Arthur Machen - O mestre da dark fantasy, no Catarse

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terça-feira, 22 de junho de 2021

Há 182 anos nascia Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira

 


Há 182 anos nascia Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira.

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sexta-feira, 26 de março de 2021

Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo


O herói romântico impávido e abnegado, lutando contra o destino e a natureza selvagem em uma empreitada impossível. Esse é o tema de Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo.

O livro conta a história, fictícia, de um dos primeiros navios a vapor da Inglaterra, um prodígio de tecnologia que espanta a muitos, apavora a outros, e traz a riqueza para seu dono. Esse navio é vítima de um naufrágio, mas o motor, sua parte mais valiosa, resiste, intacto, junto com que sobrou do navio, no alto de duas torres na costa pedregosa.

O dono do navio oferece a mão da sobrinha para quem fosse capaz de resgatar tal engenho.

É quando um rapaz, pária na vila, e apaixonado pela sobrinha do armador, se dedica ao desafio. Sozinho e quase sem recursos além da própria habilidade e obstinação, ele se encaminha ao local, mas para retirar o motor de dentro do navio, terá de enfrentar todo tipo de obstáculo, incluindo tempestades pavorosas, fome e sede. Como se vê, o título, “Trabalhadores do mar”, é mais do que equivocado, uma vez que é um livro de um herói só – e praticamente um só personagem.

A narrativa de Victor Hugo é arrastada (o gancho que puxa a história, o naufrágio do navio, acontece praticamente na metade do livro), mas o livro até aí se sustenta pelo texto envolvente de Hugo pela tradução de Machado de Assis. Um gênio traduzindo outro gênio.

A narrativa, especialmente da cena da tempestade, é grandiosa, dramática. O senso comum hoje associa romantismo a histórias água com açúcar, de final feliz. Mas o romantismo original é trágico, intenso. Quem já viu o quadro A barca da Medusa, de Gericault, certamente se lembrará do quadro ao ler esse capítulo. 

Algo que espanta ao leitor moderno é perceber que Victor Hugo foi um dos primeiros, senão o primeiro, a retratar um psicopata em sua obra. E com uma precisão impressionante. Alguns trechos: “Odiava a virtude com um ódio de mal-casado. Teve sempre uma premeditação malvada; desde que se fizera homem trazia aquela armadura rígida, a aparência. Era monstro internamente; vivia em uma pele de homem de bem com coração de bandido (...) Passar-se por homem honrado é duro! Manter constante equilíbrio, pensar mal e falar bem, que labutação! (...) Arrancar a máscara, que livramento!”.

Espanta mais ainda que o livro tenha sido escrito em 1866, quando ainda nem existia a psicologia e quase 100 anos antes das primeiras pesquisas sobre psicopatas. Nesse sentido, o livro lembra a fala de Edgar Morin sobre como a literatura conseguiu adentrar na alma humana muito mais que a ciência.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Pela primeira vez, contos de Machados de Assis serão lançados individualmente com proposta que valoriza o escritor como negro

Através de crowfunding, publicação de “Histórias da Meia-Noite” como coletânea especial permite a compreensão do maior nome da literatura nacional por novas perspectivas

Machado de Assis (1839-1908) ressurge inédito no segundo semestre de 2020. O maior nome da literatura nacional (e um dos maiores do mundo em língua portuguesa) ganhará versão inédita e exclusiva da obra Histórias da Meia-Noite, clássico de 1873 que reúne seis grandes contos. A iniciativa é do Grupo Estante pelo selo Casa Literária, que propõe o lançamento da coleção através de crowfunding pela plataforma Catarse. A campanha de financiamento coletivo terá início em 7 de agosto.

Publicada inicialmente em jornais da época, esta será a primeira vez no mercado editorial que os contos de Histórias da Meia-Noite, “A parasita azul”, “As bodas de Luís Duarte”, “Ernesto de Tal”, “Aurora sem dia”, “O relógio de ouro” e “Ponto de vista” receberão edição individual com capa e ISBN próprios em versões físicas e digitais.

Além disso, os livros de cada narrativa ainda contarão com textos introdutórios de especialistas, que contextualizam as histórias e fazem análises sobre seu valor literário. Uma proposta ideal para escolas, cursos de escrita e estudantes de Letras em Língua Portuguesa, segundo o Grupo Estante.
Como bônus da coletânea, a capa da coleção Histórias da Meia-Noite trará uma fotografia de Machado de Assis digitalmente colorizada pela Faculdade Zumbi de Palmares como forma de reverter, no imaginário nacional, o processo de embranquecimento do autor negro.

Dentre as recompensas e brindes do crowfunding, as organizações que apoiarem o projeto poderão ter suas logomarcas estampadas na quarta capa dos livros.

Outros detalhes da campanha no link https://www.catarse.me/historiasdameianoite

Coleção Machado de Assis (especial e de luxo) - Catarse

Histórias da Meia-Noite:

“A parasita azul”
“As bodas de Luís Duarte”
“Ernesto de Tal”
“Aurora sem dia”
 “O relógio de ouro”
“Ponto de vista”

Campanha: início em 7 de agosto de 2020

Editora: Grupo Estante, selo Casa Literária

Sobre Machado de Assis

Machado de Assis não é apenas um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, mas um dos maiores autores brasileiros – e negro – de todos os tempos, muito embora a elite intelectual e a tradição escravocrata tenha tentado, em suas muitas representações, “embranquecê-lo”.

Celebrado tanto no Brasil quanto, mais recentemente, no exterior – com a versão em inglês de Memórias póstumas de Brás Cubas –, o autor possui vasta obra literária e acadêmica, com trabalhos originais e traduções de clássicos da literatura.

Nascido no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, publicou seu primeiro poema em 1855, chamado Ela, já como colaborador do jornal Marmota Fluminense. Foi redator do Diário do Rio de Janeiro, a partir de 1860, chegando a adotar os pseudônimos de Gil, Job e Platão.

Em 1861, publica a comédia Desencantos e a sátira em prosa Queda que as mulheres têm para os tolos. Já em 1872 publica seu primeiro romance, intitulado Ressurreição. No ano seguinte, lança a coletânea de contos Histórias da Meia-Noite.

Em 1870, traduziu o clássico Oliver Twist, de Charles Dickens.

Sobre a Editora

O Grupo Estante é a marca editorial responsável pelos selos editoriais Casa Literária (que será o responsável pela publicação da coleção Machado de Assis), Casa Acadêmica, Callenda, PULP Comics e SadeBooks.
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domingo, 26 de julho de 2020

INDICAÇÕES PARA LEITURA: Wilson Gorj indica a leitura de cinco livros


Wilson Gorj é autor de três livros: "Sem contos longos" (2007), "Prometo ser breve" (2010) e "Histórias para ninar dragões" (2012), todos compostos por textos minimalistas (microcontos, poemínimos, aforismos, entre outras miudezas). Há mais de dez anos tem dedicado seu tempo à edição de livros. Desde 2012, ao lado do poeta e editor Tonho França, edita pela Editora Penalux.

Indicações para leitura: 


1) Clássico nacional: "Dom Casmurro", romance de Machado de Assis.


2) Clássico universal: "As cidades invisíveis", do escritor Ítalo Calvino.

3) Contemporâneo nacional: "Outros cantos", romance da escritora Maria Valéria Rezende.


4) Contemporâneo internacional: "Tirza", romance do escritor holandês Arnon Grunberg.  


5) Qualquer uma das publicações da editora Penalux. Deixo, por fim, essa recomendação mais ampla. Nosso catálogo é bem variado e criterioso. Certamente o leitor da Revista Conexão Literatura vai encontrar nele um livro ao seu gosto. 

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

João Jonas Veiga Sobral e o livro Como Machado de Assis pode relativizar sua vida, por Cida Simka e Sérgio Simka

João Jonas Veiga Sobral - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Sou professor há 30 anos da rede particular de ensino. Atualmente leciono Literatura no Colégio Miguel de Cervantes onde também sou Orientador Educacional. Sou colunista da revista Educação. Fui colunista da revista Língua Portuguesa de 2008 a 2017. Sou autor do Guia do estudante Língua Portuguesa da Editora Abril. Fui consultor de Língua Portuguesa de 2011 a 2017 na Editora Abril. Publiquei pela Editora Moderna o livro "Gramática caderno de revisão", pelo Sistema Uno "Gramática expresso 2.2", pela Editora Iglu "Português prático", "Redação para todos", "Guia de conjugação e concordância" e "Redação empresarial". Recentemente, publiquei pela Editora BUZZ "Como Machado de Assis pode relativizar sua vida".
 
ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro "Como Machado de Assis pode relativizar sua vida". O que o motivou a escrevê-lo?

O livro nasceu de uma conversa com a editora Simone Paulino que havia publicado "Como Clarice Lispector pode mudar sua vida". Trabalhamos juntos como professor em um curso para formação de escritores. Eu ministrava um módulo sobre a narrativa machadiana. Daí veio o convite para que eu escrevesse sobre Machado. A princípio, imaginei que teria dificuldade em mostrar como Machado poderia mudar a vida de alguém, porque não vejo nele um escritor moral. Então, pensei no verbo "relativizar". O Bruxo foi um grande relativizador das questões humanas. E aí, com a experiência acumulada por anos, me lancei a analisar a obra de Machado alinhavada à nossa vida cotidiana, tentando mostrar como nossas ações, pensamentos, autodesculpas, dramas, receios, enfim, nossas idiossincrasias descascadas.
Em nove capítulos (o escritor relativista, vaidade, ser e parecer, amor, educação, pobreza, poder e entrevista), analiso excertos da narrativa de Machado e os coloco à prova e à relativização quando comparados ao nosso comportamento diário.
Machado, como poucos escritores, soube vasculhar as entranhas do eu e roê-las meticulosa e ironicamente. Mas não rói de todo, deixa firme e desnudo o alicerce que sustenta as relações sociais e os arames que amarram fato moral à interpretação que o ajusta e o molda conforme as conveniências e as necessidades. O conto “O enfermeiro” pode ser tomado como exemplo dessa entranha e desse alicerce roídos e esgarçados por Machado, a narrativa ilustra um homem que, movido pela verdade, criada para si, expurga o sentimento de culpa e se ajusta à vida social e à interior com a tranquilidade dos justos. Assim, o Bruxo põe abaixo a certeza frágil cunhada pelo dito popular “o importante é dormir com a consciência tranquila”, porque sabia que a consciência pode manipular a verdade de tal forma que, com o tempo, essa verdade criada pode manipular a consciência. Consegue-se, assim, o sono tranquilo, numa espécie de moral invertida. Movido por essa verdade e essa consciência inventadas e manipuladas, Procópio, personagem de “O enfermeiro”, não se abate nem se delata pelo sentimento de culpa; simplesmente, aos poucos, o enfermeiro retira de si toda e qualquer responsabilidade sobre a morte que impôs ao coronel Felisberto que o contratou, ajustando para isso também a opinião alheia sobre o fato, a tal da “solda doméstica” ou moral a que se referia Brás em Memórias póstumas de Brás Cubas. Na cabeça ajustada e automanipulada do enfermeiro Procópio, o crime vai-se transformando em luta, e a luta cede lugar ao merecimento. Foi a estratégia encontrada por ele para adaptar-se à situação nova que lhe é favorável. É a ironia de Machado aos cálculos inevitáveis da vida e à nova categoria moral criada pela personagem tipicamente machadiana: “a injustiça merecida”.
A língua, com a palavra mágica “desculpa”, criou um mata-borrão de erros implacável. Criou de forma tão tácita e certeira que nem precisa aparecer no discurso, é uma espécie de bastão moral subentendido que corre de mão em mão até que o perdão apareça pelo cansaço ou pelo esquecimento.
 Fale-nos sobre outros livros de sua autoria.
Meus outros livros seguem caminho diferente desse último publicado por mim. São livros didáticos adotados na rede privada e pública de ensino. Talvez os mais representativos sejam a Gramática publicada pela Moderna com boa aceitação em escolas de Ensino Médio, e Guia do estudante da Editora Abril. Tenho muito carinho pelo Guia. Fui convidado pela Abril Educação para avaliar o antigo Guia. Da minha leitura crítica saiu o projeto de remodelar completamente o material. Até o fechamento da editora, fizemos nove edições novas do livro com atualizações constantes, porque a língua, a literatura e a redação dialogavam diretamente com a realidade. Era um grande prazer criar todo ano uma nova abordagem para o estudo da língua e da literatura.

Como analisa a leitura no país?

Infelizmente lê-se pouco e muito mal no país. As livrarias estão com a corda no pescoço e as editoras cada vez reticentes a lançamentos, ainda que as independentes andam ousando bastante. Vender 10 mil exemplares de um bom livro no Brasil é uma proeza para poucos. Há, sim, a exceção de sempre, os best-sellers continuam vendendo bem para o nosso padrão de consumo. Mas a boa literatura ou a não ficção de qualidade capengam em vendas e ficam escondidas nas gôndolas no interior das livrarias. Com raras exceções são expostas na entrada das lojas. Talvez seja essa a melhor definição para algumas livrarias, lojas.
Não somos um país de leitores, isso é fato. E talvez tenhamos poucos entre os parcos leitores que sejam bons investigadores do que se está e não está escrito nos livros.
 
O que tem lido atualmente?

Vivo lendo. Posso dizer sobre as leituras mais frescas. Ontem peguei para ler "O Homem que odiava Machado de Assis" de José Almeida Júnior, terminei ontem mesmo. Gostei do livro e da forma como o autor elabora por meio de seu narrador um ódio/amor pelo Bruxo. Terminei semana passada "Maquinação do mundo" do José Miguel Wisnik, um ensaio fabuloso sobre Drummond, mineração e Brasil. Estou agora com duas leituras. Uma é "Sobre o autoritarismo brasileiro" de Lilia M. Schwarcz, um livro contundente que põe abaixo essa fábula da carochinha sobre nosso paraíso tropical, feliz e amistoso. A outra é uma ficção de um jovem escritor brasileiro, Tiago Ferro, "O pai da menina morta". E na sequência lerei "Judas" de Amóz Oz.
 
Quais são os seus próximos projetos?

A curto prazo, continuar com minhas colunas sobre língua portuguesa e orientação educacional na revista Educação e com minhas aulas no Ensino Médio. Além disso há outros dois projetos para médio e longo prazo, um livro sobre Drummond "Como Drummond pode questionar sua vida" e uma ficção "Selva", que retratará a trajetória de uma adolescente no final dos anos 90 até os dias tenebrosos de hoje. A derrocada da vida dela como uma metáfora de país que desce ladeira abaixo.  


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Obras-primas de Machado de Assis serão debatidas em curso ministrado por João Armando Nicotti

Machado de Assis
No ano em que comemora-se 180 do nascimento do autor, a recente discussão sobre a identidade negra de Machado de Assis denuncia o racismo brasileiro. Seus livros e sua importância política e social serão tema de estudo na Livraria Taverna, em Porto Alegre.

Machado de Assis escreveu praticamente em todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista e crítico literário. Sua obra é aclamada pela crítica e reconhecida internacionalmente por sua universalidade e atemporalidade de seus temas. No ano em que se completa 180 do seu nascimento, o legado deixado pelo autor permanece extremamente relevante e sua obra continua sendo descoberta pelas novas gerações. Os aspectos estéticos e políticos encontrados nas obras machadianas não se esgotaram com o decorrer do tempo, e a recente discussão sobre a identidade negra de Machado de Assis incendiou problematizações necessárias por todo país sobre temas como racismo, desigualdade social, representatividade e invisibilidade de autores e autoras negras no Brasil.

Não faltam motivos para ler, estudar e celebrar a obra machadiana. O curso ministrado pelo professor João Armando Nicotti, especialista em literatura brasileira, propõe revisitar as principais obras do autor adotando uma análise crítica de seus livros. Seja contextualizando o período histórico ou trazendo novos olhares para essas leituras, os encontros possibilitarão um aprofundamento na produção literária de Machado de Assis. As aulas serão realizadas na Livraria Taverna, no Centro Histórico de Porto Alegre, em quartas-feiras de julho a setembro, das 19h30 às 21h30. Não há nenhuma restrição para participar do curso.

Inscrições abertas. Vagas limitadas! 

Cronograma:
10 de julho: Introdução à obra de Machado de Assis
07 de agosto: O Alienista & Memórias póstumas de Brás Cubas
21 de agosto: Quincas Borba
04 de setembro: Dom Casmurro
18 de setembro: Esaú e Jacó & Memorial de Aires

Sobre o ministrante:
João Armando Nicotti é Licenciado pela UFRGS em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa; formado pelo curso de extensão em Literatura Russa pela UFRGS.

Foi professor de Literatura nos Colégios Americano, Anchieta, Israelita, Leonardo da Vinci (Porto Alegre e Caxias do Sul) e Rosário, assim como de pré-vestibulares na capital e no interior, integrante da Equipe de Correção da questão de Redação da Prova da UFRGS (1989-1997) e da Equipe de Apoio às equipes de Correção da questão de Redação da UFRGS (1997); integrante do Conselho Consultivo do Projeto Texto e Contexto da Prefeitura de Porto Alegre, Coordenação do Livro e da Literatura; crítico literário do vídeo número 1 do Projeto Texto e Contexto sobre a obra de Luiz Antonio Assis Brasil pela Prefeitura de Porto Alegre, Coordenação do Livro e da Literatura (1991);
 curso de extensão de Língua Russa (UFRGS). Traduziu Tchekhov, Górki, Tolstói e Artsibáshchev em diversas publicações; resenhista de Púchkin, Tolstói e Górki.

Inscrições
http://bit.ly/CursoMachado

Serviço:
Curso: Obras-primas de Machado de Assis, por João Armando Nicotti.
Local: Livraria Taverna (Fernando Machado, 370 – Porto Alegre / RS).
Datas: 10 de julho, 07 e 21 de agosto, 04 e 18 de setembro (quartas-feiras).
Horário: das 19h30 às 21h30.
Encontros: 05.
Investimento: R$ 250,00 (à vista) ou R$ 270,00 (crédito ou boleto bancário)*.
*Incluídos material e certificado de participação.

Informações:
E-mail: contado@livrariataverna.com.br
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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Machado de Assis é tema de dois encontros no Rio de Janeiro


O curso acontece na Lago de Histórias, dias 6 e 20 de outubro, e faz paralelo entre a obra do escritor e a sociedade brasileira atual

A sociedade brasileira é fruto de eventos históricos diversos que foram retratados e problematizados no século XIX na obra de Machado de Assis. A afirmação é da professora Eva Leones, para quem essa sociedade apresenta uma série de questões relacionadas ao modo como, enquanto brasileiros de diferentes classes e matizes culturais e sociais, nos relacionamos uns com os outros.

Machado de Assis é tema do curso O Brasil de Machado de Assis, na Casa Cultural Lago de Histórias, na Urca, nos sábados 6 e 20 de outubro, das 9h30 às 15h30, e busca estabelecer relações entre a produção do autor e sua interpretação do país e da literatura brasileira. Por ter sido um dos escritores e intelectuais mais conhecidos e influentes de seu tempo e por ter vivido na pele as muitas agruras sofridas pela população pobre e marginalizada antes de se tornar um autor de sucesso, o escritor foi capaz de produzir um retrato do país e colocar em evidência as hipocrisias e preconceitos de nossa sociedade.

“O processo de dizimação ou de conversão dos povos indígenas, que é mostrado, ainda que de modo indireto no poema 'Potira', constante de Americanas, e o sistema de produção econômica e de riquezas baseada em mão de obra escrava (com o correspondente comércio de pessoas ou transformação dessas pessoas em mercadoria) representam algumas das contradições de um país que, na teoria, queria ser liberal e capitalista e foram tema de diversos textos de Machado”, exemplifica Eva, afirmando que tais contradições impediram e continuam impedindo nosso desenvolvimento.

A partir da leitura de contos e trechos de romances - passando pela abordagem de poemas, crônicas, peças de teatro e exercícios de crítica literária - escritos pelo autor, serão estudados, entre outros, os seguintes temas: o lugar de Machado no Romantismo e no Realismo; a ironia machadiana frente ao cientificismo e ao evolucionismo importados da Europa - responsáveis por certo bovarismo brasileiro; os ensaios de transgressão da mulher na sociedade patriarcal; e as relações de poder na sociedade escravocrata. 

A Casa Cultural Lago de Histórias fica na R. Marechal Cantuária, 18 – Sobrado, na Urca.

Inscrições pelo contato@lagodehistorias.com.br

Investimento: R$ 440,00. Será distribuído material para leitura, além de mais cinco horas de aulas em áudio e em audiovisual, complementares às aulas presenciais.
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quarta-feira, 25 de julho de 2018

O Dia do Escritor e um patrimônio brasileiro


Os escritores tem o dom de fazer os dias mais felizes, proporcionar viagens até os lugares mais remotos e momentos de muita emoção. No Brasil, o Dia do Escritor foi instituído na década de 60 por Jorge Amado e João Peregrino, quando realizaram o 1º Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, no dia 25 de julho.

Não tem como comemorar este dia sem falar de Joaquim Maria Machado de Assis. Responsável pela fundação da Academia Brasileira de Letras, escreveu praticamente sobre todos os gêneros literários, poesia, romance, crônicas, contos, drama, investigativo, entre outros.

Nascido no Rio de Janeiro em 1839, Machado de Assis foi aclamado unanimemente para ocupar a cadeira 23 como primeiro presidente da Academia, que em sua homenagem é chamada de "Casa de Machado de Assis".

E para celebrar esta data tão significativa para o universo literário, elencamos algumas das obras, publicadas pela Edipro, que são patrimônios brasileiros.

O Alienista
Sinopse: O alienista é um clássico literário sobre a psiquê. Qual é o limite entre a loucura e a sanidade? Até onde a ciência é capaz de desvendar a mente humana? Essas são as questões centrais desta obra publicada originalmente como folhetim na revista A Estação. O conto apresenta Simão Bacamarte, estudioso ilustrado, que, para aprender mais sobre a psiquiatria, convence a cidade de Itaguaí a fundar um hospício. Logo a instituição fica repleta de lunáticos locais e das vilas vizinhas. O cientista passa, então, a identificar a demência recôndita em cada cidadão de Itaguaí, encarcerando-os um a um no manicômio e levando o terror à cidade. O barbeiro Canjica arregimenta os insatisfeitos para derrubar o hospício da Casa Verde e se instauram a paranoia e a revolta no povoado, antes pacato. O alienista foi adaptado para o cinema em 1970 e para uma minissérie na TV em 1993. Em 2008, a obra chegou às histórias em quadrinhos e, em 2014, ao teatro. Um livro divertido, que traz o melhor da ironia machadiana. Esta edição tem texto integral e traz notas explicativas para os termos não usuais, para facilitar a compreensão da obra.

Ficha Técnica: Editora: Via Leitura - Assunto: Contos - Preço: R$ 17,90 - ISBN: 9788567097299 - Edição: 1ª edição, 2016 - Idioma: Português - Tamanho: 14x21cm - Número de páginas: 80

Papéis Avulsos
Sinopse: Esta edição tem texto integral e traz notas explicativas para os termos não usuais, para facilitar a compreensão da obra. Publicado em 1882, Papéis avulsos é uma coletânea de contos de Machado de Assis. A obra, assim como o romance Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), marca o início da fase realista do autor, em que Machado se distancia das influências românticas observadas em suas obras anteriores. O alienista – já adaptado para filmes, peças, minisséries e histórias em quadrinhos – é o conto que abre a coletânea. A trama narra a abertura de um hospício em Itaguaí pelo Dr. Simão Bacamarte, que logo colocará a população em polvorosa. Outro célebre conto, A sereníssima República, é escrito na forma de tratado científico. Nele, o cônego Vargas descreve a política das aranhas, em uma crítica ao sistema eleitoral. Já o conto O espelho traz a personagem Jacobina, que explica aos seus parceiros de mesa sua teoria de que as pessoas possuem duas almas: uma externa e outra interna. A contradição entre o ser e o parecer são uma constante nos contos de Papéis avulsos, dando unidade à coletânea. O descompasso entre essa pretensa unidade e o título do livro são marcas do humor e da ironia machadiana, que se tornariam características notórias de Machado de Assis, um dos maiores gênios literários brasileiros.

Ficha Técnica: Editora: Via Leitura - Assunto: Contos - Preço: R$ 28,90 - ISBN: 9788567097220 - Edição: 1ª edição, 2016 - Idioma: Português - Tamanho: 14x21cm - Número de páginas: 160

Memórias Póstumas de Brás Cubas
Sinopse: Edição com texto integral. Inclui notas explicativas para os termos não usuais para facilitar a leitura. Com este livro, em 1881, Machado de Assis inaugura o Realismo no Brasil. A autobiografia de Brás Cubas começa quando morre o homem e nasce um autor. O filho de uma família da alta sociedade é um narrador-personagem que constantemente comenta a própria obra e provoca o leitor ao se dirigir diretamente a ele, relatando uma vida sem realizações e fadada ao vazio existencial. Brás Cubas pinta o pessimismo, a ironia e a indiferença da sociedade burguesa carioca de então. Seria a busca por esse retrato social que, a partir daí, guiaria os autores do fim do Segundo Império e influenciaria toda a literatura nacional. A essa trajetória, Machado empresta o domínio da narrativa. Suas inovações literárias afastam-no de qualquer autor de sua época, alçando-o ao patamar de mestres da literatura universal, como James Joyce e William Shakespeare, e ao posto de maior expoente das letras brasileiras.

Ficha Técnica: Editora: Via Leitura - Assunto: Literatura - Preço: R$ 24,90 - ISBN: 9788567097183 - Edição: 1ª edição, 2015 - Idioma: Português - Tamanho: 14x21cm - Número de páginas: 192

Dom Casmurro
Sinopse: Um dos romances mais representativos da literatura brasileira. Amizade, ciúme, adultério, paixão, rancor, amargura e ironia… Bentinho e Capitu, adolescentes apaixonados, fazem um juramento antes de ele partir para o seminário. Ele consegue escapar da batina, casa-se com Capitu e segue sua vida feliz… até a morte do seu melhor amigo… Uma incrível história de amor na qual dúvidas e mistérios acompanham Dom Casmurro até a sua solitária velhice. Nesta obra do Realismo, nota-se uma fixação pelo olhar dúbio de Capitu, que era extremamente objetiva e tinha força de caráter; a jovem conduz toda a ação, apesar de a trama romanesca predominar. Com certa influência teológica, referências a alguns santos, à igreja, pois Bentinho, o narrador, estuda por certo tempo no seminário, e sua mãe é extremamente beata, a história trata das intempéries da vida dele contadas por ele mesmo.

Ficha Técnica: Editora: Via Leitura - Assunto: Literatura - Preço: R$ 23,90 - ISBN: 9788567097091 - Edição: 1ª edição, 2015 - Idioma: Português - Tamanho: 14x 21cm - Número de páginas: 224

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Márcia Lígia Guidin, o livro Armário de vidro e a Miró Editorial, por Sérgio Simka e Cida Simka

Márcia Lígia Guidin - Foto divulgação
Primeiramente, fale-nos sobre você

Bem, eu fui a vida toda professora de língua e depois de literatura brasileira, mas sempre trabalhei com livro, fazendo leituras críticas, coordenando publicações para casas editoriais.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros.

Se você pergunta de livros de minha autoria, tenho três ou quatro obras teóricas, de crítica literária, das quais duas são o resultado de teses de mestrado e doutorado. Uma é sobre a Hora da Estrela, de Clarice Lispector; outra sobre a velhice na obra de Machado de Assis; também tenho um livro sobre a poesia indianista de Gonçalves Dias. Todas essas pesquisas me deram muita alegria.

Você é editora na Miró Editorial. Fale-nos sobre esse trabalho.

A Miró surgiu como editores externos, ou seja, para fazer trabalhos editoriais completos, desde o original até o arquivo digital completo, pronto para a gráfica. Depois houve vários pedidos de autores independentes, que nos pediam para editar seus livros, sob patrocínio ou não. Aí a Miró passou a editar ficção, poesia, memorialismo e crônicas familiares.

Você tem prestado um extenso serviço na área editorial, como acompanhamento de coleções para várias editoras, coordenação e feito traduções, por exemplo. Gostaríamos que falasse um pouco sobre essa tarefa.
 

Neste momento, estas tarefas são exíguas,  dada a crise que também afetou o mercado editorial. Tudo está parado, exceto os livros que vão ser eventualmente comprados pelo governo. Mas além  do acompanhamento, da concepção de coleções, o que gosto muito de fazer é traduzir livros infantis de várias línguas: inglês, alemão, francês, espanhol. É um trabalho delicioso, dedicado,  e muito importante porque a obra é dirigida à infância.

Você ministra oficinas literárias de contos e crônicas, além do serviço de coaching literário. Poderia discorrer sobre essas duas atividades?

As oficinas são um momento muito especial para os escritores, pois além da minha audição de um texto escrito  pelo autor, com calma, em casa, há a contribuição preciosa dos colegas. Eles ajudam demais a formar a opinião dos leitores e o autor ganha essa referência para seu trabalho. Eu sou só uma, mas um grupo pequeno, de até 8 pessoas, é fabuloso para respeitosamente dar opiniões.

Quanto ao coaching, é como uma sessão de aula; mas a finalidade do coaching  é o escritor NÂO precisar  mais de coaching; ou seja, a partir de sessão de 1 ou 1,5 hora de  leitura e análise do que escreve e traz para a sessão, ele deve (e tem dado muito certo há dez anos) ser seu próprio analista, seu próprio crítico. A finalidade é não precisar mais de mim. O coaching é um trabalho miúdo, frase a frase, para o autor desenvolver seu estilo, para ele ficar esperto e  manusear a frase com mais desenvoltura: para comunicar-se  melhor com seu leitor. Estando em  coaching, o escritor aprende a fazer o pacto com o leitor. Sem pacto, não há como conquistar um leitor. Mas, ao fim, o dono do texto é o autor. Se eu der uma sugestão que não lhe agrade, ele vai fazer o que ELE quiser, não o que eu quero.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Eu acho que ele pode entrar no site da Miró Editorial (www.miroeditorial.com.br), passear um pouco por lá, ver o que já editei, quem sou eu, pode ficar meu amigo no Facebook (a Miró tem FB e o Miró Coaching também).

Como analisa a questão da leitura no país?

Hoje, a leitura literária é a terceira ou quarta opção de um leitor jovem, que estaria formando sua competência como leitor. Não se pode culpá-lo: a internet, os games, o youtube e as mídias são muito mais gostosas. Mas, pobre dele,  ele perde aquilo que muito interessa ainda a todos: a competência de abstração, de “ver” os personagens, os cenários, as intrigas, os temas da obras a ser lidas. Ler não é mais uma coisa familiar; as famílias, quando existem, estão contaminadas pelo trabalho, pela pressa, pela sobrevivência. Não podemos culpar ninguém que não tenha livros em casa. Os pais não tiveram,  talvez os avós também não. Mas, afinal, há quem culpar: a escola, a formação do leitor na escola. Se a família não pode ajudar, a escola deve fazer isso.  E aí há um impasse: o professor que exige que seu aluno leia “Senhora” e “Lucíola” de José de Alencar, também foi obrigado a ler da mesma forma: jogaram o livro em cima dele  e lhe disseram “Leia”.

Quem aguenta ler essas obras do século 19 sem  que o mestre pegue-lhe a mão e o entusiasme? Iracema é uma das mulheres mais livres que Alencar criou. Como mostrá-la sem dizer isso ao leitor: é maravilhosa a ligação dela com a natureza. É muito corajoso ela abandonar tudo para seguir seu amor branco, de olhos europeus. Isso é o grande drama de amor. Mesmo sabendo que não era um ser da mesma cultura  que ele. Como mostrar isso  ao leitor aluno, se o mestre não ler  trechos com o aluno, não lhe arrancar o desejo de ler  sozinho,  se  não estudarem  o livro, que é tão pequeno e lindo?
Eu, na faculdade, tenho dado aula de pós-graduação para professores, principalmente de português (da  escola particular ou pública). O que lhes digo? Que é muito melhor ler, analisar e interpretar um trecho importante de romance decisivo  para a cultura brasileira do que fingir que se lê um romance, mas se vai buscar o resumo na internet... Há professores indolentes que falam de Capitu como se fossem vizinhos dela,  mas não leram o romance D. Casmurro. Acham que estão enganando quem? O professor finge que sabe do que fala e o aluno finge que acredita. Quando eu pergunto se o romance está em primeira ou terceira pessoa, eles não sabem algo essencial.
Ou seja, a formação  do professor é muito, muito frágil. Falo disso numa pesquisa de pós-doc que estou desenvolvendo. (Sobre o ensino de literatura nos livros didáticos; e já digo
que é horrível..., muito pouco louvável o que se ensina nos didáticos).

O que tem lido ultimamente?

Sempre leio Machado de Assis, um pouco ao dormir. Não importa muito a obra. Sempre aprendo e rio com ele. Mas recentemente eu li um dos livros do ganhador do Nobel, o  britânico japonês Kazuo Ishiguro ( Quando éramos órfãos), confesso que não gostei muito). Li também o ganhador do prêmio Jabuti, (Machado) de Silviano Santiago, um dos poucos professores de literatura do Brasil que sabem escrever brilhantemente. Agora estou lendo um tal best-seller, talvez para falar mal dele, mas sem conseguir, pois é ótimo (Sapiens, uma breve história da humanidade) do Yuval Harari. Na fila, está um livro de crítica, do autor argentino Alberto Mangel (O leitor como metáfora).

E gostaria de dizer, para encerrar, que quem não lê livros nos leitores digitais é bobinho. Essa história do cheiro do papel é bobagem, você vira a página, você lê mais rápido, você aperta uma palavra o significado aparece na hora; ou clica num personagem histórico, abre a Wikipedia na hora. Se quiser, pode mandar buscar uma palavra, que ele localiza para você todas as ocorrências. É o máximo. A luz pode estar apagada, mas seu livro, ou melhor, seu leitor funciona com a própria luz... e ainda por cima é mais barato. A única coisa chata é que  não dá pra emprestar, como a gente faz com o livro em papel. Recomendo muito, você leva 30 livros numa viagem, se quiser, e não carrega peso. E juro que se lê mais rápido.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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sexta-feira, 2 de março de 2018

10 frases de Machado de Assis


Machado de Assis, nasceu Joaquim Maria Machado de Assis. Filho de Francisco José Machado de Assis e Leopoldina Machado de Assis, era neto de escravos alforriados, nasceu em uma família pobre e tinha epilepsia. Sua criação se deu no morro do Livramento, no Rio de Janeiro.

Entre os seis e os quatorze anos ele perdeu sua única irmã e os pais. Aos dezesseis anos foi trabalhar numa tipografia e imprimiu seus primeiros versos num jornal chamado “A Marmota”.

Dando um salto em sua biografia, que é extensa, o escritor fundou em 1897 a Academia Brasileira de Letras, instituição na qual também exerceu o cargo de presidente.

Depois da morte de sua mulher, que se deu em 1904, Machado raramente saia de casa e o estado de sua saúde foi se agravando. Foi nessa época que produziu Esaú e Jacó e Memorial de Aires. O escritor morreu em sua residência no Rio de Janeiro.

Várias das frases de Machado de Assis, apresentadas em seus livros, críticas e outras publicações, se tornaram célebres. Confira dez delas:

"Aos quinze anos, há até certa graça em ameaçar muito e não executar nada."
(Dom Casmurro)

"A falta de afeição é que traz a injustiça."
(Histórias da Meia Noite)

"Não é a ocasião que faz o ladrão, dizia ele a alguém; o provérbio está errado. A forma exata deve ser esta: 'A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito.'"
(Esaú e Jacó)

"Quando estimo alguém, perdoo; quando não estimo, esqueço. Perdoar e esquecer é raro, mas não é impossível; está nas tuas mãos."
(Iaiá Garcia)

"Não se deliberam sentimentos; ama-se ou aborrece-se, conforme o coração quer."
(Helena)

"O maior pecado, depois do pecado, é a publicação do pecado."
(Quincas Borba)

“Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos."
(Ressurreição)

"Uma coisa é citar versos, outra é crer neles."
(Memorial de Aires)

"Só as grandes paixões são capazes de grandes ações."
(Memórias Póstumas de Brás Cubas)

"Não se comenta Shakespeare, admira-se."
(crítica teatral na Revista dos Teatros)



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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

109 anos da morte de Machado de Assis

Considerado por muitos o maior escritor de língua portuguesa, Machado continua a ser republicado. Agora também em versão HQ.
 
 
“Uma existência, além da morte”, assim escreveu Euclides da Cunha no dia 30 de setembro de 1908 no Jornal do Commercio sobre o falecimento de Machado de Assis, que havia acontecido na noite anterior. Hoje, 109 anos depois, não há quem não tenha ouvido falar ou não tenha se deparado com algo relacionado ao autor. O escritor brasileiro é considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores como o maior nome da literatura brasileira.

Presente em diversas listas de provas de vestibulares e estudado pelos alunos das escolas do Brasil, Machado de Assis também é citado na 4a edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, promovido pelo Instituto Pró-Livro (IPL) e aplicado pelo Ibope Inteligência – como o autor mais conhecido entre os entrevistados, ficando à frente de Monteiro Lobato, Paulo Coelho e Jorge Amado. Machado aparece em segundo colocado na pesquisa, atrás apenas de Monteiro Lobato, também no quesito escritores de quem os entrevistados mais gostam.

Os dados da pesquisa são endossados pelo crescente número de releituras e republicações das obras de Machado de Assis. Em homenagem ao autor, a Editora do Brasil acaba de lançar uma coletânea de contos adaptados na linguagem das HQs pelas mãos do ilustrador Francisco Vilachã. Neste livro, quatro histórias desse mestre da literatura veem em quadrinhos: “Missa do galo”, “Conto de escola”, “O espelho” e “Umas férias”. Contos que simbolizam muito bem a maravilha da narrativa machadiana. Intercalados por trechos de outros gêneros textuais do autor, o livro é um mergulho pelo universo de Machado e um convite para que o jovem leitor conheça um pouco mais o trabalho desse magnífico escritor.

Depois de tantas indicações faltou desculpa para mergulhar nas obras de Machado, não é mesmo?  Homenageie você também o autor e a literatura brasileira lendo os livros do escritor.
 


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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Antiga foto raríssima de Machado de Assis é encontrada

O pesquisador Felipe Rissato encontrou uma foto raríssima de Machado de Assis presidindo uma sessão da Acadêmia Brasileira de Letras datada de 31 de outubro de 1905. Segundo o pesquisador a foto foi publicada na edição da revista "Leitura para Todos" em dezembro de 1905.
De acordo com o Rissato a foto mais antiga de uma sessão pública é de 17 de maio de 1909 na qual foi presidida pelo Rui Barbosa. A partir de agora a foto encontrada pelo Felipe Rissato torna-se o registro mais antigo de uma sessão da Academia Brasileira de Letras.
A foto registra uma sessão da ABL na qual o Machado de Assis estava entre Alberto de Oliveira e Silva Ramos. Ambos estavam auxiliando Machado de Assis naquela sessão que elegeu Mário de Alencar para ocupar a cadeira número 21.
A foto tem alguns detalhes que ratificam a sua veracidade, por exemplo, há uma legenda com a data correta da sessão, bem como a face inconfundível do autor de Dom Casmurro entre os rostos dos acadêmicos Alberto de Oliveira e Silva Ramos.
A foto fará parte de uma publicação da edição número 89 da "Revista Brasileira" que ao todo publicará 38 fotos de uma extensa pesquisa do Felipe Rissato. Fique de olho é uma ótima oportunidade cultural.

Fonte: Via G1

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