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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A história do cinema para quem tem pressa

 


Contar toda a história do cinema em menos de 200 páginas. Esse é o desafio do livro A história do cinema para quem tem pressa, de Celso Sabadin, da editora Valentina.

Parece um projeto destinado ao fracasso, mas Sabadin dá conta do serviço.  Autor de livros como “Vocês ainda não ouviram nada – a barulhenta história do cinema” e sócio fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, o autor consegue equilibrar a obra entre a profundidade e a rapidez, abordando desde o surgimento da sétima arte até os dias atuais em uma linguagem fácil e agradável.

O livro se destaca principalmente pelas curiosidades que ajudam a contar a história. Por exemplo, em 1872 o fotógrafo inglês Eadwear Muybridge foi contratado pelo governador da Califórnia para ajudar a elucidar uma questão. O governador havia apostado com um amigo que os cavalos tiram as quatro patas do chão enquanto correm. Muybridge espalhou pela pista 24 câmeras munidas de disparadores automáticos, que permitiram detectar minunciosamente os movimentos do equino. Ao ver as fotos ele percebeu que se elas fossem exibidas rapidamente em sequencia conseguiriam criar a ilusão de movimento, o que seria a base da câmera cinematográfica. A propósito: o governador ganhou a aposta.

Embora oficialmente o cinema tenha surgido na França, foi nos EUA que ele mais se difundiu, principalmente graças aos poeiras (niclelodeons), locais de exibição de limpeza precária, que vendiam aproximadamente 340 mil ingressos diários.

Foram os poeiras que enriqueceram Thomas Edson e o ajudaram a criar um verdadeiro truste que dominava completamente a produção cinematográfica no início do século XX.

Mas foram donos de poeiras (na maioria imigrantes que investiram todas as suas economias para montar as salas de exibição e ficaram ricos) que criaram os pequenos estúdios, que conseguiram vencer a guerra contra Edson. Esses pequenos estúdios se estabeleceram em Hollywood, na Califórnia porque o preço das terras era barato e porque dava para filmar o ano inteiro (ao contrário de cidades como Nova York, que sofre com nevascas, tempestades etc).

Universal, Warner, Fox, Colúmbia e MGM são alguns exemplos, empresas que até hoje, mais e um século depois, ainda dominam a produção de cinema norte-americano.

Entre essas empresas que surgiram nos poeirões estava a Warner Bros. Eram 11 irmãos Warner que haviam deixado a Polônia em busca de melhores oportunidades. Um deles, Sam, encantou-se com o cinema ao trabalhar como projecionista e convenceu o pai a investir todas as economias na compra de um projetor e aluguel de uma pequena sala.

O cineminha deu certo e logo se tornou produtora, mas estava a anos luz das maiores do ramo.

A aposta dos irmãos Warner passou a ser o cinema falado. Começaram com Dom Juan, que tinha apenas efeitos sonoros sincronizados, o que não despertou interesse da plateia nem da imprensa e gerou um belo prejuízo. A sorte da empresa viria com O cantor de jazz, em 1927. Apesar de ter poucas falas, os números musicais sincronizados encantaram a plateia.

Logo todo mundo só queria saber de filmes falados e os estúdios tiveram que se adaptar. Mas o equipamento de captação de som era rudimentar e os microfones enormes, do tamanho de um ralador de queijo. O jeito era escondê-los no cenário. Mesmo assim, os atores tinham que falar num tom mais alto que o normal. Assim era comum nos filmes da época os atores praticamente gritando ao lado de um vaso de flores no qual estava escondido o microfone.

São curiosidades e detalhes como esses que deixam o livro interessante. Mas a história do cinema para quem tem pressa também consegue analisar e explicar os movimentos cinematográficos, como o expressionismo alemão, o impressionismo francês, o realismo soviético e o neorrealismo italiano. E ainda dar uma passada de olhos sobre os dois países que mais produzem filmes no mundo, a Índia e a Nigéria.

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

[Crítica] Ataque Dos Cães - Netflix



Título Original: The Power of the Dog

Direção: Jane Campion

Ano Lançamento: 1 de Dezembro de 2021

Duração: 02h08min

Elenco: Benedict Cumberbatch, Kirsten Dunst, Jesse Plemons, 
Kodi Smit-McPhee, Thomasin McKenzie e Frances Conroy

Gênero: Faroeste, Drama

Origem: Estados Unidos

Ataque dos Cães conta a história de Phil (Benedict Cumberbatch) e George (Jesse Plemons), dois irmãos ricos e proprietários da maior fazenda de Montana. Enquanto o primeiro é brilhante, mas cruel, o segundo é a gentileza em pessoa. A relação dos dois vai do céu ao inferno quando George se casa secretamente com a viúva local Rose (Kirsten Dunst). O invejoso Phil fará de tudo para atrapalhá-los.

Impressões:

Netflix tem cada vez apostado no bom e velho faroeste, ganhando novos apaixonados pelo gênero e sendo um sucesso de crítica tanto do público como de profissionais da sétima arte, sua mais nova aposta é o sucesso que está entre o top 10 da semana, “Ataque Dos Cães”. Vale lembrar que o longa é baseado no livro do autor Thomas Savage, lançado em 1967. Bora pra crítica?

Ataque Dos Cães (The Power of the Dog), narra de forma hábil e intensa a vida dos irmãos Phil (Benedict Cumberbatch) e George Burbank (Jesse Plemons), cada um dos irmãos possuem uma personalidade diferente, George é um sujeito educado, sociável e gentil com o próximo. Porém! O seu irmão, Phil já é o oposto, um sujeito mal educado, possuindo um temperamento bruto e agressivo com o próximo, não dando importância para o sentimento das pessoas.

O conflito começa a partir do momento em que George decide casar (escondido), com a viúva Rose Gordon (Kirsten Dunst), deixando furioso o já nervoso Phil, achando que sua cunhada casou por interesse.

Ataque Dos Cães, possui um ritmo lento mas incisivo para mostrar em detalhes ao espectador de cada personagem principal, até mesmo os personagens secundários ganham importância no decorrer da trama. Ponto positivo!

O espectador precisa ficar atento nos mínimos detalhes, vai fazer toda diferença no final. Podem confiar em mim. Ok? Netflix apostou em sua produção original, trazendo um elenco de peso para trama no velho oeste.

Se liga nesse time: Benedict Cumberbatch, Jesse Plemons, Kirsten Dunst, Kodi Smit-McPhee e Thomasin McKenzie. Benedict conseguiu trazer toda brutalidade em uma atuação impecável, mostrando todo o seu potencial do começo ao fim. Merece o Oscar em 2022, sem sombra de dúvidas.

Um dos pontos de maior destaque é relacionado com toda ambientação. O longa tem como pano de fundo Montana no período de 1925. Netflix conseguiu uma perfeição com cenários e até mesmo figurinos! O espectador é transportado para década de 20. Mais um ponto positivo.

Vale a pena? Sem sombra de dúvidas! Netflix mais uma vez acertou em cheio com suas produções originais. “Ataque Dos Cães” cumpriu seu papel em trazer um drama recheado de tensão e drama, com personagens bem construídos e intensos.

 


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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Homem Aranha é o herói preferido do brasileiro, aponta pesquisa

 


Marvel tem estreia no Brasil. Eternos chega para balançar o universo dos super heróis

Eternos estreia no Brasil hoje, dia 4 de novembro, e a agência de SEO Hedgehog Digital foi buscar entender quem é o herói preferido da Marvel no país. E o felizardo foi o Homem Aranha que desbancou os demais super heróis com 673.000 buscas mensais (Google). 

Parece que o brasileiro gosta de um herói com crise de identidade que tem problemas para manter um relacionamento amoroso. Por que será? Hehe. Vale a análise. 

Outro ponto importante da pesquisa feita pela agência é que para alguns heróis, a intenção do usuário no Google ainda é meio dúbia, como é o caso do Hulk. Será que quando buscamos, queremos saber sobre o herói bravo ou sobre o jogador de futebol? 

Já os vingadores é a equipe mais buscada pelos brasileiros. Seguida pelos X-Men e Guardiões das Galáxias. 


Neste cenário, Eternos precisa lutar muito para desbancar o Homem Aranha. Será que com sua pegada mais conceitual ele vai conseguir? Será que Angelina Jolie, como heroína que domina tudo, vai passar à frente da Viúva Negra, por exemplo? 

Para ver mais informações sobre a pesquisa acesse o blog da Hedgehog Digital e confira o passo a passo. 

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domingo, 25 de julho de 2021

7 carros famosos que marcaram o cinema mundial de alguma forma

 


Cinéfilo ou não, todos sabem que existem carros que marcam quando passam nas telas. Confira uma lista com alguns modelos que trazem lembranças incríveis para quem adora um cinema!

O cinema marca a vida das pessoas de diversas maneiras. Existem pessoas que gostam da forma que a cidade é retratada, por exemplo, outras pessoas gostam da forma que os carros são caracterizados para fazer parte do filme de maneira histórica. Isso, com certeza, marcou muitas gerações, desde carros equipados do futuro até os clássicos do passado bem cuidados.

Sejam eles carros usados antigos como o fusquinha do Herbie ou Batmóvel que é algo mais avançado, os veículos têm o seu espaço especial no coração dos cinéfilos.

Nesse conteúdo, vamos mostrar 7 carros icônicos do cinema que marcaram e marcam até hoje gerações. Acompanhe para saber se algum dos veículos citados também marcou você de alguma forma.

Máquina de mistério – Scooby Doo

Com uma aparência de van dos anos 60, cheia de cores e desenhos, a máquina de mistério é um veículo que marcou as gerações dos anos 90 e 00. O veículo que levava os personagens Velma, Fred, Daphne, Salsicha e Scooby Doo no desenho, tinha a incrível capacidade de se adaptar em diversas situações.

O carro carregava lanternas, cordas, mesa, cadeiras, as paredes eram revestidas com equipamentos de informática, armários de cozinha e muito mais. Era um carro fictício, mas quem não sentiu vontade de dar uma volta na máquina de mistério quando jovem?

Ecto-1 o veículo dos Caça-Fantasmas

Um Cadillac com um design muito diferenciado para os anos 50, o espaçoso Miller-Meteor Ambulance de 1959, transportava o elenco de um dos filmes mais icônicos já lançados, os Caça Fantasmas. O elenco da época era composto por Bill Murray, Dan Aykroyd, Ernie Hudson e Harold Ramis.

DeLorean DMC-12 do filme De Volta Para o Futuro

Um dos modelos mais conhecidos dos anos 80, criado pelo Dr. Emmett Brown com as portas que abriam para cima, era muito mais do que um simples carro. Ele acabou marcando uma geração que acreditava que o futuro seria com skates voadores e carros que pareciam naves.

Ele era uma genuína máquina do tempo que transportava Marty Mcfly de um espaço-tempo para o outro durante a trilogia de do filme.

Carro dos Flintstones

Outro desenho incrível dos anos 90, o carro dos Flintstones foi um dos veículos que as crianças mais queriam andar e ver como era o meio de transporte na idade da pedra. Direto de Bradock ele era um carro que se locomovia relativamente rápido, sem a ajuda de motores ou engrenagens completas, apenas os pés de quem estava no veículo.

O piloto oficial do veículo era o patriarca da família, Fred e sempre estava acompanhado de sua família e amigos.

Batmóvel

Um carro que era ligado a identidade do Batman, independentemente de sua versão do filme, ele sempre se parecia com o herói. O carro apareceu pela primeira vez na HQ Detective Comics #48 de 1941 com um visual totalmente diferente do que nós conhecemos hoje.

O Batmóvel já passou por diversos veículos como Cadillac 1939 conversível e até nave espacial com barbatanas, apresentando o carro do herói de várias formas. Ele marca gerações até hoje, a cada novo filme lançado do Batman, os fãs esperam as mudanças que o carro vai ter e como ele vai poder ajudar o homem morcego.

Herbie – Fusca de 1963

Um dos carros mais famosos do cinema, o fusca bonzinho ganhou os corações nas sessões de filme dos anos 60, onde apareceu pela primeira vez. No filme Se Meu Fusca Falasse, ele foi desprezado pelo dono em uma loja de carros e foi do lixo ao luxo de Jim Douglas.

Decorado com as listras vermelhas, brancas e azuis, Herbie se tornou o carro de corrida do piloto e venceu diversas disputas automobilísticas durante o filme. Até hoje o fusquinha é lembrado por onde passa, chamando atenção para os modelos que parecem com o original.

Maximus Dodge Charger do Dominic Toretto

Com o motor mopar, interior espartano com gaiolas e banco de competição, o Dodge de 1970 apareceu pela primeira vez no filme Velozes e Furiosos e, automaticamente, já se tornou marca registrada do ator Vin Diesel, que interpreta Dominic Toretto na sequência sobre corridas clandestinas.

Dotado de um extremo valor sentimental, o carro foi deixado pelo pai de Dominic. Em 2015 ele voltou a aparecer no sétimo filme.

Diversos carros marcaram história, seja como um desenho, algo do futuro ou apenas um filme de corrida comum. E aí, algum dos carros da lista marcou a sua vida de alguma forma? 


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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Escritos de João Carlos Sampaio viram livro de memórias

 

João Carlos Sampaio - Set de Troca de Cabeça [Foto por José Mamede]

Obra póstuma reúne críticas de cinema e outros textos do jornalista, nome fundamental do campo cinematográfico da Bahia e do Brasil

Lançamento ocorre em live no dia 9 de abril, no canal de YouTube da Abraccine

 

Baiano de Aratuípe, cidade que adorava com devoção, João Carlos Sampaio (1969-2014), jornalista, crítico cinematográfico e curador, era do tipo de pessoa que agrega, mobiliza e muito produz. Em 44 anos de vida, atuou pelo fortalecimento e pela visibilidade do cinema do Brasil e da Bahia, tendo sido um dos fundadores da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), que receberá, em seu canal de YouTube (www.youtube.com/abraccine), o lançamento do livro “Pó da estrada: Escritos de João Carlos Sampaio”, que reúne textos escritos por ele para jornais, revistas, mostras e projetos variados, além de um resgate poético de sua trajetória profissional e vida pessoal. A publicação, editada pela Editora Gris, tem organização e produção de Flávia Santana e Tais Bichara, curadoria de críticas de João Paulo Barreto e Rafael Carvalho, coordenação editorial de Lara Perl e projeto gráfico de Rafa Moo. Todos eles estarão presentes no evento com transmissão ao vivo, mediado por Luiz Joaquim (PE) e ainda com o convidado Marcelo Lyra (SP), ambos da Abraccine, no dia 9 de abril (sexta-feira), às 19h, celebrando esta entrega que, para além da memória de um indivíduo tão notável, desponta como marca de uma geração da cinematografia baiana e nacional.

 

João Carlos Sampaio permanece como um dos principais nomes da crítica de cinema brasileira. Escreveu durante quase 20 anos para o jornal A Tarde, que gentilmente cedeu suas escritas para o livro, e atuou como curador em festivais como Cine PE e Mostra Cinema Conquista. Integrou comissões de seleção e júris oficiais de eventos como o Festival de Cinema de Gramado e Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além do júri indicativo do filme brasileiro pré-candidato ao Oscar em 2005. Seus escritos revelam vasto repertório prático e subjetivo, com domínio do assunto, enquanto também se encharcam da beleza de um olhar apaixonado pela vida, pela arte e pela humanidade.

 

“Eu nem me preocupo em parecer superlativa ou genérica por dizer que a importância de João é imensurável e impossível de mapear com inteireza. Ele foi uma espécie de gerente de muitas encruzilhadas, unindo pessoas, projetos, cenas e caminhos sempre com muita inteligência e generosidade”, declara a jornalista e produtora cultural Tais Bichara. “João fez pontes entre gerações de realização cinematográfica e crítica, entre produções da Bahia e de outros estados, entre redes de afeto que pareceriam desconexas para qualquer outra pessoa. E é sempre lembrado como um embaixador bem-humorado de coisas caras para ele, em todos os espaços que ocupou, na escrita, na curadoria ou na mesa de bar”, completa ela.

 

Também à frente da organização da publicação, a produtora Flávia Santana conta que já fazia tempo que existia o desejo de realizar o livro em memória a João, “essa pessoa que tanto admiramos e que tanto contribuiu para a crítica e para o cinema brasileiro”. E completa: “No processo de pesquisa e encontro com os arquivos de João, descobrimos que ele também tinha vontade de publicar uma obra com suas reflexões. Então, este lançamento mostrou-se um desejo coletivo. No processo de construção, conseguimos reunir diversos tipos de escritas de João, trazendo seu lado profissional e também a pessoa que está por trás disso: o seu humor, sua generosidade e sua forma bonita e única de lidar com a vida”.

 

A obra contém uma coletânea de críticas com 33 textos – 25 deles foram originalmente publicados no A Tarde e dois, no extinto Bahia Hoje. Há ainda um extraído do livro “Os filmes que sonhamos” (Editora Lume, 2012), outro da Revista Teorema, mais um para catálogo de mostra da Caixa Cultural, outro para o extinto site Viva Viver e dois de seu arquivo pessoal, possivelmente inéditos. A seleção foi feita por uma dupla de curadores formada pelos jornalistas e críticos de cinema João Paulo Barreto e Rafael Carvalho.

 

João Paulo Barreto explica que a proposta do livro, desde o começo do projeto, era que a curadoria pudesse seguir um norte tanto afetivo, em termos de obras de grande valor sentimental para João Carlos, quanto no sentido de ser um registro de sua trajetória como crítico de cinema. “Por isso, a seleção buscou abranger críticas sobre obras que representam momentos marcantes da cinematografia brasileira e mundial, bem como trazem o olhar terno dele no que se refere ao modo como aquelas obras o tocaram pessoalmente”, resume. O parceiro Rafael Carvalho descreve então a coletânea final: “Ela reúne textos que simbolizam as diversas facetas da produção de João Carlos Sampaio – um crítico incansável –, as preocupações e frentes de trabalho que ele tomou para si e que se evidenciam em seu ofício: a paixão pelo cinema brasileiro, o interesse pelos filmes latino-americanos e de outras cinematografias distantes, a reverência aos grandes clássicos, o gosto pelo cinema popular”.

 

Um outro conjunto de escritas, que alcança mais a pessoalidade de João Carlos Sampaio, como suas experiências de infância no interior, suas sensibilidades e a paixão pelo Esporte Clube Vitória, vem de suas intensas publicações no Facebook, de e-mails e de textos que revelam sua poesia intrínseca. Coisas como: “[...] o sentido das coisas depende daquilo a que a gente escolhe dar valor de crença, de peso, de altura, de força, de cheiro e de cor. Tudo seria só ficção e arbitrariedade, que só ganha jeito de existir e de ser pelo jeito de ser e de existir que a gente enxerga e decide, sabe-se lá por quê, acreditar e dar valor”. Ou da primeira vez que assistiu a um filme: “O cinema surgiu para mim como algo sobre bichos perigosos. [...] Quando descobri que era bem mais que isso, já não fazia diferença, estava completamente fascinado”. E ainda na defesa da democracia: “Não importa se o filme é bom ou ruim, mas nunca queira viver dias de censura. [...] é importante estarmos sempre alertas ao menor sinal de que isso volte. Adultos como você, como nós, devemos justamente poder escolher entre ver ou não ver qualquer coisa. [...] é por isso que defendemos até o que não queremos ver”.

 

Completando o conteúdo, estão contribuições da equipe, que descreve capacitadamente a figura de João, uma linha do tempo biográfica e afetiva, além de um belo relato contribuído pelo cineclubista, crítico de cinema, curador e programador Adolfo Gomes. Das imagens, fotos da infância e da vida adulta se somam a registros originais, feitos pela fotógrafa Hury Ahmadi, em viagem a Aratuípe, a “cidade paraíso”, como alçada no livro, pela fundamental presença na existência de Sampaio.

 

Para tornar tudo isto palpável, a editora independente Gris, de Salvador, segue na execução de suas experimentações de narrativas em processos gráficos impressos. Lara Perl, coordenadora editorial, explica: “O livro foi pensado como um diário de viagem que reúne fragmentos da vida e do trabalho de João, mas não é uma biografia. Tentamos construir um objeto especial que pudesse conter diferentes formatos de textos e imagens, apresentando uma sequência narrativa que traz certas quebras e surpresas”, diz ela. “Pensamos também no livro como uma janela que resgata o olhar de João sobre o mundo, a vida e o cinema”, completa Lara.

 

A tiragem é de 500 exemplares, parte distribuída gratuitamente para acervos de cursos de Cinema e Comunicação e cineclubes da Bahia. E não acaba aí: há ainda versão em audiolivro, narrado pelo ator, escritor e locutor Daniel Farias e pela psicóloga e psicanalista Guacira Cavalcante, disponível em www.editoragris.com.br, também onde o livro físico pode ser comprado.

 

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

PARA FOTOS DE JOÃO CARLOS SAMPAIO, EQUIPE DO LIVRO E BASTIDORES DA VIAGEM A ARATUÍPE, ACESSE: http://bit.ly/podaestrada

 

Livro

Pó da estrada: Escritos de João Carlos Sampaio

Salvador, 2021 | Editora Gris

240 páginas | Formato 18 x 23 cm | Com versão em audiolivro | R$ 65

Vendas: www.editoragris.com.br

 

Lançamento

Com: Flávia Santana, João Paulo Barreto, Lara Perl, Rafa Moo, Rafael Carvalho e Tais Bichara

Convidado: Marcelo Lyra

Mediação: Luiz Joaquim

Quando: 9 de abril de 2021 (sexta-feira), 19h

Onde: Canal do YouTube da Abraccine no YouTube (www.youtube.com/abraccine)

 

Ficha Técnica

Pó da estrada: Escritos de João Carlos Sampaio

Organização e produção executiva: Tais Bichara e Flávia Santana

Curadoria de críticas: João Paulo Barreto e Rafael Carvalho

Fotografias: Hury Ahmadi

Coordenação editorial: Lara Perl

Edição: Lara Perl e Rafa Moo

Projeto gráfico: Rafa Moo

Autor colaborador: Adolfo Gomes

Revisão: Clarisse Lyra

Digitalização de imagens de arquivo: Patrícia Martins

Locução de audiolivro: Daniel Farias e Guacira Cavalcante

Montagem e mixagem de audiolivro: Napoleão Cunha

Transcrição de críticas e revisão de áudio: Rafael Saraiva

Assessoria Jurídica: Verônica Aquino

Assessoria de imprensa: Marcatexto

Gestão de mídias sociais: Inara Rosas e Vic Zacconi

Realização: Tropicasa Produções, Giro Produções Culturais e Editora Gris

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domingo, 28 de março de 2021

O Universo de Mary Shelley: Frankenstein e seus possíveis derivados, por Ademir Pascale


Por Ademir Pascale

NO INÍCIO ERA PROMETEU

Poderemos comparar o Dr. Victor Frankenstein ao titã grego Prometeu, que apoderou-se do fogo divino de Zeus, outorgando aos homens comuns a evolução perante aos outros animais e assim como o ser supremo, também gozava da criação humana. Furioso, devido ao roubo do fogo divino, Zeus castigou Prometeu e o acorrentou ao cume do monte Cáucaso, dando livre arbítrio para um terrível abutre dilacerar o seu fígado que sempre se regenerava, devido a sua imortalidade. Zeus pronunciou o castigo a Prometeu por 30.000 anos, mas, o condenado foi libertado por Hércules que deixou em seu lugar o deus da medicina, o centauro Quíron, pois este já estava condenado devido a uma ferida eterna causada por uma flecha terrivelmente envenenada. 

Em uma atitude nobre, Quíron transfere sua imortalidade pela libertação de Prometeu, com a intenção de acabar com o seu sofrimento devido a dor da ferida eterna que possuía.

Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851) a autora da obra "Frankenstein", inspirou-se na lenda de Prometeu. O título da obra era “Frankenstein” ou “O Moderno Prometeu”. Levantei uma conjectura demais interessante: e se Mary Shelley não for a real autora, criadora da obra "Frankenstein"? Estive analisando o conteúdo da obra "Frankenstein" e ligando alguns fatos interessantes.

Mary Shelley
VAMOS AOS FATOS   

Antes de apresentar os fatos, gostaria de fazer um breve comentário a respeito do poeta inglês, Percy Bysshe Shelley (1792-1822). Percy era casado com Harriet Westbrook e ao mesmo tempo, namorado de Mary Wollstonecraft. Um triste dia, Harriet descobriu a traição e, claro, não aceitou. Impulsivamente, ou quem sabe num gesto de desespero, Percy abandona a esposa gestante e foge com Mary para o continente. Dois anos depois do ocorrido, mais precisamente em 1816, Harriet ainda não conformada com a traição, suicida-se e, sabendo da tragédia, Percy não perde tempo e se casa com Mary. 

PRIMEIRO FATO: na trama "Frankenstein", o pai da horrenda criatura, Victor Frankenstein, era ridicularizado pelos mestres de sua universidade, devido ao grande interesse pela Alquimia, considerada ultrapassada em sua época. Na vida real, o poeta Percy, esposo de Mary, foi expulso da faculdade de Oxford depois de publicar um panfleto sobre a necessidade do ateísmo (doutrina dos ateus. Falta de crença em Deus). Percy arruinou sua carreira acadêmica, mas defendeu suas ideias.  Note a semelhança neste fato entre o personagem Victor Frankenstein e Percy Bysshe Shelley. 

SEGUNDO FATO: o suicídio da primeira esposa do poeta Percy, Harriet. Quando amamos alguém que se vai, não pensamos como seria bom a eternidade da vida humana e às vezes não ficamos descrentes no ser supremo? Na obra "Frankenstein", Victor Frankenstein não teve a terrível ideia de dar vida a um ser inanimado depois da morte de sua mãe? 

TERCEIRO FATO: Percy tinha ideias não convencionais. Uma grande prova deste fato é a admiração pelo autor William Godwin (1756-1836), também possuidor de ideias não convencionais e pai de sua segunda esposa, Mary, além de ter sido expulso da universidade por defender o ateísmo, ideia que ia contra os conceitos da universidade de Oxford. Para a época, a obra "Frankenstein", não seria uma obra não convencional? 

QUARTO FATO: a autora Mary Shelley escreveu cerca de trinta obras, mas somente  “Frankenstein”, fez o estrondoso sucesso.

QUINTO E ÚLTIMO FATO: Percy morre aos 29 anos por afogamento em julho de 1822. Sua esposa Mary Shelley passou a se responsabilizar pela publicação de suas obras.

MINHAS CONCLUSÕES: não seria Percy Bysshe Shelley o real autor da obra "Frankenstein"? A primeira publicação de apenas 500 exemplares foi publicada em 01 de janeiro de 1818 em uma pequena editora de Londres e grande detalhe, a obra não continha o nome do autor. O prefácio da obra foi redigido pelo próprio Percy B. Shelley.

Um ano depois da morte de Percy, em 1823, a segunda edição de Frankenstein é publicada, mas desta vez com o nome da autora, Mary Shelley. 

Percy B. Shelley
Não seria o verdadeiro pai da criatura, do desfigurado ser infernal, Percy B. Shelley? Liguei estes fatos ao pesquisar a vida do poeta Percy, da escritora Mary Shelley e do anarquista filosófico, William Godwin (pai de Mary Shelley). As ligações da obra "Frankenstein" com a vida real de Percy B. Shelley, são imensuráveis. Não existiu o desprendimento do autor com a obra, o qual relatou suas ideias pessoais e íntimas em relação ao ateísmo e em trazer a vida aos falecidos, além do marcante fato de sua expulsão na universidade de Oxford, bater com o terrível tratamento dado pelos professores em relação as suas ideias sobre alquimia do personagem “Victor Frankenstein”. Dificilmente eu acreditaria que fosse Mary Shelley a autora da obra "Frankenstein" depois de correlacionar tais fatos, mas saliento que não deixam de ser conjecturas. Não seria as personagens Victor Frankenstein e a própria criatura o alterego de Percy B. Shelley? Será que não se sentira culpado pelo suicídio de sua primeira esposa, Harriet, comprovando a criação do criador e criatura como uma metáfora? Note que na obra, o monstro sempre está próximo ao seu criador, mas por mais que se esforçasse o pai da besta nunca conseguia alcançá-lo. Seria um sentimento profundo de culpa que Percy sentia pela morte de sua ex-esposa, algo irrevogável e inalcançável, pois ela jamais retornaria a vida. 


FRANKENSTEIN OU APENAS “CRIATURA”?

Sim, apenas criatura. Este era um dos nomes do monstro, ou se preferir “demônio”, “ser infernal” ou simplesmente “desgraçado”. Frankenstein era o sobrenome de seu criador, Victor Frankenstein. O autor da obra não deu nome ao monstro. Talvez o fato de soar estranhamente o nome “criatura”, deu-se o sobrenome do criador e nada mais justo dar o sobrenome do pai ao filho. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma importante família da Silésia. Importante porque se deu o nome "Frankenstein" a uma antiga cidade hoje chamada de Zabkowice Slaskie (a Silésia é uma região histórica dividida entre a Polônia, República Checa e Alemanha). Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” em uma de suas viagens, mas provavelmente Percy B. Shelley a acompanhava.

AS ADAPTAÇÕES DA OBRA FRANKENSTEIN

Frankenstein está entre as primeiras obras góticas da história. A primeira foi publicada em 1764, intitulada "O Castelo de Otranto", de Horace Walpole (1717-1797). A obra “Frankenstein” é estruturada em romance epistolar, o realismo da história é indescritível e deveras emocionante. Além da inspiração da lenda de Prometeu, o autor (ou autora) da obra “Frankenstein”, também foi inspirado pela obra do autor e representante do classicismo inglês, John Milton (1608-1674). A obra é intitulada “Paradise Lost”. A segunda obra de Milton foi intitulada de "Paraíso Reconquistado", dando sequência ao primeiro livro. 

Trecho de Paradise Lost, traduzido por Antônio José de Lima Leitão (1787-1856).
(...)
“Inferno! Inferno! Que painel terrível
Meus olhos miserandos presenciam!
Em nossa estância habitam criaturas
De outro molde, talvez de terra feitas,
Que, não sendo anjos, só diferem pouco
Dos celestes espíritos brilhantes.
Os meus maravilhados pensamentos
Nelas se engolfam todos: té me sinto
Propenso a amá-las, — tanto lhes fulgura
A semelhança divinal no porte,
E tantas graças nos gentis semblantes
A mão que as construiu pródiga esparze!
Ah! par formoso! Mal agora pensas
Na mudança que perto já te assalta:
Esses prazeres todos vão sumir-se,
E desgraça tremenda lhes sucede
Tanto mais crua quanto sentes hoje
Alegria maior nos seios d’alma.
És feliz, mas durar assim não podes
Porque bem defender-te o Céu não soube; (...)

A obra “Frankenstein” é deveras trabalhada e inspiradora, mas, para alguns, com falhas: Victor Frankenstein junta pedaços humanos e os molda, tentando reconstituir a sua maneira a figura de um ser humano, mas, ao final do processo, após tortuosos estudos, noites em claro e alterações em sua saúde — decorrentes do excesso de trabalho —, o ser inanimado torna-se animado e assim como Percy B. Shelley abandona a esposa gestante, Victor abandona sua obra, ou se preferir, criatura.  

Frankenstein foi inicialmente alterado nas telas do cinema como um ser não tão “pensante”, ao contrário da filosófica criatura da obra de Mary Shelley ou Percy B. Shelley, que é culto e rápido como o relâmpago, “bem” diferente do conhecido Frankenstein do mundo da sétima arte, se bem que alguns diretores tentaram posteriormente modificá-lo, e hoje poderemos notar várias adaptações dele, algumas até cômicas, como no longa-metragem de 1974 “O Jovem Frankenstein” (Young Frankenstein/ 104 min/ 20th Century Fox Film Corporation).

Os leitores também se deleitavam com as adaptações de Frankenstein em quadrinhos, muitas das vezes herói, outras vilão.

O teatro também adaptou a obra e foi o primeiro a gozar de tal feito. Por fim, notamos adaptações de Frankenstein até em jogos futuristas para modernas plataformas de videogames. 

Frankenstein jamais morrerá, assim como os imortais deuses da mitologia, infelizmente, para desespero de Victor Frankenstein, que perdeu a vida tentando destruir o monstro.


ALGUNS POSSÍVEIS DERIVADOS DA CRIATURA DE FRANKENSTEIN:

O Incrível Hulk - Edwards mãos de tesoura - A Noiva Cadáver - Monstro do Pântano e O Médico e o Monstro.

Série "O Incrível  Hulk"




Nota: devemos temer o anormal e o estranho? Afinal, o que é ser normal? É seguir um padrão? Será que nos importamos mais com o visual do que com o conteúdo? Se Frankenstein fosse compreendido pelos humanos, a obra teria um trágico final? Se na vida real compreendermos o que está fora dos nossos padrões visuais, a vida humana não será mais harmoniosa?                   




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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

[Filme] Central do Brasil


Título Original: Central do Brasil
Direção: Walter Salles
Duração: 01h53min
Ano Lançamento: 03 de Abril de 1998
Elenco: Fernanda Montenegro, Vinícius de Oliveira, 
Marília Pêra, Othon Bastos e Soia Lira
Gênero: Drama
Origem: Brasil, França

Sinopse:

Em Central do Brasil, Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve - as cartas que considera inúteis ou fantasiosas demais -, ela decide ajudar um menino (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste.

Impressões:

Saudações cinematográficas, queridos leitores do blog. Tudo bem com vocês? Espero que sim! Vamos falar do nosso cinema nacional e não poderia ser diferente. Iniciar com um do filmes que bateram na trave pela conquista do Oscar. Já sabem?

“Central do Brasil” é uma das obras primas do cinema nacional, que infelizmente é pouco valorizado e até mesmo esquecido, porém! Isso é um tema para um outro post. Tudo bem?

O longa tem como foco principal na personagem Dora, vivida pela Fernanda Montenegro, ela trabalha escrevendo cartas para pessoas analfabetas na principal estação do Rio de Janeiro, conhecido como Central do Brasil.

Dora possui uma personalidade forte e na maioria das vezes, ácida. Ela própria decide colocar nos correios tais cartas, quando não aprovado, simplesmente rasga e joga fora sem ao mesmo o cliente perceber se foi enviado ou não.

Sendo um drama, essa produção cumpre o seu papel de forma hábil e com uma carga bem intensa do gênero. Um menino entra na vida da escritora de cartas, após sua mãe ser atropelada por um ônibus, o jovem fica desolado e abandonado na estação.

O clímax da produção chega a partir do momento em que Dora segue seu extinto de proteção e embarca em uma viagem para ajudar o jovem que está completamente perdido e desolado após a perda de sua mãe.

Roteiro segue com uma percepção ímpar de ambos os protagonistas, mostrando os lados opostos de cada, isso faz toda diferença em cada minuto do longa. Percepção é constatada pelas câmeras mostrando toda realidade das pessoas mais carentes e desamparadas nos lugares mais longínquos do Brasil.

Fotografia é outro destaque que merece uma menção especial, o espectador vai conhecendo nos mínimos detalhes toda dureza do povo nordestino enfrentando inúmeras dificuldades para poder sobreviver.

Espectador vai acompanhar uma árdua jornada entre os protagonistas, para encontrar o pai do menino no interior do nordeste, ambos os personagens vão se conhecendo e criando uma afetividade gradativa.

O filme contém acessibilidade em audiodescrição em outras plataformas de streaming. Ponto positivo.

Uma obra que merece mais atenção para os apaixonado por cinema.



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sábado, 19 de dezembro de 2020

Livro analisa estereótipos de gênero em filmes com protagonistas jornalistas

 


Pesquisadora relaciona padrões em 50 anos de representação da mulher jornalista nos cinemas e seu peso no imaginário popular sobre a profissão

Lançado pela Editora Appris, de Curitiba, no mês de agosto deste ano, o livro “A mulher jornalista no cinema” levanta discussões acerca da representação da mulher jornalista nos filmes estadunidenses. 

As questões de gênero são apresentadas nesse contexto, bem como suas relações com a história do cinema e do jornalismo. A obra busca despertar um olhar crítico e o senso interpretativo, estudando as relações entre os meios de comunicação e as construções de gênero.

A autora Beatriz dos Santos Viana, jornalista e pesquisadora em Comunicação, Gênero e Cultura, traz uma ampla análise da indústria cinematográfica, observando como determinados padrões de beleza e papéis sociais tem construído estereótipos nos últimos 50 anos, fomentando o sexismo e o fetichismo na indústria hollywoodiana. 

A leitura possibilita ainda uma reflexão sobre a influência dos estereótipos de gênero no exercício da profissão jornalística, considerando seus impactos no imaginário popular e sua influência sobre a confiança da sociedade na imprensa. 

“Não há uma solução rápida para o fim das desigualdades. A luta contra preconceitos, estereótipos, convenções sociais e tabus é uma ação constante. Enquanto houver perseverança e paciência em entender e explorar os caminhos da empatia, haverá chances de tornar este mundo um pouco melhor e mais justo do que o encontramos. Que este livro sirva de instrumento para essas mudanças tão necessárias”. 

(A mulher jornalista no cinema, p. 12)

Ficha técnica:

Título: A mulher jornalista no cinema

Autor(es): Beatriz dos Santos Viana

Editora: Appris

Comitê Científico: Ciências da Comunicação

ISBN: 978-65-5523-630-9 

Número da Edição: 1ª

Ano da Edição: 2020

Páginas: 125

Formato: 23 x 16

Áreas do Conhecimento: Gênero, Jornalismo, Cinema, Análise do Discurso, Comunicação

Link de venda: https://www.editoraappris.com.br/produto/4207-a-mulher-jornalista-no-cinema 

Sobre a autora:

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Santa Cecília e em Marketing pelo Centro Universitário de Maringá. Jornalista e pesquisadora em Comunicação, Gênero e Cultura. Autora dos artigos “A Mulher Jornalista no Cinema Americano” (2018) e “Democracia e Democratização nas Redes Sociais” (2019).

Sobre a Editora Appris:

Esta obra foi publicada pela Editora Appris, que encontra-se na cidade de Curitiba, Paraná. Com aproximadamente sete anos de existência, a Appris atua no ramo de publicação de obras técnicas e científicas nas mais variadas áreas do conhecimento. Com a experiência de seus editores, que estão há mais de 27 anos no mercado editorial, a Appris possui um catálogo com mais de 2 mil obras publicadas e, número esse que cresce com uma média de 50 lançamentos por mês.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Grandes nomes da cultura e do cinema nacional lideram os debates na MAX 2020


Segunda-feira (16/11) começa a 5a edição da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo, que vai até quinta (19/11). Esta edição será totalmente virtual e gratuita e conta com a presença de 50 convidados nacionais e internacionais, entre eles, figuras de destaque como o escritor e ambientalista Ailton Krenak, o diretor e produtor Luis Carlos Barreto e o vice-presidente sênior e gerente geral da ViacomCBS Networks Brasil, Maurício Kotait. Todas as palestras são abertas ao público e os interessados podem se inscrever no site do evento: www.max2020.com.br

Ailton Krenak é muito conhecido em todo o país por seu forte ativismo ambientalista e sua relevante produção literária. Krenak é considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro e acaba de receber o Prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano. Nesta edição da MAX, ele participa do debate, dia 18 de novembro (quarta-feira) às 14h, sobre o tema “Novo Real – Retratos do Mundo Contemporâneo”. A conversa irá girar em torno dos impactos da pandemia como um ponto de virada e reflexão sobre o papel da humanidade nesse novo contexto mundial.

Outra participação de renome no evento é a do diretor, produtor e empresário Luis Carlos Barreto, um dos nomes mais fortes do cinema nacional. Barreto e sua família acabam de fundar a Amazônika S/A, primeira empresa industrial de produção de animação, voltada exclusivamente a projetos ligados a questões do Meio Ambiente e Políticas de Preservação. Esta é a terceira empresa da família, além da LC Barreto (1963) e Filmes do Equador (1993), que juntas já produziram e coproduziram mais de 100 longas-metragens e 20 séries da televisão. O foco da Amazônika S/A será a produção de filmes de ficção, animações e documentários e seu primeiro projeto é a animação em 3D “Amazônica, a Origem”, sobre a pré-história da floresta.

Sobre sua participação na MAX, Barreto cumprimenta os organizadores pela iniciativa. “Esta conferência, além de ser muito oportuna, é também uma necessidade mais que urgente para termos uma união dos pontos de vista e discutirmos as várias soluções que podemos apresentar para esta crise que se instalou no país. Mais uma das crises cíclicas de tentativas de aniquilar o cinema brasileiro. Não se trata de paranoia, mas sim de uma constatação baseada na realidade do que tem acontecido através dos anos. Então, o que temos que fazer neste momento é exatamente nos reunirmos para trocar ideias e encontrar soluções”.

O diretor é um dos convidados do painel “Propostas ao Setor Audiovisual”, com foco em uma análise do atual momento da indústria. “Do alto dos meus 92 anos de vida e quase 60 de atividades cinematográficas, acho que mesmo as soluções mais radicais devem ser consideradas, como uma forma de esquecer tudo e partir para novas ideias completamente inovadoras. Palavra tão em voga hoje em dia. Precisamos ter ideias novas sobre como prosseguir a marcha de desenvolvimento do cinema brasileiro”, ressalta. O painel será transmitido no dia 18 de novembro (quarta-feira), às 16h30.

Abertura oficial
A abertura da MAX 2020 irá contar com o showcase “ViacomCBS: Produção Brasileira”, na terça-feira (17/11), às 10h. Proprietária dos canais MTV, Comedy Central, Paramount e Nickelodeon, a ViacomCBS vem expandindo sua atuação no mercado brasileiro e a apresentação vai falar das oportunidades para a produção brasileira independente e sobre o que a empresa busca para atender a audiência do amanhã. O painelista é Maurício Kotait, vice-presidente sênior e gerente geral da ViacomCBS Netwoorks Americas Brasil.

Sobre a MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo
A 5ª edição da MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo é realizada pelo Sebrae Minas, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, com o objetivo de promover negócios e atividades de capacitação profissional para o incremento da cadeira produtiva do audiovisual.

Desde a sua primeira edição em 2016, a MAX se consolidou como espaço para reflexão e caminho para viabilizar a produção, coprodução e distribuição de projetos. No contexto definido pela Covid-19, o evento reafirma sua vocação e amplia seu alcance, oferecendo mais acesso e abrangência, por meio das possibilidades tecnológicas de interação, sem a necessidade de deslocamento dos participantes. A programação completa e gratuita está no site: www.max2020.com.br

Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX 2020
De 16 a 19 de novembro - totalmente virtual
www.max2020.com.br

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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Imovision promove live especial com Bárbara Paz para lançamento do Documentário MULHER nas plataformas digitais


A distribuidora Imovision em parceria com o site Mulher no Cinema, vai fazer uma live especial dia 16/07 as 19:30 em seu instagram, @imovision, com a jornalista Luísa Pécora, escritora e criadora do Mulher no Cinema, e a atriz e cineasta Bárbara Paz sobre a estreia do documentário MULHER, que chega às plataformas digitais dia 15 de julho. O filme estará disponível para aluguel ou compra nas plataformas: Itunes, Net Now, Google Play, Vivo Play e Youtube.

Mulher estreou no Brasil no dia 12/03 e ficou apenas uma semana em cartaz devido à pandemia de coronavírus. O documentário dirigido pelos cineastas Yann Arthus-Bertrand​ e Anastasia Mikova. O diretor dirigiu também o documentário de sucesso "Humano – Uma Viagem Pela Vida" e é fotógrafo do best seller "A Terra Vista do Céu"

​Para o documentário Mulher foram 2.000 entrevistas com mulheres de 50 países ao redor do mundo. Mulher fez parte  da  Seleção oficial do Festival de Veneza e saiu vencedor do Prêmio Sfera 1932 no Festival de Veneza – Prêmio concedido ao filme com mais poder evocativo da seleção, que promove a necessidade de um futuro mais sustentável e direciona suas escolhas para a melhoria da qualidade de vida da humanidade.​
"Mulher" dá voz a duas mil mulheres de 50 países diferentes, em um retrato íntimo que explora temas como a maternidade, educação, casamento, independência financeira e sexualidade.

O filme denuncia as injustiças sociais que as mulheres sofrem ao redor do mundo, mas mais do que isso, mostra a força e capacidade que elas têm para mudar o mundo.

De chefes de estado a ícones de beleza, de motoristas de ônibus a fazendeiras. Você irá descobrir a voz das mulheres de uma maneira jamais vista.



"Mulher" dá voz a duas mil mulheres de 50 países diferentes, em um retrato íntimo que explora temas como a maternidade, educação, casamento, independência financeira e sexualidade. O ...

www.youtube.com

Ficha Técnica: 

Título Original: Woman
Direção: Anastasia Mikova, Yann Arthus-Bertrand​
Produção: Fabienne Calimas​
Fotografia: Gergely Pálos​
Edição: Françoise Bernard, Brigitte Delahaie​
Música: Armand Amar​
Gênero: Documentário​
País: França​
Ano: 2019​
Cor​
Duração: 104 minutos​
Classificação: 12  anos 

Sobre Bárbara Paz 

Bárbara Paz é atriz, diretora e produtora. Brasileira, se formou pela Escola de Teatro Macunaíma e pelo Centro de Pesquisa Teatral CPT de Antunes filho e atualmente faz parte do grupo 'TAPA'. No teatro, trabalhou em mais de 25 peças, protagonizando espetáculos de Oscar Wilde a Tennessee Williams. Em 2013, pela sua trajetória como atriz, recebeu do Ministério da Cultura a Medalha Cavaleiro 2013, Honra ao Mérito Cultural do Ministério da Cultura. Bárbara, que também é contratada da TV Globo, onde participou de diversas séries e novelas. Apresenta o programa A Arte do Encontro, no Canal Brasil, onde conversa com grandes nomes do cenário artístico brasileiro.

No cinema, como atriz participou de vários longas e curtas-metragens incluindo Meu amigo Hindu, último filme de Hector Babenco ao lado de Willem Dafoe, Como diretora adentrou o universo dos curtas-metragens, produzindo e dirigindo programas e filmes. O Documentário "Babenco - Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou" é seu primeiro longa-metragem.

Sobre a Luísa Pécora

Luísa Pécora é jornalista, criadora e editora do site Mulher no Cinema. Passou pelo portal iG e pela revista Cult, foi editora do catálogo da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e colaborou para publicações como Gol, Playboy, Filme B, FilmMaker, Getúlio e Diálogos&Debates, entre outras. É uma das fundadoras da organização sem fins lucrativos Quero na Escola, que apoia estudantes da rede pública em todo o Brasil, e integra o Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema. Contato por email: contato@mulhernocinema.com.

Elias Oliveira 
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Hoje: homenagem ao aniversário de Hector Babenco

Hector Babenco - Foto divulgação
OITO FILMES DE HECTOR BABENCO SERÃO EXIBIDOS ANTES DO LANÇAMENTO DO DOCUMENTÁRIO "BABENCO-ALGUÉM TEM QUE OUVIR O CORAÇÃO E DIZER: PAROU"

Entre eles está "Pixote", que abre a retrospectiva e será exibido em cópia restaurada em 4K exclusivo no Reserva Cultural em São Paulo no dia 7 de fevereiro  as  19:30 na sala: 04 , aniversário de Hector Babenco 

Trailer de "BABENCO-ALGUÉM TEM QUE OUVIR O CORAÇÃO E DIZER: PAROU" :

Fotos dos filmes de HECTOR BABENCO:

Para celebrar o lançamento de "BABENCO – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou", de Bárbara Paz, a Imovision e a HB Filmes em parceria com o Reserva Cultural prepararam uma retrospectiva especial com as obras de Hector Babenco. Será exibo um filme do diretor por semana até a data de estreia do documentário que aborda sua vida e morte, e chega aos cinemas no dia 09 de abril.

A celebração começa com "Pixote, a lei do mais fraco", que será exibido restaurado em 4K em uma data muito especial, 07 de fevereiro, aniversário de Hector Babenco. 

Durante o mês de fevereiro e março, as exibições da Retrospectiva Especial Hector Babenco seguem no Reserva Cultural São Paulo com as cópias em 35mm dos filmes "O Rei da Noite"; "Coração Iluminado"; "O Passado"; "Lucio Flavio"; "Brincando nos Campos do Senhor"; "O Beijo da Mulher Aranha" e "Carandiru".


Premiado com Leão de Melhor Documentário Sobre Cinema no Festival de Veneza, "BABENCO – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou", também conquistou o prêmio de Melhor Documentário no MIFF 2020 (Festival Internacional de Cinema de Mumbai), na Índia.

O documentário traça um paralelo entre a arte e a doença de Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida. O documentário é uma produção HB Filmes e produzido por Bárbara Paz. A coprodução é da Gullane, Ava Filmes, Lusco Fusco, Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil.

Serviço mostra Retrospectiva Especial Hector Babenco:
07/02 - Pixote – Sessão seguida de debate com Roberto Gervitz, Rodolfo Sanchez e Jorge Durán
12/02 - O Rei da Noite
19/02 - Coração iluminado
26/02 - O Passado
04/03 - Lucio Flavio
11/03 - Brincando nos Campos do Senhor
18/03 - O Beijo da Mulher Aranha
25/03 - Carandiru 

Um conceito de cinema que se torna referência no Brasil

Com mais de 13 anos de existência, o conceito único do cinema Reserva Cultural fez desta marca uma referência em São Paulo e agora no Brasil, não somente pela qualidade dos filmes exibidos, como também pelos espaços gastronômicos e eventos que oferece ao seu público, além da excelência dos seus serviços nas cidades onde atua. Definitivamente, o Reserva Cultural é bem mais que um cinema e a fidelidade dos seus frequentadores demostra isso todo dia. 

CINEMA RESERVA CULTURAL SÃO PAULO 
Av. Paulista, 900 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01311-000
Telefone: (11) 3287-3529
Siga-nos nas redes sociais: Facebook @ReservaCultural // Twitter @ReservaOficial 
Estacionamentos conveniados:
MULTIPARK: R. São Carlos do Pinhal, 303 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01333-001. Convênio R$ 20,00 / 5 horas. 24 horas
GLOBAL PARK: Alameda Campinas, 300 - Jardim Paulista, São Paulo - SP, 01404-000 Convênio: R$ 10,00 / 3 horas (com serviço de manobrista). Não funciona aos Sábados, Domingos e Feriados. 
PARE BEM: Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 424, São Paulo – SP, 01333-001. Convênio R$ 20,00 / 5 horas. 24 horas

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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Com a vencedora do Oscar de melhor atriz, Marion Cotilard, Estaremos Sempre Juntos estreia dia 14 de novembro com mesmo elenco de 9 anos atrás


O filme é dirigido pelo marido da atriz Guillaume Canet e conta com os prestigiados atore François Cluzet, Gilles Lellouche e Jean Du jardin. 

Trailer: clique aqui.

Estrelado pela atriz Marion Cotillard, vencedora do Oscar de Melhor Atriz pelo filme Piaf - Um Hino ao Amor (2007) e atuações  importantes  como em  A Origem (2010), Meia-Noite em Paris (2011), Ferrugem e Osso (2012), Dois Dias, Uma Noite (2014), Macbeth (2015) e Aliados (2016), “Estaremos  Sempre Juntos” estreia  nos cinemas dia 14  de novembro, uma comédia sobre  amigos  que se encontram  depois de muitos anos para reatar os laços e celebrar o aniversário de Max, François Cluzet. 

Uma curiosidade sobre o longa é que o elenco estelar tem uma relação de amizade que vai muito além das telas, eles são amigos na vida real. Marion e Guillame se conhecem há 23 anos, muito antes de começarem a namorar, enquanto Jean DuJardin e  Benoît Magimel são amigos de infância do diretor, os outros mantem uma relação de amizade de pelos menos 10 anos. De acordo com o diretor, em alguns momentos era necessário relembrar os atores que não estavam de férias, tamanha a sintonia no set durante as filmagens. 

“Estaremos sempre Juntos”, conta a história de Max (Interpretado François Cluzet astro do filme Intocáveis sucesso de bilheteria no Brasil e na França) um homem que vive uma crise de meia idade, e resolve passar o seu aniversário apenas com a esposa em sua casa de praia. Ele ainda não sabe, mas ela preparou uma surpresa com seus velhos amigos que ele não vê há mais de três anos. A chegada do grupo é calorosa, mas a recepção nem tanto... Um final de semana que supostamente deveria ser tranquilo, está prestes a virar um momento inesquecível cheio de confusões, afeto, reaproximações e situações inusitadas.
    
O último filme de Guillaume Canet, lançado nos cinemas brasileiros foi “Até a Eternidade” em 2010. O filme foi um sucesso na França, com mais de 5.4 milhões de espectadores, foi o segundo maior sucesso de bilheteria em 2010, somente atrás de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1. Com os mesmos atores de seu filme atual: Marion Cotillard, François Cluzet, Gilles Lellouche e Jean du Jardin. Guillaume Canet guarda uma memória muito dolorosa de Até a Eternidade (2010), o projeto nasceu após um grave problema de saúde que ele teve em 2009, que quase lhe custou a vida. Estava no hospital, e poucos foram os amigos que lhe visitaram, e foi essa amarga descoberta da amizade que o fez escrever essa história. 

Vale se atentar a trilha sonora do filme com destaque para as mais conhecidas do público: Cyndi Lauper –Girls Just  To Love, Donna Summer – I feel Love, Nina Simone –To Love Somebody e  Van Morrisison –I ts All over now boby blue                

O que a imprensa estrangeira comenta:

“Uma comédia saborosa sobre amizade e tempo.” 
LE FIGARO 

“Emocionante” 
PREMIÈRE

“François Cluzet e Marion Cotillard são formidáveis” 
PUBLIC

“Leve e divertido. Um elenco apaixonante! ” 
LES FICHES DU CINÉMA

“Uma exaltação à amizade realizada por grandes atores”
20 Minutes

“Um roteiro excepcional, uma trilha sonora excelente, amigos de férias” 
La Voix du Nord

“Uma história linda, misturando amigos, amores e problemas. ” 

Sobre o diretor Guillaume Canet.

Guilherme Canet  é um cineasta e ator francês, nascido em   Boulogne-Billancourt na França em  10 de abril de 1973 é um ator e  diretor do cinema francês.  Foi casado com a atriz alemã Diane Kruger, da qual se divorciou em 2006 após sete anos juntos. Ele vive atualmente com a atriz francesa Marion Cotillard, o casal está junto desde 2007 e tem dois  filhos. Os dois eram amigos desde os anos 90 e juntos protagonizaram os filmes Amor ou Consequência em 2003 e O Último Vôo em 2009. 

Filmes que fez a direção: (2018) Estaremos Sempre Juntos,( 2016) Rock'n Roll: Por Trás da Fama, (2013)  Laços de Sangue ,  ( 2010)  Até a Eternidade
(2006)  Não Conte a Ninguém

O diretor também já trabalhou em mais de 20 longas franceses, citando os três últimos como referência: (2019) La Belle époque Antoine ,(2018) Um Banho de (2019)  e Vidas Duplas no qual contracena com Juliette Binoche 

SOBRE A DISTRIBUIDORA

Distribuidora presente no Brasil há mais de 25 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema, tendo lançado mais de 300 filmes no Brasil.
A distribuidora tem em seu catálogo realizações de consagrados diretores internacionais e nacionais, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza, Toronto e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision foi a responsável por introduzir no Brasil cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos, como o Movimento Dogma 95 e o cinema iraniano.

FICHA TÉCNICA 
Título Original: Nous finirons ensemble
Direção e roteiro: Guillaume Canet
Produção: Alain Attal
Fotografia: Christophe Offenstein
Edição: Hervé de Luze
Direção de arte: Philippe Chiffre
Música: Emmanuel Ferrier
Figurino: Marine Dupont, Olivia Lahougue
Gênero: Comédia dramática 
País: França, Bélgica
Ano: 2019
Cor
Duração:  135 minutos
Classificação: 14 pretendida 

Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Gilles Lellouche, Laurent Lafitte, Benoît Magimel, Pascale Arbillot, Valérie Bonneton, Clémentine

Sinopse: Um elenco francês estelar em uma comédia irreverente! Vivendo uma crise de meia idade, Max resolve passar o seu aniversário apenas com a esposa em sua casa de praia. Ele ainda não sabe, mas ela preparou uma surpresa com seus velhos amigos que ele não vê há mais de três anos. A chegada do grupo é calorosa, mas a recepção nem tanto... Um final de semana que supostamente deveria ser tranquilo, está prestes a virar um momento inesquecíve,l cheio de confusões, afeto, reaproximações e situações inusitadas.

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