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quinta-feira, 5 de maio de 2022

Novo romance de Marcela Dantés é lançado pela Autêntica Contemporânea

 


João Maria Matilde, obra resultado de residência literária em Portugal, será publicada em maio; livro é o quarto lançamento do novo selo do Grupo

“– Procuro Matilde, a filha do João Maria.

Sim, Matilde sou eu, mas filha de quem? Eu não entendo o que esse homem está me dizendo, ele fala rápido, e é estranho, a minha língua que não é a mesma. [...] Ele me pede um endereço de e-mail, e essa agora sou eu: alerta, estática, quase catatônica, sentada à frente do computador, atualizando a tela inicial a cada cinco ou seis segundos. Quando a mensagem chega, ela diz a mesma coisa, que procuravam a filha do João Maria e eu ainda não sabia que era eu.” 

IMAGENS EM ALTA RESOLUÇÃO: Marcela Dantés – crédito Rafael Motta  +  João Maria Matilde – crédito Estúdio Tertúlia

É com um telefonema que a escritora mineira Marcela Dantés, finalista dos Prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura 2021, abre seu novo romance, João Maria Matilde, lançamento da Autêntica Contemporânea. Resultado da residência literária em Portugal, no FOLIO (Festival Literário Internacional de Óbidos) de 2016, o livro é uma das quatro obras selecionadas para inaugurar o selo, que vai se dedicar a autores contemporâneos de ficção nacionais e estrangeiros, com especial atenção aos latino-americanos. 

João Maria Matilde estará disponível para venda exclusiva na Livraria Dois Pontos entre os dias 1 e 10 de maio. A partir de 11 de maio, poderá ser adquirido em livrarias e e-commerces de todo o país. O primeiro lançamento presencial acontecerá em Belo Horizonte, cidade natal da autora, em 4 de junho, às 11h, na Livraria da Rua (R. Antônio de Albuquerque, 913 - Funcionários, Belo Horizonte/MG). 

A HISTÓRIA

João Maria Matilde conta a história de Matilde, uma mulher forte e independente que pensava ser filha de pai desconhecido e, perto dos quarenta anos, recebe um telefonema que desorganiza sua vida. O português João Maria é seu pai, já está morto e deixou um testamento, a ser lido com data e hora marcada em uma pequena vila além-mar. 

Deixando no Brasil o namorado, Abel, e Beatriz, a mãe, que sofre com um Alzheimer precoce, a protagonista, já em Portugal à espera da leitura do testamento, faz um mergulho tão inesperado quanto solitário em seu passado desconhecido. Psicologicamente fragilizada, Matilde se vê obrigada a enfrentar seus maiores medos, síndrome do pânico e alguns delírios que insistem em aparecer quando ela mais precisa de lucidez. Na busca por suas origens, é na terra do pai que ela encontra uma versão surpreendente, emocionante e transformadora de si mesma e de sua história.

A batalha interna da protagonista é um dos pontos que a escritora destaca na obra. O outro é o espaço, que funciona quase como um personagem devido à sua importância na narrativa. “Matilde entra em uma cidade com pouquíssimos habitantes, que tem uma muralha à sua volta. Isso tem um impacto na mente dela, de estar ‘aprisionada’. À medida em que ela deixa a muralha, ela faz descobertas. A cidade é uma metáfora para o que ela está passando”, explica a autora.


A ORIGEM

João Maria Matilde nasce da residência literária que Marcela fez em Portugal, em 2016. A escritora passou três meses na cidade de Óbidos, como parte do programa do FOLIO (Festival Literário Internacional de Óbidos), a convite do escritor José Eduardo Agualusa, curador daquela edição. “Quando eu cheguei lá, ainda não sabia o que ia escrever, mas a ideia apareceu muito cedo. Tive um modelo de trabalho que, acho, é o sonho de todo escritor: ao contrário da rotina que tenho na minha casa, que envolve levar o filho na escola, passear com o cachorro, arrumar a casa, enfim, uma rotina em que escrevo quando dá tempo, em Óbidos eu pude pensar única e exclusivamente nesse romance, tive uma imersão completa, o que foi uma experiência muito rica. O livro tem um aspecto que eu gosto muito: são as descrições dos lugares, das comidas, das coisas que são muito características de Portugal e acabam por ser, de alguma forma, uma homenagem ao que vivi lá”, conta a escritora.

De volta ao Brasil, Marcela trabalhou por dois anos no livro, até engavetá-lo esperando um momento melhor para escrever sobre questões psicológicas e psiquiátricas, retomando e finalizando-o no ano passado, quando se sentiu pronta para enfrentar temas tão profundos. Foi também em 2021 que a carreia de Marcela Dantés deu um salto: a autora foi finalista de duas das mais prestigiadas premiações literárias brasileiras, Prêmio Jabuti e Prêmio São Paulo de Literatura, com o romance de estreia Nem Sinal de Asas (Editora Patuá).

O novo selo Autêntica Contemporânea marca o 25º aniversário da casa editorial de renomada tradição na publicação de clássicos com um projeto inteiramente dedicado à literatura contemporânea. Junto a Marcela Dantés, outros três escritores terão livros publicados neste mês: o francês Olivier Bourdeaut, o argentino Federico Falco e a equatoriana Mónica Ojeda. “A Autêntica é uma casa que eu sempre admirei, e o mercado está precisando de editoras que tenham um recorte contemporâneo. Então, ter sido convidada para esse selo e, principalmente, fazer parte do grupo de lançamento de uma seleção tão cuidadosa é uma honra muito grande. Esse livro é muito especial para mim e fico emocionada ao vê-lo em uma casa editorial tão consistente e de tanta qualidade. Acredito que esse selo chegará muito forte ao mercado, com livros potentes, narrativas muito interessantes e fico mais uma vez honrada por estar tão bem acompanhada neste grupo de escritores”, comenta Marcela.

SOBRE A AUTORA

Marcela Dantés nasceu em Belo Horizonte, em 1986. Estudou Comunicação Social na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e é pós-graduada em Processos Criativos em Palavra e Imagem, pela PUC Minas. Pela PUC Rio Grande do Sul, cursou a Oficina de Escrita Criativa de Luiz Antônio de Assis Brasil. É autora da coletânea de contos Sobre pessoas normais (2016), obra semifinalista do Prêmio Oceanos 2017. Nem Sinal de Asas, seu primeiro romance, foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2021 e do Prêmio São Paulo de Literatura. 

JOÃO MARIA MATILDE

Autoria: Marcela Dantés

Páginas: 160

Formato: 14 x 21 cm
Acabamento: Brochura

ISBN: 978-65-5928-151-0 

LANÇAMENTO

Com sessão de autógrafos

Data: 4 de junho, às 11h

Local: Livraria da Rua (Antônio de Albuquerque, 913 - Funcionários, Belo Horizonte)

Crédito das imagens:

Marcela Dantés – crédito Rafael Motta

João Maria Matilde – crédito Estúdio Tertúlia

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLISBOA - Candidaturas abertas até 6 de fevereiro de 2022


As candidaturas para a nova edição do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa estão a decorrer até ao dia 6 de fevereiro de 2022.


O Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica) e da poesia, em língua portuguesa, por escritores que nunca tenham publicado uma obra literária.

A participação na presente iniciativa deverá ser feita até às 24h00 do dia 06-02-2022, por correio eletrónico, para o endereço premioliterario@uccla.pt nos termos previsto no Regulamento.

Este prémio, criado em 2015, com o Movimento 800 Anos da Língua Portuguesa, conta com a parceria da editora A Guerra e Paz - que passará a responsabilizar-se pela edição da obra premiada - e da Câmara Municipal de Lisboa.


Constituição dos membros do júri, que integra escritores e professores de todos os países de língua portuguesa:

Domício Proença - Brasil

Germano Almeida - Cabo Verde

Hélder Simbad - Angola

Inocência Mata - São Tomé e Príncipe

José Pires Laranjeira - Portugal

Luís Carlos Patraquim - Moçambique

Luís Costa - Timor-Leste

Tony Tcheka - Guiné-Bissau

Representante da Biblioteca da Região Administrativa Especial de Macau

Rui Lourido - Representante da UCCLA

João Pinto de Sousa - Representante do Movimento 800 Anos de Língua Portuguesa



Regulamento disponível no link https://www.uccla.pt/sites/default/files/regulamento_premio_revelacao_literaria_2021-2022.pdf

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Fernando Pessoa é destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura (dezembro) Baixe a sua, é grátis


EDITORIAL

Chegamos em nossa última edição do ano, desta vez destacando o grande escritor Fernando Pessoa. Muitos autores, livros, contos, poemas e crônicas passaram por nossas 12 edições de 2021. Temos certeza que atingimos nossos objetivos alcançando um número significativo de leitores no Brasil e Portugal, além de novos leitores na China (edição nº 74) e Irã (edição nº 75). 

Desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo repleto de realizações, paz e muito amor.

Para saber como participar da nossa edição de janeiro/2022, seja com conto, crônica, poema ou mesmo divulgar o seu livro ou editora: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!

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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Confira a nova edição da Revista Conexão Literatura com Fernando Pessoa em destaque (dezembro/2021)


EDITORIAL

Chegamos em nossa última edição do ano, desta vez destacando o grande escritor Fernando Pessoa. Muitos autores, livros, contos, poemas e crônicas passaram por nossas 12 edições de 2021. Temos certeza que atingimos nossos objetivos alcançando um número significativo de leitores no Brasil e Portugal, além de novos leitores na China (edição nº 74) e Irã (edição nº 75). 

Desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo repleto de realizações, paz e muito amor.

Para saber como participar da nossa edição de janeiro/2022, seja com conto, crônica, poema ou mesmo divulgar o seu livro ou editora: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!

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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Já está disponível a nova edição da Revista Conexão Literatura (Setembro/2021)


EDITORIAL

A nossa edição de setembro destaca Amin Dehghan, autor, fotógrafo e montanhista iraniano que conquistou o topo do Everest. Confira nas páginas da revista a entrevista bilingue que fizemos com ele. Agradecimentos especiais aos autores e editores Jamila Mafra e Seyed Morteza Hamidzadeh, da Paradise Ocean Books e também para a escritora Negar Emrani.

Além das dicas de livros, o leitor poderá conferir entrevistas com autores, contos, crônicas e poesias, inclusive uma do autor italiano Antonio Di Bianco.

Tenha uma ótima leitura!

Participe da nossa edição de outubro, seja com conto, crônica ou poema. Você também poderá divulgar o seu livro ou editora. Saiba como: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!

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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Livro vencedor do Prêmio Literário UCCLA 2021 será lançado no Brasil e em Portugal

    


De um universo alucinante, convulsivo, inquietante, chega ao cenário literário o livro O Sonho de Amadeo, romance de Leonardo Costa Oliveira que venceu a última edição do Prêmio Literário UCCLA – Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa.

Leonardo Costa Oliveira é geólogo por formação e tem vários artigos publicados nesta área, alguns até premiados. Sobre este trabalho de ficção, diz o autor: “Será que eu também poderia escrever um livro? Criar uma história que pudesse interessar outras pessoas? Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade trabalhavam como funcionários públicos... Talvez, a partir de hoje, eu possa ser geólogo e também escrever... Por que não?”

Editada em Portugal pela Editora Guerra e Paz e no Brasil pela Editora Penalux, a obra de Leonardo Costa Oliveira nos apresenta o mundo onírico e complexo de Amadeo, “um jovem pintor que se busca e se perde nas tensões cotidianas, entrecortadas entre o real e o imaginário, entre o sonho e a realidade, entre a lucidez e a embriaguez, entre a vida e a morte”, descreve Gloria Vianna, crítica literária que assina a orelha da edição brasileira do livro. E completa: “Por vezes, o leitor, lançado no caleidoscópio narrativo deste romance, precisa se soltar, à deriva, para saborear a trajetória dos acontecimentos permeados por uma ilogicidade que flerta com o quase surrealismo das pinturas de Amadeo”.

Nas páginas d’O Sonho de Amadeo, a realidade e o sonho fundem-se quando o protagonista recebe um cartão-postal vindo da terra que o seu subconsciente projetou e inicia uma vertiginosa procura de respostas nas noites mal dormidas. Um romance com tintas oníricas e retoques de grande estilo e criatividade.

A verdade é que a qualidade literária deste livro de estreia parece incontestável perante a análise feita pelo júri do prémio da UCCLA e da Câmara Municipal de Lisboa. Um dos jurados, o escritor e poeta António Carlos Cortez, assim definiou o livro: “Prosa trabalhada […] como se a narrativa viesse dum além-túmulo sobressaltar-nos”.

O livro será oficialmente apresentado em Portugal na próxima sexta-feira, dia 28 de agosto, às 18h, no Auditório Sul da 91ª Feira do Livro de Lisboa. E contará com a presença do autor.

Por aqui, a edição brasileira já pode ser adquirida pelo site da Editora Penalux. 

TRECHO: 

A pintura de acrílico sobre tela retratava uma figura de aspecto cadavérico em tons de cinza, sem rosto, o qual apontava um revólver em direção ao espectador. Em seu peito, uma roseira vermelho sangue subia em direção a um céu escuro, apinhado de estrelas e se transformava numa linha férrea, até desembocar em um grande jardim, que circunscrevia uma abóbada celestial alaranjada. Dentro da esfera havia outro personagem prostrado de costas para quem o via. Seus pés, entrelaçados a uma vegetação de árvores e plantas exóticas, de um verde espetacularmente viçoso, não permitia identificar onde uma coisa começava e a outra terminava. As pernas fincadas ao solo como raízes profundas denotavam certa angústia e tentavam ludibriar-nos ao confundi-la com a paisagem. Por outro lado, as mãos elevadas e abertas pareciam pedir clemência, ajuda, ou avisar algo. O quadro era bastante colorido. Havia bastante verde, vermelho, amarelo, azul tingindo cada esquina daquela pintura. No entanto, os personagens eram cinzas, com as feições borradas, como num tornado violento; não se conseguia distinguir ao certo se eram homens, mulheres, nem tão pouco se estavam tristes ou felizes. Cinzas. Como dias de outono.” 

SERVIÇO

O Sonho de Amadeo, Leonardo Costa Oliveira – romance (146 p.; 14x21), R$42,00 (Penalux, 2021)

Link para compra: editorapenalux.com.br/loja/o-sonho-de-amadeo 

SOBRE O AUTOR

Leonardo Costa de Oliveira, nasceu em Paracambi,  no interior do Rio de Janeiro. É geólogo, mestre e doutor em geociências. Em 2012 foi laureado pela Sociedade Brasileira de Geologia com a medalha de ouro Fernando Flávio Marques de Almeida, pelo melhor artigo de geologia publicado entre 2010 e 2012. Em 2018 participou da antologia independente Sós, e em 2021 foi selecionado para compor a coletânea do Prêmio Off Flip de Literatura. Durante boa parte de sua vida envolveu-se como guitarrista  e vocalista em bandas de rock alternativo e vem colaborando com resenhas para os selos de indie rock Crooked Tree Records e Jambre Records. Elementos, estes, pincelados nas narrativas que desenvolve.

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sábado, 3 de julho de 2021

Portugal é o país convidado de honra da 26ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo


Portugal é o país convidado de honra da 26ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 2 a 10 de julho de 2022, ano em que o Brasil comemora o Bicentenário de sua Independência. O evento, que reúne players e autores nacionais e internacionais, editoras brasileiras e internacionais, livrarias e distribuidoras, é realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). 

O país homenageado receberá uma área específica onde serão realizadas diversas atividades culturais e de negócios. O objetivo é estreitar as relações e promover a cultura do convidado junto às mais de 600 mil pessoas que visitam a Bienal Internacional do Livro de São Paulo a cada edição.

 

O presidente da CBL, Vitor Tavares, detalha que entre os países falantes da Língua Portuguesa, aquele com o qual o Brasil possui um dos mais fortes intercâmbios é Portugal. Isso acontece não somente graças à proximidade consular, mas, também, devido às frutíferas relações comerciais. "Além da língua e da cultura, muitos aspectos nos unem e estimulam uma relação bilateral proveitosa, baseada na admiração mútua", assegura.

 

Segundo dados da plataforma de estatísticas International Trade Centre (disponível em: www.trademap.org), o Brasil encontra-se no 7º lugar da lista de origem das importações de livros, brochuras e outros produtos impressos, totalizando 1,547 milhão de dólares em transações em 2019.

 

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, declarou em encontro com o ministro das Relações Externas do Brasil, Carlos França, que 2022 será um ano muito importante para o aprofundamento das relações bilaterais entre Portugal e o Brasil: "lançaremos a sétima cátedra de estudos portugueses no Brasil, e fomos convidados para sermos o país-tema da próxima Bienal Internacional do Livro de São Paulo, tivemos muito gosto nesse convite, e já transmitimos a nossa aceitação”. O país ibérico também fará parte das comemorações do bicentenário da Independência brasileira.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Entrevista com Juliana Feliz, autora do livro As cinzas de Altivez


Juliana Feliz nasceu em São Paulo/SP e atualmente mora na cidade do Porto, em Portugal. É doutoranda em Ciências da Informação - Jornalismo e Estudos Mediáticos na Universidade Fernando Pessoa, mestre em Estudos de Linguagens - Linguística e Semiótica (UFMS), especialista em Imagem e Som (UFMS), Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo (UFMS) e licenciada em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas (UNESA). Ao longo de sua carreira atuou como jornalista e professora universitária. É autora do romance "As cinzas de Altivez", lançado em 2018, sua primeira obra de ficção que inaugura uma saga de fantasia, aventura e mistério, com primeira edição esgotada e que ganhará uma segunda edição ainda em 2020; além de uma continuação em 2021, ambos pelo selo NOVACASA Editora Madrepérola.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Juliana Feliz: Narrar histórias inventadas foi um desejo que nutri por toda a vida, mas que somente nos últimos anos consegui colocar em prática. Ele brotou na infância com versos e contos escolares, adormeceu durante o período que atuei no jornalismo e despertou quando atingi a maturidade profissional como professora universitária. Precisava me reinventar, desenvolver novas habilidades, e escrever ficção foi a chave que encontrei nos escaninhos dos sonhos. Em 2015 comecei a estudar Teoria Literária, conhecer as técnicas da escrita ficcional, rascunhar conflitos, desenhar personagens e o universo que pretendia criar. Foi um período de leitura, estudo e pesquisa que deram origem ao meu primeiro romance. Lançar um livro independente, com a pretensão de ser o primeiro volume de uma série, foi a celebração do meu nascimento como escritora de fantasia.

Conexão Literatura: Você é a autora do livro “As cinzas de Altivez”. Poderia comentar sobre a história? 

Juliana Feliz: A história se passa em Ordália, universo ficcional onde a "Ordem de Verus" tem poder absoluto e as pessoas vivem sob o domínio de regras bastante rígidas, transmitidas desde cedo pela família e reforçadas na escola, que fundamenta os ensinamentos no Ordalium, o "Livro Intocável". Em uma sociedade campestre, militarizada e autoritária, todo jovem que completa 19 anos tem seu futuro definido como manda o gênero, a linhagem e principalmente os interesses do sistema. Ariadne Ventura é uma garota desafiadora e que, perto da época de se casar, começa uma investigação sobre o desaparecimento de uma antiga aluna do Educandário Lucidez. O mistério envolvendo Corina Sanchez a conduz para um encontro com o professor Richard Expósito, que mudará o seu destino por completo. A narrativa apresenta elementos sobrenaturais, aventura, romance, segredos e reviravoltas tendo como pano de fundo reflexões sociais e culturais.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Juliana Feliz: Foram dois anos desde a primeira ideia até o lançamento do livro. A fase de pesquisa foi a mais longa, pois a atmosfera é bem marcante ao longo da história e queria que os elementos dialogassem entre si, que houvesse harmonia e unidade entre o mundo e os seus habitantes. Como referência para os cenários me inspirei em paisagens, construções e monumentos de Portugal, como a Quinta da Regaleira, em Sintra, os castelos de Guimarães e de Santa Maria da Feira, a praia de Miramar e as cidades do Porto e de Nazaré. Na primeira etapa fiz a pesquisa à distância, quando ainda morava no Brasil, e depois os visitei antes de finalizar o livro. A intenção era aprimorar as descrições e tornar a atmosfera ainda mais refinada para o leitor. Para criar as características do povo de Ordália busquei referências nas comunidades Amish e Menonita, além de características medievais, em que Estado e a religião caminhavam juntas, e sociedades que vivem sob regimes autoritários e ditatoriais.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Juliana Feliz: Um dos trechos mais marcantes durante o processo da escrita foi o da cena em que Eduardo Marinho participa de uma prova de resistência na Milícia do Mar. Ele está na areia de uma praia de água gelada e precisa cumprir um percurso com os concorrentes. Escolhi esse trecho não pela importância na história, mas pelo momento em que a escrevi, pela magia que é assistir o desenrolar da cena na mente, captar o que o personagem poderia estar sentindo e colocar no papel, de uma só vez, as impressões daquele instante. Na passagem, Eduardo mistura imaginação e realidade, tem visões e revela lembranças e desejos. A ânsia de cumprir a prova e a motivação de encontrar Ariadne são como uma miragem que hora é sonho, hora é angústia.

"Um tremor percorreu o corpo magro de Eduardo, tontura. O apito lhe chicoteou as pernas e ele correu, correu, correu como nunca! Um colega tropeçou logo adiante, levantou-se, caiu de novo. Tudo parecia lento, as vozes distantes, contornos mareados. Ariadne surgiu como névoa correndo diante dele, as tranças lhe tocavam os braços brancos e macios. Sua paixão virava o pescoço e sorria, ouvia sua risada graciosa, atrevida.

Eduardo costumava ganhar as corridas que apostavam na Praia dos Segredos, o vestido era bem mais pesado que as calças. Era injusto, ela dizia. Tudo era confuso e Eduardo já estava ofegante, mas não parou, continuou a perseguir seu desejo, tê-la consigo. Mais uma bandeirola, mais meio quilômetro. “Corre, Dudu! Venha me pegar!”

Pernas ardendo, coração pulsando na garganta. A última bandeirola apontava atrás das pedras, rubra, trêmula como quem espera um beijo. Eduardo buscava forças, não parou, olhou para a frente, ela o chamava, estava perto, cada vez mais perto. Esticou o braço e se lançou para tocar a conquista. Caído na areia, cumpria sua vontade, ela era sua. Ali permaneceu por alguns segundos, agarrado àquele pedaço de pano. Antes de relaxar, ouviu o apito agudo, era Hernández: – Levante-se, seu frouxo! Rápido!"

Conexão Literatura: Qual a dica que pode dar a um escritor iniciante?

Juliana Feliz: Leia muito, dos clássicos aos contemporâneos. Liberte-se dos preconceitos literários. Estude técnicas, mas não se prenda tanto a elas. Escreva todos os dias, nem que seja um parágrafo. Revise quantas vezes forem necessárias, e depois de uma semana, revise de novo. Escreva com sinceridade, a imaginação é a sua amiga e o leitor um confidente que você quer cativar.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Juliana Feliz: A primeira edição de "As cinzas de Altivez" esgotou, mas o e-book e a segunda edição impressa, prevista para 2020,  poderão ser adquiridos pelo site da Casa Projetos Literários: www.casaprojetosliterarios.com.br

Para acompanhar as novidades, basta seguir o perfil do Instagram @julianafelizescritora ou visitar o site: www.ascinzasdealtivez.com.br.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Juliana Feliz: Sim. O segundo volume da série, "A Biblioteca dos Mortos", já foi escrito e está na etapa de edição para ser lançado em 2021. O terceiro livro está na fase de pesquisa.

Perguntas rápidas:

Um livro: "Infiel: a história da mulher que desafiou o Islã" - Ayaan Hirsi Ali.

Um (a) autor (a): Margaret Atwood.

Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro.

Um filme: O Nome da Rosa.

Um dia especial: O dia de hoje, pois o passado é lembrança e o futuro ansiedade.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Juliana Feliz: Convido os leitores a ficarem ligados nas novidades sobre a jornada da protagonista Ariadne Ventura, a lerem o primeiro livro “As cinzas de Altivez”, e a conferirem a sua continuação “A Biblioteca dos Mortos” que também está cheio de surpresas e emoções!

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Plataforma de literatura tem como objetivo fazer circular obras literárias produzidas por escritores independentes


A Ibi Literrário é uma plataforma de literatura que tem como objetivo fazer circular obras literárias produzidas por escritores independentes, de forma totalmente independente. A ideia surgiu a partir da constatação de que são poucos os canais de distribuição de obras literárias publicadas de forma totalmente independente. Grande parte destes escritores financiam seus próprios livros, às vezes até sem selo editorial, mas encontram dificuldade de os fazerem chegar ao público. Assim, a IBI se coloca ao mesmo tempo como uma vitrine, uma loja e um espaço itinerante voltado exclusivamente para esta literatura completamente independente.

Esta plataforma pretende aliar a demanda de circulação destas produções com as oportunidades, participando de ações como Feiras do Livro, eventos literários em geral, festivais culturais e exposições levando seus escritores parceiros há diversos espaços, formatos e países. O projeto irá manter e gerir uma plataforma de vendas online como contributo ao cumprimento do seu objetivo principal- fazer circular a literatura independente. Atenta à necessidade de internacionalização da literatura como forma de crescimento cultural, uma estratégia de atuação é a criação de um corredor literário entre países da CPLP (Comunidade de Países da Língua Portuguesa), começando por uma linha cruzada entre Brasil e Portugal, para logo na sequência expandir para os demais países membros. Com slogan: terra de quem cultiva a literatura, a IBI é um espaço voltado exclusivamente para o universo literário e seus desdobramentos, se tornando uma ponte entre o leitor e o escritor.
Estratégia de desenvolvimento: Toda estratégia de marketing, comunicação, desenvolvimento e atuação dar-se-á a partir do nicho LITERATURA INDEPENDENTE. O primeiro levantamento se fez no sentido de confirmar a ausência de espaços para esse público alvo específico, através de participações em feiras e eventos literários pelo Brasil. A estratégia agora é criar uma vitrine online e física, através da formação de uma rede de apoio
conjunta à IBI com outras livrarias e escritores independentes, fortalecer o canal de veiculação a partir das redes sociais, lançar o site eletrônico de vendas com os primeiros livros, angariar público alvo, promover sorteios como forma de manutenção dos logaritmos e atualmente, executar o edital de chamamento.
Através de um edital público, convidamos 120 escritores independentes a se ligarem ao projeto para construírem o acervo da plataforma de vendas, com devido contrato e medidas regulamentares. A startup, irá organizar também via mesmo edital uma chamada para participação da primeira feira de exposição da IBI em parceria com Associação Código Simbólico que será a Feira do Livro do Porto em Portugal em Agosto de 2020.

Fundadoras: A IBI Literrário é uma empresa social criada em 2020 por quatro mulheres incríveis: Jiulia Castro, Bia Ayumi, Azula Marinho e Carola Castro, jovens de histórico acadêmico e profissional distintos que se juntaram na vida para desenvolver projetos de impacto. Há 4 anos a equipa (como carinhosamente se chamam) construíram juntas a Nonada Criações, uma produtora cultural que levou a muitos cantos do Brasil e do mundo apoio e impulsionamento cultural prestando assessoria a muitos grupos de artistas das diversas artes com artistas circenses, profissionais do Teatro, Bandas de Música e artistas da música em geral e Literatura, só em projetos culturais a produtora desenvolveu mais de 50 projetos nos dois primeiros 2 anos. Produziu e participou de vários encontros culturais de impacto, como a participação na FLIPEI- Festa Literária pirata das editoras independentes-Paraty 2019; Festival BH Stone: Garagem Rock Festival/Belo Horizonte- 2018-2019; Palco Rock Virada Cultural de BH/2019; 2ª Mostra Inminas de Teatro/ Sete lagoas, Pará de Minas e Teófilo Otoni- 2019; Assessoria de Fundação da Cooperativa Inminas de Teatro /Minas Gerais-2019; Mostra Puxadinho/Belo Horizonte-2019; Curadoria do programa O Melhor de cada idade-MDCI- O Timoneiro- 2017-18; Cooperação do núcleo de projetos da Cidade do Circo- Minas Gerais- 2017/18/19, Gestão do projeto de Lei de Incentivo a cultura de Contagem- Livro No Sertão Azul-2017-18, Criação e concepção da EMA- Escola Metropolitana de Agroecologia-MG junto com a Fundação Caio Martins; Apoio e desenvolvimento da 2ª Semana Agroecológica do Assentamento Egídio Brunetto/ Lagoinha-SP, entre tantos outros projetos de cultura e cidadania que somaram-se a incríveis sorrisos. E dentro desse largo escopo de atuação nasceu a ideia da IBI Literrário partindo da percepção do hiato que existe entre projetos de literatura que muitas vezes são financiados por leis de incentivo e fomento, ou pelos próprios escritores e que depois não encontram espaço de circulação.

Divulgação: criamos nossas redes sociais dia 30 de junho e já atingimos mais de 800 seguidores no instagram, mais de 1000 visualizações por dia no site e outros. Nosso edital de chamamento ficará aberto até o dia 24 de julho, a inscrição é totalmente gratuita e cada proponente pode inscrever quantas obras desejar. O autor só precisa ser maior de 18 anos, apresentar documentos pessoais e ter a obra (já publicada) em mãos.
Quais os resultados deste edital? Nós vamos criar nossa plataforma de vendas online pelo site www.ibiliterrario.com com 120 escritoras e escritores, entre 60 livros impressos e 60 e-books. Os selecionados participarão da Feira do Porto em Portugal, além de participarem de uma gravação de curta metragem para o nosso canal no Youtube. A ideia é fazer circular literatura independente em todos os países da CPLP, unir escritores e leitores, editores e ilustradores no mesmo mercado autônomo.

Parceiros: Associação Código Simbólico-Portugal; Associação Espaço T;
Redes sociais:
Instagram @ibiliterrario
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domingo, 31 de maio de 2020

Rute Simões Ribeiro é destaque na nova edição da Revista Conexão Literatura, nº 60 (Junho, 2020)



EDITORIAL

A edição de junho da revista Conexão Literatura destaca Rute Simões Ribeiro, autora portuguesa que vem ganhando grande notoriedade com suas obras. Confira nas páginas da revista a entrevista exclusiva que fizemos com ela.

E além de Portugal, nessa edição também publicamos um texto exclusivo do colombiano Néstor Raúl González Gutiérrez, além de revelarmos os ganhadores do concurso literário Os três melhores contos.

O leitor também poderá conferir várias entrevistas com escritores, crônicas, dicas de livros, contos e muito mais.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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terça-feira, 5 de maio de 2020

Livro da Turma da Mônica, Uma viagem para Portugal, ganha versão digital gratuita em maio


Iniciativa da Mauricio de Sousa Produções, em parceria com a editora Imeph, tem como objetivo comemorar o Dia Mundial da Língua Portuguesa

Em comemoração ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, no dia 5 de maio, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) vai liberar, gratuitamente, parte do conteúdo do livro da Turma da Mônica, Uma viagem a Portugal, lançado em 2017, pela editora Imeph. Em formato flipbook promocional, com 20 ilustrações e 34 verbetes, o livro faz uma viagem às terras portuguesas, onde a criança aprenderá um pouco mais da cultura e língua do país. Alfacinha, descolagem, malta, sumo e tripeiro são apenas algumas das palavras do português europeu, inseridas no livro com seus respectivos significados.

A data foi recriada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em novembro de 2019. Anteriormente referida como Dia Internacional da Língua Portuguesa, que passa a ser mundial, era celebrada entre os países integrantes da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), entretanto, de forma bastante protocolar. Com a alteração, a expectativa é que a data, apoiada pela Unesco, tenha um conceito mais leve e com maior impacto ao redor do mundo, através da representatividade da cultura dos países lusófonos.

Com a finalidade de celebrar a data e incentivar a leitura e conhecimento das crianças sobre a cultura por trás do idioma, a iniciativa da Mauricio de Sousa Produções conta com o apoio do Consulado de Portugal, em São Paulo, e a Frente de Apoio ao Dia Mundial da Língua Portuguesa.  O livro, faz com que a criançada viaje na imaginação e conheça a cultura do país, por meio de António Alfacinha, personagem português criado por Mauricio em 2007. O exemplar já está disponível para leitura por meio do link.

O livro, idealizado em conjunto com o autor brasileiro José Santos, possui uma versão física e mais completa, disponível na editora IMEPH, pelo e-mail: imeph@imeph.com.br, ou na livraria Book2, que faz impressões sob demanda e envia pelo correio.  Na íntegra, possui 13 capítulos e conta com mais de 250 verbetes da língua portuguesa. O exemplar faz parte de uma coleção de três livros da turminha, sobre a América Latina e Portugal. O terceiro livro, Uma viagem pelos países de língua portuguesa, tem previsão para lançamento no mês de junho.

Sobre o livro Uma Viagem a Portugal, de Mauricio de Sousa e José Santos

Páginas: 96
Formato: 20 x 26 cm
ISBN: 978-85-7974-341 

Sobre os autores:

Mauricio de Sousa iniciou sua carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959 criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica, e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Depois de passar pela Editora Abril e Editora Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini. Cerca de 150 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir mais de três mil itens, com os personagens de Mauricio de Sousa; suas criações chegam a cerca de 30 países.

José Santos nasceu em uma família de origem portuguesa, em Santana do Deserto, interior de Minas Gerais. Começou a escrever para crianças depois do nascimento de seus filhos, Jonas e Miguel. De lá para cá, publicou várias obras de poesia e de prosa, com temas variados:  folclore, terror, moda, astronomia, futebol, fábulas e música. Em 2009, fez sua primeira viagem de pesquisa a Portugal, se envolvendo com a língua e a cultura popular portuguesa. Anotou num caderninho as muitas palavras do cotidiano, que ele não conhecia e isso se tornou o embrião desta publicação.

Sobre a Editora Imeph

A Editora Imeph atua no desenvolvimento de projetos, assessoria técnico-pedagógica, capacitação de pessoal, promoção de eventos, avaliação discente/docente e produção de livros e materiais didáticos para a área da Educação. Desde 2001, realiza projetos inovadores de Formação voltados para: Educadores Infantis, Professores de Jovens e Adultos, Professores em Educação Inclusiva, Educadores do Ensino Fundamental I e II bem como Formação de Gestores e de alunos monitores. 

Edita livros didáticos de reconhecida qualidade. Na área de literatura, edita autores de renome nacional e prioriza a publicação de textos regionais e locais. Dispõe de livros didáticos (2º ao 9º ano) e de Literatura infanto-juvenil que atendem à Lei 11.645/2008 no estudo da temática afro-brasileira e indígena, colaborando para a descoberta da nossa identidade, fortalecimento de nossos valores e valorização de nossa cultura.

Participa do Programa de Alfabetização na Idade Certa – PAIC, da Secretaria de Educação do Estado do Ceará, com o material estruturado Aprender Construindo e com livros de literatura infantil. A Editora Imeph desenvolve o projeto Nas Ondas da Leitura, em que são trabalhados de forma interativa o desenvolvimento da criatividade, a autonomia de pensamento, a arte em suas diversas manifestações, a escrita e a leitura.
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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Turma da Mônica participa de exposição em Cabo Verde

Exposição Turma da Mônica - Cabo Verde
A exposição "Turma da Mônica: Viagem aos países da língua portuguesa” tem o objetivo de mostrar ao público infantojuvenil, de maneira lúdica, as diferentes formas de falar o português

Teve início, em 27 de maio, no Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), na Casa Rosa, na Cidade de Praia, em Cabo Verde, a exposição “Turma da Mônica: Viagem aos países de língua portuguesa”.  O objetivo é mostrar ao público infantojuvenil, de maneira lúdica, as diferentes formas de falar o português na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e também divulgar o Vocabulário Ortográfico Comum (VOC).

Com iniciativa da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, a mostra é uma obra homônima da adaptação do escritor José Santos e dos estúdios Mauricio de Sousa. É composta por 35 painéis com textos e ilustrações com a Turma da Mônica e permanecerá em cartaz durante os meses de junho e julho com visitas agendadas.
Na exposição, em cartaz no IILP, o público poderá acompanhar as descobertas da Mônica, do Cebolinha, da Magali e demais integrantes da turminha em suas viagens pelos nove países de língua portuguesa.

Os personagens da Turma da Mônica foram criados nos anos 60, pelo desenhista brasileiro Mauricio de Sousa, e suas criações chegam a cerca de 30 países.
Exposição Turma da Mônica - Cabo Verde
Sobre os autores: 
Mauricio de Sousa iniciou sua carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959 criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica, e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Depois de passar pela Editora Abril e Editora Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini. Cerca de 150 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir mais de três mil itens, com os personagens de Mauricio de Sousa.

José Santos nasceu em 30 de outubro de 1959, numa família de origem portuguesa, em Santana do Deserto, interior de Minas Gerais. Mesmo antes de aprender a ler, já acompanhava nos suplementos dos jornais, as histórias do Horácio, Astronauta e Piteco. E sua alfabetização teve a ajuda desses simpáticos personagens.

Sempre foi fascinado pelo mundo da literatura, mas só começou a escrever para crianças depois do nascimento de seu primeiro filho, em 1995. De lá para cá, publicou várias obras de poesia e de prosa, com temas bem variados como folclore, terror, moda, astronomia, futebol, fábulas, música e língua portuguesa. Com o livro A Divina Jogada, foi premiado com o Jabuti. E com Infâncias, daqui e de além-mar, em parceria com o poeta José Jorge Letria, recebeu o prêmio de melhor livro na categoria Língua Portuguesa, da Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil, FNLIJ.

Falando em língua portuguesa, o primeiro projeto que José e Maurício fizeram em parceria, foi uma publicação mostrando as diferenças do português falado no Brasil e na Europa, chamado Turma da Mônica: uma viagem a Portugal.

E agora, a viagem se amplia à América Latina, onde a turma do bairro do Limoeiro visita 11 países, da Argentina ao México, para aprender sobre seus costumes, geografia e língua.   
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