Conexão Nerd: Teoria da Conspiração, por Ademir Pascale

Cena do filme Teoria da Conspiração POR ADEMIR PASCALE Hoje não irei comentar sobre colecionáveis ou heróis, mas sobre um filme, um li...

Mostrando postagens com marcador Mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mulher. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Uma nova poeta que, com sensibilidade, fala sobre o que é ser negra e mulher, sobre como nos tornamos quem somos e superamos a dor, a violência, o preconceito e os obstáculos


Eu destilo melanina e mel.

Sou negra, e não peço desculpas por isso.

Após apresentar ao leitor brasileiro a poesia de Amanda Lovelace, autora dos best-sellers A princesa salva a si mesma neste livro e A bruxa não vai para a fogueira neste livro, a LeYa Brasil lança a jovem poeta africana Upile Chisala, nascida no Malawi. Seu livro Eu destilo melanina e mel é uma coleção de poemas curtos que tratam sobre o que é ser negra e mulher, sobre como nos tornamos quem somos e superamos a dor, a violência, o preconceito e os obstáculos, sobre como a alegria e a espiritualidade estão profundamente conectadas e sobre como as palavras têm o poder de transformar a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor.

Em poemas corajosos que combinam ternura e contundência (“Sou ao mesmo tempo mel e limão”, diz um deles), Upile parte da própria experiência de viver como uma mulher negra no século 21 para, com muita sensibilidade, atingir leitores de qualquer gênero, idade e cor da pele. Sua escrita cativa e inspira, trafegando com destreza entre o lírico e o confessional em palavras que exalam liberdade e amor próprio. Num dos versos, ela afirma: “Espero fazer com palavras o que dançarinos fazem com braços e pernas”. E cumpre a promessa. Eu destilo melanina e mel é um livro para ser lido e relido.

Sobre a autora:

Upile Chisala, escritora, socióloga e ativista dos direitos humanos, nasceu e foi criada em Zomba, no Malawi. Graduada na Universidade de Oxford, mora em Joanesburgo, na África do Sul. Eu destilo melanina e mel é seu primeiro livro.

ISBN: 978-85-7734-692-9

Formato (LAP): 14x21 cm

Páginas: 128

Gênero: Poesia

Preço:  29,90

Compartilhe:

terça-feira, 25 de agosto de 2020

5 livros para entender melhor o feminismo

Obras contam experiências vividas por mulheres, como elas são vistas pela sociedade e suas lutas diárias

São Paulo, 24 de agosto de 2020 -  O Dia Internacional da Igualdade Feminina, 26 de agosto, representa um marco das lutas das mulheres pelo sufrágio feminino, por direitos civis, por representatividade política e igualdade. Ainda há muitas conquistas a serem alcançadas e esta data é uma oportunidade para sensibilizar a sociedade quanto à importância da eliminação das desigualdades existentes entre homens e mulheres e promover reflexões. Para apoiar essa discussão e trazer mais conhecimento, especialistas do Clube de Autores, a maior plataforma de autopublicação da América Latina, selecionaram alguns livros. Confira:

1 - O Sexo Feminino, Por Bianca Rubim Antunes
O livro narra a condição do sexo feminino nas diversas ciências exatas e humanas, nas artes, na música, nas revoluções, dentre outros. Ainda traz à tona diversas mulheres ignoradas no decorrer da história da humanidade ou que tiveram a sua história alterada até mesmo pelos próprios historiadores.

2 - Mulheres - Gestão, Carreiras e Desafios Contemporâneos, por Juliana Jaeschke, Luciana Scherer e Raquel Duzsinski Borghetti.
A obra apresenta estudos que abordam, sob pontos de vistas teóricos, metodológicos e ontológicos, alguns dos desafios das mulheres em relação às suas vidas, carreiras e experiências. 

3 - Universo Mulher, por vários autores
Este livro é composto por diversas crônicas, contos e poemas que mostram o talento, a sensibilidade e os sentimentos das mulheres. Homenageando e valorizando cada uma em todos os sentidos. Traz também um histórico da realidade e conquistas alcançadas por elas  ao longo do tempo. 

4 -As Mulheres no Cangaço, por Teresa Raquel Nogueira Emídio
A história de Maria Bonita, Dadá, Sila, Adília, Lídia e tantas outras mulheres fortes que exerceram um papel social importante nos bandos de Lampião, Corisco, Zé Sereno, etc. Quais foram suas influências e o risco que elas representaram para a estrutura e a manutenção desses grupos. A obra é sobre um cangaço mais feminino, composto não somente de fuzis, rifles e mausers, mas também é o cangaço de batom, de Rouge, de brinco e de pó-de-arroz.

5 - Sete Vezes Mulher, por Alcio Luiz Gomes
Os segredos dos ciclos femininos sob a ótica da tradicional medicina chinesa, o livro, baseado no Huang Di Nei Jing, texto médico com mais de dois mil anos, mostra como a medicina tradicional chinesa vê a mulher. Nesta edição a leitora encontrará ainda a discussão de alguns temas importantes para sua saúde, com base em pesquisas recentes da ciência.

Sobre o Clube de Autores
O Clube de Autores é a maior plataforma de autopublicação da América Latina. Hoje, a plataforma on demand, representa cerca de 23% de todos os livros publicados no Brasil. Além disso, oferece uma gama de serviços profissionais para os autores independentes que pretendem crescer e se desenvolver no mercado de literatura. A empresa, comandada por Ricardo Almeida, fechou o primeiro semestre de 2020 com uma rentabilidade 35% maior que no mesmo período do ano anterior. Além disso, registrou aumento de 40% em suas vendas.
Compartilhe:

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

"Natureza Íntima - Fendas de uma Mulher", livro de Maria Barretto, exorta as mulheres a encontrarem a própria potência feminina


"Tornar-se mulher, a cada dia, é uma jornada fascinante. Digo tornar-se, porque acredito que nosso processo segue em constante construção. Diversas oportunidades se apresentam durante a vida de uma mulher para que ela descubra sua potência feminina. Sendo cíclica - não estática - vive em transformação. A mulher não nasce pronta, muito menos consciente, para acessar todas as suas capacidades."

São Paulo, 10 de agosto de 2020 – A jornada de Maria Barretto com o feminino teve início há mais de uma década, quando engravidou e logo passou a conduzir um trabalho singular de autoconhecimento feminino, auxiliando as mulheres a seguir em direção à própria potência e autonomia. Como coaching e facilitadora de processos de empoderamento feminino, orienta as clientes de diferentes gerações para que conquistem mais clareza sobre os próprios sonhos, talentos, desejos, desafios e medos – com o objetivo de ajudá-las a ganhar intimidade com as suas máscaras, conduzindo-as em um trabalho de intimidade com corpo. Com isso, elas fazem um trabalho de alquimia nas couraças para conquistar a liberdade e a potência feminina. Para reverberar os conhecimentos com um público maior, a paulista está lançando o livro Natureza Íntima - Fendas de uma Mulherpela Primavera Editorial.

Graduada em Administração e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Maria Barretto atuou em organizações não governamentais de referência no Brasil e exterior. Como pesquisadora, viajou por todo o país, conhecendo as diferentes realidades sociais; em uma temporada de estudos em Londres se aprofundou nos temas sustentabilidades e branding. Uma crise de estresse, em 2008, a fez repensar a vida e a impulsionou a visitar a Indochina – viagem que a convidou a olhar para dentro, a sentir e escutar mais profundamente a voz da alma. “Eu estava em um momento de matar algo dentro de mim, de esvaziar, deixar morrer um padrão de relações e a forma de trabalhar para que o novo pudesse emergir. E assim foi”, detalha Maria, cuja atuação profissional é produto de uma vivência intensa, legítima e genuína.

O estudo do sagrado feminino – filosofia que promove a consciência sobre os aspectos espirituais, mentais, emocionais e físicos das mulheres; que fala sobre as forças e capacidades; que estimula a conexão com a intuição e a natureza – consolidou essa nova direção profissional singular. A experiência da maternidade a aproximou ainda mais do feminino e a auxiliou a desenvolver uma metodologia de trabalho para que possa ser um apoio para mulheres que passam por dilemas ou momentos de transformação e transição: ter ou não filhos; casar ou não; permanecer ou não com o marido; mudar de carreira ou mantê-la; fazer as pazes com os pais e/ou consigo; abdicar do papel de vítima; e a refletir sobre as próprias patologias, como pólipos, miomas e endometriose.

O próprio processo como mulher e curandeira em um constante movimento de transformação a inspirou a escrever Natureza Íntima, sobretudo após vivenciar o terceiro puerpério. “Esse livro propõe uma reflexão sobre a minha própria jornada e as ferramentas que escolhi para torná-la mais profunda e autêntica. Tudo o que tenho para compartilhar é fruto, em primeiro lugar, da minha própria experiência como mulher e dos processos que vivi como meninas, filha, amante, mãe, esposa, amiga, curandeira e profissional. Também é uma mistura de estudos que aprofundei com diferentes mestres, de linhagens distintas, do coaching tradicional com base na Antroposofia às medicinas ancestrais e ao xamanismo indígena. Reuni conhecimentos técnicos e científicos como aprendizado empírico e sabedorias tradicionais e holísticas”, detalha a autora.

TRECHOS DA OBRA |

Páginas 8 e 9

“(...) A crença que me guia é a de que cada mulher tem a sua
sabedoria e potencial para tecer a própria realidade a partir dos seus
sonhos e propósitos mais profundos. Somos todas curandeiras e
senhoras dos nossos destinos, ainda que hoje a criação e a educação
da maioria de nós não nos ensinem a entrar em contato com essa nossa mulher,
com a nossa potência feminina, com nossos ventres e nosso sangue.”

 Página 24

“(...) Toda mulher é cíclica. Resgatar essa consciência é o primeiro passo para
(re)descobrirmos o nosso poder e usufruirmos da potência de sermos mulheres, ou seja,
de termos uma intuição apurada, de podermos germinar, parir e nutrir uma vida. Quando me refiro à potência da mulher estou falando da nossa capacidade de criar e de nos transformar.”

Página 45

“(...) O que gosto de explicar é que ninguém é apenas Afrodite, a deusa do Amor,
nem apenas Ártemis, a deusa donzela da Caça, que nunca se casou e vagava
independente pelas florestas. Nem mesmo Héstia, a deusa do Fogo, o centro
do lar que representa o centramento, o silêncio interior e exterior... Hoje, estou
Afrodite, amanhã posso estar Héstia.”

 Página 65

“(...) É a temida TPM. Brinco com essa sigla, dizendo que em vez de
tensão pré-menstrual posso ter Tempo Para Mim.”

 Página 121

“(...) Sexo não é somente algo que você faz. É um lugar para onde podemos ir, um espaço que podemos habitar dentro de nós, sozinhas ou com o outro.”

 Página135

“(...) Não faz sentido enxergar masculino e feminino como forças independentes ou avulsas. A potência está na sua interação. Não devemos olhar de maneira isolada, sim, como um pêndulo, que passa de um extremo ao outro.”

FICHA TÉCNICA |

Título: Natureza Íntima
Autora:  Maria Barretto
Categoria: Não ficção; Autoconhecimento.
Páginas:  360
Preço sugerido: R$ 44,90

ENTREVISTAS RECENTES |

O Começo da Vida (série, NetFlix): https://ocomecodavida.com.br/tag/serie/
Projeto Estelar: https://www.youtube.com/watch?v=1Z-URwb45oU
PositivAPP: https://preview.page.link/positiv.page.link/4Fp2qY5F5eNirj128
Canal Infinita (podcast) tem todos estes links, ai escolham o que preferem.
https://youtu.be/CmFlXtIaYy4
https://open.spotify.com/episode/2V17ayOJ2qFLx0gdybGrEl
https://soundcloud.com/estelarinfinita/2-um-mergulho-na-natureza
Apple Podcast | https://podcasts.apple.com/us/podcast/infinita/id1520308532?ign-mpt=uo%3D4
Google Podcast |  https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly93d3cuc3ByZWFrZXIuY29tL3Nob3cvNDQ2ODk3NC9lcGlzb2Rlcy9mZWVkDeezer : https://www.deezer.com/show/1419262https://www.deezer.com/show/1419262

SOBRE MARIA BARRETTO |

Maria Barretto é, antes de tudo, uma curiosa pelos mistérios do corpo, da alma e dos ciclos da mulher. Mãe de Tereza, José e Ana, tem se dedicado profissionalmente ao trabalho com mulheres há mais de dez anos. Seu trabalho é contribuir para que todas mulheres mergulhem em uma jornada de autoconhecimento, reconectando-se com o Ser Mulher, trabalhando com o feminino e masculino, e conhecendo mais o próprio corpo, a sexualidade, a natureza cíclica, a criatividade e a capacidade de gerar vida. Usa diversas ferramentas e técnicas como Coaching, ThetaHealing, Cura e Bênção do Útero, Escuta Empática, Sabedoria das Avós da Tribo da Lua, Toque, Anatomia Emocional, Massagem, Oráculos e o uso de Ervas Medicinais. www.naturezaintima.com.br  | @mariabarretto.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com
Compartilhe:

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Gunda Windmüller - autora da obra "Mulher, solteira e feliz" - analisa a percepção que a mulher contemporânea tem sobre o amor

Gunda Windmueller - Foto divulgação
Em entrevista para Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial, Gunda Windmüller conta sobre os achados nessa jornada em busca de respostas sobre a construção do conceito do amor romântico - que permanece reduzindo as mulheres a um parceiro, relegando às solteiras a condição de coitadas. Um comportamento social que perpetua a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina.

Gunda Windmüller, jornalista e mestre em Literatura, tem sacudido a sociedade alemã com perguntas incômodas. Em uma sociedade com 41 milhões de mulheres, cerca de 2 milhões a mais do que homens, a população feminina do país lida com a disparidade salarial e debate a igualdade de direitos. Em um país liderado por Angela Merkel, a imagem de progressista – de acordo com as feministas do país, como Anne Wizorek – é maior do que a realidade. Nesse contexto socioeconômico, Gunda decidiu investigar como as sociedades, não apenas a alemã, têm lidado com as mulheres solteiras. 

Com base em estatísticas, digressões históricas e sociológicas, experiências pessoais e entrevistas conduzidas com especialistas no comportamento humano e com mulheres em idades entre 30 e 60 anos, a jornalista e escritora desafia a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina. Autora de Mulher, solteira e feliz, ela estreia no Brasil com o lançamento da obra pela Primavera Editorial. A ideia de escrever o livro surgiu, segundo a autora, quando terminou um relacionamento de anos e constatou que as pessoas próximas estavam realmente preocupadas com o presente e futuro dela: casamento, filhos, solidão à noite.

Em entrevista para Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial, Gunda Windmüller conta sobre os achados nessa jornada em busca de respostas sobre a construção do conceito do amor romântico – que permanece reduzindo as mulheres a um parceiro, relegando às solteiras a condição de coitadas. Um comportamento social que perpetua a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina. 

Conte-nos um pouco sobre você e como surgiu a ideia de escrever este livro? | Meu nome é Gunda Windmüller, sou jornalista e mestre em Literatura; moro em Berlim, na Alemanha. Quando tinha 34 anos, eu terminei um relacionamento com um namorado de longa data e logo percebi que muitas pessoas estavam realmente preocupadas comigo. "Você não quer se casar, e os filhos? Você não se sente sozinha à noite?", eram as perguntas que me faziam. Essas preocupações me intrigaram, pois eu estava realmente feliz à época. E foi aí que percebi que não somente eu desperto pena por ser uma mulher solteira, mas muitas outras mulheres também. E foi aí que decidi escrever um livro sobre isso!

Na sua opinião, qual é a maior mentira que a sociedade conta sobre as mulheres na casa dos trinta? | Que elas precisam se apressar, porque sua vida está prestes a acabar! E isso não é verdade. Nós vendemos essa ideia da beleza desaparecendo com a idade; por muito tempo, reduzimos a nossa existência à aparência que temos. Conversei com tantas mulheres na casa dos trinta que sentem que as suas vidas apenas começaram!

No livro, você diz que sente falta de uma sociedade que acredita em sua história. Na sua opinião, como as mulheres – que também escrevem coisas horríveis sobre as mulheres – podem contribuir para mudar essa sociedade? Qual é o nosso papel nessa transformação? | Acho que todos precisamos entender que também fazemos parte da mudança social. Se queremos mudar a conversa sobre as mulheres, precisamos começar a falar de forma diferente. Precisamos ser mais gentis conosco e com nossas irmãs. Por sermos mulheres, sempre pensamos que devemos ser perfeitas e – quando as mulheres se comportam de uma maneira "não tão perfeita" –, somos rápidas em apontar isso e culpá-las. Entretanto, esse não é o caminho a seguir; todos cometemos erros, estamos juntas nisto!

Você traz, em “Mulher, solteira e feliz” o conceito de "libertar o amor". O que isso significa? Como podemos libertar o amor – e o príncipe encantado? | Acho que colocamos o amor em um pedestal. Esperamos tudo desse o amor: queremos estar apaixonadas, ser compreendidas, fazer um sexo incrível, sermos cuidadas, admiradas. Nosso parceiro deve ser tudo para nós. Mas isso não é justo; não é justo amar dessa forma. É por isso que eu gostaria de libertar o amor. Vamos ver o que é o amor, não um ideal louco, mas algo que pode unir as pessoas. É por isso que eu também gostaria de me livrar do príncipe encantado. Não é justo esperar que uma única pessoa nos salve e pinte as nossas vidas de ouro. Eu gostaria que mais mulheres se considerassem as rainhas das próprias vidas; não esperassem que algum príncipe aparecesse.

Como a ideia de "rosa e azul" influencia nosso modelo mental do que é o amor? | Esses estereótipos de gênero influenciam muitos aspectos de nossas vidas, mas principalmente na forma como pensamos nas mulheres: pessoas que desejam amar, são mais carinhosas e românticas e homens – que consideramos menos românticos, mais duros e menos necessitados de companhia. É por isso que chegamos a pensar que as mulheres precisam, desesperadamente, de um parceiro romântico; pensamos que esse é o desejo "natural" nas mulheres, enquanto consideramos os homens cowboys solitários que não precisam de ninguém. E isso não é verdade! Estudos psicológicos mostram que os homens anseiam mais por relacionamentos íntimos do que as mulheres e sofrem mais quando não estão em um relacionamento romântico. Mas, a nossa noção do amor, no entanto, foi pintada por essa ideia rosa e azul dos gêneros. Acho que é hora de reavaliarmos essas noções.

Mulheres solteiras não têm uma boa reputação. Com uma perspectiva propositiva, como podemos mudar essa noção? | Antes de tudo, acho que todos precisamos ter mais consciência das situações em que as mulheres solteiras estão sendo envergonhadas. Ou seja, mesmo que seja apenas por meio de uma pergunta como "Não entendo, por que você ainda está solteira?". Precisamos apontar essas situações e deixar as pessoas saberem como é inapropriado reduzir as mulheres ao status de relacionamento. As mulheres são mais do que potenciais parceiros. Somos pessoas inteiras!

O que é pior na perspectiva da sociedade: ser solteiro ou não ter filhos? O que guia esse julgamento social? | Do ponto de vista da sociedade, é considerado um dever natural feminino ter filhos. Portanto, por qualquer motivo, não tê-los faz parecer que a mulher é egoísta e obstinada. Mas, novamente, as mulheres solteiras também são vistas como egoístas – o mesmo vale para muitas mães solteiras, que são consideradas incapazes de "manter" um parceiro. Acho que todas essas atitudes em relação às mulheres são bastante ruins e prejudiciais. É direito de toda mulher não querer ter filhos ou ser solteira.

Qual é a principal mensagem que você gostaria de enviar às leitoras brasileiras? | Você é o suficiente! As mulheres são continuamente informadas de que nos falta algo: um parceiro, uma família perfeita, o corpo certo. Mas, não precisamos de nada disso. Nós somos o suficiente como somos. Amem a si mesmas – é o amor que definitivamente vai durar até o fim.

Sobre a editora

A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com
Compartilhe:

segunda-feira, 2 de março de 2020

100 atitudes que podem melhorar o mundo das mulheres

O Dia da Mulher é um momento de conscientização marcado pela luta por igualdade de direitos, por isso o lançamento é uma ótima sugestão de presente

"Uma atitude por dia" não é apenas um livro interativo, está mais para um diário onde contém microatitudes para executar no seu dia a dia e muito espaço para anotações e reflexões. Trata-se da primeira edição de uma coleção que a Editora Belas Letras está preparando. A pré-venda acontece na loja virtual http://bit.ly/ummundomelhorparaasmulheres. Os leitores que fizerem os pedidos durante este período recebem também marcador de páginas personalizado + uma cartela de adesivos + uma caneta da New Pen, resultado da parceria que a gente fez com a marca. Pré-venda encerra na próxima segunda-feira, 9 de março.

O diário pode ser usado por mulheres e por homens também. As páginas contêm atitudes como: elogiar uma mulher por uma qualidade não relacionada à aparência; comprar de uma mulher que produz; ler um livro escrito por uma autora; dar um presente sem distinção de gênero para uma menina; trocar a expressão "mãe solteira" por mãe solo; e divulgar o 180. "180 é o número da Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência. Funciona 24h recebendo denúncias de violência e orientando mulheres sobre como proceder. A ligação é gratuita e preserva o anonimato. Estima-se que 52% das mulheres que sofreram agressão em 2019 ficaram caladas (Datafolha). Ou seja, nunca se sabe quem e quando poderá precisar."
Com a aproximação do Carnaval, que é um período para ser festejado e não um convite para o assédio, a campanha "Não é não" se intensifica. "Ensine a alguém que não é não. Não é 'tente de novo' e nem 'insista que vai conseguir'. Muitas vezes se a mulher acaba cedendo pode ser por medo, pressão, porque se deu por vencida ou por outros motivos, mas nunca o não quer dizer sim", orienta o diário.

A obra também é uma ótima sugestão de presente para o Dia da Mulher. Inclusive, uma das 100 atitudes do diário sugere que nesta data não se parabenize as mulheres e muito menos as envie flores. "A data é um momento de conscientização marcado pela luta por igualdade de direitos. Então, mesmo que a intenção ao presentear uma mulher no dia 8 de março seja boa, acaba diminuindo uma importante reflexão sobre a desigualdade de gênero na sociedade." Tudo isso é essencial para tornar o mundo igualitário e mais confortável para as mulheres. Inspirador, né?

Além de ser totalmente interativo, o diário contém frases de mulheres mundialmente reconhecidas, indicações de documentários e podcasts para tornar sua experiência mais especial.

Uma atitude por dia por um mundo melhor para as mulheres
Roberta Reis
Belas Letras
ISBN 9788581745183
176 páginas
15x21 cm
Peso 0,300 Kg
Preço de capa: R$ 59,90
Compartilhe:

quinta-feira, 8 de março de 2018

Lute como uma garota


Lançamento da Editora Cultrix aborda 60 mulheres que mudaram o rumo do feminismo no mundo.

Estamos vivendo novos tempos: a discussão sobre os direitos das mulheres não se concentra mais em grupos específicos e a luta feminista amplia seu debate na sociedade. Da violência contra a mulher à cultura do estupro, uma série de questões é tema de conversas frequentes na mídia e nas redes sociais. Mas como chegamos até aqui? Quem nos ajudou nessa trajetória?

Lute como uma Garota reúne o perfil de figuras importantes da militância feminista, abrangendo das pioneiras do século XVIII às estrelas pop dos dias de hoje, como Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Oprah Winfrey e Madonna, além de nomes essenciais da luta no Brasil, apresentando um pouco de nossa história. Com prefácio de Mary Del Priore, apresentação de Nana Queiroz e todo ilustrado, Lute como uma Garota mostra a força das mulheres.

As autoras nos mostram que as mulheres ainda tem um longo caminho a percorrer na luta pela igualdade entre os sexos, mas, se há algo que todos nós – homens e mulheres – podemos apresentar com estas verdadeiras lutadoras é que a fibra, a determinação e a vontade de lutar podem trazer mudanças reais e significativas em nossa sociedade.

O livro foi publicado pela Editora Cultrix (Grupo Editorial Pensamento) em 2018 e tem 368 páginas. Laura Barcella e Fernanda Lopes assinam a obra.



Compartilhe:

domingo, 29 de maio de 2016

Estátua de Clarice Lispector é a 1ª de uma artista mulher no Rio

Foto: Agência Brasil
O escultor Edgar Duvivier fez uma escultura de Clarice Lispector (1920-1977), inaugurada no último domingo (15), no bairro do Leme, zona sul do Rio de Janeiro. Trata-se da primeira estátua de uma artista mulher no Rio.

Produzida pelo escultor Edgar Duvivier, ela está localizada no Leme, perto ao Posto 1, local onde ela morou por 12 anos.

A ideia de homenagear Clarice partiu da professora de literatura Teresa Monteiro, biógrafa de Clarice. Com apoio da atriz Beth Goulart, que representou a escritora no teatro, organizaram um abaixo-assinado para que a estátua de Clarice, juntamente com o cachorro Ulisses, fosse erguida. “Foi um conjunto de forças, união de várias pessoas”, conta Teresa à agência Brasil.
Foto: Agência Brasil
Para financiar a escultura, foram vendidas miniaturas de Clarice com o cachorro, também produzidas por Edgard. Ele e seu filho Gregorio desembolsaram R$ 90 mil do próprio bolso.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe:

Baixe a Revista (Clique Sobre a Capa)

baixar

E-mail: ademirpascale@gmail.com

>> Para Divulgação Literária: Clique aqui

Curta Nossa Fanpage

Siga Conexão Literatura Nas Redes Sociais:

Posts mais acessados da semana

ANTOLOGIAS LITERÁRIAS

POEME-SE

CONHEÇA A REVISTA PROJETO AUTOESTIMA

LIVRO: O CLUBE DE LEITURA DE EDGAR ALLAN POE

LIVRO DESTAQUE

CEDRIK - ROBERTO FIORI

Leitores que passaram por aqui

Labels