Jane Austen: Livros e Filmes

Jane Austen, Thibaudet e um retrato da burguesia do séc. 18 Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen foi uma das...

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domingo, 14 de março de 2021

João Carrijo e o livro Vingança e perdão, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Nasci em Curitiba, onde resido, alternando, em face da pandemia, com Balneário Camboriú. Tenho 61 anos, sou casado há 35 com a senhora Sandra. Temos duas filhas, Paola e Bruna, 32 e 21 anos, respectivamente. Sou formado em Análise de Sistemas e Direito. Pós-graduado em Criminologia. Laborei durante 27 anos no Banco Bamerindus, sendo 20 no Centro de Processamento de Dados como analista de sistemas e sete anos numa empresa do Grupo denominada Bastec, como gerente geral. Quando o Banco foi incorporado pelo HSBC, a Bastec ficou sob intervenção do Banco Central e fui dispensado no ano 2000. Iniciei minha carreira jurídica neste mesmo ano. Advogo há 20 anos. Atualmente tenho uma Sociedade Individual de Advocacia.   Revelo minha história de forma prolixa para enfatizar que direcionei meu barco na captura das correntezas. Sou determinado e lido bem com as adversidades. É prazeroso suplantá-las. O livro é parte de uma lista, pequena, porém importante, de objetivos para buscar, novamente, protagonismo em minha nova jornada. Sempre foi assim, estudarei e lutarei para continuar sendo. 

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro. O que o motivou a escrevê-lo?

Sou amante da leitura. Divirto-me lendo. Meus preferidos e inspiradores, Ken Follett, Noah Gordon, Khaled Hosseini e Dan Brown. Li uma dúzia de livros dessas feras entre o segundo semestre de 2019 e primeiro trimestre de 2020. Precisava de algo novo. Elogiosas e entusiásticas críticas acerca do livro A Paciente Silenciosa, de Alex Michaelides, me seduziram. Concluí a leitura quando a pandemia se agravou e o confinamento tornou-se inevitável. Embora triste, um cenário propício para a leitura. Relatei isso para responder o que me incentivou a escrever?  Objetivamente, a decepção. Já havia experimentado essa frustração quando li Gomorra de Roberto Saviano. Duas obras aclamadas. Talvez seja eu o ogro da leitura. O fato é, tais decepções, amalgamadas, impulsionaram-me, desafiadoramente, a escrever. Atribuí-me o desafio, escrever um suspense com uma trama inédita, crível, instigante, dinâmica, estruturada e redigida como eu acredito esperar-se do bom livro. Até mesmo para ogros como eu. Parti do zero. Nada havia sido preconcebido.  Aliás, o final foi completamente modificado em relação ao meu acanhado esboço. Ineditismo? Procurei ousar, lançar mão da previsibilidade. Espero ter desenvolvido algo novo para o leitor. Credibilidade? Toda ação é sopesada considerando percalços e contingências. Não há personagens com couraças de aço e sim cidadãos comuns que se prepararam no decorrer de suas vidas para vencer, vingar e até mesmo perdoar. Instigante? Procurei prender o leitor do início ao fim. Há um enigma no prólogo desvendado apenas nos capítulos intermediários e que não erradica a questão principal. Dinamismo? Superadas objetivas regressões temporais para sincronizar o surgimento dos personagens principais, a trama restará esclarecida em duas semanas. E a estruturação? O início apresentará ao leitor dramas aparentemente isolados, mas logo descobrirá, e assim espero, tratar-se de uma teia indissolúvel.  Busquei obnubilar o enredo para premiar o leitor com um desfecho surpreendente. Tenho, por hábito, não ler o que escrevo. Recentemente, por força da revisão apresentada pela editora, fui compelido a ler. Foi divertido. Apostamos na possibilidade de também divertir os leitores.  

Como analisa a questão da leitura no país?

Hercúlea a tarefa de desenvolver o hábito da leitura em nosso país. Daí imperioso o engajamento de todos. Vivemos um cenário atual de descrença dos meios de comunicação. O que temos feito, mudamos o canal da TV quando deveríamos desligá-la e lançar mão de um livro esquecido. Presenteamos o afilhado com game, é divertido e requisitado, mas no próximo ano quiçá um livro. Espero um dia testemunhar hospitais investindo em bibliotecas. Consultórios disponibilizando contos além das revistas. Ver os livros circulando e não sendo espanados. Leitores esquecendo o nome de alguns livros, tamanha a quantidade lida. Jovens declamando poesias tanto quanto cantam sertanejos. Além do cooler e guarda-sol, pessoas carregando livros. Feiras literárias com público de estádios. Uma conjuntura de fatores nos leva a essa pobreza cultural. Hodiernamente, comentários beligerantes exponencialmente propagados nas redes sociais intimidam, portanto não irei elencá-los. Vingança & Perdão intenta abrir as portas do mundo da ficção policial para novos leitores e espera torná-los assíduos, sem abdicar dos amantes contumazes do gênero.  

O que tem lido ultimamente?

Confesso, enquanto escrevia meu livro, no período de março a novembro 2020 e revisões no final de 2020 e início de 2021, para não me sentir intimidado, não li absolutamente nada. Recentemente li, para variar, O Crepúsculo e a Aurora de Ken Follett e A Livraria dos Achados e Perdidos de Susan Wiggs. 

Quais os próximos projetos?

Estou trabalhando e espero inovar, criando uma estrutura e apresentação da literatura infantil. Pretendo despertar na criança um gosto achocolatado pela leitura, mantendo suas mentes fit. Espero atingir o status como escritor desenvolvendo um romance capaz de exprimir toda a beleza descritível e desprezada do simples. 

Por que você acredita tanto no seu livro? 

Além da trama, procurei oferecer ao leitor a linha tênue que separa o bem do mal. Às escâncaras as mazelas do comportamento humano. Transcendendo a resposta do nosso sistema judiciário, incumbirá ao leitor a tarefa do juízo final, e isso, espero, lhe exigirá reflexões profundas. Escrever Vingança & Perdão extraiu da minha alma inquietudes que desconhecia. Senti-me num divã. Exposto. Escrevendo a última linha, me senti feliz com o aprendizado. Acredito poder oferecer o mesmo ao leitor. 

Link para o livro:

https://www.editorainverso.com.br/pagina-de-produto/vingan%C3%A7a-e-perd%C3%A3o


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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