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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Escritora brasileira Luana Laubeski recebe Prêmio Focus Brasil Awards na categoria Literatura

 

Luana Laubeski - Foto divulgação

Premiação tem mais de duas décadas e homenageia brasileiros que se destacam no exterior

A escritora brasileira Luana Laubeski foi agraciada com o Prêmio Focus Brasil Awards, na categoria Literatura. A premiação é uma das mais importantes para personalidades, entidades e iniciativas de brasileiros que vivem no exterior e já ocorre há mais de duas décadas. Por conta da pandemia, os homenageados receberam os troféus em casa antecipadamente e a cerimônia foi realizada no final de semana, com transmissão online nas redes oficiais da Fundação Focus no último final de semana.

A Focus está espalhada em sedes de 15 cidades pelo mundo, onde realiza vários eventos. A brasileira foi premiada em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde desenvolve a sua arte.  O prêmio tem 17 categorias, incluindo diversas áreas de fotografia, música, pintura, artes visuais, ação social, esportes, entre outros.  Entre os premiados também está o cantor Seu Jorge, por sua última turnê em L.A.

Laubeski conta que ficou surpresa com a indicação e quando foi escolhida, passando por quatro fases, incluindo votação popular pela internet e avaliações de júri especializado. “Mesmo sendo um prêmio direcionado a mim, acredito que foi por conta do livro, em três idiomas, que lancei em novembro do ano passado. Los Angeles é uma cidade bastante bilíngue, sobretudo espanhol e inglês e tem uma comunidade brasileira extensa. Apesar disso fiquei surpresa porque foi pouco tempo, já que em março o mundo parou”, avalia.

O livro a que ela se refere é “Poesias de andança-Andanças de poesia”, pela editora brasileira Scortecci.  A publicação é a terceira de sua carreira em português, sendo com tradução também para Inglês (Wandering poema-Poetic Wanderings) e; Espanhol (Poesias de Andanza-Andanzas de Poesia), lançado nos Estados Unidos em novembro do ano passado.  A publicação traz, além desse gênero literário, algumas crônicas, resultado de 20 anos de sua vivência e viagens entre Europa e Estados Unidos.

Importância para a poesia- O Prêmio Focus Brasil Awards é o primeiro da carreira da escritora, que mora em Los Angeles pela segunda vez, ambas pelo período de quatro anos. Para ela, além da importância de ter uma premiação internacional pelo reconhecimento da atuação no exterior, o troféu é ainda mais significativo por se tratar de um trabalho de poesia.  “Sou uma pessoa que escreve poesias e é uma coisa que praticamente não tem leitores, infelizmente, então é muito legal que tenha havido um reconhecimento para um trabalho feito de poesia, inclusive reconhecimento popular”, comemora.

Carreira- Brasileira nascida em São Paulo, Luana Laubeski tem 43 anos e, há mais de 20, vive fora de seu País de origem, tendo morado na Espanha, Inglaterra, e atualmente em Los Angeles, nos EUA.  É mestra em direção teatral pela Mountview Academy of Theatre Arts/ East Anglia University. Fundadora da companhia de teatro educativo The Golden Hat Theatre. Foi a primeira atriz brasileira na TV Catalã/ Espanhola: série Infidels. Laubeski também é autora de “Depois da primeira mutação” (1997) e; “Quinze”(1994), lançados somente no Brasil, também pela editora Scortecci. Ambos tiveram a tiragem de mil exemplares todos vendidos.

A obra- “Poesias de andança-Andanças de poesia”, tem 192 páginas e pode ser apreciado tanto na forma física como eletrônica, estando disponível em todas as plataformas digitais. A saudade, os medos, as novas e velhas percepções, a coragem e um extenso processo de aculturação estão entre os temas que permeiam as reflexões da paulista, que atualmente mora em Los Angeles, mas já vive fora do Brasil desde a década de 90. “Eu nunca parei de escrever, faço isso porque preciso. Quando um seguidor postou algo em uma rede social mencionando alguns dos meus poemas isso me tocou. Comecei a olhar meus arquivos e achei mais de cem textos. Foi quando decidi selecionar alguns e criar o livro, selecionando cerca de sessenta e cinco”, revela Laubeski, que tem mestrado em direção teatral na Inglaterra. A escritora conta que o restante deve dar origem a outro livro em breve.

Os textos foram escritos pela autora nos três idiomas. Mas o projeto inicial era publicar apenas os que estão em português, para leitores brasileiros que vivem em Los Angeles e cidades vizinhas, mas a escritora achou que deveria falar também para quem conviveu com ela de alguma forma pelas cidades onde passou, incluindo a Espanha- que faz parte de suas origens-e onde passou a maior parte da vida adulta. “A maioria dos poemas foi escrita em português, mas também havia uma quantidade significativa em inglês e espanhol. Quis contemplar os Estados Unidos, onde toda minha família mora; meus sobrinhos; o Brasil, onde nasci e; a Espanha, que é o País do meu coração, junto como todos os meus amigos latino-americanos que falam espanhol”, conta Laubeski, que tem nacionalidade espanhola.

Tradução- Para a tradução e revisão, a escritora- que fala e escreve fluentemente os três idiomas- optou por montar uma equipe de tradutores e revisores, mas acompanhou todo o processo de perto. “Tradução para mim é uma coisa muito séria, então tinha que ser feita por profissionais, mesmo sob minha revisão. É um trabalho complexo, delicado, minucioso. Eu sempre gostei de ter profissionais acoplados ao meu trabalho para valorizar cada área”, justifica.

Produção- O processo de produção durou cerca de seis meses, iniciando em abril deste ano. Laubeski comenta as particularidades da transposição dos textos. “A tradução do português para o espanhol e vice-versa é muito mais bonita, simples, fluida. São duas línguas românticas, muito mais próximas. Já para o inglês é outra estrutura linguística, mas nesse caso optei por traduções ora literária, ora versão, muitas vezes tendo que abandonar as preocupações com métrica, rima e sonoridade”, adianta.

Público- Ao longo das poesias e crônicas o leitor passeia por temas que são motivo de inquietações da escritora e a sua forma de refletir sobre a vida. Por isso Luana Laubeski não direciona os textos a um público específico e, como todo artista, escreve para expressar a sua arte. “Acredito que a arte tem que ser simples na hora de expressar a complexidade da vida. Esse é o meu motor. Quando escrevo sempre penso que alguém vai se identificar com isso. E acredito quem saiu do ninho se identificará com o que esta no livro.”, ressalta.

Nas páginas, ela também relata um pouco do que é ser uma estrangeira morando fora do seu País. Há até reflexões confusas, como a vida, segundo a autora. Um retrato da realidade. “Nem sempre tudo é tão claro. Então, às vezes, eu escrevo assim, palavras jogadas. De uma forma geral, quando eu falo de amor eu falo para quem ama; quando eu falo de dor, falo para quem sente dor; quando falo de dúvida, falo para quem sente dúvida”, afirma.

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

"Bolerus", novo livro do autor Vanderley Sampaio, sugere uma leitura sem plano de voo definido, em que podemos assistir à dança dos versos construindo imagens, cadências e zumbidos

Sinopse: Bolerus é um termo instigante para dar nome a um livro que nos sugere uma leitura sem plano de voo definido, em que podemos assistir à dança dos versos construindo imagens, cadências e zumbidos. Nesses poemas e outros delírios líricos de Vanderley Sampaio, somos confrontados com nossos devaneios e temores mais cotidianos ao mesmo passo em que desejamos conhecer o segredo do Universo. O incômodo e inusitado besouro cascudo, que pousa sobre nossas cabeças nas noites quentes e inquietantes, esconde também asas leves e frágeis, que enternecem nossa fúria existencial. E assim, pareando questionamento e desejo, confusão e silêncio, ludicidade e solidão, somos todos convidados a surtar de poesia e a dançar com os insetos barulhentos que sobejam nossos mais profundos pensamentos. (Rose Almeida, bacharel em Letras pela USP e poeta no blog Absurtos).

Vanderley Sampaio nasceu em Garça (SP), no ano de 1972. Começou a escrever poesia na adolescência, quando também mergulhou no teatro como ator amador. Jurando que iria voltar, "pediu um tempo" às artes cênicas, para cursar Jornalismo na Unesp, em Bauru (SP). Descumpriu sua promessa e seguiu a vida sem palcos, atuando como jornalista por nove anos e depois como servidor público. Mudou-se para São Paulo (SP) e formou-se em Direito pela USP. Mas a poesia sempre se manteve presente em sua vida. Alguns de seus poemas foram publicados em jornais, sites e nas redes sociais, especialmente no blog Absurtos.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Vanderley Sampaio
: Sempre gostei de escrever. Participei de alguns concursos literários quando era adolescente, inclusive, recebendo certificado de destaque. Conheci e adorei a obra dos poetas concretistas quando fazia faculdade de Jornalismo. Também me encantei com a poesia áspera e fascinante de João Cabral de Melo Neto. Escrevi muita coisa inspirado pela técnica e o estilo desses poetas. Sabia das dificuldades de publicação e só há poucos anos voltei a mexer no material que já possuía, além de compor novos poemas e, finalmente, reunir tudo em um livro que fosse exatamente o que eu sonhara. Com o livro todo diagramado, pronto, mas ainda na gaveta, tive a experiência de criar o blog Absurtos nas redes sociais e submeter meus versos à apreciação de um público leitor muito maior do que poderia imaginar.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Bolerus” (Scortecci Editora). Poderia comentar?

Vanderley Sampaio: Com a consolidação do Absurtos (cerca de 145 mil seguidores nas redes sociais) e os pedidos de amigos e leitores por uma publicação, desengavetei de vez meu primeiro livro e comecei a pesquisar editoras. Escolhi a que mais me desse liberdade no processo editorial e tornasse concreto o que eu havia idealizado. Assim, nascia “Bolerus”, publicado de forma independente, mas com todo o cuidado e a qualidade que sonhei. São 80 poemas, com uma proposta visual, sonora e altamente reflexiva. Para que entendam melhor, citarei a sinopse que está na orelha da edição: “Bolerus, termo instigante para dar nome a um livro, nos sugere uma leitura sem plano de voo definido, em que podemos assistir à dança dos versos construindo imagens, cadências e zumbidos. Nesses poemas e outros delírios de Vanderley Sampaio, somos confrontados com nossos devaneios e temores mais cotidianos ao mesmo passo que desejamos conhecer o segredo do Universo. O incômodo e inusitado besouro cascudo, que pousa sobre nossas cabeças nas noites quentes e inquietantes, esconde também asas leves e frágeis, que enternecem nossa fúria existencial. E assim, pareando questionamento e desejo, confusão e silêncio, ludicidade e solidão, somos todos convidados a surtar de poesia e a dançar com os insetos barulhentos que sobejam nossos mais profundos pensamentos”.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Vanderley Sampaio: Muitos dos poemas de “Bolerus” têm uma preocupação estética e sonora. Contudo, considero que a pesquisa para isso já havia sido feita quando estudei alguns dos meus poetas preferidos na faculdade. “Zumbidos Palmares I” e “Zumbidos Palmares II” são dois poemas do livro que precisaram de uma atenção mais técnica quanto ao conteúdo e a adequação do vocabulário, mas sem rigor extremo. Há poemas escritos em plena juventude (na adolescência e também aos vinte e poucos anos), mas também os surgidos entre 2014 e 2016. Eu diria que foi um livro que demorou uns 25 anos para ser concluído e lançado.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Vanderley Sampaio: Eu destacaria os poemas: “Acostumar”, que tem uma proposta mais rítmica, se aproximando do universo da canção e também por sua natureza de um “eu” profundamente angustiado; “Inóspita cidade”, por sua crítica social, voltada para os aspectos urbano e caótico da vida nas grandes cidades; e “Nus estados”, como exemplo de poema visual que discute um pouco a filosofia da existência. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Vanderley Sampaio
: O livro “Bolerus” está à venda pelo PagSeguro, na loja da página do Absurtos no Facebook (@absurtos). Pode ser encontrado nas livrarias on-line Martins Fontes Paulista, Cultura, Asabeça, Cia. dos Livros e no site da Amazon. Nesta última, já está disponível também a versão digital (e-book Kindle), por um preço incrível. Para saber detalhes sobre como comprar, é só acessar a aba Livro “Bolerus” em www.absurtos.com.br. Neste mesmo site e nas redes sociais do Absurtos é possível conhecer várias séries de poemas (meus e da minha parceira Rose Almeida) e acompanhar as novidades.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Vanderley Sampaio: O projeto mais recente, além do “Bolerus” em formato digital, é uma campanha pela democratização da poesia. Chamada de “Bolerus por aí”, a ação tem espalhado pela cidade vários exemplares do livro de forma gratuita e abrangente. Consiste em libertar o livro em museus, praças, ônibus, centros culturais e muitos outros espaços, para que qualquer pessoa possa encontrá-lo, lê-lo e depois deixá-lo onde quiser para que o processo continue. Todos os passos dessa aventura estão sendo registrados nas redes sociais.

Perguntas rápidas:

Um livro
: “O livro do desassossego”, Fernando Pessoa (Bernardo Soares).
Um (a) autor (a): Fernando Pessoa.
Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro.
Um filme: A insustentável leveza do ser.
Um dia especial: o dia do nascimento da minha filha Vanessa (mas o segundo dia especial foi o do lançamento do meu livro “Bolerus”).

Conexão Literatura
: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Vanderley Sampaio: Agradeço pela oportunidade de falar sobre meu recém-lançado livro “Bolerus”, desejo sucesso à revista Conexão Literatura e aproveito para pedir que editoras e leitores acreditem mais na poesia. É preciso que mais livros de poesia sejam publicados, divulgados e lidos. É um gênero fundamental na literatura e não deveria ser preterido ou minimizado. Muito obrigado!

Serviço:
Título: Bolerus
Autor: Vanderley Sampaio
Editora: Scortecci Editora
Gênero: Poesia brasileira
Formato: 14 x 21 cm - 120 páginas
ISBN: 978-85-366-5355-6
Preço de capa: R$ 35,00
Faixa etária: livre
Blog Absurtos: www.absurtos.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/absurtos
Instagram: https://www.instagram.com/absurtos
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Em “o sal e o lírio” o homem se aquece no próprio abraço

Francisca Vilas Boas - Foto Divulgação
O sal e o lírio é o mais novo livro de poemas de Francisca Vilas Boas, uma das pioneiras do miniconto no Brasil. Com sete livros publicados e participação em antologias, este recente trabalho revela qualidades bem apuradas. Poucas palavras dizem muito. Gestos de sal e feridas caminham lado a lado através de um silente ou gritante eu lírico.
Os poemas do livro se alternam entre lirismo e salinidade. No ofício da palavra, a poeta se sobressai com metáforas. Francisca escreve sobre afetos germinais, ilusões, ilhas inacessíveis de encontros, corpos que enrugam a paisagem. No campo afetivo, aqueles que foram provar das fábulas se extraviaram.  Como um voyeur, um guarda age na contrarrazão do desejo e multa o amor.
Pós-graduada em Letras e Direito, Francisca Vilas Boas exerceu as funções de professora e de oficiala da Justiça Federal, adquirindo assim familiaridade com as dobras do tempo, com o desrumo e o calendário das almas e, também, com inventários do abandono. Hoje, a poeta questiona: “a ferida sonha? o corpo é seu refém?” Enquanto isso, “deus se tornou imagem de museu”.
E há excesso de sal nos súbitos da rua. Um homem mata e tinge de sangue o branco do espaço. Mesmo depois que o caos dessangra, nem o cavalo branco de Gauguin escapa das mutações, e tem sua cor desbotada. Somente um carneiro na paisagem rural se mantém branco... branco.
Francisca é mineira de Guaxupé, com as lembranças dos pomares da infância e dos lírios que refletem arco-íris. Mora no Rio de Janeiro desde 1973, entre belezas e máquinas do mundo. Em qualquer lugar há solidão e “a barca da morte atravessa o deserto das almas.” Ainda bem que as mulheres (incluindo a autora) emprestam doçuras ao sombrio.
Desde os anos de 1960, a escritora cumpre o ofício da espera e da lapidação de palavras. No processo criativo, definido como pura tocaia, vultos ganham ossatura e asas. Versos respiram: o suor no ar envolve a brisa que passa. Curiosamente, em um dos poemas a letra y lembra o formato de uma taça... de lírio.
Para a ex-professora de Literatura Brasileira e Língua Portuguesa, por mais de 30 anos, a gramática do mundo foi deletada. Sem perder o refinamento literário, ela registra a atual (in)comunicabilidade humana, em que o diálogo agoniza. Nesse aspecto, alguns poemas são salinamente líricos.
Com doçura farta e uma pitada de sal, Francisca não poupa sensibilidade ao descrever um amor de pai no primeiro contato com o filho - predestinado “a reescrever-te, a semear-te.” A mulher, tão traduzida e tão enigmática como em lua lúnula, ganhou poéticas de beleza e fortaleza. É fruto sobre a terra a urdir sua história de silêncios. A autora pergunta: o que é silenciado?
Vasto e profundo, o sal e o lírio pode ser definido em um verso do livro: “o homem caminha agasalhado no frio do próprio abraço.”

Crédito: Sílvio Reis, jornalista

Serviço:
“O sal e o lírio”, Editora Scortecci, 2017 – www.scortecci.com.br


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