Stephen King e Stanley Kubrick: livro e filme "O Iluminado" (The Shining), por Ademir Pascale

Jack Nicholson O nome de um é Stanley Kubrick, do outro Stephen King, o título do longa é "O Iluminado". Com o nome destes...

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Em campanha no Catarse, romance de época "Correntes de papel" mostra o que o amor é capaz de fazer


“A história sobre o relacionamento amoroso entre a filha de um poderoso senhor de engenho e um escravo precisava ser contada. Venha viver o drama e os momentos de paixão de um amor quase impossível, e descobrir que, tanto na vida como na ficção, tudo tem uma razão de ser.” Assim, Rosângela Martins define em poucas linhas a essência do seu romance de estreia CORRENTES DE PAPEL.

Em campanha pelo CATARSE — uma das plataformas de crowdfunding mais conhecidas —, a publicação por financiamento coletivo tem sido uma das formas bastante utilizadas por várias editoras de pequeno e médio porte e por escritores independentes, funcionando como uma pré-venda.

CORRENTES DE PAPEL teve sua campanha iniciada em 15/09/21 e a autora nos trouxe mais sobre esse projeto:

O PROJETO 

O romance de época é uma ponte entre a ficção e a História, revelando nuances e detalhes do passado de maneira prazerosa e de fácil compreensão, quando mostrados de forma romanceada. Essa é a proposta de “Correntes de Papel”.

Neste romance, o retrato de uma época — o Nordeste do Brasil no final do séc. XIX — constrói a ambientação desse drama romântico, escrito por Rosângela Martins, que envolve questões fortes como escravidão/racismo, violência, suicídio e espiritualidade — temas recorrentes na História da humanidade, dignos de discussões e reflexões.

Participando deste projeto através da aquisição de um dos kits, que funciona como uma pré-venda do livro, além de valorizar obras produzidas por mulheres, os apoiadores estão ajudando a difundir produções literárias regional e nacional. 

SINOPSE DO LIVRO

A melancólica Catarina retorna do passado para contar a sua história. Em uma fazenda em Pernambuco, na década de 1870, foi criada pelo pai, o rico senhor de engenho coronel Emílio Fragoso.

Prestes a se casar, Catarina vive o drama de decidir entre Estêvão, o pretendente imposto pelo pai, e o forte sentimento mantido por Francisco, um dos escravos companheiros de sua infância.

Deixando-se levar pelas emoções, os dois sofrerão as consequências desse amor, tendo que enfrentar a crueldade de um marido cego de ciúmes e lutar contra as convenções de uma sociedade escravocrata, se quiserem ficar juntos. 

A AUTORA

Rosângela Martins é formada em Jornalismo e pós-graduada em Teologia. Carioca e há anos residindo em Pernambuco, após a sua aposentadoria como empresária, na cidade de Vitória de Santo Antão, decidiu se reinventar e partiu para a escrita. CORRENTES DE PAPEL é a sua estreia como romancista. Além de dezenas de textos selecionados e publicados em antologias e coletâneas poéticas e de contos, também publicou o livro de sua autoria: Pedacinhos de Amor — vencedor do I Concurso Trapiche de Poesia — atualmente disponível nos principais sites de vendas, com mais de 1.700 leitores.

“Correr, ler, escrever, aprender e compartilhar, até quando Deus quiser”, assim define seus ideais.

Faz parte da Sociedade de Autores Literários — SAL, onde atua como escritora e editora dentro das várias antologias já lançadas. Também é uma das organizadoras do grupo literário “Mulheres & Poesias”.

As redes sociais e os trabalhos da autora podem sem acompanhados em: @ro_.martins | Linktree 

TAMBÉM PARTICIPAM DESTE PROJETO

Texto da orelha: Ana Cláudia do Blog Café com Leitura

Texto da quarta capa: Vanessa Passos

Texto do posfácio: Kelly Garcia

Book Trailer: M. Demóstenes 

Para apoiar, adquirindo o seu exemplar, acesse: www.catarse.me/correntes_de_papel_b467

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Romance de época ambientado em solo nacional

 


Inspirado nas histórias de emigrantes italianos que se mudaram para o Brasil no século XIX, enredo de "Italiana" retrata a saga da família da jovem Nita em meio a descoberta do amor

Tataraneta de italianos, a escritora Raphaela Barreto desenhou a história da jovem Antonieta, a Nita, e a saga da família de emigrantes baseada nas memórias trazidas pela avó. Italiana remonta ao século XIX, período em que muitos italianos partiram para o Brasil em busca de oportunidades, atraídos pelos convites estampados em cartazes e panfletos.

Com as condições de vida precárias na Itália – e um quarto filho a caminho –, a família decide então embarcar rumo ao Brasil para trabalhar nas plantações de café. Partindo do porto de Gênova, o destino era Ribeirão Preto. Uma viagem de 29 dias que, para a primogênita Nita, representaria um marco não apenas por deixar sua terra natal.  

Luca tinha problemas em falar “Nita”, mas eu gostava do jeito que senhorita soava em seus lábios. Tinha um som diferente em sua boca, como se fosse mais carinhoso do que apenas formalidades... E isso poderia ser mais um passo para bagunçar a minha vida.
(Italiana, p. 25)

Com o passar dos dias, Nita se aproximava cada vez mais de Luca, um dos amigos que fez a bordo do navio. Prestes a completar 16 anos, a jovem estava encantada pelo belo rapaz, um cavalheiro nato que se tornou a melhor companhia para conversas e passeios, sem medir esforços para conquistar o coração da italiana.

O romance promissor cede lugar às incertezas sobre o que aconteceria após o desembarque no Brasil: se permaneceriam ou não juntos. O enredo potencializa as angústias dos protagonistas quando um terceiro componente entra em cena: um casamento arranjado pelo pai de Nita. Ela irá honrar o desejo de sua família ou seguir seu coração?

Inspirado em fatos reais, Italiana diferencia-se como um dos raros romances de época ambientados em solo nacional. Cenário perfeito para uma história de amor que atravessa continentes para encontrar seu desfecho em meio às fazendas cafeeiras e ao processo de industrialização do país, protagonizado pelos colonizadores europeus.

Ficha técnica
Título: Italiana
Autora: Raphaela Barreto
ISBN: B083D7D2C3
Páginas: 292 páginas
Formato: 13 x 21 cm
Preço: R$ 39,90 (físico) e R$ 5,99 (eBook)
Link de venda: 
Amazon

Sobre a autora: Raphaela Barreto é do interior de São Paulo e começou a escrever ainda jovem. Com 13 anos já deixava a imaginação solta em seu blog pessoal que mantém ativo até hoje. Em 2018 escreveu seu primeiro romance e, desde então, não parou mais. Ela é apaixonada por livros, cinema, pipoca e gatos. Sua maior inspiração é o cotidiano e as histórias encontradas em sorrisos pela rua.

Redes sociais

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Romance de época retrata as relações interpessoais no pós-guerra

 

Obra de estreia do escritor Sérgio Giacomelli se passa na Itália em 1949, e aborda temas como o empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial

O romance é, geralmente, relacionado a uma narrativa que envolve uma história de amor entre um homem e uma mulher. Mas é possível construir uma trama que vai além de uma paixão tórrida? D’Angelo – O Viajante de Conca, livro de estreia do escritor Sérgio Giacomelli, prova que sim.

Embora o enredo principal seja os encontros e desencontros de Matteo, empresário do ramo da moda, e Valentine, proprietária de um hotel na Costa Amalfitana, a trama vai além de uma simples história de amor. O escritor traz para as páginas deste romance – que se passa na Itália no pós-guerra – assuntos como empoderamento feminino, parentalidade e pioneirismo empresarial.

Quando sentimos a vida passando depressa, temos o desejo de mudar o amanhã para vivermos todos os nossos sonhos e vontades. Assim, cada momento é de vital importância e digno de ser vivido com prazer, se nos comprometermos na busca desses sonhos. Acreditar e caminhar na direção daquilo que nos faz sonhar, garante a continuidade de nossa vida plena e o exercício de nossas virtudes em benefício da felicidade.” (D'Angelo - O Viajante de Conca, p. 17)

D’Angelo – O Viajante de Conca apresenta a emocionante história de Matteo, um homem com mais de 40 anos que perdeu a esposa e a filha durante a 2ª Guerra Mundial e passou a criar o filho sozinho, em Milão. Para mostrar as diversas facetas do amor, Sérgio evidência o vínculo entre pai e filho e como essa relação de cumplicidade e afeto são imprescindíveis para o crescimento dos personagens.

Ainda, todas as figuras femininas são inseridas com uma história forte, elas são determinadas e donas de si. Um exemplo disso é a protagonista, que apresenta uma personalidade marcante de independência. Valentine nunca se prendeu a nenhum homem, nem mesmo por amor.

Com uma escrita envolvente, a obra marcada pelas relações interpessoais, traz uma família devastada pela guerra e um empresário pioneiro no mundo da moda que trata seus funcionários com muito respeito e admiração. Trata-se de um romance de época cheio de detalhes, descrito de forma sensível, com cenários encantadores, que transporta o leitor para o passado e o faz refletir sobre como a amor pode se apresentar de diferentes maneiras.

Ficha técnica:

Título:  D’angelo - O Viajante de Conca
Autor: Sérgio Giacomelli
ISBN:  978-65-88002-01-8
Editora: Vereda Editora
Formato: 24x17cm
Páginas: 294
Preço: R$ 47,20
Onde comprar: http://bit.ly/dangeloviajante

Sinopse: Um romance de época que se passa na Itália, em um cenário entre Milão e a Costa Amalfitana. Depois de perder a mulher e a filha, o único motivo de viver para Matteo é o filho de catorze anos, enquanto mantém suas lojas de roupas finas. O tempo passa e conduz Valentine à loja de Matteo para comprar um vestido. De imediato eles sentem como se conhecessem de outras vidas e passam a se comunicar constantemente. A atração entre os dois aumenta de forma intensa e se transforma em um amor que traz novas perspectivas para a vida de Matteo. Porém entre eles existe a distância. Morando em Milão e cuidando das lojas, ele ainda não pode deixar os negócios nas mãos do filho que ainda é muito jovem. Ela vivendo em Conca dei Marini, na Costa Amalfitana, é dona de um hotel e precisa estar no comando de seus negócios. Ele passa a visitá-la com certa frequência, mas seriam essas viagens suficientes para manter aquele amor? Esse romance vai fazer você viajar no tempo e nas belas paisagens italianas, despertando-lhe o desejo de querer conhecer cada local onde os personagens vivem suas histórias. Você vai se apaixonar pelos personagens e viver com eles uma história de amor e paixão em cada capítulo. Lendo o livro, perceberá que o amor se apresenta de várias formas... Descubra aquela com a qual você se identifica.

Sobre o autor: Sérgio Giacomelli é escritor, engenheiro eletricista, nascido em São Miguel do Oeste/SC, passou a infância e a juventude entre a cidade e o campo, aprendendo sobre as diferenças harmoniosas das duas realidades. Viveu muitos anos em Ribeirão Preto/SP e na capital paulista, hoje segue a vida profissional em Belo Horizonte/MG. Apaixonado por pesquisas, cultura e história, é descendente de italianos e coloca essas particularidades neste romance de época.  Sempre gostou de escrever e guardava seus escritos, agora, resolveu tornar este hobby conhecido.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Jovem autor paulista, Gui Ribeiro fala sobre a redescoberta do amor no romance de época "Como Escapar de um Casamento"


Quando fugir de um casamento é a melhor decisão

Uma história sobre fins e recomeços, com doses equilibradas de tragédia, corações partidos e, por fim, o amor. Bem como exige um bom romance de época. O jovem escritor paulista Gui Ribeiro, de apenas 20 anos, traz um afago aos leitores do estilo em Como Escapar de um Casamento, da série Nobres em Fuga, do selo 3DEA Antique, da 3DEA Editora. Apesar de o título indicar fuga, ele retrata justamente o contrário: como é possível redescobrir a felicidade?

O livro conta a história de Elisa Jones, que teve seu poder de escolha perdido em uma mesa de jogos. Seu irmão apostou a mão da jovem e, obviamente, perdeu. Não disposta a acatar a sentença de um casamento com um homem mais velho e violento, Elisa foge. Uma iniciativa muito à frente do seu tempo, já que estamos falando de um romance que se passa em 1822, na Inglaterra.

Entre os erros que cometeram, as dores que sofreram, naquele beijo, pareceram encontrar a solução para  tudo,  porque  se  o  amor  pode  mudar  uma  pessoa,  então  ele  também  modifica  todo  seu  destino,  de  tal  forma  que,  ainda  que  o  toque  de  seus  lábios  durassem meros minutos, eles pareceram se entregar de alma e souberam que o destino era deles, finalmente.  (P. 154)

No decorrer da trama, a protagonista que precisa esconder sua verdadeira identidade, acaba se apaixonando a por Benjamin Potterfield, conde de Cheshire. Entre incertezas, pedras no caminho, construção de laços de amizade, quebras de paradigmas, Eliza precisa escapar do casamento arranjado e fazer com que o conde permita amar e ser amado.

A escrita de Gui Ribeiro chama a atenção pela maturidade, com apenas 20 anos, e também pelo fato de ser um escritor no universo dos romances históricos. Mas isso não o intimida, pelo contrário. O autor começou cedo. Aos 12 anos recebeu o apoio incondicional dos pais para publicar seu primeiro romance. A partir daí teve certeza: queria ser escritor e tocar ainda mais pessoas com suas histórias.

E é com esse romance de época e uma pitada de mistério que ele pretende emocionar e conquistar uma nova leva de leitores. Em Como Escapar de um Casamento, Gui fala de recomeços, pessimismos, mentiras e sobre o amor – que pode estar em qualquer lugar, até no coração de quem não se espera. Seu objetivo é fazer que o leitor reflita e acredite, assim como ele, que amor ainda existe. E não só nas páginas dos livros.

Ficha técnica:
Título: 
Como Escapar de um Casamento
Autor: Gui Ribeiro
ISBN: 978-65-86523-08-9 
Editora: 3DEA Antique
Formato: eBook 
Páginas: 303
Link de venda do eBook: https://amzn.to/2GgoFz7
Link de pré-venda: https://cutt.ly/1fXRPQQ

Sinopse: Fugir de casa em uma noite de chuva nunca esteve nos planos de Elisa Jones, mas ela precisava recomeçar. Cheshire pareceu um ótimo - e distante - lugar para isso, onde não haveria laços e o passado estaria longe, porém não se pode fugir de seu destino.  Benjamin Potterfield, o conde de Cheshire, entendia isso perfeitamente. Amargurado, grosseiro e de coração partido pela prematura perda de sua esposa, o nobre senhor não detinha intenções para um novo casamento, no entanto é o dever de um conde garantir seu herdeiro e se casar. E, se não havia outra alternativa, que ele o fizesse à sua maneira.  O que eles não esperavam era que seus caminhos se cruzassem e que seus corações dividissem não apenas a paixão por sua própria liberdade, mas pela ternura e estima que nasceu entre eles. 

Sobre o autor: O paulista Gui Ribeiro tem 20 anos e estuda Relações Internacionais. Desenvolveu seu interesse pela leitura e escrita cedo, sendo apaixonado por romances. Com ajuda dos pais, publicou seu primeiro livro aos 12 anos. Acredita que nasceu para contar histórias e emocionar com palavras.

Redes Sociais:
Instagram: @grb1.5
Facebook: EscritorGRB

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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Lya Galavote anuncia livro de romance de época ambientado no Brasil


Escritora brasileira traz cenário nacional para “Apesar da Guerra”, um romance de época que levanta reflexões sobre a esperança


Com grandes inspirações desde a infância, a autora Lya Galavote se encontrou no universo da escrita para compartilhar grandes histórias com as pessoas. Nesta semana, ela realizou mais um desejo e anunciou “Apesar da guerra”, um dos seus lançamentos previsto para novembro deste ano.

Ambientada no Brasil, o livro narra a história de Manuela conhecendo Bento após um ano de ter perdido o irmão durante a Guerra do Paraguai. Transitando entre assuntos reflexivos, como perdas, separações, esperança e entre outros, o livro narra um romance de época com vários ensinamentos sobe a vida.

Este é um dos lançamentos de Lya Galavote para este ano, recentemente ela anunciou “Entre lágrimas e uma boneca” que será lançado na 1a FLISP (Festa Literaria de São Paulo), no dia 8 de novembro, junto com “Apesar da guerra”. Ambos os livros serão publicados pelo Grupo Editorial Coerência por meio do selo Livros Prontos.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Orgulho e Preconceito é considerada a obra mais célebre da escritora Jane Austen. A edição objeto da resenha foi publicada em capa dura pela Martin Claret em 2018 (421 páginas). O livro conta com tradução de Roberto Leal Ferreira. O texto de Jane Austen foi escrito entre 1796 e 1797 e lançado originalmente em 1813.

O livro é uma imersão na burguesia inglesa a partir da vida da família Bennet que espera arranjar casamento para as filhas com um homem de posses. Lizzy e Jane, a mais velha das filhas, são as que mais sentem-se pressionadas por esse arranjo. 

Os Bennet recebem a notícia que Netherfield, uma propriedade próxima, fora alugada por "um jovem de amplas posses do norte da Inglaterra". Bingley é o nome do homem que agora ocupa a propriedade. A Sra. Bennet deseja que seu marido faça uma visita ao novo morador, como forma de apresentação e de aproximação. Aproximação essa que deve ser desviada para as filhas. 

Uma festa é realizada por Bingley e surge na trama o Sr. Darcy que, "logo chamou a atenção do salão pela figura elegante e alta, as belas feições, o porte nobre e a notícia, que passou a circular cinco minutos depois da chegada, de que dispunha de uma renda de dez mil libras por ano". Ele vê algo diferente em Elizabeth Bennet, a Lizzy

Na época as mulheres tinham poucas opções de ascensão social, sobretudo para aquelas que não possuíam dote, o que é o caso de Elizabeth e suas irmãs. Note-se que em função da lei do morgadio, a transferência de bens era realizada sempre para alguém do sexo masculino na linha sucessória. Como a família Bennet era composta apenas por filhas mulheres, automaticamente as propriedades da família seriam transferidas para o Sr. Collins, primo do Sr. Bennet. O tal homem é uma preocupação, posto que poderia expulsar todos da casa quando o patriarca falecer. Collins faz uma visita aos Bennet.

Desde o primeiro contato entre Darcy e Lizzy é possível sentir que há alguma faísca criada entre eles. Em dado momento Lizzy tem informações que a deixam ressabiada com a idoneidade de Darcy, muito embora demonstre que sinta por ele algum tipo de afeição. Ela tenta compreender o que de fato teria acontecido. A busca que ela faz pelas impressões de terceiros é uma forma de chancelar suas percepções com a opinião alheia.

As festas e os bailes são o centro dos grandes encontros da sociedade. Ali eles falam sobre a vida, planos para o futuro e comentam também sobre a vida dos outros, além de tentarem se aproximar para criar relacionamentos que são movidos por interesse financeiro. O pano de fundo histórico que retrata a burguesia inglesa no século XIX nos leva a um romance em que as relações (seja elas quais forem) são movidas não somente por amor, mas, sobretudo, por dinheiro.

A protagonista de Orgulho de Preconceito é uma mulher a frente de seu tempo e que tem objeções com as convenções sociais estabelecidas na época em que vive. Como ela é uma mulher cheia de personalidade, beleza e orgulho, além de falar e ter posturas que contrariam sua mãe, Elizabeth é tida como um caso perdido para que consiga um bom casamento. Entenda-se como "bom casamento" aquele que seria realizado com um homem rico e de posição privilegiada.

Nota-se que, na visão da mãe, Lizzy não é uma mulher com um comportamento adequado. Uma posição um tanto quanto ligada às convenções sociais. Vale ainda ressaltar que entre as filhas Elizabeth era preterida por sua genitora. "Elizabeth era de todas as suas filhas a de que menos gostava". No entanto, Lizzy é admirada pelo pai e compreendida por ele. 


O contraponto das questões sociais, que são tratadas na forma como os personagens se comportam e nos comentários que fazem a respeito da família Bennet, por ser uma família de menos posses (ainda que não sejam pobres), cria na trama o preconceito. É o que ocorre, por exemplo, com Caroline Bingley - a irmã do Sr. Bingley - que é contrária a sua aproximação com Jane Bennet - irmã de Elizabeth - em razão de sua classe social. Podemos afirmar que, na visão deles, os mais ricos casam com os mais ricos e os mais pobres casam com os mais pobres.

Collins, Lady Catherine e a irmã de Bingley são um bom exemplo, dentro da história, do que é a visão da sociedade dotada de hipocrisia, uma pitada de maldade que se expressa pelas palavras que dizem a cerca dos Bennet e a tentativa de afastar a família da possibilidade de criar laços matrimoniais com membros de maior posse.

A dualidade entre amor e dinheiro é, por assim dizer, o mote central da história criada por Jane Austen. Há o orgulho de se gabar de posses e o preconceito em relação à origem das pessoas. Quanto menos abastadas financeiramente mais são rechaçadas ou tratadas de forma diferente. Nada muito diferente do que ocorre nos dias atuais.  Há também o orgulho em não se admitir os sentimentos que se nutre por alguém de menor posse e o preconceito criado em relação aquele que é tachado de arrogante e inescrupuloso.

O casamento, nesse cenário que se apresenta ao leitor, aparece como um acordo social e comercial, em que os interesses, sobretudo os financeiros, pesam na decisão de se construir uma relação. A mulher tinha o papel de casar e constituir família.

Em Elizabeth residem os questionamentos sobre esse modo de formar relações. Ela é uma mulher que indaga a visão da sociedade, que se mantém firme em sua forma de pensar e que, apesar de se apaixonar, não leva em conta a posição social. No entanto, apesar de Elizabeth ser uma mulher de opinião e que reage à imposições, ela também é afetada por questões culturais que a levam, em certo momento, a demonstrar que tem preocupação com as aparências. Isso se vê, por exemplo, quando ela cita o comportamento frívolo de Lydia em busca de um parceiro. O comportamento da irmã descrita como "incorrigível, rebelde, selvagem, barulhenta e temerária", para Lizzy, deveria ser ocultado de todos aqueles que não pertencem à família.

O romance que centraliza a trama e que ocorre entre o casal Elizabeth e Darcy é daqueles que geram nos leitores uma torcida que pode ser tímida ou explícita. Eles nutrem sentimentos um pelo outro, mas criam barreiras para se manterem afastados. Elizabeth tenta se safar do orgulho de Darcy utilizando-se da percepção de outras características que depreciam seu pretendente, como a arrogância e a insolência. Ele, por sua vez, explicita nas ações o preconceito que tem em relação à posição social ocupada pela família da Srta. Bennet. A faísca inicial que notamos que há entre o casal e esse dilema de aproximação e afastamento, rendem uma boa interação entre ambos e cria o clima do ponto central que nos conduz ao longo da história. Ressalte-se que ambos os personagens, no entanto, apresentam também características e ações que contradizem aquilo que um pensa acerca do outro.

"...O ódio passara havia muito, e quase desde então tinha vergonha de ter sentido por ele uma repulsa que merecesse tal nome. O respeito criado pela convicção de suas boas qualidades, embora estas no começo fossem admitidas  a contragosto, tinha por algum tempo deixado de repugnar a seus sentimentos..."

Jane Austen é uma escritora que faz uma construção complexa de seus personagens. Eles são ricos e bem construídos e notamos que suas características descritas são as mesmas que se revelam por meio de seus comportamentos e por meio dos diálogos que travam com outros personagens. Nesse sentido podemos dizer que eles são coerentes com o que a autora diz deles em relação ao modo como eles agem na história. Outro ponto a ser observado é que eles não são construídos com uma visão maniqueísta em que se expressam apenas como visões opostas e sem compatibilidade. Todos reúnem características que podem ser descritas como positivas e outras negativas. Isso torna as criações de Austen bastante críveis.

Outro ponto que podemos destacar são os diálogos. O que pode parecer um simples romance de amor torna-se uma trama carregada de visões e críticas sobre a sociedade inglesa da época, com pano de fundo histórico e reflexões sobre a moral e as convenções sociais. Além de apresentar também as impressões equivocadas que as pessoas formulam umas sobre as outras e que levam a uma sucessão de fatos que vão se sucedendo com julgamentos precipitados. Nesse sentido, poderíamos afirmar que o livro pode ser interpretado e analisado até sob a sociedade atual.

Todos os acontecimentos que acontecem no plano secundário, ou seja, aqueles que não estão pautados em Darcy e Lizzy, corroboram a construção da trama. Os fatos tem ligação total com os assuntos que são tratados na trama central. As camadas secundárias convergem para os pontos que são abordados e que derivam da relação entre o casal de protagonistas.

Orgulho e Preconceito é um livro que não pode faltar na lista de leitura de qualquer um que goste de romance de época, sobretudo pela representatividade que o livro tem entre os títulos publicados pela escritora inglesa.

Sobre a autora:


Jane Austen nasceu em 1775 e faleceu em 1817. Inglesa, a autora desenvolveu a paixão pela escrita e pela leitura desde cedo – seus pais eram ávidos leitores. Ela é considerada a primeira romancista moderna da língua inglesa. Seu estilo único, cheio de humor e ironia, deu vida a diversos romances como Orgulho e Preconceito (1813), Razão e Sensibilidade (1811), Mansfield Park (1814), Emma (1815), A Abadia de Northanger (1817) e Persuasão (1818). 

Ficha Técnica:

Título: Orgulho e Preconceito
Escritora: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Edição: 1ª
Ano: 2018
ISBN: 978-85-440-0182-0
Número de Páginas: 421
Assunto: Romance de época
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