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segunda-feira, 22 de março de 2021

ENTREVISTA: M. Sardini e o livro Quarto 502, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Mia Sardini (ou M. Sardini, como assino nos livros) é um pseudônimo, criado para separar minhas obras de ficção das obras jurídicas. 

Nasci em 1989, no interior de São Paulo. Sou advogada e criminóloga por formação, com atuação no Tribunal do Júri, mas escrevo ficções desde os doze anos, quando sonhava em ser arqueóloga, atriz, astronauta e mais uma lista gigante de coisas. Apesar disso, só fui publicar minha primeira obra, o Quarto 502, em 2016. Desde então, passei a me dedicar mais à literatura, em especial a de horror.

Além do Quarto 502, tenho uma coletânea de contos de terror, "A Caçadora de Vaga-Lumes e Outros Contos Sombrios", que é uma reunião de contos meus que já foram publicados em antologias diversas, incluindo o meu primeiro conto premiado, que dá nome à coletânea. Também sou autora e idealizadora da Revista Ledos Medos, que é um projeto independente de terror nacional, e também já trabalhei como curadora de terror para uma editora independente.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que a levou a escrevê-lo?

Em 2016, eu e meu marido decidimos criar um blog literário onde pudéssemos publicar nossos escritos. Na época, convidamos também alguns colegas para participar, e desse projeto nasceu a ideia de escrever um conto por mês sob uma temática estipulada para todos. Em algum momento, a temática foi "histórias de sanatórios", e eu comecei a escrever o Quarto 502 sem nenhuma pretensão de publicá-lo algum dia. Fui lançando os capítulos no ar e, conforme o público gostava e interagia, a história foi ganhando corpo. De um conto, tornou-se uma novela (pouco mais de 100 páginas), e então decidi publicá-la na Amazon, como autora independente. Pouco tempo depois, recebi o contato de uma editora, que desejava publicar a história, e por mais ou menos um ano o Quarto 502 foi publicado pela Editora Cartola. Em maio de 2020, decidi retomar a publicação independente, como segue até hoje.

Dentre tantas histórias de sanatórios, escolhi a de Waverly Hills porque senti que precisava contar a história de Mary Hillenburg, a enfermeira que deu origem à minha personagem fictícia Mary Ann Harper. O sanatório de Waverly  Hills é considerado, pela International Ghosthunter Society, o oitavo lugar mais assombrado do mundo, e são muitas as lendas que permeiam o lugar. Me senti conectada com a história real do sanatório e, por essa razão, resolvi contá-la sob a minha ótica. Claro, com algumas licenças poéticas.

Como analisa o mercado de terror/horror nacional?

Acredito que cada vez mais a literatura de horror ganha espaço no mercado editorial brasileiro. Mais e mais autores surgem a cada ano, existem muitas histórias de qualidade e também estão surgindo mais enredos que se passam em solo brasileiro, ou que exploram o folclore nacional, o que é incrível. Mesmo durante a pandemia, a venda de livros de terror aumentou, e o escritor e pesquisador Oscar Nestarez publicou uma matéria na Revista Galileu, na qual afirma que fãs de terror lidam melhor com situações como a da pandemia, o que ele chama de "medo terapêutico".

Link para a matéria: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2020/07/medo-terapeutico-por-que-fas-de-horror-lidam-melhor-com-pandemia.html

Como analisa a questão da leitura no país?

O Brasil não é exatamente um país de leitores. Isso é fato. O nosso público ainda é muito restrito e ainda temos uma preferência muito grande por edições de luxo, capa dura etc., o que não é a mesma realidade de outros países, como os europeus ou o Canadá. Por outro lado, tivemos um aumento do consumo de e-books, principalmente por conta da facilitação de publicação em plataformas como a da Amazon. Em conversas com outros autores mais experientes, concluí que a publicação independente tem muito campo no mercado editorial nacional e creio que tende a ser cada vez mais explorada.

Ainda estamos longe de um cenário ideal de leitura no país, mas estamos caminhando.

O que tem lido ultimamente?

Nesse último ano, li muitos autores nacionais de terror, como Soraya Abuchaim, Jhefferson Passos, Larissa Prado, Larissa Brasil, Cláudia Lemes, Bel Quintilio, Oscar Nestarez, dentre outros. Também li alguns livros de fantasia, como do autor Fernando Simões e da autora Lívia Stocco, todos nacionais. Atualmente estou lendo um conto estrangeiro, traduzido pela Editora Morro Branco, chamado "Acender uma fogueira", de Jack London. O conto foi indicação do blog Canto do Gárgula e é muito bom! Recomendo.

Quais os seus próximos projetos?

Como eu disse, sou autora e idealizadora da Revista Ledos Medos, que é um projeto independente de contos nacionais de terror. Atualmente, eu e minha sócia, a escritora Tábatha Gagliera, estamos trabalhando nas edições 3 e 4 da revista, que devem ser lançadas respectivamente nos dias 10 de março e 10 de julho de 2021.

Também estou trabalhando em um projeto conjunto com os autores Jhefferson Passos e Soraya Abuchaim, e finalizando a preparação de texto do meu novo livro solo, chamado "As Cores Sombrias de Irena". O livro está em processo de análise por uma editora nacional maravilhosa e deve ser publicado no primeiro semestre de 2021. Trata-se da história de quatro gerações de mulheres, cujos destinos estão entrelaçados por uma maldição familiar. O livro foi inspirado em histórias das mulheres da minha família, mas é também uma ficção de horror.

Link para o livro Quarto 502:

https://www.amazon.com.br/Quarto-502-M-Sardini-ebook/dp/B01M0Z98O6/ref=sr_1_3?dchild=1&qid=1616406877&refinements=p_27%3AM.+Sardini&s=digital-text&sr=1-3&text=M.+Sardini

Link para a Revista Ledos Medos (edição número 1):

https://www.amazon.com.br/Revista-Ledos-Medos-1a-Edi%C3%A7%C3%A3o-ebook/dp/B08H4V87P8

Link para a antologia A Caçadora de Vaga-Lumes e Outros Contos Sombrios:

https://www.amazon.com.br/Ca%C3%A7adora-Vaga-lumes-Outros-Contos-Sombrios-ebook/dp/B089FN1YPT/ref=pd_sbs_3?pd_rd_w=UiYxq&pf_rd_p=f2ff7d31-774f-476b-ad0b-255506b1ebcf&pf_rd_r=FEHQS9KRJ0SKMFHHZYMN&pd_rd_r=0ef32940-ba34-4f78-b302-fd915cfdf266&pd_rd_wg=qNDin&pd_rd_i=B089FN1YPT&psc=1

Link para a entrevista com Oscar Nestarez:

http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2020/07/exclusivo-o-escritor-oscar-nestarez-e.html


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro infantojuvenil se denomina Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).

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