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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Tirinhas do Snoopy foi uma das primeiras a ter representação racial


Conheça cinco curiosidades dos quadrinhos mais inteligentes e irônicas que impactaram gerações ganham livros colecionáveis em homenagem aos 70 anos do cão mais famoso de todos os tempos

Um convite a todas as gerações fãs do humor inteligente, irônico e fantástico para eternizarem o beagle mais famoso do mundo. Este é o chamado da Editora Planeta DeAgostini para que os leitores se permitam viajar nesse universo, por meio das tirinhas dominicais criadas por Charles M. Schulz:Snoopy, Charlie Brown & Friends, A Peanuts Collection.

As edições especiais de colecionador contam com os quadrinhos de 1952, época em que as tirinhas triplas começaram a ser publicadas, até os anos 2000. Uma homenagem aos 70 anos do cão mais famoso de todos os tempos. E, para que você conheça mais sobre o Snoopy, separamos cinco curiosidades. Viaje com a turma Peanuts e relembre essa trajetória cheia de nostalgia:

1 - Snoopy foi uma das primeiras tirinhas a ter um personagem negro: após a morte de Martin Luther King, em 1968, uma professora escreveu para Schulz falando sobre a importância de introduzir uma criança negra no grupo de Charlie Brown, para ajudar de alguma forma a diminuir o racismo na sociedade. Então, dia 1 de agosto de 1968, ele criou o personagem Franklin, que passa a integrar o grupo e trazer reflexões aos leitores.

2 – A comunicação de Snoopy: o famoso personagem apareceu pela primeira vez em 1950 e, na época, era similar a um cão real, andava em quatro patas e não se comunicava. No entanto, o personagem comunicou-se pela primeira vez, através de balões de pensamentos, dois anos após sua criação. Além disso, compreendia tudo o que os outros personagens da história diziam.

4 - Charlie Brown e seus amigos ao redor do mundo: em 1967, os quadrinhos de Schulz já eram publicados em 745 diários e 396 dominicais na América do Norte nos Estados Unidos e boa parte do Canadá. Tempos depois, As tirinhas já foram publicadas em aproximadamente 2 mil jornais e em mais 60 países, sendo traduzido para 40 línguas.

5 – As tirinhas foram publicadas todos os dias durante 50 anos: Charles Schulz publicou uma tirinha por dia entre os anos de 1950 e 2000, ao todo foram aproximadamente 18 mil tiras publicadas. A última foi lançada dia 13 de fevereiro de 2000, no qual Charles se despede dos seus leitores e anuncia sua aposentadoria.

Snoopy, Charlie Brown & Friends, A Peanuts Collection conta com textos exclusivos e prólogos escritos pelos especialistas em Charles M. SchulzAlexandre Boide e Érico Assis. Ainda, a primeira edição acompanha um fascículo especial de apresentação da coleção, que traz curiosidades sobre o universo dos clássicos quadrinhos de Snoopy.

As edições de colecionador da Planeta DeAgostini estão disponíveis em bancas da grande São Paulo e incluem volumes temáticos dedicados exclusivamente aos grandes alter egos de Snoopy. O primeiro volume apresenta as histórias em quadrinhos de 1967. “Snoopy, Charlie Brown & Friends, A Peanuts Collection” também está disponível para assinaturas mensais pelo site da editora: http://bit.ly/70anosSnoopy

Ficha técnica 
Editora: Planeta DeAgostini
Assunto: Coleção de livros Snoopy
Título: SNOOPY, CHARLIE BROWN & FRIENDS, A PEANUTS COLLECTION
Autora: Charles M. Schulz
Preço promocional 1º volume: R$ 14,99
Preço promocional 2º volume: R$ 49,99 (conta com duas edições de livros pelo valor de um)
Preço normal: R$ 49,99
ISBN: 978-85-439-0889-2
Edição: 60 edições com 61 Livros
Idioma: Português 
Número de páginas: 64 páginas
Link de assinatura: http://bit.ly/70anosSnoopy

Sobre o autor: Desde criança, sua vida já estava ligada às histórias em quadrinhos: sempre lia com o pai as tirinhas dos jornais aos domingos e sonhava em ser cartunista profissional. Hábil desenhista desde pequeno, realizava retratos do seu animal de estimação, um cachorro chamado Spike. Depois de participar da Segunda Guerra Mundial, começou a fazer caricaturas e tiras cômicas para diversos meios. Aos 27 anos, Charles Monroe Schulz publicou a primeira tira de Peanuts, considerada por muitos especialistas uma das melhores da história, a qual tornou o seu autor uma verdadeira celebridade.Ficou conhecido por desenvolver os personagens Charlie Brown e seu cachorro da raça beagle chamado Snoopy, entre outros personagens.

Sobre Érico Assis: Érico é tradutor inglês – português desde 2008. Trabalha como free-lancer para o mercado editorial e traduz, sobretudo, histórias em quadrinhos, não-ficção e literatura infantil. Érico Assis já traduziu aproximadamente 300 publicações. Ele é Doutor em Estudos de Tradução pela PGET/UFSC.
Clique aqui para acessar o site do tradutor.

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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Super-homem vs Apocalypse; a revanche


Na década de 1990 até o Super-homem, o mais antigo super-herói, precisava ser descolado. E o que significava ser descolado? Simples: roupas estranhas, anatomia duvidosa, cabelos compridos e roteiros sem muito sentido.

Ótimo exemplo desse Homem de aço descolado é a minissérie “Super-homem vs Apocalipse - a revanche” publicada pela editora Abril no ano de 1995.

A história, escrita e desenhada por Dan Jurgens, contava como o herói conseguiu finalmente derrotar o vilão responsável pela sua morte. Sim, amigos, ele tinha morrido, assim como o vilão, mas naquela época ninguém permanecia morto por muito tempo nos quadrinhos.

Com os dois – herói e vilão – de volta à vida, Superman passa a caçar seu oponente. Nisso, Apocalypse chega a Apokolips, o mundo governado por Darkside e quase mata o principal vilão da DC.

Á certa altura um personagem estrategimente escolhido para servir de muleta narrativa mostra para o Superman a origem de Apocalypse: ele foi criado artificialmente para ser invencível. Quer criar alguém invencível? A receita é simples: crie um bebê e jogue-o no meio de monstros. Depois recolha o que sobrar e crie outro bebê que será jogado no meio de monstros, e assim infinitamente, até que o bebê “evolua” para matar os monstros. Darwin deve estar tendo um ataque cardíaco lá no céu dos cientistas. Se essa origem já não fosse maluca o bastante, Dan Jurgens ainda dá um jeito de ligá-la ao superman: o planeta repleto de monstros no qual a criança apocalipse foi criada era nada mais nada menos que.... advinhem... Kripton!!!! Parabéns, Dan Jurgens, exceto pelo fato de que isso simplesmente vai contra toda as outras representações de Kripton já publicadas.

E o meio do caminho, para vencer o monstro, o homem de aço é equipado com uma roupa que parece ter saído diretamente de algum designer da Image Comics, com direito a ponchetes na perna e capa armada para cima, além de um cinto cruzando o peito. Detalhe: nada disso serve para absolutamente nada durante a história.

Além disso, o desenho de Jurgens imita John Byrne sem nunca acançá-lo e sofre do mal dos músculos que não existem (minha filha, que está estudando anatomia na faculdade, ficou indignada ao ver a revista).

No final, essa minissérie acabou se tornando célebre por uma razão que tinha pouco a ver com seu conteúdo: foi uma das tentativas da Abril de lançar capas diferenciadas. A capa do número 1 era platinada e chamava atenção nas bancas. Tanto que dos três volumes dessa série, apenas o primeiro, com essa capa diferenciada, é raro de encontrar em sebos a preços. Os outros dois você acha fácil com preços que vão de 2 a 3 reais.    

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Yuki – vingança na neve

Yuki é, imerecidamente, uma obra menos conhecida de Kazuo Koike, o roteirista de Lobo Solitário.

O mangá surgiu em 1972, um ano depois do Lobo Solitário e conta a história de uma moça em uma jornada em busca de vingança. Seu pai e seu irmão foram mortos, sua mãe foi presa e, na prisão, seduz todos os homens que encontra com o objetivo de ter um filho e, assim, realizar a vingança contra as pessoas que desgraçaram sua família. A menina é criada desde cedo nas mais diversas artes, inclusive artes marciais e se torna uma assassina de aluguel com o objetivo de arrecadar dinheiro para seu plano de vingança.

Kazuo Kamimura nem de longe é um desenhista tão competente quanto Goseki Kojima, mas o roteiro é tão bom quanto o de Lobo Solitário, especialmente graças aos planos geniais da protagonista para cumprir sua missões. Koike parecia ter uma criatividade infinita para criar situações interessantes para seus personagens e misturá-las com detalhes que vão desde uma planta de edifício até uma o valor de uma prostituta no período. A série é também um passeio pela história do Japão na era Meiji

Já na primeira história, Yuki se deixa ser presa para matar um chefe da yakusa. Mas ela não usa apenas sua habilidade física para matar suas vítimas. Na maioria das vezes ela se vale da estratégia e é isso que faz desse trabalho algo tão genial. O desafio do leitor é imaginar que golpe brilhante Koike pensou para a sua protagonista.

Um exemplo (se não gostar de spoiller, pare aqui): ao ser contratada para acabar com o aluguel de rixixás, carruagens para duas pessoas puxadas por homens que eram usadas pelos casais para transar, Yuki se deixa prender por um vigarista que recruta prostituta. Uma vez no local, ela se oferece para pintar as carruagens. A novidade se torna um sucesso, mas também leva o dono do local à ruína: ela pinta a imagem do imperador embaixo de um banco e denuncia à polícia. Como o imperador é considerado um deus, pintá-lo debaixo do banco de um quixixá faz com que o dono do local seja condenado à forca.

Há um recurso narrativo muito usado em Lobo Solitário, mas que aqui aspectos fantásticos: a história começa no meio da ação, ou de alguma missão, e só depois, através de flash backs é explicado o que está acontecendo. A diferença aqui é que na maioria das vezes as ações de Yuki parecem totalmente sem sentido, ou até mesmo suicidas, até que seja apresentado o flash back.

Além disso, a série é de uma poesia única.


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sábado, 30 de janeiro de 2021

Crime e castigo, de Garth Ennis


Garth Ennis é conhecido pelos roteiros mirabolantes envolvendo anjos e demônios, muita violência gráfica exagerada e uma quantidade enorme de piadas ácidas a cada página. O melhor trabalho dele, no entanto, não tem nenhum desses exageros. Crime e castigo, de 1997, é apenas uma puta história policial.

A trama é sobre um homem de meia-idade com dois filhos que de repente vê voltar um fantasma do seu passado e é obrigado a empreender uma fuga alucinada.

Quando era jovem, Jimmy e dois amigos deram um golpe em um mafioso psicopata e agora, anos depois, ele está de volta, decidido a matar todos.

A história se equilibra entre os flash backs (a esposa morrendo de câncer, a relação com o pai veterano da II Guerra Mundial, os detalhes do golpe), a relação conflituosa com o filho mais velho e a caçada.

Stein, o vilão, é como uma sombra, um adversário aparentemente invencível que brinca com os fugitivos como se estivesse num jogo de gato e rato. Em determinado ponto, o protagonista deixa seus filhos na casa de um amigo enquanto se encontra com os dois ex-parceiros. Quando volta, o amigo está pendurado na parede do quarto onde a menina dorme, suas tripas expostas.

Crime e castigo consegue ser um triller de suspense, uma trama sensível sobre pais e filhos e uma história poética. Tudo junto no mesmo caldeirão. Contribuiu muito para o resultado final o desenho do veterano inglês John Higgins.

Essa minissérie da Vertigo foi lançada por aqui pela editora Abril em 1998, um ano depois de sair nos EUA pela Vertigo.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Personagem Jeremias ganha nova graphic novel


Jeremias - Alma é o nome da sequência da premiada Jeremias - Pele, vencedora do Prêmio Jabuti 2019, na categoria Quadrinhos
 

Sucesso de público e crítica, Jeremias – Pele, ganhadora do Prêmio Jabuti 2019, na categoria Melhor HQ, levou aos leitores o importante debate sobre racismo na infância – e em toda a vida adulta.

Agora, a trajetória do personagem Jeremias ganha um novo e significativo capítulo: Jeremias – Alma, edição lançada pela Mauricio de Sousa Produções, em conjunto com a Editora Panini.

Os autores, Rafael Calça (roteiro) e Jefferson Costa (arte), repetem a parceria nessa sequência, em mais uma leitura que gera grandes reflexões sociais em suas páginas. Uma obra ficcional carregada de realidade, que certamente vai proporcionar reflexões nos leitores. Desta vez, a emocionante trama abordará temas como ancestralidade, merecimento e racismo.

Jeremias – Alma é o 29º título do selo Graphic MSP, projeto da Mauricio de Sousa Produções, que permite que grandes artistas brasileiros façam releituras dos clássicos personagens de Mauricio de Sousa voltadas para o público jovem e adulto, em seus próprios estilos de traços. Uma experiência única e especial para todos os leitores. O nome vem do termo graphic novel. O projeto se originou da série MSP 50 – Mauricio de Sousa Por 50 Artistas, iniciada em 2009.

A graphic Jeremias – Alma está disponível nas bancas, principais livrarias de todo o país, AssinePanini e LojaPanini por R$ 44,90 em capa dura e R$ 34,90 em capa cartonada. Outros detalhes sobre essa e outras novidades da Panini podem ser acompanhados pelo Facebook: facebook.com/revistasturmadamonica 

Ficha Técnica – Jeremias  Alma

  • Periodicidade: especial
  • Formato: 19 X 27,5 cm
  • Tipo de papel: couché brilho 150 g
  • Tipo de lombada: quadrada
  • Estrutura: 96 + 4 páginas
  • Roteiro: Rafael Calça
  • Desenho: Jefferson Costa

Tipos de capa:

  • capa dura: couché brilho
  • Preço: R$ 44,90
  • cartonada: cartão brilho 250 g
  • Preço: R$ 34,90
  • Lançamento: Dez/2020 

Sobre a Panini

O Grupo Panini, estabelecido há mais de 57 anos, com fábricas em Modena, na Itália, e no Brasil, e subsidiárias em toda a Europa, América Latina e Estados Unidos, é líder mundial no setor de colecionáveis e líder em publicações de quadrinhos, revistas infantis e mangás, na Europa e na América Latina. A empresa possui canais de distribuição em mais de 130 países e emprega uma equipe de mais de 1.200 pessoas. 

Sobre a Mauricio de Sousa Produções

A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é uma empresa que produz histórias em quadrinhos no Brasil há 60 anos e é responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Turma da Mônica. Na área editorial, a empresa já lançou mais de 400 títulos até hoje, e detém mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos do Brasil. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1,2 bilhão de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz conteúdos disponíveis em várias plataformas com a mais alta tecnologia, aliando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com uma média de 150 empresas, que utilizam seus personagens em mais de 3 mil produtos.

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sábado, 7 de novembro de 2020

Quem é o Pantera Negra?


Quando o roteirista Reginald Hudlin contou aos amigos que ia escrever a revista do Pantera Negra, eles perguntaram: Quem? Isso o levou a escrever uma história que não só apresenta o personagem, mas também o reino de Wakanda e mas também criou as principais bases do que viria a ser o filme de enorme sucesso de 2018. Essa história, reunida no volume 38 da coleção de graphic novels Marvel chamou-se “Quem é o Pantera Negra?”.

Hudlin avança muito além do que até então tinha sido feito, remontando ao passado longíncuo de Wakanda, mais precisamente no século V, quando uma tribo rival tenta invadir o local e seus guerreiros são dizimados pelo sistema de defesa incluindo balestras gigantes. Depois, no século XIX, um grupo de aventureiros belgas tenta invadir o local com metralhadoras e é igualmente repelido.

A história pula para o presente, quando o rei de Wakanda está enfrentando adversários em uma disputa pela coroa enquanto dois grupos planejam invadir o país: de um lado vilões, chefiados pelo Garra Sônica, e do outro os americanos interessados nas riquezas naturais do país.

A história não só amplia em muito a mitologia do personagem, acrescentando informações (como a de que o Garra Sônica é descendente do belga que foi morto tentando invadir Wakanda no século XIX). E faz isso com muita ação e uma trama envolvente e empolgante. Além disso, acrescenta uma viva crítica social sobre como os países de primeiro mundo sempre viram a África como um quintal do qual poderiam retirar o que quisessem.

Os desenhos ficam por conta de John Romita Jr. Ele é adorado por muitos e odiado por outros (no geral eu gosto muito). Mas mesmo quem odeia dificilmente diria que ele não foi uma boa escolha. Fortemente influenciado por Jack Kirby, ele traz de volta toda a grandiosidade de Wakanda e cria um visual que seria a principal influencia para o design do filme.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Wacom organiza evento online grátis com especialistas em quadrinhos

 


Comic Week terá 25 apresentações e workshops entre os dias 19 e 22 de outubro com artistas de diversos lugares do globo, incluindo a ilustradora brasileira Lila Cruz

Fãs de quadrinhos e profissionais do setor poderão se divertir e receber muitas dicas durante o Comic Week, que será realizado de 19 a 22 de outubro. O evento online internacional é promovido pela Wacom, fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais.

Serão 25 apresentações e workshops durante os quatro dias de evento, com uma seleção de quadrinistas profissionais e artistas conceituais de animação. Entre alguns destaques da programação, estão: Charlie Adlard, de The Walking Dead, que irá ensinar novas técnicas de ilustração digital; Alex Sinclair, da DC Comics, compartilhando dicas e truques sobre as cores nos quadrinhos; além dos artistas Gemma Correll e Luke McGarry que irão se enfrentar em uma batalha criativa digital para a diversão de todos os participantes. As apresentações e workshops serão em inglês, espanhol, português, francês, italiano e turco.

A ilustradora digital baiana Lila Cruz representará o Brasil nessa programação globalizada, focando no tema de quadrinhos autobiográficos, no dia 20, às 15h (horário de Brasília). “Comecei a produzir meus quadrinhos autobiográficos retratando temas como saúde mental, autocuidado e cotidiano. Já publiquei livro, fanzine e participo de muitas palestras. Vou mostrar como é possível trabalhar com isso sem se esgotar ou se expor demais”, explica a artista. “Considero esses eventos um excelente lugar para compartilhar nossas experiências, especialmente para quem está começando. Quando eu estava começando, ia em todas as palestras possíveis e sempre me inspiraram muito a sair de lá e produzir meu próprio quadrinho.”

“Comic Week trará uma variedade de apresentações e workshops para que entusiastas e profissionais criativos possam aprender novas técnicas de quadrinhos, conhecer dicas e truques de desenho digital, além de receber conselhos sobre como promover seu trabalho atualmente. Tudo isso com especialistas renomados no mercado de quadrinhos”, comenta Thiago Tieri, gerente de marketing da Wacom no Brasil. “É muito bom também saber que teremos uma ótima artista como a Lila representando o país.”

Para conferir a programação completa dos quatro dias do Comic Week, além dos artistas em destaque, idioma falado, datas, horário das sessões e descrições, clique aqui.

O evento será realizado e transmitido pela plataforma Zoom. Para se inscrever na Comic Week da Wacom e ter acesso a todas as 25 sessões, clique aqui.

Sobre a Wacom

Fundada em 1983, a Wacom é uma empresa global com sede no Japão (Bolsa de Valores de Tóquio: 6727) com subsidiárias e escritórios afiliados em todo o mundo para apoiar comercialização e distribuição em mais de 150 países. A visão da Wacom de aproximar pessoas e tecnologia por meio de tecnologias naturais de interface tornou-a a fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais. A tecnologia avançada dos dispositivos de entrada intuitiva da Wacom foi usada para criar algumas das artes, filmes, efeitos especiais, moda e designs mais empolgantes do mundo todo e fornece aos usuários corporativos e domésticos sua tecnologia de interface líder para expressar sua personalidade. Para mais informações: www.wacom.com 

Instagram: @wacom_brasil

Twitter: @WacomBrasil

Facebook: @WacomBrasil

YouTube: @WacomBrasil

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Sarepta e Mauricio de Sousa Produções promovem live e lançam nova HQ sobre Distrofia Muscular de Duchenne

  

Evento virtual faz parte do projeto Cada Passo Importa, com personagem da Turma da Mônica que tem a doença rara

Live busca conscientizar sobre DMD e terá a participação de pediatra, neurologista e representante da Aliança Distrofia Brasil

A Sarepta Farmacêutica, líder em medicamentos genéticos para doenças neuromusculares raras, e o desenhista Mauricio de Sousa promovem live e lançam nova revistinha sobre Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), nesta sexta-feira, 18 de setembro, às 17 horas, simultaneamente, nos canais no Youtube da MSP - Mauricio de Sousa Produções e do projeto Cada Passo Importa.

A iniciativa visa aumentar a conscientização sobre a doença, caracterizada pela deterioração muscular progressiva, e promover a inclusão e o tratamento adequado aos pacientes no Brasil. O projeto Cada Passo Importa é protagonizado por Edu, novo personagem da Turma da Mônica com DMD.

Além de Mauricio de Sousa, o evento virtual terá a participação da pediatra Ana Lúcia Langer (presidente da Associação Paulista de Distrofia Muscular), da neurologista Juliana Rangel (vice-presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil), de Karina Hamada Iamasaqui Züge, presidente da Aliança Distrofia Brasil e de Fábio Ivankovich, diretor-geral da Sarepta.

“Estamos muito contentes por continuar com este projeto, que é tão importante para os portadores dessa doença. Nosso objetivo com o Cada Passo Importa é ampliar a conscientização das pessoas sobre a DMD. Contar com o apoio do Mauricio e sua equipe nesta empreitada tem sido fundamental”, afirma Ivankovich.

Para Mauricio de Sousa, “criar um personagem como o Edu, que representa nas historinhas a criança com DMD, foi especial e emocional. Por isso, o Cada Passo Importa, já em sua quarta revista em quadrinhos, demonstra o quanto está sendo um sucesso no objetivo de levar informação correta e de esperança para todas as famílias que vivem esse momento em suas vidas. E se quiserem saber mais, não percam essa live!”

No site do projeto, os leitores têm acesso à versão digital da nova revista e das edições anteriores. A nova historinha mostra a visita do primo de Edu, Leo, que também tem DMD, mas mora em outra cidade. Durante uma festa do pijama na casa do protagonista, os personagens da Turma da Mônica acompanham a rotina dos dois personagens.  As crianças aprendem sobre a importância dos centros de tratamento de doenças raras, além de também descobrirem qual a utilidade do cartão de alerta que deve ser carregado por todo paciente, contribuindo para que recebam tratamento adequado em unidades de saúde. O cartão também está encartado na revista em quadrinhos.

A live integra as atividades relacionadas ao mês de conscientização sobre a doença (o Dia Mundial de Conscientização sobre DMD é celebrado todo 7 de setembro).

Serviço:

Live: Cada Passo Importa

Data: 18 de setembro de 2020

Horário: 17h

Links da transmissão: 

Site do projeto: https://www.cadapassoimporta.com.br/
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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O Estúdio Molotov HQ e o Assalto ao útero, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre vocês.

Olá, nós somos o Estúdio Molotov HQ, um coletivo de quadrinhos de Santo André (SP) formado por dois andreenses, o roteirista Victor Zanellato, e o ilustrador Diogo Mendes. Nosso estúdio surgiu com o intuito de fomentar a produção andreense de quadrinhos, criando histórias com personagens que moram na região do ABC paulista e seus arredores. O nome do coletivo faz referência ao coquetel molotov, a arma química incendiária usada principalmente em protestos e conflitos urbanos. 

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre a HQ. O que os motivou a publicá-la?

O nosso primeiro trabalho impresso pelo Molotov HQ se chama “Assalto ao útero”. A história narra a trajetória de Cristina, uma mulher grávida de 9 meses que trabalha como coletora de materiais recicláveis na divisa de São Paulo e Santo André. O título da história é bem revelador e acredito que vocês imaginam o que deve acontecer.
Assalto ao útero, como muitos outros títulos que virão pelo selo Molotov HQ, narra uma trajetória de luta e resistência. Infelizmente vivemos em uma sociedade onde muitas injustiças sociais acontecem diariamente, violências extremas que não são notadas, pois não espirram sangue, mas são tão agressivas quanto. E nosso coletivo tem como maior motivação trazer isso a discussão e reflexão.

Fale-nos sobre o trabalho de vocês.

Agora com o Assalto ao útero publicado estamos focados na venda dos exemplares e na produção das próximas histórias que estão por vir. “Pavilhão” e “Ringue” são dois outros títulos que estão em pré-produção no momento, e eles, assim como o “Assalto”, têm o mesmo objetivo de trazer histórias dos moradores do ABC paulista em uma perspectiva dramática, contando mais histórias de luta e resistência.
Como a vida é complexa e cheia de espectros diferentes, após esses títulos temos outras histórias mais “leves”, que abordam super-heróis, anti-heróis e grupos revolucionários. Histórias mais divertidas, com humor e aventuras, mas que não perdem o foco das discussões das questões sociais e de desigualdade.

O que têm lido ultimamente?

Eu (Victor) atualmente tenho acompanhado alguns mangás que ainda são produzidos no Japão, como “Attack on Titan”, “My hero academia”, “One punch-man” e “One Piece”. Também estou lendo contos dos romancistas H. P. Lovecraft e Henry James. 
Enquanto eu (Diogo) estou lendo “Akira” (Katsuhiro Otomo) e “Love Kills” (Danilo Beiruth), terminei recentemente “Na quebrada” (uma coletânea com diversos artistas sobre histórias periféricas) e “BlackSad” de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido (quadrinho noir incrivelmente bom com furries, sim FURRIES). Além de quadrinhos estou lendo “Sintomas Mórbidos” da Sabrina Fernandes, que discute os rumos políticos da sociedade brasileira pós- manifestações de junho de 2013.

Nota: Furry ("peludo" em inglês) é um estilo relacionado a personagens animais ficcionais que apresentam características humanas.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de vocês, como poderá fazê-lo?

O Estúdio Molotov HQ tem um instagram, o @molotovhq, onde efetuamos a venda dos nossos quadrinhos, e postamos todas as novidades que estão por vir. Além do instagram também temos uma página no facebook: facebook.com/molotovhq.

Por que fazer quadrinhos?

Eu (Victor) gosto de refletir sobre isso. Além de ser quadrinista eu também sou educador. Eu acredito que os quadrinhos, assim como a literatura e outras formas de expressão artística, têm um grande potencial de transformação na sociedade. Histórias de qualidade formam leitores críticos que fazem reflexões sobre o mundo em que vivem. Eu faço quadrinho para propor exatamente isso, existe um mundo cruel, desigual e injusto, e nas artes podemos apontar essas coisas, e propor mudanças de pensamentos e de ações.  


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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domingo, 23 de agosto de 2020

Livro em HQ "O Bom Humor da Vida", do autor Edison de Farias

O título “O Bom Humor da Vida” é um livro em (HQ) com 64 páginas coloridas, onde estão reunidas dezenas de situações alegres entre contos, piadas, anedotas, “causos” e casos verídicos, com o intuito de levar diversão e descontração, proporcionando a agradável sensação de alegria e bem estar, provocando um sorriso no rosto.  

Todas as situações serão protagonizadas pela figura do "Onça Pintada ", interpretando os principais personagens, transformando-se numa figura complexa de múltiplas personalidades, desenvolvido para que o leitor espere um comportamento espirituoso, sagaz, inteligente e divertido, revelando o bom humor do povo brasileiro.  

O autor é publicitário a mais 45 anos, exercendo a função de Diretor de Arte e nos últimos anos tem dedicado a criação e preparação de Histórias em Quadrinhos e animações, já tendo catalogado centenas de situações divertidas, que podem gerar dezenas de edições. 

O livro está sendo comercializado em e-book e impresso através de: 







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sábado, 22 de agosto de 2020

Edison de Farias e o livro em HQ “O Bom Humor da Vida”

Edison de Farias - Foto divulgação
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio artístico?

Edison de Farias: Sou publicitário a mais 45 anos, exercendo a função de Direção de Arte e ilustração, nos últimos anos tenho dedicado a criação e preparação de Histórias em Quadrinhos e animações.

Conexão Literatura: Você é autor do livro em HQ “O Bom Humor da Vida”. Poderia comentar? 

Edison de Farias: O título “O Bom Humor da Vida” é um livro em (HQ) com 64 páginas coloridas, com o intuito de levar diversão e descontração, proporcionando a agradável sensação de alegria e bem estar e provocando um sorriso no rosto.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra?

Edison de Farias: Esta obra está alicerçada em três anos de pesquisa, onde foram reunidas centenas de situações alegres entre contos, piadas, anedotas, “causos” e casos verídicos,

Conexão Literatura: Poderia destacar uma tirinha ou um trecho da sua HQ especialmente para os nossos leitores? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br encontram-se algumas páginas de referência. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para saber mais sobre a sua HQ e um pouco mais sobre você e o seu trabalho? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos artistas em início de carreira?

Edison de Farias: Desenhar a todo momento e pesquisar referências de estilos.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Edison de Farias: Conforme acusados pelas pesquisas, este projeto poderá gerar dezenas de edições.

Perguntas rápidas:

Um livro ou HQ: Asterix – O adivinho
Um (a) autor (a):  Goscinny – Uderzo
Um ator ou atriz: Charlie Chaplin
Um filme: Luzes da cidade
Um dia especial: 12 de outubro – Dia de NS Aparecida
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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Jorge de Barros, Lexy Soares e a revista LAMPIÃO, por Cida Simka e Sérgio Simka


Jorge de Barros, professor, roteirista e escritor, e Lexy Soares, quadrinista e autor de HQs, estão com uma campanha no Catarse (site de financiamento coletivo), para o apoio de publicação da revista em quadrinhos LAMPIÃO.
Veja mais informações abaixo.
Os colunistas e a revista Conexão Literatura apoiam o projeto!

LAMPIÃO
Na época em que passavam Kombis pelas ruas, trocando garrafas vazias por doces, ou pintinhos, um garoto troca garrafa por um pintinho, para ser seu bichinho de estimação. Mas ele cresce, e se torna um galo de briga, que ataca toda a família.
LAMPIÃO é uma revista em quadrinhos feita por Jorge de Barros (roteiro) e Lexy Soares (arte), que está em campanha no Catarse, um site de financiamento coletivo, em busca de verba para a publicação impressa, prevista para o primeiro semestre de 2021. Há vários brindes para apoiadores, como marcadores de página com artes exclusivas, e quadrinhos anteriores dos autores.
A história tem um ar de nostalgia, mesclando drama e humor com as lembranças de acontecimentos típicos de cidades periféricas, nos anos 80 e 90, que eram as Kombis que passavam nas ruas trocando garrafas.
E, devido à pandemia, os leitores que apoiarem o financiamento recebem acesso imediato a um PDF da obra para leitura antes de receber a versão impressa.
Abaixo, segue link para conhecer o projeto, e escolher a forma de apoio. Também é possível ler as primeiras páginas gratuitamente na página inicial do projeto.


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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terça-feira, 14 de abril de 2020

HQ da Cepe entre as top 10 de 2020


O obscuro fichário dos artistas mundanos ficou entre as vencedoras do Prêmio Grampo

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) emplaca uma HQ em prêmio especializado no segmento. O obscuro fichário dos artistas mundanos - roteirizado por Clarice Hoffmann e Abel Alencar e ilustrado pelos artistas Maurício Castro, Paulo do Amparo, Greg e Clara Moreira -  ficou na lista dos dez melhores quadrinhos, segundo o Prêmio Grampo 2020, conferido por jornalistas e críticos especializados no segmento literário. 

Lançada em 2019, a obra inaugurou o selo Cepe HQ e fez da editora pública a primeira pernambucana especializada em quadrinhos. "Estamos radiantes com a notícia. É incrível ficar entre os dez melhores quadrinhos, estrangeiros e nacionais, lançados no Brasil ano passado. Acho que o prêmio é o reconhecimento a um trabalho feito com muito cuidado, muito amor. Um trabalho motivado especialmente pela paixão aos personagens, nossos resistentes artistas, e pelo desejo de contar um pouquinho da história de luta dos artistas deste país", declara Clarice, que já pensa em editar outros trabalhos com a mesma linguagem. "Esse foi meu primeiro trabalho. Espero fazer muitos outros". 

O editor da Cepe, Diogo Guedes, enxerga com alegria o reconhecimento e a circulação de um dos primeiros trabalhos do selo Cepe HQ no mercado editorial. "O obscuro fichário dos artistas mundanos é uma obra forte porque sabe extrair do passado, dos documentos que demonstram a perseguição a artistas e estrangeiros na ditadura de Vargas, as resistências e aprendizados necessários para o presente", opina Diogo.

O jornalista e crítico de quadrinhos Paulo Floro, editor do site O grito!, que participou da votação do prêmio, acha que o reconhecimento corrobora o bom momento que vive o quadrinho atual em Pernambuco. "Fazer parte das dez melhores obras lançadas no ano passado, em um período de um mercado editorial com tantos lançamentos, é um feito e tanto", constata Paulo, acrescentando a característica inovadora da obra como relevante na inclusão do prêmio. "É um livro inovador dentro da linguagem das histórias em quadrinho ao trazer uma abordagem experimental para o meio ao mesmo tempo em que traz novos olhares para a história do Brasil" completa o crítico. 

A OBRA

A publicação é inspirada no projeto de pesquisa O obscuro fichário dos artistas mundanos, realizado entre os anos de 2014 e 2017. Os resultados do projeto de pesquisa, que inspirou a obra, estão no endereço eletrônico obscurofichario.com.br. São indícios da vida de mulheres e homens, brasileiros e estrangeiros, protagonistas de uma movimentação ocorrida no campo da arte e do entretenimento da cidade do Recife, entre as décadas de 1930 e 1950, que lançam luz sobre uma potente história cultural e política do estado e do país. Um mundo habitado por bailarinas acrobatas e sapateadores excêntricos, cantores de rádio e cossacos russos, pugilistas e ilusionistas, artistas teatrais e enciclopédicos.

Para a polícia de Vargas todos que estivessem de alguma forma ligados à cena do entretenimento eram considerados artistas e, portanto, fichados com prontuário na Delegacia de Ordem Política e Social. Nesse rolo entravam prostitutas, pugilistas e até espaços suspeitos, por serem lugares onde havia muita rotatividade a exemplo de hotéis, pensões, teatros, cabarés, agremiações carnavalescas, vigiados pela polícia.  O livro custa R$ 35 e está à venda na loja virtual da Cepe: https://www.cepe.com.br/lojacepe/. 
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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Resenha: “Vermelho, Vivo”, uma grata surpresa - Por Ademir Pascale


Recebi da Devir Livraria a HQ “Vermelho, Vivo”, com roteiro da Cristina Judar, arte de Bruno Auriema e cores de Rodrigo Perrote e também de Bruno Auriema. Confesso que foi uma grata surpresa... Bom, nem tanta assim, pois as HQs da Devir são sempre de extrema qualidade. Mas, confesso que não conhecia o trabalho da Cristina Judar, que já tinha elaborado anteriormente o roteiro da HQ “Lina”, publicado pela Editora Estação Liberdade.
“Vermelho, Vivo”, é a adaptação de um conto escrito em 2006 que leva o mesmo título, no qual com o passar do tempo, a autora foi modificando, acrescentando novas passagens e personagens.

Sobre a história, gostei do estilo da autora, que descreve a personagem central como uma garota simples; funcionária de um banco que almoça todos os dias numa lanchonete que fica num shopping próximo do Viaduto do Chá, em São Paulo. Mas às vezes a simplicidade esconde segredos obscuros, e este é o mote que Cristina Judar, aos poucos, vai revelando com maestria.

A arte é excepcional, uma verdadeira obra prima feita pelo experiente Bruno Auriema, que é formado em publicidade e já teve alguns dos seus trabalhos publicados nos EUA, como “Tenth Muse (Alias)”, “New Orleans & Jazz”, entre outros. Li esta HQ numa manhã, e estou feliz por ver um trabalho tão bem produzido, tanto da parte gráfica, como do roteiro, arte e cores.
OBS.: esta HQ foi publicada pela Devir com o apoio do Governo de São Paulo. Secretaria de Estado da Cultura. Programa de Ação Cultural (PROAC).

Para adquirir: https://devir.com.br/
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

HQ "The Spirit - Mais Aventuras", lida e comentada


Por Ademir Pascale

Criado em 1940 por Will Eisner, um dos artistas mais importantes do mundo das histórias em quadrinhos, Denny Colt, o personagem principal, passou a ser chamado de "The Spirit" depois de ter sido considerado morto, mas que continuou sendo visto nas violentas ruas de sua cidade na luta contra o crime. A maioria das histórias de "The Spirit" tem um ar sobrenatural envolvendo misticismo, horror, romance, crime, drama e mistério.
Após Eisner entrar para o exército durante a segunda guerra mundial, “The Spirit” passou por diversas mãos, tendo traços e histórias diferentes das habituais conhecidas pelos fãs.

Tendo inspirado outros artistas, podemos até fazer uma semelhança com “O Corvo”, de James O'Barr, tendo sido adaptado para o cinema em 1994. E acredite, “The Spirit” passou pelas mãos até do grande Frank Miller, que adaptou a história para as telonas, tendo um estilo semelhante ao do longa-metragem “Sin City”, mas que infelizmente não fez tanto sucesso por tentar reinventar demais o herói, modificando o original.
“The Spirit: Mais Aventuras”, hq publicada pela Devir Livraria, reúne as últimas quatro edições da raríssima série que reapresentou o Spirit a uma nova geração de leitores em 1998, numa mescla de vários artistas, como Paul Chadwick, John Ostrander, Paul Pope, Eddie Campbell, Tom Mandrake, Scott Hampton, Joe R. Lansdale, Peter Poplaski, Dennis P. Eichhorn, Gene Fama, Marcus Moore, Pete Mullins etc. Com uma arte de capa belíssima produzida por Paul Chadwick, artista que também desenvolveu o desenho e a história “Beleza Maldita”, que daria uma ótima adaptação cinematográfica, é uma das melhores do álbum, seguida da história “Swami Vashtibubu, de John Ostrander, com arte de Tom Mandrake e “O Caso Eichberg”, de Scott Hampton e Mark Kneece, num dos melhores traços e ilustrações do conjunto de histórias.

Recomendadíssimo para quem curte uma boa hq de luxo. A minha já está devidamente guardada :)

OBS.: A Devir ainda disponibiliza “The Spirit – Mais Aventuras” em capa-dura ou brochura.

The Spirit: As Novas Aventuras
Histórias: Vários artistas
Arte: Vários artistas
Miolo: 128 páginas coloridas em papel off-set 90 g/m²
Pinups: Will Eisner e William Stout
Acabamento: Capa-Dura ou Brochura
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Apoie: Revista Gibi X nº 3


A Gibi X é uma revista independente que busca resgatar HQ's de antigos desenhistas. Nas primeiras edições o destaque fica por conta do quadrinista caxiense Altair Gelatti, que teve reconhecimento nacional ao publicar suas histórias nas décadas de 60 e 70 em editoras do Rio e São Paulo. Na primeira revista a publicação histórias do Homem Força de Altair Gelatti, do Flama de Deodato Borges (pai mde Mike Deodato), ambas dos anos 60 e Raddicci do Iotti. Na segunda edição, mais histórias do Homem Força, Watson Portela e Iotti. Nas duas primeiras edições uma reportagem com a trajetória completa de Gelatti além das capas de suas 46 revistas Albatroz.

A Edição nº 3 trará:
• 2 HISTÓRIAS DO HOMEM FORÇA: "Mistério no Mar" de 1967 e "Cientista Louco" de 1969;
• VIDA EM OUTROS MUNDOS: ficção INÉDITA escrita e desenhada por Altair Gelatti em 1977, saindo da gaveta pela primeira vez depois de 42 anos!
• VELTA: Primeira história de Velta de Emir Ribeiro em uma revista (10-Abafo #1) recolorizada por ele há alguns anos e agora impressa pela primeira vez!
• ANGELO AGOSTINI: Edição extra da "Revista Ilustrada" de janeiro de 1880 com impressionante relato dos conflitos populares ocorridos no final do ano de 1879!
• IOTTI - Seção naftalina: desenhos tirados do fundo do baú!
• STAR MAX: Desenhos de Joe Bennet (Marvel e DC Comics) e roteiro de Franco de Rosa.

Distribuída em Porto Alegre e região Metropolitana (Canoas, Guaíba, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão, Glorinha e Eldorado do Sul) e na Serra gaúcha em cidades como Caxias do Sul, Farroupilha, Bento Gonçalves, Garibaldi, Carlos Barbosa, Veranópolis, Nova Prata, Nova Bassano, Guaporé, Nova Petrópolis, Canela, Gramado, São Marcos, Vila Ipê, Flores da Cunha, Antônio Prado, Vacaria, Lagoa Vermelha, Bom Jesus e Sanaduva. Você também encontra a Gibi X em  em lojas especializadas de São Paulo, e algumas lojas online como Sala de Perigo e Comix Book Shop.

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Na página da campanha também é possível adquirir as revistas nº 1 e 2 além de pósteres, camisetas e cartões postais: https://www.catarse.me/gibi_x_3


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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Em entrevista, Juliana Fiorese comenta sobre o projeto "Lenora" - Uma adaptação em quadrinhos do poema de Edgar Allan Poe


Juliana Fiorese, ilustradora, formou-se em Arquitetura e Urbanismo, Design Gráfico, e pós-graduou-se em Comunicação e Marketing para as Mídias Digitais. Em 2018 publicou sua primeira HQ: Clara Carcosa e, em 2019 lançará sua segunda: Lenora. Possui na bagagem participação no livro Mônica(s), publicado pela Maurício de Sousa Produções; no projeto internacional The Alice’s Adventures in Wonderland Project, publicado na China; ilustrações de livros para editoras e livros publicados de maneira independente. Já participou de exposições coletivas e realizou a sua primeira exposição individual: O Canto Celestial do Oceano Infinito (2017). Suas ilustrações trazem elementos de ambientes fantásticos misturados com quimeras, cores vivas e ares de magia, permeando o universo dos sonhos e da fantasia, retratados sempre através de suas Personagens de Olhos Grandes.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no universo das ilustrações?

Juliana Fiorese: Eu sempre gostei muito de desenhar e, no momento de decidir sobre que área escolher para prestar vestibular, eu ainda estava um pouco desnorteada. Sabia que queria trabalhar com desenho de alguma maneira, mas não sabia qual curso escolher até que optei por Arquitetura e Urbanismo (2009). Eu adoro arquitetura, mas não era o que me fazia sentir-me realizada profissionalmente. Trabalhei ao longo de 5 anos dentro de um escritório de arquitetura e, durante esse período, surgiu a oportunidade de estudar Design Gráfico (2013). Até então, eu não tinha nenhum contato com a área. Foi dentro do curso de design que eu comecei a me dedicar mais à ilustração. Então, com o tempo, eu resolvi me dedicar apenas à esta área; saí do escritório de arquitetura e hoje trabalho com o que mais gosto: ilustração. Bem aos pouquinhos comecei a desenvolver o meu próprio estilo, estudando cada vez mais sobre esse universo tão mágico e divertido. E continuo estudando, para aprender sempre e cada vez mais. Já ilustrei livros infantis, fiz capas para livros, participei de exposições de arte, tenho a minha própria loja online e hoje permeio o universo dos quadrinhos.

Conexão Literatura: Você criou a HQ “Lenore”, que é uma adaptação em quadrinhos do conto de Edgar Allan Poe. Poderia comentar?


Juliana Fiorese: Desde que eu tive o meu primeiro contato com a obra de Edgar Allan Poe eu fiquei muito impressionada com o texto dele e com tudo que suas palavras provocam em nós, leitores. São tantos sentimentos que passam para mim quando termino cada leitura que eu fico refletindo por muito tempo depois sobre os assuntos abordados. Vem aquela desconfiança sobre o que cada narrador nos conta, vem as surpresas que aparecem ao longo das histórias e tudo isso, somado a um monte de outros aspectos e um turbilhão de emoções, me fizeram virar fã do autor. Então foi algo muito natural decidir ilustrar algum de seus belos textos. Foi aí que surgiu a vontade - depois de ler e reler diversas vezes o poema “Lenore” -, de criar a HQ Lenora. Para realizar a HQ Lenora, estou contanto também com os trabalhos maravilhosos do tradutor Pedro Mohallem e do designer gráfico Vinicius Meira, que estão impecáveis e enriquecendo ainda mais o projeto (vale a pena conferir o trabalho deles também).

Página aberta da HQ Lenora
Conexão Literatura: Entre os vários contos de Edgar Allan Poe, como e por quê você selecionou Lenore para essa adaptação em quadrinhos?

Juliana Fiorese: Eu escolhi Lenore principalmente por achar belíssima a mensagem que nos é transmitida sobre um tema tão difícil de enfrentar. O poema nos apresenta Guy de Vere, um rapaz apaixonado pela bela Lenore e que a perde tão jovem. Ele então considera inadequado lamentar os mortos e no mostra que deve-se, antes disso, celebrar sua ascensão a um novo mundo; isso me emociona demais, é muito bonito. Outro fato interessante é perceber que um personagem com o nome de Lenore (uma esposa falecida), é fundamental para "O Corvo", seu poema mais famoso. Além disso, não encontrei muito material sobre o poema aqui no Brasil. Com muita facilidade encontramos livros ilustrados ou até mesmo histórias em quadrinhos de contos mais conhecidos como “O gato preto”, “A casa de Usher”, “O Assassinato na Rua Morgue” e até mesmo “O Corvo”.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em sua HQ?

Juliana Fiorese: Como se trata de um poema, fica complicado destacar algum trecho. É mais interessante que o leitor possa mergulhar nas belas palavras de Poe e assim refletir melhor sobre o que leu. Eu destacaria a mensagem final que o poema nos transmite, como dito anteriormente.

Marcadores da HQ Lenora
Conexão Literatura: Como os interessados poderão apoiar o projeto?

Juliana Fiorese: O projeto está em financiamento coletivo no catarse e os interessados podem apoiá-lo através do link: https://catarse.me/lenora . Lá no site há várias recompensas além do livro (marcadores de páginas, cartões postais, adesivos, pôsteres, etc., com frete gratuito) e vocês podem, dessa maneira, ajudar na impressão da HQ e ainda ter seu nome impresso na página de agradecimentos no livro.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?


Juliana Fiorese: Existe um novo projeto em mente, o qual iniciarei no segundo semestre – também relacionado ao universo de Edgar Allan Poe – mas, no momento, não posso falar muito mais que isso. Assim que eu tiver mais novidades sobre, eu aviso lá no meu instagram: https://instagram.com/julianafiorese . Além disso, tenho minha loja online que está em funcionamento: https://julianafiorese.com.br/loja .

Perguntas rápidas:

Um livro: Os Miseráveis (de Victor Hugo)
Um (a) autor (a): J. R. R. Tolkien
Um ator ou atriz: Jake Gyllenhaal
Um filme: A Ghost Story, de David Lowery
Um dia especial: Todos os dias

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Juliana Fiorese: Só quero agradecer o espaço e o convite para participar dessa entrevista. Muito obrigada. Espero que os leitores gostem da HQ Lenora e possam ajudar na impressão do livro.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

"Incrível, fantástico, inacreditável": a biografia em quadrinhos do gênio que criou os super-heróis da Marvel

A biografia em QUADRINHOS do gênio que criou os super-heróis da MARVEL Nesta obra singular e ricamente ilustrada, Lee narra a extraordinária história de sua vida com a mesma energia e inimitável espírito excêntrico que sempre apresentou no mundo dos quadrinhos. Esta biografia visual relembra os principais momentos do artista, da infância conturbada na cidade de Nova York à sua ascensão como principal escritor e editor-chefe da Marvel Comics durante seu período áureo,

SERVIÇO

Incrível, fantástico, inacreditável: A biografia em quadrinhos do gênio que criou os super-heróis da Marvel.
Selo Geektopia (Editora Novo Século). 192 páginas. Stan Lee, Peter David e Collen Doran.
nas décadas de 1960 e 1970; da parceria com os grandes Joe Simon, Jack Kirby e Steve Ditko à sua mais recente aparição em Vingadores: Era de Ultron. O livro Incrível, fantástico, inacreditável perscruta com vivacidade todos os aspectos da carreira notável e ímpar de Stan Lee, um dos maiores artistas do nosso tempo.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Agora você pode tomar café e estar ao mesmo tempo dentro de uma HQ

Na Coreia do Sul, em Seul, os visitantes poderão se divertir e tomar o seu café numa aconchegante cafeteria, inaugurada em julho de 2017. a Cafe Yeonnam-dong 239-20 (endereço do café) veio para inovar.









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