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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Priscila Debly e o livro Grito das estrelas, por Cida Simka e Sérgio Simka

Priscila Debly - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Escritora, docente, especialista em Letras pela PUC-SP e mestranda em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de São Paulo. Sou vidrada na Clarice Lispector, e supera todos os limites de minha mente “louca” no universo da escrita criativa. Também invisto meu tempo em pesquisas sobre a evolução dos direitos das mulheres e atuando como influenciadora literária no ambiente digital, e é possível encontrar resenhas de livros, séries e filmes no Instagram @prisciladeblylivros, no site: www.livroseinspiracao.com e https://www.facebook.com/livroseinspiracao.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que a motivou a escrevê-lo?

“Grito das estrelas” é um romance com uma temática indigenista, um livro contemporâneo que retrata a dor dos esquecidos e o amor puro e verdadeiro construído na infância. A protagonista empoderada e órfã, Tainara, cresce na aldeia Karajá e desenvolve uma peculiar relação com as estrelas: por meio de sonhos, os pontos de luz se comunicam com a jovem, levando até ela os gritos de vítimas de feminicídio. Ela presencia o medo que invade as aldeias indígenas de Santa Terezinha devido ao constante desaparecimento de mulheres, um conflito que envolve o tráfico de pessoas e a disputa de terras entre indígenas, grileiros e fazendeiros. E graças ao seu único amigo de infância e mais tarde seu amor da juventude, Rudá, ela é capaz de sentir-se amada e livre para lutar contra os seus pesadelos, assim como resolver seus conflitos internos e vivenciar a intimidade das relações amorosas com o índio. E, no meio dessa trajetória, Tainara alimenta uma curiosidade acerca de sua origem e descobre que há um grande segredo sobre sua mãe, que ela nunca conheceu. O leitor consegue assumir-se e rever todos seus conceitos com outros olhos e acrescentar mais amor em seus dias. Em tempos de relacionamentos líquidos, os amores sólidos se destacam. Minha maior motivação para escrever este romance foi denunciar o sofrimento de milhares de mulheres vítimas de feminicídio, assim como as invasões e ataques às aldeias indígenas.

Como foi a receptividade do seu outro livro? (“Espelho, espelho meu! Qual Crush escolho eu?”)

Eu fiquei extremamente feliz com toda a recepção e circulação deste livro: em muitas escolas, eventos, nas duas Bienais: São Paulo/2018 e Rio de Janeiro/2019; e feliz, principalmente, com o carinho dos leitores. A primeira edição tinha esgotado este ano e a Editora Coerência fez outra nova.


O que tem lido ultimamente? Qual a dica que pode fornecer a um escritor principiante?

Sou viciada em romances, e ultimamente tenho lido muitas obras de autores nacionais, pois há muita gente competente escrevendo livros no Brasil.
Algumas dicas que utilizo para deixar a imaginação fluir e escrever são: leio muito, ouço músicas instrumentais, tomo café, escrevo à noite. Não me prendo às regras e estruturas textuais, apenas deixo a imaginação e emoção seguirem o destino no papel, seja com a escrita, ou com desenhos, pois nossa imaginação não tem limites. Capto imagens e mensagens quando assisto filmes, séries ou leio livros; observo as pessoas ao meu redor e como elas se comportam. Uma outra dica é que pesquiso fatos e contexto histórico, pois todos os lugares por onde passo, seja real ou virtual, eu registro na memória e num caderninho minhas impressões, e essas anotações podem servir, futuramente, para criação de novas histórias.


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak Editora, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak Editora, 2016), O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), “Nóis sabe português” (Wak Editora, 2017) e Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de mais de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Autor, dentre outros, do livro Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Priscila Debly e o livro Espelho, espelho meu! Qual CRUSH escolho eu?, por Sérgio Simka e Cida Simka

Priscila Debly
Fale-nos sobre você.
 
Sou natural do Mato Grosso e herdei minha descendência indígena do meu pai. Desde criança, quando morava em Londrina, sempre gostei de ler e minha mãe me presenteou com a coleção “Serelepe”, de cujos livros lia repetidamente as mesmas histórias. Já, adolescente, gostava de ficar sentada no chão da biblioteca entre as estantes, lendo obras: romances e dramaturgias, tinha uma adoração por decorar os textos teatrais, pois atuava na escola Municipal de Teatro de Londrina. Hoje, sou docente especialista em Letras pela PUC/Brasília e mestranda em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de São Paulo, meu amor aos livros e à literatura nacional só cresce a cada dia que passa. Dedico também as minhas pesquisas escritas ao público jovem, à cultura indígena brasileira (faço parte da filosofia da meditação xamânica) e às mulheres, pois muito tenho observado o papel delas a partir do contexto social, da violência e paradigmas vivenciados por esse grupo minoritário. Sou mãe dedicada e tenho uma verdadeira paixão pela família, pela dança, pelo esporte, pelos animais e pela natureza.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro.

O livro “Espelho, espelho meu! Qual CRUSH escolho eu?” conta a história de Anabelle e do seu abandono na infância, ela encontra na dança o alívio necessário para fazer sua subconsciência falar mais alto enquanto capta o mistério da alma humana. Aos dezoito anos, se sente à flor da pele, perdidamente apaixonada por dois jovens que são capazes de despertar desejo e amor em qualquer moça. Na dúvida entre seus dois crushes, ela não consegue escolher entre o loiro de olhos azuis que conquistou uma frota de admiradoras e o dono do sorriso mais encantador que já viu, um rapaz sedutor e forte.
O verão que passou ao lado de um de seus amores ainda desperta arrepios na jovem. Anabelle se lembra de que não foi apenas o clima quente que os fez fervilhar. A lembrança dos dois corpos em ebulição, do suor escorrendo e dos peitos prestes a explodir ainda a faz sentir como se estivesse lendo um livro do qual não quer conhecer o final, parar de ler.
Hoje, sua autoestima oscila cada vez mais para baixo. Nessa jornada, ela luta por sua libertação e pelo feminismo. No livro há questões sobre: será que ela terá forças para encarar seu destino? Quem será o crush do espelho? E Anabelle será capaz de transformar a solidão da cidade grande? São interrogações que o leitor descobre com o decorrer das páginas viradas...

Fale-nos sobre seu processo de criação.

O livro começou a ser escrito, mais precisamente em 2014, com pequenos trechos de romances e cartas de amor, dos quais eu tinha o hábito de mostrar para minhas alunas e lia na sala de aula. Uma delas, e excelente aluna na época em que lecionava, Amanda Narangeira, gostou muito dos textos que eu enviava, e pediu que continuasse a escrever. Foi nesta trajetória que, depois de mandar vários contos e trechos da história do livro a ela, resolvi convidá-la para fazer pareceria comigo na escrita da 1ª obra, no ano de 2015 (coautora do 1º livro, 1ª edição, com o título: “Espelho... Espelho meu! Qual será o meu destino?”), e ganhamos neste mesmo ano o concurso na categoria juvenil pela editora Uirapuru.
O processo de criação também envolveu a pesquisa que Amanda tem sobre as mulheres vítimas de violência de todos os tipos. Assim como contou com as minhas experiências com outras jovens sobre autoestima e fases da adolescência, das quais as garotas passam por um momento difícil de amadurecimento. Neste cenário de criação vale ressaltar que busquei as experiências do cenário caótico de São Paulo, e que muito me incomoda, a desumanização das pessoas que ali vivem à mercê do seu próprio destino; assim como a solidão da cidade grande.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Tenho um blog: prisciladebly@blogspot.com que compartilho conteúdos sobre o livro e publico meus textos, gosto de resenhar e indicações dos livros que leio.
Além disso nas redes sociais como:
Instagram: @prisciladqt
www.facebook.com/prisciladebly
E-mail: prisciladebly@gmail.com

Como analisa a questão da leitura no país?

Apesar de a leitura no país ainda estar aquém do ideal, e o retrato dos brasileiros leitores representar seu nível socioeconômico baixo, ainda temos um índice crescente entre jovens leitores, mesmo com toda a atenção voltada para tecnologia e suas redes sociais, ainda percebo que alguns livros chamam atenção deste público. São autores recentes, ou populares, nacionais e internacionais, que ganham brilho para estes jovens, gostam, geralmente, de temas relacionados à vida juvenil, ou ao mundo da fantasia. São muitos como os romances juvenis, as trilogias, sagas... etc.

O que tem lido ultimamente?


Essa semana me dediquei ao livro da chinesa Xinran: “As boas mulheres da China”. Porém eu tenho lido muito os autores nacionais, os meus colegas escritores, assim como autores nacionais sem muita popularidade. Aprecio todos os gêneros: romances, suspense, biografias, diários, ficção e fantasia etc. Não tenho um estilo único de leitura, gosto de variar de acordo com meu interesse em determinado tema.

Quais os seus próximos projetos?

Terminar o meu mestrado em Letras/Literatura Brasileira na Unifesp/SP, pois qualifico no final do ano. E finalizar o livro que estou escrevendo: “As máscaras da deusa Vênus”, um romance adulto.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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