Jane Austen: Livros e Filmes

Jane Austen, Thibaudet e um retrato da burguesia do séc. 18 Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen foi uma das...

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Em campanha no Catarse, romance de época "Correntes de papel" mostra o que o amor é capaz de fazer


“A história sobre o relacionamento amoroso entre a filha de um poderoso senhor de engenho e um escravo precisava ser contada. Venha viver o drama e os momentos de paixão de um amor quase impossível, e descobrir que, tanto na vida como na ficção, tudo tem uma razão de ser.” Assim, Rosângela Martins define em poucas linhas a essência do seu romance de estreia CORRENTES DE PAPEL.

Em campanha pelo CATARSE — uma das plataformas de crowdfunding mais conhecidas —, a publicação por financiamento coletivo tem sido uma das formas bastante utilizadas por várias editoras de pequeno e médio porte e por escritores independentes, funcionando como uma pré-venda.

CORRENTES DE PAPEL teve sua campanha iniciada em 15/09/21 e a autora nos trouxe mais sobre esse projeto:

O PROJETO 

O romance de época é uma ponte entre a ficção e a História, revelando nuances e detalhes do passado de maneira prazerosa e de fácil compreensão, quando mostrados de forma romanceada. Essa é a proposta de “Correntes de Papel”.

Neste romance, o retrato de uma época — o Nordeste do Brasil no final do séc. XIX — constrói a ambientação desse drama romântico, escrito por Rosângela Martins, que envolve questões fortes como escravidão/racismo, violência, suicídio e espiritualidade — temas recorrentes na História da humanidade, dignos de discussões e reflexões.

Participando deste projeto através da aquisição de um dos kits, que funciona como uma pré-venda do livro, além de valorizar obras produzidas por mulheres, os apoiadores estão ajudando a difundir produções literárias regional e nacional. 

SINOPSE DO LIVRO

A melancólica Catarina retorna do passado para contar a sua história. Em uma fazenda em Pernambuco, na década de 1870, foi criada pelo pai, o rico senhor de engenho coronel Emílio Fragoso.

Prestes a se casar, Catarina vive o drama de decidir entre Estêvão, o pretendente imposto pelo pai, e o forte sentimento mantido por Francisco, um dos escravos companheiros de sua infância.

Deixando-se levar pelas emoções, os dois sofrerão as consequências desse amor, tendo que enfrentar a crueldade de um marido cego de ciúmes e lutar contra as convenções de uma sociedade escravocrata, se quiserem ficar juntos. 

A AUTORA

Rosângela Martins é formada em Jornalismo e pós-graduada em Teologia. Carioca e há anos residindo em Pernambuco, após a sua aposentadoria como empresária, na cidade de Vitória de Santo Antão, decidiu se reinventar e partiu para a escrita. CORRENTES DE PAPEL é a sua estreia como romancista. Além de dezenas de textos selecionados e publicados em antologias e coletâneas poéticas e de contos, também publicou o livro de sua autoria: Pedacinhos de Amor — vencedor do I Concurso Trapiche de Poesia — atualmente disponível nos principais sites de vendas, com mais de 1.700 leitores.

“Correr, ler, escrever, aprender e compartilhar, até quando Deus quiser”, assim define seus ideais.

Faz parte da Sociedade de Autores Literários — SAL, onde atua como escritora e editora dentro das várias antologias já lançadas. Também é uma das organizadoras do grupo literário “Mulheres & Poesias”.

As redes sociais e os trabalhos da autora podem sem acompanhados em: @ro_.martins | Linktree 

TAMBÉM PARTICIPAM DESTE PROJETO

Texto da orelha: Ana Cláudia do Blog Café com Leitura

Texto da quarta capa: Vanessa Passos

Texto do posfácio: Kelly Garcia

Book Trailer: M. Demóstenes 

Para apoiar, adquirindo o seu exemplar, acesse: www.catarse.me/correntes_de_papel_b467

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Romance de época ambientado em solo nacional

 


Inspirado nas histórias de emigrantes italianos que se mudaram para o Brasil no século XIX, enredo de "Italiana" retrata a saga da família da jovem Nita em meio a descoberta do amor

Tataraneta de italianos, a escritora Raphaela Barreto desenhou a história da jovem Antonieta, a Nita, e a saga da família de emigrantes baseada nas memórias trazidas pela avó. Italiana remonta ao século XIX, período em que muitos italianos partiram para o Brasil em busca de oportunidades, atraídos pelos convites estampados em cartazes e panfletos.

Com as condições de vida precárias na Itália – e um quarto filho a caminho –, a família decide então embarcar rumo ao Brasil para trabalhar nas plantações de café. Partindo do porto de Gênova, o destino era Ribeirão Preto. Uma viagem de 29 dias que, para a primogênita Nita, representaria um marco não apenas por deixar sua terra natal.  

Luca tinha problemas em falar “Nita”, mas eu gostava do jeito que senhorita soava em seus lábios. Tinha um som diferente em sua boca, como se fosse mais carinhoso do que apenas formalidades... E isso poderia ser mais um passo para bagunçar a minha vida.
(Italiana, p. 25)

Com o passar dos dias, Nita se aproximava cada vez mais de Luca, um dos amigos que fez a bordo do navio. Prestes a completar 16 anos, a jovem estava encantada pelo belo rapaz, um cavalheiro nato que se tornou a melhor companhia para conversas e passeios, sem medir esforços para conquistar o coração da italiana.

O romance promissor cede lugar às incertezas sobre o que aconteceria após o desembarque no Brasil: se permaneceriam ou não juntos. O enredo potencializa as angústias dos protagonistas quando um terceiro componente entra em cena: um casamento arranjado pelo pai de Nita. Ela irá honrar o desejo de sua família ou seguir seu coração?

Inspirado em fatos reais, Italiana diferencia-se como um dos raros romances de época ambientados em solo nacional. Cenário perfeito para uma história de amor que atravessa continentes para encontrar seu desfecho em meio às fazendas cafeeiras e ao processo de industrialização do país, protagonizado pelos colonizadores europeus.

Ficha técnica
Título: Italiana
Autora: Raphaela Barreto
ISBN: B083D7D2C3
Páginas: 292 páginas
Formato: 13 x 21 cm
Preço: R$ 39,90 (físico) e R$ 5,99 (eBook)
Link de venda: 
Amazon

Sobre a autora: Raphaela Barreto é do interior de São Paulo e começou a escrever ainda jovem. Com 13 anos já deixava a imaginação solta em seu blog pessoal que mantém ativo até hoje. Em 2018 escreveu seu primeiro romance e, desde então, não parou mais. Ela é apaixonada por livros, cinema, pipoca e gatos. Sua maior inspiração é o cotidiano e as histórias encontradas em sorrisos pela rua.

Redes sociais

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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Jovem autor paulista, Gui Ribeiro fala sobre a redescoberta do amor no romance de época "Como Escapar de um Casamento"


Quando fugir de um casamento é a melhor decisão

Uma história sobre fins e recomeços, com doses equilibradas de tragédia, corações partidos e, por fim, o amor. Bem como exige um bom romance de época. O jovem escritor paulista Gui Ribeiro, de apenas 20 anos, traz um afago aos leitores do estilo em Como Escapar de um Casamento, da série Nobres em Fuga, do selo 3DEA Antique, da 3DEA Editora. Apesar de o título indicar fuga, ele retrata justamente o contrário: como é possível redescobrir a felicidade?

O livro conta a história de Elisa Jones, que teve seu poder de escolha perdido em uma mesa de jogos. Seu irmão apostou a mão da jovem e, obviamente, perdeu. Não disposta a acatar a sentença de um casamento com um homem mais velho e violento, Elisa foge. Uma iniciativa muito à frente do seu tempo, já que estamos falando de um romance que se passa em 1822, na Inglaterra.

Entre os erros que cometeram, as dores que sofreram, naquele beijo, pareceram encontrar a solução para  tudo,  porque  se  o  amor  pode  mudar  uma  pessoa,  então  ele  também  modifica  todo  seu  destino,  de  tal  forma  que,  ainda  que  o  toque  de  seus  lábios  durassem meros minutos, eles pareceram se entregar de alma e souberam que o destino era deles, finalmente.  (P. 154)

No decorrer da trama, a protagonista que precisa esconder sua verdadeira identidade, acaba se apaixonando a por Benjamin Potterfield, conde de Cheshire. Entre incertezas, pedras no caminho, construção de laços de amizade, quebras de paradigmas, Eliza precisa escapar do casamento arranjado e fazer com que o conde permita amar e ser amado.

A escrita de Gui Ribeiro chama a atenção pela maturidade, com apenas 20 anos, e também pelo fato de ser um escritor no universo dos romances históricos. Mas isso não o intimida, pelo contrário. O autor começou cedo. Aos 12 anos recebeu o apoio incondicional dos pais para publicar seu primeiro romance. A partir daí teve certeza: queria ser escritor e tocar ainda mais pessoas com suas histórias.

E é com esse romance de época e uma pitada de mistério que ele pretende emocionar e conquistar uma nova leva de leitores. Em Como Escapar de um Casamento, Gui fala de recomeços, pessimismos, mentiras e sobre o amor – que pode estar em qualquer lugar, até no coração de quem não se espera. Seu objetivo é fazer que o leitor reflita e acredite, assim como ele, que amor ainda existe. E não só nas páginas dos livros.

Ficha técnica:
Título: 
Como Escapar de um Casamento
Autor: Gui Ribeiro
ISBN: 978-65-86523-08-9 
Editora: 3DEA Antique
Formato: eBook 
Páginas: 303
Link de venda do eBook: https://amzn.to/2GgoFz7
Link de pré-venda: https://cutt.ly/1fXRPQQ

Sinopse: Fugir de casa em uma noite de chuva nunca esteve nos planos de Elisa Jones, mas ela precisava recomeçar. Cheshire pareceu um ótimo - e distante - lugar para isso, onde não haveria laços e o passado estaria longe, porém não se pode fugir de seu destino.  Benjamin Potterfield, o conde de Cheshire, entendia isso perfeitamente. Amargurado, grosseiro e de coração partido pela prematura perda de sua esposa, o nobre senhor não detinha intenções para um novo casamento, no entanto é o dever de um conde garantir seu herdeiro e se casar. E, se não havia outra alternativa, que ele o fizesse à sua maneira.  O que eles não esperavam era que seus caminhos se cruzassem e que seus corações dividissem não apenas a paixão por sua própria liberdade, mas pela ternura e estima que nasceu entre eles. 

Sobre o autor: O paulista Gui Ribeiro tem 20 anos e estuda Relações Internacionais. Desenvolveu seu interesse pela leitura e escrita cedo, sendo apaixonado por romances. Com ajuda dos pais, publicou seu primeiro livro aos 12 anos. Acredita que nasceu para contar histórias e emocionar com palavras.

Redes Sociais:
Instagram: @grb1.5
Facebook: EscritorGRB

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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

A socióloga Ana Cristina Braga Martes lança seu primeiro romance pela Confraria do Vento

Ana Cristina Braga Martes - foto: Carol Carquejeiro
Mesclando ficção e realidade, a estreia literária de Ana Cristina é parcialmente inspirada na vida e na obra da escritora mineira Maura Lopes Cançado para construir sua própria narrativa ficcional

A editora Confraria do Vento lança A origem da água, primeiro romance da socióloga Ana Cristina Braga Martes. O livro é uma "biografia inventada" sobre Maura Lopes Cançado, abordando questões como loucura e sanidade, maternidade, trabalho, família, relações amorosas, saúde mental e institucionalização, além da busca pela liberdade da mulher num Brasil patriarcal com legado escravocrata.

O livro conta a história da protagonista Laura, que se interna voluntariamente num hospital psiquiátrico do Rio de Janeiro, aos 25 anos. Com densidade psicológica e uma narrativa imersiva, a autora discorre sobre as percepções da protagonista nesse ambiente desde sua chegada: a falta de cores nas paredes e nas roupas, os silêncios, a maneira como é tratada pelos funcionários. "Passando o guichê e um longo corredor, no primeiro esbarrão já se percebe: tratar uma pessoa como louca é fechar a boca à sua frente, exercer muda contenção à sua volta".

De forma poética, concisa e densa, A origem da água, escrito em primeira pessoa, conduz o leitor para o universo da loucura a partir do olhar e do mundo íntimo da protagonista. Nascida numa fazenda no interior rural do Brasil, desde a infância Laura começa a conhecer, desvelar e estranhar essa realidade, em que os homens ditavam as regras, e os papéis sociais, especialmente os de trabalho e gênero, eram fixos e intransponíveis. 


"Obra ousada no tema, de linguagem refinada e atmosfera ficcional primorosa, o primeiro romance de Ana Cristina Braga Martes apresenta uma autora que tem muito a dizer".
Heloisa Jahn 

Com uma estrutura circular em que intercala passado e futuro, Ana Cristina escreve como se tateasse os limites entre a loucura e a lucidez, focalizando na trajetória de Laura sua paixão pelo pai e pelo sogro, a expulsão do colégio interno, a aviação como um modo de explorar fronteiras geográficas e simbólicas, o casamento e a maternidade ainda adolescente, além da internação e da busca pela autonomia e reconhecimento na capital do país. A jornada de Lauratão ousada quanto arriscada para a época- é retratada com delicadeza e profundidade numa linguagem aparentemente contida.

Laura ousou participar de um mundo dominado por homens, onde as mulheres não eram bem-vindas, e dificilmente obtinham reconhecimento no âmbito profissional, mesmo nos meios mais letrados e intelectualizados por onde circulava, quando colaborou para um grande jornal após receber um prêmio literário.

"Como uma represa que contém uma cachoeira, assim é a escrita de Ana Cristina Braga Martes, em que a elegância e a discrição não devem enganar o leitor: trata-se de contenção. O que essa frase oculta - e seu silêncio é eloquente - é de uma densidade não só reflexiva, mas também, muitas vezes, agressiva. Em "A origem da água", a personagem Laura, livremente baseada na escritora Maura Lopes Cançado, expõe os desvãos da loucura, denunciando, ao mesmo tempo, os desvãos dos tratamentos e das condutas dos supostamente "sãos". Os limites da linguagem de Martes não bloqueiam, mas, ao contrário, nos fazem imaginar outros territórios.".

Noemi Jaffe

Na história de Laura há também a descoberta da sexualidade, a busca pela palavra, os limites impostos dentro do hospital psiquiátrico, e uma observação primorosa sobre as outras mulheres internadas e as funcionárias, numa espécie de fluxo incontido que transita entre o distanciamento e a contemplação, a ousadia e a redenção. Amigas imaginárias, colegas de hospício, e a denúncia lúcida dos tratamentos abusivos e arbitrários dentro daquele espaço também fazem parte da construção narrativa.

A loucura de Laura se intensifica e a autora descreve sua vida interior com maestria e sutileza, atenuando os limites entre ficção e realidade, verdade e ilusão, devaneio, delírio e sonho, sem perder o fio condutor da narrativa e oferecendo ao leitor diversas possibilidades e visões de uma mesma personagem.

"Meu intuito é retratar a loucura indo além do lado depressivo e mórbido dos transtornos mentais, para mostrar um outro lado, o da criatividade, da pulsão de vida, ousadia e liberdade", conta Ana Cristina. "Quero fazer com que as pessoas se sensibilizem e se interessem por este outro lado".

Ana Cristina Braga Martes é socióloga, pesquisadora e ex-professora da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Nascida em Varginha (MG), mudou-se para São Carlos (SP) ainda na infância. Estudou Ciências Sociais na UNESP-Araraquara e fez mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo, tendo feito parte do seu doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Viveu em Boston por dois anos, pesquisando a imigração brasileira naquela região. Foi Pesquisadora Visitante na Universidade de Boston e fez pós-doutorado na Universidade de Londres (King´s College of London). Publicou e organizou diversos artigos e livros acadêmicos, entre eles Brasileiros nos Estados Unidos – um estudo sobre imigrantes em Massachusetts, pela editora Paz e Terra, em 2000; e New Immigrants, New Land – A study of Brazilians in Massachusetts, pela University Press of Florida, em 2011. Como organizadora publicou Redes e Sociologia Econômica, pela UFSCAR, em 2009 e Fronteiras Cruzadas – etnicidade, gênero e redes sociais, pela editora Paz e Terra, em 2003. Tem mais de 30 artigos publicados em periódicos na Argentina, Brasil, Estados Unidos e França. A origem da água é seu primeiro livro de ficção.

Mais informações sobre Maura Lopes Cançado em: https://bit.ly/2E9Am9U.

Confraria do Vento
A Confraria do Vento seria só uma editora, se não fosse antes uma tarefa: reunir escritores contemporâneos de diversas vertentes em uma mesma casa. A editora, localizada no Centro do Rio de Janeiro, tem apoiado inúmeras iniciativas e eventos culturais, que vão de saraus, simpósios e festivais de literatura pelo Brasil, além da promoção de intercâmbios e diálogos com grupos e escritores de todo o mundo. Já publicou livros de autores como Boaventura Sousa Santos, Carlos Felipe Moisés, Chico César e Hegel, entre outros. Entre os prêmios recebidos, estão Prêmio Brasília de Literatura e o Prêmio de Melhor Livro de Poesia do Ano da Biblioteca Nacional para o livro Aquário desenterrado, de Samarone Lima; Portugal Telecom na categoria contos para o livro Entre moscas, de Everardo Norões; e Prêmio Jabuti na categoria poesia para Corpo de festim, de Alexandre Guarnieri. Em 2018, Spoilers, de Diego Grando, recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura. Mais informações em www.confrariadovento.com.
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domingo, 16 de agosto de 2020

A CASA HOLANDESA, de Ann Patchett

Romance finalista do Pulitzer emociona ao narrar o desmoronamento de uma família
Dois irmãos expulsos pela madrasta da casa onde foram criados e forçados a enfrentar inúmeras perdas desenvolvem uma profunda relação de interdependência. A tocante saga desses personagens, estruturada de forma não linear ao longo de cinco décadas, fez de A Casa Holandesa, de Ann Patchett, um sucesso imediato. Aclamado pela crítica, o livro figurou nas principais listas de mais vendidos dos Estados Unidos. Considerada leitura obrigatória pela revista Time, a obra foi lançada em maio com exclusividade para os assinantes do intrínsecos, o clube de livros da Intrínseca, e em agosto chega às livrarias.
Após a Segunda Guerra Mundial, graças à conjugação de sorte e de um investimento fortuito, Cyril Conroy entra no ramo imobiliário. Em pouco tempo seu negócio transforma-se em um império e leva sua família da pobreza para uma vida de opulência. Uma de suas primeiras aquisições é a Casa Holandesa, uma propriedade extravagante e excêntrica no subúrbio da Filadélfia. Mas o que deveria ser uma adorável surpresa para sua esposa na verdade desencadeia o esfacelamento daquela estrutura familiar.
Quem narra essa história é o filho de Cyril, Danny, a partir do momento em que ele e a irmã mais velha — a autoconfiante e franca Maeve — são expulsos da casa onde cresceram pela madrasta. Os irmãos se veem jogados de volta à pobreza e logo descobrem que só podem contar um com o outro. E esse vínculo inabalável, ao mesmo tempo que os salva, é o que bloqueia seu futuro.
Apesar de suas conquistas ao longo da vida, Danny e Maeve só se sentem verdadeiramente confortáveis quando estão juntos. A Casa Holandesa é uma história sobre a dificuldade de superar o passado. Com bom humor e raiva, os dois rememoram inúmeras vezes seu relato de perda e humilhação e a relação entre o irmão indulgente e a irmã superprotetora acaba sendo colocada à prova quando os Conroy se veem forçados a confrontar quem os abandonou.
Uma saga sobre o paraíso perdido, A Casa Holandesa se debruça sobre questões de herança, amor e perdão, sobre como gostaríamos de ser vistos e quem de fato somos. E, embora seja um livro repleto de reviravoltas que farão o leitor devorar a história, seus personagens ficarão marcados por muito tempo na memória.
A Casa Holandesa é considerado pelos leitores e pela crítica especializada um dos melhores livros da extensa obra de Ann Patchett. Segundo a Publisher's Weekly, "o esplêndido romance de Patchett explora de forma ponderada e compassiva a obsessão e o perdão, o que as pessoas adquirem, mantêm, perdem ou doam e o que deixam para trás".
ANN PATCHETT é autora de oito romances, entre eles Bel Canto e Estado de Graça, publicados pela Intrínseca, além de três obras de não ficção. Venceu o prêmio PEN/Faulkner, o prêmio England's Orange e o prêmio de Livro do Ano do Book Sense. A autora foi nomeada pela revista Time uma das 100 Pessoas Mais Influentes do Mundo. Sua obra foi traduzida para mais de 30 idiomas. A escritora colabora para diversos veículos, como New York Times Magazine, Elle, GQ, Financial Times, Paris Review e Vogue. Ela é coproprietária da livraria Parnassus Books, em Nashville, Tennessee, onde vive com o marido, Karl, e o cachorro do casal, Sparky.
A CASA HOLANDESA, de Ann Patchett
Tradução: Alessandra Esteche
Páginas: 352 
Editora: Intrínseca
Impresso: R$ 54,90
E-book: R$ 37,90

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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Matéria-prima: um romance com todos os ingredientes de um clássico thriller policial


Matéria-prima é um mistério rápido e envolvente com todos os ingredientes de um clássico thriller policial. Espere sumiços, assassinatos, reviravoltas e um final perturbador.
- Victor Bonini
Jornalista e autor de "O Casamento", "Colega de quarto" e "Quando ela desaparecer"

Breve introdução: 

"Matéria prima" é um livro de suspense, com elementos de romance policial e dark romance, idealizado, roteirizado e escrito por Jonas Z. Vendrame, autor de "Relatos de sangue" e "O telefonema que não fiz", e Thaís F. Barbosa, influenciadora digital e que já vem contribuindo em vários contos. O livro é a estreia dos dois como parceiros de escrita, apesar de já ter terem criado contos. 

Estrutura narrativa: 

A história se passa nos tempos atuais na cidade de Nova York, Estados Unidos. A trama gira em torno de três personagens centrais, os capítulos se alternam seguindo os passos de cada um deles até se cruzarem.  

O livro traz características e costumes locais, houve uma pesquisa para a ambientação das "locações" das cenas, foram usados nomes de locais reais e outros fictícios. 

A história traz em sua narrativa elementos que são muito presentes como: suspense, romance, alívio cômico moderado, cenas hot moderadas, morte chocantes, pinturas, música, sangue, diálogos fortes e revira voltas. 

O objetivo dos autores foi tentar realmente trazer inovação com uma história original e bonita como uma arte. A intenção não é que seja apenas mais uma aventura policial, mas sim uma história a ser apreciada como uma música ou pintura, que o leitor ao final se sinta diferente de quando começou. Além disso, as reviravoltas foram cuidadosamente pensadas para que seja chocante e que ao mesmo tempo traga impacto. 

O objetivo do livro é agradar os leitores adeptos do suspense e romance policial, mas também captar novos leitores que não são acostumados com a literatura, é um experiência dinâmica que se assemelha a uma série de TV. 

A trama se resolve completamente no livro, no entanto fica uma deixa no final, não existe nada que impeça uma sequência futura. Mas fica ressaltado que o final foi projetado para deixar o leitor satisfeito com o desfecho final. 

O livro ainda conta com uma playlist com músicas cuidadosamente escolhidas pelos autores, todas as canções se encaixam no contexto do enredo, tornando assim uma experiência ainda mais aprofundada ao leitor. 

A linguagem é simplificada e de fácil entendimento para todas as idades.  

O público alvo vai do young adult até os mais velhos que gostam de tramas com suspense e romance policial. 

Sinopse:

A vida de Dylan, um jovem pacato, é virada do avesso quando sua irmã desaparece, sem deixar rastros, da Universidade em que estava residindo. O Rapaz se vê obrigado a deixar seu lar no interior, no Texas, para ir em busca de sua irmã em Nova York. Sozinho e sem recursos, tudo se complica quando descobre que ela não é a única garota a ter sumido nos últimos meses, mas que há uma lista de mulheres com o paradeiro desconhecido.

A cidade grande vai se revelando um cenário de grande perigo e que oferece a Dylan um jogo sangrento e com muitos enigmas a serem desvendados.

Matéria-prima é um romance policial onde nada é o que parece, onde o amor, o sangue, o fogo da paixão e muitas intrigas se entrelaçam e se desdobram nas mais improváveis direções.

"Em mãos assassinas, até uma rosa se torna suspeita."

Sobre os autores:

Jonas Vendrame nasceu em Jundiaí, é escritor, editor e redator publicitário. Já escreveu três livros e muitos contos além de participar de muitas antologias. Fã de carteirinha de suspense e terror, não para de escrever e dar vida a personagens marcantes e surpreendendo seus leitores com chuvas de mistérios e sangue.

Thaís F. Barbosa, nasceu em Sorocaba, formada em Engenharia de Produção Mecânica, sempre amou mergulhar de cabeça nos diferentes universos dos livros, principalmente naqueles suspenses que nem a deixavam dormir de tanto pensar.

Seu amor pela literatura fez com que se tornasse influenciadora e dona de IG literário, divulgando e criando resenhas. Depois de um tempo começou a se arriscar escrevendo alguns contos com o autor Jonas Vendrame. A parceria deu tão certo que agora juntos lançam o primeiro livro da dupla, "Matéria-prima'. 

Redes sociais dos autores: 

@autorjonasvendrame
@autorathais_fbarbosa
@dd2ois
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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Livro aborda perturbações de jovem nascido em meio a enigmas

Beny Benely, da editora Chiado Books, é a primeira obra do pintor Ariel Busquila  

Até que ponto o ser humano pode confiar em sua própria mente? Até que ponto aquilo que só a gente parece ver é real? Beny Beneli, primeira obra do pintor e agora escritor Ariel Busquila, traz a história de um menino que tinha tudo para ter uma vida perfeita, não fossem perturbações que aparecem em seu caminho e a sensação de que vive uma realidade paralela.   

O romance começa com o nascimento do protagonista, conturbado e repleto de mistério. Nas primeiras páginas, já é possível notar o drama que acompanhará toda a narrativa. Que segredo escondem dele? Existe um segredo? O que é loucura ou criação em meio à realidade dos jovens, cercada por festas, drogas e bebidas? A história ainda aborda a relevância que os adolescentes dão ao julgamento alheio. Fora do bar, quem é realmente seu amigo? Em quem confiar? 

Ariel Busquila também traz o dilema de uma mãe, que não quer desistir de um filho que parece já ter desistido de si próprio. A força da mulher é retratada em cada página da obra que prende o leitor do começo ao fim. Uma ficção com temáticas reais e atuais. O que você faria?

O livro conta com ilustrações feitas pelo próprio artista, que tem mais de 100 pinturas em aquarela, 150 obras em acrílico sobre tela, fotos e xilogravuras. As obras estarão expostas na Galeria Plexi, Rua Patizal, 76 - Vila Madalena, de 6 a 12 de abril. No dia 11 de abril, às 16h00, no mesmo local, será o lançamento oficial do romance da editora Chiado Books, com a presença do escritor para autógrafos. 

Sobre o Ariel Busquila 

Formado em Design de Moda pelo Instituto Europeu de Design, Ariel Busquila sempre foi ligado às artes. Começou a ter aulas de pintura aos 11 anos de idade, fez curso de Artes Plásticas no Centro Cultural Castillo Pittamiglio, em Montevidéu, Uruguai, curso de História da Arte com Rodrigo Naves e pós-graduação em Práticas Artísticas na FAAP. Teve a primeira exposição de suas obras aos 20 anos de idade. Ariel aposta em quadros estéticos e não se prende a métodos ou conceitos de um determinado estilo. O pintor acredita que a arte tem o poder de restaurar sentimentos e mexer com a sensibilidade das pessoas. Algumas de suas obras serviram de cenário para séries da Netflix e SBT. 
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sábado, 9 de maio de 2020

Mayara Oliveira e o livro “Platônico - Tão perto e tão longe”.


Mayara Oliveira nasceu em Maceió-AL e atualmente reside em seu estado natal com sua família. Em sua carreira literária, já publicou 13 livros, sendo um em inglês. Ainda aos 16 anos ganhou o diploma de Neófito da Ordem pela Academia Alquimia das Letras de São Paulo, o que a motivou a seguir em frente com seu sonho de ser uma escritora. Graduada em Letras-Inglês pela Universidade Federal de Alagoas, ama pizza, ler livros de romance, assistir seriados medievais e planeja fazer uma pós-graduação em estudos literários ou escrita criativa.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Mayara Oliveira: Na verdade, meu começo no mundo da literatura não veio aos 16 anos, quando escrevi meu primeiro livro. Eu sempre li muito, desde a infância, então lembro que ainda dos 9 para os 10 anos eu passei a escrever pequenos poemas com umas rimas bonitinhas (risos). Acho que minha criatividade já passava a aflorar daí. Pequenas histórias vieram pouco depois, mas eu ainda estava “verde” para desenvolver enredos mais complexos. Acho que na minha pré-adolescência tinha medo de começar a escrever um livro pra valer e no meio do percurso ver que estava fazendo tudo errado. Mas o diploma que ganhei pela Academia Alquimia das Letras foi como um atestado de que eu estava mais do que pronta para ir adiante. Passei a me sentir uma escritora de verdade a partir dali.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Platônico - Tão perto e tão longe”. Poderia comentar? 

Mayara Oliveira: “Platônico” surgiu da combinação de dois elementos; minha veia romântica e uma desilusão amorosa que tive. Mas eu não queria que essa obra fosse um desabafo meu acerca da minha vida, então pesquisei bastante sobre o assunto para reunir conhecimento teórico de qualidade a fim de informar todos aqueles que sofrem ou já sofreram com o sentimento. Acredito que muitos, para ser honesta (risos).

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir o livro? 

Mayara Oliveira: Além de inúmeros artigos científicos, fui atrás de algumas entrevistas especiais para a obra; criadores de páginas de relacionamentos no Facebook e o influenciador digital milho wonka foram alguns dos contatados. Queria desenvolver um trabalho único pensando nos leitores para que se identificassem um pouco nas páginas. Seria a minha maneira de compartilhar o que vivi com todos eles. O livro levou aproximadamente 8 meses para ficar pronto e depois o publiquei na Amazon, em 2017.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Mayara Oliveira: Como o livro possui duas partes, uma de não-ficção e outra de ficção, vou citar um trecho de cada parte.

Capítulo 1: Para começar, um pouco de história: A origem do termo “Amor platônico”.

“Entende-se assim o amor platônico como um amor vivido à distância, que não se aproxima, não toca e não se envolve, ou seja, um amor onde o amante pode concretamente estar próximo do ser amado, mas distante ao mesmo tempo em que não se aproxima da forma que gostaria e mantendo e nutrindo o seu afeto apenas em sua mente. Esse amor é feito puramente de fantasias e de idealizações. O objeto do amor é o ser perfeito, que, assim como esse amor, possui todas as boas qualidades e não tem qualquer defeito” (pág. 09).

Amor em fragmentos: Inesperado.

“Assim que levanto minha vista e volto a fitar os jovens na pista de dança, observo com o canto do olho um menino chegando ao baile. Giro minha cabeça em sua direção e quase perco o ar. O menino parecia ser muito bonito. Ele usava uma máscara preta que cobria metade de seu rosto delgado, mas mesmo assim eu conseguia notar que ele era atrativo e até charmoso, a julgar pelo jeito calmo, mas preponderante de andar. Seus cabelos eram loiro-acinzentados e estavam arrumados e lambidos por um gel que deixava seus fios ainda mais brilhantes. 

Sua roupa era totalmente preta combinando com a máscara e sob o peito, alguns botões e correntes douradas para dar um charme especial. Parecia que aquela sua fantasia era a de um soldado ou mesmo de um príncipe, mas sem o seu cavalo branco. Em sua cintura havia uma espada fina prateada na bainha que se movia de acordo com os movimentos de seu corpo descendo a escadaria de LED.  

O menino misterioso mantém sua cabeça voltada para o outro lado do espaço. Quando ele a gira em minha direção para observar os jovens, o ambiente e a festa em si parecem congelar por um instante. Noto, mesmo à distância, que seus olhos eram azuis-claros, aquele tipo de azul tão límpido e transparente que poderia te deixar ofegante e hipnotizada em questão de segundos” (pág. 219).

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Mayara Oliveira: Interessados podem acessar algumas páginas para conhecer meu trabalho e me dar um apoio 


Trilogia Mega Globo


Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Mayara Oliveira: Em breve começarei a escrever 2 novos e-books para lançar no próximo ano. Não posso adiantar muita coisa, mas os trabalhos também contarão com entrevistas especiais e mesclarão ficção e não-ficção.

Perguntas rápidas:

Um livro: tenho muitas obras em mente, de Machado de Assis até John Green. Mas sem dúvida um livro que representou um divisor de águas na minha carreira foi “A Cabana”, de William P. Young.
Um (a) autor (a): meu coração bate forte pelo trabalho do Nicholas Sparks. 
Um ator ou atriz: Emma Watson.
Um filme: Titanic, com certeza.
Um dia especial: um passeio de barco que fiz com minha família para comemorar o último aniversário do meu avô.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Mayara Oliveira: Gostaria de deixar minhas humildes palavras de carinho, empatia, solidariedade e força para todos nesse momento sombrio de nossas vidas. Que o amor nos una e os livros sejam um refúgio caloroso para nossos corações.

“Saibamos morar em todo lugar, pois o amor só nos faz querer lutar. Não há tempestade maior para um coração do que a perda de um irmão. Mas da terra nos erguemos tantas outras vezes, dirá o tempo. Eis o mestre que traz a cura e todas as respostas. Procuremos a vida com um gosto de alento”.
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sábado, 4 de abril de 2020

7 frases inspiradoras de Jane Austen

Jane Austen
*Por Ademir Pascale

Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen foi uma das figuras mais importantes da literatura inglesa, juntamente de William Shakespeare. Filha de um sacerdote, teve sete irmãos, destacando sua irmã mais velha Cassandra, que foi a autora do único retrato conhecido de Jane (o quadro se encontra na galeria nacional de arte de Londres).

7 frases inspiradoras de Jane Austen:

1 - Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la toda de uma vez?
- Jane Austen

2 - Não quero que as pessoas sejam muito gentis; pois tal poupa-me o trabalho de gostar muito delas.
- Jane Austen

3 - Devo ater-me a meu próprio estilo e seguir meu próprio caminho. E apesar de eu poder nunca mais ter sucesso deste modo, estou convencida de que falharia totalmente de qualquer outro.
- Jane Austen

4 - Tempo ou oportunidade não determinam a intimidade, apenas a disposição.
- Jane Austen

5 - Ela queria saber o que naquele momento estava passando em sua mente, de que maneira ele pensava nela. e se, ao arrepio de tudo, ela ainda era querida por ele.
- Jane Austen

6 - Nós somos nossos melhores guias.
- Jane Austen

7 - Um temperamento maleável podia às vezes favorecer tanto a felicidade quanto um caráter muito decidido.
- Jane Austen

OBS.: aproveite e leia a edição especial da Revista Conexão Literatura dedicada a Jane Austen: clique aqui.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Observação crítica do cotidiano inspira romance

Babel baseia-se em convivência e afeto e na busca pela redenção humana

Babel é o romance de estreia do defensor público Frederico Monteiro, inspirado na impossibilidade de um ser humano conhecer integralmente outro ser humano.  Para tentar derrubar esta premissa, o autor "acompanhou", durante quase um mês, a vida de um homem. A finalidade? Tentar entender como essa personagem lida com as suas relações pessoais. E, claro, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Assim nasceu Francisco, modesto advogado de meia-idade (bem longe de uma crise), morador da média/grande Babel, que costuma caminhar pela cidade, do apartamento ao escritório, à padaria, à praça. A narrativa se desenvolve, em especial, nas relações que ele mantém com a secretária, Marta, com o pai, com o senhorio do prédio, com a vizinha adolescente, com o padeiro Quincas, com o cliente Salustiano, com a faxineira Neida, com o atendente moreninho, e até com o próprio carro. O leitor segue as interações e os desdobramentos dessas interfaces e é testemunha de como as pessoas que o rodeiam reforçam nele a necessidade humana de convivência e de afeto.

- Nossa tendência é conhecer apenas fatias das pessoas, em especial a fatia que diz respeito à nossa convivência imediata, define. Frederico desconstrói essa verdade e utiliza uma linguagem acessível para conhecer outros pedaços de um mesmo ser humano. Em Babel, é Francisco por dentro, mas na vida real são os Joãos, Marias e tantos outros.

Entre os pontos fortes da obra estão também a realidade e a empatia das personagens; as histórias que se cruzam e das quais cada um de nós poderia ser protagonista; a oscilação entre o trágico e o cômico; e, até, fina crítica à polarização política do Brasil dos últimos anos.

- (...) Não que não esteja disposto a debater, acrescenta Francisco, é sempre um prazer conversar com Quincas sobre a política - sobre as esquizofrenias em geral - ainda mais que a eleição está por dias, possível sentir-lhe o cheiro. O padeiro é um formador de opiniões, já se sabe, quantos que diariamente não passam por ali e ouvem aquela missa com desditosa atenção, com direito a ladainha, sermão e tudo o mais. O Quincas é então mais claro, quer saber do advogado se ele já tem palpite, quem leva essa, a da situação ou o da oposição. E assim dizendo, volta aos ombros um pano branco algo encardido e olha o advogado nos olhos (...)

Paralelamente ao eixo narrativo principal, e de forma bastante coesa, o escritor construiu um segundo eixo narrativo, contando a história por trás de um processo criminal que chega ao escritório de Francisco através do cliente Salustiano. O processo narra a violência, a vingança e o desfecho da família Pádua num tempo que pode ser o hoje de cada um de nós. Quem sabe a redenção de Francisco veio sob este formato?

- Como sou defensor público do Estado, a construção do crime e o desenvolvimento do processo que dele se deriva foi mais simples e natural, muito embora eu não encaixe o enredo do livro nas tramas de advogado/tribunal. O enredo é outro, é principalmente o afeto, explica.

O amor reprimido, o sentimento entre pai e filho, o ciúme, a violência urbana, a pobreza e a esperança também fazem parte desta história, que marca a evolução da escrita do autor – que há dez anos produz contos - para o romance. E ele espera alcançar público dos 14 aos 90 anos numa história envolvente e tão contemporânea.

SOBRE O AUTOR
FREDERICO TEUBNER DE ALMEIDA E MONTEIRO é paulista de Araraquara. Com 40 anos hoje, escreve desde a adolescência, em especial contos e romances. Em 2016, publicou, na versão digital, a coletânea de contos "Sabrina sabe voar". Para depois de Babel, já tem um segundo romance sendo escrito. Trabalha como defensor público do Estado há 12 anos.
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sábado, 27 de julho de 2019

Uma viagem intensa ao redor da escrita em Olhos bruxos, de Eliezer Moreira


Por Alexandra Vieira de Almeida

No novo romance de Eliezer Moreira, Olhos bruxos (Penalux, 2019), uma homenagem a Machado de Assis e ao Rio de Janeiro, encontramos a presença de dois narradores, o que torna a narrativa mais densa e contundente ao abrigar inúmeras possibilidades de leitura por seu teor simbólico e original. O narrador principal que se encontra no lugar de uma narrativa policial e detetivesca nos aponta os meandros da investigação de um furto na urna da Academia Brasileira de Letras, o pincenê de Machado de Assis. Essa narrativa central tem um teor mais realista numa linguagem mais clara e objetiva. Por outro lado, temos o narrador dos datiloescritos intitulados “Papéis avulsos” num total de 25, o título desses escritos como referência a um dos livros de Machado de Assis nos remete à junção do real e do ficcional. Numa linguagem mais ensaística, teórica e, ao mesmo tempo simbólica, temos nesses escritos relatos do ladrão do pincenê, um livreiro e bibliófilo obcecado por Machado de Assis.
Além dos 25 datiloescritos, temos 6 cartas anônimas para a Academia, assinadas com nomes das personagens de Machado de Assis e, na última carta, com o próprio nome do escritor. Esse processo de reinvenção de Machado de Assis não se apresenta como cópia servil do modelo machadiano. Ao contrário, a originalidade e a genialidade de Eliezer Moreira ultrapassam as palavras “imitação” e “simulacro”, fazendo de sua obra algo diverso e criativo que se utilizando da intertextualidade provoca um processo de antropofagia literária, ao reunir o modelo e a criação diferenciada, dando grande poder de efabulação no seu livro excepcional em todos seus contrastes e diferenças. O livro é dividido em duas partes: “Olhos bruxos” e “A invenção do destino”. Nessas duas partes, encontramos os ecos de Machado de Assis, como, por exemplos, as digressões analíticas, a conversa com o leitor e o processo de citações com relação a nomes importantes do passado. Mas isso não quer dizer subserviência ao estilo do escritor cotejado. A obra aqui em questão de Eliezer é de grande pluralismo e riqueza estilística, reunindo dois estilos de narrativa que acrescentam novos elementos ao diálogo com Machado. A sua obra é um diálogo aberto com o escritor homenageado.

Nas cartas anônimas para a Academia Brasileira de Letras, o narrador justifica o motivo pelo qual furtou os óculos de Machado. Na verdade, ele queria os olhos do escritor para poder ver como Machado e escrever como ele escreveu. E, num processo de autocrítica, vê que não conseguiu seu intento, devolvendo o pincenê do autor. Nesse meio do caminho, o narrador das cartas tem dois pincenês, o original e a réplica. Nesse sentido, encontramos aqui a ironia de Eliezer Moreira, que não precisa de cópias, mas apenas de seu processo inventivo que é magistral. Eliezer brinca com as personagens  machadianas, reunindo numa só esfera, o que é real e ficcional.  As personagens machadianas adentram na narrativa maior, assim, como na narrativa do ladrão do pincenê, os papéis avulsos e as cartas, as personagens do plano do real da primeira narrativa são incluídas, fazendo o leitor pensar nas fronteiras tênues entre o que é a realidade e o que é inventivo. O nome do jornalista que escreve a crônica no jornal que desvenda o perfil do ladrão tem o nome parecido com o próprio escritor Machado de Assis: “...um jornal do Rio publicou a crônica habitual de Joaquim de Andrade Maria, por sinal, quase um xará do autor espoliado, cujo nome completo, como se sabe, é Joaquim Maria Machado de Assis”.
Outros personagens comparecem na sua obra, como o jornalista Suetônio, que passa a investigar, por conta própria, o furto. A museóloga Manuela, que será crucial para o desvendamento do mistério. O pincenê tem um significado simbólico, que passa do concreto para o abstrato, pois o objeto adquire um significado mais amplo e que é o motivo para o furto. Ou seja, o motivo do furto não é material, mas sim estético. Outro componente essencial na obra de Eliezer é a questão da identidade do ladrão. Ele adquire várias personalidades e máscaras, escondendo sua verdadeira persona, que é descoberta no final do livro. Isso nos faz lembrar da frase de Mário de Andrade: “Eu sou trezentos...” Nesse sentido, podemos nos reportar ao processo heteronímico de Fernando Pessoa que se inventava a si mesmo a partir de outros nomes. Eliezer Moreira reinventa seu narrador-personagem ladrão que adquire múltiplas faces em nome da literatura. Ele é invadido pela força do literário, se recriando a todo instante.
A narrativa mais realista é narrada em terceira pessoa, enquanto nos papéis avulsos e nas cartas para a academia, temos uma narração em primeira pessoa. Só que, estrategicamente, Eliezer Moreira muda o foco da primeira narrativa para a primeira pessoa, revelando os vários olhares e enfoques que seu romance apresenta. Nos papéis avulsos temos reflexões sobre a literatura e a leitura. A sua leitura de mundo não é impressionista, mas bem fundamentada teoricamente, apesar do larápio negar tal afirmação. A sua experiência de leitura é vertiginosa. Encontramos metáforas na expressão de sua visão sobre o seu papel como leitor. Além disso, temos intersecções entre Quixote/Borba, Cervantes/Machado, revelando-nos suas relações a partir do processo literário. O seu estilo de escrita nos papéis avulsos e nas cartas não é ágil, há um prolongamento, uma extensão para além das páginas, pois nos faz refletir sobre elas. A narrativa principal é mais célere e nos aponta para os desvendamentos do crime. Na verdade, Eliezer Moreira, de forma grandiosa, faz um trabalho ensaístico sobre a obra de Machado de Assis, aliando a crítica à contação de uma excelente história. Além de um estudo de Machado, encontramos referências a outros escritores, como Malraux, Camus etc. Cita ainda os ladrões célebres da literatura, como Jean Genet e François Villon, unindo, assim, os ladrões reais aos imaginários. A grande proeza de Eliezer Moreira é reunir num mesmo romance um livro de investigação policial e ensaio ao mesmo tempo, mesclando o policial e o literário, a narração de uma grande história à literariedade.
A referência ao escritor Joaquim Manuel de Macedo também se apresenta aqui. Podemos nos lembrar de sua obra A luneta mágica, em que o personagem do livro vê o mundo com outros olhos a partir dos óculos que ele utiliza. Ao percorrer a cidade do Rio de Janeiro, o ladrão relata outra visão sobre as ruas pelas quais ele passa. Apesar da sujeira, do trânsito e mendicância, a partir do pincenê de Machado de Assis, vê tudo com uma visão onírica, a “mesma luz de sonho e deslumbramento”. Ele é transportado para outro tempo, nas ruas dos livros de Machado de Assis. Ao tirar as lentes, o “cenário de abjeção ressurgiu violentamente.” Suetônio observa o autor do furto, como amante do Bruxo e também amante da cidade do Rio de Janeiro. No Dicionário de símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, temos um dos significados da palavra “olho”: “O olho, órgão da percepção visual, é, de modo natural e quase universal, o símbolo da percepção intelectual”.
Portanto, nessa obra magnífica de Eliezer Moreira, encontramos dois estilos literários e distintos que se mesclam, formando, assim, uma narrativa cativante, que enreda o leitor com grande poder literário. O mistério investigativo é desvendado. As peças de seu livro se encaixam perfeitamente como num puzzle. Os “olhos bruxos” nos revelam os diferentes pontos de vista que sua obra apresenta. Por um lado, uma trama detetivesca e envolvente e, por outro, um trabalho de intensa dose literária, que analisa o mundo que nos circunda, com suas dores e prazeres. Os olhares perfeitos sobre o que é o real e o inventivo são acionados, nos levando por uma viagem intensa ao redor da escrita.

“Olhos bruxos”, romance. Autor: Eliezer Moreira. Editora Penalux, 238 págs., R$ 40,00, 2019.
Disponível em:
https://www.editorapenalux.com.br/loja/conversa-comigo
E-mail: vendas@editorapenalux.com.br

A resenhista
Alexandra Vieira de Almeida é Doutora em Literatura Comparada pela UERJ. Também é poeta, contista, cronista, crítica literária e ensaísta. Publicou os primeiros livros de poemas em 2011, pela editora Multifoco: “40 poemas” e “Painel”. “Oferta” é seu terceiro livro de poemas, pela editora Scortecci. Ganhou alguns prêmios literários. Publica suas poesias em revistas, jornais e alternativos por todo o Brasil. Pela Penalux, publicou os livro “Dormindo no Verbo” (2016) e “A serenidade do zero” (2017). Contato: alealmeida76@gmail.com
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Romance de espionagem aborda a crise energética mundial

Andrea Nunes - Foto divulgação
Jogo de Cena, de Andrea Nunes, será lançado durante a Primavera Literária Brasileira, em Portugal

A pequena cidade de Mangueirinhas, interior de Pernambuco, nunca mais voltou a ser a mesma desde que o suposto suicídio do boticário francês Michel Simon, seguido por violentos assassinatos atribuídos a seres do folclore, abalaram a tranquilidade dos dias, colocando a população à beira da histeria coletiva. Os crimes, acrescidos de doses de misticismo religioso, alquimia, contrabando de minério, organizações secretas e seus interesses escusos, além de um sigiloso projeto de fusão nuclear alimentam e dão ritmo à narrativa do livro Jogo de Cena, romance de espionagem da escritora Andrea Nunes. O título, da Cepe Editora, será lançado durante a 6ª edição do Printemps Littéraire Brésilien (Primavera Literária Brasileira), em Portugal, entre os dias 27 e 30 de maio. O lançamento no Recife acontecerá no dia seis de junho, a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe).

Jogo de Cena é o terceiro título de Andrea Nunes, uma das poucas escritoras brasileiras a enveredar pelo gênero do suspense – pouco menos de 30 mulheres no radar da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial e Terror (Aberst). Autora de outros dois títulos que seguem a mesma linha, O Código Numerati - conspirações em rede (2010) e A corte infiltrada (2014), Andrea Nunes investe em temáticas contemporâneas referenciando fatos em seu texto ficcional.

Em seu mais recente livro, o esgotamento das reservas de petróleo e o mais arrojado projeto de pesquisa de fusão nuclear hoje curso (capaz mudar a matriz energética mundial) inspiram a trama ambientada no Agreste pernambucano, Recife e França.

Como protagonistas, Alexandra, delegada de Mangueirinhas, e seu irmão indireto, o historiador Pedro, tentam desvendar os sucessivos crimes - surpreendentemente conectados - a partir de pistas deixadas por Michel Simon em um livro secreto. Em uma teia de intrigas, ação e espionagem, o romance mergulha nos mistérios da alquimia (e a busca pela Pedra Filosofal) e na tecnologia de ponta, apresentando como personagens instituições conhecidas dos leitores, como o Sistema Brasileiro de Inteligência, a Eletronuclear, o Centro de Fusão Nuclear Experimental (Iter, na França) e a obscura Skull and Bones, que tem entre seus membros ex-presidentes dos Estados Unidos e da CIA. No cerne de toda a história, o Brasil e soberania nacional.

Paraibana radicada em Pernambuco, Andrea Nunes é promotora de Justiça do Ministério Público do Estado especializada no combate à corrupção. É membro da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba e também autora dos livros O Diamante cor-de-rosa (infantojuvenil), O épico papel crepom (romance), Terceiro setor, controle e fiscalização (jurídico), além dos já citados A Corte Infiltrada e O Código Numerati (romances policiais).

Acompanhe abaixo trechos da entrevista com a autora:

O gênero suspense ainda é pouco explorado por mulheres no Brasil. O que a levou a ele e o quanto o gênero a completa enquanto escritora?

Andrea Nunes - Costumo dizer que a diversidade dos gêneros literários escritos por mulheres avança numa proporção muito semelhante ao protagonismo que a mulher assume em diversos papéis na sociedade. Como promotora de Justiça de combate à corrupção tenho a dádiva de circular em espaços de poder político e poder repressivo policial desconhecidos para a maioria das escritoras que vieram antes de mim. Assim, poder construir narrativas ficcionais onde exploro os cenários, curiosidades, contradições e tensões que permeiam esse universo é, efetivamente, fascinante. Posso concluir que, apesar de ser uma leitora contumaz de literatura policial desde a adolescência, sem dúvida, a profissão que adotei me aproximou mais ainda do estudo do crime. Desbaratar esquemas criminosos nas páginas dos processos de investigação é uma missão que me honra muito. Mas fazer isso nas páginas dos livros é extremamente divertido.

Contemporaneidade e grandes temas são elementos encontrados em suas narrativas. Gostaria que você falasse um pouco sobre essa constância em seu texto.

Andrea Nunes - A literatura policial, pelo seu formato mais acessível ao público em geral, é um veículo excelente para diluir provocações filosóficas e inquietações sociais que precisam chegar ao conhecimento da população. Através de uma boa história de suspense, arrebatamos o leitor da sua rotina pela fantasia, mas também o devolvemos intensamente ao seu tempo, circundando a história com as questões do seu país e do mundo contemporâneo. Assim deve ser o bom suspense erudito: veloz e envolvente o suficiente para competir com diversas opções de entretenimento mais superficiais, mas também profundo o bastante para que a leitura agregue valor e densidade cultural para quem lê. Meus livros não oferecem respostas prontas sobre os temas contemporâneos relevantes que trazem como pano de fundo. Mas fico imensamente feliz que tenham conseguido trazer uma infinidade de novas perguntas.

Jogo de Cena traz como pano de fundo a questão do esgotamento do petróleo enquanto matriz energética mundial, abordando também o maior projeto em curso de fusão nuclear. Por que a escolha da energia como tema central?

Andrea Nunes - O que as manifestações dos coletes amarelos na Europa e as paralisações de caminhoneiros no Brasil têm em comum, além de terem sido manifestações sociais recentíssimas com grande destaque da mídia e preocupação da população? É que ambos trazem como tema central os preços de combustíveis fósseis. Isso nos mostra que o mundo precisa compreender e se posicionar, com grande urgência, sobre a crise dos combustíveis, descobrindo que interesses estão em jogo neste mercado estratégico e bilionário, e como os espiões dos governos, os cientistas e as empresas estão se movendo nos bastidores para lidar com esse problema.

Como foi o processo de gestação de Jogo de Cena? Quanto tempo, ritmo de escrita, pesquisas....

Andrea Nunes - Jogo de Cena é o meu maior livro. O que “decantou” mais tempo, nesses quatro anos que o texto amadureceu. Ele teve uma versão mais curta escrita há três anos, uma espécie de rascunho. Nesse ínterim, outras coisas foram acontecendo, minha pesquisa sobre energia foi aprofundando e a narrativa foi sendo enriquecida. A parte da espionagem governamental foi mais fácil, pois os personagens e cenários descritos não estão distantes da minha realidade profissional. De resto, lapidei muita coisa em pesquisa posterior, desde a simples descrição de um prato à inserção de alguns novos personagens, passando por alguns títulos que descartei, tudo para que a história melhorasse a cada dia. No fim, acho que o resultado final ficou realmente muito bom.

Qual a sua expectativa em relação ao livro, à receptividade dos seus leitores?

Andrea Nunes - Quando um filho nasce, a gente imagina muita coisa para ele. Não é diferente com um trabalho desses, onde você passa alguns anos aperfeiçoando detalhes, colocando sua alma nas pontas dos dedos. Você olha o rebento e acredita no potencial. Mas sabe que vai ser interagindo com o mundo que ele vai construir a história dele. A minha imensa sorte é que eu tenho os melhores leitores do mundo: essa gente generosa, espirituosa e inteligente que me deu guarida em suas estantes. Eu só posso imaginar que vão amar essa nova experiência e vão se divertir tanto nela quanto eu me diverti preparando tudo.

Andrea Nunes escritora e Andrea Nunes promotora de Justiça. Como e de que forma uma influencia a outra?

Andrea Nunes- A promotora e a escritora são personagens distintas, mas originárias de uma única menininha que era filha de professores universitários. A mãe da menininha era artista e tinha parentesco com o poeta Augusto dos Anjos. O pai da menininha tinha ficha no Dops e fora preso na ditadura militar. O lar da menininha vivia abarrotado da poesia maldita e dos livros proscritos. Essa história de vida incomum possibilitou herdar, no espírito, o traço mais marcante da sua criação: um respeito reverente pela palavra e pela liberdade de expressão. E essa era uma herança tão preciosa para dar conta que a menininha precisou bifurcar em duas. Então, ela se transformou numa escritora para levar ao mundo a narrativa que traduz a vida com as lentes do encantamento. E a promotora tenta mudar o mundo para torná-lo mais justo e digno como seu pai um dia ensinou que deveria ser. Essas duas personagens lutam em campos distintos, mas com a mesma arma: a palavra. E assim se influenciam mutuamente, todos os dias.

Novos projetos em curso?

Andrea Nunes - Já comecei as pesquisas para o livro novo. É a fase onde eu destruo meus criados-mudos, que ficam empenados com tanta leitura de cabeceira. Escrevi as primeiras páginas e defini os personagens principais. O resto ainda é segredo....

Serviço:
Lançamento do livro Jogo de Cena
Maio: Primavera Literária Brasileira (Portugal)
27.05 – Vila Nova de Gaia e São Miguel de Seide
28.05 – Braga
30 – Évora e Lisboa

Junho: Recife
Quando: 06 de junho, quinta-feira
Onde: Museu do Estado de Pernambuco (Mepe)
Horário: 19h
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 960, Graças

Preço do livro: R$ 40,00 (livro impresso) e R$ 12, 00 (e-book)
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