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segunda-feira, 29 de março de 2021

Cinthia Rodrigues e o livro 21 Histórias de estudantes que mudaram a escola, por Cida Simka e Sérgio Simka

Cinthia Rodrigues - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Costumo dizer que nunca saí da escola. Sou filha de professora e acompanhava muito minha mãe enquanto criança. Cresci, me formei jornalista, mas Educação sempre foi minha área de cobertura desde os tempos que passei por jornais como Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo, até revistas especializadas como Nova Escola e Carta Educação. Tenho filhos gêmeos e sempre participei ativamente de suas escolas como conselheira escolar. Todos estes diferentes papéis em torno da escola me fizeram enxergar que a sociedade podia fazer mais pela escola, mas faltavam ferramentas para se conectar. Com a Luciana Alvarez (também autora do livro) e duas outras jornalistas engajadas, Luísa Pécora e Tatiana Klix, criei, em 2015, o Quero na Escola, em que estudantes dizem o que mais querem aprender além do currículo e buscamos voluntários para atender dentro da escola.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrever?

Eu e Luciana escrevemos o livro "21 Histórias de estudantes que mudaram a escola". Foi a experiência no Quero na Escola que motivou o livro. Todos os anos atendemos centenas de pedidos de estudantes em ações dentro das escolas, algumas se desdobram em projetos ou novas relações com a escola. Mas alguns estudantes não sabiam o que pedir a mais ou pediam algo, porém diante do questionamento da direção voltavam atrás. Em resumo: muitos adolescentes não estão certos de que estudantes podem mudar a escola.

Eu conhecia exemplos como da Malala, da Dorina, da Greta e dos chilenos que vêm mudando as leis de seu país com grandes protestos e também estudantes que, via Quero na Escola ou ações não famosas, mudaram a relação deles e dos colegas com a escola. Baseada na premissa de que representatividade importa, que tanto vem sendo provada pelos movimentos negro e feminista, pensei no livro como algo que pudesse dar exemplos. Há histórias de quem enfrentou racismo, história de indígena que não tinha sua identidade reconhecida na escola, história de pessoa trans que estudou quando sequer a OMS aceitava a homossexualidade, história de um rapaz que fez uma escola em um campo de refugiados, história de um estudante que levou música e livros para sua escola... enfim, exemplos diversos, sempre acompanhados de dados e lindas ilustrações. A ideia é que cada história funcione sozinha e possa inspirar algumas causas e ações, mas juntas elas demonstrem como os estudantes podem - e são as pessoas mais indicadas para - moldar a escola para atender novas necessidades. 

Fale-nos sobre o programa “Quero na escola”.

O programa Quero na Escola normalmente funciona com os estudantes pedindo o que mais querem aprender além do currículo e os voluntários se cadastrando para ir pessoalmente. Acreditamos muito nas trocas que acontecem nestes encontros. Com a Covid-19 fizemos adaptações. Atualmente os voluntários se cadastram para acompanhar virtualmente os estudantes em encontros periódicos, como tutores de um grupo que estuda em formato híbrido ou remoto. O site é queronaescola.com.br e tanto os estudantes quanto os voluntários podem se cadastrar por lá. 

Fale-nos sobre a campanha de financiamento coletivo. 

Estamos na reta final de uma campanha de financiamento coletivo para o livro em https://www.catarse.me/21estudantes  As pessoas que nos apoiarem receberão o livro pelo correio já em abril. A campanha também possibilitará a doação do livro a estudantes de escolas públicas pré-cadastrados para receber o livro. Além disso, as ilustrações do livro são tão lindas que vamos fazer minipôsteres que também estão entre os mimos da campanha. 

Como analisa a questão da educação em tempos de pandemia?

Um desastre total. Eu sempre me lembro do professor Renato Janine quando assumiu como Ministro da Educação (no governo Dilma) e comentou que a diferença da Educação para a Saúde, é que o doente tem um alarme, que é a dor, e sai em busca de tratamento. Na educação, os que mais precisam são os que menos conhecem seus direitos e por isso a gente não tem senso de urgência. Isso agora ficou alarmante. Os governos têm tratado educação como se não fosse essencial, não dão ferramentas para estudantes e educadores trabalharem remotamente, não dão qualquer apoio. E as pessoas não estão organizadas e não exigem educação, especialmente pública. Os professores buscam seus direitos básicos e os alunos não buscam e não ganham. A desigualdade vai aumentar muito depois desta pandemia. Este cenário horrível também me fez apostar mais no livro. Mais do que nunca vamos precisar mais de inspirações.

Como analisa a questão da leitura no país?

Acredito que em decorrência da falta de acesso à educação (no Brasil o direito à educação só foi garantido a todos em 1988,  com a Constituição Cidadã) a leitura infelizmente é algo ainda restrito às classes mais privilegiadas. Apesar disso, acredito que há avanço especialmente entre os jovens. Ainda que seja uma leitura muito vinda do hemisfério norte, sucessos como Harry Potter fizeram mais pessoas entre as novas gerações capazes de mais leitura. 

O que tem lido ultimamente?

No último ano, algumas das minhas leituras eram relacionadas ao tema do livro "21 Histórias de estudantes que mudaram a escola", pesquisei várias obras sobre as personagens. Também foi impactante aí "Ensinando a transgredir" de Bell Hooks. No começo da pandemia, eu li livros sobre pessoas que viveram situações do confinamento, como Anne Frank, e também inspirações para uma sociedade diferente como "Ideias para adiar o fim do mundo" de Ailton Krenak.  

Link para o financiamento coletivo: https://www.catarse.me/21estudantes


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro infantojuvenil se denomina Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021).


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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Livros que tocam os corações da crianças

Rosilene Almeida, nascida em 1980 em Belo Horizonte no alto das montanhas de Minas Gerais, terra de grandes escritores e poetas. Não tem muito tempo que começou a escrever, a “lutar com as palavras”. (Drummond). Mas já começa com tal cuidado, lucidez e preciosidade, que chamou a atenção das pequeninas crianças para quem escreve, e das crianças grandinhas também.
Casada, mãe de uma linda princesa, se inspira no universo infantil e nas histórias do cotidiano para escrever.
Sua história com a leitura começou bem cedo, como tem que ser né, um hábito passado de pai/mãe para o filho quando este ainda nem saiba ler.
O gosto pela leitura impulsionou o desejo de escrever. Já se saía bem nas redações e sempre ajudava os amigos, quando precisavam escrever algo.
Ela acredita que histórias existem para serem contadas. Com várias delas prontas e o desejo de leva-las ao mundo, surge então o grande desafio de Rose Almeida que é eternizar suas histórias nas páginas de um livro.
A escolha do público infantil surgiu pelo desejo de levar às crianças histórias que podem de certa forma tocar seus corações e deixar para elas um aprendizado. Hoje os livros infantis disputam a atenção das crianças com as novas tecnologias. É uma disputa difícil, mas que Rose acredita não ser impossível.

Suas obras são:

A menina que tinha um cadeado na boca.
Essa é a história de uma menininha muito esperta e decidida, abre a boca na hora de rir, chorar e conversar, mas quando chega a hora das refeições, tranca a boca criando uma baita confusão. Tenho certeza que muitos de vocês irão se identificar  com essa história, pois quantas vezes já falamos: abre o bocão de jacaré, olha o avião... Será que no final ela vai abrir o bocão?

A galinha que tinha dor de cabeça.
Se tem alguém que gosta de acordar cedo e fazer logo uma cantoria ou melhor uma gritaria, esse alguém é o galo da Fazenda Bicho de Pé. E a pobre galinha sofria muito com a gritaria do galo, sua cabeça doía o dia inteiro. Foi então que ela resolveu chamar o Dr. Pavão para ver se ele tinha uma solução. Será que o galo vai aprender a falar com educação?

A inundação do formigueiro.
Uma enorme tempestade causa uma inundação no formigueiro. Após a chuva as formigas percebem que o formigueiro foi dividido separando o rei e a rainha. Os dois lados descobrem que, além de reconstruir os formigueiros, precisam encontrar um jeito de acabar com a tristeza da formiguinha. Como será que eles vão resolver esse problema? Qual será a solução para trazer novamente alegria para a princesa?

Escola pra quê? Disse Cauê
Cauê é um sapinho levado que prefere brincar em vez de estudar. Quando descobre que na escola vai aprender muitas coisas novas e conhecer sobre várias profissões, ele decide que lá é o melhor lugar para passar o tempo. Descubra com esse sapinho curioso como é importante aprender além do ABC!

Que sapo que nada.
Cheio de humor característico da fala mineira e fundamentado em preceitos bíblicos, “Que sapo que nada” captura os dilemas do público feminino relacionados á vida amorosa e nos ensina muito sobre amor próprio e , sobretudo, a confiar nosso futuro ao Senhor, que sempre tem o melhor reservado para cada uma de nós.

e-book: Escrever e coçar é só começar.
Você tem uma história e não sabe como fazer para transformá-la em um livro? Este e-book vai te ajudar, nele você encontra o passo a passo para a publicação de um livro, bem como dicas e indicações de profissionais do mercado literário.

Você pode adquiri-los através: 
Instagram: @rose.maequeescreve 
E pelo link.tree no meu perfil do instagram
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domingo, 14 de junho de 2020

Hora do sono e emoções: coleção Timóteo apresenta temas do cotidiano às crianças


Quatro livros compõem o lançamento da Catapulta Editores; primeiro dia na escola é dos assuntos das obras

A partir dos quatro anos, as crianças começam a ter diferentes percepções do mundo. Essa é a idade que muitas delas iniciam a vida escolar e se tornam mais independentes, por exemplo. A coleção Timóteo é um lançamento da Catapulta Editores, recomendado para os pequenos a partir dos quatro anos e traz parte desse dia a dia.

Com cenários coloridos e divertidos, a coleção Timóteo fala sobre emoções, dia a dia na escola e outros contextos presentes na rotina dos pequenos. São quatro livros em que Timóteo e seus amigos apresentarão histórias para as crianças, que contam com um jogo para recortar nas partes internos de cada título.

Saiba mais sobre a coleção

Timóteo vai à escola

O primeiro dia de aula guarda uma grande expectativa! Neste livro, Timóteo e seus amigos vão mostrar como pode ser esse momento para as crianças.

Timóteo na casa do vovô e da vovó

Na casa do vovô e da vovó, tudo é mais gostoso e divertido! Nesta obra, o pequeno Timóteo conta as aventuras dele e de seus amigos na casa dos avós.

Timóteo não quer dormir

O pequeno Timóteo tem tanta energia para brincar que dormir não parece ser a ideia mais legal. Na obra, a hora do sono é apresentada para as crianças de maneira bastante lúdica.

Timóteo e suas emoções

Medo, ciúmes e alegria são sentimentos que atravessam o pequeno Timóteo e, também, as crianças. No livro, os pequenos aprenderão um pouco mais sobre como entender as próprias emoções.

Cada título da coleção Timóteo tem preço sugerido de R$ 34,90. É possível encontrar os livros nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online, e no e-commerce da editora - www.catapultalivros.com.br.
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terça-feira, 22 de outubro de 2019

"Onde mora o preconceito?" no Museu Histórico Nacional dia 31/10, com entrada franca


Sessão de autógrafos da coletânea com narrativas de 122 jovens de 12 escolas públicas municipais da cidade e cerimônia de premiação encerram a edição 2019 do Prêmio Literário do Ensino Fundamental

Projeto que estimula o pensamento crítico e desperta o interesse dos jovens pela criação literária, o Prêmio Literário do Ensino Fundamental encerra sua edição 2019 com uma cerimônia no dia 31 de outubro, das 14h às 16h, no Museu Histórico Nacional, Centro do Rio, com entrada franca. No dia será lançada, com sessão de autógrafos, a coletânea "Onde mora o preconceito" com narrativas de 122 alunos de 12 escolas públicas municipais da cidade, nos formatos impresso (distribuição gratuita apenas nas escolas públicas de ensino fundamental) e em E-book e audiolivro com acesso gratuito, disponíveis para download em www.premioliterario.com.br

Além de ganharem exemplares da publicação, os autores, as escolas e os professores envolvidos receberão outros prêmios, como vales para aquisição de livros escolhidos pelas próprias escolas, visita mediada ao Museu do Amanhã com transporte e alimentação, e viagem para a região serrana do Rio.

Em 2019, 21 escolas enviaram textos de 593 alunos. Dos 148 textos enviados, 30 foram selecionados para a coletânea 2019, escritos por 122 alunos de 12 escolas premiadas. "Onde mora o preconceito" reúne textos de diferentes gêneros discursivos, predominantemente do tipo narrativo: conto, crônica literária, crônica jornalística, fábula, diário e carta, além de esquetes de teatro, poesia, raps e cordel.

O projeto inova ao aplicar nas escolas a metodologia design thinking – utilizada em grandes empresas para a solução de pro­blemas de forma colaborativa. A abordagem é baseada no livro Acredite!, de Andre Bello e Ana Helena Behring Bello, que traz o Design Thinking numa linguagem acessível para jovens e tem como ponto central o desenvolvimento de superpoderes: oti­mismo, criatividade e cooperação.

O Prêmio Literário do Ensino Fundamental é promovido pela Alternativa Cultura e Equipe F3 Produções através do Programa de Fomento à Cultura Carioca da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, tem patrocínio da Empresa Sapura Navegação Marítima S.A. e apoio da Secretaria Municipal de Educação.

Em 2018, o tema do Prêmio foi "A Ética no Cotidiano" e contou com a adesão de 30 escolas, o envolvimento de 84 professores e a participação de 468 alunos que enviaram 121 textos. Para o livro homônimo, foram selecionados 31 textos de escolas de diversos bairros do Rio, das 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Coordenadoria Regional de Educação.

As escolas com mais textos selecionados em 2019 foram:

·         Escola Municipal República do Peru, MÉIER – 5 textos premiados
Ela
Subconsciente
Não cabe a você
Menos preconceito, mais tolerância
Preconceito em seu ápice

·         E. M. Vicente Licínio Cardoso, PRAÇA MAUÁ – 4 textos premiados
Quando o preconceito mora em casa
O difícil pode ser realizado
Racismo ou qualquer forma de preconceito não é brincadeira
Precisamos transformar todo ódio em amor!

·         E. M. Brasil, OLARIA – 4 textos premiados
Um toque para a vida
A menina que sofria bullying
Passagem para o sucesso
Os dramas de viver numa sociedade preconceituosa

Todas as escolas premiadas:

- E. M. Vicente Licínio Cardoso - Praça Mauá
- E. M. São Tomás de Aquino - Leme
- E. M. Rivadávia Corrêa - Centro
- E. M. Orsina da Fonseca - Tijuca
- E. M. Embaixador Barros Hurtado - Cordovil
- E. M. Ary Barroso - Cordovil
- E. M. República do Peru - Méier
- E. M. Francisco Manuel - Vila Isabel
- E. M. Camilo Castelo Branco - Jardim Botânico
- E. M. Brasil - Olaria
- E. M. São Paulo - Bráz de Pina
- E. M. Estácio de Sá - Urca

Premiação no dia 31/10:

·         As escolas com textos selecionados para a coletânea receberão como prêmio um vale de R$ 600,00 (seiscentos reais) em livros escolhidos pela própria escola; 2 (dois) exemplares do livro - um para a sala de leitura/biblioteca e outro para o diretor – além do certificado de premiação;

·         Os alunos premiados, além da publicação no livro, receberão 3 (três) exemplares da obra, uma visita mediada ao Museu do Amanhã com direito a transporte e alimentação, além de um bóton de premiação e um certificado;
·         Os professores com mais textos enviados receberão uma estadia de dois dias no Parque Terras Altas, em São Pedro da Serra (RJ), com acompanhante.
·         Os professores orientadores receberão, cada um, 2 (dois) exemplares da obra;
·         As escolas convidadas para participar do Prêmio ganharão 2 (dois) exemplares.

SERVIÇO

CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO e LANÇAMENTO COM SESSÃO DE AUTÓGRAFOS
"Onde mora o preconceito - Prêmio Literário do Ensino Fundamental - Coletânea 2019"
DIA/HORA: 31/10, quinta-feira, das 14h às 16h
LOCAL: Museu Histórico Nacional - Praça Mal. Âncora, s/n - Centro, Rio de Janeiro.

"Onde mora o preconceito Prêmio Literário do Ensino Fundamental - Coletânea 2019"
Páginas: 200
Formato: 14cm X 21cm
Distribuição gratuita em escolas públicas de ensino fundamental
E-book e audiolivro com acesso gratuito, disponíveis para download no mesmo dia 31/10 em www.premioliterario.com.br

 FB: @premioliterarioensinofundamental
 Instagram: @premioliterario >> https://bit.ly/2NM6BuT
 Youtube: Prêmio Literário >> https://bit.ly/2EsCo4A
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domingo, 25 de novembro de 2018

Ada Magaly Matias Brasileiro e o livro A emoção na sala de aula, por Sérgio Simka e Cida Simka

Ada Magaly Matias Brasileiro - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Sou formada em Letras; especialista em Língua Portuguesa, Linguística e Didática e Tecnologia do Ensino Superior; mestra em Língua Portuguesa e doutora em Linguística e Língua Portuguesa pela PUC Minas. Sou professora há 25 anos e já atuei da Educação Infantil ao Ensino Superior. A sala de aula sempre foi, para mim, um lugar especial! No Ensino Médio, dediquei-me ao ensino de Língua Portuguesa e à Produção Textual; no nível universitário, dei ênfase, também, à Escrita Acadêmica, à Metodologia Científica e à Linguística Textual, pautando-me, principalmente, pelos pressupostos do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD). Tenho me dedicado à pesquisa, à docência e à construção de disciplinas para o ensino a distância e a material didático que disponibilizo na internet. Das minhas publicações, destacam-se os livros “Estilo e Método”, “Manual de Produção de Textos Acadêmicos e Científicos” e “Leitura e Produção Textual”. Recentemente, publiquei o livro “A emoção na sala de aula: impactos na interação professor/aluno/objeto de ensino”.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro “A emoção na sala de aula”.

Desânimo, vergonha, agressividade, frustração, desrespeito, entusiasmo, prazer, satisfação, alegria... são algumas das inúmeras emoções que constituem as interações professor/aluno, interferindo no funcionamento e na produtividade de uma aula. O livro traz o resultado da minha pesquisa de doutorado, realizada na PUC Minas, sob orientação da professora Juliana Assis.
Trata-se de um investimento etnográfico, que me permitiu integrar-me a duas salas de aula das séries finais do Ensino Fundamental, desde o primeiro dia do ano letivo. Na conclusão deste estudo, eu apresento quatorze quadros emocionais que ocorrem reiteradamente nas interações em sala de aula (professor/aluno ou aluno/aluno), as quais interferem positiva ou negativamente no engajamento dos alunos na aula e, por conseguinte, no alcance dos objetivos didáticos pautados pelos professores.

O que a motivou a escrevê-lo?


Em minha experiência como docente, várias questões sempre me incomodaram. Por exemplo: “Por que um mesmo plano de aula gera aulas diferentes? Por que um professor é bem-sucedido em uma turma e em outra não? Por que alunos de uma mesma turma se comportam diferentemente na sala de aula, variando o tempo e o professor? Como o aluno se envolve na aula proposta? Como ocorre a relação de afetividade do aluno com o objeto de estudo? Quais os efeitos dessa afetividade?” Essas perguntas indiciavam, a meu ver, marcas da emoção no ambiente de ensino/aprendizagem, algo, talvez, determinante da interação professor/aluno, que interferiria na aceitação das proposições do professor pelo aluno e, por conseguinte, do seu envolvimento e produtividade na aula.
Essa possibilidade aguçou em mim o desejo de investigar as emoções mais recorrentes nas atividades desenvolvidas na sala de aula, verificando como as emoções interferem na construção da relação de aceitação ou rejeição dos alunos a determinadas aulas. O resultado me trouxe muitas respostas que, agora, compartilho com meus colegas professores. É certo que, quanto mais conhecemos as regularidades da aula, mais possibilidades temos nós, professores, de compreender características estruturais da sala de aula, suas recorrências e, portanto, sermos mais exitosos em nossos propósitos didáticos.

Fale-nos sobre os outros livros de sua autoria.

Sempre gostei de escrever, por isso, desde cedo, quando atuava na educação básica, dediquei-me à organização de obras com coletâneas dos meus alunos, pois acredito na formação do aluno na produção textual, a partir do momento em que ele ganha leitores. Publiquei, posteriormente, algumas obras autorais. Duas delas são investimentos independentes e trazem pesquisas genealógicas. Três outras tematizam a produção textual e a escrita acadêmica: Estilo e Método – esgotado; Leitura e Produção Textual, e Manual de Produção de Textos Acadêmicos e Científicos. Este último, por exemplo, publicado pela Editora Atlas, traz orientações práticas sobre “como fazer?” vinte e quatro gêneros acadêmico-científicos, do resumo à tese. Era uma carência que eu sentia em minhas aulas e resolvi produzi-lo, pensando em meus alunos. A aceitação do público, no entanto, demonstrou que não se tratava de uma carência apenas minha, mas de muitos professores e alunos pelo Brasil afora. A resposta positiva que tive surpreendeu-me e, ao mesmo tempo, motivou-me a continuar escrevendo, sem medo!  

Como analisa a questão de leitura no país?


Quando lançamos o olhar para os dados publicados pelo Market Research World (2016) e outros institutos de pesquisa que se dedicam a trazer índices de leitura no mundo, vemos que as horas de dedicação à leitura dos brasileiros (cerca de 5 horas semanais) é a metade do que se apresenta em primeiro lugar (Índia, cerca de 10 horas) e a tendência é que nos desanimemos. Entretanto, há de se considerar que, mesmo que lentamente, o volume de leitura do brasileiro vem aumentando, tendo alcançado uma média de 5 livros ao ano, conforme pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2016).
Outro aspecto a se observar é que tais índices levam em conta apenas a leitura de livros (impressos ou e-book), excluindo a dos jornais, revistas, redes sociais etc., o que deixa o panorama negativo e, por que não dizer, irreal, já que atualmente, a nossa maior carga de leitura é por meios digitais.
Agora, para incentivar a leitura, três atores dessa cena precisam assumir seus papéis e funções: o governo, a escola e a família. O poder público deve se responsabilizar pelo aparelhamento das escolas e atualização de funcionários especializados e amantes da leitura. A escola deve buscar alternativas metodológicas adequadas ao público que atende, disponibilizando-lhe a multiplicidade de obras, explorando as várias funções da leitura; e a família, juntamente com os dois outros elos, deve valorizar e estimular a leitura em casa, além de favorecer a cultura por meio do exemplo.
Assim, a despeito de todas as evidências de pouco investimento ou hábito de leitura no Brasil, vejo a questão com otimismo. As pessoas estão presenteando mais livros, compartilhando suas leituras em blogs, demonstrando mais motivação e orgulho por terem lido determinadas obras, ouvindo audiobooks... e isso tudo é, inegavelmente, dado positivo!

Quais os seus próximos projetos?

Pretendo investir na área dos meus estudos atuais, que é a didática da escrita acadêmica. Este é o objeto de pesquisa do meu projeto de Pós-Doutorado e da minha atuação profissional de (quase) sempre. Sinto que há muitas publicações na área, mas estão muito dispersas, além disso, não conheço iniciativas que tratem, exatamente, das metodologias de ensino da escrita acadêmica, pois, tacitamente, entende-se que os alunos já saibam tal escrita quando entram nas universidades, assim como os alunos esperam que os professores irão ensiná-los. Instala-se um conflito sério no meio acadêmico e acredito que a minha pesquisa poderá contribuir para a amenização desse problema.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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domingo, 10 de junho de 2018

Aline Negri e o livro Vamos brincar na creche?, por Sérgio Simka e Cida Simka


Aline Negri é formada em pedagogia, especialista em educação infantil, alfabetização, orientação escolar e metodologia do ensino de arte. Atuou como professora na educação infantil e ensino fundamental. Foi administradora de um Centro de Educação Infantil (CEI). Atualmente é coordenadora pedagógica na rede municipal de Mogi Guaçu, interior do Estado de São Paulo.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro.

A creche, instituição educativa que oferece atendimento a crianças de zero a três anos, vem nos últimos anos buscando uma nova identidade, repensando a sua concepção e prática educativa com o objetivo de deixar para trás a visão assistencialista, higienista e filantrópica que a vem caracterizando ao longo dos anos desde a sua criação.
Atualmente em um cenário de reestruturação e mudanças de paradigmas, esta instituição vem conduzindo a comunidade escolar a um processo de reeducar seus olhares à nova função da creche: o “educar” e não mais privilegiar o “cuidar”, sendo que os mesmos são indissociáveis, devendo buscar equilíbrio na rotina escolar para atender a criança em suas necessidades e favorecer o seu desenvolvimento integral.
Embasado neste momento de mudanças e de construção de novas concepções, “Vamos brincar na creche?” apresenta 200 propostas de brincadeiras, visando despertar no educador a necessidade em desenvolver e promover experiências significativas de aprendizagens aos nossos pequeninos.

Qual o motivo que o levou a escrevê-lo?

Desde o início da minha carreira como professora, sempre questionei as práticas e metodologias empregadas para o ensino dos conteúdos da educação infantil. Sempre indaguei se estava respeitando a forma particular da criança em aprender, como também se levava em relevância a natureza e os desejos da criança no dia a dia na escola. Após refletir sobre minhas práticas, comecei a desenvolver um trabalho mais interativo e lúdico com os meus alunos, contemplando os conteúdos escolares, mas levando a eles um ensino dinâmico e prático, onde a criança aprende brincando.

No decorrer deste trabalho, fui adaptando atividades e brincadeiras relacionando-as aos conteúdos, como também criando novas propostas que promovessem o desenvolvimento integral da criança, nos aspectos afetivo, cognitivo, físico e social.

Os excelentes resultados que obtive ao longo dos anos como professora, utilizando a atividade lúdica, o brincar como recurso didático, promovendo uma aprendizagem significativa aos meus alunos, levou-me a escrever este livro como forma de compartilhar boas práticas aos outros profissionais de educação, pretendendo despertar no professor uma reflexão em sua prática pedagógica, levando-o a buscar novas formas de ensinar de forma lúdica e prazerosa.

Acredita em “inspiração”?

Sim. Acredito que a inspiração parte de situações vivenciadas de forma significativa pela pessoa. No meu caso, minha inspiração partiu do desejo em conduzir os meus alunos a se desenvolverem e aprenderem de forma lúdica e prazerosa, conduzindo-os a caminhos repletos de significado e alegria.

Para você, o que significa ser escritor?

Escritor significa expor em palavras os seus sentimentos sobre algo que tem grande relevância em sua vida. É o sentimento que te faz querer compartilhar com os outros os seus pensamentos e posicionamentos.

Como analisa a questão da leitura no país?

Como profissional da educação, analiso que ainda estamos caminhando para a formação de leitores em nosso país. Percebo em muitas pessoas de diferentes classes sociais a falta do hábito em ler como rotina diária ou por simplesmente prazer. O comportamento leitor deve ser instigado na pessoa, fazendo-a querer buscar a cada dia mais conhecimento, envolver-se em novos mundos de fantasia, constatar e se deparar com a realidade, deixar se levar por emoções e sentimentos; que estão presentes em livros, revistas, jornais, entre outros. A leitura deve ser iniciada desde pequeno, começando pela criança em sua família, comunidade escolar, sociedade e atualmente através das diferentes mídias e redes sociais.

Que orientações pode dar a quem deseja ingressar no mercado editorial?

O escritor deve ter convicção do que escreve, dos seus pensamentos e posicionamentos, buscar apesar das dificuldades, divulgar o seu trabalho e jamais desanimar devido aos obstáculos encontrados neste caminho.

Você acredita que o seu livro irá fazer diferença para quem o ler?

Acredito que o desejo de mudança parte da pessoa, sendo um sentimento íntimo e pessoal, mas o objetivo do meu livro é justamente esse levar o leitor a refletir a sua prática e conduzi-lo à mudança em sua prática pedagógica.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Os desafios da escola inclusiva

Estratégias do dia a dia da escola alinhadas com a mobilidade e a inclusão

Atualmente a acessibilidade é uma questão fundamental e muito abordada quando falamos de inclusão na escola. Um aluno portador de necessidades especiais tem o direito de frequentar instituições de ensino que ofereçam instalações adaptadas onde poderá promover sua autonomia e desenvolvimento.

A escola,  como ambiente acolhedor de ensino, deve ter responsabilidade com todos os alunos, principalmente com os portadores de necessidades especiais.

O que é simples e fácil para a maioria das pessoas se torna uma luta terrível para pessoas com algum tipo de limitação e que frequentam espaços não acessíveis. Por isso que a inclusão na escola é algo tão imprescindível.

Atentas as normas e legislações vigentes, cumprindo prazos e acompanhando do planejamento à execução das obras, mas, se a instituição não se preparar para receber um ser humano, depois da reforma, vem o vazio.

Para falar deste assunto, a Performa Educação, reuniu palestrantes que já trabalham com instituições de ensino - em áreas de atuação distintas, porém complementares - para realizar palestras sobre os desafios da Escola Inclusiva e as estratégias do dia a dia.

Entre eles está a educadora e autora Elisabete da Cruz, que em sua palestra abordará o trabalho da inclusão por meio da literatura.

"A inclusão não é um assunto fácil! Temos muito conteúdo a ser estudado, materiais, cursos e workshops, mas nada substitui vivenciarmos uma situação para termos propriedade sobre ela! Mas como proporcionar esta experiência para nossos alunos? Entre tantas possibilidades, a literatura infantil pode ajudar, e muito! Neste encontro vamos dialogar, brincar, ouvir e experimentar algumas ferramentas de trabalho em sala de aula, e você, é meu convidado especial para dividir este momento!", convida Elisabete.

Serviço:
Workshop Sua Escola Acessível
Data: 19 de junho
Horário: 14h ás 18h30
Local: Clínica Therapies Brasil
Endereço: Rua Padre Luciano, 87 – Jardim França
Inscrições: http://eventos.performaeducacao.com.br/junho/
Investimento: Gratuito
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sábado, 20 de janeiro de 2018

A Eloin | Educação pela Experimentação Lança o projeto Expedição Literária

Foto divulgação
Despertar na criança o incentivo à leitura por meio da literatura, esse é o objetivo do projeto Expedição Literária

Sabendo do grande desafio dos professores da educação básica em ensinar a leitura para os alunos, não só a decifrar letras, e sim a ter o hábito de ler, o projeto proporciona um repertório diferenciado para os educadores.

Além de aumentar o conhecimento, aprimora o vocabulário e ajuda na construção textual, para isso, motivações são necessárias, já que com o avanço das tecnologias do mundo moderno, cada vez menos as pessoas interessam-se pela leitura.

Encontro com o autor, sessão de autógrafos, contações de histórias, além do contato com uma infinidade de títulos, aliado a um cantinho especial, com foco nos valores humanos, identidade cultural e educação socioemocional.

A iniciativa é destinada aos alunos do Ensino Infantil e Fundamental I, e comandado por ELISABETE DA CRUZ: Pedagoga, especialista em educação transdisciplinar, autora de literatura infantil e infanto-juvenil.

"Queremos fomentar o despertar do hábito pela leitura e incentivar a formação de leitores acompanhados de orientação, para isso, mensalmente selecionamos livros cuidadosamente para os educadores utilizarem em diferentes faixas etárias", diz Elisabete.

O lançamento do 'Expedição Literária' no Ceará será no COMPLEXO CULTURAL SCHOENBERG, que atende a bebês a partir dos 12 meses de idade, crianças, adolescentes e adultos. 

"A nossa missão é oferecer a crianças, adolescentes e adultos uma atmosfera estimulante, agradável, cultural, inclusiva, plural, segura e moderna onde todos possam desenvolver suas habilidades sociais, cognitivas, empresariais, artísticas e acadêmicas em todo seu potencial, ampliando assim sua visão de mundo, abrindo seus horizontes e possibilidades de sucesso em todas as esferas da vida", explica a coordenação da Escola Schoenberg.

Cada vez mais as escolas utilizam de novos métodos educacionais, oferecendo muito mais do que apenas o saber intelectual, dando oportunidade a empresa Eloin de levar às melhores escolas, os melhores projetos.

Elisabete está no Ceará para o lançamento da "Expedição Literária" na sala de leitura Schoenberg. E em breve o projeto viajará para muitos lugares.

A ideia é enviar para as escolas livros mensalmente com resenhas específicas para conteúdos programáticos e material de apoio para educadores.

O projeto ainda contempla encontro com autores para bate-papos, troca de experiências e sessões de autógrafos, além de oficinas com as temáticas dos livros.

"Neste primeiro momento trabalharemos com a faixa etária pré leitor, leitor iniciante e leitor fluente, ou seja, entre 4 e 12 anos", finaliza Elisabete da Cruz.

Para entrevistas, entre em contato.

Sobre os projetos da Eloin: http://www.eloin.com.br/projeto-escola
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