Resenha do livro "Conspirações - Tudo o que não querem que você saiba", do autor Edson Aran, por Ademir Pascale

*Por Ademir Pascale O livro Conspirações - Tudo o que não querem que você saiba (Geração Editorial), discorre sobre vários temas...

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sábado, 16 de outubro de 2021

Conto "Fogo", por Roberto Fiori


Um homem que poderia prever o futuro. Uma pessoa que seria capaz de lembrar-se de tudo, desde o nascimento. Alguém com Q.I. impossível de ser mensurado.

Este era Armand, um metro e setenta e cinco centímetros de altura, mais de um metro de ombro a ombro, prestes a negociar seus préstimos com o que era a principal empresa de armamentos do mundo, a Lockheed Martin. O salão de conferência conferia uma atmosfera de ensino, um quadro negro de lado a lado do imenso aposento, trezentas carteiras espaçada entre si pelo menos dois metros. Uma lembrança dos tempos do coronavírus, a ser lembrada a qualquer custo.

— Armand, você decidiu pela nossa empresa, é o que me disse ao telefone. Por quê?

— Minhas capacidades inatas são capazes de muito. Falei a você que poderei lhes apresentar uma visão de extrema utilidade sobre a Lockheed Martin, a Boeing, a fabricante do fuzil automático Kalashnikov...

— E que o inventor dele falava ser uma arma de defesa, e não uma arma de ataque ofensivo — riu McGavin, com quem Armand havia pedido ser realizado o encontro a sete chaves naquele salão de conferências.

Armand permaneceu sério e levantou-se da mesa principal do salão, no centro do tablado, cercado pelas carteiras, na parte mais baixa do recinto. Pensou por um minuto e disse:

— Esta empresa está condenada. A não ser que tomemos algumas atitudes. Temos de aumentar o número de acionistas, oferecendo nossas ações mais barato que de outras empresas rivais. A Boeing é a nossa maior concorrente. Abaixou o valor de suas ações em dez créditos terrestres e a Patton VSI tem subido seu ativo em um ritmo que em um ano se equiparará a este. Os lucros com a venda de armamentos da Lockheed Martin estão altos, mas serão ultrapassados.

— Quais são as suas capacidades, Armand?

— Suficientes para construir setenta mil geradores de lasers acoplados a satélites orbitais e dez mil estações espaciais contendo cada uma dez aceleradores de partículas, em um ano. Se vocês seguirem à risca o que vou lhes falar.

Armand falou, e como! Os diretores e o presidente sênior da Lockheed Martin ficaram em silêncio, durante a explanação que o francês fazia. Até para homens como os figurões da Lockheed, aquilo impressionava. Mas temiam que a empresa, com dívidas com o governo central terrestre, pudesse vir a naufragar. Porém, admitiam que Armand podia ser bem convincente. Apresentava números, estatísticas, informações que eles não tinham em mãos, mas em mente. Dados ultrassecretos que viriam a ser utilíssimos. 

Qual o problema com os altos executivos da firma? Não tinham coragem nem iniciativa para tomarem ações a esse nível de risco. A reunião foi tensa, ao final. Os donos da Lockheed Martin não estavam de acordo em reformular as políticas de redução de funcionários. Todos eram preciosos, todos tinham um papel importante a ser feito. Uma aeronave hipersônica “Stealth F-40” possuía um sistema de decolagem na vertical que estava gerações à frente de todos os outros caças furtivos que nem a Rússia e a China possuíam e sequer haviam colocado no papel.

Armand foi hábil. Disse que os computadores da Lockheed deveriam estar desatualizados, com bugs e malwares, pois, a julgar pelas informações e  pela morosidade dos chefes da empresa em já dever ter tomado alguma atitude, era desmoralizante.

Depois de ganhar um crachá e um cartão eletromagnético de senha dupla para transitar pelas dependências da sede da empresa e analisar por si mesmo a qualidade dos serviços, da produção e da parte informatizada de Classe “000”, ou nível máximo de sigilo, saíram do salão. Todos carregavam maletas com hiperbooks, computadores com vinte a cinquenta terabytes de memória e velocidade vinte vezes maior que os computadores pessoais do início do Século XXI, mas Armand saíra de mãos vazias.

Armand foi para o pátio de demonstração das aeronaves em uso e em fase de protótipo. Demorou-se o resto do dia, examinando cada unidade. Focou a atenção no caça F-40. Decidiu-se.

McGavin era o responsável por aprovar as armas em fase de protótipo e em dar o veredito final para o seu uso em espionagem e ataques furtivos. Era a parte mais importante da empresa, o setor de aviões, navios e tanques “Stealth”.

— Estamos à beira de uma catástrofe, McGavin. Já aprovou o F-40 para uso militar efetivo?

— Falta assinar alguns documentos.  Por quê?

— A cada segundo, perdemos terreno, em tecnologia e em rendimentos. O F-40 não pode ser posto em prática — antes do outro tomar a palavra, Armand foi direto ao ponto. — Examinei o cockpit da aeronave, os aviônicos estraram em pane quando eu efetuei esta mudança. Veja.

O francês filmara o cockpit. No exato momento em que  inseria um cartão de memória em uma ranhura no painel de controle, a tela Super-Hud de três dimensões escureceu e os dados apresentados pelo computador de bordo passaram pela tela no centro do console números que indicavam que o caça estava pronto para descarregar dez mil toneladas de armas nucleares sobre o alvo, uma grande cidade americana. E seguir para o espaço aéreo da China e da Rússia, jogando mais cinco mil toneladas de bombas de hidrogênio nas capitais desses países. Armand tomou a palavra, antes que o executivo da firma começasse a gritar ou ordenasse a prisão de Armand.

— Não alterei ou sabotei os instrumentos do F-40, McGavin. Isso — ele mostrou ao outro o cartão que havia inserido no painel de controle do caça — é o que coloquei no painel do caça. Mande analisar. É um verificador global de malwares, spywares, trojans, ramsonwares, etc. Para todo tipo de vírus que os hackers possam inventar, eu criei um antivírus respectivo e gravei-os nesse cartão de memória de um terabyte. 

McGavin franziu a testa, apanhou o cartão e saiu de seu gabinete. Armand  ouviu-o falar para um guarda para reunirem seis  outros armados para vigiarem a saleta. O francês decidiu sentar-se na poltrona do outro lado do lugar de McGavin.

Passaram-se três horas. Armand estava confiante. Seu pacote de antivírus revelava o que ele realmente era, um verificador de arquivos de vírus que, ao mesmo tempo em que os acusava, também os punha a se ativar. O F-40 estava infectado e sem uma revisão nos computadores e nos aviônicos, não poderia sair do chão.

McGavin entrou no gabinete, acompanhado do oficial de alta segurança, do presidente da Lockheed e de um cientista que trabalhava para eles. O cientista, Derekh Vlado, que viera da Federação Russa, começou a falar:

— Foi você quem criou isto, senhor Armand? — e mostrou a ele o cartão que McGavin havia apanhado no gabinete.

— Sim — respondeu Armand, calmo, pois ele sabia que estava repleto de razão.

— Achamos um programa antivírus que nunca vimo ou imaginamos que pudesse ser feito. Está gravado no cartão como ANTI-VHB-71B. Pode nos explicar como o desenvolveu?

— Claro. Alterei dez antivírus que existem nas dez mais importantes Universidades do governo mundial, nos cinco continentes, aproveitei o que existe de mais eficaz contra os malwares para os quais há controle efetivo e alterei-os, criando o ANTI-VHB. Não destrói, na realidade, os vírus, apenas escaneia o computador e os instrumentos computadorizados que existem no F-40.

— Onde os criou? 

— Tenho acesso às dez Universidades mundiais. Meu pai era o reitor de todas elas.

— O senhor só pode estar brincando! Eric van Cête, o maior dos engenheiros de computação quântica que já existiu! — Armand não sorriu. Observou os homens falarem entre si, alterados, como se aquela informação fosse importante o suficiente para deixar qualquer homem perturbado. Eles saíram da saleta, deixando a porta entreaberta. McGavin ficou.

— Armand de Cête. Armand de Cête! Venha comigo até o F-40 infectado. Quero me certificar de que este pesadelo é real.

No cockpit da aeronave, McGavin ligou o computador de bordo e a tela mostrava o preto. Ele trabalhou na parte da linguagem mais básica do dispositivo, ativando uma versão muito mais complexa que o antigo e há muito ultrapassado Assembler, um programa de computador com linguagem de máquina.

A tela ativou-se.

A imagem mostrou, pouco a pouco, um demônio sobre uma montanha, o Everest, e abaixo o fogo das detonações nucleares ainda queimava. No céu, uma esquadrilha de F-40 e MIG- 85 se perseguiam e deixavam cair bombas. Bombas. O demônio olhava para a perseguição, em que ninguém atingia ninguém. Quando o último artefato nuclear foi despejado, estando os caças longe do local das detonações, o demônio ficou satisfeito. Levantou e abaixou o braço com que carregava um tridente de ferro e as aeronaves se destruíram, os raios-gama de suas armas fazendo sulcos violetas no céu.

O demônio não tinha nada mais a fazer naquele planeta. Desvaneceu-se, rindo.

Pouco antes da guerra final haver terminado, McGavin olhou para Armand e perguntou o que significava aquilo.

— É o que acontecerá, depois que tivermos ido, amigo.

— Como sabe disso?

— Um de meus dons. O da previsão do futuro — Armand virou as costas para o caça e McGavin e entrou no edifício da Lockheed.

O escocês voltou-se para a tela do computador. “Fogo, apenas fogo”!, ele pensou. Mas então, notou um pontinho azul no canto direto da tela. A imagem ampliou-se mais de cinquenta vezes, até mostrar, na órbita da Terra, um comboio de astronaves que partia para longe da órbita do planeta.

McGavin pôs-se a refletir. Por minutos, ficou sentado no cockpit do piloto. Quando saiu e foi até a sede da Lockheed, estava sem pensar em nada. Mas a ficha iria cair, cedo ou tarde.


*Sobre Roberto Fiori:

Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro Cedrik - Espada & Sangue:

“Em uma época perdida no Tempo,

onde a Escuridão ameaçava todos,

surgiu um líder.

Destruição, morte, tudo conspirava contra.

Mas era um Homem de extremos, audacioso.

Era um Homem sem medo”. 

Dos Relatos e das Crônicas da Velha Terra.  


Em sua obra “Cedrik – Espada & Sangue”, o escritor Roberto Fiori coloca sua imaginação e força de vontade à prova, para escrever seu primeiro romance. Um livro de Fantasia Heroica, no gênero Espada & Feitiçaria, em que, em uma realidade paralela, a Terra da Idade do Ferro torna-se campo de lutas, bravura, magia e paixão.

Cedrik é um Guerreiro capaz de levantar 75 kg em cada braço e, ao mesmo tempo, de escalar uma parede vertical de mais de 20 metros de altura facilmente. Em meio a ameaças poderosas, parte para o Leste, em missão de vingança. Acompanham-no a bela princesa Vivian, vinda do Extremo Leste, e o fiel amigo Sandial, o Ancião, grande arqueiro e amigo a toda prova.

Os amigos enfrentam demônios, monstros, piratas e bandidos sanguinários. Usam de magia para se tornarem fisicamente invencíveis. Combatem demônios vindos do Inferno, no Grande Mar. Vivian é guardiã e protetora do Necrofilium, livro que contém maldições, feitiços e encantamentos em suas páginas.

A intenção do autor é continuar por anos as aventuras de Cedrik, escrevendo sobre todo um Universo Fantástico, em que bárbaros e guerreiros travam lutas ferozes e feitiçaria não é uma questão somente de “se acreditar” em seu poder, mas de realmente utilizá-lo para a batalha, como uma arma.

A obra pode ser adquirida com o autor, pelo e-mail spbras2000@gmail.com,  no site da Editora Livros Ilimitados, em livrarias virtuais e no formato de e-book, na Amazon. Os links para acessar o livro são:

1.     Americanas.com:

https://www.americanas.com.br/produto/3200481831?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

2.     Submarino.com:

https://www.submarino.com.br/produto/3200481831/cedrik-espada-e-sangue?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

3.     Amazon.com:

https://www.amazon.com.br/Cedrik-Espada-Sangue-Roberto-Fiori-ebook/dp/B091J3VP89/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=cedrik+espada+e+sangue&qid=1620164807&sr=8-1 

4.     Site da Editora Livros Ilimitados:

https://www.livrosilimitados.com/product-page/cedrik-espada-e-sangue

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domingo, 3 de outubro de 2021

Já está disponível o e-book TRASH - CONTOS E POEMAS SOBRE O FIM DO MUNDO. baixe o seu


FICHA TÉCNICA DO E-BOOK "TRASH - CONTOS E POEMAS SOBRE O FIM DO MUNDO":

TÍTULO: Trash - Contos e Poemas Sobre o Fim do Mundo
ORGANIZADOR: Ademir Pascale
COAUTORES:
Carol Peace - A Gênese da Aniquilação
Roberto Minadeo - Tigre Branco
Alessandro Mathera - Através do céu
Roberto Schima - Que M...!
Noel Rosa de Castro - Espaço Tempos
G. M. DHOSS - Amor zumbi: o fim dos tempos
Ney Alencar - O Homem que não Morria
Giuliano Zanchi - Pela Primeira Vez Em Muito Tempo, Eu Estava Sorrindo
Ana Martins - O fim do mundo em instantes
TIPO: E-book
Nº DE PÁGINAS: 52
ANO: 2021 

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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Conto "Um Lugar Tranquilo", por Roberto Fiori


O salão 606, imenso, abrigava, junto à parede dos fundos, algumas máquinas engenhosas. A mesa de cristal e aço reluzia à luz de seis lâmpadas de 300 Watts, instaladas no teto. Um homem de idade avançada estava em uma extremidade do móvel, em silêncio. Os outros, o observavam com vivo interesse.

— Virem-se para a parede afastada de nós, digamos, a uns trinta metros.

Os rapazes e moças sentados em ambos os lados da mesa se voltaram e, parecendo perceber pela primeira vez as máquinas, suspiraram.

— O robô da extrema esquerda. O primeiro. Chamem-no.

— De que manei...

— Robô. Chamem-no de robô.

Uma mulher na fronteira entre os vinte e nove e os trinta anos levantou-se e falou:

— Robô, venha se juntar a nós!

A máquina tinha cinco pares de câmeras inseridas no tronco, miniaturizadas e protegidas.

— Do que ele é feito, Dr. Spaulding?

— Anna, guarde essa dúvida para quando sairmos desta sala — ele respondeu. O robô era imenso quando ereto, todos haviam sido informados sobre suas dimensões quando se pusesse em posição de locomoção. Mas presenciar aquele gigante “in loco” era incomparável.

A máquina deu dois passos e se colocou ao lado de Anna. Falou, sua voz idêntica à de um humano:

— Estou pronto para os testes reais. Esperava esse momento, em que o Dr. Spaulding me soltaria.

— Nunca esteve preso aqui, Titanus. Precisávamos de tempo para terminar seu projeto e testá-lo.

— Foi algo que fiz? — Spaulding levantou uma sobrancelha em um centímetro, mas o robô o percebeu. E fez a seguinte pergunta: — Robôs foram treinados para matar ou para salvar?

O Dr. Spaulding respondeu:

— Para as duas coisas, Titanus. Você tem a prerrogativa de defender os Estados Aliados de um ataque. Não se sinta inútil ou sem propósito. Hoje, sairemos todos para o campo de demonstração e você fará tudo o que as diretrizes que implantamos em seu córtex lhe ordenarem.

— Eu me sinto despropositado, Dr. Spaulding. A guerra acabou há oito meses. A Dra. Anna Spencer me colocou a par da situação geopolítica da Terra e tudo o que aprendi foi luta, combate e destruição. Quero mais que isso. Quero ver os prados dourados e verdejantes, as montanhas dos Apalaches e das Rochosas e observar desertos de Israel e da Jordânia. Utilizar meu vocabulário de todas as línguas dos povos terrestres, conversar com Fermi, Tesla, Faraday, Edison, Shrödinger, Einstein. Preciso estar na companhia de Isaac Newton, quando ele formulou suas Leis da Gravitação, da Inércia e da Ação e Reação.

— Por quê, Titanus? Nâo somos o que eles foram, em sua época, mas chegamos perto. Olhe para seu corpo formidável. Setecentos quilos de uma liga mais resistente do que o neodímio e cem vezes mais leve que o aço. Soubemos como fazer uma máquina pensante, seu encéfalo comporta conhecimentos que só três homens possuem, no planeta Terra.

— Devo trazê-los para cá, Dr. Spaulding. São eternos, são a prova de que o Homem é mais do que um devastador, um saqueador, um guerreiro e um conquistador.

Em seguida, Titanus virou-se e caminhou para a porta de saída. Seus pés cromados ressoaram alto e ele conseguiu passar pela porta sem dificuldade. A entrada do salão havia sido projetada para que grandes volumes de carga fossem trazidos ou levados do recinto. Spaulding teclou em seu computador integrado à mesa e, do lado de fora, cinquenta soldados se mantiveram de prontidão.

Titanus saiu para o ar livre e foi alvejado por lasers de alta potência, que separaram a cabeça de seu corpo e, como em uma cirurgia, cortaram com precisão os membros do tão alardeado neodímio, que podia, teoricamente, aguentar uma detonação nuclear de cem megatons de potência. O suficiente para aplainar metade das montanhas do Himalaia.

No salão imponente, o Dr. Spaulding coçou o cavanhaque e as costeletas aparadas com esmero.

— Sabe, Anna, foi uma perda de quinhentos bilhões que tivemos em cinco segundos de disparos, com o robô. Reconheço que você fez um excelente trabalho, ao manipular a mente imaculada dele e levá-lo a concluir coisas que nunca imaginei que ele pudesse vir a pensar. Como acha que ele poderia voltar a 1935 e trazer Albert Einstein a nós? Acha que fabricamos máquinas do tempo, neste complexo? Poderíamos fazê-lo, mas a desorganização temporal que o transporte de um único átomo do passado entraria em conflito com as leis da Termodinâmica e da Relatividade... ora, deixemos essa discussão acadêmica para outro dia... Sabem, a Dra. Anna é uma das nossas mais notáveis...

Spaulding continuou a falar daquela maneira calma e rítmica que seduzia as pessoas em suas conferências e aulas da Universidade. Quando quatro soldados armados entraram e seguraram Anna para algemá-la, ela se debateu, gritou, tentou socá-los e pisar nos pés e pernas dos homens, mas o esforço foi em vão. Levaram-na, ela batendo com a cabeça na quina da entrada, quando os cinco passaram de volta pela porta aberta.

— Senhores e senhoras, as outra máquinas não funcionam, na verdade. São apenas carcaças. Titanus foi o melhor que já alcançamos, no âmbito da Inteligência Artificial, mas isso serviu de lição a todos nós. Jamais empreguem alguém que veio fugindo de um país ditatorial. Pode ser uma faca laser mal ajustada... ou ajustada para matar o seu dono.

— Para onde levaram a Dra. Anna, Dr. Spaulding?

Ele fitou o mais jovem membro de sua equipe e respondeu:

— Então você não sabe sobre “aquele lugar”? Ora, Dr. Caldwell, ela foi para um lugar tranquilo, muito tranquilo...

Eles apanharam suas coisas, suas valises, colocaram no bolso seus drives de 100.000 Terabytes de memória e seguiram o idoso professor, que se virou na altura da porta de entrada e desabafou:

— Não é culpa dela. Não é! É de todos os que começaram essa maldita guerra!


*Sobre Roberto Fiori:

Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro Cedrik - Espada & Sangue:

“Em uma época perdida no Tempo,

onde a Escuridão ameaçava todos,

surgiu um líder.

Destruição, morte, tudo conspirava contra.

Mas era um Homem de extremos, audacioso.

Era um Homem sem medo”. 

Dos Relatos e das Crônicas da Velha Terra.  


Em sua obra “Cedrik – Espada & Sangue”, o escritor Roberto Fiori coloca sua imaginação e força de vontade à prova, para escrever seu primeiro romance. Um livro de Fantasia Heroica, no gênero Espada & Feitiçaria, em que, em uma realidade paralela, a Terra da Idade do Ferro torna-se campo de lutas, bravura, magia e paixão.

Cedrik é um Guerreiro capaz de levantar 75 kg em cada braço e, ao mesmo tempo, de escalar uma parede vertical de mais de 20 metros de altura facilmente. Em meio a ameaças poderosas, parte para o Leste, em missão de vingança. Acompanham-no a bela princesa Vivian, vinda do Extremo Leste, e o fiel amigo Sandial, o Ancião, grande arqueiro e amigo a toda prova.

Os amigos enfrentam demônios, monstros, piratas e bandidos sanguinários. Usam de magia para se tornarem fisicamente invencíveis. Combatem demônios vindos do Inferno, no Grande Mar. Vivian é guardiã e protetora do Necrofilium, livro que contém maldições, feitiços e encantamentos em suas páginas.

A intenção do autor é continuar por anos as aventuras de Cedrik, escrevendo sobre todo um Universo Fantástico, em que bárbaros e guerreiros travam lutas ferozes e feitiçaria não é uma questão somente de “se acreditar” em seu poder, mas de realmente utilizá-lo para a batalha, como uma arma.

A obra pode ser adquirida com o autor, pelo e-mail spbras2000@gmail.com,  no site da Editora Livros Ilimitados, em livrarias virtuais e no formato de e-book, na Amazon. Os links para acessar o livro são:

1.     Americanas.com:

https://www.americanas.com.br/produto/3200481831?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

2.     Submarino.com:

https://www.submarino.com.br/produto/3200481831/cedrik-espada-e-sangue?pfm_carac=cedrik-espada-e-sangue&pfm_index=2&pfm_page=search&pfm_pos=grid&pfm_type=search_page

3.     Amazon.com:

https://www.amazon.com.br/Cedrik-Espada-Sangue-Roberto-Fiori-ebook/dp/B091J3VP89/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=cedrik+espada+e+sangue&qid=1620164807&sr=8-1 

4.     Site da Editora Livros Ilimitados:

https://www.livrosilimitados.com/product-page/cedrik-espada-e-sangue

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domingo, 18 de julho de 2021

Já está disponível o e-book FICÇÃO CIENTÍFICA II. Baixe já o seu


FICHA TÉCNICA:

TÍTULO: Ficção Científica II
ORGANIZADOR: Ademir Pascale
COAUTORES:
Ademir Pascale - "A Esfera" e "Isaac"
Ney Alencar - "Lembre-se de Loomis o Quarto" e "O Horror Marciano"
Roberto Schima - Por Amor a Nabel Kar (Parte 1 e Parte 2)
Bert Jr. - Souvenir
João Gomes Moreira - Rapsódia em janeiro
Nº DE PÁGINAS: 54
ANO: 2021
TIPO: E-book

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sábado, 26 de junho de 2021

Participe da antologia (e-book) FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II":

1 - Escrever um poema ou conto de ficção científica (futuro, passado ou presente), sobre qualquer assunto: viagens no tempo, alienígenas, outros mundos, robôs, OVNIs, etc. Aceitaremos até 2 contos ou 2 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 textos serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO OU POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título. Espaçamento 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores de idade irão precisar de autorização dos pais ou responsável, caso o conto ou poema seja aprovado.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 01/06/21 até 03/07/21.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 poemas ou 2 contos e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 200 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 04/07/21 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):
 

IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS - VOL. II

O envio da ficha de inscrição + poesia ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia. Se entrarmos em contato, por favor responda o e-mail.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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sábado, 19 de junho de 2021

Um papo com José M. S. Freire, autor do livro "Tamara Jong – A Guerra de Rarzok"


José Maurilio de Souza Freire nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1956. Sempre gostou da literatura de ficção científica. Esse tipo de leitura influenciou suas escolhas acadêmicas: É bacharel em Ciências Físicas pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em Análise de Sistemas pela PUC-RJ. Também chegou a fazer dois anos de mestrado em Física Nuclear.

Trabalha como Tecnologista Sênior na Marinha do Brasil. Seu trabalho consiste em analisar a propagação do ruído irradiado pelos navios de guerra no ambiente marinho. Elaborar relatórios técnicos lhe deu confiança para escrever esta série de ficção.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

José M. S. Freire: Tudo começou em uma noite fria e chuvosa de junho de 2012. Eu estava em casa, degustando um vinho chileno e assistindo a um documentário sobre antigas civilizações, e seus supostos contatos com os “Deuses-Astronautas”, quando, de repente, me ocorreu, segundo meus próprios conhecimentos de Física e minhas convicções a respeito do legado de seres alienígenas na Terra que, se realmente eles estiveram aqui, sua rota mais provável para superar as astronômicas distâncias entre seus mundos e o nosso só pode ter sido traçada através de portais interdimensionais, entre os quais os buracos negros e buracos de minhoca, previstos na Teoria da Relatividade, os quais, também, segundo os cientistas modernos, podem ser criados artificialmente com o emprego de sistemas de alta tecnologia. 

A partir daí, eu fiquei imaginando se, assim como em certos sítios arqueológicos extremamente antigos, nos quais é aventada a existência desses portais no interior de templos ou formações de enormes megálitos, também na Floresta da Tijuca, onde eu costumava caminhar nos fins de semana, poderia haver algum indício da existência dessas passagens em suas grutas ou recantos mais recônditos. A partir desse pensamento, me veio a ideia de criar uma história para explorar esta possibilidade.

Conexão Literatura: Você é autor do novo e-book "Tamara Jong – A Guerra de Rarzok" (Amazon e Kobo). Poderia comentar? 

José M. S. Freire: Este livro conta mais um pouco sobre uma antiga raça de androides denominados “trevurianos”, que, num passado longínquo, quase foram exterminados por uma coalisão de planetas por terem se aventurado numa expansão desenfreada pelas galáxias e colocado em risco vários povos inteligentes do universo, devido as suas práticas nefastas para se perpetuarem como espécie. Próximo ao final daquela guerra que quase os aniquilou completamente, alguns trevurianos conseguiram fugir da coalisão para um canto remoto e desconhecido do cosmos, onde não tardaram a agir para aumentar seus números. Agora eles estão de volta, mais fortes e numerosos que antes, dispostos a, primeiramente,  se vingar da antiga coalizão de planetas que se consolidou como a “Aliança Intergaláctica” dos tempos atuais, depois, conquistar os incontáveis mundos de todo o universo conhecido.  

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir essa história? 

José M. S. Freire: Bem, na verdade minhas pesquisas, feitas antes de eu escrever o primeiro livro, “Tamara Jong - O Chamado de Úlion”, se resumiram em estudar um pouco sobre a Coreia do Sul, principalmente para conhecer nomes típicos e poder criar os nomes dos parentes de Tamara. Também li algumas coisas sobre seu estágio de desenvolvimento científico e tecnológico. Mas nada que eu já não soubesse, tipo, eles são donos de grandes marcas de carros, telefonia celular, televisores e eletrônicos em geral. Além de possuírem a banda larga mais rápida do mundo. Quanto ao tempo de escrita, estou levando um ano, aproximadamente, para escrever cada livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu e-book? 

José M. S. Freire: “Me sinto honrada e agradecida por fazer parte de um grupo de pessoas, não somente meus companheiros ulianos, como também os valentes Too-Tat, a Maí-Turá e os terráqueos que se juntaram a nós, que se arriscam frequentemente para enfrentar um exército numeroso e bem armado. A vida é mesmo frágil e fugaz, mas o meu coração é forte e a fonte de onde brotam meus anseios de liberdade e justiça, inesgotável” (personagem Larena).

Conexão Literatura: Tamara Jong é uma coleção de 6 e-books. Você já pensa num próximo e-book para essa coleção ou “A Guerra de Rarzok” foi o último da série?

José M. S. Freire: Estou descansando um pouco do trabalho exaustivo que tive na elaboração e publicação deste livro, e, assim que estiver com a cabeça fresca novamente, vou começar a escrever o sétimo e-book, que poderá, ou não, encerrar a série.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu e-book e saber um pouco mais sobre a série “Tamara Jong”? 

José M. S. Freire: Este e-book, bem como os cinco anteriores, podem ser adquiridos tanto no site da Amazon quanto no da Kobo (Rakuten).

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

José M. S. Freire: Olha, há uma personagem que eu criei no terceiro livro, “Tamara Jong – A Lua Negra de Patânia”, que acabou se transformando numa das minhas favoritas. Após completar a série “Tamara Jong”, estou pensando em iniciar uma nova série de aventuras exclusivamente para essa personagem. Mas a identidade dessa personagem eu vou manter em segredo para os que ainda não leram meus e-books. As pessoas que têm acompanhado minha obra desde o início certamente não terão qualquer dificuldade em deduzir a qual personagem estou me referindo.

Perguntas rápidas:

Um livro: Meus livros!

Um (a) autor (a): Eu! 

Um ator ou atriz: A futura atriz que interpretará Tamara Jong na série que será criada a partir dos meus livros!

Um filme: Todos os filmes nos quais meus livros se tornarão!

Um dia especial: O dia em que eu nasci, por motivos óbvios, senão eu não estaria aqui hoje! Rsrsss...

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

José M. S. Freire: Sim, gostaria sim! Não fiz nenhuma pesquisa referente ao assunto, mas, tenho notado, ao longo do meu trabalho como autor independente que, no que tange aos e-books de autores nacionais estreantes, só há avaliações, e por conseguinte, “vendas”, para aqueles escritores que disponibilizam seus e-books no programa Kindle Unlimited. Acho este programa válido, todavia, assim como eu, vários outros autores não abrem mão de cobrar um preço, ainda que irrisório, pelo seu trabalho. Fico pensando se o brilhante empresário Jeff Bezos, o dono da Amazon, como todos sabem, com esta estratégia de vendas não está transformando o que antes eram leitores em meros “acumuladores”, pagando mensalmente R$10,00 a ele para baixar “gratuitamente” dezenas, ou mesmo centenas, de e-books que certamente jamais terão tempo, ou disposição, de ler. E quero também agradecer a toda equipe da Revista Conexão Literatura por me darem, mais uma vez, a oportunidade de tornar meu trabalho conhecido.   

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quarta-feira, 2 de junho de 2021

LEITURA GRATUITA: já está disponível o e-book FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS. Baixe o seu


FICHA TÉCNICA:

TÍTULO: Ficção Científica - Contos e Poemas
ORGANIZADOR: Ademir Pascale
COAUTORES:
BERT JR. - Alma
Camila de Nazaré Colares da Rocha - Quem é você?
Roan Sousa - "Probabilidade" e "Reconstrução"
Clóvis Rezende - Distopia global
Cleber Gimenes Freitas e Erica Ribeiro de Almeida - 2020: a última viagem
Paulo de Barros Gabriel - Combate do Amanhã
Gabriel Machado Saccilotto Freitas - "Planeta Tempo" e "O Caminhoneiro"
Roberto Schima - Recomeço
Lucas Brasil S. - Aposentadoria por validez
Maria de Fátima Moreira Sampaio - Hangar 21
Henrique Carvalho Iwamoto (Sir_lemonpie) - Evandine
Ney Alencar - Flor de Maio
Felipe Ferreira de Jesus - Nova Terra
Augusto Filipe Gonçalves - Solução veio do Futuro
Gilson Salomão Pessôa - Resgate em Akalantos
TIPO: E-book
Nº DE PÁGINAS: 85
ANO: 2021

PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE: CLIQUE AQUI. 

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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Saiu a lista dos selecionados da antologia FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS. Confira


CONFIRA A LISTA DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA "FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS":

01 - BERT JR. - Alma
02 - Camila de Nazaré Colares da Rocha - Quem é você?
03 - Roan Sousa - "Probabilidade" e "Reconstrução"
04 - Clóvis Rezende - Distopia global
05 - Cleber Gimenes Freitas e Erica Ribeiro de Almeida - 2020: a última viagem
06 - Paulo de Barros Gabriel - Combate do Amanhã
07 - Gabriel Machado Saccilotto Freitas - "Planeta Tempo" e "O Caminhoneiro"
08 - Roberto Schima - Recomeço
09 - Lucas Brasil S. - Aposentadoria por validez
10 - Maria de Fátima Moreira Sampaio - Hangar 21
11 - Henrique Carvalho Iwamoto (Sir_lemonpie) - Evandine
12 - Ney Alencar - Flor de Maio
13 - Felipe Ferreira de Jesus - Nova Terra
14 - Augusto Filipe Gonçalves - Solução veio do Futuro
15 - Gilson Salomão Pessôa - Resgate em Akalantos

PARABÉNS aos selecionados. 

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sábado, 15 de maio de 2021

Participe da antologia (e-book) FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS. Leia o edital


PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS":

1 - Escrever um poema ou conto de ficção científica (futuro, passado ou presente), sobre qualquer assunto: viagens no tempo, alienígenas, outros mundos, robôs, OVNIs, etc. Aceitaremos até 2 contos ou 2 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 2 textos serão publicados.

2 - SOBRE O CONTO OU POEMA: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título. Espaçamento 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos. Menores de idade irão precisar de autorização dos pais ou responsável, caso o conto ou poema seja aprovado.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 19/04/21 até 19/05/21.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por conto ou poema. Caso o autor envie 2 poemas ou 2 contos e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o conto ou poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 200 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 21/05/21 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do conto ou poesia:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):
 

IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: FICÇÃO CIENTÍFICA - CONTOS E POEMAS

O envio da ficha de inscrição + poesia ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia. Se entrarmos em contato, por favor responda o e-mail.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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terça-feira, 11 de maio de 2021

Ação e aventura em nova história de José M. S. Freire: Tamara Jong - A Guerra de Rarzok


Uma antiga e perigosa raça do universo paralelo no qual se situa o planeta Úlion, após reerguer-se de sua quase aniquilação no passado distante, sendo liderada agora pelo Imperador Rarzok, retoma seus planos de conquista interplanetária. Ela está mais forte ainda do que estava quando da guerra contra uma coalizão de planetas que quase a levou à extinção.

O imperador, em seu desejo de vingança pela derrota sofrida por seus antepassados, criou uma arma terrível, capaz mesmo de destruir mundos inteiros, com a qual espera sair-se vitorioso do novo conflito ao qual pretende se lançar com todas as suas forças. Seu principal alvo é a Aliança Intergaláctica, uma organização interplanetária formada, principalmente, pelos planetas da antiga coalizão que derrotou seu povo.

Enquanto isso, na cidade subterrânea de Kalenda, totalmente alheios aos sinistros planos de conquista de Rarzok, os revolucionários ulianos continuam engajados em sua árdua luta contra as moneras, para tirá-las do poder e restaurar a monarquia uliana em seu planeta. Todavia, acontecimentos fortuitos em um lugar longínquo do universo acabam por alertá-los sobre a iminente guerra interplanetária pretendida pelo imperador. Sabendo que o próprio Úlion estará na mira de Rarzok, o tenente rebelde Zorach e seus companheiros se vêem forçados a empreender uma jornada pelo espaço sideral para tentar obter informações valiosas sobre as ações dele, que podem ser muito úteis não só em sua guerra contra as forças do governador monera Guaxaltopac, como também para ajudá-los a traçar ações estratégicas ante uma possível agressão externa ao seu querido planeta.

Tamara Jong, por sua vez, ainda se encontra numa longa viagem espacial de regresso a Úlion, após resgatar Maí-Turá das garras de um tartaceu que a havia sequestrado na capital uliana, Cetérion. Todavia, devido a um contratempo decorrente de um pequeno problema em sua espaçonave, ela casualmente acaba por tomar conhecimento também dos planos de Rarzok de conquistar todo o universo conhecido. A terráquea, inclusive, vê com os próprios olhos a arma mortífera que o imperador projetou para este fim. Porém, destemida e ousada, como sempre, Tamara não se intimida com a situação perigosa na qual acaba se envolvendo diretamente com a sinistra raça conquistadora, e luta para se livrar dela, partindo, em seguida, em uma jornada pelas vastidões do espaço decidida a fazer sua parte para ajudar seus camaradas a enfrentarem a guerra de Rarzok.

TAMARA JONG: A GUERRA DE RARZOK

POR JOSÉ M. S. FREIRE

PARA ADQUIRIR O E-BOOK, ACESSE: AMAZON - KOBO

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sábado, 8 de maio de 2021

Priscila M. Mariano e o livro “Guerra Entre Mundos”


Priscila Marcia Mariano nasceu em 03 de outubro de 1960, em São Paulo. Veio morar no Rio de Janeiro com dez anos, onde iniciou seu amor pelos livros, assim como pela escrita. Seus livros sempre focando em ficção, fantasia, principalmente, para o publico infanto-juvenil e adulto jovem. Sua carreira teve estreia em 2009, com a publicação de dois livros: Rino o Guerreiro Alado e Um mistério na Serra do Mar. Em 2016, A Saga de um Pintor, romance/drama, chegou ao publico através de Inocência Perdida. Participou de várias antologias no decorrer de sua carreira literária. Este ano, 2021, apresenta aos leitores Guerra entre Mundos. Uma fantasia para todas as idades.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Priscila M. Mariano: Desde muito jovem, antes mesmo de aprender a ler, contava histórias inventadas na hora. Fui escrever meu primeiro poema aos oito anos e comecei a escrever história, na época, fantasia, depois disso. Aos quinze já tinha várias histórias engavetadas, em papel de caderno e, ou ofício. Só vim a publicar em 2009 meus primeiros livros de ficção fantástica. Aos poucos enveredei para outros gêneros, incluindo contos. 

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Guerra Entre Mundos”. Poderia comentar? 

Priscila M. Mariano: É uma história cativante. Sempre quis um tema deste estilo, onde seres humanos poderiam interagir com outras formas de vida. Buscando demonstrar que devemos não ter preconceito das pessoas que são diferentes. A união faz a força de um povo... Imagina qual força surgiria se todos, humanos ou não, lutassem pela salvação da Terra. Este é o tema central da história. Amizade, amor e dedicação para com todos e para consigo mesmo. É uma leitura de tirar o fôlego. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Priscila M. Mariano: Escrevi Guerra Entre Mundos em 2019. Depois de revisado várias vezes, mudado algumas coisas, em 2020 entreguei o original, a Edições Vila Rica. O processo de escrita foi rápido, pois as únicas pesquisas que fiz relacionado ao livro, foram regiões, cidades, ruas e países, e suas características estruturais. O tema central surgiu através do imaginário. Apenas me sentava a frente do computador e escrevia. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Priscila M. Mariano: 

Era questão de tempo Kiron invadir a fortaleza e ficar preso nela. Era este o plano. Enquanto as Sentinelas e alguns guerreiros dessem luta contra as Bestas, a armadilha seria acionada e tudo destruído. Apenas os da elite sabiam disso. O risco que haviam passado até então tinha sido sanado. Agora Kiron só sabia o que a resistência queria que ele soubesse. Em seguida, dariam um jeito nos espiões que ainda circulavam entre eles. Isso seria para depois que eles conseguissem o seu intento, escapar do destino que Kiron queria para eles. Anton tremeu nas bases, sabia que desta vez Kiron não iria matá-los com rapidez, provavelmente, utilizaria todos os seus recursos de tortura para fazê-los sofrer. Ele estava com ódio. Pressentia isto. Seguiu Chiva que se deslocava entre os seus e dava ordens sem emitir qualquer som, não havia necessidade, as demais Sentinelas sabiam o que tinham que fazer. E então, quando o alerta de invasão eclodiu pelo complexo, ninguém foi pego de surpresa e todos agiram com calma e discernimento, sem atropelos.

— “Está na hora de você partir.”

Anton concordou e, acompanhado por duas Sentinelas, aventurou-se entre os guerreiros e avançou em direção ao cômodo onde estava o portal. E apesar de sentir-se um covarde, não ousou desobedecer Chiva. Seus irmãos já tinham sido deslocados mais cedo, ele era o único que ousara ficar até o último momento e não se arrependia disso. Estava pronto para abrir o portal e entrar, quando se viu diante de um guerreiro Lobiano que havia simples mente barrado sua passagem e erguido a mão, onde ostentava uma faca curva, já com sangue.

Anton estremeceu e fez a única coisa que pôde naquele momento, gemeu agoniado, em busca da ferida que aquele desgraçado havia lhe feito e viu o sangue escorrer de seu peito. Só então sentiu a dor e começou a desfalecer.

— “Anton?!”

As sentinelas o pegaram antes que ele caísse e, com isto, esqueceram-se do traidor que já escapava entre os guerreiros que não haviam percebido nada.

— “Você deve matá-lo!” — sussurrou Anton para uma das sentinelas que imediatamente se prontificou a fazê-lo.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Priscila M. Mariano: Guerra Entre Mundos pode ser encontrado no Amazon (E-book) e nas Edições Vila Rica (Físico), e com a autora. Assim como neste link: 

Amazon: https://www.amazon.com.br/gp/product/B08SVQD952

Vila Rica: https://www.edicoesvilarica.com.br/guerra-entre-mundos

Links para descobrir um pouco mais sobre eu e meus livros: 

https://www.facebook.com/priscilamarcia.mariano

https://www.instagram.com/priscilamarciamariano/

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Priscila M. Mariano: Sim, alguns. Tenho dois livros começados, um romance de época e uma fantasia. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Médico de Homens e de Almas.

Um (a) autor (a): Pedro Bandeira.

Um ator ou atriz: Fernanda Torres

Um filme: Filadélfia 

Um dia especial: Natal.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Priscila M. Mariano: “Leiam os autores nacionais! Há muitas histórias maravilhosas, é só dar a oportunidade a cada um de nós. Vamos prestigiar a literatura nacional”.

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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Conto "Fogo na Floresta", por Roberto Fiori


É tarde da noite... ruídos estranhos alcançam-nos... É tarde da noite... seres da Floresta sussurram:

“Ei, vocês, o que estão fazendo?

Larguem esses brinquedinhos de mentira e retirem-se!

Aqui é o Lar das Criancinhas abandonadas...

Fora daqui, fora daqui!

Agora, ou eu os espicaçarei com este pedaço de pau!”

Antiga Cantiga de Assombração, Livro dos Sussurros e Segredos, Século XXII, 11º Volume, Página 505.


Geraldine era uma mulher de rara beleza. Sabia que um dia sofreria as vicissitudes do Tempo, mas, para isso, preparara-se. Tinha suas artimanhas. Um broche de veludo, herança de família, uma rosa nos cabelos, o pó-de-arroz, o ruge e o rímel que sobraram de antes da Guerra, unhas belamente esmaltadas com esmalte fabricado das árvores que se tinha permissão para serem aproveitadas, perfumes extraídos de flores, uma roupa alegre e descontraída. As pernas, braços e o decote deveriam ser nem escandalosos e colocados à mostra, nem cobertos por inteiro com tecidos puritanos.

A mulher seria um dia coroada na passarela do concurso Miss-Universo? Só se isso fosse feito por sua livre vontade, e ela se considerava jovem o bastante para tentar, velha o suficiente para perder, e com um temperamento moderado, o que a fazia uma pessoa não tão extravagante e, ao mesmo tempo, relutante.

Sua tez da cor dourada do feno enrugou-se, quando ela viu o cartaz. Era o anúncio de uma festa que ocorreria nas imediações da Vila de Sommerville, onde morava. Em cinco dias, os moradores do povoado deveriam seguir para a rodovia e caminhar uns dois quilômetros pela trilha entre o bosque, margeando a autoestrada. Ela sentiu-se uma pessoa diferente, belicosa e raivosa, ao cruzar com o cartaz, chegando da feira nos arredores e entrando na cidadezinha.

Era simples a razão. Ninguém ia ao bosque que acompanhava a estrada. Ninguém queria ser chamado na vila de imprudente e estranho. Havia medo. Medo de que o bosque um dia acabasse, com o Fogo que se estenderia por milhares de quilômetros quadrados, estendendo-se do início da rodovia até os confins da Floresta a centenas de quilômetros de distância.

Todos a reverenciavam. Ela regenerava a atmosfera venenosa e era lar dos animais e da vegetação que haviam restado, com a Guerra. Era santificada, era deificada como uma deusa intangível, mas que existia desde a o início da Era pós-Industrial. Ninguém queria ser chamado de irresponsável. O prefeito e o vigário sabiam qual a pena para depredadores e destruidores das matas, e sem dúvida a aplicariam. E o segredo do que seria tal punição era respeitado pelos moradores, que tinham uma pálida ideia do que era.

Para alguns, as crianças, era ficar sem sobremesas e brinquedos por um tempo indeterminado. Sem escola. Sem amigos. Sem a mãe e o pai. Cada um desses castigos era terrível, para elas.

Para os jovens, era ficar sem a namorada, escolher ficar na pequena cidade e perder um dedo, ou ser expulso da vilazinha... para as garotas, podia ser uma operação terrivelmente dolorosa, como a extração de um mamilo a frio. Para os homens adultos, ter uma perna esmagada ou ter uma mão decepada. Tudo era vago, mas sabiam que, uma vez que se cometesse o crime de destruição da fonte da vida que era a Floresta, um sacrifício teria de ser feito.

Geraldine apressou o passo. Ninguém sabia quem o fixara na curva da rua enlameada e esburacada do centro da vila. Era mesmo grande, com grande probabilidade pintado com tintas de fora do povoado, pois a única fábrica de tintas que existia no município estava enferrujando, no limite Leste de Sommerville.

A mulher passou pela oficina de reparação de móveis, em que, da mesma forma como se reformava a madeira, elaborava-se cadeiras, cômodas, mesas e outros objetos feitos de madeira. A madeira vinha de uma parte da Floresta que, tanto o padre como o prefeito, sabiam estar condenada, inútil para que pássaros, esquilos, cervos e marmotas o habitassem, mas que podia abastecer a vila. Um fungo que ninguém sabia de onde surgira atacara as árvores e deixara os animais sem alimento. As frutinhas que cresciam nos galhos em toda a Floresta, nessa parte dela ou já nasciam apodrecidas, ou eram impedidas de se desenvolverem e secavam. Os arbustos de vegetação que alimentavam os veados há mais de cinco anos tinham desaparecido. Nem alimento para outros animais havia, tal a podridão que se apossara dessa parte da vasta mata. 

O que intrigava os moradores era por que ela fora a única parte atingida da Floresta. E por que acontecia de justo a vila se dispor entre a região apodrecida e o bosque e a Floresta saudáveis que se estendiam para o Norte, Oeste e Leste de Sommerville.

Geraldine entrou pela porta simples de madeira da loja e foi direto ao balcão. O padre vivia nos fundos da oficina, que se estendia por centenas de metros para o interior da mata adoecida. Como segunda autoridade da vila, o vigário era dono de metade da parte arruinada da Floresta. A outra metade pertencia ao município e o prefeito a administrava com zelo.

— Geraldine! Como vai a nossa flor de lótus? — o sacerdote perguntou, vindo dos fundos da loja, onde a oficina de móveis situava-se.

— Padre Dyon, estou bem, vim da feira — e a mulher mostrou as cinco sacolas de frutas, verduras e cereal que comprara. — Quero conversar um pouquinho com o senhor. O que significa o cartaz da festa, que fala que foi programada para daqui a cinco dias?

— Aquilo é sinal de que temos de nos precaver, mocinha. Os demônios do Inferno estão entre nós. Querem que nos destruamos. Mas ninguém está autorizado a deixar os limites da vila, em cinco dias. A ordem foi passada de boca em boca, o prefeito não a avisou?

Geraldine estranhou. Sem saber o que falar para se desculpar, disse que ninguém teve a civilidade de comunicar a ela o que se faria. Mas elogiou a atitude do padre Dyon. 

— Dependemos do bosque e da Floresta para respirarmos, Geraldine. Você compreende isso. Se derrubarmos uma única árvore do Norte, Leste ou Oeste, as boas e saudáveis, haverá o início de uma catástrofe que nos afetará de modo fatal. E você sabe que somos os que sobraram, nesse mundo esquecido.

A moça prestava atenção ao vigário e, enquanto ele falava, depositou uma sacola de frutas cítricas que comprara na feira no balcão, ao lado dos dois. Dyon terminou de falar seu discurso que tinha pronto para ocasiões como aquela e abarcou com seu braço magro a loja.

— O que quiser, pode levar.

— Tem outros mantimentos, padre, para mim?

— Sim, claro, tenho batatas e couve na dispensa. Espere.

Geraldine aguardou e, quando o padre trouxe o equivalente de mantimentos às frutas da moça, em peso, ela conversou durante alguns minutos e se retirou, desejando boa sorte. Desejar “boa sorte” significava muito, naqueles dias de dificuldade. Significava serem as pessoas envolvidas nesses votos até mais que meras amigas, Eram irmãos e irmãs de sangue, até o dia de suas mortes.

Geraldine caminhou quinhentos metros, entrando em uma ruazinha empoçada que partia da casa da prefeitura, e andou outro tanto, abrindo o portão de ferro da frente de sua pequena propriedade. Entrou na casinha de madeira que construíra com a ajuda de vizinhos e notou algo, antes de fechar a porta. Estava distraída pela conversa com Dyon, portanto havia deixado de reparar no papel escrito a mão, fixado com um prego em sua porta, do lado de fora.


“Quem não for à festa, perderá os dedos;

Quem não comparecer à comemoração do Dia do Sacrifício, perderá os dentes;

Quem deixar de ir à Congregação dos Fiéis, será condenado ao Inferno das Crianças,

e as menininhas e menininhos saudáveis se tornarão lama e podridão,

como as árvores e o solo inútil do bosque, ao Sul de Sommerville”.


O horror daquelas brutais palavras atingiu a mulher no estômago. Ela se dobrou sobre si e correu para fora. Devolveu o que comera no café-da-manhã em uma touceira verde ao lado da casa. Quando se sentiu em condições de se levantar da grama onde havia se esparramado, sem forças, arrancou a folha de papel da porta e guardou os alimentos no armário da cozinha.

Foi à prefeitura e encontrou todos os funcionários reunidos em um salão. Na mesa de centro, dezenas de panfletos idênticos ao de Geraldine haviam sido depositados pelso moradores da vila. Ela avançou e, sob o olhar de todos, deixou a sua folha cair sobre o tampo, com nojo.

— Você é a última da cidade, que nos traz esse “presente” — era o próprio prefeito que dizia isso, ao seu lado. Ele colocou a mão em seu ombro e continuou: — Temos armas em quantidade, usadas na agricultura local. Foices, facas, forcados, instrumentos para o cultivo afiados e contundentes. Vou pedir ao ferreiro para preparar mais. Até o dia da festa, quero todos armados com facas nos cintos das calças dos homens e por dentro dos vestidos das mulheres. Haverá toque de recolher, e isso vale para todos!

Isso, Quantrell declarou virado para o grupo de trinta pessoas que rodeava a mesa central. Os homens concordaram com a cabeça. Eram as principais autoridades da vila, o chefe e altos oficiais de polícia, os comandantes da guarda do povoado, os principais lojistas e as respectivas esposas dos homens reunidos.

— Não há um modo mais eficaz de combater esse Mal, prefeito? — Geraldine falou. — Distribua armas do depósito da guarda civil pela população, são apenas mil, mil e quinhentas pessoas!

— Farei o possível, moça, para armar todos os moradores, até a data da festa.

Geraldine estava incrédula quanto a essa promessa, mas agradeceu e saiu da prefeitura. No dia seguinte, um policial bateu em sua porta, carregando um grande alforje.

— É para sua proteção, Geraldine. 

Ela sorriu, surpresa com a rapidez da entrega, e fez o guarda entrar. 

— Vamos ver o que você trouxe, Phillips — eram facas, uma arbaleta, flechas, uma lança, uma espada. — Vou ficar preparada, fecharei minha casa no dia maldito da comemoração, do que quer que ande assustando a todos.

— A guarda civil se encarregará de patrulhar as ruas, senhorita. Um bom dia para você.

Choveu, uma chuva fraca, mas que molhava até os ossos, nos quatro dias seguintes. Quando chegou o dia-D, ninguém saiu às ruas. O toque de recolher foi estipulado da uma hora da manhã até à meia-noite.

Geraldine, segurando sua arbaleta armada, aguardou. Mas o tempo passou, as horas passando com lentidão, e coisa alguma aconteceu. Chegando a meia-noite, ela saiu pelo terreno de sua casa com cuidado, segurando uma faca longa serrilhada. 

— As crianças! As crianças sumiram! Socorro! 

Era a voz de sua vizinha, uma revendedora de verduras trazidas da feira. Revendia-as para quem estava doente ou quem estava sem tempo para ir à feira e sem ninguém para trazê-las para a cidade.

— Senhora Margolis, por que diz isso? — correu Geraldine, falando alto e chegando à frente da casa da vizinha.

— Meu bebê, ele não está mais comigo, nem os pequenos sobrinhos meus, ou meus filhos. Eu os tinha debaixo do nariz, na sala, mas... — Margolis correu para abraçar Geraldine, no pátio da frente de seu chalé.

— Aqui! Acudam! Guardas, revistem tudo, temos de encontrar os meninos e as meninas! — os gritos vinham da prefeitura, onde o prefeito ficara armado até os dentes e acompanhado de um destacamento da polícia, com sua família em segurança... até o momento.

— Isso é um absurdo, senhora Margolis, eles têm de estar em algum lugar. Não subiram no forro de madeira, para se esconder? A senhora sabe, as crianças todas conhecem o significado da festa...

— O Demônio os levou, sim! De que adiantou termos nossos filhos e sobrinhos debaixo de nossos olhos, quando eles desaparecem de um segundo para o outro, em pleno ar? — Margolis retornou, os ombros curvados, a cabeça baixa, para sua casa.

Geraldine caminhou a passos rápidos e largos até a sede da prefeitura. Chegando lá, encontrou uma multidão de moradores da vila esperando por alguma decisão do prefeito, da guarda civil e da polícia. O prefeito saiu da grande casa e falou:

— Amigos, meus filhos desapareceram. Também soube da tragédia com suas famílias, através da polícia e da guarda civil. 

Houve pouco tempo para lamentos. Do Norte, uma luz. Uma chama se propagando pelo bosque, perto da autoestrada. 

— Gente, temos de apagar aquele incêndio! Vem da rodovia! — disse um morador, um jovem com a melhor visão que existia em todo o povoado.

A multidão correu, bem como uma parte das autoridades. Os moradores estavam armados com facas e alguns carregavam pás. Levaram cinco minutos para chegar ao local. As chamas devoravam dez árvores, pelo menos, e todos sabiam que a propagação do fogo seria inevitável, caso ninguém fizesse algo. Com as pás, dez pessoas começaram a jogar terra contra o fogo, que se alastrava pela vegetação rasteira. Um pinheiro caiu, com estrondo.

— Vamos, rapazes, temos de abafar esse incêndio! — berrou o prefeito. — Cerquem a área que queima, vamos isolar a parte em chamas do restante da Floresta!

Com tempo e esforço, controlou-se o acidente. Sobraram brasas e cinzas, que a multidão apagava, batendo com as pás no chão, ou enterrando sob a terra.

— O pior passou, mocinha — disse o chefe de polícia para Geraldine, a única mulher do povoado que se pusera a ajudar. Ela viu o suor no rosto dos homens e comentou:

— Se Dimas não houvesse dado o alarme, comandante, receio que teríamos dois problemas insolúveis pela frente.

— Se soubéssemos onde os meninos e as meninas estão... até os bebês desapareceram!

Mas havia uma criança a uns oitocentos metros do limite do incêndio. Era Stuart, um dos filhos da senhora Margolis. Caminhava entre os pinheiros e vinha em direção ao grupo. Geraldine correu e tomou a criança nos braços.

— Você está bem? Onde estão as outras crianças, Stuart? — o menino permaneceu em silêncio, olhou por sobre os ombros e colocou o polegar na boca, enquanto que, com o indicador da outra mão, apontou. Havia uma construção baixa, meio escondida pela vegetação arbustiva e por pinheiros. Geraldine gritou o nome de Quantrell e levou Stuart para junto dos homens. — Há uma casa, em meio à mata. As crianças devem estar nela, ou nas imediações.

Liderados por Geraldine, o prefeito e o chefe de polícia, o grupo adentrou a Floresta. A casa era baixa, térrea, e situava-se em uma depressão do terreno, cercada por árvores em grande quantidade. Era possível que um homem passasse pela muralha florestal, por entre dois pinheiros, em certos lugares. 

— Não querem nos deixar entrar... — disse o chefe de polícia.

— Ou não querem que nada saia — ponderou Geraldine.

— Estão sentindo o cheiro? — falou Quantrell.

Pelas aberturas entre alguns troncos dos pinheiros, o grupo passou para o terreno da casa. O chefe de polícia espreitou pelas janelas e viu. Camas, dezenas de camas e, sobre elas, crianças e restos sangrentos de animais... ou homens e mulheres. 

O prefeito tentou arrombar a porta principal da habitação, mas foi em vão. Os homens da polícia e da guarda civil que tinham vindo pediram licença, entre o grande grupo, e tomaram o lugar do prefeito. A porta era larga o suficiente para que três policiais encorpados pudessem arrombá-la.

O odor a sangue velho, carne em decomposição e morte que sentiram do lado exterior era repugnante, no interior. Geraldine cobriu o nariz com um braço, protegendo-se com o tecido do vestido, e franziu a testa. Constatou, junto com os homens que entraram no ambiente único da casa, que as crianças estavam sem ferimentos. Vestidas, dormiam de modo tranquilo.

— Mas... o que teria feito isso com os corpos?

— Não sei, prefeito, não sei — respondeu Geraldine.

Havia sangue, pele, órgãos abertos e esmagados, as cabeças intactas de homens, mulheres e adolescentes, ao lado das crianças. 

— Vamos tirá-las daqui, chefe, e rápido — disse com uma careta de repugnância Quantrell.

Os homens do povoado levaram as crianças, que permaneceram inconscientes até quando chegaram em seus lares. Geraldine voltou à sua casa em três horas, deixando a polícia retirar os restos mortais dos que estavam junto às crianças. Bebês foram encontrados com saúde.

A jovem caminhou entre as árvores. Quando chegou a outra clareira, tendo caminhado uns cinco quilômetros para o Norte, reprimiu um grito e colocou as mãos no rosto. 

Vinte pessoas estavam dependuradas do topo das árvores mais baixas por arame farpado, os corpos dilacerados e sangue escorrendo. As mãos cortadas, os pés torcidos e a língua esticada. Sem olhos, como se extraídos por uma operação cirúrgica. E todos estavam sem roupas.

--//--

Geraldine levou a polícia até a clareira. Os homens subiram em árvores e cortaram os arames farpados. Constataram haver dez homens, cinco mulheres e cinco adolescentes de ambos os sexos. Os rostos estavam intactos. 

— Nâo são dessas bandas, querida — falou o padre Dyon em sua casa para ela, que continuava sem acreditar em tamanha violência. — São europeus, com traços nórdicos. A polícia encontrou isso, faça segredo desse volume. Eu o tenho, por enquanto, com a desculpa de que precisava dele para tentar encontrar a origem e identidade dessas pessoas. E veja o que achei. 

O vigário abriu um livro antigo, tão antigo que suas páginas se encontravam a ponto de se esfarelar. O homem usava luvas de lã de carneiro, que algumas famílias da cidade criavam e vendiam sua pelagem. Sem elas, o livro teria se desfeito há muito. Dyon levou tempo para chegar à página que queria. Havia desenhos a carvão, lápis e caneta esferográfica vermelha nas páginas.

— É latim. Eu sou a única pessoa nessa vila que compreende essa língua morta. Diz aqui que vivemos dias difíceis, que ficarão realmente duros, à medida que os grupos sobreviventes começarem a se encontrar. Fala na Floresta de Sommerville, no modo como parte dela apodreceu, para que sementes novas fossem levadas pelo vento e outras árvores e plantas nascessem e se desenvolvessem no bosque fronteiriço à rodovia e na Floresta, em si.

— Padre, como é possível que sementes mortas, podres, dessem origem a árvores e vegetação saudável?

— Eu, você, e ninguém sabe. Da mesma forma que as pessoas que você encontrou foram encontradas mortas. Talvez o início de incêndio no bosque não tenha sido acidental, tenha sido causado por forças estranhas... e que os restos que vimos na casa tenham sido de gente má, que tentou o pior que nossas regras, leis e costumes ditam para nós. Algo pior do que devastar a própria mata. Na verdade, acho que na clareira onde você encontrou as pessoas suspensas nas árvores deve ter ocorrido algo como um julgamento. Como se tivesse sido dado um basta, a partir do dia de ontem, nas transgressões que ocorriam em nossas terras, tanto no bosque, como na Floresta, como além da rodovia e, talvez, estivessem ocorrendo até ontem à noite, no mundo inteiro. 

— Seria a Justiça Divina, finalmente, padre? 

— Se as execuções ocorrem dessa forma por todo o planeta, algo se cansou do que se fazia contra as crianças, Geraldine. Deus não intervém dessa maneira, jamais. Para Deus, somos nós que fazemos a justiça, em assuntos dos mortais. Deus é misericordioso em sua grandeza, por todo o seu Reino.

Geraldine foi acompanhada pelo padre até a saída e, na porta, virou-se para ele:

— Como acha que as crianças desapareceram, sob os olhos de suas famílias?

— Algo que não pertence ao nosso mundo, talvez — e o padre Dyon desviou a vista para o teto.

— O que pensa que é isso, o que veio fazer justiça?

— Algo nem bom, nem mal, que aplica castigo contra pecado, destrói os criminosos de forma terrível, mas justa — Dyon ficou na soleira da porta, observando Geraldine desaparecer aos poucos em direção à feira, cinco quilômetros ao Sul do povoado. E, quando sumiu de vista, o padre pensou:

“Tão justa quanto a justiça divina, é a justiça dos homens. E tão justa quanto é a justiça que tivemos na última Grande Guerra, é a justiça do Demônio”.

Pensando nisso, o religioso entrou em sua casa e fechou a porta, suspirando e pensando a respeito de tudo o que havia ocorrido nos dois últimos dias.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

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