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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O canal “Contos de Encruzilhada”, de Evy Mello e Hugo Brasarock, por Cida Simka e Sérgio Simka

Hugo Brasarock e Evy Mello - Foto divulgação

Os escritores Evy Mello e Hugo Brasarock tiveram uma ótima sacada: resolveram abrir um canal no YouTube para divulgar contos, histórias, lendas e “causos” assombrados criados por eles.

Confira a entrevista macabra que eles concederam à revista Conexão Literatura.

Fale-nos sobre vocês.

Evy Mello: Encontrei em Hugo Brasarock o parceiro perfeito para a construção do projeto que tanto sonhei: escrever contos de terror à brasileira. Hugo é um artista completo: transpira talento e brasilidade genuína em tudo que faz – letra, melodia, ritmo, traço... Canta, compõe, desenha, toca, escreve com autenticidade uma prosa deliciosa, recheada de tradição e regionalismo.

É um marinheiro do asfalto. Consegue universalizar a região que retrata ao resgatar lendas e histórias das mais gostosas de ouvir em roda. Fui conquistada por essa prosa brejeira. Essa é a marca Brasarock.

Hugo Brasarock: Quando Evy Mello e eu decidimos escrever contos de terror juntos, fiquei com certo receio. Afinal, ela está entre as minhas referências de autores idolatrados. Artista das letras, possui uma escrita refinada com estética impecável e profunda. Acadêmica e intelectual, tem a habilidade de ativar áreas emocionais do cérebro com suas combinações, estrategicamente elaboradas, de palavras e ideias. 

É uma inspiração criativa e estimulante. Resgatou meu poder de escrita com suas abordagens reflexivas e poéticas. Sim. Ela consegue ser poeta, mesmo num conto macabro.

Por fim, achei que o contraste de estilos entre nossos parágrafos daria um resultado interessante. E cá estamos, aterrorizando a literatura brasileira.

Fale-nos sobre o canal. Por que resolveram criá-lo?

Evy Mello: De certa forma, o canal “Contos de Encruzilhada” é um meio de compartilhar as conversas mais gostosas que Hugo e eu construímos ao longo deste ano. Quando nos conhecemos, Hugo já tinha experiência com o gênero terror, já havia escrito o genial “A véia barrageira”; eu ainda iniciava minhas tentativas, inspirada pelos amigos Sérgio Simka e Cida Simka, havia acabado de publicar o conto “A casa da esquina oposta”. Claro que adorei a experiência e, daí em diante, eu e Hugo iniciamos nosso projeto de escrita conjunta de contos de terror. 

O que nos uniu, além do gosto comum pelo gênero, foi a percepção de que havia a necessidade e a vontade de dar um toque brasileiro às histórias. Explico: de minha parte, sempre foi um incômodo, a cada vez que lia alguma história de terror, produzida por um brasileiro, encontrar cenários bem distantes dos nossos, uma forma de “cópia” das paisagens norte-americanas ou europeias. Às vezes, começava a ler a narrativa, empolgada, até me deparar com alguma personagem Steve, que assassinava alguma Mary, e ao longo da história nenhum José, ou João, mas um Joseph ou um John. 

Em outras palavras: por que não buscar em nossa realidade, em nossas lendas, em nossa cultura, em nossos assassinos em série, a inspiração para a criação de nosso terror? E não falta matéria para inspiração. Eu, por exemplo, sempre admirei essa fonte de criação em Zé do Caixão. 

Claro que sou leitora de Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft, Mary Shelley, Bram Stoker, Lord Byron... Li 13 vezes “O Morro dos ventos uivantes”. A aversão ao estrangeiro, portanto, não faz parte de minha vida e acolho com muita tranquilidade a excelente influência que estes autores exercem em minha escrita. Mas penso que isso deve ser traduzido para nossas cores e sabores.

HUGO Brasarock: O canal é também uma espécie de incentivo ao contato mais íntimo com esse gênero, já que cada conto é um relato escrito, real ou não, na diferença de estar na linguagem vídeo. Por fim, acabamos por vestir nossa faceta de professores, trazendo textos para as pessoas ‘lerem’ com seus olhos e ouvidos.

EVY Mello: É esse projeto que o canal “Contos de Encruzilhada” sintetiza. Hugo é um mestre em aferir brasilidade em tudo o que toca. Utilizar a mídia como meio de promover a leitura, como forma de dialogar com as pessoas. E como forma de expandir horizontes. 

HUGO Brasarock: O que mais me agrada também, além da ‘brasilidade’ de nossa proposta é o efeito que obtemos com a mistura de nossos estilos. Os textos reflexivos e cheios de conflitos internos das personagens escritas por Evy Mello, bem como sua narração quase poética, carregada do que considero o máximo da sofisticação literária em fusão com minha escrita crua e direta, com neologismos e expressões populares, resulta num texto dinâmico e de aspecto ligeiro. Em forma de vídeo, então, potencializa-se esse efeito.

EVY Mello: Essa tem sido nossa mais nova missão. Temos abraçado isso com muito desvelo, profissionalismo e comprometimento. Esperamos que todos gostem e nos acompanhem, se inscrevam e interajam conosco pelo canal! Esperamos por vocês! Mas... Não se esqueçam: Assistam de LUZES APAGADAS se tiverem coragem! Lembrem-se de que alguns contos são inspirados em histórias reais... 

Você pode mandar sua história para a gente pelo canal, inclusive!

Link para o canal:

https://www.youtube.com/channel/UCozQaX-CjreqO5F5ZqtCfpw/featured

Link para o livro “A lenda da Velha Barrageira”, de Hugo Brasarock:

https://www.autografia.com.br/produto/a-lenda-da-velha-barrageira/


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021).

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