Jantar dos Deuses - Por Ademir Pascale

Arte: Dante Gabriel Rossetti Por Ademir Pascale Ela olhou para o céu estrelado. A névoa, com seu fino véu, cobria a densa vegetação. O ar gé...

Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crítica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de março de 2021

Stephen King e Stanley Kubrick: livro e filme "O Iluminado" (The Shining), por Ademir Pascale

Jack Nicholson
O nome de um é Stanley Kubrick, do outro Stephen King, o título do longa é "O Iluminado". Com o nome destes dois dinossauros envolvidos só poderia resultar num excelente trabalho.

O INÍCIO
Procurando um novo projeto para rodar, Kubrick se depara com o livro "The Shining", de Stephen King e em 1980, lança o longa-metragem "O Iluminado" que, no meu ponto de vista, é o longa que possui os movimentos de câmeras mais incríveis do mundo cinematográfico e isso porque foi elaborado na década de 80, época em que o protagonista Jack Nicholson abusava de sua juventude, mas sempre se mostrando um ator maduro. O destaque nas atuações vai sem dúvida nenhuma para "Nicholson", já a péssima atuação da atriz Shelley Duvall (Wendy), não atrapalha tanto e não baixa a cotação do longa que é excelente. Jack Nicholson não deixa muito espaço para outras atuações, nem mesmo para o pequenino ator Danny Lloyd (Danny Torrance, O Iluminado) que hoje deve estar beirando os seus 50 anos.

Sendo aéreas ou terrestres, as imagens são espetaculares e o operador de câmera deve ter sido um dos mais habilidosos que já existiu no mundo da sétima arte. Geralmente em uma resenha crítica, só é citado o nome dos atores e diretores, mas não devemos nos esquecer que um filme é elaborado na maioria das vezes por dezenas de pessoas. E para que um filme seja ótimo, toda a equipe também deve ser ótima, desde os câmeras até os assistentes e acredito que o assistente de direção Brian Cook, deve ter tido uma grande participação, não deixando o mérito apenas ao excêntrico Stanley Kubrick. 
Cena do filme
O longa é um tremendo suspense/terror. Os longa-metragens do mesmo gênero que estão sendo lançados ultimamente, não chegam nem perto, pois se compararmos as datas, notaremos que na década de 80 não existia os mesmos recursos de hoje, efeitos especiais, etc. e mesmo assim "O Iluminado" bate de frente com qualquer filme do mesmo gênero e ultrapassa as expectativas de qualquer bom cinéfilo.

Sobre o livro "The Shining", de Stephen King, Kubrick não seguiu a trama da história ao pé da letra e a modificou consideravelmente, dando uma pitada ao final do filme que só ele, Stanley Kubrick sabe fazer, dando a oportunidade de darmos diversos finais para um único longa-metragem, dependendo da criatividade de cada um, o que faz do final algo completamente incerto.

O livro de Stephen King fez tanto sucesso, que foi traduzido para diversas línguas e teve as mais variadas artes de capa.

Caso ainda não tenha lido o livro ou assistido "O Iluminado", não perca tempo e procure por eles. 

Título Original: The Shining
Gênero: Terror
Duração: 144 min.
Ano: EUA - 1980
Distribuidora: Warner Bros.
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Diane Johnson e Stanley Kubrick, baseado em livro de Stephen King
Direção de Fotografia: John Alcott
Desenho de Produção: Roy Walker

CURTA A FANPAGE DA REVISTA CONEXÃO LITERATURA: CLIQUE AQUI
Compartilhe:

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

[Filme] Central do Brasil


Título Original: Central do Brasil
Direção: Walter Salles
Duração: 01h53min
Ano Lançamento: 03 de Abril de 1998
Elenco: Fernanda Montenegro, Vinícius de Oliveira, 
Marília Pêra, Othon Bastos e Soia Lira
Gênero: Drama
Origem: Brasil, França

Sinopse:

Em Central do Brasil, Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve - as cartas que considera inúteis ou fantasiosas demais -, ela decide ajudar um menino (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste.

Impressões:

Saudações cinematográficas, queridos leitores do blog. Tudo bem com vocês? Espero que sim! Vamos falar do nosso cinema nacional e não poderia ser diferente. Iniciar com um do filmes que bateram na trave pela conquista do Oscar. Já sabem?

“Central do Brasil” é uma das obras primas do cinema nacional, que infelizmente é pouco valorizado e até mesmo esquecido, porém! Isso é um tema para um outro post. Tudo bem?

O longa tem como foco principal na personagem Dora, vivida pela Fernanda Montenegro, ela trabalha escrevendo cartas para pessoas analfabetas na principal estação do Rio de Janeiro, conhecido como Central do Brasil.

Dora possui uma personalidade forte e na maioria das vezes, ácida. Ela própria decide colocar nos correios tais cartas, quando não aprovado, simplesmente rasga e joga fora sem ao mesmo o cliente perceber se foi enviado ou não.

Sendo um drama, essa produção cumpre o seu papel de forma hábil e com uma carga bem intensa do gênero. Um menino entra na vida da escritora de cartas, após sua mãe ser atropelada por um ônibus, o jovem fica desolado e abandonado na estação.

O clímax da produção chega a partir do momento em que Dora segue seu extinto de proteção e embarca em uma viagem para ajudar o jovem que está completamente perdido e desolado após a perda de sua mãe.

Roteiro segue com uma percepção ímpar de ambos os protagonistas, mostrando os lados opostos de cada, isso faz toda diferença em cada minuto do longa. Percepção é constatada pelas câmeras mostrando toda realidade das pessoas mais carentes e desamparadas nos lugares mais longínquos do Brasil.

Fotografia é outro destaque que merece uma menção especial, o espectador vai conhecendo nos mínimos detalhes toda dureza do povo nordestino enfrentando inúmeras dificuldades para poder sobreviver.

Espectador vai acompanhar uma árdua jornada entre os protagonistas, para encontrar o pai do menino no interior do nordeste, ambos os personagens vão se conhecendo e criando uma afetividade gradativa.

O filme contém acessibilidade em audiodescrição em outras plataformas de streaming. Ponto positivo.

Uma obra que merece mais atenção para os apaixonado por cinema.



Compartilhe:

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Filme: Power - Netflix


Título Original: Project Power
Direção: Henry Joost, Ariel Schulman 
Duração: 01h50 min 
Ano Lançamento: 14 de Agosto de 2020 
Elenco: Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt, 
Rodrigo Santoro e Dominique Fishback 
Gênero: Ação, Ficção Científica 
Origem: Estados Unidos 

Sinopse: 

Em Power, a notícia de que uma nova pílula capaz de liberar superpotências para cada um que a experimentar começa a se espalhar nas ruas de Nova Orleans. Poderes como pele à prova de balas, super força e invisibilidade apareceram em usuários, porém, é impossível saber o vai realmente acontecer até tomá-la. Mas tudo muda quando a pílula acaba aumentando o crime na cidade, fazendo com que o policial local (Joseph Gordon-Levitt) se una a um traficante adolescente (Dominique Fishback) e um ex-soldado com sede de vingança (Jamie Foxx) para combater o poder com poder, chegando na origem da pílula. 

Impressões: 

Mais um lançamento imperdível da plataforma de streaming, Netflix. Eles não brincam em serviço. O seu mais novo sucesso é uma mescla de ação e muito porrada e tiroteio que vai agradar os espectadores mais exigentes. 

Power é uma nova droga, comercializada nas ruas de Nova Orleans, essa misteriosa droga ativa superpoderes em seus usuários. Porém! Esse poder tem duração de apenas cinco minutos, além dos inúmeros efeitos colaterais. O barato da coisa é experimentar essa pílula e descobrir o seu poder. 

Vamos mencionar logo de cara o elenco. Jamie Foxx, Joseph Gordon-Levitt e Rodrigo Santoro. Um time de peso que faz toda diferença no decorrer do longa. O dinamismo e toda criativa perdura em boa parte do trabalho entre os atores. 

Power não deixa de lado toda ação com assaltos à bancos, roubos de pedestres e toda corrupção rolando solta na sociedade completamente corrompida. 

Existe três personagens principais, uma adolescente, um ex soldado e um policial, que buscam descobrir cada qual da sua maneira mais informações sobre essa tal droga misterioso e tentar contar o avanço entre os jovens. 

O roteiro foi escritor por Mattson Tomlin, ele soube dosar toda trama entre os personagens principais, explorando o conflito de cada um, mas sem excessos. Destaque para toda vibe misteriosa que o filme deixa no desenrolar de toda trama. 

Uma história empolgante mesclando com inúmeras cenas de ação, combinando efeitos visuais de primeira, deixa o expectador dentro da história ao lado dos personagens principais, uma experiência única de emoção e dinamismo. 

Power foge dos padrões, entregando uma história bem delineada, saindo das produções teen e focando em outro tipo de público, os amantes de super-heróis. Uma ótima pedida para ser assistindo em um final de semana. 




Compartilhe:

terça-feira, 26 de maio de 2020

Crítica: Cujo - Netflix


Título Original: Cujo 

Direção: Lewis Teague 

Duração: 02h44min 

Ano Lançamento: 13 de Janeiro de 1983 

Elenco: Dee Wallace, Danny Pintauro, Daniel Hugh Kelly,
 Christopher Stone 

Gênero: Terror, Suspense 

Origem: Estados Unidos 

Donna Trenton (Dee Wallace) é uma dona de casa entendiada que descobre que está sendo traída por seu marido. Brett Camber (Billy Jayne) é um menino que tem como único amigo um cão da raça São Bernardo chamado Cujo, que acaba de ser mordido por um morcego. O destino da mulher e do garoto se cruzam quando eles descobrem da pior maneira que o cão contraiu raiva e se transformou numa fera assassina. 

Impressões: 

Netflix abriu seu baú de raridade, mais especificamente alguns clássicos do terror anos 80/90. Para os fãs de Stephen King, mais uma adaptação cinematográfica já está no catálogo da plataforma de streaming. Cujo. 

O longa gira em torno de uma família que está passando por sérios problemas matrimoniais, Donna Trenton descobre inúmeras puladas de cerca do seu marido, deixando ainda mais abalado sua vida e de seu filho. 

Porém, o protagonista principal é o cachorro São Bernardo chamado Cujo, que acaba sendo mordido por um morcego e contrai raiva. No livro escritor por King, ocorre uma outra situação que deixa o cachorro com uma fúria assassina e descontrolada. Você sabe como são essas adaptações cinematográficas, sempre fazendo alterações sem pé nem cabeça. Voltamos para o filme. Certo? 

Cujo começa ter um comportamento estranho, os mais próximos da família começam estranhar essa atitude repentina do cachorro. Quem estiver no caminho de Cujo, o fim será trágico e repentino. 

Sendo um filme da década de 80, não espere por grandes efeitos especiais, muito menos boas tomadas entre cenas, mesmo assim o filme cumpre o seu papel em levar um terror leviano para os espectadores mais exigentes. 

Donna e seu filho Brett estão encurralados em uma situação de vida ou morte, ao perceberem que Cujo está fora de controle e totalmente sedento por sangue. É a partir daí que boa parte do filme gira, mostrando todo o terror psicológico de duas pessoas confinadas em um único lugar, buscando sobreviver e tentar buscar uma solução rápida para saírem dessa tremenda encrenca. 

Vale ressaltar, para os que leram o livro, vão perceber várias e várias modificações no decorrer do longa. Fazer o que, né? Ninguém é perfeito, muito menos os filmes. Até então, conseguem deixar um filme bem dramático e intenso. 

Para quem busca um terror leviano, esse pedido é certeiro. Já para quem quer conhecer o universo do Mestre King, sugiro que leiam o livro primeiro, para não passarem raiva. Só espero que não fiquem igual ao fofinho Cujo.


Compartilhe:

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

[Crítica] O Irlândes


Título Original: The Irishman 

Direção: Martin Scorsese 

Duração: 03h30min 

Ano Lançamento: 14 de Novembro de 2019 

Elenco: Robert De Niro, Al Pacino, Joe Pesci, 
Harvey Keitel e Ray Romano 

Gênero: Suspense, Biografia, Drama 

Origem: Estados Unidos 

Sinopse: 

Conhecido como "O Irlandês", Frank Sheeran (Robert De Niro) é um veterano de guerra cheio de condecorações que concilia a vida de caminhoneiro com a de assassino de aluguel número um da máfia. Promovido a líder sindical, ele torna-se o principal suspeito quando o mais famoso ex-presidente da associação desaparece misteriosamente. 

Impressões: 

É possível reunir, Robert De Niro, Al Pacino e Martin Scorsese em um filme da Netflix? Sim, é possível! O espectador vai conhecer mais uma produção de peso da plataforma de streaming. 

O longa possui uma premissa bem formulada, sendo baseado em uma biografia, mais especificamente na obra literária “I Heard You Paint Houses” de Charles Brandt, do qual apresenta à vida de Frank “O Irlandês” Sheeran. 

Frank foi veterano da 2° Guerra Mundial, logo após, foi acusado de envolvimento com a máfia. 

A premissa principal é abordar um dos crimes mais notórios dos Estados Unidos, o desaparecimento de Jmmy Hoffa, líder sindical que foi assassinado de forma brutal, até hoje o crime não foi solucionado. 

Frank levava uma vida modesta e tranquila, sendo motorista de caminhão, até estar completamente envolvido com a máfia, após conhecer Russel Bufalino. 

O espectador vai se assustar, pois o longa possui exatos 03h30min de duração. Típico de Scorsese, porém! Sem ser cansativo e enfadonho, o roteiro é bem estruturado e tem uma fluidez constante no decorrer dos minutos. 

Martin Scorsese consegue recriar de forma ampla, toda essência da época, meticulosamente recriando elementos visuais do período retratado no filme, nos mínimos detalhes. 

Uma obra surpreendente, Netflix acertou em gênero, número e grau. Sendo aclamado pela crítica e usuários da plataforma. Forte concorrente para os maiores prêmios da sétima arte em 2020. 

Atuações? Dispensa comentários! De Niro e Al Pacino dão um show de atuação, mostrando o melhor da sétima arte com duas lendas vivas do cinema. 

É notório todo o investimento milionário da Netflix, pois utilizaram diversas técnicas de computação para deixar mais novos os personagens principais. Um feito e tanto! 

Voltando para trama. Frank consegue uma influência muito forte no meio da máfia, entretanto! Algumas pessoas acabam se tornando uma espécie de “barreira” para os negócios do “Irlandês”, estamos falando do Jimmy Hoffa. 

O ponto chave do longa é mostrar todo o mundo obscuro da máfia americana, todo o bastidor de poder, ganância e crimes cometidos por décadas.


Compartilhe:

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Crítica - El Camino – A Breaking Bad Film


Título Original: El Camino – A Breaking Bad Film

Direção: Vince Gilligan

Duração: 02h02min

Ano Lançamento: 11 de Outubro de 2019

Elenco: Aaron Paul, Bryan Cranston, Charles Baker, 
Jesse Plemons e Jonathan Banks

Gênero: Suspense, Drama

Origem: Estados Unidos

Após fugir do cativeiro, onde foi mantido quando sequestrado, dramaticamente, Jesse Pinkman (Aaron Paul) inicia uma jornada em busca da própria liberdade, mas antes precisa se reconciliar com o passado para, só então, ter seu futuro garantido.

Impressões:

O novo sucesso da Netflix tenta colocar um ponto final em uma das séries mais aclamadas dos últimos tempos. El Camino encerra um ciclo do protagonista de Breaking Bad. 

O longa narra os eventos pós final da série, o espectador vai acompanhar à fuga de Jesse Pinkman, além de fechar inúmeras pontas soltas deixadas pela série. 

Walter White teve um fim “conclusivo” no seriado, já o seu parceiro de crime deixou muitas perguntas no ar. Vale lembrar que se você não assistiu Breaking Bad, ficará um tanto perdido no filme. 

Vince Gilligan conseguiu fazer o impossível, trazer todos os elementos do seriado para um filme. Toda vibe de Breaking Bad é mantido em El Camino.

Esqueçam aquele Jesse Pinkman “bobão”, o espectador vai conhecer o seu lado sombrio e louco, correndo para sobreviver e sem deixar rastros. 

Personagens chaves do seriado retornam para o filme, cada um tem o seu ciclo fechado de forma gradual. Se eu aprofundar neste quesito, o spoiler é inevitável. 

O roteiro é bem fluído, sempre fazendo uma volta ao passado do protagonista, sem deixar uma trama cansativa e cheia de buracos, mais uma vez o diretor conseguiu manter um plano bem firme e estruturado.

Se você é fã de Breaking Bad, esse filme é mais que obrigatório para ser visto e apreciado. Fortes emoções em cada segundo! Aconselho você que não assistiu Breaking Bad. Separa um tempinho para maratonar.


Compartilhe:

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Crítica - Green Book: O Guia


Título Original: Green Book
Direção: Peter Farrelly
Ano Lançamento: 24 de Janeiro de 2019
Duração: 02h10min
Elenco: Viggo Mortense, Mahershala Ali, 
Linda Cardellini e P. J. Byrne
Gênero: Drama, Comédia
Origem: Estados Unidos

1962. Tony Lip (Viggo Mortensen), um dos maiores fanfarrões de Nova York, precisa de trabalho após sua discoteca, o Copacabana, fechar as portas. Ele conhece um um pianista e quer que Lip faça uma turnê com ele. Enquanto os dois se chocam no início, um vínculo finalmente cresce à medida que eles viajam.

Impressões:

Green Book – O Guia, vencedor do Oscar em 2019 nas categorias de melhor ator coadjuvante, melhor roteiro original e melhor filme, além de outros prêmios como o Globo de Ouro em diversas indicações. 

O longa é retratado na década de 60, mais especificamente no ano de 1962, tendo como protagonista, o segurança de Nova York, Frank “Tony Lip”, do qual está em busca de um novo emprego, após sua discoteca ser fechada para reformas. 

Don Shirley é o segundo protagonista, um exímio pianista que deseja fazer uma tour para o sul dos Estados Unidos, região essa que foi marcada pelo atraso, preconceito e violência racial.

Embarcando nessa jornada, o pianista acaba por encontrar um motorista para fazer essa longa viagem, é a partir daí que ele contrata Tony Lip.

O roteiro é extremamente evolutivo, instigante audacioso e chocante, mostrando de forma bem intensa toda realidade dos anos 60 em diversos pontos dos Estados Unidos. 

Tony Lip acaba tornando-se amigo do excêntrico Don Shirley, essa amizade é gradual durante os minutos do longa, além disso, o motorista acaba comprando inúmeras brigas para defender seu novo amigo. 

Vale a pena? Com toda certeza! Um filme impactante e comovente, além de vermos uma atuação ímpar de Mahershala Ali, deixando mais intenso e real toda história.


Compartilhe:

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Crítica - Árvore de Sangue


Título Original: El Árbol de la Sangre
Direção: Julio Medem
Ano Lançamento: 08 de Fevereiro de 2019
Duração: 02h40min
Elenco: Marta Etura, Úrsula Corberó, Alberto Ammann, 
Álvaro Cervantes e Daniel Grao
Gênero: Drama
Origem: Espanha 

Um jovem casal desvenda segredos sombrios de seus ancestrais ao escrever a história em comum das famílias de ambos. E um dos dois precisa fazer uma confissão dolorosa. 

Impressões: 

Netflix cada vez mais surpreende os fãs e assinantes com suas produções originais, algumas delas, sucesso absoluto de público e crítica especializada, outras, um fracasso total. Porém, dessa vez o tiro foi certeiro, o serviço de streaming conseguiu trazer uma proposta rica e bem estruturada de filme. 

O drama possui dois personagens principais, do qual ambos decidem escrever toda história em comum das duas famílias, entretanto, eles precisam desvendar inúmeros segredos sombrios de seus ancestrais. 

Durante o longa, vamos conhecer bem mais o casal, ambos vindos de famílias complicadas e com inúmeros problemas e situações mal resolvidas no passado e presente. 

Árvore de Sangue possui uma produção impecável, menção positiva para fotografia e ambientação, utilizando como cenário principal uma fazenda, além de usar de forma natural toda iluminação natural. 

Poderia ser um grave problema para o longa toda essa transição do passado e presente, porém isso não aconteceu, deixando uma fluidez e suspense constante, com um roteiro bem delineado e plano. 

O longa é interessante por trazer boas reflexões para o espectador, prendendo sua atenção logo nos primeiros minutos.


Compartilhe:

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Crítica - A Maldição da Residência Hill (1ª Temporada)


Título Original: The Haunting of Hill House

Direção: Mike Flanagan

Ano Lançamento: 12 de Outubro de 2018

Duração: 60 min

Elenco: Michiel Huisman, Carla Gugino, Henry Thomas, 
Elizabeth Reaser e Oliver Jackson-Cohen

Episódios: 10

Temporada: 1

Gênero: Drama, Terror

Origem: Estados Unidos

Um grupo de irmãos cresceram no que se tornaria a casa assombrada mais famosa do país. Agora, adultos, eles são forçados a retornar à mansão após uma tragédia e juntos precisarão enfrentar os fantasmas de seu passado — alguns ainda assombram suas mentes enquanto outros podem estar observando das sombras da Residência Hill.

Impressões:

Saudações cinematográficas, queridos leitores do Blog da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que estejam bem! Vamos com uma super novidade da Netflix? Uma série de terror que em poucos dias já obtém um enorme sucesso. 

A Maldição da Residência Hill, acompanha a vida de uma família que se mudou recentemente para essa mansão, com o passar do tempo, coisas bizarras começam a acontecer em toda casa, deixando os membros da família perturbados e aterrorizados.

A série foi adaptada do romance escritor por Shirley Jackson, saindo das páginas para dez episódios assustadores, levando os espectadores em assistir até o fim e acompanhar o desenrolar da família em entender todos os acontecimentos. 


Um local quase deserto no oeste de Massachusetts, distante de qualquer estrada, está fincada a sinistra residência Hill. Os Crains planejam reforma-la o mais rápido possível e ter um bom retorno financeiro com à venda. Porém! Tudo acaba saindo errado, o casarão possui uma história sombria e cheio de mistérios. 

Os acontecimentos fazem um verdadeiro inferno na vida de todos os Crains, cada membro segue o seu próprio destino com o passar do tempo, até que duas décadas depois que tudo de mais bizarro acontece, os irmãos e o pai retornam para a mansão. 

Toda história poderia ser contada em um filme de duas horas, Flanagan consegui de forma brilhante, estruturar cada episódio, colocando o foco principal em um personagem diferente, preenchendo diversas lacunas de até cinco cenas diferentes. 


O ponto forte de toda série é fugir do óbvio, focando em toa ambientação e no clima do que no susto em si. O fator medo surge não dos fantasmas e sim de lugares e situações, trazendo o terror psicológico em cada episódio.

Ambientação possui cenários escuros e um clima acinzentado, deixando o espectador apreensivo, a qualquer momento alguma coisa irá surgir das sombras. 


O potencial cada vez mais forte da Netflix, só prova que estão preparados em produzir séries/filmes de qualquer gênero e época, ganhando cada vez mais espaço na sétima arte. 

Vale a pena? Com toda certeza! Um seriado impecável até mesmo nos mínimos detalhes, assustador, perturbador e aterrador em cada episódio.




Compartilhe:

terça-feira, 10 de abril de 2018

Crítica - Extraordinário


Título Original: Wonder
Direção: Stephen Chbosky
Ano Lançamento: 17 de Novembro de 2017
Duração: 01h51min
Elenco: Julia Roberts, Jacob Tremblay, Own Wilson, Izabela Vidovic e Mandy Patinkin
Gênero: Drama
Origem: Estados Unidos 

Auggie Pullman (Jacob Tremblay) é um garoto que nasceu com uma deformação facial, o que fez com que passasse por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele pela primeira vez frequentará uma escola regular, como qualquer outra criança. Lá, precisa lidar com a sensação constante de ser sempre observado e avaliado por todos à sua volta. 

Análise: 

Saudações literárias, leitores do Blog da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje trago um filme que o próprio nome entrega toda sua magnitude da sétima arte, estou falando do “Extraordinário”. 

Baseado no romance homônimo da autora R.J Palacio, tendo como protagonista o jovem sonhador August “Auggie” Pullman. 


Conhecido por todos, Auggie é um garoto especial, em todos os sentidos, porém sua vida foi um pouco turbulenta e com um ritmo bem acelerado, o garoto nasceu com uma deformação facial, por conta desse problema, ele passou por 27 cirurgias plásticas, isso com apenas 10 anos de idade! 

Auggie vive recluso em sua casa, com seus pais e irmã, boa parte da sua vida recebendo aulas com sua própria mãe, porém é chega o dia dele encarar o Mundo, uma escola de verdade e com pessoas ao seu redor, porém o seu pai nega categoricamente à ida do seu filho para a escola. 


Se foi fácil para o protagonista encarar o seu primeiro dia de aula? Negativo, Auggie sente um certo desconforto em saber que várias crianças estão o encarando e zombando pelas suas costas por conta da sua deficiência facial. 

O filme mostra o ponto de vista de vários personagens (primários e secundários), seguindo de forma parecida com o livro, do qual não fugiu de todos os detalhes e aspectos. Extraordinário possui um roteiro bem ágil e vai construindo de forma dinâmica uma narrativa sem cansar os espectadores. 


Um destaque forte no longa é por conta da fotografia, sutil e delicado, mostrando em várias cenas, grandes influências dos anos 90, afinal, o protagonista é nerd/geek level hard. 

É intenso, emocionante e arrebatador. Extraordinário dá uma verdadeira lição de vida para todos os espectadores. Se vale à pena? Com toda certeza! Magistral, do começo ao fim.


Compartilhe:

terça-feira, 13 de março de 2018

Crítica - Com Amor, Van Gogh


Título Original: Loving Vincent

Direção: Dorota Kobela e Hugh Welchman
Duração: 01h53min
Ano Lançamento: 30 de Novembro de 2017
Elenco: Douglas Booth, Chris O’Dowd, Saoirse Ronan e Jerome Flynn
Gênero: Animação/Biografia
Origem: Reino Unido:


1891. Um ano após o suicídio de Vincent Van Gogh, Armand Roulin (Douglas Booth) encontra uma carta por ele enviada ao irmão Theo, que jamais chegou ao seu destino. Após conversar com o pai, carteiro que era amigo pessoal de Van Gogh, Armand é incentivado a entregar ele mesmo a correspondência. Desta forma, ele parte para a cidade francesa de Arles na esperança de encontrar algum contato com a família do pintor falecido. Lá, inicia uma investigação junto às pessoas que conheceram Van Gogh, no intuito de decifrar se ele realmente se matou.

Análise:


Saudações cinematográficas, queridos leitores do blog da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Vamos falar de um filme que acabou de chegar no catálogo da nossa amada e querida Netflix. O filme em questão é “Com amor, Van Gogh”. Uma animação biográfica que vai emocionar muitos espectadores.

Um ano após sua morte, Armand Roulin encontra uma carta escrita pelo pintor, endereçada à Theo, seu irmão, porém jamais chegou em seu destino final.


O longa tem características de documentário/animação, sendo o único até agora realizado com pintura. Vale lembrar que o filme contou com ajuda de mais de cem profissionais da arte, outra curiosidade, utilizaram a mesma pintura à óleo, cada fotograma foi pintado desta forma, somando ao todo, 65 mil quadros! Que trabalhão, né?


O filme se passa em 1891, notamos toda uma sintonia da época, transmitida de forma magistral na tela, fotografia está de tirar o fôlego, como se o próprio Van Gogh tivesse realizado e pintado todo o longa.

“Com amor, Van Gogh”, é uma audaciosa e incrível produção que levou cerca de seis anos para ficar pronto, digna de uma verdadeira obra de arte através da sétima arte, uma combinação ímpar.




O personagem principal, Armand desembarca na cidade de Auver-sur-Oise, na França, local onde Van Gogh cometeu suicídio. Em busca de pistas, Armand conhece várias pessoas que fizeram parte da vida do pintor, cada personagem tem o seu ponto de vista sobre Vincent.
Possuindo uma trama bem elaborada, uma vibe que mescla drama e suspense, com elementos biográfico do grande artista, notamos uma espécie de filme investigativo, em busca da verdade por trás do suicídio do pintor.


Com amor, Van Gogh é um filme delicado e envolvente logo nos primeiros minutos de exibição. Ah! Outro detalhe muito importante, atuação dos atores estão impecável, um show à parte, um realismo único e arrebatador.




Se vale à pena? Com toda certeza! Podemos conhecer um pouco mais dos fatos históricos e os reais motivos do suicídio desse grande artista que fez parte do nosso Mundo. Van Gogh é único, um gênio incompreendido.


Compartilhe:

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Crítica - Operações Especiais

Título Original: Operações Especiais 

Direção: Tomás Portella
Duração: 01h30 min
Lançamento: 15 de Outubro de 2015
Elenco: Cléo Pires, Fabrício Boliveira, Marcos Caruso e Thiago Martins
Gênero: Drama/Acão
Origem: Brasil 

Rio de Janeiro, 2010. Formada em turismo e trabalhando como atendente em um hotel, Francis (Cléo Pires) se anima com a possibilidade de entrar para a polícia civil. Ela presta o concurso e, após ser aprovada, passa a frequentar o curso de habilitação para policial. Trata-se do mesmo período em que ocorreu a invasão no Complexo do Alemão, com traficantes de vários morros cariocas fugindo para cidades periféricas. É o que acontece em São Judas do Livramento, cidade no interior do estado do Rio de Janeiro, que passa a lidar com uma onda de crimes sem precedentes. Para combatê-los é enviada a unidade liderada pelo incorruptível delegado Paulo Froes (Marcos Caruso), que conta com a presença da ainda iniciante Francis. No batalhão ela precisa lidar com a desconfiança dos demais policiais, especialmente Roni (Thiago Martins), e também com as dificuldades da profissão, dos perigos inerentes ao ofício até a corrupção existente ao seu redor. 

Análise: 

Saudações cinematográficas, queridos leitores do site da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje vamos falar de um incrível filme nacional, sucesso de bilheterias e de críticas, o escolhido para ser analisado é “Operações Especiais”. Bora lá? 

O longa retrata toda rotina e árduo trabalho da polícia civil do Rio de Janeiro, enfrentando diversos perigos e combatendo o crime nas ruas da cidade maravilhosa. Ação do começo ao fim. 


O foco principal está em torno da vida da jovem Francis, formada em turismo e trabalhando como atendente em um conhecido e refinado Hotel, vê sua vida mudar por completo quando o seu local de trabalho é invadido por bandidos fortemente armados. É a partir daí que toda a vida da protagonista toma um rumo completamente improvável. 

Francis se anima com uma chance de mudar sua vida, fazer parte da polícia civil, após ser aprovada no concurso, passa à frequentar o curso de habilitação para policiais, uma trajetória árdua e desgastante. 

O filme mostra uma realidade nua e crua da rotina dos policiais, toda violência que o Rio de Janeiro está passando nos últimos anos, vale lembrar que uma parte do filme mostra o período da invasão das forças armadas no Complexo do Alemão, do qual vários traficantes fugiram dos morros para cidades periféricas. 


Roteiro e direção são os pontos fortes do filme, bem estruturado, uma sintonia plana e fluída do começo ao fim, outro destaque é a fotografia, mostrando o lado violento da cidade maravilhosa, coisa que a mídia por muita vezes esconde ou passa uma simples “maquiagem”. 

Em se tratando de um filme que retrata todas as dificuldades da profissão, não deixaram de mencionar todo o lado podre e sujo da corrupção. 


O elenco dispensa comentários, uma verdadeira tropa de elite de atores e atrizes, em destaque para Cléo Pires no papel da jovem policial Francis. 

Esse é um dos poucos filmes nacionais que prenderam minha atenção do início ao fim, um longa que mostra toda uma realidade e falta de equipamentos para os policiais, do qual se arriscam todos os dias para proteger a sociedade.

Compartilhe:

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Crítica: A Vida é Bela


Título: A vida é bela
Título Original: La vita é bella
Direção: Roberto Benigni
Duração: 01h57min
Data de Lançamento: 5 de fevereiro de 1999
Elenco: Roberto Benigni, Horst Buchholz, Marisa Paredes e Nicoletta Braschi
Gênero: Drama, Comédia e Guerra
Origem: Itália

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

Análise:

Saudações cinematográficas, leitores do site da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje vamos falar de um belo filme, emocionante do início ao fim, tocante e intenso, uma obra da sétima arte que nos deixa maravilhados. 

O filme que vamos falar é “A Vida é Bela”, dirigido e atuado pelo brilhante e inigualável Roberto Benigni, sendo ele o personagem principal desse drama história, no papel do judeu Guido e tendo como plano de fundo a Segunda Guerra Mundial e todo o horror do nazismo.

Vale lembrar que “A Vida é Bela”, está disponível no catálogo da nossa querida e amada Netflix.


Vamos acompanhar a vida do bem humorado e esperto Guido, personagem marcado pela irreverência e sua disposição em contemplar o belo da vida, do qual tenta amenizar os horrores da grande guerra. 

Guido tem sua vida familiar abalada, quando recebe ordem para ser enviado para um campo de concentração, junto com o eu filho, o pequeno Giosué, sendo um pai amoroso e inteligente, Guido consegue fazer com que o seu filho acredite que tudo isso que está acontecendo é apenas um jogo, para que o menino não veja o verdadeiro horror da Guerra, do qual estão todos inseridos e com suas vidas contadas.

Roberto Benigni mostra uma verdadeira mescla em sua atuação, passando do cômico para o apaixonado, indo em direção da angústia para o drama, não foi por acaso que recebeu o Oscar de melhor ator, no total, o filme recebeu três estatuetas: melhor ator protagonista, melhor filme estrangeiro e melhor trilha sonora. Mais que merecido!


Durante o filme, podemos conhecer em detalhes todo o encanto da Itália, com suas belas paisagens e ar bucólico, notamos o belo em meio ao caos. Ponto forte para toda produção de fotografia, eles conseguiram equilibrar todo o fator histórico do período da Segunda Guerra Mundial.

O roteiro é outro destaque importante, um texto inteligente, fluído e leve, do qual se manteve regular durante todo o filme, deixando uma rica mistura e perfeita combinação mesclando cenas impactantes e comoventes.

Romantismo permeia de forma avassaladora em uma parte do filme, quando o protagonista se apaixonada pela bela e jovem professora, Dora. Guido faz de tudo para conquistar o coração da professora, sua frase marcante em todo o filme é: “Bom dia princesa”.


Vale à pena? Com toda certeza! Não restam dúvidas que esse filme merece ser assistido e admirado por todos os elementos que compõem e o torna uma obra prima única da sétima arte.


Compartilhe:

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Crítica - O Matador



Título Original: O Matador
Direção: Marcelo Galvão
Lançamento: 10 de Novembro de 2017
Duração: 01h 40 min.
Elenco: Diogo Morgado, Deto Montenegro, Paulo Gorgulho, Marat Descarte, 
Mel Lisboa e Nill Marcondes.
Gênero: Faroeste/Drama
Origem: Brasil


Sinopse: 1940, interior de Pernambuco. Criado por um caçador, Sombra abandona a vida reclusa no meio do mato para procurar seu verdadeiro pai na cidade grande. Descobre que ele foi um matador envolvido no comércio de pedras preciosas e decide seguir seus passos. O território é sem lei e matar está em seu sangue.

Análise:

Saudações cinematográficas, queridos leitores da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Adivinhem? Hoje é dia de falar de filmes, original da nossa amada e querida Netflix, o filme em questão é “O Matador”, produto nacional! Quem diria, o nosso país entrando com produções de peso no catálogo da Netflix.


O filme tem como pano de fundo o interior de Pernambuco entre as décadas de 1910 e 1940, contando à história do temido e sanguinário matador conhecido como “Cabeleira”, do qual foi criado por um cangaceiro local, chamado “Sete Orelhas”.

Cabeleira foi abandonado recém-nascido, em meio ao cangaço, foi aí que o Sete Orelhas o acolhe e cria pra junto de ti, durante o filme, temos alguns flashes da infância e criação de cabeleira, vivendo completamente isolado da civilização.



Em um determinado momento, já adulto, cabeleira vai para cidade procurar pelo seu pai adotivo, desaparecido e sem dar notícia. Cabeleira depara-se com uma cidade sem lei, governada pelo carrasco e tirânico Monsieur Blanchard, um francês que comanda o mercado de pedras preciosas. 

O ponto alto do filme é toda composição de fotografia, retratando de forma minuciosa todos os aspectos do sertão, todo o sofrimento daqueles que viviam acuados por conta dos coronéis. 

Uma pequena observação de algo que do meu ponto de vista foi um exagero, o uso dos efeitos especiais, em determinadas cenas, foi algo “viajado”, mas que não perde toda essência do filme.


O enredo como um todo é bem intenso e instigante do qual, nós espectadores vamos acompanhar toda jornada de Cabeleira em busca de notícias à respeito do seu pai adotivo, toda trama possui uma fluidez ímpar, mesclando personagens secundários que fazem parte da vida do personagem principal.


O Matador é intenso do começo ao fim, pelo título já sabemos que terá muita matança no decorrer de todo filme, cenas fortes e bem sanguinários. Ah! Cenas quentes de sexo compõem toda obra cinematográfica, por isso, verifique à classificação indicada. 

Cinema nacional tem ganhado um espaço significativo na maior plataforma de filmes online, uma super produção que ganhou repercussão mundial e obteve críticas positivas. 

Dispensam comentários na atuação dos personagens, Diogo Morgado ele encarnou de fato um matador, deu vida a um personagem totalmente sem remorso ou piedade com os seus inimigos, desde os personagens secundários ficou uma atuação limpa e impactante.


Compartilhe:

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Crítica - 1922 [Netflix]


Título Original: 1922

Direção: Zac Hilditch

Duração: 01h 41min

Lançamento: 23 de Setembro de 2017

Elenco: Thomas Jane, Molly Parker, Neal McDonough e Dylan Schmid

Gênero: Suspense, terror psicológico e drama

Origem: Canadá 


Sinopse:
Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), eu filho, a ajudá-lo.

Análise:
Saudações literárias, queridos leitores da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim, pois vamos falar de mais um filme da nossa querida e amada Netflix.

Como já avisei anteriormente, Netflix sempre nos surpreendendo com seus filmes originais, dessa vez com uma superprodução da adaptação de um livro do mestre do terror, Stephen King, estamos falando do conto 1922.



Quando à Netflix resolve produzir uma obra do gênio do terror, é sinal de coisa boa, ou melhor, terror e suspense garantidos. Vale lembrar que esse filme é uma combinação de suspense com terror psicológico, perfeito para ser assistido em um final de semana bem tranquilo. 

Grande parte do filme gira em torno da confissão do fazendeiro Wilfred James, cujo seu crime foi assassinar sua esposa por motivos financeiros e ganancia de suas propriedades rurais, tendo como cúmplice, seu filho.

O filme tem uma sequência lenta dos fatos, podemos acompanhar toda uma trama diabólica por parte de Wilfred, em assassinar sua esposa para por fim aos seus caprichos em vender uma parte de suas terras para montar uma espécie de boutique. 



Vale lembrar: o conto “1922” faz parte do livro “Escuridão Total Sem Estrelas”, lançado em 2015 pela Editora Suma.

Vamos voltar para o filme, o pacato fazendeiro começa ficar perturbado com toda situação em que se meteu, alucinações são frequentes, é a partir daí que ele começa a ficar desesperado, quando seu filho foge de casa junto com a namorada.

Toda ambientação ficou impecável, retratando os mínimos detalhes da época em 1922, composição dos cenários internos e externos e da fotografia como um todo, estão sublimes. 


O ponto alto do filme é quando o personagem principal se encontra no fundo do poço, sua sanidade já está abalada e sua única alternativa é confessar tudo em detalhes do que fez no passado.

E mais uma vez, o mestre do terror Stephen King sabe transmitir para os leitores e espectadores o que é medo e terror.

Outro ponto em destaque, são os atores, conseguiram transmitir toda essência do filme, de uma forma serena e fria, todo medo contido em cada minuto de filme.

Espero que vocês tenham gostado da minha crítica, não se esqueçam de comentar e compartilhar. Até a próxima.



Compartilhe:

Baixe a Revista (Clique Sobre a Capa)

baixar

E-mail: ademirpascale@gmail.com

>> Para Divulgação Literária: Clique aqui

Curta Nossa Fanpage

Siga Conexão Literatura Nas Redes Sociais:

Posts mais acessados da semana

ANTOLOGIAS LITERÁRIAS

POEME-SE

CONHEÇA A REVISTA PROJETO AUTOESTIMA

LIVRO: O CLUBE DE LEITURA DE EDGAR ALLAN POE

LIVRO DESTAQUE

CEDRIK - ROBERTO FIORI

Leitores que passaram por aqui

Labels