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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Taxar livros: combate ao privilégio de um setor ou democratização do acesso à educação e cultura?

Lu Magalhães, presidente da Primavera Editorial
Por Lu Magalhães

Um projeto de reforma tributária do Governo Federal tem causado muita polêmica ao defender a cobrança de contribuição para o setor de livros; o cálculo é que a alíquota seja de 12% para esse novo imposto. Na prática, cai por terra a isenção de contribuição que o setor possui constitucionalmente. Contrárias à mudança, a Câmara Brasileira do Livro, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares publicaram um manifesto, no qual o principal argumento é que essa cobrança aumentaria a desigualdade do acesso à cultura. Ou seja, representaria um retrocesso social e econômico. O argumento do ministro Paulo Guedes, defensor da medida, é que o livro é um produto de elite, logo, quem compra pode pagar um preço maior. Questionado sobre como não prejudicar ainda mais as pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, sugeriu que o poder público compre livros para “dar aos pobres”.
Esse é um panorama muito raso sobre um problema muito sério. Claro que a indústria livreira gostaria que o faturamento permitisse que todos os impostos fossem pagos; que o setor não precisasse de incentivos para se manter vivo e competitivo. Entretanto, vivemos um contexto adverso no qual políticas públicas de incentivo são essenciais para a sobrevivência de um setor que foi especialmente atingido pelas crises econômicas recentes. Do outro lado, temos uma classe C que começou a consumir livros, justamente por uma série de medidas de incentivos. Não estamos falando de “dar livros”; o que está em questão é a oportunidade de escolha que o cidadão deve ter para comprar o próprio livro. Criar condições dignas para que seja um leitor pleno e exerça o seu direito de acesso à educação e cultura. Um país que taxa livros impede que o conhecimento circule entre os menos favorecidos economicamente. Essa é uma política excludente à luz da realidade brasileira.
Onde se taxa livros? Na França, Alemanha e Dinamarca, ou seja, países com solidez econômica. Um relatório produzido pela International Publishers Association aponta que os livros têm tributação zero na maioria dos países da América Latina; Argentina, Colômbia, Bolívia, Peru e Uruguai não tributam; a exceção é o Chile. No mundo, a alíquota zero é corrente entre regiões em desenvolvimento como Índia; é praticado, também, na África e Oriente Médio.
O recorte que faço é do impacto dessa medida em um momento em que começamos a fomentar novos leitores. A pesquisa Retratos da Leitura, edição 2020, mostra que para 22% dos leitores brasileiros o preço é uma determinante para a escolha e aquisição de obras; esse índice sobre para 28% entre os com renda de um a dois salários mínimos. Entre a classe A, somente 16% escolhem livros pelo preço. São dados que comprovam a tese de que o imposto vai atingir 27 milhões de consumidores de livros das classes C, D e E – não da alta renda, como defende o ministro. Acredito que esse seja um alerta importante para que a população não pense que o setor está brigando para manter privilégios negados a outras indústrias.
É importante destacar que tornar o livro acessível a todos os brasileiros – sobretudo os de menor renda – é uma questão de cidadania e uma estratégia para a construção de um Brasil melhor.
 
| Lu Magalhães é presidente da Primavera Editorial, sócia do PublishNews e do #coisadelivreiro. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), possui mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, Estados Unidos). A executiva atua no mercado editorial nacional e internacional há mais de 20 anos.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com
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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

"Natureza Íntima - Fendas de uma Mulher", livro de Maria Barretto, exorta as mulheres a encontrarem a própria potência feminina


"Tornar-se mulher, a cada dia, é uma jornada fascinante. Digo tornar-se, porque acredito que nosso processo segue em constante construção. Diversas oportunidades se apresentam durante a vida de uma mulher para que ela descubra sua potência feminina. Sendo cíclica - não estática - vive em transformação. A mulher não nasce pronta, muito menos consciente, para acessar todas as suas capacidades."

São Paulo, 10 de agosto de 2020 – A jornada de Maria Barretto com o feminino teve início há mais de uma década, quando engravidou e logo passou a conduzir um trabalho singular de autoconhecimento feminino, auxiliando as mulheres a seguir em direção à própria potência e autonomia. Como coaching e facilitadora de processos de empoderamento feminino, orienta as clientes de diferentes gerações para que conquistem mais clareza sobre os próprios sonhos, talentos, desejos, desafios e medos – com o objetivo de ajudá-las a ganhar intimidade com as suas máscaras, conduzindo-as em um trabalho de intimidade com corpo. Com isso, elas fazem um trabalho de alquimia nas couraças para conquistar a liberdade e a potência feminina. Para reverberar os conhecimentos com um público maior, a paulista está lançando o livro Natureza Íntima - Fendas de uma Mulherpela Primavera Editorial.

Graduada em Administração e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Maria Barretto atuou em organizações não governamentais de referência no Brasil e exterior. Como pesquisadora, viajou por todo o país, conhecendo as diferentes realidades sociais; em uma temporada de estudos em Londres se aprofundou nos temas sustentabilidades e branding. Uma crise de estresse, em 2008, a fez repensar a vida e a impulsionou a visitar a Indochina – viagem que a convidou a olhar para dentro, a sentir e escutar mais profundamente a voz da alma. “Eu estava em um momento de matar algo dentro de mim, de esvaziar, deixar morrer um padrão de relações e a forma de trabalhar para que o novo pudesse emergir. E assim foi”, detalha Maria, cuja atuação profissional é produto de uma vivência intensa, legítima e genuína.

O estudo do sagrado feminino – filosofia que promove a consciência sobre os aspectos espirituais, mentais, emocionais e físicos das mulheres; que fala sobre as forças e capacidades; que estimula a conexão com a intuição e a natureza – consolidou essa nova direção profissional singular. A experiência da maternidade a aproximou ainda mais do feminino e a auxiliou a desenvolver uma metodologia de trabalho para que possa ser um apoio para mulheres que passam por dilemas ou momentos de transformação e transição: ter ou não filhos; casar ou não; permanecer ou não com o marido; mudar de carreira ou mantê-la; fazer as pazes com os pais e/ou consigo; abdicar do papel de vítima; e a refletir sobre as próprias patologias, como pólipos, miomas e endometriose.

O próprio processo como mulher e curandeira em um constante movimento de transformação a inspirou a escrever Natureza Íntima, sobretudo após vivenciar o terceiro puerpério. “Esse livro propõe uma reflexão sobre a minha própria jornada e as ferramentas que escolhi para torná-la mais profunda e autêntica. Tudo o que tenho para compartilhar é fruto, em primeiro lugar, da minha própria experiência como mulher e dos processos que vivi como meninas, filha, amante, mãe, esposa, amiga, curandeira e profissional. Também é uma mistura de estudos que aprofundei com diferentes mestres, de linhagens distintas, do coaching tradicional com base na Antroposofia às medicinas ancestrais e ao xamanismo indígena. Reuni conhecimentos técnicos e científicos como aprendizado empírico e sabedorias tradicionais e holísticas”, detalha a autora.

TRECHOS DA OBRA |

Páginas 8 e 9

“(...) A crença que me guia é a de que cada mulher tem a sua
sabedoria e potencial para tecer a própria realidade a partir dos seus
sonhos e propósitos mais profundos. Somos todas curandeiras e
senhoras dos nossos destinos, ainda que hoje a criação e a educação
da maioria de nós não nos ensinem a entrar em contato com essa nossa mulher,
com a nossa potência feminina, com nossos ventres e nosso sangue.”

 Página 24

“(...) Toda mulher é cíclica. Resgatar essa consciência é o primeiro passo para
(re)descobrirmos o nosso poder e usufruirmos da potência de sermos mulheres, ou seja,
de termos uma intuição apurada, de podermos germinar, parir e nutrir uma vida. Quando me refiro à potência da mulher estou falando da nossa capacidade de criar e de nos transformar.”

Página 45

“(...) O que gosto de explicar é que ninguém é apenas Afrodite, a deusa do Amor,
nem apenas Ártemis, a deusa donzela da Caça, que nunca se casou e vagava
independente pelas florestas. Nem mesmo Héstia, a deusa do Fogo, o centro
do lar que representa o centramento, o silêncio interior e exterior... Hoje, estou
Afrodite, amanhã posso estar Héstia.”

 Página 65

“(...) É a temida TPM. Brinco com essa sigla, dizendo que em vez de
tensão pré-menstrual posso ter Tempo Para Mim.”

 Página 121

“(...) Sexo não é somente algo que você faz. É um lugar para onde podemos ir, um espaço que podemos habitar dentro de nós, sozinhas ou com o outro.”

 Página135

“(...) Não faz sentido enxergar masculino e feminino como forças independentes ou avulsas. A potência está na sua interação. Não devemos olhar de maneira isolada, sim, como um pêndulo, que passa de um extremo ao outro.”

FICHA TÉCNICA |

Título: Natureza Íntima
Autora:  Maria Barretto
Categoria: Não ficção; Autoconhecimento.
Páginas:  360
Preço sugerido: R$ 44,90

ENTREVISTAS RECENTES |

O Começo da Vida (série, NetFlix): https://ocomecodavida.com.br/tag/serie/
Projeto Estelar: https://www.youtube.com/watch?v=1Z-URwb45oU
PositivAPP: https://preview.page.link/positiv.page.link/4Fp2qY5F5eNirj128
Canal Infinita (podcast) tem todos estes links, ai escolham o que preferem.
https://youtu.be/CmFlXtIaYy4
https://open.spotify.com/episode/2V17ayOJ2qFLx0gdybGrEl
https://soundcloud.com/estelarinfinita/2-um-mergulho-na-natureza
Apple Podcast | https://podcasts.apple.com/us/podcast/infinita/id1520308532?ign-mpt=uo%3D4
Google Podcast |  https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly93d3cuc3ByZWFrZXIuY29tL3Nob3cvNDQ2ODk3NC9lcGlzb2Rlcy9mZWVkDeezer : https://www.deezer.com/show/1419262https://www.deezer.com/show/1419262

SOBRE MARIA BARRETTO |

Maria Barretto é, antes de tudo, uma curiosa pelos mistérios do corpo, da alma e dos ciclos da mulher. Mãe de Tereza, José e Ana, tem se dedicado profissionalmente ao trabalho com mulheres há mais de dez anos. Seu trabalho é contribuir para que todas mulheres mergulhem em uma jornada de autoconhecimento, reconectando-se com o Ser Mulher, trabalhando com o feminino e masculino, e conhecendo mais o próprio corpo, a sexualidade, a natureza cíclica, a criatividade e a capacidade de gerar vida. Usa diversas ferramentas e técnicas como Coaching, ThetaHealing, Cura e Bênção do Útero, Escuta Empática, Sabedoria das Avós da Tribo da Lua, Toque, Anatomia Emocional, Massagem, Oráculos e o uso de Ervas Medicinais. www.naturezaintima.com.br  | @mariabarretto.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com
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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Primavera Editorial lança "A Mensageira das Violetas", da poetisa Florbela Espanca


A Primavera Editorial está lançando, no Brasil e em versão digital, as obras da poetisa portuguesa Florbela Espanca. O segundo volume da série Bela Flor - "A Mensageira das Violetas" - estará disponível para os leitores a partir de agosto. Em fevereiro deste ano, a editora lançou "Poemas Selecionados".

São Paulo, 4 de agosto de 2020 – O segundo volume da coleção Bela Flor, em homenagem à poetisa portuguesa Florbela Espanca, estará disponível para os leitores de Língua Portuguesa a partir de agosto. Lançado em e-book,A Mensageira das Violetas traz mais de 60 poesias e sonetos de uma escritora excepcional e uma mulher à frente do seu tempo, que transformou um ousado diário íntimo em literatura de excepcional qualidade. O lançamento integra o portfólio digital da Primavera Editorial.   

Uma das marcas da produção literária de Florbela Espanca é o arrebatamento e a linguagem telúrica, elementos com os quais construiu uma obra com forte teor confessional: densa, amarga e triste. A expressão poética – via contos, poemas, cartas e sonetos – é marcada por sentimentos como amor, saudade, sofrimento, solidão e morte, mas sempre em busca da felicidade. São textos que convidam o leitor, sobretudo as mulheres, a refletir sobre o amor, a devoção e o erotismo de uma forma deslocada do tempo. Aliás, a produção literária dessa portuguesa socialmente inovadora, nascida no século XIX, dialoga perfeitamente com as defesas feministas contemporâneas.

Segundo Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial e autora do prefácio, Florbela sempre teve uma necessidade de colocar para fora os próprios sentimentos, o que torna a sua obra tão pessoal e biográfica. “Florbela nunca precisou levantar bandeiras, porque ela em si já era a personificação da emancipação feminina em sua época. É impossível passar incólume à sua obra, que cozinha amor, erotismo e devoção – devoção esta, muitas vezes, submetidas ao amor de um homem, sim, mas sempre consciente em ser uma escolha, não uma imposição”, analisa Larissa.

SOBRE FLORBELA ESPANCA | Florbela Espanca é uma poetisa que já tem poema no próprio nome. Embora ofuscada muitas vezes pela figura de poetas como Fernando Pessoa, foi um dos grandes nomes da poesia portuguesa. Nascida em 8 de dezembro de 1894, na região do Alentejo, Florbela Espanca – cujo nome de batismo era Flor Bela Lobo – é fruto de uma relação extraconjugal entre João Espanca e Antônia da Conceição Lobo, que a registrou como “filha de um pai incógnito”.  Com a morte prematura da mãe, passou a ser criada pelo pai e a esposa, Mariana do Carmo Toscano. O reconhecimento como filha legítima só veio após a morte da madrasta. Com 18 anos, Florbela iniciou o ensino secundário, sendo uma das primeiras mulheres a estudar, o que configurava um escândalo para a sociedade da época. Após se casar, a poeta decide voltar a estudar e ingressa a Faculdade de Direito de Lisboa – era uma das 14 mulheres entre 347 estudantes homens.

Não foram apenas os estudos que tornaram Florbela uma mulher à frente do seu tempo. Em 1921, ela se apaixonou por António Guimarães e decide, então, pedir o divórcio a Alberto, primeiro marido (ela se divorciaria, depois, de Antônio também). Embora o ato tenha sido completamente condenado pela sociedade, Florbela não se importou; não queria seguir os mesmos passos da mãe, pois estava mais interessada em buscar a própria felicidade. Morreu aos 36 anos, de uma overdose de barbitúricos, deixando uma obra da mais alta qualidade literária.

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terça-feira, 16 de junho de 2020

ANÁLISE SETORIAL | Desempenho do mercado livreiro nacional aponta mudança de comportamento do leitor

Lu Magalhães - Crédito Camila Brogliato
Por Lu Magalhães

O levantamento Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – realizada pela Nielsen Book e coordenada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro – aponta que houve um crescimento de 7,7% nas vendas para o mercado nacional. Esse dado significa que, descontada a variação do IPCA no período, o aumento real foi de 3,3%. O melhor resultado foi registado em Obras Gerais, que obteve um aumento real de 14,8%. Um dado interessante, na minha opinião, está na comercialização: destaque para um aumento relevante em livrarias exclusivamente virtuais; vendas pela internet e marketplace; e para escolas e colégios. A venda online cresceu de 0,74% para 5,2%.

Em 2019, o setor livreiro produziu 395 milhões de exemplares, sendo que 80% deles foram reimpressões. O comparativo entre 208 e 2019 revela que houve um aumento de 7,5% no número de títulos e 13% em exemplares. O faturamento foi de R$ 5,7 bilhões – R$ 1,6 bilhão é resultado das vendas para o governo. No ranking de gênero, o melhor desempenho, excetuando didáticos, está nos livros religiosos, seguidos por literatura infantil e adulta, respectivamente.


Desde 2014 não temos um resultado tão positivo. Claro que estamos longe do ideal e que a pandemia terá um impacto considerável no setor – a estimativa é que as perdas acumuladas, até o presente momento, sejam de 13% – mas os dados indicam a reação do setor, sobretudo uma mudança comportamental do leitor brasileiro. Com o isolamento social e a impossibilidade de comprar livros diretamente nas livrarias, os leitores brasileiros têm investido na aquisição de e-books. Essa é a aposta da Primavera Editorial que desde 2015 passou a fazer a conversão do catálogo de títulos para o digital e adotar, para os novos títulos, o lançamento de versões on-line e impressas. Hoje, com 89 obras no portfólio de e-books, a editora registrou 4.853 downloads da obra O livro dos negros, em apenas 12 dias; esse foi o primeiro título a integrar a ação de marketing, exclusiva para o período de quarentena.

O aumento nas vendas de dispositivos eletrônicos de leitura, nos últimos anos, fez com que a Primavera Editorial investisse no lançamento e na conversão do catálogo para atender a esse público crescente. Além da versão digital, investimos em audiolivro que, segundo estimativa, aumenta dois dígitos ano a ano. Mesmo quando as editoras não estavam dispostas a investir para criar um portfólio sólido de títulos, fomos na contramão. Desde 2015 temos feito um trabalho que tem por objetivo dar ao leitor de língua portuguesa opções de obras em diferentes plataformas – do impresso ao on-line; essa estratégia de estreitar relacionamento com os leitores, via downloadgratuito de títulos, tem se mostrado acertada. Ao ter acesso a um livro gratuito, esse leitor fica curioso em saber mais sobre a Primavera Editorial e se sente instigado a adquirir mais obras. 

Que ao término do distanciamento social e vencida a pandemia do covid-19, possamos lembrar que os livros foram – para muitos de nós – grandes companheiros para vencer um dos momentos mais difíceis da humanidade. E eles serão, também, grandes conselheiros da fase que está por vir.

Lu Magalhães é presidente da Primavera Editorial, sócia do PublishNews e do #coisadelivreiro. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), possui mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, Estados Unidos). A executiva atua no mercado editorial nacional e internacional há mais de 20 anos.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com 
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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Gunda Windmüller - autora da obra "Mulher, solteira e feliz" - analisa a percepção que a mulher contemporânea tem sobre o amor

Gunda Windmueller - Foto divulgação
Em entrevista para Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial, Gunda Windmüller conta sobre os achados nessa jornada em busca de respostas sobre a construção do conceito do amor romântico - que permanece reduzindo as mulheres a um parceiro, relegando às solteiras a condição de coitadas. Um comportamento social que perpetua a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina.

Gunda Windmüller, jornalista e mestre em Literatura, tem sacudido a sociedade alemã com perguntas incômodas. Em uma sociedade com 41 milhões de mulheres, cerca de 2 milhões a mais do que homens, a população feminina do país lida com a disparidade salarial e debate a igualdade de direitos. Em um país liderado por Angela Merkel, a imagem de progressista – de acordo com as feministas do país, como Anne Wizorek – é maior do que a realidade. Nesse contexto socioeconômico, Gunda decidiu investigar como as sociedades, não apenas a alemã, têm lidado com as mulheres solteiras. 

Com base em estatísticas, digressões históricas e sociológicas, experiências pessoais e entrevistas conduzidas com especialistas no comportamento humano e com mulheres em idades entre 30 e 60 anos, a jornalista e escritora desafia a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina. Autora de Mulher, solteira e feliz, ela estreia no Brasil com o lançamento da obra pela Primavera Editorial. A ideia de escrever o livro surgiu, segundo a autora, quando terminou um relacionamento de anos e constatou que as pessoas próximas estavam realmente preocupadas com o presente e futuro dela: casamento, filhos, solidão à noite.

Em entrevista para Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial, Gunda Windmüller conta sobre os achados nessa jornada em busca de respostas sobre a construção do conceito do amor romântico – que permanece reduzindo as mulheres a um parceiro, relegando às solteiras a condição de coitadas. Um comportamento social que perpetua a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina. 

Conte-nos um pouco sobre você e como surgiu a ideia de escrever este livro? | Meu nome é Gunda Windmüller, sou jornalista e mestre em Literatura; moro em Berlim, na Alemanha. Quando tinha 34 anos, eu terminei um relacionamento com um namorado de longa data e logo percebi que muitas pessoas estavam realmente preocupadas comigo. "Você não quer se casar, e os filhos? Você não se sente sozinha à noite?", eram as perguntas que me faziam. Essas preocupações me intrigaram, pois eu estava realmente feliz à época. E foi aí que percebi que não somente eu desperto pena por ser uma mulher solteira, mas muitas outras mulheres também. E foi aí que decidi escrever um livro sobre isso!

Na sua opinião, qual é a maior mentira que a sociedade conta sobre as mulheres na casa dos trinta? | Que elas precisam se apressar, porque sua vida está prestes a acabar! E isso não é verdade. Nós vendemos essa ideia da beleza desaparecendo com a idade; por muito tempo, reduzimos a nossa existência à aparência que temos. Conversei com tantas mulheres na casa dos trinta que sentem que as suas vidas apenas começaram!

No livro, você diz que sente falta de uma sociedade que acredita em sua história. Na sua opinião, como as mulheres – que também escrevem coisas horríveis sobre as mulheres – podem contribuir para mudar essa sociedade? Qual é o nosso papel nessa transformação? | Acho que todos precisamos entender que também fazemos parte da mudança social. Se queremos mudar a conversa sobre as mulheres, precisamos começar a falar de forma diferente. Precisamos ser mais gentis conosco e com nossas irmãs. Por sermos mulheres, sempre pensamos que devemos ser perfeitas e – quando as mulheres se comportam de uma maneira "não tão perfeita" –, somos rápidas em apontar isso e culpá-las. Entretanto, esse não é o caminho a seguir; todos cometemos erros, estamos juntas nisto!

Você traz, em “Mulher, solteira e feliz” o conceito de "libertar o amor". O que isso significa? Como podemos libertar o amor – e o príncipe encantado? | Acho que colocamos o amor em um pedestal. Esperamos tudo desse o amor: queremos estar apaixonadas, ser compreendidas, fazer um sexo incrível, sermos cuidadas, admiradas. Nosso parceiro deve ser tudo para nós. Mas isso não é justo; não é justo amar dessa forma. É por isso que eu gostaria de libertar o amor. Vamos ver o que é o amor, não um ideal louco, mas algo que pode unir as pessoas. É por isso que eu também gostaria de me livrar do príncipe encantado. Não é justo esperar que uma única pessoa nos salve e pinte as nossas vidas de ouro. Eu gostaria que mais mulheres se considerassem as rainhas das próprias vidas; não esperassem que algum príncipe aparecesse.

Como a ideia de "rosa e azul" influencia nosso modelo mental do que é o amor? | Esses estereótipos de gênero influenciam muitos aspectos de nossas vidas, mas principalmente na forma como pensamos nas mulheres: pessoas que desejam amar, são mais carinhosas e românticas e homens – que consideramos menos românticos, mais duros e menos necessitados de companhia. É por isso que chegamos a pensar que as mulheres precisam, desesperadamente, de um parceiro romântico; pensamos que esse é o desejo "natural" nas mulheres, enquanto consideramos os homens cowboys solitários que não precisam de ninguém. E isso não é verdade! Estudos psicológicos mostram que os homens anseiam mais por relacionamentos íntimos do que as mulheres e sofrem mais quando não estão em um relacionamento romântico. Mas, a nossa noção do amor, no entanto, foi pintada por essa ideia rosa e azul dos gêneros. Acho que é hora de reavaliarmos essas noções.

Mulheres solteiras não têm uma boa reputação. Com uma perspectiva propositiva, como podemos mudar essa noção? | Antes de tudo, acho que todos precisamos ter mais consciência das situações em que as mulheres solteiras estão sendo envergonhadas. Ou seja, mesmo que seja apenas por meio de uma pergunta como "Não entendo, por que você ainda está solteira?". Precisamos apontar essas situações e deixar as pessoas saberem como é inapropriado reduzir as mulheres ao status de relacionamento. As mulheres são mais do que potenciais parceiros. Somos pessoas inteiras!

O que é pior na perspectiva da sociedade: ser solteiro ou não ter filhos? O que guia esse julgamento social? | Do ponto de vista da sociedade, é considerado um dever natural feminino ter filhos. Portanto, por qualquer motivo, não tê-los faz parecer que a mulher é egoísta e obstinada. Mas, novamente, as mulheres solteiras também são vistas como egoístas – o mesmo vale para muitas mães solteiras, que são consideradas incapazes de "manter" um parceiro. Acho que todas essas atitudes em relação às mulheres são bastante ruins e prejudiciais. É direito de toda mulher não querer ter filhos ou ser solteira.

Qual é a principal mensagem que você gostaria de enviar às leitoras brasileiras? | Você é o suficiente! As mulheres são continuamente informadas de que nos falta algo: um parceiro, uma família perfeita, o corpo certo. Mas, não precisamos de nada disso. Nós somos o suficiente como somos. Amem a si mesmas – é o amor que definitivamente vai durar até o fim.

Sobre a editora

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terça-feira, 26 de maio de 2020

Do impresso ao on-line: Primavera Editorial aposta em catálogo de e-book e audiolivros para aumentar vendas

Lu Magalhães - Foto divulgação
A Primavera Editorial tem disponibilizado – gratuitamente, no período de quarentena – download de alguns títulos de eBooks. A estratégia de relacionamento tem o objetivo de divulgar um catálogo de 77 obras lançadas pela editora nos últimos anos e potencializar as vendas. O livro dos negros, primeiro título da iniciativa, teve 
4.853 downloads em apenas 12 dias.

São Paulo, maio de 2020 – Com o isolamento social e a impossibilidade de comprar livros diretamente nas livrarias, os leitores brasileiros têm investido na aquisição de e-books. Essa é a aposta da Primavera Editorial que desde 2015 passou a fazer a conversão do catálogo de títulos para o digital e adotar, para os novos títulos, o lançamento de versões on-line e impressas. Hoje, com 77 obras no portfólio de e-books, a editora registrou 4.853 downloads da obra O livro dos negros, em apenas 12 dias; esse foi o primeiro título a integrar a ação de marketing, exclusiva para o período de quarentena.

Segundo Lu Magalhães, presidente da Primavera Editorial, o aumento nas vendas de dispositivos eletrônicos de leitura, nos últimos anos, fez com que decidisse investir no lançamento e conversão do catálogo da editora para atender a esse público crescente. Além da versão digital, a executiva investe no audiolivro. “Mesmo quando as editoras não estavam dispostas a investir para criar um portfólio sólido de títulos, a Primavera Editorial foi na contramão. Desde 2015 temos feito um trabalho que tem por objetivo dar ao leitor de língua portuguesa opções de obras em diferentes plataformas – do impresso ao on-line”, afirma a executiva, acrescentando que a estratégia de estreitar relacionamento com os leitores, via download gratuito de títulos, tem se mostrado acertada. Ao ter acesso a um livro gratuito, esse leitor fica curioso em saber mais sobre a Primavera Editorial e se sente instigado a adquirir mais obras.  

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