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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Gene Deitch, ilustrador de desenhos como "Tom e Jerry" e "Popeye", morreu aos 95 anos na madrugada de sexta-feira (17)


Gene Deitch, ilustrador que fez episódios de desenhos como "Tom e Jerry" e "Popeye", morreu aos 95 anos na madrugada de sexta-feira (17) em Praga, na República Tcheca.

A causa da morte ainda não foi divulgada. Seu editor, Petr Himmel, disse à agência Associated Press que ele morreu "inesperadamente", mas não deu detalhes sobre a causa.

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quinta-feira, 28 de março de 2019

Adilson Lima e o seu trabalho como ilustrador, por Sérgio Simka e Cida Simka

Fale-nos sobre você.

Nasci na cidade de São Paulo e quando eu ainda era criança minha família se estabeleceu no ABC. Muito cedo tive contato com a arte. Aos nove anos de idade fazia parte da Banda Lira Musical de Diadema e dançava balé clássico. Aos 11 já trabalhava como contínuo (uma espécie de office boy) no Banco da Koreia na Av. Paulista. De lá para cá nunca mais parei de trabalhar. Nessa época a minha paixão pela música aumentou e comecei a aprender violão e flauta doce sozinho. Sou arte-educador por formação acadêmica, músico e funcionário público concursado na Prefeitura Municipal de Santo André como agente cultural. Durante muitos anos ministrei aulas e oficinas de desenho e história em quadrinhos em espaços públicos (Prefeituras de São Bernardo do Campo e Santo André), escolas de desenho (ASBBA – Associação São-Bernardense de Belas Artes e ESA – Escola Studio de Artes) e SESC.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu trabalho como ilustrador. Quando começou a desenhar? Teve alguma influênc
ia?

Comecei a desenhar bem cedo. Muito antes de ser alfabetizado. Lembro que "rabiscava" em qualquer folha de papel que me caísse à mão, como as folhas de seda que embrulhavam os pães (bengala) ou mesmo aquelas folhas azuis ou rosa em que a carne vinha embrulhada do açougue. Um dia vi o desenho de um leãozinho em uma velha embalagem de balinhas de goma que estava jogada no chão. Copiei aquele desenho só observando. Tinha talvez uns cinco anos de idade e minha mãe saiu correndo para mostrar aos vizinhos. Percebi que todos ficaram impressionados, mas não entendia o porquê de tanto barulho. Era só um desenho e para mim deveria ser algo natural. Ainda lembro como desenhar aquele leãozinho, pois nunca mais me saiu da mente. Tenho ainda um livro que ganhei de minha mãe que talvez tenha sido o pontapé inicial para eu desejar tornar-me um desenhista profissional: Como Desenhar Figuras Cômicas e Bichos de Ayton Thomaz. Através desse livro que eu tive conhecimento pela primeira vez das etapas de construção de um desenho, da  tinta nanquim, do pincel e da pena de desenho. Ademais, todos os desenhos animados a que eu assistia quando garoto eu tentava desenhar. Eles foram a maior influência na minha formação como desenhista. Nunca tive a oportunidade de estudar desenho, então acabei absorvendo quase todos os estilos. Principalmente os de Walter Lantz (Pica-pau), Metro Goldwin Mayers (Tom & Jerry), Hanna-Barbera (todos) e Disney (todos). Já adulto me deparei com a arte de mestres como Al Capp e Will Eisner, o que ajudou bastante na minha formação. Pude conviver e aprender muito com os saudosos mestres brasileiros Álvaro de Moya (meu mentor), Eugênio Colonnese e Rodolfo Zalla. Também conheci Paolo Serpieri (Drunna), Quino (Mafalda), Jim Davis (Garfield) e estudei com Ivo Milazzo (Ken Parker).


Tem alguma participação em livro etc.?

Meu primeiro trabalho como ilustrador foi para o jornal Country Express em 1991, informativo de um programa de country music da Imprensa FM que durou apenas duas edições. Criei para eles a tira Railroad Bob. Era um personagem trapalhão que trabalhava em uma ferrovia. Desde então fiz cartazes, criei bonecos propaganda, logotipos, quadrinhos eróticos etc. Isso aliado a outras atividades como a música e meu emprego diário. Ao lado de Eugênio Colonnese participei de revistas da Editora Escala e Ópera Graphica. Ilustrei as revistas O Casamento da Dona Baratinha e Aladim (Editora Minuano) e fui arte-finalista das revistas O Pequeno Ninja (Cristal Editora e Editora On-Line respectivamente) e O Reino Encantado das Princesas (Editora On-Line). Internacionalmente como Art Ramos (pseudônimo) participei de exposição de pin-ups na Espanha e Bélgica com minha personagem Lily Fontaine, uma história em quadrinhos que se passa na França por volta de 1889.

Quem quiser conhecer seu trabalho, como se deve proceder?


Tenho muita influência das histórias em quadrinhos, principalmente europeias. Atualmente desenvolvo histórias de western e ilustrações de pin-ups. Tenho uma página no Instagram (@art.ramos_) e Facebook (www.facebook.com/art.ramos.lima). Quem quiser me contatar pode mandar-me uma mensagem no e-mail adilsoncomics@yahoo.com.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Ilustrador do HQ ‘Sandman’, Dave McKean participa de tarde de autógrafos e bate-papo em BH e no Rio


PARCEIRO CRIATIVO DE NEIL GAIMAN PARTICIPA DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE QUADRINHOS (FIQ), EM BELO HORIZONTE, E SEGUE PARA O RIO DE JANEIRO PARA LANÇAR “BLACK DOG: OS SONHOS DE PAUL NASH”, DA DARKSIDE BOOKS

Reconhecido principalmente pelo sucesso da série “Sandman”, o quadrinista Dave McKean chega ao país e desembarca em Belo Horizonte, onde participará do FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos, entre os dias 30 de maio a 3 de junho. A vinda do ilustrador foi um convite do Festival, com apoio da Darkside Books, que leva o britânico para divulgar o livro “Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash” no Rio de Janeiro em seguida.

Durante a passagem de McKean em Belo Horizonte, ele receberá fãs e admiradores para uma sessão de autógrafos no dia 1º de junho, às 13h, e depois, às 18h, fará um bate-papo sobre a sua carreira com mediação do professor Daniel Werneck. No dia seguinte, 2, terá outra sessão de autógrafos, às 13h.

Entre os dias 4 e 8 de junho, o quadrinista participará de ações, sessões de autógrafos, dia de imprensa e eventos no Rio de Janeiro em função do seu recente livro “Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash”, lançado pela editora DarkSide Books.

Conhecido por sua colaboração com Neil Gaiman — em “Sandman”, “Sinal e Ruído”, “Mr. Punch” e “Violent Cases” —, Dave McKean assombra o universo dos quadrinhos desde a sua estreia, em 1991, com o premiado graphic novel “Cages”. Agora, a DarkSide Books apresenta a nova graphic novel do artista, baseada na vida de Paul Nash, pintor inglês surrealista que combateu na Primeira Guerra Mundial. O livro gira em torno de lembranças do artista e de seus amigos combatentes durante a batalha.

Sobre Dave McKean:
Dave McKean é um reconhecido quadrinista e ilustrador, além de cineasta e músico. Em 1986, ele conheceu o autor Neil Gaiman, com quem colaborou em muitos projetos desde então. Seu primeiro livro, “Violent Cases” (1987), foi impresso em muitas edições em todo o mundo. Desde então, ambos produziram “Orquídea Negra” (1988), “Sinal e Ruído” (1990) e “Mr. Punch: A Comédia Trágica ou a Tragédia Cômica de Mr. Punch” (1994). Dave contribuiu com todas as ilustrações e desenhos da capa para a série de graphic novels “Sandman”, e uma coleção deste trabalho chamada “Dust Covers: The Collected Sandman Covers” foi publicada em 1998.

Entre 1990 e 1996, Dave também escreveu e ilustrou o premiado romance “Cages”, que ganhou o Harvey Award de Melhor Nova Série e Melhor Graphic Novel. Mais tarde, ainda criou ilustrações conceituais para “Harry Potter e a Câmara Secreta” e “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”. O inglês ainda ilustrou desde livros infantis, como “O Dia Em Que Eu Troquei Meu Pai Por Dois Peixinhos Dourados” e “Os Lobos Dentro das Paredes”, até livros adultos como “A Torre Negra: Mago e Vidro” e “Sombras da Noite”, ambos de Stephen King.

Sobre o Festival Internacional de Quadrinhos:
Em 1997, quando Belo Horizonte comemorou seu primeiro centenário, a capital foi sede de diversos eventos e homenagens. Um deles, em especial, chamou a atenção de todos, com convidados nacionais e internacionais de renome, transformando BH, pela primeira vez, no maior ponto de encontro latino-americano de HQs. Era a 1ª Bienal de Quadrinhos, realizada nos espaços nobres e históricos da Serraria Souza Pinto.

A partir de 1999, rebatizado como Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), o evento configurou-se como referência obrigatória para os quadrinistas e hoje pode ser considerado o principal do gênero na América Latina.

O FIQ-BH é um espaço propício para o encontro de profissionais e a troca de experiências artísticas e pedagógicas relacionadas à linguagem da arte sequencial. Além das diversas atividades oferecidas, artistas acadêmicos convidados estimulam a capacitação de profissionais e incentivam formação de jovens quadrinistas. A edição mais recente do FIQ-BH, realizada em 2015, recebeu mais de 80 mil pessoas do Brasil e de outros países.

Sobre a editora DarkSide® Books:
Primeira editora brasileira especializada no universo do terror e da fantasia, a DarkSide® Books nasceu em um 31 de outubro, Dia das Bruxas, em 2012. Hoje, com cinco anos de vida, já mobiliza mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais, a maioria deles leitores que colecionam seus títulos – edições sempre caprichadas e em capa dura. A DarkSide® – apadrinhada pelo mestre Zé do Caixão, de quem reeditou a biografia – se tornou uma referência entre as novas editoras do mercado e mantém uma relação intensa, de admiração e troca, com seus fãs e seguidores, que não deixam de acompanhar, curtir, sugerir títulos e cobrar lançamentos com a "Caveira" (o símbolo que se tornou apelido da editora nas redes sociais). Além da qualidade quase psicopata do design e acabamento gráfico das edições, esta legião de fãs busca, na DarkSide®, as preciosidades de um catálogo diversificado, que aposta em revelações da literatura mundial, premiadas no exterior (como Andrew Pyper, Caitlín R. Kiernan e Keith Donohue), em ícones do universo do terror e da fantasia (como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson) e em obras-primas que continuavam inéditas no país como Fábrica de Vespas, o premiado livro do autor Iain Banks.

SERVIÇO:
FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos – Entre os dias 30 de maio a 3 de junho de 2018
Horário: Entre 30 de maio a 1º de junho, das 9h às 21h e entre 2 a 3 de junho, das 10h às 21h
Endereço: Serraria Souza Pinto (Avenida Assis Chateaubriand, 809 – Centro)
Entrada gratuita
Correalização: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte - Secretaria Municipal de Cultura de BH I Fundação Municipal de Cultura de BH - e Instituto Periférico
Patrocínios: Oi e Cemig I Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais
Site: http://www.fiq.pbh.gov.br/
Facebook: https://www.facebook.com/FIQBH/

DarkSide® Books
Site: http://www.darksidebooks.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/darksidebooks

Informações sobre o livro “Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash”
Título: Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash
Autor: Dave McKean
Tradutor: Bruno Dorigatti
Editora: DarkSide® Books
Edição: 1a
Idioma: Português
Especificações: 120 páginas, capa dura
Dimensões: 23 x 30 cm
Preço: R$59,90
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quarta-feira, 1 de março de 2017

HQ Resenha: Bom Demais


Bom Demais é uma história espetacular.

Retrata a verdadeira vida de muitos artistas que estão todos os dias "dando o sangue" para viver da arte. 
Sei muito bem como é a jornada que Rafael (meu xará com "F" e protagonista do quadrinho) está enfrentando. Arrisco em dizer que pelo menos 80% dos artistas, seja desenhistas ou escritores, vão se identificar com as dificuldades de Rafael.

Além disso, Felipe Cagno (roteirista de Bom Demais), passa outra lição para nós, onde nos motiva a correr atrás de nossos sonhos, passando por cima das opiniões alheias que são jogadas em nossa trilha apenas para nos desmotivar. E o pior, essas dificuldades podem vir de membros de nossas próprias famílias, parentes e amigos que insistem em nos dizer que nossa carreira é "coisa de criança", ou que não da dinheiro. Até entendemos tais preocupações, mas não é nessas dificuldades que devemos nos focar. Muitas vezes o artista acaba se desmotivando e caindo numa armadilha fatal, que é esperar que algo de bom aconteça sem você fazer nada para buscá-la. Com isso, o tempo passa e sua carreira fica estagnada. E nesse momento o artista passa a viver apenas sonhando.

Por trás desse ponto levantado, dessa crítica, temos um romance muito bonito. Rafael será colocado no caminho de Camille, uma atriz bem sucedida em Hollywood. O sonho dele é viver um verdadeiro amor com ela, embora para ele pareça distante.

Confesso que fiquei surpreendido com a reviravolta final e o desfecho que Felipe Cagno deu ao personagem, particularmente eu adorei. Fugiu completamente dos clichês, em vários pontos.
Também não poderia deixar de comentar sobre a arte impecável de Bruno Oliveira, está de alto nível. 

Bom Demais é um história em quadrinhos que foi contemplada pelo ProacSP, um investimento que valeu a pena. Se você ainda não leu este quadrinho, corra atrás e não perca essa história motivante e fantástica. 

Felipe Cagno (roteirista) e o quadrinho: Bom Demais


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