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sexta-feira, 9 de março de 2018

O Horror de Frankenstein, R.U.R. e a Revolta dos Robôs, por Roberto Fiori

É possível, em um futuro próximo, digamos em dez anos ou quinze, que máquinas destituídas de emoção, como raiva, ciúme, inveja, possam tomar o lugar do Homem, como raça? Seria possível que, assim como em R.U.R. — Robôs Universais Rossum —, peça teatral escrita em 1921 pelo escritor tcheko Karel Capek —, máquinas como robôs possam se rebelar contra os seres humanos que os construíram, destruir a Humanidade e passar a dominar o mundo?

Em hospitais nos Estados Unidos da América e na Alemanha existem hoje robôs que realizam operações. É fato. São controlados remotamente por cirurgiões, que usam controles para direcionar os “braços” e “mãos” de metal e plástico das máquinas e operar, além de utilizarem óculos 3D para terem visão tridimensional mais apurada. Os robôs fazem incisões, suturas, extraem apêndices — por exemplo —, mas não por conta própria. O criador, o Homem, os controla, sempre.

Mas como surgiu o conceito do medo, diante da máquina robótica? O temor de que a capacidade do homem seja igualada, ultrapassada e ele venha a ser substituído, perdendo seu emprego, sua casa, seu carro... até mesmo sendo banido da sociedade? Em 1818 foi escrito um livro universalmente famoso, Frankenstein, por Mary Wollstonecraft Godwin, que viria a ser conhecida por Mary Shelley, esposa de Percy Bysshe Shelley, grande poeta lírico inglês.

Frankenstein nos fala, primordialmente, do medo do desconhecido. O que representa, em primeira instância, o Horror de Frankenstein? Frankenstein, no livro de Shelley, era um cientista que, na aurora do Século XIX, aplicou a eletricidade na criação de uma criatura a partir de partes de cadáveres. Nessa época, Galvani, Volta e Humphry Davy começavam a desvendar os mistérios dessa nova descoberta, a eletricidade, e era lógico que Mary Shelley, que conhecia até certo ponto os princípios desse fenômeno, aplicasse seus conhecimentos em sua história de ficção.

A criatura criada, rejeitada pela Humanidade, volta-se contra seu criador e contra sua família. Mata-os e desaparece sem deixar rastros. Os homens temem, ainda hoje, tendo como origem seu inconsciente, serem destruídos por suas próprias obras, as suas criações, as quais iriam contra os princípios que eles próprios designaram para elas. No caso do robô, criação do homem, o temor de os homens perderem seus empregos, sua família, seu dinheiro, sua propriedade, sua vida, também está presente no seu inconsciente. Frankenstein passou a ser sinônimo da criação que se volta contra o homem, seu criador.

Agora, analisemos a situação com o que há de mais avançado em termos de computação e robótica que já foi concebido. Hoje, fabrica-se sistemas de processamento de dados quânticos — computadores quânticos — com grande capacidade de armazenamento e enorme velocidade, alardeada pelos construtores desses computadores como de maior envergadura que os algoritmos comuns não-quânticos. No futuro, se as soluções aventadas atualmente forem satisfeitas, pensa-se que computadores quânticos atinjam a capacidade de resolução simultânea de problemas de um número igual ao de todas as partículas do Universo.

Isso daria medo aos seres humanos? Computadores que possam resolver todos, todos os principais problemas de hoje, como fome, doença, criminalidade e guerra. Robôs com computadores quânticos poderiam resolver problemas éticos. Decisões, como a de resolver cada problema que surja no convívio com o ser humano, são extremamente difíceis para a mente robótica. Um robô poderia ter de decidir para quem entregar um controle remoto de televisão, em uma casa de repouso para idosos, visto que, em um grupo de vários indivíduos, cada um teria sua prerrogativa sobre os demais. Esse é um problema de muito fácil solução para a mente flexível do homem, mas a Inteligência Artificial está em sua aurora de desenvolvimento.

Mas... por que pensar que uma máquina teria a capacidade de cometer um assassinato, ou roubar, ou ferir um ser humano? Por que imaginar que um robô, ou seja, um conjunto de peças mecânicas controladas por uma outra máquina — o computador —, ainda que extremamente avançada, seria capaz de cometer um crime? Em um computador não existe consciência como nós, seres humanos conhecemos. As motivações de uma máquina não existem, um computador não possui consciência ou emoções que o motive a cometer crimes. O crime é fruto de mentes humanas, motivado por razões pessoais ou de um conjunto, maior ou menor, de indivíduos.

As emoções humanas provêm do inconsciente humano. Ele é o compartimento infinito de emoções e lembranças que o ser humano possui em sua totalidade. Tudo o que sentimos, através da visão, audição, tato, olfato, paladar, é armazenado no inconsciente e nunca é esquecido. A cada ato que realizamos, nossa memória inconsciente o registra indelevelmente.

O computador não possui uma parte emocional. Apesar de que existam computadores que aprendem a jogar xadrez, ou damas, melhor do que os homens — o computador Deep Blue é um exemplo famoso, por ter vencido no xadrez Gary Kasparov —, eles não podem ter emoções, visto que não é possível programar o ódio, o medo, a ambição, em sua CPU. Emoções são elementos abstratos. Não é possível dizer qual a forma de uma emoção, ou qual a cor de um sentimento. Pode-se dizer que tal cor transmite uma sensação de paz, ou de angústia, mas a própria emoção do medo não possui um significado real. Há a reação da pessoa a essa emoção, que é a ansiedade, o pânico. Não há modo de se computar o medo. Se houvesse meios de se programar um computador para sentir emoções e instalar consciência e inconsciência em máquinas, pode ser que o Homem fosse dominado por elas, com grande certeza.

O que existe é a programação de máquinas pelo homem que, se movido por fortes emoções ou dotado de características como a psicopatia ou doença mental, poderia fatalmente levar à morte outras pessoas. Hoje em dia, a informática está presente em imensa maioria de sistemas de armas, que são usadas em guerras. Mas não possuem raciocínio avançado, tal como em casos de armas que possuíssem I.A. (Inteligência Artificial). Pode-se recordar que Stephen Hawking, um dos mais famosos e principais físicos da atualidade, e dezenas de cientistas, se mobilizaram no sentido de alertar e impedir a construção de armas dotadas de I.A.

Armas como estas poderiam sair do controle dos seres humanos que as construiriam. Poderiam matar tanto aliados como inimigos. Poderiam provocar danos ainda mais terríveis que os atualmente já existentes nas guerras convencionais. Assim como computadores que jogam xadrez, poderiam aprender com o passar do tempo, tornando-se instrumentos de guerra muito mais perigosos do que os comandados por seres humanos.

Porém, apesar dos esforços dos engenheiros de software, a I.A. está longe de ser algo que possibilitaria sistemas de armas de pensarem. O pensamento humano está longe, muito longe de ser alcançado. Nosso atual estágio de civilização ainda não alcançou um nível tão desenvolvido para se construírem sistemas de armamentos que decidam por si só quem é o inimigo, e quem é aliado.
R2D2 - Fonte: Pixabay
R2D2, robô dotado de Inteligência Artificial, dos filmes da franquia Star Wars: Poderia uma máquina possuir emoções, com qualidades de lealdade, compaixão e sacrifício?

Sobre o autor: Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
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domingo, 18 de dezembro de 2016

Conexão Nerd - O Universo de Mary Shelley: Frankenstein e seus possíveis derivados

Prometeu sendo acorrentado
NO INÍCIO ERA PROMETEU

Poderemos comparar o Dr. Victor Frankenstein ao titã grego Prometeu, que apoderou-se do fogo divino de Zeus, outorgando aos homens comuns a evolução perante aos outros animais e assim como o ser supremo, também gozava da criação humana. Furioso, devido ao roubo do fogo divino, Zeus castigou Prometeu e o acorrentou ao cume do monte Cáucaso, dando livre arbítrio para um terrível abutre dilacerar o seu fígado que sempre se regenerava, devido a sua imortalidade. Zeus pronunciou o castigo a Prometeu por 30.000 anos, mas, o condenado foi libertado por Hércules que deixou em seu lugar o deus da medicina, o centauro Quíron, pois este já estava condenado devido a uma ferida eterna causada por uma flecha terrivelmente envenenada. 

Em uma atitude nobre, Quíron transfere sua imortalidade pela libertação de Prometeu, com a intenção de acabar com o seu sofrimento devido a dor da ferida eterna que possuía.

Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851) a autora da obra "Frankenstein", inspirou-se na lenda de Prometeu. O título da obra era “Frankenstein” ou “O Moderno Prometeu”. Levantei uma conjectura demais interessante: e se Mary Shelley não for a real autora, criadora da obra "Frankenstein"? Estive analisando o conteúdo da obra "Frankenstein" e ligando alguns fatos interessantes.

Mary Shelley
VAMOS AOS FATOS   

Antes de apresentar os fatos, gostaria de fazer um breve comentário a respeito do poeta inglês, Percy Bysshe Shelley (1792-1822). Percy era casado com Harriet Westbrook e ao mesmo tempo, namorado de Mary Wollstonecraft. Um triste dia, Harriet descobriu a traição e, claro, não aceitou. Impulsivamente, ou quem sabe num gesto de desespero, Percy abandona a esposa gestante e foge com Mary para o continente. Dois anos depois do ocorrido, mais precisamente em 1816, Harriet ainda não conformada com a traição, suicida-se e, sabendo da tragédia, Percy não perde tempo e se casa com Mary. 

PRIMEIRO FATO: na trama "Frankenstein", o pai da horrenda criatura, Victor Frankenstein, era ridicularizado pelos mestres de sua universidade, devido ao grande interesse pela Alquimia, considerada ultrapassada em sua época. Na vida real, o poeta Percy, esposo de Mary, foi expulso da faculdade de Oxford depois de publicar um panfleto sobre a necessidade do ateísmo (doutrina dos ateus. Falta de crença em Deus). Percy arruinou sua carreira acadêmica, mas defendeu suas ideias.  Note a semelhança neste fato entre o personagem Victor Frankenstein e Percy Bysshe Shelley. 

SEGUNDO FATO: o suicídio da primeira esposa do poeta Percy, Harriet. Quando amamos alguém que se vai, não pensamos como seria bom a eternidade da vida humana e às vezes não ficamos descrentes no ser supremo? Na obra "Frankenstein", Victor Frankenstein não teve a terrível ideia de dar vida a um ser inanimado depois da morte de sua mãe? 

TERCEIRO FATO: Percy tinha ideias não convencionais. Uma grande prova deste fato é a admiração pelo autor William Godwin (1756-1836), também possuidor de ideias não convencionais e pai de sua segunda esposa, Mary, além de ter sido expulso da universidade por defender o ateísmo, ideia que ia contra os conceitos da universidade de Oxford. Para a época, a obra "Frankenstein", não seria uma obra não convencional? 

QUARTO FATO: a autora Mary Shelley escreveu cerca de trinta obras, mas somente  “Frankenstein”, fez o estrondoso sucesso.

QUINTO E ÚLTIMO FATO: Percy morre aos 29 anos por afogamento em julho de 1822. Sua esposa Mary Shelley passou a se responsabilizar pela publicação de suas obras.

MINHAS CONCLUSÕES: não seria Percy Bysshe Shelley o real autor da obra "Frankenstein"? A primeira publicação de apenas 500 exemplares foi publicada em 01 de janeiro de 1818 em uma pequena editora de Londres e grande detalhe, a obra não continha o nome do autor. O prefácio da obra foi redigido pelo próprio Percy B. Shelley.

Um ano depois da morte de Percy, em 1823, a segunda edição de Frankenstein é publicada, mas desta vez com o nome da autora, Mary Shelley. 

Percy B. Shelley
Não seria o verdadeiro pai da criatura, do desfigurado ser infernal, Percy B. Shelley? Liguei estes fatos ao pesquisar a vida do poeta Percy, da escritora Mary Shelley e do anarquista filosófico, William Godwin (pai de Mary Shelley). As ligações da obra "Frankenstein" com a vida real de Percy B. Shelley, são imensuráveis. Não existiu o desprendimento do autor com a obra, o qual relatou suas ideias pessoais e íntimas em relação ao ateísmo e em trazer a vida aos falecidos, além do marcante fato de sua expulsão na universidade de Oxford, bater com o terrível tratamento dado pelos professores em relação as suas ideias sobre alquimia do personagem “Victor Frankenstein”. Dificilmente eu acreditaria que fosse Mary Shelley a autora da obra "Frankenstein" depois de correlacionar tais fatos, mas saliento que não deixam de ser conjecturas. Não seria as personagens Victor Frankenstein e a própria criatura o alterego de Percy B. Shelley? Será que não se sentira culpado pelo suicídio de sua primeira esposa, Harriet, comprovando a criação do criador e criatura como uma metáfora? Note que na obra, o monstro sempre está próximo ao seu criador, mas por mais que se esforçasse o pai da besta nunca conseguia alcançá-lo. Seria um sentimento profundo de culpa que Percy sentia pela morte de sua ex-esposa, algo irrevogável e inalcançável, pois ela jamais retornaria a vida. 


FRANKENSTEIN OU APENAS “CRIATURA”?

Sim, apenas criatura. Este era um dos nomes do monstro, ou se preferir “demônio”, “ser infernal” ou simplesmente “desgraçado”. Frankenstein era o sobrenome de seu criador, Victor Frankenstein. O autor da obra não deu nome ao monstro. Talvez o fato de soar estranhamente o nome “criatura”, deu-se o sobrenome do criador e nada mais justo dar o sobrenome do pai ao filho. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma importante família da Silésia. Importante porque se deu o nome "Frankenstein" a uma antiga cidade hoje chamada de Zabkowice Slaskie (a Silésia é uma região histórica dividida entre a Polônia, República Checa e Alemanha). Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” em uma de suas viagens, mas provavelmente Percy B. Shelley a acompanhava.

AS ADAPTAÇÕES DA OBRA FRANKENSTEIN

Frankenstein está entre as primeiras obras góticas da história. A primeira foi publicada em 1764, intitulada "O Castelo de Otranto", de Horace Walpole (1717-1797). A obra “Frankenstein” é estruturada em romance epistolar, o realismo da história é indescritível e deveras emocionante. Além da inspiração da lenda de Prometeu, o autor (ou autora) da obra “Frankenstein”, também foi inspirado pela obra do autor e representante do classicismo inglês, John Milton (1608-1674). A obra é intitulada “Paradise Lost”. A segunda obra de Milton foi intitulada de "Paraíso Reconquistado", dando sequência ao primeiro livro. 

Trecho de Paradise Lost, traduzido por Antônio José de Lima Leitão (1787-1856).
(...)
“Inferno! Inferno! Que painel terrível
Meus olhos miserandos presenciam!
Em nossa estância habitam criaturas
De outro molde, talvez de terra feitas,
Que, não sendo anjos, só diferem pouco
Dos celestes espíritos brilhantes.
Os meus maravilhados pensamentos
Nelas se engolfam todos: té me sinto
Propenso a amá-las, — tanto lhes fulgura
A semelhança divinal no porte,
E tantas graças nos gentis semblantes
A mão que as construiu pródiga esparze!
Ah! par formoso! Mal agora pensas
Na mudança que perto já te assalta:
Esses prazeres todos vão sumir-se,
E desgraça tremenda lhes sucede
Tanto mais crua quanto sentes hoje
Alegria maior nos seios d’alma.
És feliz, mas durar assim não podes
Porque bem defender-te o Céu não soube; (...)

A obra “Frankenstein” é deveras trabalhada e inspiradora, mas, para alguns, com falhas: Victor Frankenstein junta pedaços humanos e os molda, tentando reconstituir a sua maneira a figura de um ser humano, mas, ao final do processo, após tortuosos estudos, noites em claro e alterações em sua saúde — decorrentes do excesso de trabalho —, o ser inanimado torna-se animado e assim como Percy B. Shelley abandona a esposa gestante, Victor abandona sua obra, ou se preferir, criatura.  

Frankenstein foi inicialmente alterado nas telas do cinema como um ser não tão “pensante”, ao contrário da filosófica criatura da obra de Mary Shelley ou Percy B. Shelley, que é culto e rápido como o relâmpago, “bem” diferente do conhecido Frankenstein do mundo da sétima arte, se bem que alguns diretores tentaram posteriormente modificá-lo, e hoje poderemos notar várias adaptações dele, algumas até cômicas, como no longa-metragem de 1974 “O Jovem Frankenstein” (Young Frankenstein/ 104 min/ 20th Century Fox Film Corporation).

Os leitores também se deleitavam com as adaptações de Frankenstein em quadrinhos, muitas das vezes herói, outras vilão.

O teatro também adaptou a obra e foi o primeiro a gozar de tal feito. Por fim, notamos adaptações de Frankenstein até em jogos futuristas para modernas plataformas de videogames. 

Frankenstein jamais morrerá, assim como os imortais deuses da mitologia, infelizmente, para desespero de Victor Frankenstein, que perdeu a vida tentando destruir o monstro.


ALGUNS POSSÍVEIS DERIVADOS DA CRIATURA DE FRANKENSTEIN:

O Incrível Hulk - Edwards mãos de tesoura - A Noiva Cadáver - Monstro do Pântano e O Médico e o Monstro.

Série "O Incrível  Hulk"
Nota: devemos temer o anormal e o estranho? Afinal, o que é ser normal? É seguir um padrão? Será que nos importamos mais com o visual do que com o conteúdo? Se Frankenstein fosse compreendido pelos humanos, a obra teria um trágico final? Se na vida real compreendermos o que está fora dos nossos padrões visuais, a vida humana não será mais harmoniosa?                   

*Para parcerias com lojas Geeks na coluna “Conexão Nerd”, é só entrar em contato: pascale@cranik.com - c/ Ademir Pascale





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