internet, do quadrinho estrangeiro ao nacional, das bancas às livrarias, da produção comercial à autoral.

A obra foi escrita por Paulo Ramos, especialista na área e responsável pelo Blog dos Quadrinhos, página jornalística dedicada ao tema e hospedada na redação do portal UOL. O livro reúne reportagens, entrevistas e resenhas feitas pelo autor e veiculadas no blog desde abril de 2006. Cada informação é acompanhada de uma atualização. A última foi feita em janeiro deste ano.

Ramos é autor de outras obras ligadas ao tema, como A Leitura dos Quadrinhos e Bienvenido – Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos – premiadas com o Troféu HQMix na categoria de melhor obra teórica sobre quadrinhos nos anos de 2010 e 2011.

Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil é o segundo livro jornalístico do autor.

Indispensável tanto para curiosos, quanto para profissionais da área. A capa é do cartunista e ilustrador prodígio João Montanaro (Cócegas no Raciocínio), de apenas 15 anos.

Revolução do Gibi – A Nova Cara dos Quadrinhos no Brasil
Estrutura: 520 págs. P/B, em papel off-set 75g;
Formato: 165 mm X 240 mm;
Editora: Devir Livraria Ltda.
www.devir.com.br
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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Resenha: “Vermelho, Vivo”, uma grata surpresa - Por Ademir Pascale



Recebi da Devir Livraria a HQ “Vermelho, Vivo”, com roteiro da Cristina Judar, arte de Bruno Auriema e cores de Rodrigo Perrote e também de Bruno Auriema. Confesso que foi uma grata surpresa... Bom, nem tanta assim, pois as HQs da Devir são sempre de extrema qualidade. Mas, confesso que não conhecia o trabalho da Cristina Judar, que já tinha elaborado anteriormente o roteiro da HQ “Lina”, publicado pela Editora Estação Liberdade.
“Vermelho, Vivo”, é a adaptação de um conto escrito em 2006 que leva o mesmo título, no qual com o passar do tempo, a autora foi modificando, acrescentando novas passagens e personagens.

Sobre a história, gostei do estilo da autora, que descreve a personagem central como uma garota simples; funcionária de um banco que almoça todos os dias numa lanchonete que fica num shopping próximo do Viaduto do Chá, em São Paulo. Mas às vezes a simplicidade esconde segredos obscuros, e este é o mote que Cristina Judar, aos poucos, vai revelando com maestria.

A arte é excepcional, uma verdadeira obra prima feita pelo experiente Bruno Auriema, que é formado em publicidade e já teve alguns dos seus trabalhos publicados nos EUA, como “Tenth Muse (Alias)”, “New Orleans & Jazz”, entre outros. Li esta HQ numa manhã, e estou feliz por ver um trabalho tão bem produzido, tanto da parte gráfica, como do roteiro, arte e cores.
OBS.: esta HQ foi publicada pela Devir com o apoio do Governo de São Paulo. Secretaria de Estado da Cultura. Programa de Ação Cultural (PROAC).


Para adquirir: https://devir.com.br/
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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

A arte e os quadrinhos de Pedro Leite

Pedro Leite - Foto divulgação
Pedro Leite é cartunista, ilustrador e publicitário de Porto Alegre e tem 36 anos. É autor de Sofia e Otto, Quadrinhos Ácidos e Tirinhas do Zodíaco, séries que possuem mais de 550 mil seguidores nas redes sociais. Hoje em dia é considerado um dos maiores desenhistas do Brasil, chegando a ter mais de 2m de altura. Site: www.sofiaeotto.com.br e www.pedroleite.com.br 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início nas artes e quadrinhos?

Pedro Leite: Sempre gostei de desenhar, mas acredito que nunca deva ter investido muito nisso na minha infância e adolescência. Cursei publicidade e propaganda e só depois de formando, trabalhando como diretor de arte em agências, que percebi que estava com saudade dos desenhos. Coloquei na cabeça que não queria mais ser publicitário e comecei a desenhar para criar um portfolio de ilustrações, para sair das agências. Criei com um colega a série Tirinhas do Zodíaco, uma paródia do desenho animado Os Cavaleiros do Zodíaco, e mesmo sendo uma brincadeira foi um sucesso na internet. Desde aquele momento comecei a focar mais nos quadrinhos. Saí de agência, criei outros projetos e continuei assim ao mesmo tempo que fazia de vez em quando freelancers pra me sustentar. Criei a série Quadrinhos Ácidos, que chegou a ter mais de meio milhão de seguidores no Facebook, e atualmente criou quadrinhos para a minha série Sofia e Otto, que também tem livro infantil focado para as crianças do RS.

Conexão Literatura: Você é autor de várias HQ's, poderia comentar?

Pedro Leite: Sou autor de cinto livros: Tirinhas do Zodíaco, Onde Meu Gato Senta, Quadrinhos Ácidos, Sofia e Otto e Sofia e Otto Conhecendo Porto Alegre. É um pouco de cada coisa.
Conexão Literatura: Você é criador de personagens que vivenciam problemas sociais, mas que possuem uma visão de mundo onde conseguem enxergar soluções, além de passarem boas mensagens, destacando Sofia e Otto. Fale mais sobre as mensagens que você deseja passar aos seus leitores através dos quadrinhos. 

Pedro Leite: Quando eu comecei a criar quadrinhos eu estava mais focado em fazer as pessoas rirem e se divertirem, mas com o tempo fui percebendo que com as redes sociais nós, autores, somos de certa forma formadores de opinião ao atingir um grande público leitor na internet. Assim, fui mudando aos poucos o tipo de tirinha que eu produzia. Hoje gosto muito de extravasar meus sentimentos nessa arte, mas também sinto a necessidade de criar críticas sociais com os quadrinhos, afinal, é a forma que tenho de fazer com que meus leitores leiam a respeito de algo que eu considero que seja importante ser debatido. Muitas são apenas tirinhas de humor, mas várias outras são tirinhas reflexivas que fazer os seguidores comentarem e debaterem entre si. Isso é muito gratificando.

Conexão Literatura: E o que poderia dizer sobre os “Quadrinhos Ácidos”?

Pedro Leite: Foi uma série que criei para extravasar alguns sentimentos. Os quadrinhos tinham temas diversos, desde críticas ao consumismo até ao machismo. Hoje, anos depois que a série acabou, eu vejo que alguns desses quadrinhos até foram meio preconceituosos, afinal, o tempo muda e eu evoluo. Mesmo assim, foi uma série que me deu muito orgulho, mas conquistei muitos seguidores e dois prêmios. Ainda atualizo as redes sociais do Quadrinhos Ácidos, mas só repostando tirinhas antigas.

Conexão Literatura: Você ainda trabalha nas tirinhas de “Onde meu gato senta” e outras. Como consegue administrar seu tempo fazendo tantas tarefas? 

Pedro Leite: Onde Meu Gato Senta foi um projeto de um livro que aconteceu há anos. Durou só para produzir o livro, depois disso nunca mais criei nada, como no Quadrinhos Ácidos. Não faço muitas tarefas ao mesmo tempo, mas na verdade no momento a única série que é atualizada é a Sofia e Otto. O resto é só repostagem.

Conexão Literatura: Como analisa os quadrinhos no Brasil e quem trabalha com eles hoje?

Pedro Leite: É difícil dizer, pois não me considero um bom exemplo de quem trabalha com isso. Eu sou um autor que teve o trabalho muito compartilhado na internet, mas isso não significa que consigo trabalhar com isso. Afinal, não são todos os meus seguidores que compram meus livros, e esse é um dos motivos para eu ter começado a outro projeto mudando de foco, na literatura infantil. Os quadrinhos hoje em dia me dão uma graninha, mas não é o suficiente para sobreviver só disso. Minha grana dos quadrinhos vem mais dos livros didáticos que utilizam meus quadrinhos, do meu clubinho no Apoia-se (www.apoia.se/pedroleite), e das vendas em eventos como a CCXP, mas tudo isso ainda é relativamente pequeno.

Conexão Literatura: Como os interessados poderão saber mais sobre você e seus quadrinhos ou até solicitarem trabalhos?

Pedro Leite: Quem quiser ficar mais próximo dos bastidores do meu trabalho, pode entrar no meu clubinho (www.apoia.se/pedroleite) que é uma ferramenta para apoiar os artistas que você gosta a partir de R$ 2,00 por mês. Lá eu posto mais informações sobre a produção do meu trabalho, bastidores, sorteios, etc. Fora isso, qualquer um pode ler meus quadrinhos gratuitamente nas redes socias e solicitar trabalhos por lá.
Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Pedro Leite: Sim. Além dos quadrinhos da Sofia e Otto, estou começando a focar mais na literatura infantil. Ano passado lancei o livro Sofia e Otto Conhecendo Porto Alegre e esse ano lançarei outro livro sobre a imigração italiana do estado do RS. A ideia é lançar livros focados no RS para as escolas daqui, com texto meu e ilustrações de outros artistas.

Perguntas rápidas:

Um livro: A História Sem Fim
Um (a) autor (a): Liniers
Um ator ou atriz: Michael Keaton de Batman
Um filme: Essa é difícil, mas adoro muitos filmes.
Um dia especial: Quando ganhei o troféu HQ MIX

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Pedro Leite: Obrigado! :)
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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Saem os ganhadores do concurso “Escola em Quadrinhos”, promovido pelo Instituto Mauricio de Sousa em parceria com a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo


Ao todo, foram enviadas mais de 7,5 mil histórias produzidas por mais de 26 mil alunos de 597 escolas estaduais

O Instituto Mauricio de Sousa divulgou os grupos vencedores do concurso “Escola em Quadrinhos”, realizado em parceria com a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo. Ao todo, foram enviadas mais de 7,5 mil histórias em quadrinhos, produzidas por mais de 26 mil alunos de 597 escolas estaduais.
As escolas estaduais Gumercindo Gonçalves, de Sorocaba; José Pires Alvin, de Bragança Paulista; e a Professor Alberto Salotti, da região Sul 3 da Capital, foram as vencedoras (veja abaixo o nome dos alunos). Os trabalhos estavam divididos em três categorias: anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio e Educação Jovens e Adultos (EJA).
Os alunos vencedores ganharão um passeio no Parque da Mônica ou poderão fazer uma visita monitorada aos Estúdios Mauricio de Sousa, além de receber gibis da Turma da Mônica e certificados. Já os professores e orientadores, além de acompanhar os alunos na visita, serão premiados também com um kit de produtos da Turma da Mônica.
Seleção
Para participar do concurso, os alunos precisavam criar uma história que envolvia o tema alimentação saudável e formar grupos de três a cinco pessoas. Cada unidade escolar poderia enviar até três trabalhos, que deveriam ser encaminhados às Diretorias de Ensino de cada região.
A seleção foi feita em etapas, primeiro pelos professores de cada escola, os melhores trabalhos de cada uma das categorias foram encaminhados à Diretoria de Ensino responsável. Em seguida, uma nova seleção foi feita pela Diretoria de Ensino, que enviou os escolhidos à sede CRE Mário Covas.
Na etapa final, a comissão julgadora, que era composta por profissionais da Secretaria da Educação, incluindo nutricionistas e docentes das áreas de artes e língua portuguesa, e dos estúdios Mauricio de Sousa selecionou o melhor trabalho de cada categoria.
Confira os vencedores:
Categoria Fundamental anos iniciais
Título: Turma da Mônica e Astronauta em Missão Saudável
Grupo: Giuliano dos Santos, Matheus de Souza e Arthur Bressani
Professor orientador: Érika Araújo
 

Categoria Fundamental anos finais
Turma JPA e Turma da Mônica em “Uma Vida Saudável”
Grupo: Emily Amaral, Isabela Martins, Luis Alberto Oliveira, Erick Coelho e Saulo Goes
Professor orientador: Luciano Prates
 

Categoria Ensino Médio
Turma da Mônica em Comilândia
Grupo: Karina Lima, Luiz Maia e Julia Nubi
Professor orientador: Celia Ribeiro
 

Sobre o Instituto Mauricio de Sousa (IMS)
Fundado em 1997, o IMS realiza projetos, campanhas e ações sociais focados na construção de conteúdos, que através de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Estante Virtual faz seleção especial de HQs


Lista conta com histórias de heróis, anti-heróis e inspiradas em acontecimentos reais

As histórias em quadrinhos surgiram em 1895 e, desde então, o gênero continua fazendo sucesso com pessoas de todas as idades e inspirando roteiros de grandes filmes do cinema.  Com uma legião de fãs ao redor do mundo, a busca por exemplares antigos é cada vez maior e, pensando nisso, a Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br), portal de livros que reúne diversos sebos e pequenas livrarias de todo o Brasil, preparou uma seleção com as histórias em quadrinhos mais procuradas pelos leitores.

“Sejam sobre super-heróis, inspiradas em acontecimentos reais ou adaptações de livros clássicos, as HQs compõem um mundo próprio dentro da literatura. E por que não desbravar esse universo tão fascinante e diverso? Aqui na Estante Virtual os leitores conseguem comprar edições antigas que são difíceis de encontrar no mercado”, comenta Erica Cardoso, gerente de marketing da Estante Virtual. 

Watchmen - Edição Definitiva, de Alan Moore / Dave Gibbons, a partir de R$ 21:

O ano é 1985. Os Estados Unidos são uma nação totalitária e fechada, isolada do resto do mundo. As presenças de arsenais nucleares e dos chamados super-heróis mantêm um certo equilíbrio entre as forças do planeta, até que o relógio do fim do mundo começa a marchar para a meia-noite, e a raça humana, para um abismo sem fim.




V de Vingança, de Alan Moore / Dave Gibbons, a partir de R$ 19:

Uma poderosa e aterradora história sobre perda de liberdade e cidadania, em um mundo bem possível, V DE VINGANÇA permanece como uma das maiores obras dos quadrinhos e o trabalho que revelou ao mundo seus criadores, ALAN MOORE e DAVID LLOYD. Encenada em uma Inglaterra de um futuro imaginário que se entregou ao fascismo, esta arrebatadora história captura a natureza sufocante da vida em um estado policial autoritário e a força redentora do espírito humano que se rebela contra essa situação. Obra de surpreendente clareza e inteligência, V DE VINGANÇA traz inigualável profundidade de caracterizações e verossimilhança a este audacioso conto de opressão e resistência. 

Deadpool Dog Park, de Stefan Petrucha, a partir de R$ 14,90:

Em Deadpool: Dog Park somos apresentados a Wade Wilson, o Deadpool, um dos personagens mais inusitados do Universo Marvel. Neste romance, inédito no Brasil, o Mercenário Tagarela tem uma missão tragicômica: salvar a humanidade de terríveis filhotinhos de cachorro. Ok, falando assim pode até não parecer tão terrível, mas é preciso mencionar que esses fofinhos têm uma tendência um pouco incômoda de transformar-se em monstros gigantes. A Deadpool cabe descobrir quem está por trás desse plano maligno. De preferência, com todos os seus órgãos intactos. Ao leitor cabe deleitar-se com o humor ácido e escrachado de Stefan Petrucha (autor de Jack, o estripador, em Nova York), de preferência sozinho, para não ser flagrado em ataques súbitos de riso.
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Lançamento da DarkSide Books, premiada HQ sobre refugiados na França mostra os horrores da guerra

A AUTORA KATE EVANS ACOMPANHOU DE PERTO O DIA A DIA DOS IMIGRANTES E TRANSFORMOU SUA EXPERIÊNCIA EM QUADRINHOS JORNALÍSTICOS

Na cidade portuária francesa de Calais, surgiu uma cidade dentro de uma cidade. Conhecida como “Selva”, essa esquálida favela de contêineres e barracas foi lar de milhares de refugiados, principalmente do Oriente Médio e da África, todos esperando, de alguma forma, chegar ao Reino Unido.

Rodeadas por ratos e lixo, e privadas de qualquer saneamento básico ou segurança, essas pessoas são o retrato de uma crise humanitária refletida em diversos cantos do mundo. E é com maestria que a quadrinista Kate Evans lança uma luz sobre essa história na premiada história em quadrinhos “Refugiados: A Última Fronteira”, lançamento da DarkSide® Graphic Novel.

Combinando as técnicas de reportagem de testemunhas oculares com a arte sequencial, Kate Evans criou uma obra cheia de imagens pungentes, chocantes, irônicas e comoventes. Voluntária no campo de refugiados de Calais, a quadrinista viu de perto o horror e sofrimento de milhares de pessoas que precisaram abandonar tudo aquilo que conheciam para buscar um novo lar e dignidade.

Tal experiência conferiu à graphic novel um caráter intrinsecamente jornalístico que examina a crise de refugiados através de múltiplos ângulos: moral, político e econômico, no melhor estilo do gênero consagrado por Joe Sacco. O local acabou sendo evacuado, mas “Refugiados: A Última Fronteira” retrata esse momento da história de forma atemporal.

Ao mesmo tempo, ela também entremeia na narrativa suas próprias convicções sobre a crise de refugiados. Kate Evans apresenta um trabalho pessoal, uma verdadeira janela para o leitor conhecer suas experiências ao testemunhar uma história tão dolorosa. E, com seu traço poderoso em estilo, concede emoção aos personagens, retratos dos habitantes reais do campo, e suas histórias.

Os leitores que se emocionaram com o relato de Myriam Rawick, a jovem menina que compartilhou seus dias na Guerra da Síria em “O Diário de Myriam”, certamente encontrarão uma experiência verdadeira e delicada no relato de Kate Evans em “Refugiados: A Última Fronteira”. Um vislumbre nas vidas de pessoas em situação tão urgente que merecem empatia, acolhimento, direitos e compreensão.

Todos deveríamos poder ir e vir, descobrir e redescobrir, visitar, mudar, trocar de lugar seguindo o vento e o tempo do coração. Cabe a nós buscar informação e fazer parte da grande mudança. Refugiados: A Última Fronteira é um alerta para um dos debates mais importantes e prementes da sociedade em que vivemos, no momento em que observamos o maior deslocamento involuntário de pessoas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com mais 68,5 milhões de refugiados ao redor do planeta.

Um lembrete para construirmos mais pontes, e menos muros.

“Um trabalho emocionante e belo [...], jornalismo em quadrinhos de verdade”.
Alison Vechdel, autora de “Fun Home E Você É Minha Mãe?”

“Evans fornece uma visão humana diferenciada e rara de um mundo que a maioria das pessoas só espia pelos noticiários à noite”.
Publisher’s Weekly

“Evans estava lá [...] ela não é neutra: está irritada e triste, e usa a arte para fazer essas pessoas nos acampamentos ganharem vida”.
David Schaafsma, Goodreads

“É impossível ler ‘Refugiados: A Última Fronteira’ sem sentir uma resposta emocional de indignação, ternura e profunda frustração”.
James Yeh, Vice

“Kate Evans apresenta um registro comovente e visceral das famílias e conversas que testemunhou no campo de refugiados”.
Eleanor Sheehan, Popsugar

“‘Refugiados: A Última Fronteira’ é a história real que concede um caráter humano a um tema muito atual nos noticiários”.
Book Riot

Sobre a autora:
Kate Evans é cartunista, artista, ativista, autora e mãe. Nascida no Canadá e criada na Inglaterra, estudou na Universidade de Sussex em Brighton, onde se envolveu em lutas políticas. Evans também se dedicou ao ativismo ambiental produzindo reportagens em cartuns para o “The Guardian”. É autora de “Rosa Vermelha” (wmf Martins Fontes, 2017), uma biografia em quadrinhos de Rosa Luxemburgo. “Refugiados: A Última Fronteira” é um dos seus trabalhos mais poderosos e recebeu prêmios importantes como o John C. Laurence Award, em 2016, e o Broken Frontier Award, em 2017.

Sobre a editora DarkSide® Books:
Primeira editora brasileira especializada no universo do terror e da fantasia, a DarkSide® Books nasceu em um 31 de outubro, Dia das Bruxas, em 2012. Hoje, com cinco anos de vida, já mobiliza mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais, todos eles leitores que colecionam seus títulos – edições sempre caprichadas e em capa dura. A DarkSide® – apadrinhada pelo mestre Zé do Caixão, de quem reeditou a biografia – se tornou uma referência entre as novas editoras do mercado e mantém uma relação intensa, de admiração e troca, com seus fãs e seguidores, que não deixam de acompanhar, curtir, sugerir títulos e cobrar lançamentos com a "Caveira" (o símbolo que se tornou apelido da editora nas redes sociais). Além da qualidade quase psicopata do design e acabamento gráfico das edições, esta legião de fãs busca, na DarkSide®, as preciosidades de um catálogo diversificado, que aposta em revelações da literatura mundial, premiadas no exterior (como Andrew Pyper, Caitlín R. Kiernan e Keith Donohue), em ícones do universo do terror e da fantasia (como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson) e em obras-primas que continuavam inéditas no país como Fábrica de Vespas, o premiado livro do autor Iain Banks.

Sobre a linha Graphic Novel:
A DarkSide® Graphic Novel é uma expansão do universo sombrio e fantástico da editora, que vai desde clássicos desenterrados ao terror mais casca grossa. De histórias para morrer de amor até casos reais de investigação criminal. Assim, as diferentes coleções e linhas editoriais da DarkSide Books, como DarkLove, Crime Scene ou Medo Clássico também podem assinar quadrinhos e mangás. Mais importante que o formato é ter grandes histórias para ler.

E o que os fãs podem esperar de uma graphic novel com a caveirinha na lombada? De cara, já dá pra ver que são edições de botar pra quebrar, com capa dura e aquele padrão quase psicopata de qualidade. Mas é claro que tem muito mais. São títulos que fogem do óbvio, obras inéditas, autores consagrados e artistas que estão renovando o mercado. Um verdadeiro panorama do que há de mais dark no mundo dos quadrinhos.

SERVIÇO:
REFUGIADOS: A ÚLTIMA FRONTEIRA
Título: Refugiados: A Última Fronteira
Autora: Kate Evans
Tradutora: Letícia Ribeiro de Carvalho
Editora: DarkSide®
Edição: 1a
Idioma: Português
Especificações: 176 páginas, Limited Edition (capa dura)
Dimensões: 21 x 28 cm
Preço: R$ 69,90
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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Marcelo D2, BNegão, Karol Conka e ícones do rap viram super-heróis em quadrinhos em exposição paulista

PATROCINADO PELA DARKSIDE, A MOSTRA ‘RAP EM QUADRINHOS’ É ASSINADA PELO ILUSTRADOR WAGNER LOUD E PELO YOUTUBER LOAD COMICS

A editora DarkSide Books e a Central Panelaço, espaço vegano do cantor João Gordo, se uniram para apresentar a exposição “Rap Em Quadrinhos”, do ilustrador e designer Wagner Loud e do youtuber Gil Santos – mais conhecido como Løad Comics. O projeto homenageia grandes rappers nacionais que ganham ilustrações no papel de super-heróis do universo das HQs. A abertura do evento será no sábado, 20, e conta com a presença dos idealizadores e com um bate-papo sobre a representatividade na cultura pop, a partir das 17h, na Central Panelaço.

A ideia em unir o rap e os quadrinhos surgiu depois que Løad entrevistou Wagner Loud para o seu canal homônimo, que discute o universo das HQs e sua ligação com o gênero musical. Na época, Wagner Loud estava à frente do projeto “Punk em Quadrinhos” e ambos logo imaginaram fazer uma versão para os rappers nacionais. Por compreenderem que existem vários pontos de conexão entre o que é apresentado por um MC em suas músicas e as discussões que são propostas nas HQs, eles resolveram selecionar, inicialmente, vinte artistas para ilustrarem capas dos quadrinhos.

Depois de divulgarem 19 artes do projeto em suas redes sociais, a dupla os apresenta em exposição física, onde o público poderá conferir as artes impressas. A renda do evento será revertida para o coletivo Imargem, uma iniciativa que promove arte acessível e politizada ressignificando lixo, espaço e fronteiras.

Sobre a editora DarkSide® Books:
Primeira editora brasileira especializada no universo do terror e da fantasia, a DarkSide® Books nasceu em um 31 de outubro, Dia das Bruxas, em 2012. Hoje, com cinco anos de vida, já mobiliza mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais, a maioria deles leitores que colecionam seus títulos – edições sempre caprichadas e em capa dura. A DarkSide® – apadrinhada pelo mestre Zé do Caixão, de quem reeditou a biografia – se tornou uma referência entre as novas editoras do mercado e mantém uma relação intensa, de admiração e troca, com seus fãs e seguidores, que não deixam de acompanhar, curtir, sugerir títulos e cobrar lançamentos com a "Caveira" (o símbolo que se tornou apelido da editora nas redes sociais). Além da qualidade quase psicopata do design e acabamento gráfico das edições, esta legião de fãs busca, na DarkSide®, as preciosidades de um catálogo diversificado, que aposta em revelações da literatura mundial, premiadas no exterior (como Andrew Pyper, Caitlín R. Kiernan e Keith Donohue), em ícones do universo do terror e da fantasia (como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson) e em obras-primas que continuavam inéditas no país como Fábrica de Vespas, o premiado livro do autor Iain Banks.

SERVIÇO:
Abertura da exposição “Rap Em Quadrinhos”
Endereço: Central Panelaço (Rua Conselheiro Carrão, 451 – Bela Vista)
Data: 20/10
Horário: 17h
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Ilustrador da Marvel Comics, Danilo Beyruth lança ‘Samurai Shirô’, da DarkSide Books, neste sábado

AUTOR ASSINA AS GRAPHIC NOVELS DO ASTRONAUTA, PERSONAGEM DE MAURÍCIO DE SOUZA, ALÉM DE ‘GHOST RIDER’ E ‘GUARDIÕES DA GALÁXIA’ PARA MARVEL

Conhecido mundialmente, o premiado quadrinista Danilo Beyruth fechou sua primeira parceria com a editora DarkSide® Books. Juntos eles publicam a HQ inédita “Samurai Shirô”, que será lançada na loja Ugra, em São Paulo, neste sábado, dia 15. A graphic novel traz uma narrativa construída por sentimentos de vingança e honra, envolvendo samurais modernos e a máfia japonesa no bairro da Liberdade na cidade de São Paulo. O bate-papo com o autor e Lielson Zeni, da DarkSide, começa às 16h, seguido de uma sessão de autógrafos.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/2146631695575881

Sobre o livro:
“Samurai Shirô” conta a história de lutas sangrentas pelo poder, honra familiar e do reencontro violento com o passado, vivido no agora por samurais modernos e a Yakuza -máfia japonesa -, que usa de cenário o bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo. Akemi é uma jovem descendente de japoneses que vê surgir em seu caminho um estranho homem sem memória, com uma katana - tipo de espada japonesa -, e passa a ser perseguida pelos membros do Yakuza. Ela vai precisar enfrentá-los, assim como seu próprio passado, para sobreviver.

A narrativa de “Samurai Shirô”, em ritmo veloz, é repleta de ação e dialoga com a intensidade e diversidade da principal metrópole do país, para onde migraram milhares de orientais, e considerada a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão. A arte em preto e branco de Danilo Beyruth dialoga com o universo imagético dos filmes de samurai de Akira Kurosawa, como “Yojimbo”, “O Guarda-Costas” e “Sete Samurais”, além dos mangás, como “Lobo Solitário”. Sem perder sua característica, o traço dinâmico de Beyruth se desafia a contar uma história de luta pelo poder e pela honra dentro da tradição de histórias de ação japonesas, lidando com suas marcas e símbolos como um verdadeiro sensei.

O autor entrega um de seus quadrinhos autorais mais intensos nas mãos de uma editora que sabe moldar o medo. “Samurai Shirô”, lançamento da DarkSide® Books em seu selo DarkSide® Graphic Novel — inteiramente dedicado ao melhor da arte sequencial —, chega às livrarias em setembro com quase duzentas páginas em capa dura e com um acabamento especial de dar inveja a mafiosos.

Sobre Danilo Beyruth:
Danilo Beyruth é quadrinista e ilustrador, vencedor de diversos prêmios HQ Mix. Em 2009, publicou seu primeiro álbum, “Necronauta: O Soldado Assombrado” (HQ Maniacs). A seguir, lançou o premiado “Bando de Dois” (Zarabatana, 2010), também publicado na Argentina, França e Portugal. Em 2012, Necronauta ganhou um segundo volume, “Necronauta: Almanaque do Mortos” (Zarabatana), mesmo ano em que inicia a série com o personagem de Mauricio de Sousa, pela Panini, “Astronauta: Magnetar” (traduzido para o alemão, espanhol, francês e italiano), “Astronauta: Singularidade” (2014) e “Astronauta: Assimetria” (2016). Publicou ainda “São Jorge” em dois volumes (Panini, 2014). Também desenha para a Marvel Comics (“Ghost Rider”, “Guardiões da Galáxia”, “Cable”, entre outros). Ilustrou a capa e o miolo da segunda edição de “A Noite dos Mortos-Vivos”, de John Russo (Darkside, 2018). Neste ano, Danilo viu seus personagens e conceitos ganharem vida no filme “Motorrad”, dirigido por Vicente Amorim. “Samurai Shirô” é seu primeiro álbum pela Darkside® Books.

Sobre a editora DarkSide® Books:
Primeira editora brasileira especializada no universo do terror e da fantasia, a DarkSide® Books nasceu em um 31 de outubro, Dia das Bruxas, em 2012. Hoje, com cinco anos de vida, já mobiliza mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais, a maioria deles leitores que colecionam seus títulos – edições sempre caprichadas e em capa dura. A DarkSide® – apadrinhada pelo mestre Zé do Caixão, de quem reeditou a biografia – se tornou uma referência entre as novas editoras do mercado e mantém uma relação intensa, de admiração e troca, com seus fãs e seguidores, que não deixam de acompanhar, curtir, sugerir títulos e cobrar lançamentos com a "Caveira" (o símbolo que se tornou apelido da editora nas redes sociais). Além da qualidade quase psicopata do design e acabamento gráfico das edições, esta legião de fãs busca, na DarkSide®, as preciosidades de um catálogo diversificado, que aposta em revelações da literatura mundial, premiadas no exterior (como Andrew Pyper, Caitlín R. Kiernan e Keith Donohue), em ícones do universo do terror e da fantasia (como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson) e em obras-primas que continuavam inéditas no país como Fábrica de Vespas, o premiado livro do autor Iain Banks.

Sobre a linha Graphic Novel:
A DarkSide® Graphic Novel é uma expansão do universo sombrio e fantástico da editora, que vai desde clássicos desenterrados ao terror mais casca grossa. De histórias para morrer de amor até casos reais de investigação criminal. Assim, as diferentes coleções e linhas editoriais da DarkSide Books, como DarkLove, Crime Scene ou Medo Clássico também podem assinar quadrinhos e mangás. Mais importante que o formato é ter grandes histórias para ler.

E o que os fãs podem esperar de uma graphic novel com a caveirinha na lombada? De cara, já dá pra ver que são edições de botar pra #*@#-*, com capa dura e aquele padrão quase psicopata de qualidade. Mas é claro que tem muito mais. São títulos que fogem do óbvio, obras inéditas, autores consagrados e artistas que estão renovando o mercado. Um verdadeiro panorama do que há de mais dark no mundo dos quadrinhos.

SERVIÇO:
Título: Samurai Shirô
Autor: Danilo Beyruth
Editora: DarkSide®
Edição: 1a
Idioma: Português
Especificações: 192 páginas, capa dura
Dimensões: 17,5 x 26 cm
Preço: R$ 59,90

EM SP:
Bate-papo com o autor Danilo Beyruth e Lielson Zeni, seguido de sessão de autógrafos
Local: UGRA PRESS - Rua Augusta, 1371, loja 116 - São Paulo
Data: 15/09
Horário: 16h
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