Entrevista com Georgina Célia Maksoud, autora do livro "Sem medo de viver"

Georgina Célia Maksoud - Foto divulgação Georgina Célia Maksoud nasceu no início dos anos 50 no Guarujá, onde cresceu acalentando o sonho d...

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Participe da antologia (e-book) POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS - POEMAS E CONTOS SOBRE LITERATURA FANTÁSTICA. LEIA O EDITAL

PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS - POEMAS E CONTOS SOBRE LITERATURA FANTÁSTICA

Sinopse: Histórias extraordinárias permeiam narrativas orais e significam o próprio surgimento da Literatura escrita. Castelos medievais, acontecimentos míticos e místicos, o surgimento do gótico, as lendas, o folclore, viagens no tempo e a eterna dualidade bem e mal, tudo repleto de fantástico, extraordinário e sobrenatural. Seres e personagens criados em um mundo à parte, onde tudo pode acontecer. 
Para essa Antologia serão bem-vindos poemas e contos baseados em Contos de fadas, em O Mágico de Oz, As crônicas de Nárnia, O senhor dos anéis, A guerra dos tronos, Jogos Vorazes, as Brumas de Avalon, Trono de Vidro, O Bruxo e tantos outros.  
Imagine-se em meio à super-heróis, dragões, fadas, crie universos e versos, conte, rime, coloque emoção e musicalidade em suas palavras. Desafie-se. 
Todos os estilos de poesia e contos serão aceitos, de poesia livre aos sonetos ou novos estilos como aldravia. 
Dê asas à imaginação. Mergulhe na Fantasia, no sobrenatural, no extraordinário!

Organizadora: Rozz Messias

Edital: ANTOLOGIA POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS - Poemas e contos sobre literatura fantástica

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS":

1 - Escrever um poema ou conto usando como tema o mundo extraordinário e a literatura fantástica (aceitaremos até 2 poemas ou 2 contos por autor). Caso sejam aprovados, os 2 poemas ou os 2 contos serão publicados.

2 - SOBRE O POEMA OU CONTO: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título, espaço 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 27/11/20 até 17/12/20 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: rozz.mcs@gmail.comEscreva no título do e-mail: POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por poema ou conto. Caso o autor envie 2 poemas ou 2 contos e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o poema ou conto seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 19/12/20 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do poema ou conto:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):



IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: rozz.mcs@gmail.com. Escreva no título do e-mail: POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS

O envio da ficha de inscrição + poema ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.


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sábado, 7 de novembro de 2020

Participe da antologia (e-book) POEMAS EXTRAORDINÁRIOS - POEMAS SOBRE LITERATURA FANTÁSTICA. LEIA O EDITAL

 

PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): POEMAS EXTRAORDINÁRIOS - POEMAS SOBRE LITERATURA FANTÁSTICA

Sinopse: Histórias extraordinárias permeiam narrativas orais e significam o próprio surgimento da Literatura escrita. Castelos medievais, acontecimentos míticos e místicos, o surgimento do gótico, as lendas, o folclore, viagens no tempo e a eterna dualidade bem e mal, tudo repleto de fantástico, extraordinário e sobrenatural. Seres e personagens criados em um mundo à parte, onde tudo pode acontecer. 
Para essa Antologia serão bem-vindos poemas baseados em Contos de fadas, em O Mágico de Oz, As crônicas de Nárnia, O senhor dos anéis, A guerra dos tronos, Jogos Vorazes, as Brumas de Avalon, Trono de Vidro, O Bruxo e tantos outros.  
Imagine-se em meio à super-heróis, dragões, fadas, crie universos e versos, conte, rime, coloque emoção e musicalidade em suas palavras. Desafie-se. 
Todos os estilos de poesia serão aceitos, de poesia livre aos sonetos ou novos estilos como aldravia. 
Dê asas à imaginação. Mergulhe na Fantasia, no sobrenatural, no extraordinário!

Organizadora: Rozz Messias

Edital: ANTOLOGIA POEMAS EXTRAORDINÁRIOS - poemas sobre literatura fantástica

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "POEMAS EXTRAORDINÁRIOS":

1 - Escrever um poema usando como tema o mundo extraordinário e a literatura fantástica (aceitaremos até 2 poemas por autor). Caso sejam aprovados, os 2 poemas serão publicados.

2 - SOBRE O POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título, espaço 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do poema: do dia 27/10/20 até 28/11/20 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: rozz.mcs@gmail.comEscreva no título do e-mail: POEMAS EXTRAORDINÁRIOS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por poema. Caso o autor envie 2 poemas e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 05/12/20 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):



IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: rozz.mcs@gmail.com. Escreva no título do e-mail: POEMAS EXTRAORDINÁRIOS

O envio da ficha de inscrição + poema para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Crônica: Quando Deixei de Ser Jovem e Passei a Gostar de Literatura Fantástica

Foto divulgação
*Por Roberto Fiori

O início. O espaço negro e estrelas pontilhando-o. A imagem desceu e um planeta se mostrou. Era bege, algum mundo desértico, provavelmente. O som aumenta, a sinfonia eclode quando uma nave pequena, mas armada com lasers, lançados em direção à sua popa, atravessando o vácuo em riscos azul-esverdeados pálidos, atingem uma segunda nave, maior e encouraçada. O mesmo se dá, quando a nave maior lança feixes de laser vermelhos em direção ao casco frágil da pequena astronave. O confronto mais esperado se daria quando um homem do lado do bem, dotado de poderes místicos, um “Mestre Jedi”, de nome Obi-Wan Kenobi, se deixaria sacrificar em luta contra Lorde Vader, “Mestre de Sith”, que se deixara levar para o lado negro da Força. Este seria um confronto final, caso a estação espacial imperial em que os dois homens duelavam com sabres de luz não tivesse de ser destruída, por uma frota de caças da Aliança Rebelde.

E tudo terminou bem, até que surgiu um novo filme, em continuação a “Star Wars — A New Hope” (“Guerra nas Estrelas — Uma Nova Esperança”), chamado “The Empire Strikes Back” (“O Império Contra-Ataca”), obra cinematográfica mais ambiciosa ainda que a  primeira, que deu origem a toda uma série de filmes, onde Bem e Mal entram em confronto, onde a Aliança Rebelde luta numa galáxia dominada pelas forças maléficas do Império.

Essa foi minha verdadeira e mais empolgante experiência no mundo da Ficção Científica. Era 1977, quando o filme “Guerra nas Estrelas” foi lançado no mundo inteiro. Comecei a ler Bradbury, sua história “O Menino Invisível” sendo um conto indicado por meu pai. A história é emblemática, tendo você dez anos de idade, apenas. Vieram outros livros, alguns não somente de Ficção Científica, como “Raiders of the Lost Ark” (“Caçadores da Arca Perdida”), aventura satírico-cômica, que ironizava com bom humor os filmes de aventura tipo Tarzan e Jim das Selvas.

Descobri a Coleção Argonauta muito cedo, mas não antes que eu ganhasse um livro do cientista Isaac Asimov em meu aniversário de onze anos: “Lucky Starr and the Pirates of the Asteroids” (obra lançada pela Editora e Livraria Hemus, aquela editora famosa, da Trilogia Fundação, sim, aquela mesmo!) com o nome de “O Vigilante”. Era uma edição mais antiga, anterior àquela com a capa colorida contendo um mundo e naves orbitando-o, com o título de “O Vigilante das Estrelas”. A Coleção Argonauta trouxe escritores como Arthur C. Clarke, Clifford D. Simak, Philip Jose Farmer, Brian Aldiss, Poul Anderson, John Brunner, Philip K. Dick, Bob Shaw, C. M. Kornbluth, Keith Laumer e outros. Edições de Bolso, vindas de Portugal, e que seriam a principal fonte de cultura de antecipação que eu tive.

No centro da cidade de São Paulo, havia uma livraria que vendia livros e HQs. Lá, adquiri, para acrescentar às obras que meu pai já tinha, livros da Coleção Galeria Panorama, também portuguesa. Obras como Tau Zero, de Poul Anderson, um ou outro clássico, como algumas partes da saga “World of Tyers” (aventuras traduzidas para o português sobre o herói da América pré-colombiana Kickaha) contribuíram para amenizar minha sede de aventuras no espaço e no tempo.

A Coleção Europa-América foi descoberta por mim e meu irmão na Rua São João, uma das mais famosas do Centro Velho de São Paulo, na Livraria Temos Livros (antiga livraria Nova Hemus). Aquela livraria, que acredito ainda existir, vendeu durante décadas obras de Ficção Científica, Fantasia, Terror e Horror, além de livros esotéricos, de divulgação científica e estava abarrotada de outras obras, de ficção e não ficção. Era com ansiedade que eu gastava meus níqueis comprando coisas, desde o romance pós vanguardista “Os Três Estigmas de Palmer Eldrich”, de Philip K. Dick, até obras de colecionador, como “A Cratera da Morte”, de Clifford D. Simak.

Mas o que levaria uma criança de dez anos a buscar, entre as duas mil obras de Literatura Fantástica em inglês, italiano, francês e português, que lotavam as estantes de sua casa, adquiridas por seu pai ao longo de décadas, obras tão estranhas como “O Caos Suicida”, de Edmund Cooper? Obras que descreviam de modo muito competente a destruição da civilização e seu reerguer, ao longo de um período de sofrimento, onde a desorganização, as ruínas e a morte grassavam a cada quilômetro que se atrevesse a atravessar, numa Terra que tinha tudo para perder seu filho preferido: o Homem? Ou então, levariam essa criança a descobrir maravilhas, como as obras de Jack Vance e Robert Silverberg, em um mundo que era tão prosaico e fútil, a própria realidade em que ela vivia?

Uma obra de Ficção Científica é um mundo aberto. Fala de outros planetas, da destruição da civilização humana, para que se reconstrua ao custo de milhões de vidas, há a construção de outras culturas, por meio de artifícios extraídos da sociologia, exobiologia, filosofia, arquitetura, engenharia, moda, música, pintura, enfim, em outros planetas é apresentado um quadro — nunca imutável! — de civilizações inspiradas na terrestre, com características terrestres. Pois em todo e qualquer livro de Literatura Fantástica, mesmo o mais bizarro, que trate de outras culturas, o ponto de partida sempre será a cultura humana.

Nunca encontramos outras raças, fora da Terra. A Lua é um satélite natural da Terra com traços de água sob sua superfície, mas sem absoluta existência de vida inteligente. Assim o é Marte, com suas calotas onde há gelo, água congelada. Mas não pode sustentar vida, que um dia, há milhões e milhões de anos atrás, num passado não de todo esquecido pelos nossos cientistas, pode ter comportado seres inteligentes. E assim o é, em todo nosso Sistema Solar. Mundos como Titâ, lua de Saturno, onde seus oceanos de metano líquido são mortais para nós; Plutão, o mais afastado planeta de nosso Sistema, chamado de planeta-anão, e que possui matéria congelada, gelo! Mas, e vida? Só existe em nosso planeta, nosso lar. Onde há oceanos de água salgada, mares e ilhas, continentes quilométricos, vulcões, montanhas que ultrapassam as nuvens, florestas exuberantes, vida em profusão e uma atmosfera aprazível e respirável.

O que somos nós, que descendemos de primatas e evoluímos até que, dez mil anos atrás, descobrimos a agricultura, nos fixamos em cidades, galgamos as vertentes de eterna dificuldade que é o acordar, o viver, o comer, o beber, o eliminar, o trabalhar, o estudar, o construir, o “fazer” e o dormir? Somos a forma de vida mais inteligente de nosso planeta. Somos os que, ao mesmo tempo em que nos dedicamos a cuidar de animais feridos ou órfãos, em locais como os desertos do Continente Africano, as Florestas da América do Sul, da América Central, da Indonésia e Filipinas, ou nos aventuramos nas calotas polares para estudar a fauna desses locais tão inóspitos, montando estações científicas, ao mesmo tempo em que lutamos contra desastres ambientais petrolíferos, químicos e nucleares, como em Chernobyl, podemos ser os futuros responsáveis pelo desaparecimento da vida humana e animal da face da Terra.

Realizamos testes nucleares. Envenenamos com produtos químicos nossos rios, lagos e mares. Despejamos às milhares de toneladas ao ano o lixo que não mais é aproveitado em terra firme, nos oceanos. Lançamos detritos em forma de satélites abandonados em órbita da Terra, a tal ponto que hoje se fala em realizar missões para limpar, ao menos em parte, nosso espaço orbital, literalmente “coalhado” de peças de todos os tamanhos, de satélites ou partes deles, o que é bastante preocupante para as futuras missões ao espaço. Em órbita, um astronauta virá a morrer, caso sua roupa protetora seja atingida por um único parafuso, de poucos centímetros de comprimento, que viaje a centenas de quilômetros por hora.

O clima está se alterando preocupantemente. O aquecimento global é uma realidade. Já, hoje, temperaturas recordes matam pessoas de idade em quantidade alarmante na Europa. E não só afetarão a Europa, muito em breve. É muito provável que as temperaturas abruptas, para o topo da escala termométrica, ou para abaixo de zero grau, levem mais e mais pessoas, seja de que idade for, seja em qual estado de saúde — saudáveis ou com problemas cardiorrespiratórios, renais e outros — a um perigoso grau de sobrevivência. As formas de vida mais frágeis, como os ursos polares, estão em risco. Isso está diretamente relacionado com o derretimento das calotas polares e o decaimento abrupto da população de focas, a sua fonte de alimentação. E esse é somente um exemplo.

Muito se fala em se enviar naves para Marte, para Titã, e sondas para Alfa Centauri, distante a quatro anos-luz de distância. Diariamente milhares de homens, mulheres e crianças morrem de fome, de doenças, vítimas de guerras. Haverá um dia em que realmente poderemos nos lançar para colonizar a Lua e Marte ou teremos de nos defrontar primeiro com nossos problemas ambientais, sociais e econômicos?

A resposta está em nossa vontade. Vontade política, econômica, social. Há exemplos gloriosos sendo feitos. Malala Yousafzai, mulher que quando menina foi baleada pelo Talibã por defender o direito à educação no Paquistão, é hoje um exemplo de como a Organização das Nações Unidas está promovendo mudanças sociais no mundo. Mas é um exemplo isolado, praticamente.

O que você faria se fosse convidado a escrever um livro que falasse mal do crime organizado em seu país? Recusaria ou aceitaria? Submeter-se-ia a essa experiência, sabendo que poderia não sobreviver durante muito tempo, caso fossem revelados segredos que só você sabe ou não escreveria o livro, limitando-se a seguir sua vida plácida e relativamente normal?

Você faria como Malala, que publicou o livro “Eu Sou Malala” (“I Am Malala: The Girl Who Stood up for the Education and Was Shot by the Taliban”) ou permaneceria em sua zona de conforto? É uma dúvida que somente você pode responder, e são poucas as pessoas com coragem suficiente para mudar os conceitos do mundo, em detrimento de sua própria e segura vida de que dispõem.

*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Entre autoficção e literatura fantástica: As Esferas do Dragão

O livro de Duanne Ribeiro, diz Marcelo Coelho, da Folha, “num tour de force de escrita transfigura memórias reais num romance alucinatório e ancorado em dor verdadeira”

O romance As Esferas do Dragão, primeiro trabalho de ficção do jornalista e pesquisador em filosofia e ciência da informação Duanne Ribeiro, mescla autobiografia e fantasia, depoimento pessoal e referências da cultura pop – entre as quais se sobressai o desenho Dragon Ball, que estrutura a narrativa. O tema de fundo da história é a morte – diz a sinopse, o livro narra “a procura do autor por sete orbes mágicos para ressuscitar o avô”.

O avô de Duanne Ribeiro, Antonio de Oliveira, faleceu em 2009. As Esferas do Dragão parte desse acontecimento e se desdobra em uma epopeia que recupera uma série de relações afetivas, mergulhando na tessitura própria dos universos de familiares, amigos e conhecidos do autor. Isso no quadro de um mundo fantástico que costura imagéticas de várias origens e que é pontuado por dissertações sobre o que significa morrer.

Na orelha do livro, define o jornalista e escritor Marcelo Coelho, membro do Conselho Editorial do jornal Folha de S.Paulo: “Num verdadeiro "tour de force" de escrita, Duanne Ribeiro convoca o mundo fictício da sua infância para transfigurar as suas memórias reais, num romance ao mesmo tempo alucinatório e ancorado em dor verdadeira”.

Duanne Ribeiro é jornalista, mestre em ciência da informação, especialista em gestão cultural e graduado em filosofia pela Universidade de São Paulo. Trabalha como analista de comunicação para o Itaú Cultural. Edita a Úrsula, revista online de política e cultura, e escreve eventualmente para publicações como Cult, Bravo! e Digestivo Cultural. Em ficção, foi um dos selecionados da segunda antologia Ficção Científica do Brasil, com o conto “Sine Wave”, hoje reescrito e inédito, e publicou a novela “Nikolai e Nataniel” na revista Humanidades em Diálogo. Saiba mais em duanneribeiro.info.

Compre o livro aqui.

Dragon Ball

Dragon Ball, um trabalho do mangaká (desenhista de mangás, os quadrinhos japoneses) Akira Toryiama, foi criado na década de 1980: o mangá foi publicado de 1984 a 1995, passando por várias sagas distintas. Entre filmes e séries televisivas, a franquia tem produções de 1986 até hoje. No Brasil, exibido pelo SBT, pela Band e pela Globo, o anime foi um marco para a programação infantojuvenil nos anos 1990. Entre ação e humor, Dragon Ball é também releitura: inspira-se no clássico chinês Jornada Para o Oeste, de Wu Chengen.
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terça-feira, 5 de março de 2019

Resenha: Sob a Luz da Escuridão de Ana Beatriz Brandão

"Assim foi criado o mundo em que vivíamos: as pessoas matavam por nada e brigavam por tudo. O planeta tinha sido tomado pelo caos. O que tínhamos a perder? Ninguém poderia nos castigar, e sentir medo da morte era para os fracos." (trecho do livro)
Olá leitores! Hoje compartilho com vocês a resenha de uma obra nacional que me surpreendeu: Sob a Luz da Escuridão da jovem escritora  Ana Beatriz Brandão.
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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Estreia na literatura fantástica, Ruptura dos Reinos tem sessão de autógrafos dia 7/7, na Livraria Cultura Geek, em SP, às 19h

Primeiro de cinco livros da Saga Lutar lança história para aventureiros de verdade e anuncia que nada será como antes

Nem George RR. Martin, nem J.K. Rowling. Jchan e Johnny, os Js, dois irmãos nada convencionais, estreiam na literatura de fantasia nacional com a promessa de revelar aos leitores os reinos mais poderosos da terra. A Ruptura dos Reinos (Autografia) é o primeiro volume de cinco livros da Saga Lutar, recheada de personagens incríveis e vibrantes para todos os gostos e estilos, desde seres mágicos extremamente poderosos até guerreiros imbatíveis. O lançamento com sessão de autógrafos acontece no próximo dia 7/7, na Livraria Cultura Geek, da Avenida Paulista, a partir das 19h.

Neste primeiro título, vivem-se, até então, tempos de paz, mas algo inesperado surge para mexer com o equilíbrio de seis reinos. Cavaleiros, magos, vikings, anões, elfos e mulaicas terão que juntos tomar atitudes frente à descoberta de um misterioso sétimo reino. Será que a partir daí um novo tempo de guerra virá? Será a união entre os reinos abalada? Surgem perguntas que antecipam a verdade de que nada será como antes depois de A Ruptura dos Reinos.

Com QRCode e conteúdos exclusivos, o livro apresenta mix de mitologias, crenças, lendas e culturas, além de hábitos tupi guarani e da Época Medieval, que é revivida em questões sociais atuais, entre elas a valorização cultural, miscigenação, o preconceito e a linha tênue de liberdade e libertinagem. O protagonismo fica por conta da atmosfera como um todo e não apenas num personagem.

A Saga é envolta em guerras constantes, amores proibidos, traições e mistérios. Como em todo conflito, existem motivos ou situações que desencadeiam a trama. A Ruptura dos Reinos tem essa função de mostrar o que ocorreu pouco antes das intensas e fervorosas guerras começarem. Todos os detalhes de cada um dos 19 capítulos são importantes, cada fala, expressão, característica dos personagens e seus respectivos jeitos de agir definem quem, de fato, é confiável e a quem o leitor deve ficar atento.

Como não faltam ícones para escolher e torcer durante essa jornada, os autores sugerem cuidado! “Nem tudo é o que parece. Então, escolha com cautela em quem vai acreditar”, aconselham os Js. Os autores nacionais e internacionais do gênero e que já conquistaram seus espaços servem de inspiração para os irmãos explorarem sua principal matéria prima: a imaginação. Os limites de sua criatividade na fantasia e o afastamento do mundo real são ferramentas para fugir de ficções monótonas.

Fascinados pela cultura nerd, os Js cresceram assistindo desenhos, filmes e séries, sonhando em serem acordados por algum personagem ou em participar de alguma aventura. Não poupam ainda ambição ao assumir que querem ser reconhecidos em um nicho de mercado que já revelou grandes nomes da literatura de ficção atual. Eles estão agora do lado de quem faz as histórias acontecerem, de quem que traz ao mundo contos e personagens e esperam marcar gerações. “Nosso desejo sempre foi o de contar boas histórias que cativem as pessoas. E é nessa vontade que iremos seguir. O que começou com um simples lampejo hoje se tornou uma saga consistente, com tramas profundas que irão envolver os leitores e um mundo inteiro a ser explorado”, planejam.

SERVIÇO
A Ruptura dos Reinos //Editora: Autografia
Formato: 16 x 23 cm  // Páginas: 350 // Preço: R$ 49,90
Lançamento com sessão de autógrafos
Quando: sábado, 7 de julho, 19h
Onde: Livraria Cultura Geek, da Av. Paulista (Av. Paulista, 2073)

SOBRE OS AUTORES
Jaqueline Pereira do Carmo tem 22 anos, é ilustradora e escritora.
Maurício Pereira do Carmo Junior tem 27 anos, é jornalista e escritor.
Juntos, são Jchan e Johnny, irmãos Js, idealizadores da Saga Lutar. Cresceram com referências de produções japonesas, estadunidenses e inglesas, principalmente as de temáticas nerd. Agora, abrem as portas de sua criação para que todos possam entrar de cabeça nesse mundo medieval, mágico e repleto de combates.
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domingo, 4 de março de 2018

Revista Conexão Literatura, nº 33 - Março


Março, mais precisamente dia 08 de Março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher: escritora, leitora, guerreira, mãe, companheira... Não poderíamos deixar de destacar esta bela imagem em nossa capa que também remete aos livros de Literatura Fantástica, tema destaque desta edição, com matéria exclusiva da qual você poderá conferir nas páginas da revista.

Anuncio que já está na pauta os destaques das duas próximas edições. E digo mais, serão incríveis.

Entrevistas, contos, resenhas, dicas de livros e muito mais lhe aguardam nas linhas das páginas desta edição.

Editor ou autor, não fique de fora: para participar ou anunciar em nossa próxima edição de nº 34 (abril, 2018), acesse a página em nosso site: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html

Tenham uma ótima leitura e até a próxima edição!
Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 33: clique aqui

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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Literatura Fantástica na nova edição da Revista Conexão Literatura (Março, nº 33)

Março, mais precisamente dia 08 de Março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher: escritora, leitora, guerreira, mãe, companheira... Não poderíamos deixar de destacar esta bela imagem em nossa capa que também remete aos livros de Literatura Fantástica, tema destaque desta edição, com matéria exclusiva da qual você poderá conferir nas páginas da revista.

Anuncio que já está na pauta os destaques das duas próximas edições. E digo mais, serão incríveis.

Entrevistas, contos, resenhas, dicas de livros e muito mais lhe aguardam nas linhas das páginas desta edição.

Editor ou autor, não fique de fora: para participar ou anunciar em nossa próxima edição de nº 34 (abril, 2018), acesse a página em nosso site: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html

Tenham uma ótima leitura e até a próxima edição!
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O Horror – Uma visão pouco comum do Cinema e da Literatura Fantástica do Medo, por Roberto Fiori


O vampiro aproximou-se da tela de cinema lentamente, atingindo por fim uma forma gigantesca, sem quase se perceber a transição do movimento do monstro, passando de sua fase minúscula, à distância, à sua fase enorme, junto ao espectador. Isso foi o que realmente me chamou a atenção no filme Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens), filmada em 1922 por Wilhelm Murnau, chamado pela crítica especializada como o maior criador do cinema alemão, Wilhelm Murnau.

As obras de Murnau pertencem ao estilo expressionista alemão. Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror é considerado pela crítica mundial como a obra-prima do Cinema Fantástico.

Ora, o Cinema Fantástico, assim como a Literatura Fantástica (a “Litfan”) compõe-se da tríade Ficção Científica – Fantasia – Horror (e Terror). Dessa maneira, o cinema de terror, onde há o impacto de imagens chocantes, está lado a lado com o cinema de horror gore, onde cenas repulsivas são a característica dos pontos altos destes filmes.

Os filmes que tratam do tema do vampiro podem ser classificados em dois tipos: um, que trata os vampiros como as vítimas, vítimas de caçadores de vampiros. Estes monstros estão em minoria, sendo alvo e sendo destruídos por caçadores como Van Helsing (interpretado no cinema mais correntemente pelo ator Peter Cushing, cujo arqui-inimigo é o Conde Drácula, interpretado pelo eterno Christopher Lee).

Mas há pelo menos um filme que nos mostra o inverso: trata a sociedade como sendo formada por vampiros, que caçam os seres humanos que ainda restaram, após um vírus que transformou a maioria dos homens em vampiros. As vítimas são os homens que antes eram “normais”. É o filme 2019 – O Ano da Extinção (Daybreakers), onde o risco de extinção recai sobre vampiros e humanos, ao mesmo tempo.

Agora, perguntem-se a si mesmos o que mais lhes dá medo: a arte de horror explícita, gore, chocante, alarmista, profética, ou o horror dissimulado, que não é mostrado, é implícito. Posso citar um exemplo verdadeiramente assustador de Literatura de Terror, em que o oculto e o suspense fazem-nos tão ou mais assustados do que filmes como Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, de Ridley Scott).

Trata-se do conto A Pata do Macaco (The Monkey’s Paw), do escritor inglês W. W. Jacobs. Pode ser encontrado no site “Assombrado.com.br” (http://www.assombrado.com.br/2014/02/conto-assombrado-pata-do-macaco-ww-jacob.html)

Pela primeira vez que se lê o conto, não se tem ideia de como ele irá acabar. É um clássico da literatura de suspense e terror. W. W. Jacobs produziu obras bem-humoradas, contos e romances. O conto A Pata do Macaco é, estranhamente, uma exceção no trabalho desse autor.

No cinema, o exemplo mais marcante de uma história que começa sem dar a menor ideia de como vai terminar, nos levando a um caminho normal e comum, mas que apenas no final há uma revelação, é Deixe Ela Entrar (Let me in, baseado em um filme sueco de Tomas Alfredson e em um romance de John Ajdvide Lindqvist). A personagem central é uma vampira adolescente e é certo que o protagonista vai ser morto, no fim da história.

Para mim, histórias que carregam no suspense, para dar uma pálida ideia do que aconteceria se..., são as mais instigantes. Filmes como Alien, o 8º Passageiro, são bons até certo ponto. Embora perfeitos na filmagem e no roteiro, revelam cedo ao espectador o que os atores-personagens irão enfrentar. Não é deixado para o final a revelação do que foi antes oculto do espectador. Mas são filmes que estão no primeiro estilo de filmagem, o dos filmes explícitos gore. E não deixam de ter muito suspense, até o meio da história, Isso lhes dá um crédito extra: como há suspense em doses maciças, o espectador é recompensado largamente, ao ser-lhe revelado depois o que se esconde por baixo da mesa. 

No final, filmes explícitos gore são tão bons quanto filmes implícitos, com a revelação do que deve acontecer somente no fim. Cada um tem seu charme. E, na Literatura, contos de Stephen King que indicam desde o início como será a dose de horror que se seguirá, são tão estimulantes quanto contos como o clássico A Pata do Macaco, de W. W. Jacobs.

Uma vampira: poderia ela se transformar em algoz dos seres humanos ditos “normais”, o restante dos que poderiam sofrer uma mutação devido a um vírus e se transformar quase todos nesses monstros?

O que aconteceria com a raça vampira, com o fim do estoque de sangue, ao desaparecer o homem não-vampiro?


Sobre o autor: Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
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E-book:
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terça-feira, 28 de março de 2017

Ainda sobre os clichês da literatura fantástica e o uso do folclore nacional




Durante a semana que passou um episódio interessante colocou o Listas Literárias no centro de uma polêmica, e achei interessante trazer para este espaço parte de discussão. Antes dela, porém, é preciso falar destes tempos malucos em que de repente ressuscitado pela timeline do Facebook algo volta à tona viralizando ou revitalizando uma notícia, às vezes até superada. O curioso caso tem relação com estes tempos, e não só do requentar de uma publicação antiga que acaba sendo nova, mas também da incapacidade de muitos em lidar com crítica ou até mesmo supervalorizar algo de menor relevância, afinal, os clichês estão aí, e não, não é ou não deveria ser recebido como ofensa como vi em alguns comentários apontar clichês de determinados gêneros. Mas antes de adentrar nessa questão vamos ao caso.

Em julho de 2013 publiquei o post 10 clichês da literatura fantástica. Àquela época já houve certa discussão como pode se ver nos comentários, entretanto foi durante essa semana que o post ganhou certo ar viral atingindo milhares de pessoas e muitos compartilhamentos através do Facebook, em geral com posições revoltadas se escritor, ou então o velho embate sobre o estrangeiro e o nacional se discussões de muitos leitores. A partir disso, e dos milhares de acessos ao post iniciou-se então um grande e endurecido debate nas redes sociais, que diga-se, mantive-me alheio mas acompanhei algumas coisas, a respeito da literatura fantástica. Logicamente vi muita besteira, mas também opiniões importantes sobre o tema.

Dentre as discussões que surgiram, creio que uma das melhores que vi está no post com 10 problemas de quem escreve ficção folclórica no Brasil  no Blog Colecionador de Sacis. De cara, digo que concordo com a maior parte da problematização ali apresentada, ainda que neste outro post, desta semana em uma lista apresentei 10 livros eficientes no uso dos elementos nacionais em suas narrativas de fantasia, suspense e horror., conjunto que aqui tem sido chamado de literatura fantástica pelos autores. Aliás, essa é uma questão presente nas discussões a respeito do tema e que gera uma certa confusão, especialmente porque mercadologicamente e mesmo por desconhecimento dos gêneros vem se chamando de literatura fantástica tudo que agregue elementos da fantasia. Isso, por momentos gera atritos visto que para os gêneros, realismo fantástico ou realismo maravilhoso  é o que vemos nas obras de Jorge Luis Borges, Cortázar e aqui no Brasil, Érico Veríssimo, José J. Veiga e Murilo Rubião. Digo isso porque tais confusões ficaram presentes nas discussões, inclusive, e o que é mais discutível, confusão entre alguns proclamados autores de literatura fantástica.

Mas vamos adiante, creio estar alongando a discussão, aliás, aqui é o espaço para tal, de modo que ainda que válida a crítica do Colecionador de Sacis "É que não fiquei satisfeito com a postagem original, assinada por Douglas Eralldo. Primeiro por que a discussão sobre clichês não me parece levar a lugar nenhum. Segundo por que o tom de deboche que permeia o texto e a abrangência indefinida de cada item fazem a lista ser apenas um grande dedo apontado na cara de todo mundo, sem dizer a quem" penso que antes de mais nada é preciso observar-se a intenção de um texto, e no caso daquela lista e mesmo do próprio formato do Listas, é um espaço para apresentação de algo, não necessariamente um fórum mais amplo, sequer mesmo buscar chegar a lugar algum. 

Digo isso porque não tinha a intenção alguma de ir a determinado lugar com a lista, ali expus simplesmente algo que a mim, como leitor do gênero (e também autor, que vejam, publico logo sobre zumbis) vinha incomodando, e que inclusive, naquele momento me deixava com a sensação de que poderia enfraquecer o movimento de literatura fantástica. Não deixou de ser também uma posição nacionalista (ainda que eu fuja do nacionalismo burro) de alguém que procurava encontrar em suas leituras elementos reconhecíveis de sua cultura. Do mesmo modo, nãos sei se escrevi a lista apontando o dedo, mas certamente tinha em mente um conjunto de leituras que reunia os elementos ali listados. Muitas obras desse conjunto inclusive tiveram "almejado" sucesso e mesmo fizeram presença entre listas mais vendidas (aqui também deixo claro que a este leitor não se usa lista de bestseller ou sucesso de público para encontrar qualidade numa obra, às vezes é até o contrário). Contudo, talvez o post tenha sido um chapéu jogado e que curiosamente encontrou muitas cabeças pelo que acompanhei pelas redes.

Mas então, enfim, depois disso tudo, quais seriam os problemas da literatura fantástica? Ora, são muitos, assim como são suas virtudes. Há muita gente boa no anonimato e muita porcaria no estrelato como é verdadeiro também o inverso. Todavia, são diferentes os problemas de hoje e os de ontem, digamos os de 2013. Não se vê hoje a quantidade de publicações como entre os anos de 2011 e 2013 especialmente. Também vivenciamos neste período o surgir e o desaparecer de editoras específicas do que vinham chamando "literatura fantástica". Selos especiais abriram e fecharam, e muitos autores andam silenciosos e outros seguem a luta que nunca foi fácil, mas que porém, por algum tempo parecia melhorar. Assim, não faltam desafios ao escritor de fantasia, horror, etc. Inclusive, conviver com as críticas, entretanto isso não apaga que entre bons, médios e ruins há uma série de problemas, e muitos daquela lista prosseguem, outros foram superados.

Para finalizar, cabe ainda dizer que as discussões da semana também serviram para fundamentar um pouco mais minhas percepções da intolerância brasileira e da incapacidade de se lidar com críticas. Lógico que as reclamações mais ferrenhas vieram de autores que reconheceram os elementos da lista em suas obras, sendo estes os mais indignados. Isto também mostra a incapacidade de leitura de muitas pessoas, mesmo as que trabalham com ela, porque em nenhum momento diz-se que por ser ou não clichê não se é publicável. Meus queridos, num país em que Cinquenta Tons de Cinza, Crepúsculo e a Bíblia são as principais referências de leitura de sua população, há espaço para tudo, o que não impede, afinal é democrático, que haja quem procure por mais do que se oferece, e isso tampouco é uma declaração de guerra. Ou é? Por fim, insisto que se é possível ir além, outras listas do Listas Literárias demonstram isso, contudo é preciso acima de tudo, especialmente, que os autores mais indignados com os clichês ampliem suas cargas de leitura, porque o que mais incomodou na feitura daquele post foi justamente reconhecer as referências pobres ou repetidas que à época inflava a chamada "literatura fantástica brasileira".  Ao fim, foi aquele um post de um leitor que procurava apenas novos caminhos e novas identidades e não coisas tão próximas de suas fontes estrangeiras e bestsellers. Para encerrar então, vale ressaltar mais uma vez que aos que incomodaram-se com a lista ou os que falaram da não possibilidade de se utilizar o folclore nacional, autores como Christopher Kastensidt e Eneas Severiano são bons exemplos do contrário. Além disso vale lembrar que no caso da ficção científica, sem abandonar referências estrangeiras, há tempos os autores já conseguiram trazer para o Brasil especulações tão espetaculares quanto as de fora tendo nossa realidade e nossos cenários como ponto de partida, o que leva-me a questionar se estaria assim a referida lista tão problemática.


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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Os fatos marcantes da literatura em 2016

Publiquei originalmente esta lista com fatos da literatura que me marcaram em 2016 no Listas Literárias, contudo, creio que possa ser interessante compartilhar também neste canal as reflexões de um ano conturbado ao qual certamente a literatura não foi e não está alheia. Concordem, discordem e ampliem os fatos aqui presentes, e preparemo-nos para 2017,

1 - O Polêmico Nobel: Em escala global certamente uma das maiores discussões literárias deu-se a partir da escolha de Bob Dylan para o Prêmio Nobel de Literatura, uma escolha que dividiu opiniões e que talvez abra novas reflexões sobre o que é literatura.

2. A Revelação: Uma das identidades mais secretas da literatura pode ter caído em 2016. Numa reportagem que mais parece filme de espionagem o repórter Cláudio Gatti seguiu o dinheiro e chegou à Anita Raja como suposta Elena Ferrante, autora de maior expressão da literatura italiana atualmente.

3. A Despedida: Para ficarmos ainda na Itália - e no mundo - chega a ser curioso que justamente no ano em que os idiotas e imbecis proliferaram e até mesmo venceram, foi o ano que o pensador e filósofo Umberto Eco escolheu para deixar este mundo. Certamente não toleraria as vitórias daqueles que tantas vezes criticou: os idiotas.


4. Fechando as portas: A crise bateu às portas da literatura em 2016. Em movimentos iniciados no final de 2015 com o fechamento da Cosac Naify, em 2016 vimos a Saída de Emergência sair do país, a Leya anunciar a intenção de fechamento das atividades por aqui além de diversos anúncios de fechamento de livrarias, algumas tradicionais como a Leonardo da Vinci e a Palavraria;

5. Fantástico sem fôlego?: Há uns três, quatro anos elencávamos aqui o potencial e o vigor da literatura fantástica, contudo, 2016 teria marcado o arrefecimento das aventuras nestas terras? O fato é que vimos editoras como a Saída de Emergência abandonar seus projetos, o selo Fantasy praticamente ruiu enquanto editoras menores forma sumindo do mapa, para o bem ou para o mal. Além disso o resultado de vendas de nomes importantes como Eduardo Spohr, Raphael Draccon e André Vianco deu uma caída e eles não frequentaram muito as listas de mais vendidos, o que também gera reflexos em todo o gênero;

6. Luz, Câmera, Ação: Contudo se teve setor que não reclamou de vendas e público no universo dos livros foram os Youtubers que certamente salvaram o caixa de muita editora. Com público cativo e sessões de autógrafos concorridos, eles publicaram de tudo e um pouco, pois o negócio foi mandar para a prensa, de biografias a não-ficção, romances e uma mistura disso tudo.

7. As Ruas nos Livros: 2016 foi um ano conturbado, e como sabemos a literatura não é alheia ao que acontece, por isso muitos lançamentos nacionais forma marcados pela presença das ruas em suas narrativas como Meia-Noite e Vinte de Daniel Galera e Descobri Que Estava Morto de J. P Cuenca trazem os protestos 2013 enquanto impressas ou digitais saíram muitas publicações envolvendo basicamente a discussão, foi ou não foi golpe.

8. O Ano Delas e Dele: Para não dizerem que nossa lista é caótica, vamos trazer aqui mais alguns destaques que a despeito das crises e da situação literária no país destacaram-se em 2016, mais uma vez reforçando que a literatura feminina ganha espaço esmo em terra tão desfavorável. No âmbito popular podemos destacar certamente Carina Rissi que fez sucesso em 2016 e figurou sempre nas listas bestsellers. No campo da crítica, Sheyla Smanioto colheu os bons frutos de seu Desesterro de 2015 e faturou e participou de premiações importantes. Também vale destacar Julián Fuks que com A Resistência faturou os mais importantes prêmios do ano.

9. Três Mortos: Três mortos pautaram discussões literárias ao longo de 2016. Logo no começo do ano uma longa discussão sobre publicar ou não, Minha Luta, de Adolf Hitler que entrara em domínio público, um debate que tomou diversos suplementos. Além disso, 2016 marcou os 400 anos de Shakespeare e Cervantes, certamente dos dos autores mais importantes da literatura, o que culminou com muitas ações e atividades relacionadas.

10. Outro Adeus: E como desgraça pouca é bobagem foi o lema de 2016, o ano se encerra com o adeus de um dos maiores poetas brasileiros, Ferreira Gullar.




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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Um morto muito louco, mas antes de tudo, um brasileiro


Inicio hoje minhas contribuições para com o site Revista Conexão Literatura, e desde já agradeço ao convite do Ademir Pascale abrindo esse espaço num veículo de comunicação literária que tem crescido exponencialmente a partir de sua criação. E para este pontapé inicial decide abordar um campo que interessa-me tanto como leitor, quanto como autor. A literatura fantástica.

E como 2016 marcou o centenário de nascimento do escritor mineiro Murilo Rubião, nada melhor que abordar um recorte deste contista, falecido em 1991 que a cada dia é descoberto e redescoberto pelos leitores brasileiros. O olhar para sobre a obra do autor tem sido grande que neste ano a Companhia das Letras inclusive publicou Murilo Rubião, Obra Completa, 286 páginas que reúnem todos os contos publicados pelo autor.

E não é à toa tamanho interesse, pois leitor algum ficará imune à prosa precisa de Rubião cujas orações são dotadas do máximo de carga semântica possível deixando evidente a preocupação do escritor com cada sentença. Além disso, seus contos que começam se ser publicados a partir de 1947 apontam para um homem a frente de seu tempo, tanto é que o crítico Jorge Schwartz diz que “sua obra surge de maneira insólita, desengajada de qualquer movimento literário no Brasil” e que “se vincula tematicamente aos escritores de vanguarda hispano-americanos, os exploradores do chamado “realismo mágico”” sendo que Schwartz faz portanto um lembrete que o autor brasileiro atua, e com grande propriedade, antes mesmo de grandes nomes do gênero como Julio Cortázar e Jorge Luiz Borges.

Isso é o que podemos ver em um de seus principais contos, O Pirotécnico Zacarias. Mas antes do conto publicado em 1974 e adaptado num curta-metragem de 1981 de Paulo Laborne, saltemos no tempo para dar uma olhada nos anos noventa, especialmente no filme Um Morto Muito Louco (20th Century Fox, 1989), uma clássica comédia da Sessão da Tarde e posteriormente no funk Morto Muito Louco que certamente foi um dos ringtones de maior sucesso numa época que pagávamos para ter uma música como chamada do aparelho de telefone celular. Pois bem, é que ambas as obras têm um pouco do pirotécnico de Rubião, na verdade tem mais que apenas um pouco, pois o tal de Zacarias, assim como os mortos que o sucederam, era um defunto bastante peculiar.



O conto que integrou o livro que levou Murilo Rubião ao sucesso no mundo das letras tem como narrador-protagonista o próprio morto que coloca sua problemática (a de sua morte) em questão “as opiniões são divergente”, portanto haviam os que criam em sua morte, os que desconfiavam, e os que não aceitavam as coisas como bem como eram. A única coisa que não se discutia era que se ele tivesse morrido, o corpo não fora enterrado. Esse é então o cenário, um morto, acidente de carro, aliás, e um grupo de jovens indeciso com o que fazer com o defunto que virá depois a dialogar com os amigos a respeito do que fazer com seu cadáver. E a escolha, é claro, é dar uma tapeada no morto, deixá-lo em melhor condição para terminar a farra da noite visto que a turma prefere a companhia de um morto que a de um amigo chato, conforme veremos no conto. Nessa atmosfera fantástica é que a narrativa prossegue numa prosa carregada de humor e nuances sarcásticas que afirmam a qualidade literária de Rubião, que a despeito do interesse renovado, talvez seja menos conhecida do que filme e o ringtone. Todavia, esse morto muito louco do realismo fantástico brasileiro não é um tipo de precursor do filme, mas sim reforça a presença na literatura brasileira de um tipo de personagem bastante presente em nossa literatura: o morto. Do defunto-autor de machado de Assim que inaugura o realismo brasileiro à morte dupla de um Quincas Berro d'Água, ou mesmo os insepultos de Érico Veríssimo que demonstram acima de tudo que os mortos muito loucos são brasileiros.

Créditos Vídeo: Um Morto Muito Louco - MCs Jack e Chocolate - Classic Hits Cia Daniel Saboya (Coreografia) - Divulgação


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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Arte e Realidade na Obra A Vista Particular do Escritor Ricardo Lísias


A Vista Particular

A fronteira entre a arte e realidade sempre estiveram presentes em muitas obras literárias e Ricardo Lísias trouxe o cenário do Rio de Janeiro para esse contexto. Paulista de nascimento cujos problemas de violência são semelhantes aos do Rio de Janeiro, com uma diferença, lá os problemas são descarados e faz parte da vida diária das pessoas.

É claro que a violência está presente em todos os estados do país, no entanto, a violência no Rio de Janeiro tem alguns componentes que fazem do Rio o destaque dos noticiários. Talvez a violência foi colocada como foco da mídia por conta dos filmes Tropas de Elite 1 e Tropas de Elite 2 do diretor José Padilha. Também há a contradição da beleza natural do Rio e a violência instalada e presente no cotidiano das pessoas.

A obra "A Vista Particular" (Alfaguara, 2016, 128 páginas) do autor Ricardo Lísias traz o personagem  José de Arariboia um artista que realiza exposições de seus Quadros sobre o Rio de Janeiro, porém, tudo muda quando Arariboia sobre o morro Pavão-pavãozinho e de lá retorna nu fazendo coreografias estranhas.

É filmado por um traficante e Arariboia se torna um fenômeno na Internet. Milhões de visualizações e um relativo sucesso. Arariboia percebendo o sucesso faz um acordo com o Traficante do morro, Biribó, que pretende ajudá-lo em mais uma ideia maluca.

Ricardo Lísias explica a fronteira entre arte e realidade tanto que menciona a morte do Amarildo, torturado e morto pela polícia. Fala também de outras mortes ocorridas. É o cotidiano do Brasil sendo retratado pelo espetáculo e miséria.

A violência misturada com a Beleza do Rio de Janeiro faz parte do cotidiano do carioca, um povo acolhedor e orgulhoso pelas Belezas naturais do Rio. É uma triste realidade que os administradores públicos não conseguem eliminar. A Literatura está aí para divulgar esses problemas e quem sabe algum gestor promova alguma mudança.


Capa



Título: A Vista Particular
Autor: Ricardo Lísias
ISBN9788556520272
Páginas: 128
Editora: Alfaguara
Ano: 2016







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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Por que ler As Brumas de Avalon?

Por Fernanda Mellvee


“Todas as mulheres são, na verdade, irmãs para a Deusa”
 (Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon).

      Marion Zimmer Bradley, em As Brumas de Avalon, soube com muita competência criar personagens femininas com características distintas, pontos de vista e objetivos completamente diferentes, mas todas dotadas de forte personalidade e capazes de lutar por seus ideais, tornando os Cavaleiros da Távola Redonda, assim como seu rei, meros coadjuvantes. Outro aspecto interessante nesta obra é a reflexão que a autora faz sobre a condição feminina no início da Idade Média, abordando temas como casamento por conveniência, homossexualidade, liberdade sexual e aborto, que eram bastante discutidos na época em que o livro foi escrito, nos meados da década de oitenta. Os excertos abaixo exemplificam o questionamento a respeito de liberdade sexual e do casamento por amor e não por conveniência:

“E por um momento de paixão iria arrastá-lo a um compromisso para toda a vida? Os costumes das festas tribais eram mais sinceros, um homem e uma mulher que tivessem o sol e o luar no sangue podiam juntar-se, como queria a Deusa, e mais tarde, se o desejassem, morar juntos e criar filhos, depois pensava-se em casamento. Sabia, no fundo do coração, que não tinha realmente vontade de casar-se com Lancelot, ou qualquer outro. ” (BRADLEY, 2008, p.98-99).

“O que estou fazendo? Será apenas por ter me falado em nome da Deusa, de sacerdote a sacerdotisa? Ou será apenas porque, quando ele me toca, ou me fala, eu me sinta mulher e viva novamente, depois de todo este período em que me senti velha, estéril, semimorta, neste casamento com um homem morto e uma vida morta? (...). Pensou num desafio: Sou uma sacerdotisa, meu corpo é meu, para ser dado em homenagem a ela! ”
(BRADLEY, 2008, p. 145).
 Morgause, Morgana e Viviane, as três grandes personagens do romance na adaptação cinematográfica
     Além da discussão sobre o papel da mulher no início da Idade Média, que nos leva a uma reflexão sobre a condição da mulher na atualidade, com As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley nos apresenta um mundo diferente, repleto de crenças, onde a magia se une à religião e o Cristianismo e o Paganismo dividem o mesmo espaço. Em síntese, todos estes elementos distintos e, até controversos, contribuíram para tornar esta obra fascinante e tão atual, apesar de retratar uma época remota e de ter sido lançada há mais de três décadas."

Referências:
BRADLEY, M. As Brumas de Avalon. Rio de Janeiro: Imago, 2008.


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