10 superséries baseadas em livros, por Ademir Pascale

Como bom leitor, adoro assistir séries baseadas em livros (também sou cinéfilo) e nesses tempos conturbados de pandemia, passei a assistir a...

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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Monólogo, por Roberto Fiori


Monólogo

A Lua, estrelas, planetas... todos espiralando em redor do núcleo turbulento da Galáxia. Rodopiando, imergindo em buracos negros, quando uma estrela colapsa. Entre tudo o que existe de melhor, encontro, nos últimos recantos do Sistema Solar, a Cidade, a última façanha do homem. Uma cúpula de estanho translúcido, uma atmosfera, as casas e os edifícios estendendo-se por quilômetros e quilômetros...
No Outono, o domo reluz com a queda da neve de metano congelado, no exterior. Os homens, mulheres e crianças passeiam sob o teto de metal, buscando... o quê? Há lojas, escolas, firmas, parques, ruas e avenidas? 
Não, não há nada glorioso como o fora nos dias de outrora. Hoje, em dias tão perdidos quanto uma ilusão, observo da órbita daquele pequeno mundo, asteroide imenso e volátil, a queda de uma civilização. Os habitantes da Cidade, sem poderem se libertar da rocha onde vivem, pois esqueceram-se da mágica do voo sideral. Podem circular por entre os montes de neve, procurando o alimento que algum dia encontrarão. Porém, enquanto essas sombras de homens não aprenderem a cultivar, a lavrar a terra e a construir seu próprio mundo, não se alimentarão. Mundo que foi deixado para eles, o que resta da Humanidade, em um átimo de grandeza, por seus antepassados.
Podiam ter sido menos belicosos, enquanto lutavam nas batalhas de Antíope e Calepsidra, nas escaramuças das praias uma vez belas e que hoje se encontram perdidas em escombros. Poderiam ser mais humanos, quando sem querer topavam com um vagabundo deitado na sarjeta e passavam ao largo, sem mesmo dedicarem-lhe um olhar mais sensível. Poderiam, ao invés de seguir em frente, ver o que haviam feito no passado recente e recuar um pouquinho, para salvar seu semelhante da fome.
Mas, se a fé move montanhas, o que dizer de Fingal, Medison, Arturo de Mezzanino e outros ditadores tão tresloucados quanto sanguinários? Pode-se pedir que ninguém surja como eles, para que a última e reclusa cidade humana não retorne a um tempo de barbarismo.
Epicentro de catástrofes, quem dera poder pedir que se escondam em suas casas para ocultarem seus rostos trágicos e culpados? Pois a loucura do homem o levou a morar em outros lugares hostis, ao contrário de como a Terra o fora, como um atoleiro de areias movediças do qual se está preso sem chance de escapatória.
Liberdade para todos, isso não é preciso pedir. As pessoas são livres para fazerem o que quiserem. Na Cidade não há espaço para se aprisionar os outros. Há tempo de sobra para se remoer o passado, mas nem uma hora por dia para se pensar no futuro. Quem diria que a raça humana fosse viver no cinturão de asteroides, quando podia escolher entre um bilhão de mundos conquistados?
Mas é desse modo que a guerra conduz a História, destruindo, pouco a pouco, o que foi alcançado com tanto esforço e sacrifício. Nesta viela, um menino persegue um bando de pássaros. Deixou de brincar, faz tempo. Se apanhar um deles, o levará para um lugar ermo e o matará, para assá-lo. No beco, uma mulher busca com uma faca um alvo, de preferência alguém fraco, para esfolá-lo e devorá-lo.
Tudo foi perdido. Apenas se consegue visualizar o fim do dia, quando menos pessoas sobreviverão e mais corpos se espalharão pelas travessas e espaços fechados. No espaço, uma estação espacial montada pelo último déspota lança de quando em quando um feixe de laser ou uma salva de mísseis termonucleares, em direção ao vazio sem fundo do vácuo negro. Já é hora do homem deixar este canto da Galáxia, de abandonar o cinturão de asteroides e partir para o infinito.
É hora de ele se despedir de tudo o que perdeu, de tudo o que foi bom e digno. 
É tempo de o homem se tornar adulto.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Bate-papo Brasil no Espaço, dia 11/12, às 19h


Sinopse: Natália, 35 anos, astrofísica brasileira, especialista em engenharia aeroespacial e residente em Berlim, na Alemanha volta à terra natal disposta a descobrir a verdade sobre o trágico destino de seu pai, João Marcos de Almeida, engenheiro mecânico, morto na explosão da base de lançamento de foguetes de Alcântara, em 2003. Ela se recusa a aceitar o resultado final da investigação militar, que fez com que o caso fosse arquivado por segurança nacional, alegando-se suspeitas de falha humana. Natália também tenta fazer justiça e provar que sabotagem e negligência podem ter sido as verdadeiras causas do acidente. Após ser selecionada para coordenar um programa de intercâmbio da Universidade Internacional do Espaço, uma parceria entre Brasil e Alemanha, ela embarca de volta ao Brasil levando consigo dois desejos: um, evidente, de tornar-se uma especialista em projetos aeroespaciais; outro, inconfesso, de descobrir a verdade sobre a morte misteriosa de seu pai. Em uma arriscada jornada, recheada de romance, aventura e suspense, Natália tenta montar as peças desse perigoso e letal quebra-cabeça.

Alcântara:
Palavra árabe que significa: a ponte. Essa península, situada no interior do Maranhão, já foi muito cobiçada e é considerada o melhor espaço-porto do planeta. Devido à sua localização geográfica ser próxima a linha do Equador (2graus), pode alcançar até 30% de economia de combustível, além dos foguetes ganharem uma velocidade extra de escape ao decolarem de suas bases e não oferecerem risco à população.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

“M 81: Ursa Maior”, sobre um conto de Edmund Cooper

Galáxia M 81 ou Messier 81 ou ainda, Galáxia de Bode: descobriu-se em 1993 uma supernova em seu interior, sendo sua nebulosa remanescente ainda possível de ser vista por imagens de rádio 18 meses após a explosão.
*Por Roberto Fiori

Eram oito, os viajantes naquela expedição à Galáxia Messier 81, conhecida como M 81: Ursa Maior. O Capitão Mauris, o imediato Phylo e seis dos mais capazes homens de Ciência que existiam na Terra, entre eles, o físico Kobler. A Santa Maria era a nave experimental que cruzaria mais de um milhão de anos-luz até a M 81, em horas. A teoria do salto extra-galáctico era atravessar o espaço normal por um ponto de entrada, ou orifício que penetrava na teia do espaço, cruzar através do espaço para o subespaço e sair no espaço normal, mais uma vez, no ponto de destino.

O Capitão Mauris já havia experimentado a impulsão extra-galáctica, iniciando sua jornada experimental nas proximidades de Plutão e regressando a ele são e salvo. Ele e todos os tripulantes não haviam conseguido parar de rir por dois dias, com exceção de um deles, que ainda andava muito divertido consigo mesmo, desde a volta. O alívio de voltar a casa, quando acreditava que não retornaria, fora demais para Egon, o navegador.

Agora, faltava pouco para saltarem para as profundezas do espaço e atingirem — teoricamente — M 81. Todos estavam a postos na ponte de comando da Santa Maria.

Quando o impulso extra-galáctico se deu, Escuridão sobreveio. Não havia movimento; tudo estacionara. E a ausência de movimento cansaria uma pessoa até a morte. Mas o Capitão Mauris não morrera; uma voz, durante o salto, lhe dizia para esperar, que lhe falava que era talvez Adão, o primeiro homem a nascer...

O Capitão Mauris, o único sobrevivente a bordo da Santa Maria, pedia a Deus que, se não podia morrer, que o deixasse renascer, que se fizesse a luz...

Na nave, com a chegada da luz, para Mauris, tudo estava invertido: os lugares dos cientistas e de Phylo, e o seu, também, na ponte de comando; assim como os algarismos do cronômetro elétrico instalado na ponte estavam invertidos. Mauris constatou que os motores de salto extra-galáctico estavam irreparavelmente danificados. Pela comporta de ar, colocou os sete membros da tripulação para fora da nave e acionou a propulsão por retrofoguetes, para livrar-se da companhia dos sete corpos. Depois, não se preocupou, por algum tempo, com seu destino.

Mais de vinte dias se passaram e a Santa Maria dirigia-se a um Sistema, onde um planeta verde orbitava uma estrela. A nave caía progressivamente em direção a ele. Mauris decidiu, com extrema dificuldade, que tentaria uma decida nele. Fora uma opção difícil, ele já estava decidido a queimar na superfície da estrela. Seria melhor do que esperar que os mantimentos acabassem ou ficar insano, vagando pelo espaço sem fim.

Ele ajustou os retrofoguetes e a nave o deixou desacordado, jogando-o contra o chão, primeiro, e depois contra parede, com o efeito da desaceleração. Acordou quando a nave pousara. Saiu dela, vestindo uma roupa espacial. O planeta era acolhedor: oceanos azuis, nuvens de sonho, esfarrapadas e correndo pelo céu. Um regato corria próximo a um bosque, perto de onde a nave pousara, em uma campina onde relva crescia.

O Capitão Mauris sentiu-se bem. Abriu o mecanismo de segurança do traje que vestia e nada aconteceu. A pressão e a atmosfera do planeta eram seguras. Tirou o escafandro. Arrancou fora o traje espacial. Ouviu o regato. Correu até ele e jogou água contra o rosto. Rasgou suas roupas sujas e mergulhou. Depois de nadar, saiu da água e, sem se preocupar em se vestir, olhou em direção ao ponto onde descera. A nave não mais estava lá.

Olhou para o Leste, através do bosque, e viu o sol carmesim subir aos céus. E se recordou da voz de mulher que lhe dizia que ele era o primeiro homem a nascer, Adão, em um sonho em que não havia movimento algum...

Há dois aspectos nesse conto do escritor inglês Edmund Cooper (1926-1982), “M 81: Ursa Maior” (“M 81: Ursa Major”, ou “The End of Journey”), que podemos comentar. Este é mais um conto da antologia de Ficção Científica “The News of Elsewhere” (publicado em 1970, como “Novas de Algures”, em Portugal). São contos na maioria sobre viagens espaciais, de humor, drama, fantasia e horror.
A ausência de movimento realmente mataria um ser humano? Como lembrou Cooper, na introdução do conto, Sir Arthur Eddington (um grande astrônomo), em seu livro “A Natureza do Mundo Físico”, fala que nós nos deslocamos pelo espaço, através do planeta Terra, a 30 km/s ao redor do Sol; O Sol nos leva a 18 km/s ao redor da Galáxia; e assim por diante. Nada no Universo está em repouso absoluto. O “Big Bang”, ou “A Grande Explosão”, que lançou, de um ponto sem dimensões, toda a matéria e energia para fora, há 13,7 bilhões de anos, é o responsável por não haver imobilidade absoluta e por nós estarmos aqui, hoje.

Se a Terra freasse bruscamente, seríamos lançados — junto com tudo o que não estivesse firmemente preso à superfície da Terra — em uma aceleração tangencial a uma velocidade de 30 km/s para o espaço, sem a possibilidade de voltarmos, pois a aceleração da gravidade na Terra é de aproximadamente 9,8 metros por segundo, por segundo. Nesse sentido, se tudo no Universo fosse estabilizado até os corpos (planetas, estrelas, Galáxias, buracos negros) adquirirem velocidade zero em relação uns aos outros, qualquer coisa dotada de aceleração superior à aceleração superficial da gravidade em cada um dos objetos que compõem nosso Cosmos seria lançada para o vácuo espacial, com a possibilidade apenas de choque entre eles ou de uma possível volta ao planeta ou estrela em questão, por sorte (ou azar...).

A Galáxia M 81 é uma Galáxia espiral, situada a 12 milhões de anos-luz de distância da Via Láctea, na direção da Constelação da Ursa Maior. Nesse ponto, o conto de Cooper fala que a nave Santa Maria saltaria por mais de um milhão de anos-luz, até M 81; na realidade, somente em 1993 pôde-se calcular a distância de M 81 até a Via Láctea, através da observação de 32 estrelas de luminosidade variável cefeidas; na altura em que o conto foi publicado, em 1970, muito provavelmente não se conhecia isso; o que não diminui, nem retira a importância da obra de Edmund Cooper. Com as estrelas cefeídas, foi primeiro calculada a distância de nossa Galáxia até M 81 como de 11 milhões de anos-luz; o satélite Hipparcos determinou posteriormente a distância como de 12 milhões de anos-luz, por paralaxe, sendo este o dado mais atual e mais preciso.

Foi o astrônomo alemão Johann Elert Bode, em 1774, que descobriu esta Galáxia, chamada também de Galáxia de Bode. Distante somente 150 mil anos-luz de sua Galáxia companheira M 82, elas quase colidiram há alguns milhões de anos atrás. Sua quase-colisão deixou-as deformadas, fisicamente. Em 1779, Pierre Méchain as redescobriu, sendo que seu colega de laboratório, Charles Messier, as catalogou, originando o nome alternativo de Galáxias Messier 81 (M 81) e Messier 82 (M 82).


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

8 citações de Stephen Hawking, cientista, físico teórico, cosmólogo e autor de vários livros

Stephen Hawking - Foto divulgação
Stephen Hawking (08 de janeiro de 1942 - 14 de março de 2018) foi um dos mais importantes cientistas do mundo, além de físico teórico e cosmólogo. Hawking foi professor de matemática e era portador de esclerose lateral amiotrófica, doença rara degenerativa, algo que não freou sua genialidade. Autor de vários livros, como "O universo numa casca de noz", "O futuro do espaço-tempo", "Uma nova história do tempo", etc.

O filme "A Teoria de Tudo", que rendeu o Oscar de Melhor Ator para Eddie Redmayne, conta a história de Stephen Hawking. Veja o trailer no final da página.

Selecionamos algumas de suas melhores citações: 

1 - Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que você pode fazer, e triunfar. Enquanto há vida, há esperança - Stephen Hawking

2 - Quando achamos a matemática e a física teórica muito difíceis, voltamo-nos para o misticismo - Stephen Hawking

3 - Mesmo as pessoas que dizem que tudo está predeterminado e que não podemos fazer nada para mudá-lo, olham para os dois lados antes de atravessarem a rua - Stephen Hawking

4 - Nós somos uma espécie avançada de macacos em um planeta menor de uma estrela mediana. Mas nós conseguimos entender o universo. E isso nos torna muito especiais - Stephen Hawking


5 - As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo - Stephen Hawking

6 - A poluição, a ganância e a estupidez são as maiores ameaças ao planeta - Stephen Hawking

7 - (Conselhos para os meus três filhos) Um: lembre-se de olhar para as estrelas e não para baixo, para seus pés. Dois: nunca desista do trabalho. Trabalho dá significado e propósito, e a vida está vazia sem eles. Três: se você tiver sorte o suficiente para encontrar o amor, não o deixe ir embora - Stephen Hawking

8 - Desde a aurora da civilização as pessoas não se dão por satisfeitas com a noção de que os eventos são desconectados e inexplicáveis. Sempre ansiamos por compreender a ordem subjacente do mundo - Stephen Hawking

Trailer do filme "A teoria de tudo":


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quinta-feira, 14 de abril de 2016

5 diferenças entre o livro e o filme em “2001, uma odisseia no espaço”

1 – No livro, o monólito não é preto todo o tempo


Diferente do filme, em que o monólito sempre aparece negro, em um momento no livro o objeto misterioso é cristal (mas mantém o formato retangular): no início da história, quando é encontrado pelo homens macacos.

2 – A cena do macaco tocando o monólito é bem diferente



No livro, quando os homens macacos vêem o monólito em cor cristal, são atraídos para ele e passam por um processo de aprendizado por controle mental. O objeto manipula toda a tribo de uma vez, forçando-os a fazer movimentos mais finos, como dar nó em uma folha de planta. O processo acontece várias vezes em um período que dura um ano. Já no filme, tudo acontece instantaneamente. O macaco toca o monólito e fica mais inteligente.

Outra diferença do livro para o filme é que, durante o controle mental, o monólito (em cristal) passa a mostrar formas luminosas em seu interior. Segundo o próprio Arthur C. Clarck, “... perde a transparência e é envolto em uma luminescência pálida e leitosa. Fantasmas irresistíveis e indefinidos se moveram por sua superfície e em suas profundezas. Fundiram-se em barras de luz e sombra, e depois formaram aros de entrelaçados que começaram a girar lentamente.”

Possivelmente, a dificuldade de reprodução dessa cena fez Kubrick optar pelo monólito sempre preto.

3 – Não há Skype no livro


Na segunda parte do livro e do filme, acompanhamos o Dr. Heywood Floyd indo para a Lua, a fim de analisar uma descoberta misteriosa: o monólito negro, chamado de A.M.T.-1. Enquanto aguarda a viagem, no filme, Floyd utiliza um aparelho muito semelhante ao Skype para falar com a esposa. Quem atende é sua filha.

A cena profética de uma tecnologia que só foi inventada quase 50 anos depois não aparece no livro. Na verdade, no livro, Floyd tem três filhos, mas é viúvo.

Uma tecnologia profética que livro e filme acertaram é o tablet, sendo no livro chamado de Newspad. Durante a viagem, no livro, Floyd conecta seu Newspad (que tem o tamanho de uma folha de almaço) ao circuito da nave e tem acesso às últimas notícias da Terra. Já no filme, os astronautas na Discovery (David Bowman e Frank Poole) utilizam aparelho semelhante para assistir uma entrevista sobre a missão enquanto almoçam.

4 – Após Hal ser desligada, Bowman consegue manter contato com a Terra


Uma das partes mais emblemáticas da história é o momento em que Hal aparentemente ganha consciência. Ele mata os astronautas hibernados na Discovery e Poole, mas Bowman sobrevive e desliga a inteligência artificial que comandava a nave. A partir daí acontece uma mudança na narrativa entre filme e livro: no filme, Bowman segue em direção a Saturno sozinho e incomunicável.

Por outro lado, no livro, Bowman consegue enviar um reporte à Terra com informações do ocorrido. Quem recebe a mensagem é o próprio Dr. Heywood Floyd, que responde contando o verdadeiro propósito da viagem. Trata-se de outra diferença com relação ao filme, pois no longa-metragem a mensagem vem de uma gravação colocada dentro da Discovery acionada automaticamente após Bowman desligar Hal.

5 – A chegada de Bowman à Saturno é diferente... e o final é melhor explicado


Bowman viaja na Discovery em direção à Saturno (no livro) / Júpiter (no filme), encontra um monólito gigante (o livro o descreve com um quilômetro e meio de altura) e começa uma jornada surreal que termina em um quarto de hotel. Esse é o momento do filme que mais confunde os desavisados, pois tanto a viagem para dentro de Saturno quanto a chegada no quarto de hotel, aparentemente, não tem explicação.

No livro tudo fica mais claro. Ao entrar no portal, Bowman (em uma cápsula da Discovery) segue em uma viagem com menos psicodelia e momentos mais elucidatórios. O primeiro deles acontece quando passa em uma espécie de cemitério de naves, mostrando que outros planetas e civilizações também foram atraídos pelo monólito e chegaram ao mesmo local em que Bowman está. Em outro momento, Bowman vê um sol vermelho, o que demonstra estar em uma galáxia mais antiga que a nossa.

Ao chegar no quarto de hotel, o astronauta toma banho, liga a TV e, ao trocar os canais, vê uma série transmitida na Terra dois anos antes (exatamente quando Floyd chegou ao A.M.T.-1 na Lua). Na série, os personagens estão em um quarto idêntico ao dele. Assim, Bowman entende que tudo aquilo foi preparado para recepcioná-lo. Ao fim do dia (sim, ele fica apenas um dia no quarto. O fato de no filme ele envelhecer pode ser entendido como uma alusão à passagem diferente do tempo), ele evolui e se transforma em uma “Criança-estrela”.


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