Conexão Nerd: Teoria da Conspiração, por Ademir Pascale

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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Litercultura 2019 discute "fronteiras" com cinco autores consagrados e programação integrada

Bernardo Carvalho - Foto divulgação
Festival Literário será entre os dias 12 e 16 de agosto, na Capela Santa Maria; ingressos gratuitos poderão ser retirados no dia de cada apresentação

Curitiba, julho de 2019 - Seguindo a proposta original de refletir as questões contemporâneas sob diferentes óticas, o Litercultura - Festival Literário 2019  chega a sua sétima edição entre os dias 12 e 16  de agosto, na Capela Santa Maria. Face ao aumento sem precedentes no número de refugiados em todo o mundo e todas as questões políticas, sociais e humanas envolvidas, o festival deste ano propõe como tema "fronteiras", reunindo literatura feita em diversos países e contextos. Além dos cinco painéis com autores de quatro nacionalidades, o evento estende sua dinâmica para uma programação integrada relativa ao tema, que inicia todos os dias às 18 horas com venda de livros, gastronomia étnica e apresentações de música, poesia, performance e mostra de cinema.

Para compor um mosaico possível da literatura contemporânea diante das questões que surgem com o  atual movimento de imigração, foram convidados a escritora e jornalista atuante na editoria internacional Patrícia Campos Mello; o escritor colombiano Juan Cárdenas; o romancista brasileiro Bernardo Carvalho; o roteirista e escritor cubano Leonardo Padura e a escritora e jornalista italiana, de família de imigrantes somali, Igiaba Scego. Expoentes da palavra que se apresentarão no palco principal da Capela Santa Maria a partir das 20 horas.

Este ano, a organização do Litercultura modificou a distribuição dos ingressos gratuitos que dão acesso à sala dos painéis. A bilheteria será aberta no dia de cada conferência, a partir das 17h30 horas. Essa mudança se deve à tentativa de permitir que mais pessoas interessadas possam ter acesso às apresentações.
Juan Cárdenas - Foto divulgação
Dinâmica e livro

Com curadoria do jornalista e crítico Manuel da Costa Pinto e direção-geral de Manoela Leão (Gusto Produção Cultural), o Litercultura 2019 mantém o firme propósito de refletir temas contemporâneos tanto na literatura quanto na cultura de modo mais amplo. "Fronteiras é um tema muito extenso que vai desde as questões geopolíticas atuais até as mais pessoais e simbólicas - humanas, psicológicas, emocionais etc. A nossa ideia não é esgotar o assunto e sim contribuir para a formação de uma consciência coletiva e, claro, pessoal, que inclui empatia, pensamento crítico, analítico e solidariedade", afirma Manoela Leão, uma das idealizadoras do festival.

Os autores falarão ao público a partir de um texto autoral produzido por eles, por meio do qual discutirão seus pontos de vista específicos sobre o tema das fronteiras. Todos os textos, de formatos diversos – ensaio, depoimento, texto ficcional – serão reunidos em livro, a ser publicado pela Editora Dublinense ainda em 2019. As conferências serão mediadas por jornalistas e professores de reconhecida inserção no tema e na obra dos autores.

Já a programação integrada é a oportunidade de o público ter contato com outras manifestações artísticas que provocam, instigam e ajudam a refletir sobre as diferenças culturais, muitas surgidas em decorrência do refúgio, como o Trio Alma Síria, cujos integrantes vieram de Alepo e as leituras dos integrantes do Programa Política Migratória e Universidade Brasileira da UFPR. O gran finale desta programação fica por conta do já consagrado e provocador André Abujamra, que nos lembra, com sua música, que "Alma não tem cor".

O Litercultura Festival Literário 2019 é um projeto realizado através do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE) da Secretaria da Comunicação Social e Cultura. O evento tem apoio da Copel e Colégio Medianeira e apoio Institucional do ICAC, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba. O Festival Literário é realizado pela Gusto Produção Cultural.
Patrícia Campos Mello - Foto divulgação
Sobre o Litercultura

A primeira edição do Litercultura foi realizada em 2013 com a proposta de ser um festival de literatura com ênfase na leitura. Em seis  edições, o festival não se limitou a ser uma festa ou feira literária, propondo a reflexão sobre temas contemporâneos a partir de diversas linguagens. Pelos palcos do Litercultura passaram autores como Alberto Manguel e Alan Pauls (Argentina), Antonio Skármeta (Chile), Gonçalo M. Tavares, José Luís Peixoto e Valter Hugo Mãe (Portugal), Gianni Vattimo (Itália) e Arnon Grunberg (Holanda), além de vários brasileiros – entre eles, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, a historiadora Heloisa Starling, o psicanalista Christian Dunker, o crítico e compositor José Miguel Wisnik, os filósofos Márcia Tiburi e Vladimir Safatle, e os escritores Beatriz Bracher e Cristovão Tezza. Site: www.litercultura.com.br I Facebook: www.facebook.com/litercultura I Instragram: @litercultura

Os autores (conferências realizadas sempre às 20 horas)

- 12/8: Patrícia Campos Mello (Brasil): É formada em jornalismo pela USP e mestre em Business and Economic Reporting pela New York University. Foi correspondente em Washington do jornal O Estado de S. Paulo e atualmente é repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo. É autora de Lua de Mel em Kobane e vencedora de diversos prêmios jornalísticos, entre eles o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha, em 2018. Lua de mel em Kobane "conta a improvável história de um casal de sírios que, separados por 2,5 mil quilômetros, se apaixonou pela internet e arriscou a vida ao decidir se instalar na cidade de Kobane, sitiada pelo Estado Islâmico" (Companhia das Letras).

- 13/8: Leonardo Padura (Cuba): Nascido em Havana, Leonardo Padura é pós-graduado em Literatura Hispano-Americana, romancista, ensaísta, jornalista e autor de roteiros para cinema. Ganhou reconhecimento internacional com a série de romances policiais Estações Havana. É colunista da Folha de S. Paulo e colaborador do El País. Tem nove livros traduzidos no Brasil, com destaque para O homem que amava os cachorros, obra em que o autor narra a história do assassinato do líder soviético Leon Trótski, valendo-se para isso de três narradores, entre eles assassinado e assassino. Padura é autor premiado internacionalmente – Prêmio Nacional de Literatura de Cuba e o Princesa de Asturias.

- 14/8: Bernardo Carvalho (Brasil): Um dos mais destacados romancistas da literatura brasileira atual, o escritor nasceu no Rio de Janeiro e vive atualmente em São Paulo. Autor de mais de dez obras, recebeu diversos prêmios entre os mais importantes da literatura em língua portuguesa, como o Jabuti, APCA e Portugal Telecom. O filho da mãe, romance de 2009, por exemplo, narra a trajetória de muitas mulheres, mães, que buscam "livrar seus filhos da guerra, da solidão e do crime" (Companhia das Letras). Os personagens transitam por vários espaços do globo, do Oiapoque ao Nieva, de Grozni ao mar do Japão. São filhos extraviados de mães aflitas e pais autoritários ou ausentes.

- 15/8: Juan Cárdenas (Colômbia): Juan Sebastián Cárdenas nasceu em Popayán, na Colômbia. É tradutor e escritor, ainda sem tradução no Brasil, premiado em 2014 por sua obra Los estratos (prêmio Otras Voces, Otros Ámbitos). Sua obra mais recente, El diablo de las províncias, "volta a questionar os mantras de uma civilização homogeneizada em uma novela que trabalha com gêneros híbridos". A obra de Cárdenas põe em evidência "o colonialismo e o racismo, todas as selvagens domesticações privadas e públicas, que constituem preocupações importantíssimas para a interpretação da cultura" (Marta Sanz, para El país).

- 16/8: Igiaba Scego (Itália): "Igiaba Scego nasceu em Roma em 1974, de família de origem somali. Depois de se formar em literatura estrangeira na Universidade La Sapienza, em Roma, escolheu trabalhar como jornalista e escritora, colaborando com jornais como Il Manifesto e Internazionale, e também com revistas que lidam com assuntos muito próximos dela: imigração e cultura africana. Como autora, ganhou vários prêmios e participou de inúmeros eventos, incluindo o Festival de Literatura de Mântua, que a hospedou em 2006" (Editora Nós). No Brasil, temos Minha casa é onde estou e Caminhando contra o vento.

Programação integrada (sempre a partir das 18 horas):

- 12/8: Trio Alma Síria - composto por Myria, Abed e Lucia, imigrantes vindos de Alepo, a maior cidade da Síria, o Trio traz ao Litercultura a música e o canto árabes de seu país.

- 13/8: Cinema - mostra de curtas-metragens:

"Desculpe, me afoguei" – 6'35" (Líbano, 2017 – Direção: Hussein Nakhal, David Habchy). Curta de animação a partir de uma carta que teria sido encontrada junto ao corpo de uma refugiada síria que morreu afogada no mar Mediterrâneo em 2015.

"Crónicas de extrangería" – 26' (Brasil-Espanha, 2010 – Direção: Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques). A situação do imigrante na capital espanhola sob o ponto de vista de um cronista estrangeiro.

"Janelas para o mundo" – 19' (Brasil, 2008 – Direção: Sidney Schroeder). Uma viagem pelo comércio da Saara, na cidade do Rio de Janeiro, que desvenda ricas histórias de luta e sobrevivência de imigrantes dos mais diversos lugares do mundo e fizeram deste centro comercial um patrimônio cultural e um exemplo de convivência pacífica.

- 14/8: Nosso amor de trincheira, nosso trânsito de fronteira: poemas da poeta e tradutora alemã Uljana Wolf, que explora o limiar multilinguístico em seu trabalho de criação. Leituras de Guilherme Gontijo Flores e Ricardo Pozzo.

- 15/8: Literatura de refúgio e música venezuelana: na primeira parte da mostra, poemas de várias nacionalidades lidos por alunos migrantes e refugiados da UFPR que fazem parte do Programa Política Migratória e Universidade Brasileira (UFPR). Na segunda parte, música venezuelana com Ninoska Poletta (voz) e Andres Machado (violão).

- 16/8: Show com André Abujamra | As 9 faces do Sr. Abu: uma viagem musical pelo mundo de influências criativamente retrabalhadas na carreira desse que é um dos maiores artistas brasileiros. Nunca é demais lembrar: "Alma não tem cor". Essa e outras grandes composições, das já clássicas "O Mundo", "Imaginação", "Duvião" até as mais recentes como "O Mar" e "Real Grandeza", do último disco solo Omindá. E mais: uma versão acústica do novo hit do Turk, "Dois chás para o duzentos e vinte e dois". Tudo no palco do Litercultura.

Litercultura 2019
De 12 a 16 de agosto
Capela Santa Maria - R. Conselheiro Laurindo, 273 Centro – Curitiba
Projeto realizado através do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura I PROFICE da Secretaria de Comunicação Social e Cultura I Governo do Estado do Paraná
Apoio: Copel e Colégio Medianeira
Apoio Institucional: ICAC, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba
Realização: Gusto Produção Cultural
Abertura a partir das 18 horas para a programação integrada. As conferências acontecem às 20 horas e os ingressos gratuitos podem ser retirados no mesmo dia, a partir das 18 horas.
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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Litercultura 2018 discute o "lugar da escuta" na produção contemporânea


Festival Literário de Curitiba chega à sexta edição com apresentação de cinco autores na Capela Santa Maria. Ingressos gratuitos já podem ser retirados

Curitiba, 13/07/18 - Qual o "lugar da escuta" quando todos reivindicam, de forma legítima, o "lugar da fala"? "Literatura: lugar de escuta" é o tema do Litercultura - Festival Literário de Curitiba, que chega à sexta edição entre os dias 6 e 10 de agosto, na Capela Santa Maria. Com direção-geral de Manoela Leão e curadoria de Manuel da Costa Pinto, o evento traz uma jornada de cinco apresentações, sempre a partir das 19h30, com a presença de um autor convidado e um mediador. São eles: Veronica Stigger (mediação de Josiane Orvatich); Cristovão Tezza (mediação de Christian Schwartz); Ana Maria Gonçalves  (mediação de Benedito Costa); João Silvério Trevisan (mediação de Yuri Al'Hanati) e Noemi Jaffe (mediação de Luís Henrique Pellanda).

O Litercultura é um evento gratuito. A partir desta segunda-feira (23 de julho), os ingressos antecipados podem ser retirados das 9h às 12h e 14h às 17h30, na bilheteria da Capela Santa Maria. O evento limita a retirada de um par de ingressos por sessão.

A cada noite, um autor discutirá o tema a partir de seu lugar de fala (como figura pública) e de sua condição de leitor, os livros que os marcaram e dos autores que ajudaram a moldar sua própria voz. "A literatura – espaço público mediado pela imaginação – talvez seja o lugar de escuta ideal para ampliar e amplificar os efeitos do lugar de fala", diz o crítico literário Manuel da Costa Pinto, que pela terceira vez responde pela curadoria do Litercultura.

Sempre com o compromisso de abordar os temas contemporâneos, provocando a reflexão e a participação do espectador, o Litercultura 2018 seguirá o formato de explanação do autor durante 40 minutos, quando ele abordará o tema a partir de sua trajetória literária, seguida de debate de 30 minutos com o mediador e público. "Há um público de literatura local que está amadurecendo junto com o Litercultura. Nesses seis anos, fizemos questão de trazer assuntos relevantes com os melhores interlocutores. Não será diferente desta vez", afirma Manoela Leão.

Este ano, o evento recebe apoio do Itaú Cultural, patrocínio do Colégio Medianeira, co-patrocínio da Marcelo Almeida Cultura, apoio institucional Esc. Escola de Escrita, ICAC, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba.

Programação paralela:
Em parceria com a Esc – Escola de Escrita, o Litercultura 2018 oferece curso de formação literária  com Christian Schwartz,  jornalista e tradutor, tendo vertido para o português brasileiro autores como Jonathan Coe, Nick Hornby, Hanif Kureishi, Graham Greene, Mary Shelley, Philip Pullman, Jeffrey Eugenides, F. Scott Fitzgerald e Nathaniel Hawthorne, entre outros.

Com o tema "Que futuro pode ter a ficção literária no mundo da pós-verdade?" o curso procura mostrar, com farta ilustração, debates e análises de autores contemporâneos, particularmente brasileiros, que, enquanto ficcionistas de qualquer origem ou extração forem capazes de ocupar o "lugar de escuta" e deixar o "lugar de fala" a seus personagens, mesmo aqueles marcadamente autobiográficos.

O curso será dividido em nove segundas-feiras (27/8; 3/09; 10/09; 17/09; 24/09; 1/10; 8/10; 15/10; 22/10, (das 19 às 21h). A inscrição pode ser feita por meio do link https://www.escoladeescrita.com.br/curso/formacao-de-leitores-litercultura-2018 ou pelos fones: (41) 3114 7100 | (41) 99711 7100.

PROGRAMAÇÃO:
6/8: Veronica Stigger – mediação de Josiane Orvatich
7/8: Cristovão Tezza – mediação de Christian Schwartz
8/8: Ana Maria Gonçalves – mediação de Benedito Costa
9/8: João Silvério Trevisan – mediação de Yuri Al'Hanati
10/8: Noemi Jaffe – mediação de Luís Henrique Pellanda

Sobre o Litercultura:
A primeira edição do Litercultura foi realizada em 2013 com a proposta de ser um festival de literatura com ênfase na leitura. Em cinco edições, o festival não se limitou a ser uma festa ou feira literária, propondo a reflexão sobre temas contemporâneos a partir de diversas linguagens. Pelos palcos do Litercultura passaram autores como Alberto Manguel e Alan Pauls (Argentina), Antonio Skármeta (Chile), Gonçalo M. Tavares, José Luís Peixoto e Valter Hugo Mãe (Portugal), Gianni Vattimo (Itália) e Arnon Grunberg (Holanda), além de vários brasileiros – entre eles, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, a historiadora Heloisa Starling, o psicanalista Christian Dunker, o crítico e compositor José Miguel Wisnik, os filósofos Márcia Tiburi e Vladimir Safatle, e os escritores Beatriz Bracher e Cristovão Tezza. Site: www.litercultura.com.br I Facebook: www.facebook.com/litercultura

Litercultura – Festival Literário de Curitiba 2018
De 6 a 10 de agosto, às 19h30
Capela Santa Maria - R. Conselheiro Laurindo, 273 Centro - Curitiba - PR
Patrocínio: Colégio Medianeira e Marcelo Almeida Cultura
Apoio: Itaú Cultural
Apoio Institucional: Esc - Escola de Escrita, ICAC, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba
Realização: Gusto Produção Cultural

Assessoria de imprensa: Dani Brito Bureau de Comunicação
*Os ingressos são gratuitos com retirada antecipada na bilheteria da Capela Santa Maria, a partir do dia 23 de Julho. Caso os ingressos antecipados se esgotem, a entrada estará sujeita a lotação da sala.
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sábado, 12 de agosto de 2017

Litercultura 2017 começa nesta segunda com Vladimir Safatle​

Manuel da Costa Pinto - Foto Divulgação
Festival literário discute literatura hispano-americana e prossegue até a próxima sexta-feira na Capela Santa Maria

Curitiba, agosto de 2017 – O Litercultura – Festival Literário de Curitiba 2017 começa nesta segunda-feira, às 19h30, na Capela Santa Maria, no Centro, com o painel do filósofo e ensaísta Vladimir Safatle sobre a obra do escritor chileno Roberto Bolaño. Esta é quinta edição do evento literário que prossegue até o dia 18 (sexta-feira). Este ano, o festival estabelece o diálogo entre o Brasil e os países hispano-americanos em cinco encontros na Capela Santa Maria com mediação e interação com o público. O Litercultura tem direção da produtora cultural Manoela Leão e curadoria do crítico e ensaísta Manuel da Costa Pinto. Os ingressos para o evento são gratuitos mediante retirada prévia. Interessados que ainda não retiraram sua entrada podem comparecer no dia do evento desejado para aguardar a acomodação.

Nesta edição, o Litercultura elege cinco importantes nomes da literatura brasileira que se colocam como leitores e mergulham no universo dos pares latino-americanos, gerando discussões sobre temas contemporâneos comuns entre os países. O filósofo e ensaísta Vladimir Safatle, o escritor Julián Fuks, a filósofa e romancista Marcia Tiburi, Manuel da Costa Pinto e o psicanalista Christian Dunker discutem as obras do chileno Roberto Bolaño, do argentino Juan José Saer, do mexicano Juan Rulfo, e dos argentinos Roberto Arlt e Adolfo Bioy Casares, respectivamente, abordando as questões estéticas, sociais, psicanalíticas e políticas que atravessaram suas histórias.

Será uma ótima oportunidade de o público conferir em ação intelectuais que ajudam a pensar as questões contemporâneas nas variadas frentes traçando paralelos entre Brasil e os países latino-americanos. "Damos continuidade à proposta, consagrada em edições anteriores do festival, de promover a interação de diferentes linguagens – no caso, psicanálise, filosofia, sociologia, ensaísmo e teoria literária –  com o imaginário da literatura", comenta Manoela Leão.

O Litercultura 2017 integra o Circuito Cultural Ademilar, ação que está patrocinando manifestações e eventos culturais de diversas naturezas ao longo deste ano. 

PROGRAMAÇÃO:
14/ago (segunda) 19h30 – Vladimir Safatle
15/ago  (terça) 19h30 – Julián Fuks
16/ago (quarta) 19h30 – Marcia Tiburi
17/ago (quinta) 19h30 – Manuel da Costa Pinto
18/ago (sexta) 19h30 – Christian Dunker

Sobre o Litercultura:
O Litercultura aconteceu pela primeira vez em 2013, em Curitiba. Trata-se de um festival de literatura com ênfase na leitura, não se limitando a ser uma festa ou uma feira. Pelos palcos do Litercultura passaram escritores, atores, músicos, tradutores, jornalistas e pessoas interessadas no ato de ler. Alberto Manguel, Ana Maria Machado, Chico César, Cristóvão Tezza, Gonçalo M. Tavares, Miguel Sanches Neto, Sílio Boccanera, Valter Hugo Mae, Tim Vickery, Antonio Skármeta, Alan Pauls e vários outros estiveram celebrando com os melhores leitores, o público. Site: www.litercultura.com.br I Facebook: www.facebook.com/litercultura

Manoela Leão nasceu no Recife e mora em Curitiba há 11 anos. É formada em  Artes Visuais e trabalhou com direção de arte e editorial até conhecer a sua verdadeira vocação: os eventos culturais. Em 2012 idealizou e passou a produzir anualmente em Curitiba o Litercultura, festival literário que já colocou o público em contato com dezenas de autores nacionais e estrangeiros. A experiência rendeu convites para curadoria de outros eventos como Emil, Festival Paulicéia Literária e ações do Sesi Cultural. Também na terra que adotou como sua casa lançou em 2015 o Sex Libris – Sarau Erótico, um encontro periódico com escritores, poetas e performers em torno da produção literária erótica.

Sobre os convidados:

Vladimir Safatle é graduado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), onde também cursou mestrado na área. A paixão do negativo (Editora Unesp, 2006), tese de seu doutorado  pela Université de Paris VIII, na França, foi finalista do 49.o Prêmio Jabuti. Entre suas principais obras estão Cinismo e Falência da Crítica (Boitempo Editorial, 2008), Grande Hotel Abismo: Por uma reconstrução da teoria do reconhecimento (Martins Fontes, 2012), A esquerda que não teme dizer seu nome (Três Estrelas, 2012) e O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo (Autêntica, 2015).  É professor livre-docente do Departamento de Filosofia da USP e colunista da Folha de S. Paulo. Vladimir Safatle falará sobre Roberto Bolaño, autor chileno eleito pelo The New York Times a voz literária latino-americana mais significante de sua geração.

Julián Fuks foi considerado um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros pela revista britânica Granta em 2012. Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), o descendente de argentinos publicou quatro obras: Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu (7 Letras, 2004), ganhador do Prêmio Nascente da USP; Histórias de literatura e cegueira (Record, 2007), finalista do Prêmio Portugal Telecom e do Prêmio Jabuti; Procura do romance (Record, 2012), finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio Portugal Telecom e do Prêmio São Paulo de Literatura; e A resistência (Companhia das Letras, 2015), que conquistou o Prêmio Jabuti de ficção, o segundo lugar no Oceanos (antigo Portugal Telecom) e foi um dos finalistas no Prêmio São Paulo de Literatura. Julián Fuks falará sobre Juan José Saer, argentino considerado um dos nomes mais importantes da literatura latino-americana do século XX, tema de sua dissertação de mestrado.

Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em Filosofia (UFRGS, 1999), tendo feito um pós-doutorado em Artes. Publicou diversos livros de filosofia, entre eles "As Mulheres e a Filosofia" (Ed. Unisinos, 2002), Filosofia Cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004); Metaformoses do Conceito: ética e dialética negativa em Theodor Adorno (Ed. UFRGS, 2005, vencedor do Açoarianos de melhor ensaio), "Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero" (EDUNISC, 2008), "Filosofia em Comum" (Ed. Record, 2008), "Filosofia Brincante" (Record, 2010, indicado ao Jabuti), "Olho de Vidro: a televisão e o estado de exceção da imagem" (Record 2011, indicado ao Jabuti), "Filosofia Pop" (Ed. Bregantini, 2011), Sociedade Fissurada (Record, 2013), Filosofia Prática, ética, vida cotidiana, vida virtual (Record, 2014). Publicou também romances: Magnólia (2005, indicado ao Jabuti), A Mulher de Costas (2006) e O Manto (2009) e Era meu esse Rosto (Record, 2012, indicado ao Jabuti e ao Portugal Telecom). É autora ainda dos livros Diálogo/desenho (2010), Diálogo/dança (2011), Diálogo/Fotografia (2011) e Diálogo/Cinema (2013) e Diálogo/Educação (2014), todos publicados pela editora SENAC-SP. Em 2015 publicou Como Conversar com um fascista – Reflexões sobre o Cotidiano Autoritário Brasileiro (Record, 2015, indicado ao APCA) que está em sua décima edição. Uma fuga perfeita é sem volta (2016), seu quinto romance, concorre ao Prêmio Rio de Literatura em 2017. Desde 2008 Marcia Tiburi coordena um Laboratório de Escrita Criativa, atualmente no Rio de Janeiro, na Escola Passagens. É também Professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e colunista da revista Cult. A autora falará sobre Juan Rulfo, escritor mexicano de obra breve, precursor de escritores como García Márquez e Jorge Luís Borges.

Manuel da Costa Pinto é graduado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e mestre em teoria literária e literatura comparada pela Universidade de São Paulo (USP). Autor das obras Albert Camus - um elogio do ensaio (Ateliê Editorial, 1998), Literatura Brasileira Hoje (Publifolha, 2004) e Antologia Comentada da Poesia Brasileira do século XXI (Publifolha, 2006), atuou na televisão como editor-chefe dos programas de literatura Entrelinhas e Letra Livre e apresentou Metrópolis, todos na TV Cultura. O jornalista foi um dos criadores da revista Cult, onde atuou por seis anos como editor. Em 2011, foi curador da Feira Literária de Paraty (FLIP) e hoje é colunista da Folha de S. Paulo. Manuel da Costa Pinto falará sobre a obra de Roberto Arlt, escritor, dramaturgo e jornalista argentino.

Christian Dunker é psicanalista e professor da Universidade de São Paulo (USP). Foi premiado com o Prêmio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psicanálise em 2012, por seu livro Estrutura e constituição da psicanalítica: uma arqueologia das práticas de cura, psicoterapia e tratamento (Annablume, 2011) e, quatro anos depois, Mal-Estar, Sofrimento e Sintoma (Boitempo Editorial, 2015) foi considerado o segundo melhor livro da categoria. Dunker é conhecido por ter renovado o pensamento do psicanalista francês Jacques Lacan, além de ser colunista para a Revista Mente & Cérebro, Revista Cult, Revista Brasileiros e no blog da Boitempo Editorial. Christian Dunker falará sobre Adolfo Bioy Casares, escritor, jornalista e tradutor argentino mais conhecido pela obra A Invenção de Morel.

Serviço:
Litercultura – Festival Literário de Curitiba 2017
www.litercultura.com.br
De 14 a 18 de agosto
Capela Santa Maria
Patrocínio: Ademilar, Fundação Cultural de Curitiba
Apoio: ICAC (Instituto Curitiba de Arte e Cultura), Curitiba Lê
Realização: Gusto Produção Cultural
Atendimento à imprensa: Dani Brito Bureau de Comunicação (41.99951.9083) danibrito@danibrito.com.br

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Ingressos gratuitos para o Litercultura (Curitiba) podem ser retirados a partir desta sexta-feira

Marcia Tiburi
Já está quase na hora de garantir a participação gratuita no Litercultura – Festival Literário de Curitiba 2017!
A bilheteria da Capela Santa Maria começa a disponibilizar nesta sexta-feira (4 de agosto) os ingressos antecipados para o evento, que será realizado entre 14 e 18 de agosto.
Cada pessoa tem direito a dois ingressos para cada uma das cinco apresentações. Os ingressos podem ser retirados de segunda à sexta-feira, das 9 ao meio-dia e das 14 às 17h30.
Este ano, o Litercultura faz parte do Circuito Cultural Ademilar.

Serviço:
Litercultura 2017 – retirada de ingressos gratuitos
Capela Santa Maria - Rua Conselheiro Laurindo, 273 - Centro, Curitiba
De segunda à sexta-feira, das 9 ao meio-dia e das 14 às 17h30.

Sobre o Litercultura:
O Litercultura aconteceu pela primeira vez em 2013, em Curitiba. Trata-se de um festival de literatura com ênfase na leitura, não se limitando a ser uma festa ou uma feira. Pelos palcos do Litercultura passaram escritores, atores, músicos, tradutores, jornalistas e pessoas interessadas no ato de ler. Alberto Manguel, Ana Maria Machado, Chico César, Cristóvão Tezza, Gonçalo M. Tavares, Miguel Sanches Neto, Sílio Boccanera, Valter Hugo Mae, Tim Vickery, Antonio Skármeta, Alan Pauls e vários outros estiveram celebrando com os melhores leitores, o público. Site: www.litercultura.com.br I Facebook: www.facebook.com/litercultura

PROGRAMAÇÃO:
14/ago (segunda) 19h30 – Vladimir Safatle
15/ago  (terça) 19h30 – Julián Fuks
16/ago (quarta) 19h30 – Marcia Tiburi
17/ago (quinta) 19h30 – Manuel da Costa Pinto
18/ago (sexta) 19h30 – Christian Dunker


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