Jane Austen: Livros e Filmes

Jane Austen, Thibaudet e um retrato da burguesia do séc. 18 Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen foi uma das...

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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

A história dos quadrinhos Disney em campanha no Catarse

 


Obra de Marcus Ramone traz ilustrações e curiosidades sobre os quadrinhos publicados nas décadas de 1970 e 1980 e levará os leitores a boas recordações

No volume Entre Patos e Ratos – A Epopeia dos quadrinhos Disney (Editora Noir, 240 páginas, R$ 49,90), o escritor e memorialista Marcus Ramone apresenta um livro ricamente ilustrado e uma narrativa encantadora, onde faz uma viagem no tempo e resgata a sua relação com as revistinhas Disney da Editora Abril das décadas de 1970 e 1980, ao mesmo tempo em que apresenta uma rica e inédita pesquisa sobre os gibis Disney pelo mundo! Entre os dias 21 de agosto e 21 de setembro, o livro estará em financiamento coletivo na plataforma Catarse. A campanha possui o objetivo de financiar os custos.

Ramone, que é autor do Baú de Gibis (Noir, 2017), parte do fato de que já se passaram mais de 90 anos desde que, em janeiro de 1930, um famoso ratinho orelhudo dos desenhos animados estreou nas tiras de jornal dos Estados Unidos. Era o início da longa e rica história dos quadrinhos Disney. Durante todo esse tempo, nos mais diversos países, Mickey, Pato Donald, Tio Patinhas e companhia têm conquistado fãs de todas as idades.

A história dessa turma e a trajetória dos personagens de Walt Disney nos gibis do Brasil e do mundo são os que desfilam pelas páginas deste novo livro de Ramone. A obra traz 32 capítulos de pura nostalgia, recheados de curiosidades, revelações de bastidores, fatos marcantes e históricos e muita informação. Tudo ricamente ilustrado com imagens de gibis que levarão os leitores a boas recordações ou os farão descobrir novos elementos sobre esse fantástico universo.

Revistas em quadrinhos Disney que marcaram época no Brasil; histórias pitorescas que envolveram os personagens na realidade; detalhamento de edições e datas de publicação dos gibis e HQs descritos na obra e muitos outros assuntos estão presentes nas 240 páginas do livro que a Noir lança em setembro. Uma obra para saudosistas, pesquisadores e amantes dos quadrinhos Disney. 

Serviço:

Entre Patos e Ratos – A Epopeia dos quadrinhos Disney

Marcus Ramone

240 páginas – 14 x 21 cm

R$ 49,90

Editora Noir Ltda

Link do Catarse: https://www.catarse.me/projects/143182/insights?online_succcess=true 

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Antony José e a campanha para financiamento coletivo do livro "As Aventuras do gatinho Bombom"


Formado em C-Exp-GEXCEL-PR (Gestão por Excelência) – Turma 002/2012, em C-Exp-TE-PR (Técnica de Ensino) – Turma 003/2013 e C-Exp-TECAD (Técnica de Adestramento) – Turma 002/2014 pelo CIAA (Centro de Instrução Almirante Alexandrino), Penha, RJ.
 
Formado em Magistério na E.M. Monteiro Lobato, Nova Iguaçu, RJ.
 
Escritor dos livros de autoajuda Seja um Empreendedor de Sucesso e infantojuvenil As Aventuras do gatinho Bombom, autor, roteirista, professor e palestrante; participante da antologia poética Poetize 2015 no concurso nacional Novos Poetas.
 
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Antony José: Eu sempre gostei de ler e escrever desde pequeno, talvez por influência de minha mãe que anotava quase tudo o que lia, como frases motivacionais em agendas (que descobri mais tarde) e de meu pai que lia revistas de bolso do Tex e outras e fazia caça-palavras. Lembro que iniciei no meio literário quando eu era pequeno e fazia também caça-palavras, escrevia poesias, histórias em quadrinhos etc.


Conexão Literatura: Você está fazendo a campanha para financiamento coletivo para o livro "As Aventuras do gatinho Bombom". Poderia comentar?

Antony José: Alguns pais, professores e outros leitores estão pedindo o meu livro infantojuvenil impresso com ilustrações coloridas, e por esse motivo, resolvi criar um site de financiamento coletivo (vaquinha) que vai ao ar dia 8 de março de 2021 para os meus amigos e conhecidos terem a oportunidade de me ajudarem.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para escrever seu livro?

Antony José: O gatinho Bombom teve origem em meados de 2 de agosto de 2001 no navio da Marinha do Brasil onde eu servia, depois de um acontecimento um tanto quanto inusitado em relação a uns bombons que sumiram me envolvendo e aos meus colegas, mas vou deixar para contar a origem do gatinho Bombom em outro livro. Prefiro deixar os meus leitores com água na boca.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Antony José: A moral do livro: Não faça com os outros aquilo o que você não gostaria que fizessem com você!

Conexão Literatura: Quem cuidou da capa e ilustrações do livro "As Aventuras do gatinho Bombom"?

Antony José: Estúdio Moacir Torres.

Conexão Literatura: Fale mais sobre a meta que deseja alcançar para publicar "As Aventuras do gatinho Bombom", o que os apoiadores irão receber em troca etc.

Antony José: Pretendo fazer uma impressão com uma tiragem de, pelo menos, 500 exemplares dos livros com letras grandes e ilustrações coloridas para facilitar e incentivar a leitura de seus filhos e alunos, seja criança, adolescente ou jovem, e ajudar também uma entidade filantrópica que ajuda crianças, bem como uma instituição de ensino com uma determinada porcentagem da arrecadação durante a campanha.

Cada doador ganhará uma recompensa, de acordo com o valor de sua doação para presentear a alguma criança ou a outra pessoa, como por exemplo, livro físico com ilustrações coloridas e algumas ilustrações avulsas para colorir, livro digital com ilustrações coloridas, certificado digital de participação com o seu nome e o de seu filho, neto, sobrinho etc e muitos outros brindes.

Eu costumo sempre frisar que ganhar um brinde é muito bom, mas a satisfação de ajudar ao próximo, e principalmente as crianças e os jovens, é uma recompensa que dura para sempre! Você pode doar e compartilhar?


Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Antony José: Já tenho pronto um novo episódio da série e estou fazendo um brainstorming (tempestade de ideias) de mais três.

Perguntas rápidas:

Um livro: A Bíblia.
Um (a) autor (a):  Deus.
Um ator ou atriz: Bill Bixby
Um filme: O incrível Hulk.
Um dia especial: O dia de meu nascimento.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Antony José: Agradeço a Deus, eternamente, por me dar saúde física e mental e capacidade intelectual para continuar escrevendo e cantando (tenho três álbuns musicais gospel gravados) o que sai do fundo de minha alma. Não poderia deixar de agradecer a Ele também, por ter me dado a minha mãe de presente, ela não se encontra mais em nosso meio, mas me inspira muito, e o meu pai, que me inspira também, e que, apesar de ter sido acometido há alguns anos por um AVC, graças a Deus ainda se encontra em nosso meio. Agradeço também, à minha finada avó materna, que muito me incentivou e ensinou as vogais de nosso alfabeto e ao meu finado avô paterno, que lia para mim a Bíblia quando eu era criança. 

PARA SABER MAIS SOBRE A CAMPANHA PARA O FINANCIAMENTO COLETIVO DO LIVRO "AS AVENTURAS DO GATINHO BOMBOM": CLIQUE AQUI.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Almoço intimidador com a princesa e o reiIlustrações - Jarbas Domingos

Maria Cecília Lima faz sua estreia como autora de livros infantis. "Joãozinho e a Maça" é o primeiro volume da série "Histórias minha avó contava", dedicada à literatura voltada para crianças

Vontade de inspirar pessoas que se amam a criarem laços eternos foi o que motivou  Maria Cecília de Lima a abandonar uma sólida carreira como funcionária pública em uma faculdade estadual de São Paulo para se dedicar a escrever livros infantis. O primeiro volume da série "Histórias que minha avó contava", que homenageia a avó da autora, Conceição, é intitulado "Joãozinho e a maça" e relata a saga de um jovem plebeu de bom coração, que passa por grandes apuros, - incluindo arrancar fios de cabelo de um horripilante ogro - para se casar com a princesa Sophia, a mulher que ama.
A obra, originalmente narrada por Conceição à criança Maria Cecília, tem inspiração em diversos contos de fadas mundialmente famosos, como Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida e João e Maria, mas é diferente de todos eles. Construída de modo único, a trama surpreende a todos que acreditam irão encontrar nela as antigas histórias já lidas e ouvidas. "Joãozinho e a maça" é uma narrativa original, produto de uma mente  engenhosa, que paga tributo às fábulas tradicionais apenas por seu final feliz e por conter uma moral, cujo intuito é estimular as crianças a serem verdadeiras, nobres e corajosas.
Não que o universo fantástico construído pela avó de Maria Cecília  não contenha elementos já presentes nos contos de fadas clássicos: o rei, a princesa, o herói improvável, a fada que realiza desejos, o ogro. Mas tramas paralelas originais que recheiam a história principal e personagens com novas funções e roupagens fazem de "Joãozinho e a maça" uma narrativa com características próprias; uma fábula singular.
Na história, um rei ganancioso recebe de uma cigana a notícia de que sua filha, princesa Sophia, doente desde pequena, na realidade padece de um feitiço e que a única maneira de se curar é comendo uma maça muito vermelha ofertada por um jovem de bom coração. Para que a salvação seja efetiva, a princesa necessita casar-se com seu herói. Inicialmente, príncipes de todo reino levam o fruto para a jovem adoecida, mas nenhum deles obtém êxito. Desesperado pelo restabelecimento da filha, o rei permite a participação de jovens humildes. Inicia-se aí a epopeia de Joãozinho, o herói do livro.
Antônio e José, irmãos mais velhos de Joãozinho, tentam, um de cada vez, cumprir a tarefa de salvar a princesa, mas encontram no caminho um velho andarilho, chamado Feioso, que transforma suas maças em linguiças vermelhas e pernas de rãs, respectivamente. Ainda jovem e inexperiente, Joãozinho contraria o pai e segue ao castelo para levar a maça bem vermelha à filha do rei. Durante o trajeto encontra Feioso, que lhe pergunta o que leva consigo. Ao contrário dos irmãos, o jovem responde com a verdade e é bem-sucedido em sua empreitada. A princesa come de sua maça e adquire novamente saúde.
O rei ganancioso, apesar de feliz, não tem a intenção de ver sua filha casada com um jovem sem estirpe. Exige, assim, que Joãozinho prove seu amor à princesa. Para isso, impõe ao herói três tarefas muito difíceis. A primeira: cuidar de 100 coelhos e mantê-los todos junto ao fim do dia. A segunda: construir uma embarcação anfíbia. A terceira, quase impossível: retirar os três únicos fios de cabelo (de ouro) da cabeça de um malvado Ogro, que conhece o presente, o passado e o futuro e que vive em uma caverna localizada na Floresta Escura e que conhece o presente, o passado e o futuro.
Com alguns apuros, Joãozinho cumpre as duas primeiras tarefas. Para isso, conta com o auxílio de uma flauta mágica, de um velho inventor e da princesa Sophia, que na história de Maria Cecília adquire uma posição ativa, algo raro nos contos de fadas tradicionais. A terceira tarefa se mostra bem mais complicada e outros personagens e tramas precisam ser colocados em jogo para que ela consiga ser levada a cabo.
No caminho à Floresta Escura, Joãozinho é ajudado por três personagens pitorescos. Um homem que lhe dá comida e descanso e solicita a Joãozinho que pergunte ao monstro, que tudo sabe, por que a árvore mais bonita de seu pomar é a única que está morta.  Uma senhora, que lhe oferece guarida, e surpreende a todos os leitores. No momento em que acreditamos estar frente a frente com uma bruxa fazendo mal a uma criança, percebemos que se trata de uma mãe ajudando um filho muito doente. Ela também tem uma questão para o Ogro: por que seu filho dorme profundamente de dia e tem surtos à noite? E, por fim, um barqueiro, que vive preso ao seu barco, cujo remo não pode ser solto, mesmo que assim ele implore.
Para conseguir adentrar à caverna e cumprir sua derradeira missão, Joãozinho conta com um auxílio derradeiro: do servo do Ogro, um homenzinho chamado Milin. Temeroso, mas cansado da humilhação, ele engana o Ogro e acaba descobrindo que o monstro, que tem poderes mágicos, é responsável pela árvore morta, pelo filho adoecido, pelo barqueiro preso à sua embarcação e pelo tio do rei ganancioso transformado em um velho andarilho. Ao arrancar os três fios de cabelo de ouro, Joãozinho enfraquece o Ogro e quebra o ciclo de suas maldições. O dono do pomar encontra um tesouro embaixo da mangueira morta. A mãe vê seu filho acordado e bem depois de muito tempo. E o barqueiro finalmente solta o remo e se liberta.
O velho andarilho se torna novamente rei e retira o pai de Sophia do trono. O caminho para os dois apaixonados finalmente fica livre. E o final dessa história repete o de muitos para a alegria dos leitores de hoje e de outrora: Joãozinho e a princesa se casam e vivem felizes para sempre.

Sobre a autora
Maria Cecília de Lima é formada em hotelaria, e pós-graduada em Gestão Estratégica da Educação e Gestão Pública. Por muitos anos trabalhou como funcionária pública em uma faculdade estadual de São Paulo.
Desde criança tem o sonho de ser escritora, inspirada pela avó Conceição que era uma grande contadora de histórias. Decidiu abandonar o emprego público para perseguir esse  sonho e agora lança "Joãozinho e a Maça", o primeiro livro da série "Histórias que minha avó contava".  https://historiasqueminhaavocontava.com/

Ficha técnica
Título: Joãozinho e a maça
Autora: Maria Cecília de Lima
Formato: 14 x 21 centímetros
Gênero: Infantil
Páginas: 46
Editora: Viseu

O livro está disponível nas seguintes plataformas:
  • Livro impresso: Site da Viseu, Amazon, Americanas, Magazine Luiza, Mercado Livre, Shoptime e Submarino. 
  • E-book: Amazon, Apple, Barnes & Noble (EUA), Google, Kobo, Livraria Cultura e Wook (Portugal).
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quarta-feira, 29 de julho de 2020

Rosilene Almeida e seus livros

Rosilene Almeida - Foto divulgação
Rosilene Gonçalves de Almeida, Mineira de Belo Horizonte. Dedica sua escrita aos pequenos e encanta com a leveza e criatividade de suas histórias. A estudante de pedagogia já possui cinco livros publicados. Mesclando o lúdico com temas bem atuais, Rose nos apresenta histórias divertidas e educativas que resgatam o melhor da literatura infantil: os valores.
Os temas de seus livros são variados e sempre com histórias do cotidiano além de contar com belíssimas ilustrações que completam as obras.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Rosilene Almeida: Sempre gostei de escrever, porém nunca tinha pensado em publicar um livro. Até receber um livro o qual não me identifiquei, foi quando nasceu minha primeira história e o desejo de publicar um livro.

Conexão Literatura: Você é autora dos livros “A menina que tinha um cadeado na boca; A galinha que tinha dor de cabeça; A inundação do formigueiro; Escola pra quê? Disse Cauê e Que sapo que nada”. Poderia comentar? 

Rosilene Almeida: Sim, tenho esses livros publicados e vários projetos á caminho. São histórias para toda família, podem também ser trabalhadas nas escolas, consultórios de psicologia e nutrição.

Conexão Literatura: Entre os títulos citados tem algum que é super especial para você? Caso sim, por quê?

Rosilene Almeida: Todos são especiais, mas A menina que tinha um cadeado na boca é um xodó, por ser o primeiro e pelas dificuldades que tive para publicá-lo.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em um dos seus livros?  

Rosilene Almeida: A inundação do formigueiro: “ Ela descobriu que a tempestade havia dividido o reino, mas que o amor entre eles continuava inteiro”.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Rosilene Almeida: Os livros podem ser adquiridos através do meu Instagram : @rose.maequeescreve pela minha loja online: livrospelomundo.loja2.com.br pelas plataformas digitais: Amazon, Americanas.com, Mercado Livre, Estante Virtual, etc. Para conhecer meu trabalho me siga nas redes sociais.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Rosilene Almeida: Sim, em breve farei lançamento do e-book: Escrever e coçar é só começar. Mas e publicar?
Que ensina os primeiros passos para a publicação de um livro.
E lançamento do próximo livro: A tartaruguinha que não saía do casco.

Perguntas rápidas:

Um livro: Somos todos responsáveis (Pedro Bloch)
Um (a) autor (a): Monteiro Lobato
Um ator ou atriz: Silvester Stallone
Um filme: Desafiando Gigantes
Um dia especial: Nascimento de minha filha

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Rosilene Almeida: Leia para uma criança, mesmo que seja a sua criança interior

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Frida Kahlo vira tema de puzzle book

Lançamento da Catapulta Editores conta com ilustrações de Pablo Bernasconi

Símbolo da cultura mexicana e com uma história marcante, a artista Frida Kahlo passa a fazer parte da coleção Montando Biografias, da Catapulta Editores. O livro é recheado de ilustrações sobre a vida de Frida e vem acompanhado de um quebra-cabeça de 300 peças, sendo um dos mais recentes lançamentos da editora.

Cada livro da coleção Montando Biografias leva um nome ilustre da história moderna. O escritor Antoine Exupéry, de “O Pequeno Príncipe”, e a estilista Audrey Hepburn foram os estreantes do puzzle book. Na sequência, no fim de 2019, a editora lançou mais dois títulos sobre os inventores Jacques Cousteau e Nikola Tesla.

O nome de Frida Kahlo complementa a coleção e mostra a trajetória da artista na vida pessoal e na arte. A obra conta com ilustrações de Pablo Bernasconi, conhecido mundialmente por técnicas de desenho e colagem. Além de livros infantis, Bernasconi contribui para veículos de imprensa, como The New York Times, dos Estados Unidos, e La Nación, da Argentina.

Com preço sugerido de R$ 69,90, o novo livro da coleção Montando Biografias é recomendado para crianças a partir de 11 anos. A obra pode ser encontrada nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online, e no e-commerce da editora. Acesse www.catapultalivros.com.br e saiba mais.
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quinta-feira, 26 de março de 2020

AEILIJ divulga finalistas do III Prêmio de Literatura Infantil e Juvenil

clique sobre a imagem para ampliá-la
A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ) divulga os livros finalistas do III Prêmio AEILIJ de Literatura 2019. Segundo a presidente da entidade, Rosana Rios, "foram semanas de tensão e nosso Júri teve muita dificuldade para a seleção, dada a qualidade literária dos participantes; recebemos livros de todo o Brasil, de editoras pequenas, grandes e independentes. Foi um concurso tremendamente democrático e as obras sensacionais ficaram de fora da lista de finalistas, apenas pela matemática: trabalhamos com pontuação, o que facilitou a escolha final com base nos números".
Além dos 5 finalistas em cada categoria, há em Literatura Juvenil, um Prêmio Hors Concours. Todos receberão, em breve, um Certificado, que terá de ser virtual, por força das circunstâncias.
  
III Prêmio AEILIJ de Literatura Infantil e Juvenil – 2019
Resultado oficial

FINALISTAS
Literatura INFANTIL
* Deu Limerique na casa do bicho– texto de Alex Gomes / Ilustrações de Cris Alhadeff / Ed. Cortez
* Festança– texto de Edith Chacon / ilustrações de Fran Junqueira / Ed. Biruta
* Minha família Enauenê – texto de Rita Carelli / ilustrações de Anabella López – Ed. FTD
* O Acordeão Vermelho – texto de Kátia Gilaberte / ilustrações de Luciana Grether / Ed. Caleidoscópio
* Ora Bolas – texto e ilustrações de Paula Taitelbaum / Ed. Piu

Literatura JUVENIL
* HORS CONCOURS: Trago na boca a memória do meu fim– texto de Ricardo Azevedo / Ed. Ática

* A Roda da Vida –texto de Manuel Filho / Ed. Original (Panda Books)
* Caleidoscópio de vidas – texto de João Anzanello Carrascoza/ Ed. FTD
* Estou aqui se quiser me ver – texto de Tânia Alexandre Martinelli / Ed. Moderna
* Traços– texto de Liz Quintana / Ed. Metamorfose
* Vlado– texto de Kuri (Maria Beatriz F. De Souza) / Ed. Caleidoscópio

CONJUNTO de ILUSTRAÇÕES
* A menina e a planta – ilustrações de Andréia Vieira / Ed. Madrepérola
* Cadê o livro que estava aqui? – ilustrações de Jana Glatt / Ed. FTD
* Cascudinho – o peixe contador de histórias– ilustrações de Luciana Grether / Ed. do Brasil
* Motosblim, a incrível enfermaria de bicicletas – Ilustrações de Marcelo Velasco / Ed. Entrelinhas
* O filho querido de Olokun – ilustrações de Clara Zúñiga/ Ed. Pallas
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domingo, 5 de maio de 2019

A floresta de criaturas míticas de Dawid Planeta

Sobre o artista Dawid Planeta:
Ilustrador que vive em Cracow, na Polônia. Nessa coleção de ilustrações ele criou de forma curiosa criaturas míticas, todas num tom de preto e branco, tornando o cenário da floresta sinistro.










Para conferir mais trabalhos do artista, acesse: https://minipeople.tumblr.com

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quarta-feira, 25 de julho de 2018

Livro "Todos os pais do mundo", tem lançamento em agosto

Livro para quem gosta de conto cantado, história bonita, violão e amor de pai

“Tem pai que sai cedo.” “Tem pai que chega tarde.” Tem pai que merece homenagem e reverências pelo que foi em vida e inspira, na iminência da morte, transformar lembranças em palavras. Assim nasceu Todos os pais do mundo (Lago de Histórias), uma história sobre todos os pais, sobre a vida diante deles, sobre eles diante da vida. O lançamento será em agosto e marca a estreia do músico e professor de Inglês André Tavares na literatura.

- Meu pai estava muito doente, estávamos começando a perder o chão e percebendo que a vida estava chegando ao fim. Esse texto foi concebido no Dia dos Pais de 2017, o último dele conosco, sem a menor intenção. Entrei em pânico por realizar que poderia ser o último com ele. O sofrimento e o desespero se transformaram em memórias costuradas em texto, lembra.

Ilustrado por Camila Carrossine, o livro ficou ainda mais cheio de amor em traços marcados pelo afeto e o envolvimento em um título que deseja que as pessoas enxerguem que todo e qualquer pai, entre erros e acertos, é o melhor do mundo. “Cada pai, do jeito que é, sempre busca o melhor para um filho”, acredita o autor.

Todos os pais do mundo traz para o mercado de infantojuvenis contribuição extra. É bilíngue. De cabeça pra cima o texto é lido em Português e de cabeça para baixo, em Inglês. Para o autor, ele pode colaborar com aulas de storytelling (contar histórias de forma mais atrativa), bem como para aulas de música, atividades de listening (escuta) e fill the gaps (ajudar a suprir lacunas), sem contar com o princípio básico da tradução com indexação de imagens, o que faz com que a criança possa aprender vocabulário e frases através de referência Inglês/Português e Inglês/Imagens.

Este é o nono livro da Lago de Histórias, o primeiro cuja autoria não é da editora Helena Lima e guarda ainda outra surpresa para os pequenos e grandes leitores: a versão melodiosa da obra. All the dads in the world (www.todosospaisdomundo.com.br) é a música composta por André Tavares para deixar a emoção ainda mais à flor da pele.

SERVIÇO
Todos os pais do mundo // Editora: Lago de Histórias
Formato:  26 x 18cm  // Páginas: 68 // Preço: R$ 39,90

SOBRE O AUTOR:
André Tavares é professor, fundador da Better English School, músico, cantor, poeta, entusiasta, barbudo e todo rabiscado. Canta e vive de olhos fechados porque é assim que sente mais prazer.  Em sala de aula, deixa de lado o planejamento para arrancar sorrisos espontâneos com o inusitado. É pai da Manu.

SOBRE A ILUSTRADORA:
Camila Carrossine é paulista e passou a infância rabiscando papeis e paredes. É ilustradora, escritora de livros,diretora de arte e roteirista de animação. E mãe da Luna.

SOBRE A LAGO DE HISTÓRIAS
O Espaço Cultural Lago de Histórias é um desdobramento da editora homônima, fundada em novembro de 2016 no Rio de Janeiro, na mesma noite de lançamento dos livros Mais felizes do que sempre, Bia sem pressa, Os medos de Bel, e Soldado, todos de autoria de Helena Lima, - pedagoga, professora com mais de duas décadas de experiência no ensino básico, editora fundadora do Espaço.

Com uma proposta rara no Rio de Janeiro, de oferecer oficinas de criação literária e de artes regulares para crianças e adultos, o Espaço Cultural Lago de Histórias abriu suas portas em abril de 2017. É voltado também para pais, professores e todos que desejam despertar ou aperfeiçoar sua escrita e leitura.  A Editora tem atualmente oito livros publicados.
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terça-feira, 18 de julho de 2017

Grátis: Livro infantil resgata a alegria das colônias de férias


Crianças brincando ao ar livre, contações de histórias, música ao som do violão e muitas travessuras. Esses são os elementos principais do novo livro infantil da escritora e poeta Alexandra Vieira de Almeida, com ilustrações da artista plástica Giselle Vieira. A obra "Xandrinha em: a fogueira de constelações" será lançada gratuitamente pelo site da personagem (http://xandrinhaeseusamigos.com.br/) e promete resgatar as tradicionais atividades das colônias de férias.

Segundo a autora, o título do livro é uma metáfora do que acontece nesses locais ao ar livre, onde todos podem admirar o céu estrelado. "Num mundo onde se 'respira' os computadores e os jogos eletrônicos, achei importante destacar a verdadeira beleza que se encontra na natureza, como, por exemplo, as estrelas e as árvores".

A história começa com a personagem principal, Xandrinha, ansiosa para terminar a aula para poder ir viajar para a colônia de férias. Lá, ela conhece dois novos amigos, os irmãos gêmeos Dudu, que gosta de tocar violão, e Duda, que ama dançar. Na colônia também estará Beto, que aprontará todas.

Nesta colônia, à noitinha, Xandrinha cria um novo jogo em que todos vão ter que dizer o que mais gostam de fazer. Então, ela proclama o poema "Sol e lua". "A menina quer mostrar também seu dom que é a poesia, trocando figurinhas com os novos amigos e recitando suas poesias para eles".

- O poema 'Sol e Lua' escrevi durante minha infância. Dessa forma aproveito para dar vida e realidade dentro da ficção. Outra poesia que está nesse livro como sendo de autoria da personagem é o 'Circo da alegria'. Assim, misturo o inventivo, quando a Xandrinha cita o poema enquanto o Dudu toca o violão, com o real, o meu trabalho como poeta desde pequena - ressalta.

Incentivo para as crianças
Além de fornecer aos jovens leitores a aprendizagem por meio do lúdico e da imaginação, a escritora Alexandra destaca que suas obras também têm como objetivo resgatar as coisas boas da infância, como a pureza das brincadeiras saudáveis. "As crianças precisam viver mais o 'mundo real' e ficar menos prostradas diante da tv ou de computadores".

- Para isso, os pais precisam ajudar os filhos a desenvolver melhor a criatividade. E isso só acontece por meio da leitura - conclui.


Ficha técnica:
Título: "Xandrinha em: a fogueira de constelações". Volume 03
Autora: Alexandra Vieira de Almeida
Ilustrações de Giselle Vieira
Revisão gramatical: Rose Cléa Costa
Publicação: 2017
Formato: PDF
Preço: gratuito
Download gratuito pelo site www.xandrinhaeseusamigos.com.br 

 
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Confira a exposição inspirada em Stephen King!


Que Stephen King é um ícone do horror, isso é inegável. Suas obras já tiveram diversas adaptações para o cinema e a TV e seus personagens são referências no mundo do terror, desde o palhaço Pennywise de IT, a jovem Carrie, Jack Torrance de O Iluminado, o cachorro Cujo, o gato zumbi de Pet Sematery (cujo filme ganhou trilha sonora exclusiva gravada pelos Ramones!). O mundo de King é extenso e bem detalhado, o que torna as narrativas mais realistas e, por consequência, aumenta o impacto do horror, do drama e também do suspense em suas histórias. Sua escrita é muito visual, motivo esse que facilita para que seja frequentemente adaptada para o cinema. Por isso mesmo também rende belas artes visuais inspiradas em seus livros. Fãs de todo o mundo com bastante freqüência criam as chamadas fanarts (artes de fãs) sobre os personagens e cenários de King (basta jogar no Google fanarts Stephen king e você encontrará muita coisa!). Agora imagine artes assim, inspiradas no sombrio mundo de King, expostas em uma galeria? Pois é exatamente isto o que está acontecendo no Gallery 1988, em Los Angeles. Veja abaixo algumas das belas artes que integram a exposição!
                
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Legado de Poe: conheça 5 escritores e artistas inspirados em Edgar Allan Poe

Podemos dizer que, de alguma forma, Poe tornou-se imortal. A obra de Poe ecoa pelos séculos desde sua publicação e suas palavras e ideias são perpetuadas e discutidas por muitos, o que garantiu a ele um lugar de destaque na literatura. Na verdade, sabemos que, infelizmente, o escritor ganhou mais reconhecimento postumamente, apesar de ter publicado boa parte de sua obra em vida, principalmente seus mais famosos contos, poemas e ensaios. Logo já influenciou um grande nome da literatura francesa e mundial, pois Baudelaire foi um dos primeiros grandes autores a admirar a obra de Poe, o que o conduziu a traduzir os textos para levar a obra do mestre para a França, tornando-o mais conhecido na europa. Anos depois, Poe continuaria a influenciar muitos escritores e artistas pelo mundo. Lovecraft, Stephen King, Tim Burton, Vincent Price e muitos outros.
Como já disse, pelo mundo todo há escritores e artistas influenciados por Edgar Allan Poe. E no Brasil não podia ser diferente, como você deve ter notado pelo avatar deste site, no qual temos uma ilustração de Poe. O objetivo desta matéria é mostrar como Poe continua influenciando muitos escritores e artistas e a importância dessa influência aqui no Brasil. Portanto, leia abaixo breves entrevistas com 5 escritores e artistas (2 escritores e 3 artistas plásticos) cujos trabalhos são influenciados por Edgar Allan Poe. Um deles, inclusive, é o criador aqui do blog da Revista Conexão Literatura. E a imagem de capa é a obra de um dos grandes artistas plásticos entrevistados para a matéria.
Veja abaixo uma breve biografia explicando mais sobre o trabalho de cada um e entenda como Poe os influencia em seus respectivos trabalhos, desde escrever contos inspirados em Poe, organizar antologias e sites inteiros dedicados ao autor, criar um site de literatura a fazer belas esculturas ou ilustrações. As entrevistas foram organizadas em ordem alfabética, começando pelos escritores, pela proximidade com o trabalho de Poe, seguidos dos artistas plásticos, também em ordem alfabética (a entrevista final é com o criador da obra escolhida para a imagem capa!).
Editor e idealizador da Revista Conexão Literatura e deste blog. Paulista, escritor e ativista cultural. Membro Efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba/PR). Participou em mais de 40 livros, sendo um dos mais recentes “Nouvelles du Brésil”, publicado na França pela editora Reflets d’Ailleurs. Publicou pela Editora Draco “O desejo de Lilith” e o seu mais recente romance “Caçadores de Demônios”. Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, criou e publicou as antologias “Poe 200 Anos” e “Nevermore”. Adora pizza, séries televisivas e HQs. E-mail: pascale@cranik.com
1. Como surgiu o interesse na obra de Poe? 
O interesse por Poe surgiu na faculdade. A minha professora de literatura estrangeira era fã de Poe e ela ministrava as aulas com tanto gosto, que logo veio o meu interesse em saber mais sobre as obras dele. Hoje me considero mais fã dele do que ela…(rs)

2. Qual a importância e a influência dele no seu trabalho como escritor? 
E como surgiu a ideia do blog e das antologias inspiradas no autor? 
90% do meu trabalho hoje na literatura veio da inspiração em Poe, não somente sobre as suas obras literárias, mas também sobre a sua história de vida. Fiz livros inspirados nele, quadrinhos e fanzines.
A ideia do blog “Poe’s Club” (www.poesclub.blogspot.com), veio justamente pela falta de informação que encontrei ao procurar por informações sobre Poe em sites ou blogs brasileiros. Poe morreu precocemente e se vivesse mais, certamente teria nos deixado muitas outras obras. Essa carência por mais obras dele me inspirou a criar antologias inspiradas em seus contos, surgindo os livros “Poe 200 Anos”, que fiz em parceria com o escritor Maurício Montenegro, e “Nevermore – Contos Inspirados em Edgar Allan Poe”. Recentemente fiz uma homenagem ao Poe na 2ª edição da Revista Conexão Literatura. Ela ainda pode ser baixada acessando o link:http://www.fabricadeebooks.com.br/conexao_literatura2.pdf
Duda Falcão em 2010 fundou com Cesar Alcázar a Argonautas Editora, especializada nos gêneros fantásticos. Seu primeiro romance de aventura e horror, intitulado Protetores, foi lançado em 2012. No ano seguinte, publicou o livro de contos Mausoléu – uma coletânea com textos inéditos e outros publicados desde 2009. Em 2013 e 2014 foi curador do Tu, Frankenstein na 59ª e 60ª Feira do Livro de Porto Alegre. Também é um dos idealizadores da Odisseia de Literatura Fantástica que ocorre na capital gaúcha.
Pessoalmente, indico muito para fãs de Poe e de literatura fantástica mais sombria em geral os contos de Duda Falcão “Relíquia”, “A Pena do Corvo”, “Museu do terror”, todos presentes no livro “Mausoléu”. Nos dois primeiros vemos referências a Edgar Allan Poe, um contando sobre o gato preto e outro sobre um narrador mais do que obcecado com Poe – um conto que vale a pena do corvo ler e reler. Em “Museu do Terror” vemos um cenário fantástico onde há peças retiradas de diversas obras da ficção, o que torna esta narrativa uma incrível obra de meta-ficção; Veja abaixo uma breve entrevista com o autor:
1. Como surgiu o interesse na obra de Poe?
O meu interesse em Edgar Allan Poe foi despertado pela capa de um livro. Na minha casa, há mais de duas décadas, recebíamos visitas de vendedores do Círculo do Livro. Um sistema de assinatura em que todos os meses devíamos fazer uma encomenda. Naquela época as livrarias eram mais escassas e as condições econômicas para comprar um livro bem menos favoráveis do que hoje. Adquiri a obra Histórias extraordinárias por ver um gato sentado sobre uma teia de aranha e um sujeito de aspecto doentio vestindo um manto. As duas figuras estavam posicionadas abaixo de um portal e as linhas que os desenhavam pareciam feitas de ouro. Não sei explicar a sensação que passou pela minha cabeça. Mas fui atraído pela imagem. Quem foi que disse que não deve se comprar o livro pela capa¿ Naquela oportunidade foi por isso que eu o comprei. Nem imaginava quem era Poe. Acertei na mosca. Acabei conhecendo um dos meus autores preferidos. Até hoje os contos que mais me impressionam naquele volume são A queda da casa de Usher, O barril de Amontillado, O gato preto, William Wilson e Os crimes da rua Morgue.
2. Qual a importância e a influência dele no seu trabalho como escritor?
Sem dúvida, Poe é importante, em primeiro lugar, na minha formação como leitor. Prefiro contos a romances. Isso não significa que eu não goste de ler romances, mas gosto mais de ler contos. Talvez esse fato tenha me proporcionado maior familiaridade com a escrita de prosas curtas. Percebo no conto uma preocupação muito mais forte com o enredo e a atmosfera do que com a construção do personagem. Isso não significa que quem escreva contos não se preocupe com os personagens, basta conhecer o doentio e cadavérico Usher. Porém, acredito que o foco não está no protagonista ou nos personagens secundários, mas sim na trama, na sensação final que o escritor pretende causar ao contar o seu relato. No meu livro Mausoléu, você pode encontrar diversos contos influenciados de forma direta por Poe. Vou citar dois deles. Em Relíquia, publicado pela primeira vez no livro 200 anos de Edgar Allan Poe, o protagonista, conhecido pela alcunha de Proprietário do Museu do Terror, invade o conto O gato preto para capturar o felino. No conto A pena do corvo, o personagem principal é um colecionador que se depara com um objeto mágico capaz de consumir sua sanidade e a sua própria identidade – foi escrito em primeira pessoa para aproximar o leitor da história e a sua principal referência é o conto Nunca aposte sua cabeça com o diabo. Em breve ocorrerá o lançamento de O corvo: um livro colaborativo, que será publicado pela Editora Empíreo, para a qual submeti um conto intitulado O resgate de Lenora – fantasia heroica em homenagem ao poema O corvo e que também, de certa forma, faz referência a outro autor que admiro muito: Robert E. Howard.
Publicitária, mora em Porto Velho, Rondônia. Cria fotografias e artes visuais repletas de atmosfera sombria, inicialmente como forma de escapar da depressão e distimia. Começou a ilustrar em 2014, de forma complementar a fotografia, e faz obras inspiradas na literatura e na música, utilizando principalmente técnicas como pontilhismo e aquarela.
1. Como surgiu o interesse na obra de Poe?
Eu fui criada com 4 irmãos mais velhos me contando histórias de terror antes de dormir, pra me assustar. Quando fiquei maiorzinha, assistíamos filmes do gênero juntos nas sextas-feiras a noite, e como eu estava com eles, me sentia confiante para ver até as cenas mais fortes. 
Devo ter lido Poe a primeira vez naqueles livros de gramática e literatura do colégio, que falavam dos gêneros literários de forma cronológica e colocava trechos e até obras inteiras pra gente conhecer o trabalho dos autores. Ali, me encantei não somente com Poe, mas com outros expoentes do mórbido, como Augusto dos Anjos, Baudelaire, Alphonsus de Guimaraens. Não era algo que a gente encontrava em qualquer biblioteca, então quando vi a primeira vez um exemplar de Histórias Extraordinárias num sebo local, muitos anos depois, fiz questão de comprar e hoje tenho uma coleção muito bonita de livros dele, nacionais, estrangeiros e alguns bem raros. 
2. Qual a importância e a influência dele no seu trabalho como ilustradora?
Eu sempre fui muito visual, então sou dessas que compra arte, busca conhecer artistas e suas técnicas. Por estar ainda engatinhando quando se trata de arte, procuro ver e conhecer de tudo pra não me limitar, mas o obscuro e macabro vão sempre ganhar destaque na minha influência. O Poe tem essa capacidade incrível de nos colocar no lugar do protagonista, então somos os insanos, aqueles que têm visões, os ameaçados de morte, os assassinos. Acho que quando crio, seja através das ilustrações ou da fotografia, muito vem disso, tentar reproduzir um pouco da miséria e da angústia, já que a arte pra mim é uma válvula de escape da realidade e da vida.
Começou a estudar arte como autodidata aos treze anos, com quinze, já se especializara em artes plásticas, um campo onde, segundo o artista, existe a possibilidade de trabalhar com qualquer tipo de material sem depender apenas de tintas e pincéis. Conheceu o surrealismo e uniu sua paixão por cultura pop ao assunto. Os maiores debates em sua arte são relacionados sexo e religião. Hoje trabalha também como designer de roupas, pinta quadros e estuda teatro, dança e cinematografia e fez algumas ilustrações bem originais inspiradas no mestre Poe.
  1. Como surgiu o interesse na obra de Poe?
Conheci Poe quando estudava história da arte e como desde muito novo (em torno dos 15 anos) eu já me familiarizava com o surrealismo e o mundo fantástico, Poe sem dúvida me chamou atenção por tais motivos e ligações com tais movimentos artísticos. Sua persona estética caricata e como viveu sua vida, aguçou meu interesse por ele e sempre tentei usar sua imagem dentro de ilustrações inspiradas em suas obras.
  1. Qual a importância e influência dele no seu trabalho como ilustrador?
Todo escritor, artista por si, tem um pouco de si mesmo em suas obras, o terror da obra de Poe era vivo dentro de si, no seu rastejo de vida e isso sempre me chamou atenção. A forma que Poe viveu e a forma que via sua obra e como deixou em póstumas é de um lirismo similar ao de sua obra e isso sempre me interessou. Uma das grandes questões que percorria minha mente no inicio de minha vida como artista era o significado da morte, e com Poe fui aprendendo a decifrar esses mistérios e medos que percorrem o tema.
Poe, assim como Frida e Clarice Lispector –dentre outros – faz parte da minha formação eterna como pessoa e alma artística, por isso, os conheço e bebo de seus trabalhos aos poucos, como se fosse um amadurecimento de uma amizade, até mesmo póstumos. Creio que todo artista tem um pouco de suas dores, de suas influencias e de seus antigos, atuais e novos trabalhos misturados em cada novo projeto que se inicia. Poe me influencia de forma temporal, sagrada e na luta eterna de entender e acalmar meus (seus) próprios fantasmas.
Escultor e ilustrador inspirado em clássicos do terror, o artista conta que o horror é a casa dele. Começou muito cedo a desenhar e modelar devido ao estimulo familiar a explorar as possibilidades de manifestação artística.
Seu trabalho explora basicamente o macabro, os monstros, criaturas, mutantes, aberrações e os ambientes que elas habitam.
Já explorou a obra de Poe em ilustrações e mais recentemente modelou um busto do autor, replicado em resina. O próprio gato preto e o cadáver do conto também viraram esculturas e aguardam que uma brecha de agenda permita que ele termine um Shadow Box retratando uma cena do autor escrevendo, visto através de uma janela, enquanto citações de seus contos o cercam.
Veja abaixo uma breve entrevista com o artista explicando a influência de Poe em seu trabalho, acompanhada de imagens de belas esculturas em que ele retrata Poe (inclusive a imagem de capa é um trabalho dele!).
1. Como surgiu o interesse na obra de Poe?
Como um apreciador da cultura de horror durante minha vida inteira provavelmente traços da obra dele já estavam impregnados em mim muito antes de eu ter consciência que aqueles elementos eram provenientes de um autor específico.
Depois é claro que eu conheci de forma mais direta, ou quase isso, já que meu primeiro contato foi por adaptações para o cinema, e não pela leitura.
Meu primeiro conto dele foi bem óbvio, O Corvo, e dali pra frente ele sempre fez parte do meu cardápio.
2. Qual a importância e a influência dele no seu trabalho como escultor?
Inicialmente eu procurava temas mais orgânicos, deformidade e a decadência da carne.Mas a verdade é que isso cansa, depois de um tempo eu comecei a buscar temas mais abrangentes e voltei a me interessar pelo primeiro tipo de horror com que tive contato, o gótico.
A obra do Poe é rica em imagens que dão vontade de materializar em esculturas, o próprio autor é extremamente característico e tem traços interessantes de trabalhar.
Ele também inspira trabalhos relacionados a design de objetos, acredito que sua obra funcione melhor quando retratada no período em que foi escrita, portanto rende objetos de cena e decorativos em ambientes, o que ajuda a criar a atmosfera certa.
Seus personagens se retratados fielmente aos contos rendem a possibilidade de explorar trajes e penteados de época, não apenas é divertido de esculpir, da resultados agradáveis ao olhar.
Suas criaturas são majestosas e sombrias, Edgar Allan Poe é elegante em atmosfera na leitura e como inspiração para imagens.
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