Possessão Alienígena reúne grandes escritores brasileiros de ficção científica

Monitorar, possuir e manipular. De certo modo, a literatura, a mídia e o cinema ajudam na descrença da existência dos alienígenas, tor...

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Escritoras Igiaba Scego e Eliane Potiguara se encontram no Lá na Laje, em São Paulo


Mesa 'Costumes Ancestrais' ocorre na quarta-feira, 07, no Sesc Pompeia, com entrada gratuita

Com histórias de vida que se cruzam a partir das narrativas, as escritoras Igiaba Scego (Itália) e Eliane Potiguara (Indígena) se encontram na próxima quarta-feira (07)às 19h30  no bate-papo "Costumes Ancestrais" dentro do projeto Lá na Laje, no Sesc Pompeia. A entrada é gratuita e a mediação, bem como a curadoria, é da jornalista Jéssica Balbino. Haverá tradução simultânea e também em LIBRAS.

O Lá na Laje neste ano tem como tema central "Resistência, substantivo feminino" e conta com a participação de autoras negras, indígenas e LGBTQi+.

Esta é a primeira vez que as autoras se encontram para um bate-papo e foi uma preocupação do evento em fortalecer vínculos ainda impensados. "Quando fomos desenhando a programação, pensamos em incentivar a reunião de pessoas que tem obras e vidas em comum mas que não se encontrariam se não fosse aqui e tem dado certo", destacou a curadora.
Igiaba Scego - Foto divulgação
No bate-papo, as autoras vão conversar sobre como os costumes ancestrais moldam suas "tribos", sejam elas indígenas, urbanas ou culturais. A escritora, artista e ativista Eliane Potiguara e a imigrante Igiaba Scego vão convesar sobre como o colonialismo pode afetar ou não tais costumes e como a escrita, a literatura e a resistência ajudam neste campo.

Conheça as convidadas
Eliane Potiguara é professora, escritora, ativista e empreendedora indígena. Fundadora da Rede Grumin de Mulheres Indígenas, foi uma das 52 brasileiras indicadas para o projeto internacional "Mil Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz". É atuora das obras "A terra é mãe do índio", "Akajutibiro: terra do índio Potiguara" e "Metade cara, metade máscara".

Igiaba Scego é uma escritora italiana. Filha de imigrantes somalianos, graduou-se em Línguas Estrangeiras na Universidade La Sapienza de Roma e doutorou-se em Pedagogia na Universidade de Roma Tre. Suas obras têm um forte enfoque no diálogo entre culturas e na dimensão da transculturalidade e das migrações. No Brasil, tem os livros Adua, Minha casa é onde estou e o ensaio "Caminhando contra o vento", sobre Caetano Veloso.
Eliane Potiguara - Foto divulgação
Sobre o Lá na Laje
O Lá na Laje existe desde 2018 no Sesc Pompeia, tendo trabalhado com o tema "Clube do livro sem livros" e neste ano "Resistência, substantivo feminino". A curadoria é dividida entre Jéssica Balbino e a programadora da unidade, Soraya Idehama.

Neste ano se entrelaçam outras conversa sobre ditaduras, violência, voz, corpos, religião, temas LGBTQi+, afeto, ancestralidade, entre outros, que ocorrerão em encontros que vão até novembro. Para os próximos encontros estão confirmados nomes como Mirta Portilla (Cuba),  Porsha Olayiwola (EUA), Igiaba Scego (Itália), Futhi Ntshingila (África do Sul) e as brasileiras Bell Puã (Recife), Fabiana Lima (Bahia), Cláudia Canto (São Paulo) Eliane Potiguara (Rio de Janeiro) e Dona Jacira (São Paulo).

A ideia é que, por meio desses encontros, também aconteça a difusão de novas vozes na literatura. "Estou muito feliz em fazer esta segunda etapa do projeto neste ano. Estamos num momento em que precisamos discutir sobre os temas propostos e promover o intercâmbio entre autoras de diferentes partes, com diferentes tipos de produção é uma forma de expandir o olhar para além do que estamos habituados", disse Jéssica Balbino.

Serviço
Lá na Laje: costumes ancestrais
07 de agosto, quarta-feira às 19h30
Área de Convivência do Sesc Pompeia
Grátis. Classificação indicativa: livre.
Acessibilidade em Libras.
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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Escritoras contemporâneas dividem mesa sobre disciplina e outros saberes no Flipoços

Gisele Mirabai, Giovana Madalosso e Aline Bei - Foto divulgação
Aline Bei, Giovana Madalosso e Gisele Mirabai lançam seus premiados romances no festival

No dia 02 de maio às 18h o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços, realiza a mesa "As outras disciplinas e seus saberes", com três escritoras contemporâneas que despontam na cena literária brasileira. Aline Bei, Giovana Madalosso e Gisele Mirabai encontram-se para discutir os processos da escrita de seus romances. A mediação será da jornalista Jéssica Balbino.

Esta é a primeira vez que as três autoras, que têm alcançado diferentes destaques no país e fora dele, reúnem-se em uma mesa literária. Todas elas, com passagens pelas artes cênicas e dança, vão falar sobre as disciplinas também para além da literatura, bem como seus romances que trazem mulheres protagonistas.

Aline Bei é formada em letras pela PUC de São Paulo e em teatro pela Escola Célia-Helena. É editora e colunista do site OitavaArte. Com seu primeiro romance "O peso do pássaro morto", vencedor do prêmio TOCA, ela acompanha a vida de uma mulher, dos seus 8 aos 52 anos. Em primeira pessoa, a narradora vai, ao longo de 160 páginas, relembrando acontecimentos cotidianos, perdas e tragédias de sua vida, que se somam na constituição de sua identidade.

Já a jornalista Giovana Madalosso, de Curitiba (PR) mas que vive em São Paulo há mais de uma década, lança o romance "Tudo pode ser roubado". Aclamada pela crítica, a obra deve ser adaptada para o cinema em breve e conta a história de uma garçonete cleptomaníaca que envolve-se em uma aventura para furtar o exemplar de um livro raro. Giovana é também autora do livro de contos "A teta racional", finalista do Prêmio Literário Biblioteca Nacional.

A atriz e roteirista Gisele Mirabai é formada em artes cênicas pela Universidade Federal de Minas Gerais e cinema na London Film Academy. Venceu o 1º Prêmio Kindle de Literatura com o romance "Machamba". Machamba é o nome da protagonista e que "cresceu numa fazenda em Minas Gerais, em meio a cavalos e pés de laranja, lendo as Enciclopédias das Antigas Civilizações com o pai. Agora é uma mulher em Londres que leva a vida de forma inconsciente e promíscua. Nem ela mesma sabe o que aconteceu com a própria história. Até que começa uma viagem pelas antigas civilizações do planeta, Grécia, Turquia, Israel, Egito, e quanto mais caminha pelas ruínas do mundo, mais viaja em direção ao seu passado e ao Elo Perdido, o episódio fatídico que mudou para sempre o curso de sua vida.

Para a curadora do Flipoços, Gisele Correa Ferreira, a mesa reflete uma das preocupações do evento, que é saber o que há na vanguarda da literatura brasileira. "São três jovens autoras que estão produzindo com muita qualidade. Nossa missão enquanto festival é receber e promover esta literatura. Estamos muito felizes com o desenho da mesa e a vinda das autoras. Elas têm se destacado muito e com razão: são obras importantes e que marcam um tempo e nós também sentimos a necessidade de ser parte disso", destacou.

O Flipoços
O Flipoços 2018 e a 13ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas são realizados pela GSC Eventos Especiais e acontecem de 28 de abril a 06 de maio no Espaço Cultural da Urca. O Flipoços 2018 conta com o patrocínio do DME, BDMG Cultural, Codemge, Pólen um produto Suzano, Climepe, Fibrax, e Prefeitura de Poços de Caldas. Parceiro Cultural Sesc Minas, Instituto Camões, Editoras Sextante, Dublinense, Malê, Faro Editorial, Aletria, Leya, Trilha Educacional, Edições Sesc São Paulo. A programação oficial do Flipoços 2018 está no ar pelo site www.flipocos.com Agendamentos podem ser feitos com Maíra pelo coordenacao@gsceventos.com.br ou pelo telefone (35) 3697 1551. 
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terça-feira, 20 de março de 2018

Sesc Pompeia lança projeto "Lá na laje: clube do livro sem livros" e convida poetas best-sellers para primeira edição

Ryane Leão - Foto divulgação
Atividade, que conta com curadoria da jornalista Jéssica Balbino, traz em seu primeiro encontro, no dia 21 de março, os poetas Ryane Leão e Pedro Gabriel

O Sesc Pompeia promove a primeira edição do projeto "Lá na laje: clube do livro sem livro", no dia 21 de março, às 19h30. Com curadoria compartilhada entre a jornalista Jéssica Balbino e o núcleo socioeducativo do Sesc Pompeia, o encontro conta com os convidados Pedro Gabriel e Ryane Leão, que participam da mesa "Do balcão do bar aos muros: tinha uma rede social no meio".

O projeto é um convite ao diálogo com os autores da cena literária independente, que iniciaram sua escrita fora das páginas do livro impresso. Seja na internet, no guardanapo de papel, no slam, sarau ou nas intervenções urbanas. "Abrimos um diálogo sobre a escrita contemporânea e os caminhos que ela percorre", explica o Sesc Pompeia.

Neste primeiro encontro, os poetas Ryane Leão, do projeto "Onde Jazz Meu Coração" e autora do livro "Tudo nela brilha e queima", e Pedro Gabriel, do projeto Eu Me Chamo Antônio e autor de três volumes de mesmo nome, falam sobre seus processos criativos e as etapas que percorreram até terem suas obras publicadas. "Estou muito feliz em poder partilhar a curadoria desta programação. Quando pensamos nos convidados, optamos por estimular encontros que ainda não aconteceram, com escritores do cotidiano, que desenvolvem trabalhos interligados e que se completam, mas que ainda não se cruzaram fora da internet. A ideia é fazer algo inédito, com conteúdo e que mostre que a literatura não precisa, necessariamente, estar num livro, numa biblioteca convencional, numa academia de letras. Ela está no cotidiano, onde esbarramos e interagimos com ela", diz a curadora Jéssica Balbino, que também vai mediar os bate-papos.

Conheça os convidados da primeira edição:
Ryane Leão - Foto divulgação
Ryane Leão
Mulher negra, poeta e professora, criadora do projeto "Onde Jazz Meu Coração", com mais de 150 mil seguidores nas redes sociais. "Tudo Nela Brilha e Queima" é seu primeiro livro publicado e foi lançado no segundo semestre de 2017.
Pedro Gabriel - Foto divulgação
Pedro Gabriel
Nascido no Chade, chegou ao Brasil aos 12 anos de idade. A partir da dificuldade na adaptação ao idioma, Pedro desenvolveu talento e sensibilidade raros para brincar com as letras. É autor do livro "Eu me chamo Antonio", mesmo título de seu trabalho nas redes sociais, com 1 milhão de seguidores.
Jéssica Balbino - Foto: Marcos Correa
Jéssica Balbino
É jornalista, pesquisadora, mestre em comunicação pela Unicamp e dirigiu o documentário 'Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica'. É editora do blog Margens e autora dos livros "Traficando Conhecimento" e "Hip-Hop: A Cultura Marginal".

Outros encontros
O clube Lá na Laje vai acontecer na terceira semana de cada mês, todas às quartas-feiras, durante março, abril, maio e junho. Já estão confirmadas as presenças de Lâmia Brito e Giovanna Lima, na mesa de abril, que vai debater "Literatura nos muros da cidade: obra permanente e a céu aberto". Em maio, os convidados são a poeta Jô Freitas e o escritor Jessé Andarilho. Ambos vão falar sobre "Narrativas literárias: precisamos mesmo de livro impresso?". Já no encontro do mês de junho, o tema será "Entrelinhas: no tecido, nos muros e na música, uma literatura viva", com a artista Karen Dolorez e o grupo de rap Santa Mala, da Bolívia.

SERVIÇO:
Lá na Laje: clube do livro sem livros
21 de março de 2018, quarta-feira, às 19h30 (lançamento do projeto)
Nas lajes de leitura da Biblioteca do Sesc Pompeia
Grátis. Classificação indicativa: livre.
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