Resenha da série Altered Carbon (NetFlix), baseada no livro de mesmo título, por Ademir Pascale

SOBRE O LIVRO: Carbono alterado é o eletrizante thriller de ficção científica que inspirou a série da Netflix. No século XXV, a humanidade ...

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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

"Sonhei em português!", nova exposição do Museu da Língua Portuguesa, será inaugurada em 12 de novembro

 

Marco Del Fiol Si Lao - Foto divulgação

Mostra temporária debate temas relacionados aos deslocamentos humanos contemporâneos, apontando como tal experiência é atravessada pela questão da língua

Sonhei em português!, a nova exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, já tem data confirmada de inauguração. Os visitantes poderão apreciá-la a partir do dia 12 de novembro.  

A mostra tematiza a questão da migração no século XXI, mostrando como tal experiência é atravessada pela questão da língua. Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz, a exposição ficará em cartaz até junho de 2022, no primeiro andar da sede do museu, localizado na Estação da Luz, em São Paulo, tradicional ponto de partida e chegada de migrantes no coração do bairro do Bom Retiro, que também tem todo o seu povoamento baseado na imigração.  

O título vem de um dos depoimentos exibidos na exposição e alude ao momento simbólico em que o imigrante concretiza sua ligação pessoal com a terra que o recebeu. “As línguas são diferentes porque refletem ideias, valores, conhecimentos e visões do universo também diferentes entre si. Cada língua é uma visão do cosmo, com seus provérbios, suas sonoridades, seus ritmos e sua poética própria. Cada uma delas organiza a seu modo a experiência do mundo”, explica a curadora Isa Grinspum Ferraz. Entre os migrantes que aparecem na mostra estão a chinesa Si Lao, o senegalês Papa Faty Diaw e a paraguaia Maria Teresa Ayala de Pereira (fotos em anexo). Brasileiros que foram morar no exterior também relatam suas histórias de vida.

Sonhei em português!, em processo de montagem ao longo de outubro, terá experiências visuais, audiovisuais, ambientes sonoros e obras criadas exclusivamente para o projeto. Nomes como a cantora e pesquisadora Fortuna, a diretora da Associação Cultural Videobrasil Solange Farkas e o artista Edmar de Almeida participam da exposição. Completam o time convidado pela curadoria do Museu da Língua Portuguesa, o poeta Augusto de Campos, o artista Leandro Lima, o documentarista Marco Del Fiol, o Coletivo Bijari e o Estúdio Laborg.  

A exposição temporária Sonhei em português! conta com patrocínio do Grupo Volvo e apoio do Mattos Filho Advogados, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.  

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, concebida e realizada em parceria com a Fundação Roberto Marinho. A EDP é patrocinadora máster e os patrocinadores são Grupo Globo, Itaú Unibanco e Sabesp – todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O apoio é da Fundação Calouste Gulbenkian.   

A Temporada 2021 do Museu conta com patrocínio do Grupo Volvo e do Itaú Unibanco, apoio da Booking.com e do Grupo Ultra e das empresas parceiras Cabot, Mattos Filho Advogados, Faber-Castell, Verde Asset Management e Bain&Company. Rádio CBN, Revista Piauí e Guia da Semana são seus parceiros de mídia. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social responsável pela sua gestão. A Temporada é realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO  
Exposição temporária “Sonhei em português!”  
A partir de 12 de novembro
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)  
Grátis para crianças até 7 anos  
Grátis aos sábados  
Acesso pelo Portão A (em frente à Pinacoteca)  
Venda de ingressos pela internet:  
https://bileto.sympla.com.br/event/68203   

Museu da Língua Portuguesa  
Praça da Luz s/n - Luz - São Paulo  
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até 18h)  
www.museudalinguaportuguesa.org.br   

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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Nova exposição do Museu da Língua Portuguesa aborda as migrações do século XXI

 

Mostra temporária "Sonhei em português!" entra em cartaz em novembro debatendo temas relacionados aos deslocamentos humanos contemporâneos

Sonhei em português!, que tematiza a questão da migração no século XXI, mostrando como tal experiência é atravessada pela questão da língua, é o título da nova exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.  

Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz, a mostra entrará em cartaz em novembro, na sede do museu, localizado na Estação da Luz, em São Paulo, tradicional ponto de partida e chegada de migrantes no coração do bairro do Bom Retiro, que também tem todo o seu povoamento baseado na imigração. 

A mostra, em processo de montagem ao longo de outubro, terá experiências visuais, audiovisuais, ambientes sonoros e obras criadas exclusivamente para o projeto. Nomes como a cantora e pesquisadora Fortuna, a diretora da Associação Cultural Videobrasil Solange Farkas e o artista têxtil Edmar de Almeida participam da exposição. Completam o time convidado pela curadoria do Museu da Língua Portuguesa, o Coletivo Bijari, o Estúdio Laborg, o artista Leandro Lima, o documentarista Marco Del Fiol e o poeta Augusto de Campos. 

A exposição temporária Sonhei em português! conta com patrocínio da Volvo e apoio do Mattos Filho Advogados, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA  
A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, concebida e realizada em parceria com a Fundação Roberto Marinho. A EDP é patrocinadora máster e os patrocinadores são Grupo Globo, Itaú Unibanco e Sabesp – todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O apoio é da Fundação Calouste Gulbenkian.  

A Temporada 2021 do Museu conta com patrocínio da Volvo e do Itaú Unibanco, apoio da Booking.com e do Grupo Ultra e das empresas parceiras Cabot, Mattos Filho Advogados, Faber-Castell, Verde Asset Management e Bain&Company. Rádio CBN, Revista Piauí e Guia da Semana são seus parceiros de mídia. O IDBrasil Cultura, Educação e Esporte é a Organização Social responsável pela sua gestão. A Temporada é realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.  

SERVIÇO  
Exposição temporária “Sonhei em português!”  
A partir de novembro
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)  
Grátis para crianças até 7 anos  
Grátis aos sábados  
Acesso pelo Portão A (em frente à Pinacoteca)  
Venda de ingressos pela internet:  
https://bileto.sympla.com.br/event/68203  

Museu da Língua Portuguesa  
Praça da Luz s/n - Luz - São Paulo  
De terça a domingo, das 9h às 16h30 (permanência até 18h)  
www.museudalinguaportuguesa.org.br 

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sábado, 18 de setembro de 2021

Você sabe qual é o significado da palavra UBERIZAÇÃO?

https://www.youtube.com/watch?v=_-OjtYWjbnQ 


Quer saber o significado da palavra UBERIZAÇÃO e ainda conhecer outras novas palavras que foram adicionadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa? Então acesse: https://www.youtube.com/watch?v=_-OjtYWjbnQ 

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Entrevista com Katia Oliveira da Silva Xavier, Professora de Língua Portuguesa e Letramento


Katia Oliveira da Silva Xavier nasceu na cidade de Curitiba em 1982. Formada em Letras – Português/Inglês e suas Respectivas Literaturas, pela Fundação Educacional de Duque de Caxias (FEUDUC) e Pós-Graduada em Educação Inclusiva pelo Centro Universitário Barão de Mauá. Filha de uma família humilde foi sempre incentivada a estudar. Aos cinco anos decidiu ser professora e desde então compartilha como os seus alunos o conhecimento. Foi premiada recentemente com o título internacional de Microsoft Innovative Educator Expert fazendo parte de um grupo seleto de educadores inovadores que compartilham ideias e experimentam novas abordagens de ensino. Mora em Almirante Tamandaré e leciona no Marista Escola Social Ecológica e Colégio Dom Bosco Bilíngue Colombo. 

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Você é professora de Língua Portuguesa e Letramento na Marista Escola Social Ecológica. Poderia comentar? 

Katia Oliveira da Silva Xavier: Sou docente de Língua Portuguesa dos 6ºs e 7ºs anos. Iniciei na escola com o objetivo de melhorar o letramento dos educandos que vinham da rede municipal de ensino. 

Conexão Literatura: Você auxiliou alguns educandos na inscrição para o concurso literário CONTOS, MINICONTOS E POEMAS INFANTOJUVENIS, da Revista Conexão Literatura. Poderia comentar sobre a importância desse incentivo para as crianças? 

Katia Oliveira da Silva Xavier: Eu procuro sempre incentivar os meus alunos a se desafiarem. O processo de escrita em nosso país é algo laborioso. Essa habilidade quando adquirida ainda criança torna o estudante mais confiante e o faz se sentir capaz. O educando torna-se protagonista da própria aprendizagem colocando à prova, todo o conhecimento adquirido em sala de aula. O papel do professor é instigar a aquisição do conhecimento sempre. 

Conexão Literatura: Como foi o trabalho e o desenvolvimento dos poemas e minicontos com as crianças? 

Katia Oliveira da Silva Xavier: As crianças ficaram muito felizes com a possibilidade de ter um e-book com contos e/ou poemas escritos por eles. E se aventuraram na escrita com muita dedicação e atenção. Como estamos em um período remoto, o desenvolvimento das produções foi árdua. Nos deparamos com educandos com atraso de entrega dos poemas/contos para correção, falta dos alunos nas aulas destinadas a produção dos textos e outros. Porém, todos se dedicaram muito para que apesar dos contratempos o nosso objetivo fosse cumprido. 

Conexão Literatura: Você pretende continuar incentivando os educandos para essa área de publicação infantojuvenil?  

Katia Oliveira da Silva Xavier: Com certeza, nós já estamos nos preparando para o Volume II dos CONTOS, MINICONTOS E POEMAS INFANTOJUVENIS da Revista Conexão Literatura. E com a seleção de cinco poemas na edição anterior, o número de alunos que querem participar simplesmente dobrou. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para ler os poemas e minicontos dos educandos no e-book CONTOS, MINICONTOS E POEMAS INFANTOJUVENIS? 

Katia Oliveira da Silva Xavier: Todos estão disponíveis na página da Revista Conexão Literatura, intitulada CONTOS, MINICONTOS E POEMAS INFANTOJUVENIS. Os leitores poderão fazer o download e se deliciar com belos poemas e contos. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Katia Oliveira da Silva Xavier: Recentemente, finalizamos com alguns educandos um livro chamado ESTUDANTES DE HOJE, CORDELISTAS DO AMANHÃ. Nesse, os alunos escreveram cordéis que falam um pouco das coisas que eles apreciam fazer, iremos escrever o volume II em breve. E continuar participando da seleção da Revista Conexão Literatura. 

Perguntas rápidas: 

Um livro: Pequeno Manual Antirracista de Djamila Ribeiro          

Um (a) autor (a): Machado de Assis

Um ator ou atriz: Samuel L. Jackson

Um filme: O menino que descobriu o vento.

Um dia especial: O nascimento do meu filho que hoje é uma estrelinha lá no céu. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Katia Oliveira da Silva Xavier: Venho agradecer a oportunidade de estar compartilhando a minha paixão pela educação. Acredito que essa pode mudar comportamentos, vidas e melhorar gerações.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Museu da República (RJ) recebe Encontro de Poetas da Língua Portuguesa


EPLP chega a sua quinta edição com antologia comemorativa

A poesia celebra mais uma vez a língua portuguesa. A partir do dia 31 de agosto, será realizada a quinta edição do Encontro de Poetas da Língua Portuguesa (V EPLP). A abertura do evento será no Museu da República – Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Depois do Rio, as cidades de Olinda, Recife, Lisboa (Portugal) e Luanda (Angola) sediarão a edição. O evento é gratuito,aberto ao público e com classificação livre.

Segundo Mariza Sorriso, poeta e organizadora da iniciativa, o projeto, que teve seu princípio em 2013, visa integrar e reunir anualmente poetas de todos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de dar a conhecer a arte e a cultura de todo o mundo lusófono. 

Atividades
A abertura acontecerá no auditório do Palácio do Catete, a partir das 10h, no dia 31 de agosto. A programação da tarde vai contar com passeio literário guiado com visita à Associação Brasileira de Letras (ABL), Biblioteca Nacional e Real Gabinete Português de Leitura entre outros locais relevantes para a cultura.

No dia seguinte, 1º de setembro, será apresentada a palestra 'A importância da integração dos poetas de língua portuguesa para a literatura' pelo prof. Luiz Otávio Oliani. À tarde, haverá o lançamento da antologia comemorativa do encontro, intitulada ‘A Poesia do Fado e dos Tambores’ (Dowslley Editora).

- Apresentamos o fado representando o colonizador e os tambores as ex-colônias de Portugal. Ao todo, são 273 poemas de 135 poetas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe – explica Mariza.

A mentora do encontro comenta também que o livro evidencia a diversidade cultural que compõe os países lusófonos e reforça ainda mais os laços. “Os ‘sentires poéticos’ cumprem o papel de profetizar a história e traduzir a sensibilidade humana”.

- Na edição deste ano, reverenciamos alguns poetas consagrados em cada país sede de realização do EPLP, pela sua contribuição à cultura lusófona. Homenageamos os brasileiros Gonçalves Dias e Castro Alves, a portuguesa Fernanda de Castro e o angolano A. Agostinho Neto – declara a mentora do projeto.

Mariza destaca ainda que o desejo é integrar o maior número de poetas lusófonos, incluindo alguns que, por questões socioeconômicas, não teriam chance de serem ouvidos ou lidos. “Por isso, unimos poetas das mais variadas idades e níveis de vivência poética, renomados e premiados, ao lado de estreantes na poesia”. 

Programação nacional e internacional
Depois do Rio, em setembro, nos dias 14 e 15, quem recebe o projeto são as cidades de Olinda, no Artes & Serenatas, e em Recife, no Gabinete Português de Leitura de Pernambuco.

Em seguida, os poetas se encontram em Lisboa (PT), que conta com ampla programação entre os dias 19 e 21, culminando, no dia 22, com a cerimônia na Biblioteca do Museu Nacional do Desporto-IPDJ. E, por último, o evento acontece em Luanda (Angola), nos dias 28 e 29, no Instituto Camões e no Memorial António Agostinho Neto (MANN).

Serviço:
Inscrições pelo e-mail: encontrodepoetasdalinguaportuguesa@hotmail.com
Certificado de participação somente para poetas, professores e estudantes de letras.
Prazo até dia 26 de agosto
Grátis e Aberto ao Público
Classificação: Livre
Museu da República
Sexta-feira dia 31.08.18
De 10h – abertura do evento - Museu da República
Das 10h30 às 12h – sarau com convidados
Às 13h – Pausa para o almoço
Às 14hs – início do circuito literário guiado nos principais pontos da literatura e poesia do Rio de Janeiro (ABL, Gabinete Português de Leitura, Colombo, Biblioteca Nacional). Saída a partir da Confeitaria Itajaí, centro do Rio.

Sábado - Dia 01.09
De 10h às 12h – Atividades culturais e palestras
De 12h às 13h30 – pausa para o almoço
A partir das 14h – Apresentação dos poetas e lançamento da antologia comemorativa
Às 17h – Apresentação musical de ritmos lusófonos
Às 18h – Confraternização e encerramento do evento
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Roberto Melo Mesquita e o livro Gramática da Língua Portuguesa, por Sérgio Simka e Cida Simka


Nesta entrevista, o prof. Roberto Melo Mesquita, um dos maiores gramáticos do País, fala sobre seu trabalho e sobre sua trajetória acadêmica.

Entrevista para a revista Conexão Literatura.

O Prof. Sérgio Simka me pede para que eu conceda uma entrevista para a revista Conexão Literatura. Sinto-me muito honrado com o convite, pois que tenho muito apreço e admiração pelo seu trabalho sério e de tão grande qualidade.

Fale-nos sobre você.

Minha educação escolar básica recebi em uma escola pública de Cabreúva (SP), chamada Grupo Escolar Lucídio Motta Navarro. Na adolescência, os responsáveis por minha formação foram os frades holandeses do Seminário Nossa Senhora do Carmo em Itu (SP). Foi nessa trajetória que recebi o incentivo para a leitura e um amplo aprendizado da nossa língua, do latim e do inglês. Criei assim um vínculo com a leitura e aos 18 anos comecei a cursar Letras Clássicas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

ENTREVISTA:

Por que resolveu seguir a carreira docente? Foi influenciado por alguém?

Quando ainda estudante, dediquei-me a dar aulas de Português no Colégio São Judas Tadeu. Sem dúvidas, as minhas perspectivas estavam traçadas. Ao concluir a faculdade, trabalhei como professor no Colégio São Judas Tadeu, Colégio Nossa Senhora do Carmo, Colégio Arquidiocesano, Ginásio Estadual de Vila Ré e outros. Foi uma época muito boa e havia uma interação grande com os alunos.

Você é autor de mais de 70 obras. Qual delas lhe deu maior satisfação? E qual é a que faz mais sucesso? (de vendas, de público)

A partir da década de 70, comecei a trabalhar na Editora Saraiva como redator, e, pouco tempo depois, tive a oportunidade de colocar no papel os meus conhecimentos da Língua Portuguesa e a experiência que tinha da sala de aula. Várias obras foram publicadas, pois que o mercado de trabalho era bastante favorável.

Na década de 90, por incentivo familiar, retornei aos bancos da universidade para fazer o mestrado. Esse retorno foi um momento importante, prazeroso em minha vida. Desde então, tenho me dedicado à universidade, fazendo parte de dois grupos de pesquisa: Historiografia da Língua Portuguesa (GPeHLP) e Educação Linguística e Ensino de Língua Portuguesa (GPEDLINP), ambos do IP-PUC/SP.

Duas obras publicadas pela Editora Saraiva me dão muita satisfação. Uma, a Gramática Pedagógica, cuja primeira edição foi lançada em 1980, já se encontra na 31ª edição. A outra, a Gramática da Língua Portuguesa, que teve sua 1ª edição em 1994 e está na 11ª edição. 

Qual a sua opinião sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor no Brasil desde 1º de janeiro de 2016?

Como língua de cultura, a Língua Portuguesa é a expressão maior de nossa cidadania. Assim, penso que devemos celebrar o Acordo Ortográfico porque ele tem a pretensão de defender a unidade essencial da Língua Portuguesa e o aumento de seu prestígio internacional, pondo um ponto final na existência de duas normas ortográficas divergentes e ambas oficiais: uma no Brasil e outra nos restantes países de Língua Portuguesa.

Aliás, no livro O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa na prática, que lançamos como coautor pela WAK Editora (http://wakeditora.com.br/loja/product_info.php?cPath=27&products_id=716), abordamos muito as mudanças que ocorreram na ortografia.

Como analisa a questão de leitura no país?

A leitura é um bem permanente que o ser humano tem. É uma porta aberta para o conhecimento, para o progresso, para a justiça entre as pessoas. A leitura é muito mais que a simples decifração de um código. Pela leitura se desenvolve e exercita o pensamento crítico. Pela leitura se desvendam as artimanhas dos discursos, percebe-se o que está por trás delas, nas entrelinhas, e se se está capacitado para a leitura do próprio mundo. Hoje se lê muito no Brasil, mas é preciso que se leia mais e mais e melhor!

O que tem a dizer a quem pretende ser professor de português?

A escola de hoje já não tem o monopólio do saber. A escola hoje tem a função de ensinar, mas ensinar nos dias atuais significa ajudar os alunos a desenvolver as suas capacidades intelectuais e a sua capacidade reflexiva em face da complexidade do mundo moderno.
E o candidato a bom professor de português hoje tem que saber que vai ter de ensinar, mas de forma a despertar no aprendiz o gosto pelo aprender. E esse gosto é traduzido em organizar os conteúdos da disciplina levando em conta as características dos alunos. O professor hoje não pode desconhecer que os aprendizes vêm à escola com uma variedade muito grande de saberes que ele encontrou fora da escola.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Roseli Gimenes e o livro A literatura brasileira do átomo ao bit, por Sérgio Simka e Cida Simka

Roseli Gimenes - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Há muitos anos sou professora. Primeiro ingressei por concurso na rede pública do Estado. Assumi aulas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa como Professora III.
Concomitante fui professora de Literatura Brasileira em colégios particulares e, logo depois, continuei esse professorado em universidades como a São Judas Tadeu, a Faap, a UNIP, entre outras.

ENTREVISTA:

Você é coordenadora geral do curso de Letras da UNIP. Fale-nos sobre seu trabalho na universidade.


Antes de assumir a coordenação geral do curso de Letras da UNIP, fui professora de muitos cursos lecionando produção de textos para o Direito, Psicologia, Propaganda e Marketing, por exemplo.
Na coordenação de Letras, o tempo integral de trabalho gira em torno da estrutura do projeto pedagógico do curso tanto no presencial como no EAD, do ementário do curso em relação às diretrizes do MEC, da aderência de professores ao curso e da pesquisa de estudantes e dos docentes, entre outras coisas.

Fale-nos sobre seu processo de pesquisa.


Em se tratando de pesquisa, é sempre necessário incentivar estudantes e docentes a essa tarefa. Partindo, por exemplo, de minha graduação em Letras Licenciatura e Bacharelado, continuei meu processo - interminável - de pesquisa. No mestrado, ligando literatura e psicanálise; no doutorado, ligando cinema e psicanálise e literatura e as novas tecnologias. Como educadora, trabalho neste momento com a pesquisa em inteligência, relacionando-a a adjetivos que vão colorir sua contribuição: inteligência emocional, inteligência artificial e, recentemente, inteligência libidinal, objeto de meu pós-doutoramento.


Fale-nos sobre seus livros.

Todo o trajeto de minhas pesquisas aparece em meus livros. ‘A menina de Lacan: um conto Rosa’ é resultado das pesquisas entre literatura e psicanálise já que abordo um conto de Guimarães Rosa cuja personagem poderia ser estudada pelo viés da psicose de acordo com preceitos psicanalíticos. Em ‘Psicanálise e cinema. O cinema de Almodóvar sob um olhar lacaniamente perverso’ (meu livro mais bem vendido), o próprio título é bastante esclarecedor sobre o tratamento que aponto em algumas películas do cineasta espanhol. Já em meu último livro ‘A literatura brasileira do átomo ao bit’, volto o olhar diacrônico e sincrônico do percurso da literatura brasileira desde o descobrimento até as mais recentes obras criadas de forma digital no século XXI. Uma profícua relação da literatura com o livro impresso e as novas tecnologias dos e-books, por exemplo.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?


Os pesquisadores podem ser acompanhados por suas publicações, os livros são exemplo disso. Mas há nas redes uma busca, além do Lattes, que ajuda a saber o que um pesquisador está fazendo. Artigos publicados, congressos de que participa, projetos de pesquisa em que está envolvido, como - por exemplo - o grupo de pesquisa de que participo: ‘Narrativas de vida dos diferentes brasis’, com professores e alunos de Letras da Unip Interativa. Ou os centros de pesquisa em que nos envolvemos, como o ‘Centro de estudos em semiótica e psicanálise da PUC/SP’, o CESPUC. Nas redes podemos nos encontrar em sessões do Café Lacaniano ou da Associação livre SP. Claro, também nela é possível ver links que levam a blogues que escrevemos em que publicamos, além de artigos científicos, crônicas e contos. Tenho alguns livros publicados com essa produção, digamos, mais literária.

O que tem lido ultimamente?

Com todo esse envolvimento com a pesquisa, tento acompanhar as novas obras literárias, para além das canônicas, que são lançadas cotidianamente. Então, o que vejo? Vejo que, sim, há público interessado na literatura para além dos estudantes de cursos de Letras. Ele está nos eventos literários que trazem autores nacionais e internacionais, nas bienais, nos encontros literários em bibliotecas públicas Brasil afora, por exemplo. São os casos bem recentes de autores consagrados como Marcelo Rubens Paiva de quem li quase todos os livros. Gostei particularmente de ‘Eu ainda estou aqui’, que aborda a questão do esquecimento, metafórico ou bem real, caso da perda de memória da mãe do escritor. Um outro autor, menos conhecido do público, tem despontado nas críticas literárias como muito interessante. Trata-se de Geovani Martins cuja obra ‘O sol na cabeça’ contém contos que misturam a linguagem colonial de guetos, se é que se pode dizer isso do registro oral que o autor faz de seus personagens, e a linguagem muito bem delineada de alguém que demonstra leitura de seus pares brasileiros ou não. Ao lado de alguns mais jovens, ainda há lançamentos de poetas que fizeram história na literatura, como Augusto de Campos, com sua obra ‘Outro‘ que permite ver em livro impresso produções poéticas verbivocovisuais (termo para além do Concretismo) que também são dadas a ‘ver’ digitalmente.

Quais os seus próximos projetos?

Dado o meu interesse pelo cinema, no momento, tenho seguido bem de perto as obras cinematográficas que trabalham a inteligência artificial como parte de um projeto em relação à inteligência libidinal, mas que vai à busca daquilo que temos lido com o autor Harari (‘Homo deus‘ , por exemplo) que é base dos sintomas da cultura contemporânea: fake news, redes sociais, IoT- internet das coisas, entre outros. Tudo isso pode ser visto em próximos congressos de que participarei: O encontro científico de Letras da UNIP, a Abralic, a ABED, o Hominus 2018 em Havana, entre outros. 

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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quarta-feira, 7 de março de 2018

“Nóis sabe português”, por Cida Simka e Sérgio Simka

A obra apresenta situações da Língua Portuguesa no dia a dia de forma superengraçada.

“Nóis sabe português”, apesar do tom explicitamente divertido, possui um quê de seriedade. Se o título vem propositadamente em desacordo com o que chamam de norma culta, português culto, variedade padrão, é para chamar a atenção para este fato: as pessoas não sabem usar o idioma em sua modalidade padrão, ou seja, aquela que é solicitada nos vestibulares, nas entrevistas de emprego, nas provas de concurso.

Em situações ditas formais, o uso da expressão “nóis sabe português” poderá comprometer o candidato, por exemplo, à tão almejada vaga de emprego. Por isso, o livro vai na contramão dos que apregoam que a pessoa pode usar o idioma da forma que quiser, pois ela deve, primeiramente, apropriar-se da variedade padrão, em suas especificidades oral e escrita, e cuja apropriação a leve a conhecer as implicações político-ideológicas intrínsecas ao uso dessa variedade, para poder, consequentemente, saber romper quando necessário fazê-lo. Aí, sim, poderá dizer, em alto e bom som, “nóis sabe português”.

O livro se divide em duas partes. A primeira traz 15 histórias superengraçadas, com ilustrações hilariantes, que dizem respeito a situações usuais de comunicação em que o nosso idioma, tanto em sua modalidade oral quanto escrita, é usado de forma a deixar de cabelo em pé o mais careca dos professores.

A segunda parte apresenta outros 15 textos bem-humorados com dicas superlegais a respeito do Português, que se prestam também a uma espécie de capacitação linguística por parte de quem deseja se aprimorar constantemente.

Sobre os autores:
CIDA SIMKA é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak Editora, 2014) e autora do livro O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak Editora, 2016).

SÉRGIO SIMKA é mestre e doutor em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor universitário desde 1999. Autor de mais de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil.

Sobre o ilustrador:
OTÁVIO ZAIA ama ilustrar e o faz desde muito novo. A paixão por desenhos começou aos dois anos de idade com sua mãe pegando em sua mão e desenhando simples figuras para distraí-lo. O interesse foi tanto que tudo o que sabe fazer hoje quando o assunto é ilustrar aprendeu sozinho.

Ficha técnica:
Editora: Wak
Tema: Língua Portuguesa
Número de páginas: 84
Para saber mais ou adquirir o livro: Clique aqui.
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E-mail: ademirpascale@gmail.com

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