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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Entrevista com Juliana Feliz, autora do livro As cinzas de Altivez


Juliana Feliz nasceu em São Paulo/SP e atualmente mora na cidade do Porto, em Portugal. É doutoranda em Ciências da Informação - Jornalismo e Estudos Mediáticos na Universidade Fernando Pessoa, mestre em Estudos de Linguagens - Linguística e Semiótica (UFMS), especialista em Imagem e Som (UFMS), Bacharel em Comunicação Social - Jornalismo (UFMS) e licenciada em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas (UNESA). Ao longo de sua carreira atuou como jornalista e professora universitária. É autora do romance "As cinzas de Altivez", lançado em 2018, sua primeira obra de ficção que inaugura uma saga de fantasia, aventura e mistério, com primeira edição esgotada e que ganhará uma segunda edição ainda em 2020; além de uma continuação em 2021, ambos pelo selo NOVACASA Editora Madrepérola.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Juliana Feliz: Narrar histórias inventadas foi um desejo que nutri por toda a vida, mas que somente nos últimos anos consegui colocar em prática. Ele brotou na infância com versos e contos escolares, adormeceu durante o período que atuei no jornalismo e despertou quando atingi a maturidade profissional como professora universitária. Precisava me reinventar, desenvolver novas habilidades, e escrever ficção foi a chave que encontrei nos escaninhos dos sonhos. Em 2015 comecei a estudar Teoria Literária, conhecer as técnicas da escrita ficcional, rascunhar conflitos, desenhar personagens e o universo que pretendia criar. Foi um período de leitura, estudo e pesquisa que deram origem ao meu primeiro romance. Lançar um livro independente, com a pretensão de ser o primeiro volume de uma série, foi a celebração do meu nascimento como escritora de fantasia.

Conexão Literatura: Você é a autora do livro “As cinzas de Altivez”. Poderia comentar sobre a história? 

Juliana Feliz: A história se passa em Ordália, universo ficcional onde a "Ordem de Verus" tem poder absoluto e as pessoas vivem sob o domínio de regras bastante rígidas, transmitidas desde cedo pela família e reforçadas na escola, que fundamenta os ensinamentos no Ordalium, o "Livro Intocável". Em uma sociedade campestre, militarizada e autoritária, todo jovem que completa 19 anos tem seu futuro definido como manda o gênero, a linhagem e principalmente os interesses do sistema. Ariadne Ventura é uma garota desafiadora e que, perto da época de se casar, começa uma investigação sobre o desaparecimento de uma antiga aluna do Educandário Lucidez. O mistério envolvendo Corina Sanchez a conduz para um encontro com o professor Richard Expósito, que mudará o seu destino por completo. A narrativa apresenta elementos sobrenaturais, aventura, romance, segredos e reviravoltas tendo como pano de fundo reflexões sociais e culturais.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Juliana Feliz: Foram dois anos desde a primeira ideia até o lançamento do livro. A fase de pesquisa foi a mais longa, pois a atmosfera é bem marcante ao longo da história e queria que os elementos dialogassem entre si, que houvesse harmonia e unidade entre o mundo e os seus habitantes. Como referência para os cenários me inspirei em paisagens, construções e monumentos de Portugal, como a Quinta da Regaleira, em Sintra, os castelos de Guimarães e de Santa Maria da Feira, a praia de Miramar e as cidades do Porto e de Nazaré. Na primeira etapa fiz a pesquisa à distância, quando ainda morava no Brasil, e depois os visitei antes de finalizar o livro. A intenção era aprimorar as descrições e tornar a atmosfera ainda mais refinada para o leitor. Para criar as características do povo de Ordália busquei referências nas comunidades Amish e Menonita, além de características medievais, em que Estado e a religião caminhavam juntas, e sociedades que vivem sob regimes autoritários e ditatoriais.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Juliana Feliz: Um dos trechos mais marcantes durante o processo da escrita foi o da cena em que Eduardo Marinho participa de uma prova de resistência na Milícia do Mar. Ele está na areia de uma praia de água gelada e precisa cumprir um percurso com os concorrentes. Escolhi esse trecho não pela importância na história, mas pelo momento em que a escrevi, pela magia que é assistir o desenrolar da cena na mente, captar o que o personagem poderia estar sentindo e colocar no papel, de uma só vez, as impressões daquele instante. Na passagem, Eduardo mistura imaginação e realidade, tem visões e revela lembranças e desejos. A ânsia de cumprir a prova e a motivação de encontrar Ariadne são como uma miragem que hora é sonho, hora é angústia.

"Um tremor percorreu o corpo magro de Eduardo, tontura. O apito lhe chicoteou as pernas e ele correu, correu, correu como nunca! Um colega tropeçou logo adiante, levantou-se, caiu de novo. Tudo parecia lento, as vozes distantes, contornos mareados. Ariadne surgiu como névoa correndo diante dele, as tranças lhe tocavam os braços brancos e macios. Sua paixão virava o pescoço e sorria, ouvia sua risada graciosa, atrevida.

Eduardo costumava ganhar as corridas que apostavam na Praia dos Segredos, o vestido era bem mais pesado que as calças. Era injusto, ela dizia. Tudo era confuso e Eduardo já estava ofegante, mas não parou, continuou a perseguir seu desejo, tê-la consigo. Mais uma bandeirola, mais meio quilômetro. “Corre, Dudu! Venha me pegar!”

Pernas ardendo, coração pulsando na garganta. A última bandeirola apontava atrás das pedras, rubra, trêmula como quem espera um beijo. Eduardo buscava forças, não parou, olhou para a frente, ela o chamava, estava perto, cada vez mais perto. Esticou o braço e se lançou para tocar a conquista. Caído na areia, cumpria sua vontade, ela era sua. Ali permaneceu por alguns segundos, agarrado àquele pedaço de pano. Antes de relaxar, ouviu o apito agudo, era Hernández: – Levante-se, seu frouxo! Rápido!"

Conexão Literatura: Qual a dica que pode dar a um escritor iniciante?

Juliana Feliz: Leia muito, dos clássicos aos contemporâneos. Liberte-se dos preconceitos literários. Estude técnicas, mas não se prenda tanto a elas. Escreva todos os dias, nem que seja um parágrafo. Revise quantas vezes forem necessárias, e depois de uma semana, revise de novo. Escreva com sinceridade, a imaginação é a sua amiga e o leitor um confidente que você quer cativar.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Juliana Feliz: A primeira edição de "As cinzas de Altivez" esgotou, mas o e-book e a segunda edição impressa, prevista para 2020,  poderão ser adquiridos pelo site da Casa Projetos Literários: www.casaprojetosliterarios.com.br

Para acompanhar as novidades, basta seguir o perfil do Instagram @julianafelizescritora ou visitar o site: www.ascinzasdealtivez.com.br.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Juliana Feliz: Sim. O segundo volume da série, "A Biblioteca dos Mortos", já foi escrito e está na etapa de edição para ser lançado em 2021. O terceiro livro está na fase de pesquisa.

Perguntas rápidas:

Um livro: "Infiel: a história da mulher que desafiou o Islã" - Ayaan Hirsi Ali.

Um (a) autor (a): Margaret Atwood.

Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro.

Um filme: O Nome da Rosa.

Um dia especial: O dia de hoje, pois o passado é lembrança e o futuro ansiedade.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Juliana Feliz: Convido os leitores a ficarem ligados nas novidades sobre a jornada da protagonista Ariadne Ventura, a lerem o primeiro livro “As cinzas de Altivez”, e a conferirem a sua continuação “A Biblioteca dos Mortos” que também está cheio de surpresas e emoções!

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Plataforma de literatura tem como objetivo fazer circular obras literárias produzidas por escritores independentes


A Ibi Literrário é uma plataforma de literatura que tem como objetivo fazer circular obras literárias produzidas por escritores independentes, de forma totalmente independente. A ideia surgiu a partir da constatação de que são poucos os canais de distribuição de obras literárias publicadas de forma totalmente independente. Grande parte destes escritores financiam seus próprios livros, às vezes até sem selo editorial, mas encontram dificuldade de os fazerem chegar ao público. Assim, a IBI se coloca ao mesmo tempo como uma vitrine, uma loja e um espaço itinerante voltado exclusivamente para esta literatura completamente independente.

Esta plataforma pretende aliar a demanda de circulação destas produções com as oportunidades, participando de ações como Feiras do Livro, eventos literários em geral, festivais culturais e exposições levando seus escritores parceiros há diversos espaços, formatos e países. O projeto irá manter e gerir uma plataforma de vendas online como contributo ao cumprimento do seu objetivo principal- fazer circular a literatura independente. Atenta à necessidade de internacionalização da literatura como forma de crescimento cultural, uma estratégia de atuação é a criação de um corredor literário entre países da CPLP (Comunidade de Países da Língua Portuguesa), começando por uma linha cruzada entre Brasil e Portugal, para logo na sequência expandir para os demais países membros. Com slogan: terra de quem cultiva a literatura, a IBI é um espaço voltado exclusivamente para o universo literário e seus desdobramentos, se tornando uma ponte entre o leitor e o escritor.
Estratégia de desenvolvimento: Toda estratégia de marketing, comunicação, desenvolvimento e atuação dar-se-á a partir do nicho LITERATURA INDEPENDENTE. O primeiro levantamento se fez no sentido de confirmar a ausência de espaços para esse público alvo específico, através de participações em feiras e eventos literários pelo Brasil. A estratégia agora é criar uma vitrine online e física, através da formação de uma rede de apoio
conjunta à IBI com outras livrarias e escritores independentes, fortalecer o canal de veiculação a partir das redes sociais, lançar o site eletrônico de vendas com os primeiros livros, angariar público alvo, promover sorteios como forma de manutenção dos logaritmos e atualmente, executar o edital de chamamento.
Através de um edital público, convidamos 120 escritores independentes a se ligarem ao projeto para construírem o acervo da plataforma de vendas, com devido contrato e medidas regulamentares. A startup, irá organizar também via mesmo edital uma chamada para participação da primeira feira de exposição da IBI em parceria com Associação Código Simbólico que será a Feira do Livro do Porto em Portugal em Agosto de 2020.

Fundadoras: A IBI Literrário é uma empresa social criada em 2020 por quatro mulheres incríveis: Jiulia Castro, Bia Ayumi, Azula Marinho e Carola Castro, jovens de histórico acadêmico e profissional distintos que se juntaram na vida para desenvolver projetos de impacto. Há 4 anos a equipa (como carinhosamente se chamam) construíram juntas a Nonada Criações, uma produtora cultural que levou a muitos cantos do Brasil e do mundo apoio e impulsionamento cultural prestando assessoria a muitos grupos de artistas das diversas artes com artistas circenses, profissionais do Teatro, Bandas de Música e artistas da música em geral e Literatura, só em projetos culturais a produtora desenvolveu mais de 50 projetos nos dois primeiros 2 anos. Produziu e participou de vários encontros culturais de impacto, como a participação na FLIPEI- Festa Literária pirata das editoras independentes-Paraty 2019; Festival BH Stone: Garagem Rock Festival/Belo Horizonte- 2018-2019; Palco Rock Virada Cultural de BH/2019; 2ª Mostra Inminas de Teatro/ Sete lagoas, Pará de Minas e Teófilo Otoni- 2019; Assessoria de Fundação da Cooperativa Inminas de Teatro /Minas Gerais-2019; Mostra Puxadinho/Belo Horizonte-2019; Curadoria do programa O Melhor de cada idade-MDCI- O Timoneiro- 2017-18; Cooperação do núcleo de projetos da Cidade do Circo- Minas Gerais- 2017/18/19, Gestão do projeto de Lei de Incentivo a cultura de Contagem- Livro No Sertão Azul-2017-18, Criação e concepção da EMA- Escola Metropolitana de Agroecologia-MG junto com a Fundação Caio Martins; Apoio e desenvolvimento da 2ª Semana Agroecológica do Assentamento Egídio Brunetto/ Lagoinha-SP, entre tantos outros projetos de cultura e cidadania que somaram-se a incríveis sorrisos. E dentro desse largo escopo de atuação nasceu a ideia da IBI Literrário partindo da percepção do hiato que existe entre projetos de literatura que muitas vezes são financiados por leis de incentivo e fomento, ou pelos próprios escritores e que depois não encontram espaço de circulação.

Divulgação: criamos nossas redes sociais dia 30 de junho e já atingimos mais de 800 seguidores no instagram, mais de 1000 visualizações por dia no site e outros. Nosso edital de chamamento ficará aberto até o dia 24 de julho, a inscrição é totalmente gratuita e cada proponente pode inscrever quantas obras desejar. O autor só precisa ser maior de 18 anos, apresentar documentos pessoais e ter a obra (já publicada) em mãos.
Quais os resultados deste edital? Nós vamos criar nossa plataforma de vendas online pelo site www.ibiliterrario.com com 120 escritoras e escritores, entre 60 livros impressos e 60 e-books. Os selecionados participarão da Feira do Porto em Portugal, além de participarem de uma gravação de curta metragem para o nosso canal no Youtube. A ideia é fazer circular literatura independente em todos os países da CPLP, unir escritores e leitores, editores e ilustradores no mesmo mercado autônomo.

Parceiros: Associação Código Simbólico-Portugal; Associação Espaço T;
Redes sociais:
Instagram @ibiliterrario
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domingo, 31 de maio de 2020

Rute Simões Ribeiro é destaque na nova edição da Revista Conexão Literatura, nº 60 (Junho, 2020)



EDITORIAL

A edição de junho da revista Conexão Literatura destaca Rute Simões Ribeiro, autora portuguesa que vem ganhando grande notoriedade com suas obras. Confira nas páginas da revista a entrevista exclusiva que fizemos com ela.

E além de Portugal, nessa edição também publicamos um texto exclusivo do colombiano Néstor Raúl González Gutiérrez, além de revelarmos os ganhadores do concurso literário Os três melhores contos.

O leitor também poderá conferir várias entrevistas com escritores, crônicas, dicas de livros, contos e muito mais.

Participe da nossa edição de Julho. Saiba como: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!


Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 60: CLIQUE AQUI.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Autor/Editora: Conheça o Pacote Divulgação Para autores e divulgue o seu livro



VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:

1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 106 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 7 mil seguidores: clique aqui
c) - Divulgaremos a entrevista em nosso Twitter com mais de 40 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 106 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 100,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC).

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br

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terça-feira, 5 de maio de 2020

Livro da Turma da Mônica, Uma viagem para Portugal, ganha versão digital gratuita em maio


Iniciativa da Mauricio de Sousa Produções, em parceria com a editora Imeph, tem como objetivo comemorar o Dia Mundial da Língua Portuguesa

Em comemoração ao Dia Mundial da Língua Portuguesa, no dia 5 de maio, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) vai liberar, gratuitamente, parte do conteúdo do livro da Turma da Mônica, Uma viagem a Portugal, lançado em 2017, pela editora Imeph. Em formato flipbook promocional, com 20 ilustrações e 34 verbetes, o livro faz uma viagem às terras portuguesas, onde a criança aprenderá um pouco mais da cultura e língua do país. Alfacinha, descolagem, malta, sumo e tripeiro são apenas algumas das palavras do português europeu, inseridas no livro com seus respectivos significados.

A data foi recriada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em novembro de 2019. Anteriormente referida como Dia Internacional da Língua Portuguesa, que passa a ser mundial, era celebrada entre os países integrantes da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), entretanto, de forma bastante protocolar. Com a alteração, a expectativa é que a data, apoiada pela Unesco, tenha um conceito mais leve e com maior impacto ao redor do mundo, através da representatividade da cultura dos países lusófonos.

Com a finalidade de celebrar a data e incentivar a leitura e conhecimento das crianças sobre a cultura por trás do idioma, a iniciativa da Mauricio de Sousa Produções conta com o apoio do Consulado de Portugal, em São Paulo, e a Frente de Apoio ao Dia Mundial da Língua Portuguesa.  O livro, faz com que a criançada viaje na imaginação e conheça a cultura do país, por meio de António Alfacinha, personagem português criado por Mauricio em 2007. O exemplar já está disponível para leitura por meio do link.

O livro, idealizado em conjunto com o autor brasileiro José Santos, possui uma versão física e mais completa, disponível na editora IMEPH, pelo e-mail: imeph@imeph.com.br, ou na livraria Book2, que faz impressões sob demanda e envia pelo correio.  Na íntegra, possui 13 capítulos e conta com mais de 250 verbetes da língua portuguesa. O exemplar faz parte de uma coleção de três livros da turminha, sobre a América Latina e Portugal. O terceiro livro, Uma viagem pelos países de língua portuguesa, tem previsão para lançamento no mês de junho.

Sobre o livro Uma Viagem a Portugal, de Mauricio de Sousa e José Santos

Páginas: 96
Formato: 20 x 26 cm
ISBN: 978-85-7974-341 

Sobre os autores:

Mauricio de Sousa iniciou sua carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959 criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica, e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Depois de passar pela Editora Abril e Editora Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini. Cerca de 150 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir mais de três mil itens, com os personagens de Mauricio de Sousa; suas criações chegam a cerca de 30 países.

José Santos nasceu em uma família de origem portuguesa, em Santana do Deserto, interior de Minas Gerais. Começou a escrever para crianças depois do nascimento de seus filhos, Jonas e Miguel. De lá para cá, publicou várias obras de poesia e de prosa, com temas variados:  folclore, terror, moda, astronomia, futebol, fábulas e música. Em 2009, fez sua primeira viagem de pesquisa a Portugal, se envolvendo com a língua e a cultura popular portuguesa. Anotou num caderninho as muitas palavras do cotidiano, que ele não conhecia e isso se tornou o embrião desta publicação.

Sobre a Editora Imeph

A Editora Imeph atua no desenvolvimento de projetos, assessoria técnico-pedagógica, capacitação de pessoal, promoção de eventos, avaliação discente/docente e produção de livros e materiais didáticos para a área da Educação. Desde 2001, realiza projetos inovadores de Formação voltados para: Educadores Infantis, Professores de Jovens e Adultos, Professores em Educação Inclusiva, Educadores do Ensino Fundamental I e II bem como Formação de Gestores e de alunos monitores. 

Edita livros didáticos de reconhecida qualidade. Na área de literatura, edita autores de renome nacional e prioriza a publicação de textos regionais e locais. Dispõe de livros didáticos (2º ao 9º ano) e de Literatura infanto-juvenil que atendem à Lei 11.645/2008 no estudo da temática afro-brasileira e indígena, colaborando para a descoberta da nossa identidade, fortalecimento de nossos valores e valorização de nossa cultura.

Participa do Programa de Alfabetização na Idade Certa – PAIC, da Secretaria de Educação do Estado do Ceará, com o material estruturado Aprender Construindo e com livros de literatura infantil. A Editora Imeph desenvolve o projeto Nas Ondas da Leitura, em que são trabalhados de forma interativa o desenvolvimento da criatividade, a autonomia de pensamento, a arte em suas diversas manifestações, a escrita e a leitura.
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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Turma da Mônica participa de exposição em Cabo Verde

Exposição Turma da Mônica - Cabo Verde
A exposição "Turma da Mônica: Viagem aos países da língua portuguesa” tem o objetivo de mostrar ao público infantojuvenil, de maneira lúdica, as diferentes formas de falar o português

Teve início, em 27 de maio, no Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), na Casa Rosa, na Cidade de Praia, em Cabo Verde, a exposição “Turma da Mônica: Viagem aos países de língua portuguesa”.  O objetivo é mostrar ao público infantojuvenil, de maneira lúdica, as diferentes formas de falar o português na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e também divulgar o Vocabulário Ortográfico Comum (VOC).

Com iniciativa da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, a mostra é uma obra homônima da adaptação do escritor José Santos e dos estúdios Mauricio de Sousa. É composta por 35 painéis com textos e ilustrações com a Turma da Mônica e permanecerá em cartaz durante os meses de junho e julho com visitas agendadas.
Na exposição, em cartaz no IILP, o público poderá acompanhar as descobertas da Mônica, do Cebolinha, da Magali e demais integrantes da turminha em suas viagens pelos nove países de língua portuguesa.

Os personagens da Turma da Mônica foram criados nos anos 60, pelo desenhista brasileiro Mauricio de Sousa, e suas criações chegam a cerca de 30 países.
Exposição Turma da Mônica - Cabo Verde
Sobre os autores: 
Mauricio de Sousa iniciou sua carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959 criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica, e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Depois de passar pela Editora Abril e Editora Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini. Cerca de 150 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir mais de três mil itens, com os personagens de Mauricio de Sousa.

José Santos nasceu em 30 de outubro de 1959, numa família de origem portuguesa, em Santana do Deserto, interior de Minas Gerais. Mesmo antes de aprender a ler, já acompanhava nos suplementos dos jornais, as histórias do Horácio, Astronauta e Piteco. E sua alfabetização teve a ajuda desses simpáticos personagens.

Sempre foi fascinado pelo mundo da literatura, mas só começou a escrever para crianças depois do nascimento de seu primeiro filho, em 1995. De lá para cá, publicou várias obras de poesia e de prosa, com temas bem variados como folclore, terror, moda, astronomia, futebol, fábulas, música e língua portuguesa. Com o livro A Divina Jogada, foi premiado com o Jabuti. E com Infâncias, daqui e de além-mar, em parceria com o poeta José Jorge Letria, recebeu o prêmio de melhor livro na categoria Língua Portuguesa, da Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil, FNLIJ.

Falando em língua portuguesa, o primeiro projeto que José e Maurício fizeram em parceria, foi uma publicação mostrando as diferenças do português falado no Brasil e na Europa, chamado Turma da Mônica: uma viagem a Portugal.

E agora, a viagem se amplia à América Latina, onde a turma do bairro do Limoeiro visita 11 países, da Argentina ao México, para aprender sobre seus costumes, geografia e língua.   
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Romance de espionagem aborda a crise energética mundial

Andrea Nunes - Foto divulgação
Jogo de Cena, de Andrea Nunes, será lançado durante a Primavera Literária Brasileira, em Portugal

A pequena cidade de Mangueirinhas, interior de Pernambuco, nunca mais voltou a ser a mesma desde que o suposto suicídio do boticário francês Michel Simon, seguido por violentos assassinatos atribuídos a seres do folclore, abalaram a tranquilidade dos dias, colocando a população à beira da histeria coletiva. Os crimes, acrescidos de doses de misticismo religioso, alquimia, contrabando de minério, organizações secretas e seus interesses escusos, além de um sigiloso projeto de fusão nuclear alimentam e dão ritmo à narrativa do livro Jogo de Cena, romance de espionagem da escritora Andrea Nunes. O título, da Cepe Editora, será lançado durante a 6ª edição do Printemps Littéraire Brésilien (Primavera Literária Brasileira), em Portugal, entre os dias 27 e 30 de maio. O lançamento no Recife acontecerá no dia seis de junho, a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe).

Jogo de Cena é o terceiro título de Andrea Nunes, uma das poucas escritoras brasileiras a enveredar pelo gênero do suspense – pouco menos de 30 mulheres no radar da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial e Terror (Aberst). Autora de outros dois títulos que seguem a mesma linha, O Código Numerati - conspirações em rede (2010) e A corte infiltrada (2014), Andrea Nunes investe em temáticas contemporâneas referenciando fatos em seu texto ficcional.

Em seu mais recente livro, o esgotamento das reservas de petróleo e o mais arrojado projeto de pesquisa de fusão nuclear hoje curso (capaz mudar a matriz energética mundial) inspiram a trama ambientada no Agreste pernambucano, Recife e França.

Como protagonistas, Alexandra, delegada de Mangueirinhas, e seu irmão indireto, o historiador Pedro, tentam desvendar os sucessivos crimes - surpreendentemente conectados - a partir de pistas deixadas por Michel Simon em um livro secreto. Em uma teia de intrigas, ação e espionagem, o romance mergulha nos mistérios da alquimia (e a busca pela Pedra Filosofal) e na tecnologia de ponta, apresentando como personagens instituições conhecidas dos leitores, como o Sistema Brasileiro de Inteligência, a Eletronuclear, o Centro de Fusão Nuclear Experimental (Iter, na França) e a obscura Skull and Bones, que tem entre seus membros ex-presidentes dos Estados Unidos e da CIA. No cerne de toda a história, o Brasil e soberania nacional.

Paraibana radicada em Pernambuco, Andrea Nunes é promotora de Justiça do Ministério Público do Estado especializada no combate à corrupção. É membro da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba e também autora dos livros O Diamante cor-de-rosa (infantojuvenil), O épico papel crepom (romance), Terceiro setor, controle e fiscalização (jurídico), além dos já citados A Corte Infiltrada e O Código Numerati (romances policiais).

Acompanhe abaixo trechos da entrevista com a autora:

O gênero suspense ainda é pouco explorado por mulheres no Brasil. O que a levou a ele e o quanto o gênero a completa enquanto escritora?

Andrea Nunes - Costumo dizer que a diversidade dos gêneros literários escritos por mulheres avança numa proporção muito semelhante ao protagonismo que a mulher assume em diversos papéis na sociedade. Como promotora de Justiça de combate à corrupção tenho a dádiva de circular em espaços de poder político e poder repressivo policial desconhecidos para a maioria das escritoras que vieram antes de mim. Assim, poder construir narrativas ficcionais onde exploro os cenários, curiosidades, contradições e tensões que permeiam esse universo é, efetivamente, fascinante. Posso concluir que, apesar de ser uma leitora contumaz de literatura policial desde a adolescência, sem dúvida, a profissão que adotei me aproximou mais ainda do estudo do crime. Desbaratar esquemas criminosos nas páginas dos processos de investigação é uma missão que me honra muito. Mas fazer isso nas páginas dos livros é extremamente divertido.

Contemporaneidade e grandes temas são elementos encontrados em suas narrativas. Gostaria que você falasse um pouco sobre essa constância em seu texto.

Andrea Nunes - A literatura policial, pelo seu formato mais acessível ao público em geral, é um veículo excelente para diluir provocações filosóficas e inquietações sociais que precisam chegar ao conhecimento da população. Através de uma boa história de suspense, arrebatamos o leitor da sua rotina pela fantasia, mas também o devolvemos intensamente ao seu tempo, circundando a história com as questões do seu país e do mundo contemporâneo. Assim deve ser o bom suspense erudito: veloz e envolvente o suficiente para competir com diversas opções de entretenimento mais superficiais, mas também profundo o bastante para que a leitura agregue valor e densidade cultural para quem lê. Meus livros não oferecem respostas prontas sobre os temas contemporâneos relevantes que trazem como pano de fundo. Mas fico imensamente feliz que tenham conseguido trazer uma infinidade de novas perguntas.

Jogo de Cena traz como pano de fundo a questão do esgotamento do petróleo enquanto matriz energética mundial, abordando também o maior projeto em curso de fusão nuclear. Por que a escolha da energia como tema central?

Andrea Nunes - O que as manifestações dos coletes amarelos na Europa e as paralisações de caminhoneiros no Brasil têm em comum, além de terem sido manifestações sociais recentíssimas com grande destaque da mídia e preocupação da população? É que ambos trazem como tema central os preços de combustíveis fósseis. Isso nos mostra que o mundo precisa compreender e se posicionar, com grande urgência, sobre a crise dos combustíveis, descobrindo que interesses estão em jogo neste mercado estratégico e bilionário, e como os espiões dos governos, os cientistas e as empresas estão se movendo nos bastidores para lidar com esse problema.

Como foi o processo de gestação de Jogo de Cena? Quanto tempo, ritmo de escrita, pesquisas....

Andrea Nunes - Jogo de Cena é o meu maior livro. O que “decantou” mais tempo, nesses quatro anos que o texto amadureceu. Ele teve uma versão mais curta escrita há três anos, uma espécie de rascunho. Nesse ínterim, outras coisas foram acontecendo, minha pesquisa sobre energia foi aprofundando e a narrativa foi sendo enriquecida. A parte da espionagem governamental foi mais fácil, pois os personagens e cenários descritos não estão distantes da minha realidade profissional. De resto, lapidei muita coisa em pesquisa posterior, desde a simples descrição de um prato à inserção de alguns novos personagens, passando por alguns títulos que descartei, tudo para que a história melhorasse a cada dia. No fim, acho que o resultado final ficou realmente muito bom.

Qual a sua expectativa em relação ao livro, à receptividade dos seus leitores?

Andrea Nunes - Quando um filho nasce, a gente imagina muita coisa para ele. Não é diferente com um trabalho desses, onde você passa alguns anos aperfeiçoando detalhes, colocando sua alma nas pontas dos dedos. Você olha o rebento e acredita no potencial. Mas sabe que vai ser interagindo com o mundo que ele vai construir a história dele. A minha imensa sorte é que eu tenho os melhores leitores do mundo: essa gente generosa, espirituosa e inteligente que me deu guarida em suas estantes. Eu só posso imaginar que vão amar essa nova experiência e vão se divertir tanto nela quanto eu me diverti preparando tudo.

Andrea Nunes escritora e Andrea Nunes promotora de Justiça. Como e de que forma uma influencia a outra?

Andrea Nunes- A promotora e a escritora são personagens distintas, mas originárias de uma única menininha que era filha de professores universitários. A mãe da menininha era artista e tinha parentesco com o poeta Augusto dos Anjos. O pai da menininha tinha ficha no Dops e fora preso na ditadura militar. O lar da menininha vivia abarrotado da poesia maldita e dos livros proscritos. Essa história de vida incomum possibilitou herdar, no espírito, o traço mais marcante da sua criação: um respeito reverente pela palavra e pela liberdade de expressão. E essa era uma herança tão preciosa para dar conta que a menininha precisou bifurcar em duas. Então, ela se transformou numa escritora para levar ao mundo a narrativa que traduz a vida com as lentes do encantamento. E a promotora tenta mudar o mundo para torná-lo mais justo e digno como seu pai um dia ensinou que deveria ser. Essas duas personagens lutam em campos distintos, mas com a mesma arma: a palavra. E assim se influenciam mutuamente, todos os dias.

Novos projetos em curso?

Andrea Nunes - Já comecei as pesquisas para o livro novo. É a fase onde eu destruo meus criados-mudos, que ficam empenados com tanta leitura de cabeceira. Escrevi as primeiras páginas e defini os personagens principais. O resto ainda é segredo....

Serviço:
Lançamento do livro Jogo de Cena
Maio: Primavera Literária Brasileira (Portugal)
27.05 – Vila Nova de Gaia e São Miguel de Seide
28.05 – Braga
30 – Évora e Lisboa

Junho: Recife
Quando: 06 de junho, quinta-feira
Onde: Museu do Estado de Pernambuco (Mepe)
Horário: 19h
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 960, Graças

Preço do livro: R$ 40,00 (livro impresso) e R$ 12, 00 (e-book)
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sábado, 9 de março de 2019

João Cerqueira e o romance romance "A Tragédia de Fidel Castro" (Editora Jaguatirica)


Sinopse: Deus recebe um pedido de ajuda de Fátima porque está prestes a começar uma guerra entre Fidel Castro e JFK. Preocupado, pede a Jesus Cristo para regressar à Terra e evitar o conflito.

Entretanto, JFK e o seu conselheiro vão interrogar um espião de Fidel Castro – Varadero – que se encontra preso. Após um debate onde é confrontado o Comunismo com o Capitalismo, JFK liberta-o e Varadero regressa a Cuba. Porém, a sua fé em Fidel Castro fica abalada e o espião começa a reflectir que está do lado errado.

Em Cuba Fidel Castro enfrenta protestos na rua e compreende que está prestes a ser derrubado. Suspeitando que Varadero o traiu, prende-o tal como havia feito ao herói da revolução Camilo Ochoa[1]. Desesperado, decide invadir o país de JFK como forma de desviar a atenção do povo dos graves problemas económicos.

O exército de Fidel Castro invade parte do país de JFK mas não consegue convencer os camponeses das vantagens de uma reforma agrária, nem dos méritos do Marxismo. Informado dos problemas, Fidel é forçado a pedir conselhos a Varadero. Varadero aproveita a oportunidade e acusa-o de ter traído a revolução e de ser o responsável pela desgraça de Cuba. Perturbado, Fidel isola-se em território desconhecido e acaba por ter uma queda que o deixa amnésico. É então encontrado por frades que o levam para um convento onde se encontram loucos à guarda da Igreja. Dentro do convento, vendo os que os loucos são escravizados, Fidel desencadeia uma revolução contra os frades. Por essa altura, começa a recuperar a consciência.

Entretanto, Cristo já se encontra na Terra na companhia de Fátima que se julga capaz de fazer um milagre para evitar o combate final entre JFK e Fidel Castro.

De volta ao seu exército, Fidel Castro recebe a visita do Diabo com o qual estabelece um pacto: vende a alma em troca de ser recordado como um herói que lutou por um mundo melhor. No futuro, ninguém lhe chamará ditador.

No final, os dois exércitos encontram-se, mas JFK propõe a Fidel Castro um combate entre ambos para evitar uma carnificina.

Atrás de um arbusto, Cristo e Fátima assistem ao duelo. Após uma violenta luta, JFK derruba Fidel Castro com uma pedrada. Mas quando todos pensavam que o iria matar – como David fez a Golias –  JFK apenas lhe corta a barba.

Nesse instante, miraculosamente, dá-se um eclipse.

Visite o site do autor: www.joaocerqueira.com

Para adquirir: clique aqui.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Nova poesia portuguesa é azul. E limpa a neurose


Beber tanto azul / Até limpar / a Neurose” é um dos poemas de Azul Instantâneo, primeiro livro do escritor português Pedro Vale. Lançado em 2017, poesias, textos poéticos e visuais foram divulgados originalmente no Facebook do autor, a partir de 2016.  Agora, uma versão digital está disponível e gratuita.  É só pedir o pdf.
O rio não corre, só o pensamento” faz parte dos poemas sem título e com a máxima economia de palavras. Bem diferente de textos poéticos, com sequências ágeis de verbos e ações.  Em um deles, o autor diz no início que tem sonhos simples. Depois de uma frase, a certeza que não são tão simples assim.
O estilo plural do poeta fica mais acentuado nos textos visuais. O formato é assinado pelo designer e diretor de arte Hernando Urrutia. Há poemas concretos, moldados em forma de onda, desenho de gato e estéticas não lineares para retratar o caos moderno.
Azul não é a cor mais quente do livro.  O eu lírico e filosófico completa o “impulso criativo, murro no estômago, ebulição, obra de sensações, cabaret contemporâneo, sonhos e utopias.”
Pedro Vale só é didático na vida profissional. Há 16 anos, ele é professor na Secretaria Regional da Educação da Região Autônoma da Madeira, a RAM portuguesa. Também é estudante universitário de Cultura. 
A divulgação do livro nas redes sociais - Facebook (Azul Instantâneo), Twitter e Instagram (pedro.vale.1293) - vai levar à segunda edição impressa. Para conquistar ainda mais leitores brasileiros, o autor vai buscar grupos de WhatsApp no país.
Um verso, descontextualizado do poema, define bem “Azul Instantâneo”: “qualidade do ir”. 

Silvio Reis, jornalista
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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Entrevista com calí boreaz, autora do livro "outono azul a sul"

calí boreaz - Foto divulgação
calí boreaz nasce no outono, em Portugal. é madrugada de uma sexta-feira, dia de Vênus, ou do amor. faz-se poeta perante a insuficiência, a aridez, uma certa melancolia — o que não constitui uma distinção. de origem parte do Ribatejo, parte da Beira Baixa, estuda Direito em Lisboa em meio às noites de fado, depois aventura-se a leste, vive um tempo em Bucareste, onde estuda língua e literatura romena, e também tradução literária, além de aí concluir o último ano de Direito, quando eis que atravessa o Atlântico rumo ao sul para viver no Rio de Janeiro, onde se entrega ao estudo e ao ofício do teatro. na literatura, traduz do romeno dois romances e lança outono azul a sul, em Portugal e no Brasil, pela editora Urutau.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

calí boreaz: em maio de 2018, fui avisada de que a editora Urutau tinha aberto uma chamada de inéditos para autores portugueses. a ideia de publicar em livro o que vinha escrevendo ao longo de muitos anos nunca me ocorrera seriamente — pareciam bastar-me os recursos virtuais de partilha / publicação que a época nos proporciona, assim como, muitos anos atrás, pareciam bastar-me os cadernos espalhados pelas mesas e gavetas (desde que aprendi a escrever nunca mais parei de escrever).

naquele momento, porém, em que vi a chamada da Urutau, pensei que seria, ao menos, uma boa oportunidade para me levar a um olhar sobre a minha própria história, principalmente dos anos vividos no Brasil, uma boa ocasião para juntar tudo que estava disperso e dar-lhe um sentido circular, fechar um ciclo como se diz. diria que a chamada da editora veio no momento certo, em que talvez eu precisasse, biograficamente, desse olhar ao retrovisor e dessa espécie de “amarrado” que me permitisse saltar de uma órbita e (tentar) abrir novos caminhos.

enfim, o processo de composição do livro, embora impulsionado pela ideia da publicação, foi mais uma necessidade íntima do que uma real necessidade de publicar. mas o outono azul a sul acabou sendo escolhido e, depois disso, eu comecei a gostar muito da ideia de ver aquela história materializada num objeto-livro manipulável.

acabei por lançá-lo primeiro em Portugal, em Santarém (minha terra), em dezembro de 2018, depois em Lisboa, no Porto e no Rio de Janeiro (onde moro há 9 anos). os meus videopoemas foram mais longe e chegaram ao Hyderabad Literary Festival, na Índia. logo depois, fui convidada para integrar a Flipoços 2019 e também para fazer o lançamento do livro em São Paulo, juntamente com os escritores André Caramuru Aubert e Alberto Bresciani, em abril e maio respectivamente. tem sido um “início no meio literário” bastante intenso, acho que porque este eu literário, na verdade, já existia há muito tempo e muito intensamente mas de forma latente quanto à sua exposição.

Conexão Literatura: Você é autora do livro outono azul a sul. Poderia comentar?

calí boreaz: outono azul a sul é o meu primeiro livro, é poesia, é uma travessia multi-atlântica, sempre em dois sentidos — norte-sul / sul-norte —, às vezes também é suspensão a meio desse atlântico; se tivesse de lhe dar um tema, seria: clandestinidade.

clandestinidade em toda a gravidez da palavra — do ser desenraizado / exilado (mesmo que num exílio desejado), do artista a trair o burocrata que há em nós e que é o que se espera de nós, do amante que não consegue amar. é, essencialmente, sobre estar num lugar de erro — que pode ser geográfico ou taquicárdico.

é um livro que, por se propor a abraçar um período mais ou menos longo (8 anos da minha vida), abraça também estilos diferentes na sua poética e aceitei isso: procurei respeitar e abraçar as diferentes poetas que me habitaram e me expressaram ao longo desse tempo e dar-lhes o devido espaço na contação dessa história. assim, há textos mais afeitos a um lirismo íntimo-viajante e outros mais da rua, mais comprometidos com uma ocupação poética da cidade (no caso, o Rio de Janeiro). creio que essa alternância, ou flutuação, como um movimento de ondas, resultou interessante em termos plásticos num livro que se assume em constante “estado atlântico”.

o livro é composto por três partes — poemas a cair / intervalo a norte / o relento de dentro — e um “extra” final intitulado cenas da próxima estação. acompanham-no ilustrações do artista brasileiro Edgar Duvivier e do artista português António Martins-Ferreira, e um posfácio de João Almino.


Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

calí boreaz: o que seria uma pesquisa num terreno poético, que foca essencialmente na própria vida? nos desassossegos que me atravessam ou me demoram... escrevo basicamente para saber o que ainda não sei — talvez seja essa a grande pesquisa, o próprio exercício de escrever, que, no fundo, é reduzir gradualmente possibilidades infinitas na folha em branco. depois, inspiram-me fotografias, não necessariamente tiradas numa máquina fotográfica, as fotografias que vou fazendo mentalmente por aí. nesse sentido, sim, há também uma pesquisa do espaço da cidade, da natureza, dos outros corpos, mas isso é como respirar, é o filtro com que olho o mundo.

os poemas que compõem o livro foram escritos ao longo desses 8 anos de exílio (desejado) no Rio de Janeiro. o livro propriamente dito, no sentido da sua composição, foi concluído em relativamente pouco tempo, uns três ou quatro meses até chegar à sua forma final.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

calí boreaz: este final da ‘oração ao nada’ (página 93): “embaralho a mesma vista sem fim, e / peço (pessimista) por novos / — não lugares — / olhares”.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

calí boreaz: para além das livrarias, é possível conseguir o outono azul a sul através do site da editora Urutau — www.editoraurutau.com.br — ou através do meu site www.caliboreaz.com (caso em que poderá solicitar que o livro chegue autografado).

no meu site www.caliboreaz.com, além do espaço para aquisição do livro, é possível verificar em que livrarias brasileiras e portuguesas o livro está, ler resenhas / críticas ao mesmo, encontrar alguns poemas que têm saído em diversas revistas, assistir a videopoemas, espreitar a agenda.

por outro lado, uso o instagram.com/caliboreaz como uma extensão fotonarrativa do livro, um recurso dinâmico que o complementa com as imagens que o inspiraram e as que seguem precedendo novas escritas.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

calí boreaz: sim, estou escrevendo coisas que já identifico fazerem parte de um novo sistema — um novo livro. vê? ganhei o gosto de fazer livros agora.

Perguntas rápidas:

Um livro: deixo antes uma frase de um livro que anda como um letreiro néon na minha cabeça: “Mas eu, dizes a ti mesmo, prefiro ser um estrangeiro no exílio a ser um estrangeiro em casa, pois no exílio é um requisito.” (in Na presença da ausência, de Mahmoud Darwich, edição da Flâneur, Portugal)
Um (a) autor (a): gostaria de apontar, antes, momentos literários de autores. sou um retalho de paixões literárias.
Um ator ou atriz: hoje fico com Juliette Binoche.
Um filme: A insustentável leveza do ser, de Philip Kaufman.
Um dia especial: hoje. (hoje, enquanto em Portugal, José Carlos Tinoco e Cláudia Novais, ao gravarem seu programa de poesia da Rádio Transforma numa sessão especial ao vivo na bela livraria Flâneur, na cidade do Porto, elegeram o outono azul a sul como objeto de atenção e leitura, no Brasil, uma pessoa que admiro imenso, que é um especialista maior em literatura e poeta, o Prof. Alcides Villaça, publicou um dos poemas do livro na sua rede social. é maravilhoso quando vejo que alguém agarrou um desses meus poemas a cair.)

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

calí boreaz: gostaria de reforçar o convite para uma conexão através do instagram, para, assim, continuarmos a conversa: @caliboreaz | instagram.com/caliboreaz
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Já está disponível a nova edição da Revista Conexão Literatura, nº 44 (Fevereiro/19)

A Revista Conexão Literatura alcança o patamar de ferramenta na divulgação de livros e autores e de incentivo à leitura, numa época em que algumas livrarias fecham as portas, o que nós que amamos livros temos que fazer é unirmos forças e trabalharmos em prol deste nosso objetivo: divulgar cada vez mais.

Em janeiro anunciei no site da revista e em nossa fanpage a capa do meu novo romance “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”, com previsão de lançamento para esse primeiro trimestre de 2019. Caso ainda não tenha visto, veja a capa nas páginas da edição, ou saiba mais em: www.edgarallanpoe.com.br

Contos, dicas de livros, entrevistas e matérias especiais aguardam por você.

Para divulgar o seu livro ou anunciar em nosso site e próxima edição, acesse: www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html

A nossa revista é gratuita para os leitores e só pedimos que compartilhe para os seus amigos, assim você estará ajudando o nosso trabalho de incentivo à leitura. ;) clique aqui para compartilhar.
Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 44: clique aqui

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Ocorre hoje em Lisboa o anúncio dos vencedores do prêmio Oceanos 2018, a partir das 15h no Brasil

Com transmissão online pelo site do Itaú Cultural, evento é realizado no Palácio da Ajuda com a presença do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, a ministra da Cultura portuguesa Graça Fonseca, o diretor do instituto brasileiro e parceiro do prêmio, Eduardo Saron, os curadores da premiação e os jurados de Angola, Brasil e Portugal Brasil que elegem os livros ganhadores desta edição

A cerimônia de anúncio dos quatro livros vencedores do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa acontece amanhã, sexta-feira, 7 de dezembro, das 17h às 19h, no horário de Lisboa (15h às 17h, no Brasil), e transmissão ao vivo pelo site do Itaú Cultural http://www.itaucultural.org.br/premio-oceanos-anuncia-vencedores-em-portugal.

Esta é primeira vez que os vencedores do Oceanos são anunciados fora do Brasil. Os livros premiados da edição 2018 serão conhecidos em cerimônia em um lugar emblemático de Lisboa e histórico para Portugal: o Palácio da Ajuda.

Durante o evento, Eduardo Saron anuncia a doação de 4.200 livros de clássicos da literatura brasileira para 303 bibliotecas de Portugal. A atriz portuguesa Mónica Calle e o ator brasileiro Mariano Marovatto fazem leituras de trechos das obras finalistas, em interação com criações visuais do poeta e designer mineiro Ricardo Aleixo.

Os 10 livros finalistas e seus autores, que concorrem ao prêmio são:

Hoje Estarás Comigo No Paraíso (Romance), de Bruno Vieira Amaral / Portugal
As Pessoas do Drama (Romance), de H. G. Cancela / Portugal
Pai, Pai (Romance), de João Silvério Trevisan / Brasil
O Deus Restante (Poesia), de Luis Carlos Patraquim / Moçambique
A Noite Imóvel (Poesia), de Luís Quintais / Portugal
Câmera Lenta (Poesia), de Marília Garcia / Brasil
Vácuos (Poesia), de Mbate Pedro / Moçambique
A Noite da Espera (Romance), de Milton Hatoum / Brasil
Antiboi (Poesia), de Ricardo Aleixo / Brasil
Anjo Noturno (Contos), Sérgio Sant'anna / Brasil

SERVIÇO:
Anúncio dos vencedores do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa
Edição 2018
Das 17h às 19h, em Lisboa
Das 15h às 17h, no Brasil
Palácio da Ajuda
Largo Ajuda 1349-021
Tel.: +351 21 363 7095
http://www.palacioajuda.gov.pt/
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Francisco JSA Luís é destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura, nº 42 (Dezembro/18)


 
Dezembro finalmente chegou. Publicamos muitas matérias e entrevistas esse ano, foram 12 edições com informações sobre literatura e o mercado editorial. Acreditamos e temos esperança que 2019 seja ainda melhor para todos nós :)

E nessa edição nº 42, destacamos o autor português Francisco J.S.A. Luís, que fez uma longa pesquisa e publicou a obra Travestis Brasileiras em Portugal. O leitor poderá saber tudo sobre esse livro na entrevista exclusiva que fizemos com o Francisco. Confira nas páginas da revista. Também anunciamos o resultado do concurso “Os dois melhores contos”, conheça os vencedores.

Matérias, contos, entrevistas e muito mais aguardam por você.

Nós da Revista Conexão Literatura desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo aos nossos leitores ;)

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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Sinfonia do Silêncio, novo trabalho do autor português Rofeu-Ale

Este é um livro alquímico que começou por ser um diário mas que, enquanto foi escrito, foi começando a desenvolver ideias interessantes e então foi começado a ser pensado como livro para publicação. Neste livro o autor usa as palavras como pedaços de informação através das quais o silêncio flui num ritmo específico. As pausas entre as palavras, as vírgulas, os pontos, os parágrafos criam uma melodia silenciosa através do livro e, usando também as palavras, o autor explica como o livro enquanto pauta proporciona uma sinfonia prestes a ser tocada que permite ao leitor desfrutar de uma dança interna muito harmoniosa.
Há algo neste livro que não pode ser explicado através das palavras. Ao invés disso, tem de ser intuído através do silêncio em que o autor projeta visões psicadélicas dos movimentos cósmicos no vácuo da imaginação do leitor.

"E eu enquanto maestro dou-vos aqui esta pauta com palavras cheias de matéria para que para a corpulência do movimento haja a oposição necessária para que a dança se materialize."

Rofeu-Ale

Para saber mais:
https://www.facebook.com/rofeuale
Amazon
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domingo, 30 de setembro de 2018

O autor português Nuno Morais é destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura, nº 40 (Outubro)

Desta vez fomos até Portugal e entrevistamos o grande escritor Nuno Morais, autor de vários livros e da trilogia Tráfico Desumano. Nuno nasceu em Portugal, viveu em Angola, Moçambique, França, Reino Unido e Suécia, tendo viajado extensivamente pela Europa e América do Norte. Esta existência um tanto nómada e o seu ávido apetite pela leitura, influenciaram o seu estilo muito particular, que tende para as histórias de aventuras e suspense, e também para a ficção especulativa. Confira nas páginas da revista.

O leitor poderá conferir crônicas, contos, resenhas e dicas de livros, tudo elaborado com muita dedicação e carinho.

Aproveito para indicar uma página super legal para os fãs apaixonados (assim como eu) pela vida e obra do escritor Edgar Allan Poe, na qual criei e venho administrando: www.facebook.com/poesclub

Viaje conosco pelo mundo dos livros ;)

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sábado, 15 de setembro de 2018

O autor português Francisco JSA Luís, comenta sobre o lançamento do seu livro "Travestis Brasileiras em Portugal"

Francisco JSA Luís - Foto divulgação
Francisco JSA Luís foi investigador colaborador do centro em Rede de Investigação em Antropologia, é Doutorado em Antropologia Social e Cultural – Migrações e Etnicidades – e Mestre em Direito Administrativo e Administração Pública. Os seus principais interesses recaem sobre as periferias societais e a necessidade de através do conhecimento, se promoverem sociedades inclusivas onde os mais fragilizados em termos de cidadania, sejam representados pelos demais, com a dignidade que merecem. Sem que tal se atinja, as democracias serão mera fachada. Daí que assistamos mais do queriamos, a derivas nacionalistas assentes numa ideologia da exclusão.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Travestis Brasileiras em Portugal” (Chiado Editora). O que o motivou a escrever o livro?


Francisco J.S.A Luís: No meu trajeto académico e na área em que me doutorei, necessitava de um desafio, desafio esse que só poderia ser enfrentado se eu próprio confrontasse o meu preconceito. Preconceito esse, que quase todos nós dizemos não exercer sobre ninguém, simplesmente porque vivemos nossas vidas em zonas de controlo e conforto. Foi precisamente isso que fiz, saí da minha zona de conforto e empreendi uma reflexividade crítica sobre a minha própria socialização, como forma de entender o “outro” diferente. Neste caso as Travestis Brasileiras em Contexto de prostituição. Se era para fazer uma tese de doutoramento, então, teria que ser algo de original em Portugal, onde este tema nunca havia sido abordado, não obstante, haverem inúmeros trabalhos sobre os fluxos de Brasileiros para Portugal, antes e depois de Schengen.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir “Travestis Brasileiras em Portugal”?

Francisco J.S.A Luís: Não é fácil adentrar no universo travesti e de prostituição, pelo que, consegui-lo terá sido o mais difícil e demorado numa fase inicial. Paralelamente, cá em Portugal, com a obsessão com a redução dos défices, a ciência tem passado por algumas dificuldades, principlamente aquelas que não geram ganhos imediatos e consumo. Sinais dos tempos, em que o ser humano pode ou não ser viável em função dos números que sobre eles, se elaborem. Faz-me imensa confusão este sistema mundo, em que há vidas às quais não se atribui qualquer valor, nesse âmbito podem ser descortinados os migrantes de parcos recursos e os transgéneros. O estudo cruzado destas duas dimensãoes da fragilização ativa de franjas societais periféricas, tornou-se para mim um objetivo a atingir. Este trabalho durou cerca de 10 anos e ultrapassou o hiato de tempo necessário à realização do doutoramento.


Conexão Literatura: Você chegou a sofrer algum preconceito ou dificuldade durante a produção do livro?

Francisco J.S.A Luís: Durante a execução do livro, tive que ultrapssar inicialmente o fechamento do grupo travesti - composto na sua maioria por gente indocumentada – facto, que achei normal e não senti o dessa forma pejorativa. É uma forma de resistência dum grupo, que inquestionavelmente navega em àguas especialmente revoltas. Para ser sincero, sinto mais essa discriminação na relação que a generalidade das pessoas mantêm com o livro, através, por exemplo, do contato inicial com o seu título: Travestis Brasileiras em Portugal. Da mesma forma que a generalidade dos atores sociais, desinveste este e outros grupos da dignidade que merecem, deslocam essa sua representação duma determinada realidade para o livro, que até agora tem chamado à atenção apenas dos meios académicos, e não de pessoas comuns interessadas e sm aprofundar o seu conhecimento sobre as sociedades contemporâneas, infelizmente. Perante outros grupos transgéneros e transexuais, sinto por vezes alguma desconfiança, essa, ditada pelo facto de ser homem cis e heterossexual. No fundo o livro acaba por acolher, todas as tensões sociais que pretende retratar. Chamo à atenção para o facto de o processo através do qual o preconceito se exerce e faz sentir os seus efeitos, ser similar em várias àreas do social. Este livro aborda igualmente a família conforme a conhecemos, o parentesco, o feminismo, o patriarcalismo, uma sociedade em que as relações de poder são assimétricas, enfim, tudo o que torna os humanos, humanos ou por vezes, mais do que o desejável, inumanos. Não raras vezes, são estes grupos periféricos e com cidadania restringida, o objeto principal dessa crueldade, talvez porque, a própria estrutura, permita, ainda que de forma velada, que tal suceda. Veja-se o caso dos refugiados na Europa, provenientes de África, Ásia e Oriente ou agora, os Venezuelanos no Brasil. Ser Travesti Brasileira e migrante não foge a estes princípios, com uma agravante, a de serem também transgéneros.

Conexão Literatura: Poderia destacar um ou dois trechos do seu livro?

Francisco J.S.A Luís: Nesse enquadramento, Rubin propunha que talvez esses movimentos feministas seus contemporâneos devessem ousar algo mais, como Marx fizera ao estabelecer a luta de classes como um meio para atingir uma sociedade sem classes. Talvez devessem utilizar o conhecimento que haviam já adquirido relativamente às operações de poder e processos que estruturam e mecanizam a divisão de géneros, e ousar reclamar uma sociedade sem géneros. “Nós não somos apenas oprimidas enquanto mulheres, nós somos oprimidas por ter que ser mulheres, ou homens, conforme os casos. (…) Devo sonhar com a eliminação das sexualidades e seus papéis sexuais compulsórios.” (Rubin 1975 in Lewin, 2006:102)

O momento da saída de casa, acrescido também pela ruptura com a escola e alguma vizinhança, relega estes jovens para a rua onde irão ser iniciados num ethos travesti que ultrapassa a questão do género/ /sexualidade e se converte num estilo de vida determinado pelas possibilidades que se lhes deparam a partir desse momento. “Saem cedo de casa, em torno dos 14 anos, e geralmente iniciam uma vida noturna sustentando‑se através da prostituição” (Pelúcio, 2005:235). Larissa afirma sem rodeios nunca ter exercido qualquer outra profissão, “é assim, eu não preciso esconder de ninguém, sou uma pessoa indepen‑ dente! Sempre trabalhei com prostituição e no início comecei no Brasil.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Francisco J.S.A Luís: Há várias formas de adquirir o livro, diretamente na Chiado on-line em https://www.chiadobooks.com/livraria/travestis-brasileiras-em-portugal-percursos-identidades-e-ambiguidades, em inúmeras livrarias no Brasil, como a Saraiva, a Cultura, a Travessa, a Martins Fontes ou a Galileu, em Portugal na Bertrand, Fnac, wook, etc. Se quiserem entrar em contato comigo podem aceder à seguinte página https://www.facebook.com/estudosdegenero, nela postamos as sessões de apresentação já realizadas e o agendamento dos eventos a realizar.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Francisco J.S.A Luís: Neste momento estou a fazer um trabalho sobre o papel das fundações públicas na organização administrativa dos Estados, dissecando este objeto de estudo sob uma perspetiva jurídica. Paralelamente, e no âmbito da antropologia continuo estudando as migrações Asiáticas para Portugal. Se vou publicar alguma coisa, sinceramente ainda não sei.

Perguntas rápidas:

Um livro: “Os filhos da Droga”
Um (a) autor (a): Gabriel Garcia Marquez
Um ator ou atriz: António Fagundes
Um filme:The Equalizer II – A Vingança
Um dia especial: Família…quando a vamos perdendo pelo decurso dos anos, mais lhe damos valor.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Francisco J.S.A Luís: Comprem e leiam o livro, estou certo que se vão surpreender, vai muito além daquilo que o título indica, não obstante, todos os livros têm que ter um título, não é? Um livro deve ser sempre mais que o título.
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