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terça-feira, 14 de julho de 2020

Plinio Marcos Basílio Garcia e o livro Pacto de Inocência

Plinio Marcos Basílio Garcia - Foto divulgação
É autor de poemas e romances, sendo que o primeiro livro foi o romance “Flores aos ventos”, o segundo livro foi “Irmãos em todos os tempos” o terceiro foi “Pacto de Inocência”. Participou do primeiro e segundo Prêmio Guarulhos de Literatura em 2017, com o livro Senhora Nuvem e a Criatura sem História e Irmãos em todos os tempos, 2018. Fez parte dos autores das Coletâneas Pelas periferias do Brasil, vol. 06 e Antologia Meus poemas, vol. 06, 07, 08. Ed. Beco dos poetas. Coletânea Raízes Nordestinas

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Plinio Marcos Basílio Garcia: Deu-se em meio a uma duvida tremenda para poder escolher um dos livros para ser publicado. Enfim, escolhi Flores aos ventos que foi lançado em 2014 durante a bienal.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Pacto de Inocência”. Poderia comentar? 

Plinio Marcos Basílio Garcia: Esse livro foi escrito antes de Flores aos ventos. Ele é interessante por apresentar na ficção algumas passagens muito comuns do dia a dia. Exemplo, a decepção com e perda de amores e amizades; vida de andarilho e a velhice sem ninguém...


Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

Plinio Marcos Basílio Garcia: Trabalho em um hospital e sou o ouvinte de muitos dos meus pacientes que contam suas vidas em detalhes. Dessa forma envolvido por diversos personagens reais montei essa estória.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Plinio Marcos Basílio Garcia: Essa minha doidice é tão real quanto desenhos animados da televisão, leva-me a um fio de pensamento que me arrepia de ponta a ponta! Sou tão cruel, quanto são os outros que lutam por suas metas. Meu escape é a realidade do vício, sem que eu precise machucar as pessoas, seja de que forma for. Então, perco o rumo de meus objetivos, fico com meu novo amigo pulguento que me segue. Coitado, se soubesse o quanto estou perdido, fugiria sem pensar.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Plinio Marcos Basílio Garcia: O livro está disponível no site da Editora Viseu, no site da Amazon, Lojas Americanas, site Submarino e Shoptime

Perguntas rápidas:

Um livro: Grande Sertão: Veredas
Um (a) autor (a): João Guimarães Rosa 
Um ator ou atriz: Mazaropi
Um filme: A vida de Brian
Um dia especial: 10 de setembro de 2016

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Plinio Marcos Basílio Garcia: “Todos os dias vivemos e testemunhamos novas estórias”.


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Gilmar Duarte Rocha e o livro A Arte do Ilusionismo

Gilmar Duarte Rocha - Foto divulgação
Gilmar Duarte Rocha, engenheiro de sistemas e economista, é membro eleito da Academia Brasiliense de Letras e autor de nove livros, sendo oito romances e uma obra de impressões de viagem. Publica regularmente contos, artigos e crônicas nas melhores revistas literárias do país. É membro da Associação Brasileira de Escritores-ANE, com sede em Brasília, onde ocupa atualmente o cargo de diretor de bibliotecas. Foi agraciado com Menção Honrosa no concurso literário Prêmio Paulo Setúbal/Itaú Cultural, edição 2017.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Gilmar Duarte Rocha: Tardio. Desde menino sempre tive muito jeito para artes e letras, contudo não tive suporte financeiro para seguir desde cedo na área artística. Só em 2005, aos 40 anos, quando me transferi para Brasília, é que pude realizar o sonho de publicar o primeiro livro. A ausência dos familiares e dos amigos baianos, associada a efervescência cultural da capital, me deu impulsão e fez com que eu me embrenhasse no ramo literário. Desde então, não parei de produzir. Publiquei mais oito livros e o décimo, “A arte do ilusionismo”, está no forno, prontinho para sair.  

Conexão Literatura: Você é autor do livro “A Arte do Ilusionismo”. Poderia comentar? 

Gilmar Duarte Rocha: É um livro diferente tanto na forma, quanto no conteúdo, e talvez o estilo ainda seja inédito no Brasil. O mote da história é o aparecimento do corpo morto de uma mulher na Lagoa Rodrigo de Freitas, em 1910, em circunstâncias estranhas e intrigantes. Um jovem advogado, Rodrigo Fragata, de uma curiosidade imensa e senso nato de investigação, e mais dois companheiros, o médico Eugênio Godinho, recém-chegado da Inglaterra, e o velho capitão reformado do exército imperial, Getúlio Flores, terminam se envolvendo na elucidação de um caso que se mostra cada vez mais complicado na medida em que eles vão descobrindo pistas e novas revelações. O terço final do romance é realmente eletrizante. 
Como uma espécie de tempero para o produto, cada capítulo do livro possui uma ilustração em padrão vintage. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

Gilmar Duarte Rocha: Eu carreguei a linha mestra deste livro na memória por um bom tempo. Como a publicação de um outro livro que eu havia programado para 2020 ficou inviável face aos transtornos da pandemia, resolvi suspender a produção desse livro e tocar o projeto “A arte do ilusionismo”, originalmente de menor escopo e mais simples. Só que, durante a primeira revisão, senti que a história estava tão boa e fluente, que resolvi seguir em frente e encorpar a história. Resultado: cheguei a 460 páginas de um bom romance (no meu entendimento), interessante, divertido, didático e com conteúdo. Metade do tempo do feitio gastei com pesquisas em livros e na internet. Uma verdadeira viagem no tempo; viagem essa que será replicada pelo leitor. Contando o período de concepção do cerne da obra, mais o processo de expansão e as horas gastas com revisão, acho que levei um ano e dois meses para entregar o produto final.   

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Gilmar Duarte Rocha: Esse livro não tem muitos trechos digressivos e reflexivos como o meu livro anterior. Poderia destacar o início. Capítulo 1, parágrafo 1:

“Aquela não seria a primeira nem a última pessoa a ser encontrada morta boiando nas águas da bucólica lagoa Rodrigo de Freitas, na cidade do Rio de Janeiro, a capital federal do Brasil em 1910. Um detalhe, contudo, a morte daquela pessoa diferia da dos demais viventes que soçobraram naquelas águas plácidas, azuis e deprimidas: o corpo não flutuava nem em decúbito dorsal, nem de bruços, como é de praxe nesses casos. Sustinha-se surpreendentemente de pé, com corpo inteiro imerso, e o que aparecia à tona e que chamou à atenção de um pescador matinal, era simplesmente o braço direito com a mão esticada para fora com os dedos tesos, coesos, em claro clamor de ajuda. Uma súplica, com efeito. Súplica de justiça; súplica de complacência; súplica de misericórdia; súplica de vida; súplica de vida após a morte?  Quem sabia!”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Gilmar Duarte Rocha: O livro está previsto para ser lançado em outubro ou novembro deste ano e estará disponível nas melhores plataformas (Amazon, Google, Mercado Livre, Saraiva e Americanas, em forma física ou e-book). Quem quiser conhecer um pouco a nossa obra, poderá visitar o nosso site www.gilmarduarterocha.com ou www.academiabrasiliense.com.br

Perguntas rápidas:

Um livro: O conde de Monte Cristo. 
Um (a) autor (a):  Gabriel Garcia Márquez
Um ator ou atriz: Wagner Moura
Um filme: O incrível exército de Brancaleone (L’armatta Biancaleone)  
Um dia especial: literariamente, o dia do lançamento do primeiro livro. 

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Gilmar Duarte Rocha: Gostaria de dizer uma palavra de carinho e incentivo às pessoas que gostam de ler e têm facilidade para escrever. Não percam tempo. Coloquem a sua ideia no papel e publiquem. Nunca foi tão fácil o acesso a editoras qualificadas e a periódicos de excelente qualidade como a Revista Conexão Literária. O Brasil precisa muito de cultura e não podemos ficar parados, sob pena de desaparecermos no tempo como uma folha ao vento. Uma civilização se constrói com memória, história e muita cultura. Não tenham receio de publicar.    
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segunda-feira, 13 de julho de 2020

Isael Costa e o livro O Entregador de Flores

Isael Costa - Foto divulgação
Eu sou um autor brasileiro, nascido na Bahia, apaixonado por cultura em diversos segmentos, iniciei meu trabalho literário em Portugal. Sou membro de várias entidades culturais renomadas no Brasil e no exterior. Faço parte na história da literatura brasileira e lusitana, inclusive sendo agraciado por figurar entre os duzentos melhores poetas de países que falam a língua portuguesa. Sou um autor independente com serviços prestados a cultura brasileira nos segmentos: Poesias, Infantil, Infanto-Juvenil, Cinema, Música e Teatro. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

ISAEL COSTA: Eu costumo dizer que este segmento entrar em minha vida de forma brilhante, ou talvez por um erro de percurso. Foi um início completamente inesperado, eu comecei a trabalhar muito cedo ainda criança aos seis anos de idade. Já aos 17 anos cursei mestre-de-obras. Daí eu poderia encolher outra profissão qualquer, mas curiosamente veia a mente algo que nunca teve relação com minha vida e com meu trabalho. Escrevi meu primeiro livro por diversão e assim eu sigo em frente, continuo criando histórias a me divertindo cada vez mais.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O Entregador de Flores”. Poderia comentar? 

ISAEL COSTA: Para quem nunca viveu um grande amor e nunca ouviu uma linda história de superação, nesta obra fará uma leitura dinâmica, digna de reflexão. Uma história emocionante capaz de levar a uma prazerosa viagem recheada de belas poesias e muita emoção. O mundo está carente de empatia e amor ao próximo, o que não falta nesta história.
Não fique aí parado, quem ler mais refina o conhecimento e se habilita para um mundo de possibilidades. O Entregador de Flores aponta uma realidade absoluta, envolvendo amor e superação de forma tão eloquente capaz de confundir ficção com realidade.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

ISAEL COSTA: Na verdade eu nunca tive a curiosidade de fazer pesquisas. Não sou temático, não me preocupo com o que as pessoas pensam sobre mim ou sobre meu trabalho, por isso escrevo o que penso, o que eu gosto. O Entregador de Flores é mais um livro que contou com muita inspiração, sendo que eu a escrevi apenas numa noite aproveitando o frio intenso da madrugada estande eu em pleno inverno em Buenos Aires - Argentina.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

ISAEL COSTA: Não há um trecho em especial, mas me emociona muito quando eu faço a narração de um sonho em que supostamente aparece a imagem de minha mãe, eu quis fazer esse pequeno trecho para homenageá-la já que ela não está mais aqui entre nós. Também considero uma abordagem escrita de modo positivo, muito simples, muito direto e muito real para os dias atuais em que vivemos. Onde eu falo de amor, enfermidade, religião com boa dose de realismo e por fim, a história de Augusto e Indaiá, por si só já é uma lição de vida.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

ISAEL COSTA: Através da San Noon Arte e Cultura empresa da qual eu sou proprietário e fundador. Desenvolvemos projetos sociais direcionados aos jovens adolescentes, e principalmente para as crianças, um deles é o projeto: “Criando Poesias na Escola” Projeto que engloba cinema, dança, literatura, música e teatro. Apresentamos em escolas, creches, centros culturais, teatros e praças. Criamos ainda livros antológicos para alunos de escolas municipais por ondar esse projeto passar totalmente gratuito. 
Para aquisição desse e outros trabalhos de minha autoria seguem os likes. https://clubedeautores.com.br/livro/o-entregador-de-flores

Perguntas rápidas:

Um livro: O Menino Maluquinho
Um (a) autor (a): Ziraldo
Um ator ou atriz: Ary Fontoura
Um filme: Titanic
Um dia especial: Dia das Crianças

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

ISAEL COSTA: O homem é reflexo de seus próprios sonhos, cuja as realizações são consequências de seus atos. Não aceite interferências que destrua sua autoestima e suas convicções, você não faz o destino, mas é o principal responsável pelo sucesso em sua vida.

Ótima Leitura.
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Gregório Chaves e o livro “Um toque de ética”


Gregório Chaves, 63 anos, português, é Espírita Cristão, Engenheiro Eletrônico, Professor, Astrólogo, Palestrante e Escritor. Nos últimos 40 anos dedicou-se ao estudo de Teologia, Astrologia, Doutrina Espírita e Física Quântica com o propósito de se conhecer melhor e se tornar um ser humano melhor. Casado, pai de seis filhos, avô de 7 netos e bisavô de um bisneto e deseja compartilhar todo conhecimento e aprendizado adquirido até aqui. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Gregório Chaves: Ao longo de todos esses anos, tinha algo que me incomodava. Como compartilhar de forma efetiva e concreta tantas coisas boas que já havia aprendido, sobre engenharia, astrologia, doutrina espírita e teologia? Podem parecer assuntos distintos, mas percebi que não são, na verdade eles se complementam dando sentido a tudo. Então, em abril de 2019 acordei por volta das 3 horas da manhã com muitas ideias na cabeça, minha mente fervilhava e algo me disse, vai para o computador escrever, e assim eu fiz, anotei todas a ideias e comecei a escrever.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Um toque de ética”. Poderia comentar? 

Gregório Chaves: Um Toque de Ética vem de encontro as necessidades do mundo moderno, onde o comportamento e os valores do ser humano estão confusos e muitas vezes, sem sentido. A proposta do livro é despertar o ser humano para os verdadeiros valores nos diversos setores da sua vida, em que ele tem que tomar decisões diante dos desafios diários que enfrenta neste mundo materialista e tecnológico.
Um Toque de Ética dá o embasamento para a tomada dessas decisões, porque a ética de Jesus é baseada no amor a Deus e ao próximo, levando em consideração a capacidade que o ser humano tem em se transformar em uma pessoa melhor. 
Um Toque de Ética é como um manual de serviços que dá as dicas de como agir da melhor forma possível diante de situações limite com base nos ensinamentos de Jesus, nosso maior Exemplo de comportamento ético. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Gregório Chaves: Um Toque de Ética é um livro baseado em uma aula sobre ética que eu ministrava em um curso para oradores espíritas. Então as idéias principais já estavam formadas, digamos a estrutura do livro já estava pronta. Um Toque de Ética, não é um tratado filosófico sobre ética, mas tão somente como aplicar a ética + moral na prática, por meio do nosso comportamento cotidiano. Um Toque de Ética demorou mais ou menos um mês para ser escrito.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Gregório Chaves: Estamos entrando em um novo tempo, uma nova realidade, que não comporta mais valores invertidos que agridem e escravizam o ser humano, que valorizam o egoísmo e o orgulho, que dão valor exagerado ao materialismo, que não cuida do que vem depois da vida.  Estamos vivenciando o final dos tempos, por isso todas as mazelas estão vindo à tona, para que o ser humano possa valorizar a liberdade, igualdade e a fraternidade entre os homens de bem e assim, dar um salto “Quântico” na qualidade de vida e na preservação da natureza, ou seja, elevar nossa consciência  a um nível mais alto onde não nos permitiremos mais agredir o ser humano e a natureza.

Conexão Literatura: Qual a dica que pode dar a um escritor iniciante?

Gregório Chaves: Acredite no seu sonho e no seu potencial para escrever.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?


Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Gregório Chaves: Sim, “Um Toque de Ética” é o primeiro da coleção de 12 Livros, já temos cinco livros escritos no processo de revisão, diagramação. O próximo lançamento será o livro “Um Toque de Mestre” e em seguida o livro “Um Toque de Emoção”

Perguntas rápidas:

Um livro: Deus não está morto
Um (a) autor (a): Amit Goswami
Um ator ou atriz: Tony Ramos
Um filme: Meia noite em Paris
Um dia especial: Hoje!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Gregório Chaves: Quando compartilhamos conhecimento, estamos abrindo espaço para adquirir mais conhecimento. Quem não compartilha conhecimento não está aberto para o novo.

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Livro "Meu amigo Flip", da autora Elisabete da Cruz, fala sobre amizade

Quer uma história gostosa pra ler? Então siga o canto dos pássaros até o livro 'Meu amigo Flip'. Escrito por Elisabete da Cruz e ilustrado por Leka, ele fala sobre amizade, solidariedade e amor.

A autora aborda o assunto levando o leitor a descobrir esses sentimentos e a lidar com suas emoções.

"Nem tudo acontece do jeitinho que a gente quer... Mas, quer saber? Sinceramente, acho que cada momento é valioso e eterno em nossas vidas,  e o que mais importa é cultivar verdadeiros amigos, assim como meu amigo Flip".

Temas disparadores: Perdas, superações, resolução de conflitos, educação socioemocional, amizade.

Gênero: Infantil, Infantojuvenil.

Sobre a Autora
Elisabete da Cruz é pedagoga, especializada em educação transdisciplinar e mais uma porção de cursos sobre o prazer de aprender. Hoje diretora da Eloin, empresa de projetos pedagógicos, carrega a educação pela experimentação como seu principal ingrediente.  

Em sala de aula, sempre buscou maneiras criativas de ensinar. Gostava de se fantasiar, provocar a curiosidade e aguçar o prazer do aprendizado nos alunos de forma lúdica e divertida. 

E ao tornar-se autora, procurou transmitir em suas histórias esta mesma essência do aprender brincando. 

Para saber mais sobre o livro, acesse: http://trilhadasletras.com.br/livros/meu-amigo-flip
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Criadora do Aquele Eita, página do Facebook com mais de 900 mil seguidores, lança o livro Sempre faço tudo errado quando estou feliz

Criadora do Aquele Eita, página do Facebook com mais de 900 mil seguidores
 
Sinopse: Ansiedade. Paranoias. Medos. Frustrações. Amor. Sonhos. Desilusões. Expectativas. Aquela vontade louca de desistir de tudo. Recomeçar. Desistir de novo. Sentir-se inteiro. Vazio. Transbordar. Se perder. Pode parecer, mas você não está sozinho...

Em Sempre faço tudo errado quando estou feliz, Raquel Segal, criadora do Aquele Eita, fala de emoções reais, dessas que a gente só conta para o travesseiro. É impossível não se impactar com seu traço revelador e, ao mesmo tempo, transformador.

Raquel Segal
Editorial: Outro Planeta
Tema:
Estilo de vida
Coleção: Outros
Número de páginas: 160
Saiba mais: Clique aqui.
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

"Fúria domada", O segundo livro da série guerreiras, da autora Megan Maxwell

O segundo livro da série Guerreiras

Sinopse: Gillian é conhecida entre os membros de seu clã como “a Desafiadora” por seu caráter indomável – sua principal qualidade e também sua grande maldição. Apaixonou-se por Niall na infância e viveu com ele uma bela história de amor, interrompida quando o rapaz partiu para lutar junto ao rei da Escócia sem dizer adeus. Gillian jurou que nunca o perdoaria.
Tão teimoso e orgulhoso quanto sua amada, Niall está de volta, mas não é mais o mesmo homem, disposto a qualquer coisa para reconquistá-la. Agora que se reencontraram, nenhum dos dois quer dar o braço a torcer. Mas a paixão do passado os domina novamente.
Até quando eles serão capazes de resistir?

O segundo livro da série guerreiras
Megan Maxwell
Editorial: Essência
Tema:
Erótica
Coleção: Outros
Número de páginas: 368
Saiba mais: Clique aqui.

Sobre a autora:
MEGAN MAXWELL
, nascida na Alemanha e radicada na Espanha, se dedica aos romances femininos e eróticos há mais de uma década, tendo publicado seu primeiro livro, Te lo Dije, em 2009. Vencedora de mais de dez prêmios literários, entre eles o Prêmio Internacional de Seseña — em 2010, 2011 e 2012 —, seus relatos picantes ganharam fãs em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde a sua trilogia Peça-me o que quiser se tornou um best-seller. A autora de mais de 15 títulos vive em Madri com seu marido, filhos, seu cão, Drako, e seus gatos Romeu e Julieta. Mais informações sobre Megan Maxwell e sua obra estão disponíveis no seu site oficial: www.megan-maxwell.com
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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Novo livro "A sorte segue a coragem!", de Mario Sergio Cortella, aborda oportunidades, competências e tempos de vida

Seu sucesso ou seu fracasso só depende de você!

Sinopse: Todo mundo já usou algumas dessas justificativas para o insucesso: “Eu tento, tento e não funciona”; “não tenho sorte”; “não dou pro negócio”; “por mais que eu ande, não saio do lugar”; “não fico fazendo marketing pessoal”. Em A sorte segue a coragem! Oportunidades, competências e tempos de vida, o professor Mario Sergio Cortella afirma que não se pode atribuir o sucesso ou o fracasso a forças externas. Em vinte capítulos, o autor de Por que fazemos o que fazemos?, um dos maiores best-sellers brasileiros dos últimos anos, discute comportamentos comuns a todos e aponta caminhos para que cada um cultive a própria sorte.

A sorte segue a coragem
Mario Sergio Cortella
Editorial: Planeta
Tema: Filosofia
Coleção: Outros
Número de páginas: 192

Mario Sergio Cortella
Filósofo, escritor, com mestrado e doutorado em educação e professor titular da PUC-SP, com docência e pesquisa na pós-graduação em Educação. É professor-convidado da Fundação Dom Cabral. Foi Secretário Municipal de Educação de São Paulo (1991 - 1992), tendo sido antes Assessor Especial e Chefe de Gabinete do prof. Paulo Freire. Comentarista da Rádio CBN nos programas Academia CBN e Escola da Vida. Possui mais de 30 livros publicados.
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Conheça o livro "Futuro! - Contos fantásticos de outros lugares e outros tempos", do autor Roberto Fiori

FUTURO!
Contos fantásticos de outros lugares e outros tempos
Autor: Roberto Fiori


Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.

Assim é “Futuro! –contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada...

Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo.  Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte...

Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.

Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita —o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra —Yuri Alekseievitch Gagarin —e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.

O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Serviço:
ISBN: 97885631657  /  216 páginas
Formato: 15,5 x 23 cm   /   Gênero: Contos-Ficção Científica
Editora Livros Ilimitados / selo: Autoral 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor, pelo e-mail: spbras2000@gmail.com
Ou pelos sites: 
Submarino
Roberto Fiori

Sobre o autor:
Roberto Fiori
é um escritor de Literatura, possui vários contos fantásticos publicados por diversas editora. Graduou-se na Faculdade de Tecnologia de São Paulo e trabalhou como freelancer em Informática. “Futuro! –contos fantásticos de outras histórias e outros tempos” é a primeira antologia de contos exclusivamente seus.
Fiori estudou música e pintura a óleo em São Paulo, onde nasceu. Escolheu a guitarra elétrica como seu instrumento. Escreve há mais de vinte anos, tendo
estudado com o grande escritor e poeta André Carneiro, seu maior mestre na arte da escrita. O autor escreve pois, segundo ele:
“Escrever é mais do que somente preencher uma tela de computador; é uma profissão de fé, em que o escritor se dedica, tanto ou mais do que qualquer outra pessoa devotada ao seu trabalho. Exige grande imaginação, paciência e tempo disponível para pesquisar e refletir sobre o que se escreveu. Exige esforço para melhorar e revisar o próprio trabalho inúmeras vezes. E, acima de tudo, é uma terapia, pois os próprios medos e demônios inconscientes do autor são colocados em xeque, analisados e postos contra a parede, desafiados e, na maior parte das vezes, vencidos.”

Sobre a a editora:
Editora Livros Ilimitados
A Livros Ilimitados é uma editora carioca voltada para o mundo. Nascida em 2009 como uma alternativa ágil no mercado editorial e com a missão de publicar autores brasileiros dentro dos mais diversos gêneros literários. Sem distinção de temática, formato, praça ou público alvo, os editores ilimitados acreditam que tudo e qualquer assunto pode virar um excelente e empolgante livro, com leitores leais esperando para lê-lo.

Presente nas livrarias e em pontos de venda selecionados, a Editora tem atuação marcante online e offline. Sempre antenada com as novidades tecnológicas e comportamentais, a Livros Ilimitados transforma o livro em grande gerador de vendas e amplificador de valor a qualquer produto, independente do tipo ou natureza.
www.livrosilimitados.com
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Personagens exóticos, com desejos e manias que fogem do clichê em "Horas de amor e tensão"

Em meio a uma série de assassinatos e terríveis horas de tensão, nasce o amor na mesma proporção. Com personagens exóticos, com desejos e manias que fogem do clichê, Horas de Amor e tensão, te levará a conhecer corações sombrios e vingativos, também a viver o amor em medidas que a maioria dos homens não foi capaz.
Viajará por terras em que nem tudo é o que parece, e que reviravoltas podem acontecer a todo instante. O amor e o ódio estão bem próximos nessas regiões, e pessoas em quem você confia podem estar tramando contra sua vida. O antigo inimigo, pode se tornar seu aliado ou seu grande amor.

Sobre o autor
Adriano Cipreste é capixaba, nasceu na capital do Espírito Santo, mas viveu a maior parte de sua vida na cidade de Pancas - ES, interior. Possui graduações em Ciências Contábeis, Matemática, Docência do Ensino Superior e Logística. É contador e Professor de Matemática da rede pública estadual. Ocupando atualmente a direção de uma escola.
É idealizador do projeto: O Círculo do Livro Rasgado. Pelo seu gosto por leitura resolveu escrever o seu primeiro livro: A fuga do lugar das sombras. Atualmente está escrevendo a sua segunda obra, um romance inspirado nas estrelas.
https://www.facebook.com/adrianocipreste3000

Serviço
Edição: 1
Editora: Selo Jovem
Autor: Adriano Cipreste
Título: Horas de amor e tensão
Número ISBN: 978-85-66701-00-0
Ano: 2017
Páginas: 208
Formato: 16 x 23 cm
Papel Pólen 80gr
Categoria: Ficção, Mistério, Suspense
Para adquirir o livro: Clique aqui.
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Novo livro "Condenados", promete aventura eletrizante com zumbis

A vida de Jason havia voltado ao normal. Sem zumbis ou demônios, e prestes a entrar na faculdade. Mas, ao ser atacado por um morto-vivo, ele percebe que nunca estará a salvo, não enquanto for um Anjo do Apocalipse. As criaturas são mais fortes que antes e, enquanto reúne um grupo de sobreviventes, Jason tenta descobrir o que está acontecendo, e se tudo isso está relacionado com outro ataque de Mephistopheles.
Nessa continuação eletrizante de Sozinhos no Escuro, os Anjos do Apocalipse precisam confiar ainda mais uns nos outros, pois uma guerra se aproxima, e o inimigo não está para brincadeira. Em meio à tantas incertezas, eles estão certos sobre algo: algumas coisas se recusam a ficar enterradas.

Sobre o autor
Jessé Diniz nasceu em Osasco em 20 de outubro de 1994, mas atualmente reside em Dublin Irland , com seus pais e seu irmão caçula. Estudante de Bacharelado em Sistemas de Informação. Interessou-se por livros logo que aprendeu a ler, aos seis anos. Sempre se destacou em redações e textos escolares e, aos dezesseis anos, decidiu criar suas próprias histórias. Sozinhos no Escuro é seu romance de estreia.

Serviço
Edição: 1
Editora: Selo Jovem
ISBN: 978-85-66701-00-0
Ano: 2017
Categoria: sobrenatural
Formato: 16x23 cm
Autor: Jessé Diniz
Para adquirir o livro: http://www.selojovem.com.br/pd-52a198-condenados-livro-2.html?ct=449b2&p=1&s=1
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Em entrevista, Carlos Velázquez comenta sobre seu novo livro "Mitologias para o Século XXI - Facultas Characteristica"

Carlos Velázquez saiu do México, seu país natal, com vinte anos de idade para estudar por um ano na Espanha. Findado o curso, foi tocar seu violão pelas ruas de Madri e conseguiu dinheiro para chegar à França, onde estudou durante oito anos e casou com Alessandra, a cearense que o trouxe ao Brasil. Suas atividades profissionais, sempre ligadas à arte, foram instigando-o a se aproximar do mundo da fantasia, dos símbolos e dos mitos. Assim, durante muitos anos foi reunindo materiais, cada vez mais animado pelas possibilidades que os mitos oferecem à compreensão do espírito criativo, tanto nas artes quanto nas ciências ou em qualquer atividade que se faça com plenitude e vocação. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Carlos Velázquez: Quando era criança gostava de ler, ainda gosto muito. Era fascinado pelas histórias de Júlio Verne, de quem li, acho, toda a obra. Gostava de imaginar as aventuras tecnológicas de seus romances, embora hoje acredite que, sem que percebesse na época, sentia-me sempre muito intrigado com as reflexões humanas que acompanhavam as histórias.
Com doze anos de idade escrevi meu primeiro conto, mas, embora ainda ache, pelo que lembro, que era uma boa história, naquele tempo foi uma grande decepção: inscrevi o texto num concurso da escola e passei longe de qualquer premiação; assim que, ao menos por um bom tempo, minha carreira literária ficou encerrada por ali mesmo.
Já adulto, no meio universitário, como estudante e como professor, fui obrigado a reencontrar-me com a escrita e, como já era apaixonado e praticante assíduo da escrita musical, foi um caso de amor a primeira (re)vista. Desde então – falo de uns vinte anos – tenho escrito e publicado muitas partituras de música, artigos científicos, ensaios filosóficos e humanísticos e contos infantis e infanto-juvenis. Foi engraçado, nunca mais havia escrito contos, mas, num dos aniversários da minha filha mais velha, ela – que continua muito inventiva – pediu que o tema de sua festa fosse de tubarão. Imagina só! Onde você encontra decorações e lembrancinhas de tubarão para uma festa de aniversário de menininha?! Assim que, no desespero, decidi escrever um conto que na festa contamos às crianças e oferecemos como lembrança. O conto deve ter feito um pequeno sucesso já que, a pedidos, hoje é material paradidático em algumas escolas de Fortaleza.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Mitologias para o Século XXI - Facultas Characteristica” (Paco, 2017). Poderia comentar?

Carlos Velázquez: Acho que por ser músico já há um tempo que me sinto insatisfeito com os modos de produção científica no meio universitário. Me entenda, isto inclui as produções científicas dos cursos de música. Por quê? Porque, devido a questões principalmente políticas, a ciência no meio acadêmico procede por áreas de estudo e o que é estudado por uma área, digamos, a biologia, por exemplo, não pode ser estudado pela sociologia, porque “não lhe pertence”, política e burocraticamente pertence a outra área. Na música, como em outras formas de arte, procura-se a experiência estética, que é totalizante, isto é, não tá nem aí pra saber a quem pertence este ou aquele aspecto da experiência como, aliás, é na vida: vivemos aspectos biológicos e sociológicos – entre tantos outros – tudo ao mesmo tempo, tudo misturado em tempo real. Quero dizer que, se queremos entender nossa própria vida, precisamos abordá-la plenamente, em todas suas áreas de estudo.
A questão é que nossa ciência contemporânea não é a única maneira de conhecer sobre a vida, antes da era moderna as pessoas conheciam muito sobre o mundo através da mitologia, que além de ser um monte de histórias mirabolantes é, acima de tudo, uma forma de conhecimento e de pensamento que procura integrar todos os aspectos do que observa. O melhor dessa descoberta é que, para fazer mitos, basta fantasiar e a fantasia é uma coisa que continuamos cultivando nos tempos atuais. Tudo bem, não tem mais um xamã contando histórias para a gente ao pé da fogueira, mas temos literatura, filmes, seriados, fake-news, fofocas e, sobretudo, sonhos: ninguém, por ser moderno, parou de sonhar! ´Pois bem, decidi comparar mitos tradicionais com fantasias atuais e saíram umas coisas bem legais, acho interessante perguntar ao Batman, à princesa Valente ou ao Harry Potter – nossos mitos atuais – sobre quem somos e como vamos levando nossa própria existência.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Carlos Velázquez: Um bom bocado de tempo! Uns dez anos! Formalmente, o projeto, que foi apoiado pela Universidade de Fortaleza, aqui no Ceará, em colaboração com a Universidade de Aveiro, em Portugal, durou pouco mais de um ano. Mas para chegar a formular o projeto tive que me perguntar várias coisas e sempre correr atrás, falar com um monte de gente e, em especial, com meus queridos alunos do Movimento Investigativo Transdisciplinar do Homem – MITHO, que integramos em Fortaleza. Acho que quando você tem uma ideia mais clara do que vai escrever é porque, como dizia Clarisse Lispector, o texto já está pronto em algum lugar...

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Carlos Velázquez: Tia Petúnia Evans era irmã da mãe de Harry e havia ocultado os dotes mágicos que, a olhos vistos, o sobrinho havia herdado, porque sentia repulsa pela anormalidade mágica. Certamente tinha razão, a magia não é normal; mas é também verdade que a normalidade não impulsiona o desenvolvimento, este se deve ao extraordinário. O caso é que a normalidade industrial, comercial e financeira dos últimos tempos tende fortemente a censurar o extraordinário e engana-se com sofisticações pirotécnicas, confundindo evolução com engrossamento de lucros provenientes da comercialização de tecnologias. Repito o questionamento de Grindelwald: A quem protegemos escondendo o mundo bruxo? E adiciono uma resposta possível: a mediocridade dos normais.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Carlos Velázquez: O mais imediato é o site da editora: www.pacolivros.com.br, mas também encontra em grandes lojas com Amazon, Submarino, Lojas Americanas, Livrarias Cultura, Saraiva e Leitura.
Outras publicações saíram pela editora Armazém da Cultura: http://armazemcultura.com.br, pela editora portuguesa Chiado: https://www.chiadoeditora.com e pelo Clube de Autores: https://clubedeautores.com.br
Também podemos bater um papo no facebook, é só encontrar meu nome: Carlos Velázquez.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Carlos Velázquez: Continuo colaborando com a Universidade de Aveiro, acho que dentro de um tempinho vou publicar mais análises míticas sobre a sociedade contemporânea.
Na literatura infantil já, já vem por aí “O Rei Tavinho”, dentro da coleção “Cachinhos ao Vento”, que trata de um besouro-do-esterco e, para o público infanto-juvenil: “O mistério das Sombras” a primeira parte da trilogia “Crônicas de Anahí”, uma aventura jovem pelos caminhos da mitologia nordestina.
Estou coordenando um projeto ambicioso junto ao pessoal do MITHO e posso dizer que está ficando muito massa (acho que é a melhor expressão). Se trata de uma série de contos inspirados na mitologia contemporânea cearense. É um projeto que busca produzir literatura interessante para incentivar nos jovens o gosto pela leitura. Nesse projeto eu fico com a parte chata, um livrinho para dar ideias aos professores das escolas sobre como trabalhar com mitologia, mas fazer o quê, né?!

Perguntas rápidas:

Um livro: “Tratado de magia” de Giordano Bruno
Um (a) autor (a): Carl Gustav Jung
Um ator ou atriz: Damián Alcázar
Um filme: Festa no Céu
Um dia especial: O presente

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Carlos Velázquez: Recentemente uma pessoa que leu meu livro me disse que reconheceu suas experiências nas explicações que eu declinava da mitologia. Fiquei felicíssimo! Imagina: transcender a perspectiva de escrever simplesmente para chamar a atenção sobre si já é bem legal, mas partilhar a autoria da obra com seu leitor é a melhor conquista que se pode almejar!
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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Mistérios, muita ação, magia e paixões arrebatadoras em "O Herdeiro Supremo", no livro do autor Silvano Colli

Silvano Colli Nasceu na cidade de Realeza-PR, filho de José Colli e Dileta Maria Colli. Servidor Público na Secretaria de Estado de Educação do DF, graduado em Sistemas de Informação e pós graduado em Gestão e Administração Escolar.
Já participou de adaptações de vários textos para o teatro, onde também atuava como ator até o ano de 1994, tendo inclusive, sido premiado como melhor ator no 1º Festival de Teatro – Prêmio Altamir em Planaltina-DF. Até o ano de 1993, foi integrante do Grupo Via Sacra ao Vivo de Planaltina-DF, onde participava da maior encenação ao ar livre da Paixão de Cristo. Embora já tenha algumas histórias prontas, somente em 2017 decidiu publicar o seu primeiro livro.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Silvano Colli: Comecei como um dos colaboradores em adaptações de textos e até mesmo na escrita de textos inéditos para o teatro em dois grupos de teatro amador chamados “Senta Que o Leão é Manso” e “ATO TE ATO”. Embora tivesse muitas ideias para obras de ficção, só me dispus a colocar no papel uma delas quando um de meus filhos disse que gostaria de ler uma história que tivesse certas características. Como não encontrei nenhum livro assim, decide que iria escrever para ele como uma brincadeira, mas quem lia gostava e elogiava muito, então inscrevi o texto ainda na fase de rascunho em um concurso literário e mesmo na fase de rascunho foi classificado e muito bem avaliado pela equipe de triagem, então avaliei que realmente era uma boa história e que merecia ser publicada.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O Herdeiro Supremo” (Editora Chiado). Poderia comentar?

Silvano Colli: Trata-se de uma aventura com personagens impactantes, a trama é cheia de mistérios, muita ação, magia e paixões arrebatadoras. Tudo isso é claro, com uma boa dose de humor.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Silvano Colli: Na verdade, tudo é fruto de minha imaginação, não conheço nenhuma outra história parecida. Costumava ficar durante a noite na cama imaginando as cenas que eu iria escrever no dia seguinte e como comecei a escrever como uma brincadeira (que deu certo), acabei levando mais tempo que o normal. Levei cerca de dois anos e meio para concluir o livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Silvano Colli: É difícil destacar um trecho separado, pois entendo que uma cena completa a outra, poderia escolher uma cena de ação ou engraçada... deixa ver... gosto muito dessa parte que não é ação nem engraçada mas pode ser uma verdade: “... lembrem-se que o perdão pode ser muito mais significativo que a vingança e tornará quem perdoa superior ao que ofendeu...”

Conexão Literatura
: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Silvano Colli: O livro impresso está disponível para compra através do site da editora Chiado, livraria cultura ou pode ser solicitado um exemplar autografado através de meu e-mail silvanocolli@gmail.com . Já o e-book está disponível no site da editora Chiado, livrarias Cultura e Saraiva. O link da editora é https://www.chiadoeditora.com/livraria/o-herdeiro-supremo .
E para conhecer um pouco mais sobre meu trabalho, basta acessar minha página no face book pesquisando @silvanocolli

Conexão Literatura
: Existem novos projetos em pauta?

Silvano Colli: Sim, Pretendo publicar um novo livro intitulado A Vingança de Vitom, cuja história já está na minha cabeça. Não diria que é uma continuação deste livro O Herdeiro Supremo, pois esse tem a trama finalizada, não necessitando de nenhuma complementação. Mas Vitom é um personagem intrigante do Herdeiro Supremo que me permitiu criar outra trama tendo esse personagem como foco principal.

Perguntas rápidas:

Um livro
: O Código Da Vinci
Um (a) autor (a): Dan Brown
Um ator ou atriz: Glória Pires e Tom Hanks  (em mundos diferentes com trabalhos excelentes)
Um filme: A Lista de Schindler
Um dia especial: O dia de hoje, sempre.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Silvano Colli
: Dizer que estou muito feliz pela oportunidade de mostrar meu trabalho através da revista Conexão Literatura, que na minha opinião é uma das melhores revistas para falar de literatura nacional.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Em entrevista, Dr. Roberto Martins de Souza comenta sobre seus livros Histórias e memórias de idosos analfabetos, A História de um garoto de programa e A Tuberculose na Sociedade

Dr. Roberto Martins de Souza, nasceu na cidade de Simão Dias, estado de Sergipe. Filho de Sr. João Martins de Souza e de Sra. Judite Santos Souza. É professor universitário, palestrante, consultor em saúde. Graduou-se pelas Faculdades Integradas de Guarulhos. É Mestre e Doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

Especialista em Administração Hospitalar, Saúde Pública, Obstetrícia, Licenciatura Plena. Trabalhou em vários hospitais: Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Casa de Saúde Santa Marcelina, Hospital Modelo Tamandaré, Hospital Geral de Guainases, Hospital do Câncer (A.C.Camargo), Hospital Presidente, Hospital do Mandaqui, Hospital Prof. Waldomiro de Paula (Hospital do Planalto). Atuou em varias Unidades Básicas de Saúde da cidade de São Paulo, onde foi também Assessor Técnico em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde. Integrou o Comitê de Mortalidade Materna. Como Professor titular de várias universidades de São Paulo (Universidade de Santo Amaro (UNISA), Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL), Universidade Camilo Castelo Branco (UNICASTELO), atualmente chamada de Universidade Brasil e Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG) foi também integrante do Comitê de Ética em Pesquisa e integrante de Grupos de Pesquisas. Participou também de várias Bancas de Dissertações de Mestrados e Defesa de Teses de Doutorados.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Você publicou o livro "Histórias e memórias de idosos analfabetos”, pelo Clube de Autores. O livro trata-se de histórias verídicas de idosos analfabetos ou semianalfabetos em processo de alfabetização. Como você colheu as histórias para compor o livro?

Dr. Roberto Martins de Souza: As histórias foram compostas primeiramente através de observação ao grupo de idosos e depois realizada um roteiro semi-estruturado. A partir daí comecei a iniciar de fato as entrevistas que duraram em média dois anos para a conclusão final. As histórias eram sempre cheias de muita emoção e carregadas de lembranças positivas e negativas. Procurei ao máximo manter a fidelidade nas palavras utilizadas pelos idosos.


Conexão Literatura: Quais as referências que o livro aborda referente à importância da leitura e escrita para a vida do ser humano?

Dr. Roberto Martins de Souza: Após a conclusão das narrativas e a transcrição das entrevistas até a elaboração do livro tive a certeza que para o grupo de idosos analfabetos ou semi-analfabetos em processo de alfabetização a maior importância para eles era a falta da necessidade de saber ler e escrever. Fatos esses destacados em praticamente todos. Pois desta forma se fossem alfabetizados na época correta, a vida talvez fosse diferente. Quero dizer com maiores chances de obterem outro destino em suas vidas.

Conexão Literatura: No livro "Histórias e memórias de idosos analfabetos”, também é feito as definições do envelhecimento sobre a ótica de vários autores e de como ele pode gerar uma crise de identidade nos idosos. Poderia comentar?

Dr. Roberto Martins de Souza: Realmente. As mudanças decorrentes da relação com a sociedade em que se vive e a aquisição de novos valores implicam alterações na auto-imagem e auto-estima, com conseqüentes mudanças na identidade pessoal. Mosquera diz que a identidade desenvolve-se no tempo e numa determinada cultura. Sendo então uma reflexão observadora que implica um retorno porque cada momento histórico tem seus tipos de significativos, que por sua vez, tem papel preponderante na estrutura do indivíduo. A auto-imagem é a chave que o individuo tem para compreender seu próprio comportamento e a consistência de suas atitudes, sendo assim o comportamento humano está intimamente ligado ao comportamento social.
Se a sociedade mostra preconceitos em relação aos idosos, desvalorizando-os é possível que ele adquira essa imagem desvalorizada. A partir daí, torna-se mais difícil e penosa a aceitação de si mesmo, uma vez que o social reage negativamente frente a sua ação. De fato, reage (ou pode reagir) negativamente não só a sua ação, como a inação e sua imagem. O senso de identidade é assim influenciado pelo pela percepção que os outros têm dos papeis sociais que desempenham. A velhice deveria ser encarada como mais uma etapa da vida, que deve e pode ser significativa. Há idosos que assim o fazem e alcançam um equilíbrio imenso. Mas a maioria fica a procura de um novo sentido para a vida, infelizmente.   

Conexão Literatura: No seu ponto de vista, o que falta para baixar o índice de analfabetos no Brasil?

Dr. Roberto Martins de Souza: Boa pergunta. Acho que deveria ter maiores investimentos nas áreas da educação, da saúde e do social como um todo. Deveriam existir parcerias entre os setores público e privado com incentivos a melhoria da qualidade de vida, do ensino, melhores políticas salariais e valorização do professor. O professor acredito ser um instrumento de fundamental importância nesse processo. Dessa forma acredito que os índices de analfabetos diminuiriam muito aqui no Brasil, como aconteceu em outros países, posso citar o exemplo a China que tem a sua população em média de 96% alfabetizados depois de ações como esta que acabei de citar. Ou então como a Grécia que recentemente saiu de uma enorme crise financeira e social e mesmo assim consegue manter 97% da população alfabetizada. O Brasil está com índices de analfabetos maiores que os nossos vizinhos da América Latina, como por exemplo, a Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.

Conexão Literatura: Você também é autor dos livros "A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade" e "João Victor - A história de um garoto de programa". Poderia comentar sobre ambos os livros?

Dr. Roberto Martins de Souza: No livro A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade é fruto da minha Tese de Doutoramento, para obtenção do título de Doutor. É uma releitura sobre a doença tuberculose no ponto de vista do paciente e dos profissionais de saúde que tratam os mesmos. Quando falo nos profissionais de saúde estou citando especificamente médicos e enfermeiros. Sendo que cada um tem o seu ponto de vista sobre a doença, sobre o paciente e a sua influencia na sociedade. Influência esta que mesmo vivendo no século XXI tem uma visão de extremo preconceito. Este preconceito que aqui me refiro não é só pela sociedade em geral, mas infelizmente também por parte de alguns profissionais da área de saúde. Na visão dos portadores da tuberculose a doença é vista como exclusão social, o medo da morte, longo período de tratamento sendo assim um processo de pensar, vivenciar e lidar com a doença que comporta uma dimensão ideativa (da representação) e outra concreta (da experiência) que não são estanques, mas integradas, estão em constante movimento, influenciando-se reciprocamente e atualizando-se diante das circunstâncias cotidianas. No livro descrevo a doença e a sua trajetória, sendo que algumas vezes estão associados ao vírus HIV ou a AIDS, modo de transmissão, os diversos tipos de tratamento e prevenção e a sua relação processo-doença.
Já no livro João Victor: A História de um garoto de programa posso dizer que é uma história de ficção, onde o personagem principal é uma criança carente, filho de mãe solteira. Que no decorrer da sua infância e juventude passa por vários acontecimentos característicos de um jovem que vive na periferia da cidade de São Paulo. A mãe é migrante de outro estado e chegando a São Paulo passa por varias situações ligadas a trabalho, moradia, novos rumos para a vida. João Victor já na fase adulta conhece a prostituição masculina e começa a freqüentar locais freqüentados por homossexuais. Porém se considera extremamente heterossexual. Ganha muito dinheiro como garoto de programa até que um fato acontece em sua vida e aí é uma surpresa para o leitor. Espero que gostem da leitura.  

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do livro "A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade" para os nossos leitores?

Dr. Roberto Martins de Souza: Sim. Existem vários trechos nesse livro. Porém o que mais eu gostaria de dizer é que a doença tuberculose mostra-se particularmente dramática para aqueles por ela acometidos. Os doentes, e em particular os com tuberculose experimentam não apenas a sensação de isolamento da vida social, mas a de cisão entre seus corpos e seus espíritos. O que torna interessante a vida desses indivíduos é o modo como buscam situar-se tanto em relação a um mundo saturado de terríveis fantasias acerca de sua condição, quanto em relação aos processos físicos e mentais instaurados pela doença. 

Conexão Literatura: Destaque também um trecho de "João Victor - A história de um garoto de programa"

Dr. Roberto Martins de Souza: Sim. Vários fatos acontecem nesta história de ficção. Mas o que eu gostaria de citar é que existem várias formas de se relacionar com o ser humano fisicamente. Pela questão psicológica e racional o que leva um jovem bonito e com um belo corpo a usá-lo como um instrumento de trabalho. De que forma ele consegue atrair muitos clientes e após breves relacionamentos sexuais a sua mente o questionará. Ele se questiona: deve ou não continuar nessa vida? Como ganhar tão bem e ostentar o luxo e adquirir bens materiais em outro tipo de ocupação ou outro tipo de trabalho? Sua certeza concreta e firme de considera-se heterossexual convivendo no meio homossexual? Gostaria de enfatizar a trajetória de vida de João Victor até dois fatos que mudaram o rumo de sua vida.

Conexão Literatura
: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Dr. Roberto Martins de Souza: Sim. Gostaria de comentar sobre esses três livros que acabei de escrever. Historias e memórias de idosos analfabetos, João Victor: A história de um garoto de programa e por ultimo A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade.  Neles enfatizo que o ser humano não é apenas um ser biológico, dotado de anatomia, fisiologia e psicologia peculiar à sua condição animal, mas também é um ser biográfico, dotado de liberdade e ética, peculiares à sua condição racional. Em nossa condição racional e das opções de vida que cada um de nós faz a cada momento, nasce o conceito de biografia, de histórias de vida que é única e irrepetível para cada um de nós. 

Para adquirir os livros do Dr. Roberto Martins de Souza, acesse: https://www.clubedeautores.com.br/authors/380376
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domingo, 10 de dezembro de 2017

A catábase como símbolo positivo do humano, em Ensaios para a queda, de Fernanda Fatureto - Por Alexandra Vieira de Almeida


Seguindo a lição drummondiana de enaltecer o lado gauche da vida, Fernanda Fatureto no livro de poemas Ensaios para a queda (Penalux, 2017) leva os leitores a margearem o rio trôpego da vida. A poeta aqui em questão faz emergir o que está à margem, o caminho errático da vida. O livro é dividido em três partes que se complementam e dialogam entre si: “Travessias”, “Miragem” e “Polifonia”. No poema que abre a primeira parte, temos: “Realizo ensaios para a queda tal qual a última noite/de uma estrela cadente;”. No Novíssimo Aulete, é descrito o fenômeno da estrela cadente: “Visualização da entrada de um meteorito na atmosfera e que provoca incandescência ao se atritar com gases, mostrando-se como o traçado de um risco luminoso no céu noturno”. Portanto a metáfora é digna do título do livro. A escritora dá positividade ao simbolismo da queda, não a apresentando como algo excludente, mas como partícipe da vida. Com seu brilho e luminosidade traz significado para a existência humana. Pois seus poemas são feitos da máxima humanidade. Aqui, nos poemas de Fatureto, comparece o mito de Prometeu que roubou o fogo divino para os homens. O conhecimento traz a queda, à descida ao mundo dos humanos. A catábase é recheada de elementos positivos, levando o ser humano a adquirir a ciência dos deuses, mas sem deixar de lado a hamartia trágica, com seus erros e desconcertos.
Gilbert Durand tem um excelente livro que esclarece sobre a teoria do isomorfismo. Em As estruturas antropológicas do imaginário, ele disse que o isomorfismo é uma forma de aproximar símbolos, que poderiam até se apresentar como díspares entre si, mas que são sintetizadores de um mesmo núcleo temático. Fernanda Fatureto alcança esta difícil proeza ao sintetizar imagens num mesmo núcleo temático, a queda, dando-lhe corpo e substância a partir de metáforas como a estrela cadente, as pedras. O simbolismo da dureza e da petrificação comparece durante sua obra, como na mulher de Ló que olha para trás e vira pedra. Apesar das imagens de imobilização a que o erro pode levar, há uma saída final a partir do vazio e do silêncio. Sua poesia é feita de palavras importantes, mas a ausência é o outro lado deste muro petrificante, como o que encontramos na muralha da China. Porque apesar dos erros é preciso seguir em frente, quebrar a escultura de mármore que nos molda: “O movimento de seguir em frente/Ainda que sangre”. Fernanda Fatureto observa esta “polifonia” em que as linguagens se mesclam num tecido raro, que é a riqueza de suas belas imagens poéticas. Certa elegância hermética sai dos frascos de seus versos que nos encapsula num rede mágica e encantada como os sonhos. O sonho é dança dos corpos em efusão erótica. São densas suas metáforas eróticas que unem os seres naquilo que os assemelham, a humanidade quente da força lírica. È esta consciência que salta aos olhos do leitor, ávido por paragens mais amenas, longe do dualismo que nos move: o amor e a guerra.
O mítico e o poético se mesclam na sua poesia, em que temos as Moiras, Hera e Prometeu, como metáforas de seus versos ensaísticos. A poeta reflete sobre o real a partir dos mitos, mas sem deixar de lado, a parte grave da vida. Seus acordes são múltiplos. Temos uma poeta conhecedora de seu dom de poetar. Se, por um lado o mítico sobressai, ela não deixa na ruína e nos escombros a nossa história mais presente e real. Acompanhando o mítico, temos o bíblico, unindo as crenças no sagrado universal da verdadeira poesia, que não deve se pautar em dogmas e regras estanques, mas no maravilhamento do novo que refaça o caminho da tradição, mas com outros olhos. Se cair produz seu sonho de positividade, o levantar-se é deserto incontido: “Caímos tantas vezes./O levantar é árido como vulto”. Levantar-se exige um esforço descomunal, é difícil, lento, doído, mas necessário para a evaporação dos anos. Fatureto expõe o sofrimento humano, a dor, o outro lado do brilho de uma estrela cadente, que é a sua queda. Se por um lado, a catábase é permeada de positividade, dá-nos o enfrentamento dos espelhos e seus reflexos, qual Narciso em seu manto de dor e nulificação. O enfrentamento é seu lado ético, o olhar humano frente ao conhecimento de sua própria dor, que não pode ser visto como algo negativo, mas como um poder de autoconhecimento que leva ao crescimento do ser ético.
Fatureto diz: “Nunca estivemos no limite do que se chama humanidade;”. Apesar desta alusão à nossa humanidade, a poeta nos apresenta o mundo mágico do onírico e do sonho, do admirar-se com o que ultrapassa a fronteira do real. E não poderia faltar a referência a García Marquez: “Macondo existia só no papel/Seus leitores visitavam a região/Acordados.” Suas poesias têm esta mirada ao verbo delirante, a “miragem” ultrapassa o fugaz do tempo para se fazer lenda. Num tempo que percorre as pupilas do sonho, sua poesia é feita de realidade (pedra) e de utopia (fogo). Unindo o que nos humaniza ao que nos ultrapassa em chama de desejos, a luminosidade do amor nos faz ver que a vida não é só destruição, ruína e violência. O grito se abafa pelo silêncio das estrelas e sua poesia é cântico estrelado da queda e do acordar para a vida e para a beleza do amor: “O poeta já disse que o verbo delira”. A palavra, o verbo toma o veneno da queda, na poesia de Fatureto, para trazer a partir de seus versos o antídoto, o bálsamo que seca as lágrimas do desespero e da dor. Os poemas de Fatureto são um remédio vibrante para a solidão dos homens. Com eles, estamos acompanhados de vida e prazer em meio ao desconcerto do mundo. É preciso buscar uma origem nesta mistura de vozes, procurar um poder encantatório para o mundo: “Falar a língua matriz/Derivada de todos os sábios”. A poesia desta grande escritora nos revela a trilha para o aprendizado da escrita, como a urdidura poética que não se cala frente ao fracasso do mundo e o que ele nos tem a oferecer.
Portanto, temos nesta poeta ímpar o grito contra uma moral vigente que diz que só o acerto produz conhecimento. A falha, nossa errância é símbolo de positividade, mostrando que a descida aos infernos pode trazer as flores perfumadas da esperança e que a queda torna o ser mais grávido de luz do que de escuridão. Um parto precisa ser feito, para que o homem teça uma vestimenta de revelações de sentido, pois apesar do nonsense do mundo, daquilo que nos cerca por todos os lados, suas poesias revelam o máximo da expressão humana, contém fortes sentidos, densos, complexos e questionadores. Sua poesia mais ilumina que desertifica e apesar da natureza pétrea do humano, o fogo original do mítico nos atravessa, tornando-nos sonhadores de mundos impossíveis. Sua poesia nos fragmenta a partir da queda, mas nos une, através da reflexão desta descida nos espelhos labirínticos do ser. Fatureto sabe como ninguém como adentrar no interior do humano, mostrando-nos suas faces múltiplas, polifônicas, fazendo da miragem e do sonho uma ponte, uma travessia para o que lateja além do humano.

“Ensaios para a queda”, poesia. Autora: Fernanda Fatureto, 74 págs., R$ 35,00, 2017.
Link para compra: http://bit.ly/ensaios_para_a_queda_penalux_leia
E-mail: vendas@editorapenalux.com.br

Alexandra Vieira de Almeida é Doutora em Literatura Comparada pela UERJ. Também é poeta, contista, cronista, crítica literária e ensaísta. Publicou os primeiros livros de poemas em 2011, pela editora Multifoco: “40 poemas” e “Painel”. “Oferta” é seu terceiro livro de poemas, pela editora Scortecci. Ganhou alguns prêmios literários. Publica suas poesias em revistas, jornais e alternativos por todo o Brasil. Em 2016 publicou o livro “Dormindo no Verbo”, pela Editora Penalux.

Sobre o autor:
Fernanda Fatureto é poeta e jornalista. Bacharel em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Participa das antologias poéticas 29 de Abril: o verso da violência, Subversa 2 e Senhoras Obscenas. Seu livro de estreia, Intimidade Inconfessável, foi publicado em 2014 pela Editora Patuá.  Possui poemas em diversas revistas literárias do Brasil e na revista InComunidade de Portugal. Nasceu em Uberaba, Minas Gerais, em 1982.
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