Possessão Alienígena reúne grandes escritores brasileiros de ficção científica

Monitorar, possuir e manipular. De certo modo, a literatura, a mídia e o cinema ajudam na descrença da existência dos alienígenas, tor...

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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Lá na Laje retorna ao Sesc Pompeia com autoras negras e indígenas

Eliana Alves Cruz - Foto divulgação
Entre as convidadas confirmadas estão Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Igiaba Scego, Futhi Ntshingila, Mirta Portillo, Porsha, entre outras

Depois de um ano de ações, sob curadoria da jornalista Jéssica Balbino, o clube Lá na Laje retoma as atividades no Sesc Pompeia a partir do dia 26 de junho às 19h30. Com o tema "Resistência, substantivo feminino", o novo ciclo debate as formas de resistência na literatura e propõe um intercâmbio entre autoras brasileiras e de diferentes partes do mundo, privilegiando as produções feitas por pessoas negras e indígenas.

O primeiro encontro recebe a romancista Eliana Alves Cruz, do Rio de Janeiro, autora dos livros "Água de Barrela" e "O crime do cais do valongo" e Cidinha da Silva, autora de mais de 10 títulos, entre eles "#ParemdeNosMatar", "Um exu em Nova York" e "Exuzilhada". O bate-papo, que recebe o nome de "Paraísos Artificiais", conversa sobre quais são nossos paraísos nesta vida? Como a literatura feita pelas autoras cria, ora lugares de desconforto, ora de refúgio? Como podemos viver em um paraíso tropical e também artificial e como o país pode servir de matéria-prima para estas histórias, que reúnem contos, crônicas, trazem pesquisa história e denunciam o lado sinistro que existe por trás dos crimes de racismo na construção do Brasil, passando pela escravidão, exploração sexual e crimes contra a vida das pessoas negras. 

Além deste tema, se entrelaçam outras conversa sobre ditaduras, violência, voz, corpos, religião, temas LGBTQi+, afeto, ancestralidade, entre outros, que ocorrerão em encontros que vão de junho a novembro. Para os próximos encontros estão confirmados nomes como Mirta Portilla (Cuba),  Porsha Olayiwola (EUA), Igiaba Scego (Itália), Futhi Ntshingila (África do Sul) e as brasileiras Bell Puã (Recife), Fabiana Lima (Bahia), Raquel Oliveira (Rio de Janeiro),  Cláudia Canto (São Paulo) Eliane Potiguara (Rio de Janeiro) e Dona Jacira (São Paulo).

A ideia é que, por meio desses encontros, também aconteça a difusão de novas vozes na literatura. "Estou muito feliz em fazer esta segunda etapa do projeto neste ano. Estamos num momento em que precisamos discutir sobre os temas propostos e promover o intercâmbio entre autoras de diferentes partes, com diferentes tipos de produção é uma forma de expandir o olhar para além do que estamos habituados", disse Jéssica Balbino.

Conheça as convidadas desta edição

Cidinha da Silva - Foto divulgação
Cidinha da Silva

Cidinha da Silva é mineira de Belo Horizonte, formada em história, foi presidente do Geledés – Instituto da Mulher Negra e publicou as obras "Cada Tridente em seu lugar", "Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor", "Sobre-viventes",  "Oh margem! Reinventa os rios", "Racismo no Brasil e afetos correlatos", "Baú de miudezeas, sol e chuva", "Parem de nos matar" e "Exú em Nova York",  sendo que algumas delas foi pela editora Kuanza, do mesmo instituto que fundou e preside. Cidinha organizou também a coletânea Africanidades e relações raciais. É também autora dos infanto-juvenis "Os nove pentes d´África", "Mar de Manu" e "Kuami", além do de poesias "Canções de amor e dengo".

Eliana Alves Cruz

Jornalista e escritora, autora dos livros Água de Barrela, baseado na trajetória da própria família desde o século XIX na África e O Crime do Cais do Valongo, foi vencedora da primeira edição do Prêmio Literário Oliveira Silveira, oferecido pela Fundação Cultural Palmares em 2015.

Mediação

Jéssica Balbino

Jéssica Balbino é jornalista e produtora cultural. Pesquisadora, mestre em comunicação pela Unicamp e diretora do documentário 'Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica'. Curadora de eventos literários no Brasil, é editora do blog Margens e autora dos livros "Traficando Conhecimento" e "Hip-Hop: A Cultura Marginal".

Serviço 
Lá na Laje: Resistência, substantivo feminino
25 de junho, quarta-feira às 19h30
Área de Convivência do Sesc Pompeia
Grátis. Classificação indicativa: livre.
Acessibilidade em Libras.
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terça-feira, 16 de abril de 2019

Flipoços valoriza pautas indígenas e dos povos originários nesta edição

Ailton Krenak - Foto divulgação
Mesas, fóruns, debates e atividades infantis estão previstas na programação que tem como tema "Literatura Sem Fronteiras"

Pensando na valorização dos povos originários, a 14ª edição do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços, que neste ano ocorre entre os dias 27 de abril e 05 de maio desenvolve várias mesas, fóruns e atividades voltadas às pautas indígenas e discute, essencialmente, o genocídio indígena no Brasil.

A primeira mesa a contemplar o tema ocorre na segunda-feira (29 de abril) às 20h no Teatro da Urca com o tema "Vidas entrelaçadas às dos primeiros habitantes – diálogo com os povos da floresta e sua importância na formação cultural brasileira", com o líder indígena Ailton Krenak, autor de livros como "O lugar onde a terra descansa", a antropóloga e escritora Betty Mindlin, a pesquisadora de povos indígenas e atriz Andreia Duarte, atriz da peça "Gavião de Duas Cabeças", que denuncia o genocídio e a situação dos povos indígenas e a escritora e cineasta Rita Carelli, autora do livro "Minha Família Enauenê" e também da coleção "Um dia na Aldeia", feita em parceria com a ONG Vídeo nas Aldeias, cujo o título "A história de Akykysia, o dono da caça" foi premiado pelo White Ravens e com o selo  Altamente Recomendável pela FNLJ.

Além da mesa, na terça-feira (30 de abril) às 09h o Flipoços recebe o 1º Fórum de Debates Indígenas, com duas mesas, a primeira "Palavra criadora: narrativas tradicionais indígenas" que será com Angela Pappiani, Betty Mindlin e mediação de Susana Ventura. Na sequência, ocorre a mesa "Povos Indígenas e Questões Territoriais: aspectos históricos e atualidade" com Ailton Krenak, Robson Antonio Rodrigues, Carla Cunha Pádua, Fernanda Borges, Adenilson Kiriri, Fabiano Melo e mediação de Taciana Oliveira Ruellas.

A programação infantil, no espaço Sesc Flipocinhos, também recebe dois autores indígenas, que são Daniel Munduruku  e Auritha Tabajara e ficarão responsáveis por bate-papos e contação de histórias ao público infanto juvenil do festival.
Auritha-Tabajara - Foto divulgação
Para a curadora e organizadora do festival, Gisele Corrêa Ferreira, tratar da temática dos povos originários e celebrar a literatura indígena é fundamental neste ano. "Nós tivemos o cuidado de pensar esta temática e de, com o apoio da Betty Mindlin, formatar a primeira mesa, em que o debate sobre o genocídio dos povos indígenas e a literatura, bem como a arte, feita a partir desta pauta, torna-se obrigatório. Será uma mesa de altíssima qualidade intelectual e indispensável na nossa programação, visto que os povos indígenas são inerentes à nossa formação", declarou.

Ainda de acordo com ela, realizar o Fórum Indígena só acrescenta ao festival. "Estamos muito felizes com essa novidade e com o debate sobre este tema, que é tão importante e urgente. Nosso festival é plural e diverso e o fórum chega para ressaltar ainda mais nosso compromisso com as pautas identitárias", enfatizou.

O Flipoços 2019 é um projeto executado por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e conta com o patrocínio do DME e Café Três Corações e Secretaria de Turismo. Apoio das entidades Câmara Brasileira do Livro, Câmara Mineira do Livro, Instituto Pró-livro, Embaixada de Portugal no Brasil e Instituto Camões. Parceria Cultural Sesc e Senac Minas.  Mais informações, sobre ingressos, programação completa e guia virtual podem ser obtidas no site www.flipocos.com e telefone 35 3697 1551. 
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