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domingo, 15 de julho de 2018

Livro resgata crônicas de Lima Barreto sobre a cidade do Rio de Janeiro

Lançamento da Autêntica Editora, a obra é um projeto em parceria com a Biblioteca Nacional

No mês em que acontece a 15ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), evento que homenageia Lima Barreto, a Autêntica anuncia Lima Barreto: cronista do Rio, uma reunião inédita de crônicas do escritor carioca sobre o Rio de Janeiro, selecionadas pela especialista Beatriz Resende. O volume contempla alguns dos momentos mais significativos e saborosos do autor sobre a cidade, os bairros cariocas, seus principais logradouros e sua expressão cultural.

Nas palavras de Beatriz Resende, organizadora da edição e também autora de Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (Autêntica), “ uma bela maneira de conhecermos o Rio de Janeiro do início do século XX – as décadas de 1910 e 1920 – é seguirmos os passos do escritor carioca Afonso Henriques de Lima Barreto. Acompanharmos os passos, os olhos, o deslumbramento, o espanto, a indignação, os protestos e a ternura ”.

Circulando por entre os cenários dos romances de Lima Barreto, as 50 crônicas convidam o leitor para um passeio literário no tempo: uma visita no centro da cidade de Isaías Caminha, passando pelo subúrbio quase zona agrária de Clara dos Anjos, com parada no hospício da Praia da Saudade, em frente ao mar da Urca, onde Policarpo Quaresma é recolhido. Não ficam de fora, neste roteiro pessoal do cronista, pontos charmosos da capital como a Academia Brasileira de Letras, a Rua do Ouvidor, o Teatro Municipal, entre outros.

A obra, uma coedição com a Fundação Biblioteca Nacional, traz um projeto gráfico especial com uma seleção de fotos que dará ao leitor de hoje a oportunidade de conhecer melhor a cidade do começo do século XX, suas transformações e seus encantos. As imagens, clicadas por fotógrafos contemporâneos de Lima Barreto, apresentam desde os dotes naturais da cidade, entre o mar e as montanhas, até as mais variadas intervenções urbanas, oferecendo o panorama de um Rio de Janeiro plural.

“ Através desses textos podemos seguir o roteiro cumprido pelo escritor vindo do subúrbio de Todos os Santos, onde morava, de trem, até a Central do Brasil. De lá ao centro, em bonde, mas por vezes a pé. Por vezes, do centro ao Leme, ao Leblon, e até mesmo ao distante Jardim Botânico, em mania perambulatória, gastando os sapatos cambetas ”, completa Beatriz Resende.

Lima Barreto: cronista do Rio oferece múltiplas imagens do Rio de Janeiro da Primeira República, deixadas pelo olhar único do escritor que experienciou subúrbio da cidade, as ruas desordenadas, calçadas mal planejadas, população de hábitos simples, famílias de funcionários públicos subalternos, operários e desempregados que, por muitos anos, foram narrados por sua literatura.

Sobre a organizadora: Beatriz Resende é professora titular da Faculdade de Letras da UFRJ e pesquisadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/Letras/UFRJ). Pesquisadora do CNPq, é também Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ. Entre os livros que publicou, estão: Contemporâneos: expressões da literatura brasileira no século XXI (Casa da Palavra/Biblioteca Nacional, 2008) e Apontamentos de crítica cultural (Aeroplano, 2000). Organizou Possibilidades da nova escrita literária no Brasil, com Ettore Finazzi-Agró (Revan, 2014); Cocaína, literatura e outros companheiros de ilusão (Casa da Palavra, 2006); Rio Literário: um guia apaixonado da cidade do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2005), Toda Crônica, uma reunião das crônicas de Lima Barreto, com Rachel Valença (Agir, 2004), e Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (Autêntica, 2016).
www.grupoautentica.com.br
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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Livro "Lima Barreto - Cronista do Rio"


Organizado por Beatriz Resende, especialista na obra de Lima Barreto (1881-1922), este livro – uma coedição com a Fundação Biblioteca Nacional – reúne alguns dos textos mais importantes e saborosos do escritor sobre a cidade do Rio de Janeiro. Nas páginas de Lima Barreto – cronista do Rio, passeamos pelas ruas da capital carioca, do final do século XIX a meados do XX, seguindo de perto o olhar atento e crítico do autor, em crônicas que espelham vários pontos e bairros do Rio, seus principais logradouros e sua mais viva expressão cultural. Para enriquecer o volume, as narrativas são ilustradas com fotos da época, do acervo da Biblioteca Nacional: são imagens do Teatro Municipal, das praças, da Lapa, das ruas do Centro, de Botafogo, do Passeio Público, entre outras. Uma merecida homenagem a Lima Barreto, escritor que morreu esquecido, vítima de preconceito e incompreensão.

Páginas: 240 • Formato: 16 x 23 cm • Acabamento: Brochura • ISBN: 9788551302699 • Código: 13224 • Área temática: Literatura Brasileira • Autêntica Editora • Edição: 1 • Mês/Ano de publicação: 08/2017

Para adquirir ou saber mais, acesse: https://grupoautentica.com.br
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domingo, 9 de julho de 2017

Lima Barreto: Triste Visionário da historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz

Lima Barreto: Triste Visionário

Lima Barreto é um dos maiores escritores da Literatura Brasileira e não é pra menos. Foi um escritor ácido e combativo com as hipocrisias da sociedade em que vivia. Uma sociedade que pregava o preconceito em suas teorias absurdas.

A sua luta foi pautada pela Literatura e suas teorias, porém, sofreu muito e era consciente disso a ponto de seguir em frente. Lima Barreto viveu pouco mas, uma vida intensa contra o modelo de vida daquela época. Nasceu em 1881 e morreu em 1922.

A historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz esclarece isso e muito mais sobre o escritor negro que ousou lutar contra uma sociedade preconceituosa. Oriunda de uma intensa pesquisa de 10 anos a obra pretende resgatar o racismo.

A vida de Lima Barreto e a sua Literatura estava permeada de enfrentamentos contra a abolição, o término do Império, o surgimento da República, bem como a ditadura militar que avançou nos primeiros governos da República.

Ler essa obra é reconhecer os motivos que fazem o Brasil o país que é. É ir a origem dos preconceitos e problemas que afligem o país.
– O Lima tinha um projeto literário considerado "desagradável". Era um autor que atacava a República sem dó nem piedade. Há trechos dele que são de uma atualidade impressionante. Na questão racial, ele pega um plano que fazia parte dos fundos, do segundo plano, dos bastidores e o transforma numa questão central – diz Lilia.
Autor homenageado na flip, Festa Literária Internacional de Paraty, terá uma enxurrada de lançamentos sobre o autor que mudou de alguma forma como a Literatura pode ajudar uma sociedade a pensar e refletir sobre os problemas que enfrentamos.






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