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quinta-feira, 24 de junho de 2021

Shazam e a sociedade dos monstros


Jeff Smith é um dos grandes nomes do quadrinho alternativo norte-americano. Seu personagem Bone foi publicada por 13 anos e ganhou diversos prêmios. Fortemente influenciado por quadrinistas com uma pegada cartunística, como Walt Kelly, de Pogo, ele parecia a pessoa perfeita para trazer de volta o herói Capitão Marvel, o personagem de maior sucesso da era de ouro dos super-heróis.

Smith simplesmente acerta em tudo: da representação visual dos personagens ao roteiro inteligente e, ao mesmo tempo simples, quase ingênuo.

Na história, Billy Batson recebe os poderes que o transformam no poderoso Capitão Marvel, mas, inadevertidamente, traz para nossa realidade um perigo terrível: o poderoso Cérebro e três robôs gigantes cujo objetivo é destruir a humanidade.

Smith consegue emular perfeitamente o traço de CC Beck (o desenhista original do Capitão Marvel) em sua simplicidade e elegância. A pegada cartunistica do autor ajuda muito nessa hora, inclusive quando aparecem personagens como crocodilos humanizados.

No roteiro, ele mantém muito dos elementos da história original, mas modifica outros: Malhado passa a ser um homem que tem poder de se transformar em felino, Dr. Silvana torna-se um político corrupto e o Senhor Cérebro deixa de ser uma minhoca para se tornar uma cobra.

A junção de tudo isso é uma HQ terna, divertida e, ao mesmo tempo, empolgante.

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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Mauricio de Sousa é convidado especial em encontro online da Japan House São Paulo


São Paulo, junho de 2021 – 
A Japan House São Paulo exalta a importância dos quadrinhos na relação entre Brasil e Japão em uma live especial com o cartunista brasileiro, Maurício de Sousa, no dia 22 de junho, às 20h, no canal do YouTube da instituição nipônica. Sob o título “Os quadrinhos como ponte entre Brasil e Japão”, o bate papo conta as participações de Akira Yamada, Embaixador do Japão no Brasil e Eduardo Saboia, Embaixador do Brasil no Japão, e será mediado por Natasha Barzaghi Geenen, diretora cultural da Japan House São Paulo.

Aberta ao público e gratuita, a live ressaltará a influência dos quadrinhos em todo o mundo. Indo além do entretenimento, os mangás (quadrinhos japoneses) exercem o importante papel de aproximar o público estrangeiro da cultura e dos valores do povo nipônico. No encontro virtual, os convidados também destacam a rica amizade de Osamu Tezuka, pai do mangá moderno, com o criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa, objeto de exposição virtual organizada pela Embaixada brasileira e disponível no site  https://mspjapan.co.jp/event2021-pt/.

Essa não é a primeira vez que a Japan House São Paulo destaca as criações de Mauricio de Sousa em sua programação online. Estão disponíveis no YouTube da instituição uma entrevista com o artista e vídeos que destacam a coletânea “Turma da Mônica - Lendas Japonesas” (Ed. JBC) por meio das contações de histórias em torno dos folclores japonês Momotaro e O Coelho da Lua, que narram sobre amor, amizade, colaboração, compartilhamento de saberes e generosidade. No site, a instituição disponibiliza a edição especial do quadrinho “Turma da Mônica: Brasil e Japão, 110 anos de amizade”, lançado em 2018 para celebrar a data. E nas redes sociais há conteúdo sobre a cartilha “Turma da Mônica e a Escola no Japão”, material em formato de gibi, que relata uma aventura literária criada para apresentar a cultura japonesa para famílias estrangeiras que vivem no Japão, colocando de forma didática algumas tradições que ajudam crianças brasileiras a se adaptarem às escolas nipônicas. 

Serviço

Japan House São Paulo

Live ‘Os quadrinhos como ponte entre Brasil e Japão’ com Mauricio de Sousa, Akira Yamada, Embaixador do Japão no Brasil e Eduardo Saboia, Embaixador do Brasil no Japão

Quando:  22 de junho, às 20h (Terça-feira)

Onde:  Canal do YouTube da Japan House São Paulo no Youtube

 

Especial Turma da Mônica: Brasil e Japão, 110 anos de amizade (Edição Especial)

Link: Site Japan House São Paulo

 

Cartilha: Turma da Mônica e a Escola no Japão

Link: Redes Sociais Japan House São Paulo

 

Turma da Mônica - Lendas Japonesas: O Coelho da Lua

Link: https://www.youtube.com/watch?v=-9_weohk_d0

 

Turma da Mônica - Lendas Japonesas: Momotaro

Link: https://www.youtube.com/watch?v=Ku_5rUKaL88

 

JHSP Entrevista: Mauricio de Sousa

Link: JHSP ENTREVISTA: MAURICIO DE SOUSA (LEGENDAS EM JAPONÊS) (日本語字幕)

 

Acompanhe a JAPAN HOUSE São Paulo nas redes sociais:   

Site: https://www.japanhousesp.com.br  

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Sobre a Japan House São Paulo (JHSP): 

A Japan House é uma iniciativa com a finalidade de divulgar os diversos atrativos, atividades e medidas governamentais do Japão, ampliando o conhecimento de toda a comunidade internacional referente à cultura japonesa. Inaugurada em 30 de abril de 2017, a Japan House São Paulo foi a primeira a abrir as portas, seguida por Londres (Inglaterra) e Los Angeles (EUA). Atua como plataforma pública na geração de oportunidades de cooperação e intercâmbio entre o Japão e o Brasil, nas mais diversas áreas como artes, negócios, esportes, design, moda, gastronomia, educação, turismo, ciência e tecnologia. Apresentando o Japão, promove exposições, seminários, workshops e inúmeras outras atividades em sua sede, em outros espaços e digitalmente. Em fevereiro de 2020, a Japan House São Paulo alcançou a marca de 2 milhões de visitantes, sendo considerada uma das principais instituições culturais da Avenida Paulista. Desde abril de 2020, a instituição possui a Certificação LEED na categoria Platinum - o mais alto nível de reconhecimento do programa - concedida a edificações sustentáveis.  

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sexta-feira, 4 de junho de 2021

Mulher-Maravilha – a verdadeira amazona

 


Mulher-Maravilha – a verdadeira amazona é uma abordagem diferente da origem da heroína.

Criado por Jill Thompson, conhecida no Brasil por seu trabalho em Sandam, a história do álbum se foca na fase anterior ao surgimento da MM como a conhecemos hoje.

Assim, é mostrada a derrota das amazonas para Hércules, a fuga para a ilha de Themyscira e a forma como diana foi concebida da areia e das lágrimas dos deuses.

A história é totalmente focada na infância e adolescência da personagem. Diana é mostrada como uma menina mimada, arrogante, que é idolatrada e cortejada por todos, menos da cavalariça da rainha, Alethea. Um aspecto interessante da trama é que o roteiro insinua, de forma sutil, que Diana se apaixona por Alethea e passa a fazer de tudo para conquistar sua atenção – o que irá provocar um resultado desastroso.

O álbum se destaca principalmente pela arte refinada e sensível de Thompson, a começar pela belíssima capa. Mas tem problemas de roteiro, em especial quanto à caracterização da protagonista. Diana é mostrada como mimada, arrogante, irresponsável e, de repente, torna-se o oposto de tudo que era. Certo, há um trauma no meio do caminho, mas mesmo o trauma não justificaria uma mudança tão drástica de um momento para o outro.

Entretanto, é uma HQ que vale a pena ter na estante.

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Shazam e a sociedade dos monstros

 


Jeff Smith é um dos grandes nomes do quadrinho alternativo norte-americano. Seu personagem Bone foi publicada por 13 anos e ganhou diversos prêmios. Fortemente influenciado por quadrinistas com uma pegada cartunística, como Walt Kelly, de Pogo, ele parecia a pessoa perfeita para trazer de volta o herói Capitão Marvel, o personagem de maior sucesso da era de ouro dos super-heróis.

Smith simplesmente acerta em tudo: da representação visual dos personagens ao roteiro inteligente e, ao mesmo tempo simples, quase ingênuo.

Na história, Billy Batson recebe os poderes que o transformam no poderoso Capitão Marvel, mas, inadvertidamente, traz para nossa realidade um perigo terrível: o poderoso Cérebro e três robôs gigantes cujo objetivo é destruir a humanidade.

Smith consegue emular perfeitamente o traço de CC Beck (o desenhista original do Capitão Marvel) em sua simplicidade e elegância. A pegada cartunística do autor ajuda muito nessa hora, inclusive quando aparecem personagens como crocodilos humanizados.

No roteiro, ele mantém muito dos elementos da história original, mas modifica outros: Malhado passa a ser um homem que tem poder de se transformar em felino, Dr. Silvana torna-se um político corrupto e o Senhor Cérebro deixa de ser uma minhoca para se tornar uma cobra.

A junção de tudo isso é uma HQ terna, divertida e, ao mesmo tempo, empolgante.

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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Gerações, de John Byrne

 


Entre os vários trabalhos de John Byrne para a DC, um dos mais interessantes foi Gerações, publicado em 1999.

Gerações mostrava a evolução dos personagens Batman e Superman, os dois primeiros da DC com uma novidade: Byrne fazia os personagens envelhecerem (um ano para cada ano do mundo real). Além disso, ele mostrava os personagens como eles eram retratados naquele período – o que levou a críticas de aficionados por cronologias, mas é justamente um dos aspectos mais divertidos dessa minissérie.

Na primeira história, em 1939, o Superman é desenhado ao estilo de Joe Shuster, seu emblema é triangular e ele não voa, apenas pula. E Batman era chamado de Bat-man, tinha orelhas muito pontudas e uma capa que simulava as asas de um morcego. A razão disso é que era assim que esses personagens eram retratados nesse período.

Quando a história pula para 1959, Byrne simula o estilo amalucado da era de prata. Batman usa uma máscara praticamente sem orelhas de morcego, usa um girocóptero e enfrenta um galpão que ganhou vida, pés, mãos e rosto – e o vence cavalgando-o. Enquanto isso, Superman se transforma num monstro gigante e é salvo por Jimmy Olsen com um capacete mental. O capítulo é uma divertida homenagem à era de prata e aos enredos surreais do período.

Aliás, divertido é um ótimo adjetivo para essa mini. Mesmo depois, quando a história pula para 1999, uma época em que os quadrinhos se tornaram sombrios, o que vemos são sempre heróis sorridentes, sem muitos dramas de consciência ou dilemas. São heróis e ponto – algo que talvez falte ao gênero nos últimos tempos.

O sucesso foi tão grande que estimulou Byrne a fazer uma segunda série, Gerações 2, cobrindo alguns vácuos na história e introduzindo outros heróis da DC. A história de abertura, com Gavião Negro, Falcões Negros e outros heróis enfrentando nazistas é eletrizante. Além disso, é empolgante ver John Byrne desenhando diversos heróis da DC – embora aqui ele faça lápis e arte-final, o que deixa seu desenho menos detalhado.

Novamente o sucesso fez com que ele pensasse em uma continuação. Geração 3, no entanto, não foi uma boa ideia. Byrne já tinha usado todos os seus truques e preenchido todas as lacunas. Ele então resolveu fazer uma história grande – ao contrário das histórias curtas das séries anteriores – de invasão alienígena. Essa última não tinha o charme das outras e o roteiro era confuso.

Essa série sofreu nas edições brasileiras. Gerações 1 e 2 foram publicados pela Opera Graphica. Embora a impressão fosse boa, havia problemas de balonamento (em alguns momentos parecia que uma criança estava escrevendo o texto dos balões). Já Gerações 3 foi publicado pela Mythos, que botou um papel de qualidade ruim, uma impressão que deixava tudo muito escuro (o texto introdutório de Byrne é um bom exemplo desses problemas de impressão, sendo praticamente impossível de ler).

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Tirinhas do Snoopy foi uma das primeiras a ter representação racial


Conheça cinco curiosidades dos quadrinhos mais inteligentes e irônicas que impactaram gerações ganham livros colecionáveis em homenagem aos 70 anos do cão mais famoso de todos os tempos

Um convite a todas as gerações fãs do humor inteligente, irônico e fantástico para eternizarem o beagle mais famoso do mundo. Este é o chamado da Editora Planeta DeAgostini para que os leitores se permitam viajar nesse universo, por meio das tirinhas dominicais criadas por Charles M. Schulz:Snoopy, Charlie Brown & Friends, A Peanuts Collection.

As edições especiais de colecionador contam com os quadrinhos de 1952, época em que as tirinhas triplas começaram a ser publicadas, até os anos 2000. Uma homenagem aos 70 anos do cão mais famoso de todos os tempos. E, para que você conheça mais sobre o Snoopy, separamos cinco curiosidades. Viaje com a turma Peanuts e relembre essa trajetória cheia de nostalgia:

1 - Snoopy foi uma das primeiras tirinhas a ter um personagem negro: após a morte de Martin Luther King, em 1968, uma professora escreveu para Schulz falando sobre a importância de introduzir uma criança negra no grupo de Charlie Brown, para ajudar de alguma forma a diminuir o racismo na sociedade. Então, dia 1 de agosto de 1968, ele criou o personagem Franklin, que passa a integrar o grupo e trazer reflexões aos leitores.

2 – A comunicação de Snoopy: o famoso personagem apareceu pela primeira vez em 1950 e, na época, era similar a um cão real, andava em quatro patas e não se comunicava. No entanto, o personagem comunicou-se pela primeira vez, através de balões de pensamentos, dois anos após sua criação. Além disso, compreendia tudo o que os outros personagens da história diziam.

4 - Charlie Brown e seus amigos ao redor do mundo: em 1967, os quadrinhos de Schulz já eram publicados em 745 diários e 396 dominicais na América do Norte nos Estados Unidos e boa parte do Canadá. Tempos depois, As tirinhas já foram publicadas em aproximadamente 2 mil jornais e em mais 60 países, sendo traduzido para 40 línguas.

5 – As tirinhas foram publicadas todos os dias durante 50 anos: Charles Schulz publicou uma tirinha por dia entre os anos de 1950 e 2000, ao todo foram aproximadamente 18 mil tiras publicadas. A última foi lançada dia 13 de fevereiro de 2000, no qual Charles se despede dos seus leitores e anuncia sua aposentadoria.

Snoopy, Charlie Brown & Friends, A Peanuts Collection conta com textos exclusivos e prólogos escritos pelos especialistas em Charles M. SchulzAlexandre Boide e Érico Assis. Ainda, a primeira edição acompanha um fascículo especial de apresentação da coleção, que traz curiosidades sobre o universo dos clássicos quadrinhos de Snoopy.

As edições de colecionador da Planeta DeAgostini estão disponíveis em bancas da grande São Paulo e incluem volumes temáticos dedicados exclusivamente aos grandes alter egos de Snoopy. O primeiro volume apresenta as histórias em quadrinhos de 1967. “Snoopy, Charlie Brown & Friends, A Peanuts Collection” também está disponível para assinaturas mensais pelo site da editora: http://bit.ly/70anosSnoopy

Ficha técnica 
Editora: Planeta DeAgostini
Assunto: Coleção de livros Snoopy
Título: SNOOPY, CHARLIE BROWN & FRIENDS, A PEANUTS COLLECTION
Autora: Charles M. Schulz
Preço promocional 1º volume: R$ 14,99
Preço promocional 2º volume: R$ 49,99 (conta com duas edições de livros pelo valor de um)
Preço normal: R$ 49,99
ISBN: 978-85-439-0889-2
Edição: 60 edições com 61 Livros
Idioma: Português 
Número de páginas: 64 páginas
Link de assinatura: http://bit.ly/70anosSnoopy

Sobre o autor: Desde criança, sua vida já estava ligada às histórias em quadrinhos: sempre lia com o pai as tirinhas dos jornais aos domingos e sonhava em ser cartunista profissional. Hábil desenhista desde pequeno, realizava retratos do seu animal de estimação, um cachorro chamado Spike. Depois de participar da Segunda Guerra Mundial, começou a fazer caricaturas e tiras cômicas para diversos meios. Aos 27 anos, Charles Monroe Schulz publicou a primeira tira de Peanuts, considerada por muitos especialistas uma das melhores da história, a qual tornou o seu autor uma verdadeira celebridade.Ficou conhecido por desenvolver os personagens Charlie Brown e seu cachorro da raça beagle chamado Snoopy, entre outros personagens.

Sobre Érico Assis: Érico é tradutor inglês – português desde 2008. Trabalha como free-lancer para o mercado editorial e traduz, sobretudo, histórias em quadrinhos, não-ficção e literatura infantil. Érico Assis já traduziu aproximadamente 300 publicações. Ele é Doutor em Estudos de Tradução pela PGET/UFSC.
Clique aqui para acessar o site do tradutor.

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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Super-homem vs Apocalypse; a revanche


Na década de 1990 até o Super-homem, o mais antigo super-herói, precisava ser descolado. E o que significava ser descolado? Simples: roupas estranhas, anatomia duvidosa, cabelos compridos e roteiros sem muito sentido.

Ótimo exemplo desse Homem de aço descolado é a minissérie “Super-homem vs Apocalipse - a revanche” publicada pela editora Abril no ano de 1995.

A história, escrita e desenhada por Dan Jurgens, contava como o herói conseguiu finalmente derrotar o vilão responsável pela sua morte. Sim, amigos, ele tinha morrido, assim como o vilão, mas naquela época ninguém permanecia morto por muito tempo nos quadrinhos.

Com os dois – herói e vilão – de volta à vida, Superman passa a caçar seu oponente. Nisso, Apocalypse chega a Apokolips, o mundo governado por Darkside e quase mata o principal vilão da DC.

Á certa altura um personagem estrategimente escolhido para servir de muleta narrativa mostra para o Superman a origem de Apocalypse: ele foi criado artificialmente para ser invencível. Quer criar alguém invencível? A receita é simples: crie um bebê e jogue-o no meio de monstros. Depois recolha o que sobrar e crie outro bebê que será jogado no meio de monstros, e assim infinitamente, até que o bebê “evolua” para matar os monstros. Darwin deve estar tendo um ataque cardíaco lá no céu dos cientistas. Se essa origem já não fosse maluca o bastante, Dan Jurgens ainda dá um jeito de ligá-la ao superman: o planeta repleto de monstros no qual a criança apocalipse foi criada era nada mais nada menos que.... advinhem... Kripton!!!! Parabéns, Dan Jurgens, exceto pelo fato de que isso simplesmente vai contra toda as outras representações de Kripton já publicadas.

E o meio do caminho, para vencer o monstro, o homem de aço é equipado com uma roupa que parece ter saído diretamente de algum designer da Image Comics, com direito a ponchetes na perna e capa armada para cima, além de um cinto cruzando o peito. Detalhe: nada disso serve para absolutamente nada durante a história.

Além disso, o desenho de Jurgens imita John Byrne sem nunca acançá-lo e sofre do mal dos músculos que não existem (minha filha, que está estudando anatomia na faculdade, ficou indignada ao ver a revista).

No final, essa minissérie acabou se tornando célebre por uma razão que tinha pouco a ver com seu conteúdo: foi uma das tentativas da Abril de lançar capas diferenciadas. A capa do número 1 era platinada e chamava atenção nas bancas. Tanto que dos três volumes dessa série, apenas o primeiro, com essa capa diferenciada, é raro de encontrar em sebos a preços. Os outros dois você acha fácil com preços que vão de 2 a 3 reais.    

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Yuki – vingança na neve

Yuki é, imerecidamente, uma obra menos conhecida de Kazuo Koike, o roteirista de Lobo Solitário.

O mangá surgiu em 1972, um ano depois do Lobo Solitário e conta a história de uma moça em uma jornada em busca de vingança. Seu pai e seu irmão foram mortos, sua mãe foi presa e, na prisão, seduz todos os homens que encontra com o objetivo de ter um filho e, assim, realizar a vingança contra as pessoas que desgraçaram sua família. A menina é criada desde cedo nas mais diversas artes, inclusive artes marciais e se torna uma assassina de aluguel com o objetivo de arrecadar dinheiro para seu plano de vingança.

Kazuo Kamimura nem de longe é um desenhista tão competente quanto Goseki Kojima, mas o roteiro é tão bom quanto o de Lobo Solitário, especialmente graças aos planos geniais da protagonista para cumprir sua missões. Koike parecia ter uma criatividade infinita para criar situações interessantes para seus personagens e misturá-las com detalhes que vão desde uma planta de edifício até uma o valor de uma prostituta no período. A série é também um passeio pela história do Japão na era Meiji

Já na primeira história, Yuki se deixa ser presa para matar um chefe da yakusa. Mas ela não usa apenas sua habilidade física para matar suas vítimas. Na maioria das vezes ela se vale da estratégia e é isso que faz desse trabalho algo tão genial. O desafio do leitor é imaginar que golpe brilhante Koike pensou para a sua protagonista.

Um exemplo (se não gostar de spoiller, pare aqui): ao ser contratada para acabar com o aluguel de rixixás, carruagens para duas pessoas puxadas por homens que eram usadas pelos casais para transar, Yuki se deixa prender por um vigarista que recruta prostituta. Uma vez no local, ela se oferece para pintar as carruagens. A novidade se torna um sucesso, mas também leva o dono do local à ruína: ela pinta a imagem do imperador embaixo de um banco e denuncia à polícia. Como o imperador é considerado um deus, pintá-lo debaixo do banco de um quixixá faz com que o dono do local seja condenado à forca.

Há um recurso narrativo muito usado em Lobo Solitário, mas que aqui aspectos fantásticos: a história começa no meio da ação, ou de alguma missão, e só depois, através de flash backs é explicado o que está acontecendo. A diferença aqui é que na maioria das vezes as ações de Yuki parecem totalmente sem sentido, ou até mesmo suicidas, até que seja apresentado o flash back.

Além disso, a série é de uma poesia única.


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sábado, 30 de janeiro de 2021

Crime e castigo, de Garth Ennis


Garth Ennis é conhecido pelos roteiros mirabolantes envolvendo anjos e demônios, muita violência gráfica exagerada e uma quantidade enorme de piadas ácidas a cada página. O melhor trabalho dele, no entanto, não tem nenhum desses exageros. Crime e castigo, de 1997, é apenas uma puta história policial.

A trama é sobre um homem de meia-idade com dois filhos que de repente vê voltar um fantasma do seu passado e é obrigado a empreender uma fuga alucinada.

Quando era jovem, Jimmy e dois amigos deram um golpe em um mafioso psicopata e agora, anos depois, ele está de volta, decidido a matar todos.

A história se equilibra entre os flash backs (a esposa morrendo de câncer, a relação com o pai veterano da II Guerra Mundial, os detalhes do golpe), a relação conflituosa com o filho mais velho e a caçada.

Stein, o vilão, é como uma sombra, um adversário aparentemente invencível que brinca com os fugitivos como se estivesse num jogo de gato e rato. Em determinado ponto, o protagonista deixa seus filhos na casa de um amigo enquanto se encontra com os dois ex-parceiros. Quando volta, o amigo está pendurado na parede do quarto onde a menina dorme, suas tripas expostas.

Crime e castigo consegue ser um triller de suspense, uma trama sensível sobre pais e filhos e uma história poética. Tudo junto no mesmo caldeirão. Contribuiu muito para o resultado final o desenho do veterano inglês John Higgins.

Essa minissérie da Vertigo foi lançada por aqui pela editora Abril em 1998, um ano depois de sair nos EUA pela Vertigo.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Personagem Jeremias ganha nova graphic novel


Jeremias - Alma é o nome da sequência da premiada Jeremias - Pele, vencedora do Prêmio Jabuti 2019, na categoria Quadrinhos
 

Sucesso de público e crítica, Jeremias – Pele, ganhadora do Prêmio Jabuti 2019, na categoria Melhor HQ, levou aos leitores o importante debate sobre racismo na infância – e em toda a vida adulta.

Agora, a trajetória do personagem Jeremias ganha um novo e significativo capítulo: Jeremias – Alma, edição lançada pela Mauricio de Sousa Produções, em conjunto com a Editora Panini.

Os autores, Rafael Calça (roteiro) e Jefferson Costa (arte), repetem a parceria nessa sequência, em mais uma leitura que gera grandes reflexões sociais em suas páginas. Uma obra ficcional carregada de realidade, que certamente vai proporcionar reflexões nos leitores. Desta vez, a emocionante trama abordará temas como ancestralidade, merecimento e racismo.

Jeremias – Alma é o 29º título do selo Graphic MSP, projeto da Mauricio de Sousa Produções, que permite que grandes artistas brasileiros façam releituras dos clássicos personagens de Mauricio de Sousa voltadas para o público jovem e adulto, em seus próprios estilos de traços. Uma experiência única e especial para todos os leitores. O nome vem do termo graphic novel. O projeto se originou da série MSP 50 – Mauricio de Sousa Por 50 Artistas, iniciada em 2009.

A graphic Jeremias – Alma está disponível nas bancas, principais livrarias de todo o país, AssinePanini e LojaPanini por R$ 44,90 em capa dura e R$ 34,90 em capa cartonada. Outros detalhes sobre essa e outras novidades da Panini podem ser acompanhados pelo Facebook: facebook.com/revistasturmadamonica 

Ficha Técnica – Jeremias  Alma

  • Periodicidade: especial
  • Formato: 19 X 27,5 cm
  • Tipo de papel: couché brilho 150 g
  • Tipo de lombada: quadrada
  • Estrutura: 96 + 4 páginas
  • Roteiro: Rafael Calça
  • Desenho: Jefferson Costa

Tipos de capa:

  • capa dura: couché brilho
  • Preço: R$ 44,90
  • cartonada: cartão brilho 250 g
  • Preço: R$ 34,90
  • Lançamento: Dez/2020 

Sobre a Panini

O Grupo Panini, estabelecido há mais de 57 anos, com fábricas em Modena, na Itália, e no Brasil, e subsidiárias em toda a Europa, América Latina e Estados Unidos, é líder mundial no setor de colecionáveis e líder em publicações de quadrinhos, revistas infantis e mangás, na Europa e na América Latina. A empresa possui canais de distribuição em mais de 130 países e emprega uma equipe de mais de 1.200 pessoas. 

Sobre a Mauricio de Sousa Produções

A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é uma empresa que produz histórias em quadrinhos no Brasil há 60 anos e é responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Turma da Mônica. Na área editorial, a empresa já lançou mais de 400 títulos até hoje, e detém mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos do Brasil. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1,2 bilhão de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz conteúdos disponíveis em várias plataformas com a mais alta tecnologia, aliando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com uma média de 150 empresas, que utilizam seus personagens em mais de 3 mil produtos.

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sábado, 7 de novembro de 2020

Quem é o Pantera Negra?


Quando o roteirista Reginald Hudlin contou aos amigos que ia escrever a revista do Pantera Negra, eles perguntaram: Quem? Isso o levou a escrever uma história que não só apresenta o personagem, mas também o reino de Wakanda e mas também criou as principais bases do que viria a ser o filme de enorme sucesso de 2018. Essa história, reunida no volume 38 da coleção de graphic novels Marvel chamou-se “Quem é o Pantera Negra?”.

Hudlin avança muito além do que até então tinha sido feito, remontando ao passado longíncuo de Wakanda, mais precisamente no século V, quando uma tribo rival tenta invadir o local e seus guerreiros são dizimados pelo sistema de defesa incluindo balestras gigantes. Depois, no século XIX, um grupo de aventureiros belgas tenta invadir o local com metralhadoras e é igualmente repelido.

A história pula para o presente, quando o rei de Wakanda está enfrentando adversários em uma disputa pela coroa enquanto dois grupos planejam invadir o país: de um lado vilões, chefiados pelo Garra Sônica, e do outro os americanos interessados nas riquezas naturais do país.

A história não só amplia em muito a mitologia do personagem, acrescentando informações (como a de que o Garra Sônica é descendente do belga que foi morto tentando invadir Wakanda no século XIX). E faz isso com muita ação e uma trama envolvente e empolgante. Além disso, acrescenta uma viva crítica social sobre como os países de primeiro mundo sempre viram a África como um quintal do qual poderiam retirar o que quisessem.

Os desenhos ficam por conta de John Romita Jr. Ele é adorado por muitos e odiado por outros (no geral eu gosto muito). Mas mesmo quem odeia dificilmente diria que ele não foi uma boa escolha. Fortemente influenciado por Jack Kirby, ele traz de volta toda a grandiosidade de Wakanda e cria um visual que seria a principal influencia para o design do filme.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Wacom organiza evento online grátis com especialistas em quadrinhos

 


Comic Week terá 25 apresentações e workshops entre os dias 19 e 22 de outubro com artistas de diversos lugares do globo, incluindo a ilustradora brasileira Lila Cruz

Fãs de quadrinhos e profissionais do setor poderão se divertir e receber muitas dicas durante o Comic Week, que será realizado de 19 a 22 de outubro. O evento online internacional é promovido pela Wacom, fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais.

Serão 25 apresentações e workshops durante os quatro dias de evento, com uma seleção de quadrinistas profissionais e artistas conceituais de animação. Entre alguns destaques da programação, estão: Charlie Adlard, de The Walking Dead, que irá ensinar novas técnicas de ilustração digital; Alex Sinclair, da DC Comics, compartilhando dicas e truques sobre as cores nos quadrinhos; além dos artistas Gemma Correll e Luke McGarry que irão se enfrentar em uma batalha criativa digital para a diversão de todos os participantes. As apresentações e workshops serão em inglês, espanhol, português, francês, italiano e turco.

A ilustradora digital baiana Lila Cruz representará o Brasil nessa programação globalizada, focando no tema de quadrinhos autobiográficos, no dia 20, às 15h (horário de Brasília). “Comecei a produzir meus quadrinhos autobiográficos retratando temas como saúde mental, autocuidado e cotidiano. Já publiquei livro, fanzine e participo de muitas palestras. Vou mostrar como é possível trabalhar com isso sem se esgotar ou se expor demais”, explica a artista. “Considero esses eventos um excelente lugar para compartilhar nossas experiências, especialmente para quem está começando. Quando eu estava começando, ia em todas as palestras possíveis e sempre me inspiraram muito a sair de lá e produzir meu próprio quadrinho.”

“Comic Week trará uma variedade de apresentações e workshops para que entusiastas e profissionais criativos possam aprender novas técnicas de quadrinhos, conhecer dicas e truques de desenho digital, além de receber conselhos sobre como promover seu trabalho atualmente. Tudo isso com especialistas renomados no mercado de quadrinhos”, comenta Thiago Tieri, gerente de marketing da Wacom no Brasil. “É muito bom também saber que teremos uma ótima artista como a Lila representando o país.”

Para conferir a programação completa dos quatro dias do Comic Week, além dos artistas em destaque, idioma falado, datas, horário das sessões e descrições, clique aqui.

O evento será realizado e transmitido pela plataforma Zoom. Para se inscrever na Comic Week da Wacom e ter acesso a todas as 25 sessões, clique aqui.

Sobre a Wacom

Fundada em 1983, a Wacom é uma empresa global com sede no Japão (Bolsa de Valores de Tóquio: 6727) com subsidiárias e escritórios afiliados em todo o mundo para apoiar comercialização e distribuição em mais de 150 países. A visão da Wacom de aproximar pessoas e tecnologia por meio de tecnologias naturais de interface tornou-a a fabricante líder mundial de mesas digitalizadoras e displays interativos para canetas, além de stylus digitais e soluções para salvar e processar assinaturas digitais. A tecnologia avançada dos dispositivos de entrada intuitiva da Wacom foi usada para criar algumas das artes, filmes, efeitos especiais, moda e designs mais empolgantes do mundo todo e fornece aos usuários corporativos e domésticos sua tecnologia de interface líder para expressar sua personalidade. Para mais informações: www.wacom.com 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Sarepta e Mauricio de Sousa Produções promovem live e lançam nova HQ sobre Distrofia Muscular de Duchenne

  

Evento virtual faz parte do projeto Cada Passo Importa, com personagem da Turma da Mônica que tem a doença rara

Live busca conscientizar sobre DMD e terá a participação de pediatra, neurologista e representante da Aliança Distrofia Brasil

A Sarepta Farmacêutica, líder em medicamentos genéticos para doenças neuromusculares raras, e o desenhista Mauricio de Sousa promovem live e lançam nova revistinha sobre Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), nesta sexta-feira, 18 de setembro, às 17 horas, simultaneamente, nos canais no Youtube da MSP - Mauricio de Sousa Produções e do projeto Cada Passo Importa.

A iniciativa visa aumentar a conscientização sobre a doença, caracterizada pela deterioração muscular progressiva, e promover a inclusão e o tratamento adequado aos pacientes no Brasil. O projeto Cada Passo Importa é protagonizado por Edu, novo personagem da Turma da Mônica com DMD.

Além de Mauricio de Sousa, o evento virtual terá a participação da pediatra Ana Lúcia Langer (presidente da Associação Paulista de Distrofia Muscular), da neurologista Juliana Rangel (vice-presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil), de Karina Hamada Iamasaqui Züge, presidente da Aliança Distrofia Brasil e de Fábio Ivankovich, diretor-geral da Sarepta.

“Estamos muito contentes por continuar com este projeto, que é tão importante para os portadores dessa doença. Nosso objetivo com o Cada Passo Importa é ampliar a conscientização das pessoas sobre a DMD. Contar com o apoio do Mauricio e sua equipe nesta empreitada tem sido fundamental”, afirma Ivankovich.

Para Mauricio de Sousa, “criar um personagem como o Edu, que representa nas historinhas a criança com DMD, foi especial e emocional. Por isso, o Cada Passo Importa, já em sua quarta revista em quadrinhos, demonstra o quanto está sendo um sucesso no objetivo de levar informação correta e de esperança para todas as famílias que vivem esse momento em suas vidas. E se quiserem saber mais, não percam essa live!”

No site do projeto, os leitores têm acesso à versão digital da nova revista e das edições anteriores. A nova historinha mostra a visita do primo de Edu, Leo, que também tem DMD, mas mora em outra cidade. Durante uma festa do pijama na casa do protagonista, os personagens da Turma da Mônica acompanham a rotina dos dois personagens.  As crianças aprendem sobre a importância dos centros de tratamento de doenças raras, além de também descobrirem qual a utilidade do cartão de alerta que deve ser carregado por todo paciente, contribuindo para que recebam tratamento adequado em unidades de saúde. O cartão também está encartado na revista em quadrinhos.

A live integra as atividades relacionadas ao mês de conscientização sobre a doença (o Dia Mundial de Conscientização sobre DMD é celebrado todo 7 de setembro).

Serviço:

Live: Cada Passo Importa

Data: 18 de setembro de 2020

Horário: 17h

Links da transmissão: 

Site do projeto: https://www.cadapassoimporta.com.br/
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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O Estúdio Molotov HQ e o Assalto ao útero, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre vocês.

Olá, nós somos o Estúdio Molotov HQ, um coletivo de quadrinhos de Santo André (SP) formado por dois andreenses, o roteirista Victor Zanellato, e o ilustrador Diogo Mendes. Nosso estúdio surgiu com o intuito de fomentar a produção andreense de quadrinhos, criando histórias com personagens que moram na região do ABC paulista e seus arredores. O nome do coletivo faz referência ao coquetel molotov, a arma química incendiária usada principalmente em protestos e conflitos urbanos. 

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre a HQ. O que os motivou a publicá-la?

O nosso primeiro trabalho impresso pelo Molotov HQ se chama “Assalto ao útero”. A história narra a trajetória de Cristina, uma mulher grávida de 9 meses que trabalha como coletora de materiais recicláveis na divisa de São Paulo e Santo André. O título da história é bem revelador e acredito que vocês imaginam o que deve acontecer.
Assalto ao útero, como muitos outros títulos que virão pelo selo Molotov HQ, narra uma trajetória de luta e resistência. Infelizmente vivemos em uma sociedade onde muitas injustiças sociais acontecem diariamente, violências extremas que não são notadas, pois não espirram sangue, mas são tão agressivas quanto. E nosso coletivo tem como maior motivação trazer isso a discussão e reflexão.

Fale-nos sobre o trabalho de vocês.

Agora com o Assalto ao útero publicado estamos focados na venda dos exemplares e na produção das próximas histórias que estão por vir. “Pavilhão” e “Ringue” são dois outros títulos que estão em pré-produção no momento, e eles, assim como o “Assalto”, têm o mesmo objetivo de trazer histórias dos moradores do ABC paulista em uma perspectiva dramática, contando mais histórias de luta e resistência.
Como a vida é complexa e cheia de espectros diferentes, após esses títulos temos outras histórias mais “leves”, que abordam super-heróis, anti-heróis e grupos revolucionários. Histórias mais divertidas, com humor e aventuras, mas que não perdem o foco das discussões das questões sociais e de desigualdade.

O que têm lido ultimamente?

Eu (Victor) atualmente tenho acompanhado alguns mangás que ainda são produzidos no Japão, como “Attack on Titan”, “My hero academia”, “One punch-man” e “One Piece”. Também estou lendo contos dos romancistas H. P. Lovecraft e Henry James. 
Enquanto eu (Diogo) estou lendo “Akira” (Katsuhiro Otomo) e “Love Kills” (Danilo Beiruth), terminei recentemente “Na quebrada” (uma coletânea com diversos artistas sobre histórias periféricas) e “BlackSad” de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido (quadrinho noir incrivelmente bom com furries, sim FURRIES). Além de quadrinhos estou lendo “Sintomas Mórbidos” da Sabrina Fernandes, que discute os rumos políticos da sociedade brasileira pós- manifestações de junho de 2013.

Nota: Furry ("peludo" em inglês) é um estilo relacionado a personagens animais ficcionais que apresentam características humanas.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de vocês, como poderá fazê-lo?

O Estúdio Molotov HQ tem um instagram, o @molotovhq, onde efetuamos a venda dos nossos quadrinhos, e postamos todas as novidades que estão por vir. Além do instagram também temos uma página no facebook: facebook.com/molotovhq.

Por que fazer quadrinhos?

Eu (Victor) gosto de refletir sobre isso. Além de ser quadrinista eu também sou educador. Eu acredito que os quadrinhos, assim como a literatura e outras formas de expressão artística, têm um grande potencial de transformação na sociedade. Histórias de qualidade formam leitores críticos que fazem reflexões sobre o mundo em que vivem. Eu faço quadrinho para propor exatamente isso, existe um mundo cruel, desigual e injusto, e nas artes podemos apontar essas coisas, e propor mudanças de pensamentos e de ações.  


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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domingo, 23 de agosto de 2020

Livro em HQ "O Bom Humor da Vida", do autor Edison de Farias

O título “O Bom Humor da Vida” é um livro em (HQ) com 64 páginas coloridas, onde estão reunidas dezenas de situações alegres entre contos, piadas, anedotas, “causos” e casos verídicos, com o intuito de levar diversão e descontração, proporcionando a agradável sensação de alegria e bem estar, provocando um sorriso no rosto.  

Todas as situações serão protagonizadas pela figura do "Onça Pintada ", interpretando os principais personagens, transformando-se numa figura complexa de múltiplas personalidades, desenvolvido para que o leitor espere um comportamento espirituoso, sagaz, inteligente e divertido, revelando o bom humor do povo brasileiro.  

O autor é publicitário a mais 45 anos, exercendo a função de Diretor de Arte e nos últimos anos tem dedicado a criação e preparação de Histórias em Quadrinhos e animações, já tendo catalogado centenas de situações divertidas, que podem gerar dezenas de edições. 

O livro está sendo comercializado em e-book e impresso através de: 







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sábado, 22 de agosto de 2020

Edison de Farias e o livro em HQ “O Bom Humor da Vida”

Edison de Farias - Foto divulgação
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio artístico?

Edison de Farias: Sou publicitário a mais 45 anos, exercendo a função de Direção de Arte e ilustração, nos últimos anos tenho dedicado a criação e preparação de Histórias em Quadrinhos e animações.

Conexão Literatura: Você é autor do livro em HQ “O Bom Humor da Vida”. Poderia comentar? 

Edison de Farias: O título “O Bom Humor da Vida” é um livro em (HQ) com 64 páginas coloridas, com o intuito de levar diversão e descontração, proporcionando a agradável sensação de alegria e bem estar e provocando um sorriso no rosto.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra?

Edison de Farias: Esta obra está alicerçada em três anos de pesquisa, onde foram reunidas centenas de situações alegres entre contos, piadas, anedotas, “causos” e casos verídicos,

Conexão Literatura: Poderia destacar uma tirinha ou um trecho da sua HQ especialmente para os nossos leitores? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br encontram-se algumas páginas de referência. 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para saber mais sobre a sua HQ e um pouco mais sobre você e o seu trabalho? 

Edison de Farias: No site www.obomhumordavida.com.br.

Conexão Literatura: Quais dicas daria aos artistas em início de carreira?

Edison de Farias: Desenhar a todo momento e pesquisar referências de estilos.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Edison de Farias: Conforme acusados pelas pesquisas, este projeto poderá gerar dezenas de edições.

Perguntas rápidas:

Um livro ou HQ: Asterix – O adivinho
Um (a) autor (a):  Goscinny – Uderzo
Um ator ou atriz: Charlie Chaplin
Um filme: Luzes da cidade
Um dia especial: 12 de outubro – Dia de NS Aparecida
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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Jorge de Barros, Lexy Soares e a revista LAMPIÃO, por Cida Simka e Sérgio Simka


Jorge de Barros, professor, roteirista e escritor, e Lexy Soares, quadrinista e autor de HQs, estão com uma campanha no Catarse (site de financiamento coletivo), para o apoio de publicação da revista em quadrinhos LAMPIÃO.
Veja mais informações abaixo.
Os colunistas e a revista Conexão Literatura apoiam o projeto!

LAMPIÃO
Na época em que passavam Kombis pelas ruas, trocando garrafas vazias por doces, ou pintinhos, um garoto troca garrafa por um pintinho, para ser seu bichinho de estimação. Mas ele cresce, e se torna um galo de briga, que ataca toda a família.
LAMPIÃO é uma revista em quadrinhos feita por Jorge de Barros (roteiro) e Lexy Soares (arte), que está em campanha no Catarse, um site de financiamento coletivo, em busca de verba para a publicação impressa, prevista para o primeiro semestre de 2021. Há vários brindes para apoiadores, como marcadores de página com artes exclusivas, e quadrinhos anteriores dos autores.
A história tem um ar de nostalgia, mesclando drama e humor com as lembranças de acontecimentos típicos de cidades periféricas, nos anos 80 e 90, que eram as Kombis que passavam nas ruas trocando garrafas.
E, devido à pandemia, os leitores que apoiarem o financiamento recebem acesso imediato a um PDF da obra para leitura antes de receber a versão impressa.
Abaixo, segue link para conhecer o projeto, e escolher a forma de apoio. Também é possível ler as primeiras páginas gratuitamente na página inicial do projeto.


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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