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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Neuropsicóloga baiana lança livro "Refém do medo"

 


Live será transmitida no canal da Literare Books International no YouTube

O livro “Refém do medo: identificando sintomas, melhorando o sofrimento e quebrando preconceitos”, publicado pela editora Literare Books International, terá o seu lançamento on-line no dia 23 de fevereiro. A obra é de autoria de Suzana Lyra, neuropsicóloga clínica, perita, especialista em dificuldades de aprendizagem, comportamento e demências, investigação forense e perícia criminal.

O lançamento acontecerá às 20h, no canal da Literare Books International no YouTube. A live de lançamento também poderá ser assistida posteriormente no mesmo canal e no perfil da editora no Instagram (@literarebooks).

O medo talvez seja a mais primitiva das emoções. Pode nos congelar, nos impelir a fugir e, em casos extremos, nos preparar para nos defender. É comum as pessoas relatarem que sentem medo e isso é altamente saudável. Senti-lo também é algo positivo, para as questões psiquiátricas e psicológicas.

Na obra de Suzana Lyra você encontra não só métodos para praticar no seu dia a dia e afugentar o medo, mas também palavras, situações, experiências que levarão a refletir sobre a necessidade de mudança comportamental para construir um emocional mais equilibrado, controlando seus pensamentos e, desse modo, poder aproveitar melhor a vida.

Suzana Lyra - Divulgação



A live será um bate-papo mediado pela jornalista e assessora de comunicação da editora, Débora Luz. Após abordar os tópicos do livro, os espectadores poderão participar do lançamento por meio de perguntas para a escritora. 

SERVIÇO
Lançamento do livro: "Refém do medo: identificando sintomas, melhorando o sofrimento e quebrando preconceitos"
Data: 23 de fevereiro de 2021

Horário: 20 horas
Onde: canal da Literare Books no YouTube (https://bit.ly/literareaovivo)

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Conheça "Nunca Falhas. Sempre Lições", novo livro da autora Aline Basztabin


Não há sinopse, mas há relatos de uma menina que aprendeu muito em pouco tempo.
Sara é uma jovem perdida e com muitos problemas, amigos, namorados e inclusive familiares.
Só Deus na causa.
É um livro diferente, relatos de dores, amores que não deram certo, mas que no final valeu cada coisa ruim passada. Sabe porquê? Porque Sara precisava dessas lições.
Sara precisava amadurecer. Venha, que e eu te conto o porquê!

Sobre a autora:
Aline Basztabin, bob o signo de câncer e ascendente em touro, Aline é de personalidade forte, porém, possui uma doçura inconfundível como seu nome. Espírita, e é daí que encontra força para vencer os obstáculos da vida. Gosta de rezar e de ler sobre histórias. Meio nerd. Autora dos livros A indiscutível forma de Amar e a Essência da Dor, publicados em 2016.
Graduada em Pedagogia. Atualmente vive no estado da Flórida, USA.

LEIA ENTREVISTA COM A AUTORA
: http://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2021/01/aline-basztabin-e-seu-novo-livro-nunca.html

PARA ADQUIRIR O LIVRO: CLIQUE AQUI

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Aline Basztabin e seu novo livro “Nunca falhas, sempre lições” (Editora Pod)

Aline Basztabin - Foto divulgação

Quem é Aline Basztabin? Ela é descendente de poloneses que imigraram para o Rio Grande do Sul. Ela gosta de filmes antigos e tudo o que é relativo aos anos 50. Adora uma boa risada em meio a taças de vinho ou tequila. Gosta de ser quem ela é. Não, ela não é casada como a sociedade impõe, não possui filhos e nem marido  mas vive o sonho Americano o qual provavelmente você gostaria de estar vivendo. Aline Basztabin é independente emocionalmente.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: O livro “Nunca falhas, sempre lições” foi publicado em 2018 pela editora Pod. O livro narra experiências de uma menina–mulher chamada Sara. Poderia contar para os nossos leitores como surgiu a ideia de escrever o livro?

Aline Basztabin: Sara é uma adolescente que se sentia perdida e sozinha como a maioria dos jovens da nova geração. Se achava a dona da verdade e gritava alto para todos saberem que ela havia chego no lugar. A personagem Sara é muito querida, o problema é que como ela era muito sozinha e sem suporte da família, precisou passar por algumas experiências não tão legais para amadurecer e entender a vida como ela é, ou seja, saber lidar com dores emocionais. O que me inspirou em escrever a personagem Sara é saber que existe milhares de adolescentes na mesma situação, talvez as experiências dela com namorados e crescer sem o suporte dos pais. Ou seja, o mesmo que algum adolescente por aí esteja passando. É um livro de autoajuda e romance.  

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Nunca falhas, sempre lições”. Poderia comentar o que mais gosta na personagem Sara e o que você diria a ela daqui uns 10 anos?

Aline Basztabin: Eu gosto muito da força de vontade que ela possui apesar de ser bem sozinha e não conseguir entender as coisas. Gosto da inocência dela em termos de não guardar nenhum rancor e pedir ajuda. Gosto da humildade dela. Ela consegue no desenrolar do livro tirar valiosas lições em cada dor emocional que ela vivenciou.
O que eu diria a Sara, fica tranquila que vai dar tudo certo! hehehe

Conexão Literatura: Como foram as suas expectativas em publicar algo tão diferente e quanto tempo levou para concluir sua obra?

Aline Basztabin: Realmente escrever sobre amadurecimento e dores emocionais geram expectativas porque são fases da vida que todos nós passamos. Minhas expectativas são compartilhar essas vivências de Sara e alguém dizer “ei, eu entendo a Sara, já passei por isso”. Esse livro foi escrito com muito carinho e dedicação, mas claro que tudo que é feito com dedicação leva um certo tempo para ficar pronto, o qual me tomou 1 ano para que finalmente Sara tivesse pronta para ser lida.  

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Aline Basztabin: Existe vários trechos mas o qual eu mais gosto é quando ela descobre que tem crises de ansiedades e vai buscar ajuda profissional.

“Um dia eu fui na biblioteca da faculdade. Procurei desesperadamente livros contendo assuntos sobre os sintomas iguais aos meus. – isso só pode ser psicológico. – pensei. Achei um livro. “Como lidar com ansiedade e Crises de pânico”. Aquele livro salvou minha vida. Lembro bem de uma frase que me chamou muito a atenção: “pare de ficar dormindo no ponto e busque ajuda profissional se você estiver sentindo esses sintomas”. – Claro! – pensei. – Se eu não consigo comigo mesmo, devo buscar quem possa me ajudar. E foi o que eu fiz. Uma conhecida minha me indicou uma psicóloga muito boa. Não estava sabendo lidar com aquela situação sozinha e aquelas crises de sei lá o que na época, me impedia de sair com o pessoal da faculdade, de dirigir o carro, de ir no cinema e de até pegar um elevador. Sim, meu caro eleitor, eu fiz tudo sozinha. Eu tinha que me virar pois eu não tinha ajuda de ninguém. Eu não tinha tempo para esperar alguém me socorrer de mim mesma. Eu deveria visitar essa psicóloga o quanto antes. Criei coragem e liguei para a tal da psicóloga e longo
agendei uma consulta. Nunca me importei com que as pessoas poderiam pensar sobre pessoas que vão em psicólogos. Mas claro, não contei para ninguém que iria visitar uma psicóloga, nem ao menos ao Diego. Eu só queria me curar e me sentir bem de novo”.

Conexão Literatura: Você também é autora de outros romances, poderia comentar?

Aline Basztabin: Meu primeiro lançamento foi o livro “ A Indiscutível forma de Amar” o qual esta atualmente passando por revisão. Gosto muito desse trabalho pois esse romance é praticamente uma forma diferente de amor. O Segundo lançamento foi o livro ‘ A Essência da Dor”  o qual é baseado em fatos reais de um sobrevivente da segunda Guerra mundial e com certeza é um dos meus favoritos. Ambos podem ser encontrados no site da editora Baraúna.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro “Nunca falhas, sempre lições” e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Aline Basztabin: o livro está disponível no site da editora Pod.

Conexão Literatura: O que você aprendeu em escrever esse livro?

Aline Basztabin: Que a personagem Sara é uma guerreira independente das situações. Sempre há o que aprender.

Perguntas rápidas:

Um livro: Atualmente lendo Mnay lives, many Masters – Brian L. Weiss.
Um (a) autor (a):  Brian L. Weiss.
Um ator ou atriz: Kevin Kart.
Um filme: Twilight Zone – Tv show.
Um dia especial: Todos os dias que tem sol !!!!! sol é vida!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Aline Basztabin: Comprem meu livro! Hahah, estou brincando mas estou falando sério viu… também agradeço pela oportunidade de estar com vocês hoje.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Entrevista com Rozz Messias, autora do livro Poetizando

Rozz mora em Colombo no Paraná. É antologista, contista e poeta. Autora dos Planos de Aula da Revista Nova Escola, “Papai, tem monstro?”, Entrelaçados, Poetizando e Ao seu encontro. Premiada duas vezes no Concurso Literário de Colombo e pela Rede Conectando Saberes com o Projeto Cordel Extraordinário. Participa de 40 Antologias de contos e poesias. Responsável pela organização da trilogia Lendas pelo mundo, pela Dark Books.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Rozz Messias: Escrevo poesia desde os 15 anos, mas foi somente em 2018 que tomei coragem para me inscrever nas primeiras antologias. Com as aprovações me senti mais segura para participar de saraus, grupos literários e iniciar a escrita do meu primeiro livro solo. Eu não conhecia ninguém do meio literário, não tinha recomendação de nenhuma editora, então foi uma sequência de acertos e decepções literárias.   

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Poetizando”. Poderia comentar? 

Rozz Messias: Poetizando é a junção de parte de meus poemas, de 2018 até 2020. São poemas que falam sobre amor, saudade, esperança, chegadas e partidas, sonhos. 

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Rozz Messias: Qualquer acontecimento me inspira. Uma frase solta ouvida ou lida. Uma música, um sentimento ou emoção. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?  

Rozz Messias:  Desnuda

… 

Então meu corpo foi teu

Cada ínfimo pedaço 

Escravo dos teus laços e abraços 

Dominada por teus beijos 


Tornei-me apenas desejo

Tua voz fez-me demente 

Tornou-me quente, ausente de razão 

Tudo virou loucura, paixão crua 

Pura emoção 


Agora sou navegante, 

Flutuo errante 

Nesse mar de sensação 

Procuro a cada instante 

Teu olhar vigilante 

Para de novo estar desnuda

Despida, derretida 

Sob o calor de tuas mãos...

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Rozz Messias: Poetizando está disponível na UICLAP: https://loja.uiclap.com/titulo/ua2340/

Para conhecer meu trabalho literário: 

https://rozemarmessias.wixsite.com/website-1

https://www.facebook.com/rozemar.messiascandido

https://www.instagram.com/rozz_messias/

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Rozz Messias: Recomendo que escrevam muito, se possível que participem de antologias e façam bons cursos de escrita. Sejam cuidadosos na escolha das editoras, nem todas tem a preocupação mínima com a qualidade literária. Busquem recomendações, tenha uma rotina de escrita e façam amizades literárias. Em parceria tudo é mais fácil. O autor não sobrevive sozinho. 

Para publicação de livro solo fiquem atentos nos contratos, valor a ser pago (se não for publicação tradicional), direito a quantos volumes, há mínimo de livros a serem vendidos na pré-venda. Prepare-se para a publicação independente. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Rozz Messias: Muitos. Meu foco no momento é literatura infantil e poesia. Tenho uma trilogia em processo de publicação: Um galo lá em casa, Mais galos lá em casa e A fuga da galinha. 

Poetize-se será o próximo livro a ser lançado, todos como publicação independente. 

Filha da Tempestade é um conto que virou livro solo e está em processo de finalização. 

Como antologista trabalho na organização do livro de poesias Idílico Concílio, pela editora Edições e Publicações. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Contos de Grimm

Um ator ou atriz: Viola Davis

Um filme: Coração Valente

Um hobby: fazer caminhadas

Um dia especial: dois: quando meus filhos nasceram

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Rozz Messias: Só deixar o convite aos leitores para que conheçam meu trabalho e de outros tantos autores nacionais maravilhosos. Leia, deixe sua avaliação, apoie, divulgue. A literatura brasileira precisa de apoiadores. 

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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Imersão de 7 horas marca o lançamento da edição comemorativa do livro Fitoenergética



O evento que seria presencial, será totalmente on-line por conta da pandemia e deve reunir mais de 5 mil pessoas ao vivo


A pandemia trouxe uma nova realidade para todos os tipos de eventos. O que antes era realizado em auditórios, casas de shows, passarelas e estádios, agora ganham espaço nas salas virtuais. Exemplo disso é a imersão Jardim Secreto da Alma, promovido pela Luz da Serra. A vivência era feita todos os anos durante o Encontro Brasileiro de Fitoenergética, porém, esse ano devido ao distanciamento social, o evento será 100% on-line e, segundo os organizadores, deve reunir cinco mil pessoas simultaneamente.
No curso, que ocorre no sábado, 22 de agosto, das 9h30 às 16h30, os pesquisadores em Fitoenergética, com 15 anos de experiência no assunto, Patrícia Cândido e Bruno Gimenes, vão orientar as pessoas, de forma dinâmica e divertida, a realinhar a natureza interna para proporcionar equilíbrio e bem-estar com práticas conduzidas, meditações, exercícios inéditos e técnicas avançadas de Fitoenergética. Neste evento, também será lançado a nova edição comemorativa do livro best-seller Fitoenergética, que apresenta o padrão vibracional das plantas e o poder que elas possuem.
A Fitoenergética é um sistema de cura e equilíbrio, que utiliza a energia oculta das plantas para o tratamento das causas emocionais das dores do corpo e da alma. Ela foi recentemente reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma das práticas integrativas de saúde. Além de todo conhecimento e práticas inéditas que serão ensinadas, os alunos que participarem do curso também receberão essa edição comemorativa do livro Fitoenergética.

SERVIÇO
O quê: Jardim Secreto da Alma – Lançamento do Livro da Fitoenergética
Quando: 22/08, 9h30 às 16h30
Onde: 100% on-line
Quanto: R$ 247 (individual) R$ 347 (família) – Livro incluso
Inscriçõeshttps://fitoenergetica.com.br/jsa-pgv-liv
Link de pré-venda do livrohttps://bit.ly/2Y3dIXQ
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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Livro aborda a capacidade das crianças em imaginar e criar histórias


"Não é uma caixa, mamãe!" é um lançamento da Catapulta Editores recheado de ilustrações

A imaginação das crianças pode fazer com que uma caixa de papelão se torne o mundo inteiro. Com o lançamento “Não é uma caixa, mamãe!”, a Catapulta Editores explora a criatividade dos pequenos ao mostrar diversos cenários criados pela pequena Mila, personagem principal da narrativa.

Com 40 páginas totalmente ilustradas, a história leva as crianças para conhecer desde o universo e seus planetas até o fundo do mar. A pequena Mila explora e se surpreende com os diferentes ambientes possíveis dentro da caixa de papelão.

Uma das propostas da narrativa é mostrar aos adultos como as crianças têm capacidade para criar e imaginar histórias com objetos simples. A história traz, ainda, a importância de incentivar tais habilidades nos pequenos frente ao ceticismo dos adultos.

O livro é recomendado para crianças a partir de cinco anos e tem preço sugerido de R$ 39,90. Além de estar presente nas principais livrarias do país, em lojas físicas e online, a obra já está disponível no nosso e-commerce. Acesse pelo site https://www.catapultalivros.com.br
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sexta-feira, 6 de março de 2020

Desembargador André Andrade lança obra sobre liberdade de expressão e discurso de ódio


“Liberdade de Expressão em Tempos de Cólera” é um livro da atualidade, retrata novos conceitos como o “hate speech” e o “cyberbulling”. A obra é resultado da tese de doutorado do autor, André Gustavo Corrêa de Andrade, magistrado, jurista e coordenador da mais renomada escola de juízes do Brasil, a EMERJ.

O que é o discurso de ódio? Qual a resposta constitucionalmente adequada para esse tipo de discurso? Esses e outros questionamentos são levantados pelo autor, que a partir do exame dos fundamentos filosóficos e oferecendo exemplos da história, ilumina o caminho para quem deseja compreender a dimensão, nos dias de hoje, do conceito de liberdade de expressão.

O lançamento do livro “Liberdade de Expressão em Tempos de Cólera” será no dia 11 de março, às 17 horas, no Foyer do Tribunal de Justiça do Rio, 10º andar, localizado na Lâmina I da Av. Erasmo Braga 115, centro.

O livro:
A partir do exame de fundamentos filosóficos e exemplos históricos, o diretor-geral da EMERJ relaciona a liberdade de expressão e de imprensa a outros direitos fundamentais como a honra, a imagem e a vida privada.

“A ideia de que o discurso de ódio deva ser punido ou restringido independentemente das consequências que possa produzir significa afastar uma liberdade fundamental para o indivíduo e que constitui condição de possibilidade para a democracia: a liberdade de expressão”, destaca o autor.

O jurista Gustavo Binenbojm assina a apresentação da obra: “Conheci André Gustavo Corrêa de Andrade há muitos anos, quando ainda promotor de Justiça e posteriormente magistrado de carreira. Ao longo desse tempo, aprendi a admirá-lo e a respeitá-lo como juiz e figura humana, conhecido por inúmeras virtudes, dentre as quais destaco a inteligência generosa, o humor refinado e a irresistível gentileza. A presente obra é reflexo não apenas das convicções intelectuais, mas da prática diuturna do autor”. 

O autor:
André Gustavo Corrêa de Andrade é mestre em Direito pela UNESA (2003) e doutor em Direito pela UNESA (2018). Foi promotor de Justiça e tomou posse como juiz em 1990. Em 2007, promovido à desembargador. Professor de Processo Civil no Curso de Pós-Graduação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e professor da EMERJ desde 1993, André Andrade já coordenou diversos cursos de iniciação para magistrados. Também é autor do livro “Dano Moral e Indenização Punitiva” e organizador do livro “A Constitucionalização do Direito – A Constituição como locus da hermenêutica jurídica”. Tem assento efetivo na 7ª Câmara Cível. É convidado para palestras sobre liberdade de expressão em diversas instituições no Brasil e no mundo.
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Léo Bueno e o livro As canções do asfalto sem fim, por Cida Simka e Sérgio Simka

Léo Bueno - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Nasci em Porto Rico e sou brasileiro: meus pais, brasileiros, estavam se refugiando da ditadura. Mas sou um cidadão do ABC paulista desde que me lembro. Tenho 46 anos, sou jornalista e pós-graduado em Comunicação Social. Trabalhei na Rádio Jovem Pan, no jornal Diário do Grande ABC e fui assessor de imprensa do prefeito Celso Daniel (Santo André-SP). Fui premiado em 2005 no Mapa Cultural Paulista – em segundo lugar – pelo conto Déjà-vu. Mas nunca mais publiquei nada de literatura até agora, com este As Canções do Asfalto sem Fim, na verdade o meu primeiro livro solo.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que o levou a escrevê-lo?

Eu já arriscava alguns versos desde antes dos dez anos de idade, mas agora é a primeira vez que componho uma série de poemas em torno de um tema comum. A inspiração começou em 2013, durante a convulsão social brasileira, e aumentou em 2016, com o golpe, a maldade e a violência que ele envolveu. Depois das eleições de 2018, levei um ano escrevendo esse livro; era uma forma de, senão exorcizar, pelo menos equacionar essa violência social, que é muito semelhante à dos fascismos europeus do século XX. É um livro político, sem dúvida, mas todos os temas mais comuns à literatura – o amor e a morte, principalmente – também estão nele.

Como analisa a questão da leitura no país?

Ela gira em torno de um paradoxo.
Antonio Candido, o grande crítico, nos lembrava de que a literatura brasileira nunca foi páreo para outras grandes escolas – a russa, a francesa e a inglesa, por exemplo –, mas era ela que nos definia enquanto nação, um país que começou colônia e escravagista e que não resolveu esses aspectos ainda.
E qual é o paradoxo? É que a leitura no Brasil hoje é ao mesmo tempo muito ruim e muito boa.
É impossível negar que, no aspecto comercial, a situação beira a tragédia. Grandes editoras fecharam as portas nos últimos anos, grandes livrarias também – ou entraram em crise – e o e-book não substituiu os livros escritos como se esperava. Ao mesmo tempo, analisando os livros mais vendidos, a gente percebe que a literatura não está na lista: são livros de autoajuda, volumes motivacionais para as pessoas enriquecerem e, por sorte, um ou outro livro infantil. Então basicamente isso, como dizia Candido, nos define como nação hoje: um país iletrado e, consequentemente, filisteu. Por menos que o presidente e o ministro da Educação mereçam o nosso respeito, é preciso reconhecer que eles representam, sim, esse Brasil. Quando diz que os livros são ‘um amontoado de coisa escrita’, o presidente fala em nome de um Brasil que não lê, que não quer ler e que se ofende com o outro país, o que lê. Quando escreve ‘imprecionante’, o ministro da Educação manda a mensagem de que a língua portuguesa e a leitura estão longe de ser prioridade para as pessoas que o colocaram no poder.
Só que tem o seguinte: nós somos o país de Machado de Assis, de Castro Alves, de Graciliano Ramos e Manuel Bandeira, de Guimarães Rosa e Cecília Meireles. Não é tão fácil destruir uma tradição tão enraizada na nossa cultura. Por isso ainda temos grandes escritores neste momento, grandes produtores de literatura, tanto na prosa quanto no verso. E por isso grande parte da resistência a esse país iletrado vem justamente das artes, como a própria literatura.

O que tem lido ultimamente?

Procuro sempre ler livros tanto clássicos quanto contemporâneos, prosa e verso. E sou jornalista, por isso leio muita não ficção. Acabo de ler ‘Estado de Exceção’, do filósofo italiano Giorgio Agamben, um livro que recomendo com ênfase, porque muito do que ele diz parece referir-se ao Brasil. Estou lendo A História da Primeira Guerra Mundial, de David Stevenson, uma obra grandiosa, mas muito técnica e pouco narrativa. E acabei de concluir uma leitura cuidadosa de Doutor Fausto, de Thomas Mann, para um romance que vou escrever. No campo de versos, acabo de ler A Poesia da Recusa, do Augusto de Campos.

Que dica pode fornecer a quem deseja ser um escritor?

Tenho 46 anos e estou lançando meu primeiro livro – eu provavelmente sou a pior pessoa para dar uma dica nesta área (risos). Mas o que eu posso dizer é que a essa altura não adianta procurar grandes editoras: é preciso publicar, publicar sempre, publicar mais e melhor, por isso acho que quem deseja ser um escritor precisa se dedicar muito, buscar editoras independentes e não esperar grandes retornos. É uma forma muito precisa de combater a barbárie, principalmente no Brasil, mas poucos conseguirão viver dela.

Quais são os seus próximos projetos?

Gotas de Mim pelo Chão será lançado ainda este trimestre, também pela editora Terra Redonda. É um livro com cinco contos, todos em forma de diálogo e todos mais ou menos inseridos na tradição do realismo fantástico latino-americano. Tem a história de uma mulher que fala sobre suas várias personalidades a um psiquiatra – mas o psiquiatra não está lá para tratá-la; um estudante de arte cujo corpo crucificado aparece no portão da universidade; um homem que busca um algoritmo para contar a história de seu amor por meio do número Pi; dois amigos conversando num bar, quando um deles conta um segredo que envolve poder e medo; e um menino que entra de bicicleta numa rua, e essa rua nunca acaba.
Depois desse livro, se der certo, vem aí uma trilogia de romances baseados na filosofia de Theodor Adorno, os três mais ou menos inseridos no gênero de terror.

Lançamento do livro:

Data - 14/01/2020 (3ª. feira)
Horário - Das 20h às 23h
Local - Livraria Tapera Taperá
Galeria Metrópole
Av. São Luís, 187 - 2o andar - Loja 29
Centro
São Paulo/SP


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC e colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin, integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC e colunista da Revista Conexão Literatura.
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Projeto realizado na Penitenciária Feminina da Capital lança livro com textos e imagens produzidas durante laboratórios de criação

Foto divulgação
Mulheres Possíveis: corpo, gênero e encarceramento, selecionado pelo Rumos Itaú Cultural e desenvolvido pelas artistas Beatriz Cruz, Leticia Olivares, Sandra Ximenez e Vânia Medeiros, levou para a PFC atividades que abordaram corpo, gênero e encarceramento, partindo do processo de criação de narrativas pessoais, gráficas e corporais. O livro é a finalização do projeto e apresenta um compilado das experiências durante os encontros. No dia do lançamento, acontece um bate-papo sobre encarceramento feminino no Brasil

No dia 15 de dezembro, às 16h, é lançado no Itaú Cultural o livro Mulheres Possíveis: corpo, gênero e encarceramento, finalização do projeto de mesmo nome, contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2017-2018, dando continuidade ao trabalho de formação e criação artística desenvolvido na Penitenciária Feminina da Capital (PFC) junto às mulheres em situação de cárcere. Esta é uma parceria entre Beatriz Cruz e Sandra Ximenez, do Coletivo Dodecafônico, Leticia Olivares, do Coletivo Rubro Obsceno, e Vânia Medeiros, da Conspire Edições. O volume é um compilado de todo o processo, com textos e imagens produzidas ao longo dos diversos laboratórios e Escambo Poético, realizados dentro e fora da Penitenciária. No dia, o público é convidado para um bate-papo sobre a condição das mulheres em situação de cárcere e este trabalho.

Desenvolvido pelo grupo de artistas desde 2016, nesta edição, o projeto realizou quatro laboratórios de criação em diferentes linguagens artísticas para as mulheres na PFC: Lab_Performance, Lab_Caderno de Campo, Escambo Poético e Lab_Culinária, conduzido pela chef convidada Govinda Lalamrita. Todas as linguagens foram abordadas sob o mesmo guarda-chuva temático: corpo, gênero e encarceramento, partindo do processo de criação de narrativas pessoais gráficas e corporais.

Foto divulgação
O Escambo Poético colocou em contato mulheres que estão dentro e fora do sistema penitenciário. A atividade proporcionou, a partir de um jogo de perguntas, uma troca de correspondência entre as participantes de dentro e de fora da PFC, produzindo materiais como cartas, ilustrações e pequenos cadernos para intercambiar experiências, desejos e ideias. O intuito da atividade é criar uma rede de troca de informações intra e extra muro, gerando uma espécie de rede de sororidade, exercitando a empatia entre mulheres.

O conteúdo do livro engloba toda a experiência e a edição final foi feita pelas artistas em colaboração com as participantes do projeto, em reuniões coletivas. No momento do lançamento, o público participa de conversa com Dina Alves, advogada, atriz, ativista pelos Direitos Humanos, pesquisadora e doutoranda em Antropologia Social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/ SP); e com Cleude de Jesus, advogada, sócia no escritório Jesus, Leme & Zambel, militante nas áreas de Direitos Humanos, Direitos de Família e nas questões que envolvem gênero e raça.

Ambas falarão sobre a participação em Mulheres Possíveis e sobre o encarceramento feminino no Brasil, abordando os assuntos tratados na entrevista que com Dina Alves, também presente no livro e sobre a experiência de Cleude de Jesus na troca de cartas com uma das mulheres encarceradas, durante o Escambo Poético.

Sobre o Rumos Itaú Cultural
Um dos maiores editais de financiamento de projetos culturais do país, o Programa Rumos, é realizado pelo Itaú Cultural desde 1997, fomentando a produção artística e cultural brasileira. A iniciativa recebeu mais de 64,6 mil inscrições desde a sua primeira edição, vindos de todos os estados do país e do exterior. Destes, foram contempladas mais de 1,4 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa.

Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 7 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras divulgaram os trabalhos selecionados.

Nesta edição de 2017-2018, os 12.616 projetos inscritos foram examinados, em uma primeira fase, por uma comissão composta por 40 avaliadores contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. 

Em seguida, passaram por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 21 profissionais que se inter-relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição. Foram selecionados 109 projetos, contemplando todos os estados brasileiros.

SERVIÇO:
Rumos Itaú Cultural 2017-2018

Lançamento do livro Mulheres Possíveis: corpo, gênero e encarceramento
Dia 15 de dezembro
De 16 às 20h
Sala Vermelha
70 lugares
Entrada gratuita
Distribuição de ingressos:
Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante)
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa)
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência
Ar condicionado
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Bate-papo Brasil no Espaço, dia 11/12, às 19h


Sinopse: Natália, 35 anos, astrofísica brasileira, especialista em engenharia aeroespacial e residente em Berlim, na Alemanha volta à terra natal disposta a descobrir a verdade sobre o trágico destino de seu pai, João Marcos de Almeida, engenheiro mecânico, morto na explosão da base de lançamento de foguetes de Alcântara, em 2003. Ela se recusa a aceitar o resultado final da investigação militar, que fez com que o caso fosse arquivado por segurança nacional, alegando-se suspeitas de falha humana. Natália também tenta fazer justiça e provar que sabotagem e negligência podem ter sido as verdadeiras causas do acidente. Após ser selecionada para coordenar um programa de intercâmbio da Universidade Internacional do Espaço, uma parceria entre Brasil e Alemanha, ela embarca de volta ao Brasil levando consigo dois desejos: um, evidente, de tornar-se uma especialista em projetos aeroespaciais; outro, inconfesso, de descobrir a verdade sobre a morte misteriosa de seu pai. Em uma arriscada jornada, recheada de romance, aventura e suspense, Natália tenta montar as peças desse perigoso e letal quebra-cabeça.

Alcântara:
Palavra árabe que significa: a ponte. Essa península, situada no interior do Maranhão, já foi muito cobiçada e é considerada o melhor espaço-porto do planeta. Devido à sua localização geográfica ser próxima a linha do Equador (2graus), pode alcançar até 30% de economia de combustível, além dos foguetes ganharem uma velocidade extra de escape ao decolarem de suas bases e não oferecerem risco à população.
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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Evill Rebouças lança livro em português e francês na SP Escola de Teatro no dia 7 de dezembro


Evill Rebouças, dramaturgo que ao longo da sua trajetória recebeu várias indicações e prêmios, entre eles, o APCA e o Shell, lança o livro Como plumas ao vento - Comme des plumes au vent, publicação em português e francês no mesmo exemplar, e que aborda o lugar de (não) pertencimento em relação a refugiados. O evento acontece no dia 7 de dezembro, sábado, na SP Escola de Teatro, às 18 horas.

A peça de teatro ora publicada no livro foi criada a partir de duas experiências de pesquisas do dramaturgo. A primeira delas ocorreu, em 2016, quando Evill Rebouças recebeu convite para escrever uma peça de teatro na sede da companhia francesa Nie Wiem - um galpão fabril em Chateauvillain, a duas horas de Paris. O desafio foi agregar as experiências anteriores do dramaturgo no espaço não convencional às arquiteturas do galpão industrial e seus arredores, tendo como ponto de partida o olhar dos franceses sobre os refugiados.

A segunda pesquisa ocorreu, em 2018, quando o dramaturgo recebeu o Prêmio ProAc Editais - Texto de Dramaturgia.  Foi mantido o mesmo referencial de pesquisa, ou seja, os refugiados, porém surge um novo texto a partir das experiências contadas por congoleses, sírios, haitianos e venezuelanos no Brasil. Assim, a peça mostra acontecimentos que estão interligados por olhares e culturas diferentes e complementares, mas tendo o refugiado como centro de investigação.

Serviço

Lançamento / noite de autógrafos:
Como plumas ao vento - Comme des plumes au vent
Autor: Evill Rebouças / Editora: independente
Dia 7 de dezembro. Sábado, das 18 às 21h
SP Escola de Teatro (Saguão)
Praça Franklin Roosevelt, 210 - Consolação
Valor do livro: R$ 25,00 (cartão crédito e débito)
Contatos autor: (11) 94126 7714 – evillreboucas@yahoo.com.br

Relato sobre o processo de criação (por Evill Rebouças)

O processo de criação de Como plumas ao vento está intrinsecamente ligado à escrita e pesquisa de Sonhos & Songes, peça criada para a Compagnie Nie Wiem, coletivo com sede em Châteauvillain, cidade na região de Chamoagne-Ardenne, na França. 

Escrevi Sonhos & Songes em 2016, tendo como partida o olhar dos franceses sobre esses sujeitos que chegam à sua pátria. Havia também a minha percepção diante da experiência que vivia ali com os integrantes da Nie Wiem, pois não dominava a língua francesa e em muitos momentos eu só conseguia me comunicar porque estava à mercê de um tradutor. Foram quase dois meses de intenso processo de criação na sede da Nie Wiem, um antigo galpão fabril que recebe o nome de Centro Cultural Simone – Camp d´Entrainement Artistique. Inicialmente o nome do centro cultural me intrigava, mas foi só andar um pouco mais por Châteuvillain para ver inúmeras referências a Simone de Beauvoir – ela e Sartre tinham casa de veraneio na cidade e até hoje o imóvel se encontra conservado.

Importante detalhar um pouco mais esse primeiro processo de criação, uma vez que boa parte das experiências que vivi também está em Como plumas ao vento. Inicialmente, tínhamos apenas alguns disparos temáticos: o estrangeiro, o refugiado, o nômade, o viajante, o infortunado, aquele que acolhe, aquele que expulsa... Disparos, apenas. Sem norte certo, ou melhor, com infinitas possibilidades de rotas. Como um mar aberto. O que me cabe enquanto dramaturgo nesse mar de possibilidades? Como criar poéticas e discursos ao trabalhar com culturas, línguas, poéticas e formações artísticas tão diferentes? Resolvo devorar a pluralidade do encontro. Sem me preocupar se a dramaturgia teria discurso aberto/esgarçado/explodido ou se criaria tessituras com malhas mais fechadas (ainda que a estrutura fechada não seja bem a minha “praia” ideológica).

Nesse processo criativo em que as dramaturgias vão se estabelecendo por meio de um coletivo, há um pedaço de cada um. Um dia Bénédicte Lavocat – atriz, moradora de Châteauvillain dispara em nossa roda de discussão: “Los otros pueden venir em mi casa, pero no estan benvenidos em mi pais” (Os outros podem vir na minha casa, mas não são bem-vindos em meu país). Toca-me profundamente o incômodo dela. Intuo. Coloco-me no lugar. Fico matutando.

Outros pedaços me chegam. Histórias de moradores de Châteauvillain com diferentes formações e histórias: uma museóloga que, além de administrar um museu local, conhece intimamente as histórias dos moradores da cidade; uma especialista em geleias de cereja fabricadas com as frutas de seu quintal; uma ex-prefeita que também atuou em espetáculos teatrais; um vaqueiro que alimenta seus animais com produtos orgânicos; e uma senhorinha que mora em uma pousada municipal e acolhe, geralmente, peregrinos que estão indo em direção ao Caminho de Santiago de Compostela. Seu nome: Madame Clément. Oitenta e nove anos de encontros e abandonos, oitenta e nove anos de uma história que parece gritar: “Sou estrangeira de mim mesma”. Essas são as histórias que me atravessaram e me levaram para além dos temas inicialmente pensados.

Inúmeras histórias escutadas nas entrevistas e muitos materiais cênicos que não foram incluídos em Sonhos & Songes permanecem vivos. Em convivência com esses “pedaços” vivos me deparo, rotineiramente, com a realidade dos refugiados em meu país. Nas ruas, as sonoridades de idiomas estrangeiros passam a habitar nossos ouvidos: são muitos congoleses, haitianos, sírios, venezuelanos... Quais as diferenças e os aspectos em comum entre brasileiros e franceses no tratamento dado aos refugiados?  Como unir França e Brasil em uma nova peça sobre refugiados, sem, necessariamente, localizar ou universalizar demasiadamente as características de cada cultura? Foi a partir dessas inquietações que, em 2018, proponho para a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, via Programa ProAc Edital de Dramaturgia, a escrita de Como plumas ao vento. O projeto foi contemplado. Vieram os desafios. Se em Sonhos & Songes a escrita ocorre a partir do olhar de quem recebe ou acolhe o refugiado, em Como plumas ao vento a ideia é ouvir aqueles que chegam a uma pátria que não é a sua.

Não foi difícil encontrar histórias dilacerantes aqui em meu país. Haitianos que perderam seus familiares, suas casas, suas plantações de subsistências... advindos de um país devastado onde o Estado oferece basicamente água, onde não há iluminação pública, coleta de lixo, gás, escolas ou hospitais públicos – isso em decorrência do terremoto ocorrido em 2010. Situação idêntica vivem os congoleses, pois os serviços públicos praticamente inexistem no Congo em função das inúmeras guerras civis ocorridas em pouco mais de cinquenta anos de independência. Não diferentes são os relatos dos sírios, mas com um diferencial: a guerra pode ter matado e expulsado seus parentes, mas seus hábitos culturais permanecem vivos.

De todos os entrevistados, os relatos mais contundentes são os dos venezuelanos. São muitos pais e mães que deixaram suas casas e seus filhos sob o cuidado de parentes para trabalharem no Brasil e enviarem dinheiro para seus familiares. Um venezuelano muito jovem me disse que veio para o Brasil porque sua mulher foi diagnosticada com gravidez de risco e em seu país não havia hospitais públicos para acolhê-la. O mesmo me contou que ele e ela ficaram dois meses se alimentado de restos de comidas jogadas no lixo, já que ele não conseguia arrumar uma colocação de trabalho no Brasil. Outro venezuelano, dessa vez um senhor de quase sessenta anos de idade, motorista de caminhão, abandonou sua família e seu lar para trabalhar em qualquer atividade. Vender a casa e trazer a família para o Brasil é algo impensável, uma vez que aqui ele jamais conseguirá comprar um barraco de madeira com o dinheiro da venda de sua casa.

São muitos e muitas, de todas as idades, sem famílias, sem empregos, sem residências fixas, em busca de alguma colocação em um país que, infelizmente, vive um momento de extrema vulnerabilidade social, econômica e com políticas humanísticas inexistentes por parte do atual governo. Histórias difíceis, histórias parecidas. Como ultrapassar essas repetições e revelar outras humanidades? Elejo, então, imagens que possam transpor, de modo poético, a ideia de não pertencimento, de não lugar – um infindável estado de travessia, estejam os refugiados em solo pátrio ou não.  No entanto, em Como plumas ao vento, há também situações que remetem ao cômico, ao nonsense. Elas foram inspiradas em relatos que, vez ou outra provocavam riso: “No Congo eu tive namorada, aqui é difícil namorar. As brasileiras se acham!”.

Ao final desses dois processos de criação percebo que os oceanos são apenas detalhes enquanto fronteira entre Brasil e Congo, e Haiti, e Síria, e Venezuela, e França... As fronteiras podem ser rompidas, desde que haja disponibilidade para entrelaces...   Nesse entrelace de histórias e experiências vividas na França e no Brasil, aprendi muita, muita coisa...  Ah! Aprendi também que na língua francesa não é habitual o sujeito ser oculto. Presentes! Todos presentes nessa escrita! Que os refugiados, tão presentes na atual realidade em que vivemos, também possam ser figuras presentes em nossas vidas.

Apresentação do livro (por Alexandre Mate)

Evill Rebouças (um grande querido) tem sua vida dedicada ao teatro: como ator, diretor, autor, pensador... As participações em teatro, antes de nosso contato no Instituto de Artes da Unesp (onde estudou e formou-se mestre e licenciou-se em Artes Cênicas), não conheci. Entretanto, sua produção dramatúrgica – desde as primeiras obras criadas – me foi sendo apresentada pelos anos que se seguiram... Assim, por intermédio de diversas paletas temáticas experimentadas, do ponto de vista da forma, suas criações são épicas. De fábulas mais tradicionais às narrativas mais ligadas aos experimentalismos contemporâneos, o chão histórico de suas obras é apreensível e funciona como um lócus no qual todos os tipos de maus tratos são denunciados. Em suas obras, e pelos mais diversos vieses, Evill “elegeu” representar pessoas – sem possibilidades de escolha – à margem, em seus processos de andanças diaspóricas pelo mundo. Gente sem lugar!

Como Plumas ao Vento (2019) caracteriza-se em um texto que, desde seu título, pode ser lido/interpretado de diferentes formas. O como, na condição de advérbio ou conjunção, pode designar ao “modo de”, no caso específico: à semelhança de/das plumas (cuja forma concentra beleza formal, perfeição, leveza etc.) que, arrancadas de uma pele/organismo original, são levadas, descontroladamente, pela sagacidade e volubilidade dos ventos. O como do título pode ser tomado, também, na condição de verbo: declinado no presente, na primeira pessoa do singular, a indicar a ação de comer... Inúmeras metáforas podem decorrer de, pelo menos, esta dupla interpretação/interpenetração... A partir daí (do título que, na condição de isca, deixa algo pendente), a dramaturgia se inicia com uma pergunta/ indagação: O que me separa do outro? Mesmo sem ter a pretensão de responder a tal questão, a obra leva, em proposição processional, a inúmeros ambientes heterotópicos em situações distópicas... Gente sem lugar!

Em tese, a obra atravessa e é atravessada por lugares (in)determinados. Do ar ao mar; do de dentro ao de fora, inexplicavelmente; do presente ao sem futuro (porque o passado não mais pode plasmar o agora e o vindouro)... figuras interditadas de si, pis(ote)adas, trapeiras e em coro (porque não seria apropriado usar aqui o conceito de personagem), não podem mais nada: nem o para trás, nem o agora, nem o vindouro, em razão de estes não mais existirem, senão na condição de linguagem, cujo idioma não tem mais rizoma. Portanto, em estado de sufocamento, os esboços de gente, brasileira, venezuelana, síria, haitiana, de todas as Áfricas, châteauvillaines... não tem traduzibilidade.

O conteúdo da obra é híbrido e repleto de escamas. As cenas, construídas a partir de plumas/penas – volúveis, como já citado –, referem-se tanto a travesseiros como a punições e fazem alusão a sufocamentos (in)compreensíveis.  As paisagens abrigam e são atravessadas por imagens e ausências da História e de histórias. Estados, com detentores de poder – e seus fiéis capangas-camareiros, e como algo a preparar imensas porções de quantidades daquilo que não-mais-nunca couberam, e, por isso, repleto por conjuntos de metáforas absurdas, fúrias (in)controláveis. Gente escafandra, que constrói travesseiros, mas que neles não pode descansar.

Espetáculo ambientado em uma desumanizada republiqueta de galinhas, repleta de pilhas de travesseiros... Espetáculo de dramaturgia atordoante! Dramaturgia que, apesar dos travesseiros, não promove o sonho, mas o pesadelo: acre e insuportável! Espetáculo-rito que não responde àquilo que me separa/aparta do outro, nem, tampouco, àquilo que me separa e me aparta de mim... mesmo. Dramaturgia que expressa tempos obscuros e fasciscizantes. Dramaturgia em tempos de que falar em árvores é quase um crime, pois implica no silenciamento de tantas coisas, conforme vaticinou Brecht. Espetáculo em tempos, como escreveu Vinícius de Moraes, de “[...] águias acorrentadas pelos pés”. Espetáculo de “[...] tempos de homens partidos”, como escreveu Drummond. Espetáculo de tempos em que não se sabe, como escreveu Cecília Meireles, “[...] em que espelho ficou perdida minha face!?” 

Alexandre Mate é professor da graduação e pós-graduação do Instituto de Artes da Unesp – Universidade Estadual Paulista. Pesquisador teatral, autor de textos e livros sobre teatro.

Foto de Evill Rebouças: by Giovanna Gelan
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Lançamento: Zico, um urubu diferente


ZICO URUBLUE, traz as aventuras de uma jovem ave que ao invés de ser igual as aves de sua espécie, tem as penas azuladas. Por conta de sua cor, a ave viverá grandes e emocionantes aventuras e passará por grandes ensinamentos!
A obra traz uma maneira divertida e sútil de abordar e conversar com as crianças assuntos sobre diferenças, aceitação, respeito, diversidade, perdão e amor.

Sobre o autor:
Benj Marcel é Pedagogo; Psicopedagogo; MBA em Logística e Gestão Empresarial, também é graduado em Logística e tem licenciatura em Letras, é palestrante, escritor e professor.

Contatos:
(13) 997476730/982181663
e-mail: benjmarcel@gmail.com
            benjmarcel@hotmail.com
Tweeter: https://mobile.twitter.com/BenjMarcel

Instagram: clique aqui.

Facebook: @benjmarcel
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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Do luto à superação: Suave aroma dos campos de lavanda é um livro emocionante e cheio de nuances

Texto de César Obeid fala da luta de uma adolescente diante de tantos conflitos da vida
Joyce tinha 17 anos quando descobriu que tinha a doença celíaca e, por isso, não poderia mais ingerir alimentos que tivessem glúten. Era seu adeus às massas, pizzas, pães e tantas outras delícias. Mas o adeus mais dolorido da garota foi aos seus pais, que morreram juntos em um acidente, deixando a menina entre a dor do luto e a responsabilidade de lidar com documentos, papéis e inventário. Em Suave aroma dos campos de lavanda, César Obeid conta a história de uma protagonista forte, lutadora e com muitas lições a ensinar. O livro é um lançamento da Editora do Brasil. 
A história de Joyce se dá com uma série de desventuras. Quando a menina começa a colocar o trem da vida nos trilhos, descobre um indesejável segredo que seu pai guardou por 12 anos.
A avó da menina até tenta levá-la para morar no interior, onde a família possui campos de lavanda, tomate e caqui. Mas Joyce prefere continuar na cidade para terminar o Ensino Médio. Ao longo da história, a protagonista relembra sobre sua infância brincando de esconde-esconde nos campos de lavanda com seus primos e amigos do sítio. Por vezes, se agachava e mastigava as pequenas partes das florzinhas roxas que eram tão suaves que a faziam sorrir. A menina também gostava de espremer as folhas verdes entre os dedos para sentir o cheiro que a acalmava.
Um livro que prende a atenção do leitor pela riqueza de detalhes, o suspense entre os acontecimentos, a emoção ao longo das descobertas de Joyce. César trata assuntos delicados como doenças, luto e bullying de forma sensível e agradável, envolvendo o público com cada palavra.
Suave aroma dos campos de lavanda faz parte da série Toda Prosa, feita para o jovem leitor que ama boas histórias, curte bons livros e gosta de alimentar a imaginação com boa literatura. 
Sobre César Obeid:
César Obeid nasceu em São Paulo (SP) em 1974. É palestrante, autor de literatura infantil e juvenil, com obras reconhecidas pela Fundação Nacional do Livro infantil e Juvenil (FNLIJ). Também tem um canal de vídeos e escreve artigos sobre literatura, poesia, autoconhecimento, criatividade e culinária vegana, suas paixões. Com os dramaturgos, aprendeu a contar histórias por meio de diálogos, com os poetas populares percebeu que qualquer tema pode virar poesia, com os autores clássicos compreendeu que as belas histórias são atemporais, com os autores contemporâneos entendeu que um escritor que segue sua intuição não erra nunca. 
Sobre Erika Lourenço:
Erika Lourenço nasceu em Belo Horizonte e passou a vida se mudando. Morou em muitos lugares até descobrir que era seu próprio lar. Se encontrou quando entendeu que a melhor maneira de se comunicar era através da ilustração, que faz por trabalho e por amor. 
Sobre a Editora do Brasil:
A Editora do Brasil busca, há mais de 75 anos, renovar os produtos e serviços que levem aos milhares de educadores e alunos do Brasil conteúdos atuais e materiais de qualidade. Nos quatro cantos do País, professores e gestores utilizam nossos livros e têm acesso a um projeto didático comprometido com a ética e com uma educação cada dia melhor.
O compromisso da Editora do Brasil é com o dinamismo do conhecimento e com a educação que transforma e é transformada. Mais que nunca, posiciona-se ao lado dos educadores, observando, analisando e discutindo os novos desafios do ensino em nosso País.
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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Autora homenageia Manuel Bandeira em livro infantojuvenil nos 51 anos de sua morte

Minha Pasárgada une palavras e imagens em releitura de poemas clássicos de um dos maiores poetas brasileiros

Uma das figuras mais icônicas da primeira geração modernista no Brasil, sem dúvidas, é Manuel Bandeira (1886 - 1968). O escritor, professor, crítico de arte e historiador literário é conhecido por sua familiaridade com o verso livre, a linguagem coloquial, irreverente e uma mente criativa. É inspirada nos poemas imortais de Bandeira que a autora Rosinha compartilha em um belíssimo livro sua própria Pasárgada.

No livro, Rosinha traz ao público infantojuvenil uma releitura da obra deste que é um dos maiores poetas da Literatura Brasileira e também seu conterrâneo de Recife, por meio de palavras e imagens. Os versos acompanham as ilustrações que fazem uma dança de palavras e poesia. Minha Pasárgada traz a riqueza de possibilidades textuais e imagéticas, um convite aos leitores de todas as idades para conhecer o universo da poesia.

Rosinha é leitora de Bandeira e busca, em seu livro, mapear os caminhos afetivos percorridos pelo poeta ao longo da vida até a sonhada Pasárgada, cidade que Bandeira construiu com palavras.

Sobre Rosinha:

Rosinha nasceu em Recife. Formou-se em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco, mas se apaixonou pela literatura infantojuvenil e passou a se dedicar à ilustração. Lançou seu primeiro livro em 1994: Som Coração. Desde então, caminha entre imagens e palavras. 

Sobre a Editora do Brasil:

A Editora do Brasil busca, há mais de 75 anos, renovar os produtos e serviços que levem aos milhares de educadores e alunos do Brasil conteúdos atuais e materiais de qualidade. Nos quatro cantos do País, professores e gestores utilizam nossos livros e têm acesso a um projeto didático comprometido com a ética e com uma educação cada dia melhor.

O compromisso da Editora do Brasil é com o dinamismo do conhecimento e com a educação que transforma e é transformada. Mais que nunca, posiciona-se ao lado dos educadores, observando, analisando e discutindo os novos desafios do ensino em nosso País.
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sábado, 28 de setembro de 2019

Orel Books lança "Conversa noturna e outras histórias", de Leonid Andrêiev


Neste ano de 2019 completa-se o centenário da morte, prematura, de Leonid Andrêiev. Tal evento não poderia passar em branco junto aos leitores lusófonos de literatura russa. Embora muito famoso e popular em seu tempo, Andrêiev não desfruta hoje do reconhecimento e da divulgação que merece em língua portuguesa. Esta edição inédita de obras do autor, em cuidadosa tradução diretamente do original russo, pretende preencher em parte esta grande lacuna e, ao mesmo tempo, lhe prestar uma merecida e sincera homenagem.

O lançamento do livro contou com a participação da Profª Elena Vássina (FFLCH-USP), que fez uma apresentação da vida e obra do autor, seguida de debates com os participantes.

Sobre o autor
Leonid Nicolaievich Andrêiev foi escritor, dramaturgo, crítico, ensaísta, pintor e fotógrafo e considerado o pai do expressionismo russo. Sua obra é representativa dos estilos do realismo e do naturalismo.

Andrêiev nasceu em Oriol, Rússia, em 9 de agosto de 1871, em uma família de classe média russo-polonesa. Estudou Direito em São Petersburgo e Moscou, tornando-se repórter do tribunal policial para um jornal de Moscou. Escreveu alguns textos sem muito sucesso, tendo publicado seu primeiro conto em 1898, “Bargamot e Garaska”, que chamou a atenção de Maksim Górki, já famoso nesta época. Impressionado com os primeiros textos, Górki recomendou a Andrêiev que se dedicasse em tempo integral à literatura.

Andrêiev rapidamente ganhou fama depois que sua primeira coletânea de contos foi publicada em 1901. Muitos de seus trabalhos enfocavam os aspectos psicológicos de seus personagens e um tratamento dramático da sexualidade para a época. Vivendo um momento muito agitado da história russa, envolveu-se em debates políticos como defensor dos ideais democráticos durante a Revolução Russa. Histórias que tipificaram o espírito deste período de agitação política incluem “O Riso Vermelho” (1905), “O Governador” (1905) e “Os Sete Enforcados” (1908). Outros de seus mais famosos contos e novelas são “Lázaro” (1906) e “Judas Iscariotes” (1907). Estreou como dramaturgo e escreveu muitas peças a partir de 1905. Uma de suas peças mais exibidas e populares na Rússia do século XX foi “Os dias das nossas vidas” (1908).

Andrêiev faleceu em 12 de setembro de 1919, em sua propriedade em Vammelsuu, território então pertencente à Finlândia. Sua última novela, “Diário de Satanás”, estava inacabado em sua morte. Publicado em 1921, pinta um mundo em que o mal ilimitado triunfa. Em 1956, seus restos mortais foram levados para São Petersburgo. Proscrito pelos revolucionários, sua a obra somente voltou a ser publicada na Rússia a partir da década de 1960.

“A essência do talento de Andrêiev é constituída por uma sensibilidade extrema, uma grande audácia na descrição dos lados negativos da realidade, das melancolias e dos tormentos da vida.” 
Sergei Perski, escritor

Sobre o livro
São ao todo 19 textos, sendo 18 contos e novelas e uma peça de teatro, em mais de 400 páginas, com esmerada produção editorial e gráfica.

O leitor encontrará nos textos desde a ternura e compaixão de Andrêiev pelas pessoas simples do povo russo, como também reflexões filosóficas sobre o sentido da vida, passando, ainda, pelo lado sombrio e soturno característico de sua obra e finalizando com um toque de humor.

Trechos do livro:

“E com frequência eu ia à estação para ver os trens de passageiros chegando. Não esperava por ninguém e não havia ninguém que pudesse vir me visitar; mas eu amo esses gigantes de ferro, quando eles passam correndo, balançando seus ombros e bamboleando nos trilhos por causa do peso colossal e da força, e levam para algum lugar pessoas que não conheço, mas que me são próximas. Eles parecem vivos e extraordinários para mim; em sua velocidade, sinto a vastidão da Terra e a força do homem e, quando eles gritam imperativa e livremente, penso: na América, na Ásia e na ígnea África eles também gritam assim.”
Na estação

Dados técnicos
Título: Conversa noturna e outras histórias
Autor: Leonid Andrêiev
Tradutora: Helena Kardash 
Capa: brochura
Páginas: 417
Editora: Orel Books
Edição: 1ª (agosto de 2019)
Idioma: Português
ISBN: 978-65-80695-00-3
Formato: 23 x 16 x 2,5 cm
Peso: 620g
Preço: R$ 79,00

Para adquirir o livro: Clique aqui.

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Livro “Formigas & Rabanetes” é uma reflexão sobre a loucura e a lucidez

Mikha - Foto: Gustavo Oliveira
Ex-editora de Arte da revista Elle e responsável pelo projeto gráfico do livro sobre os bastidores do filme “Ensaio Sobre a Cegueira” lança sua primeira obra no dia 03 de agosto

A designer e escritora Mikha, fará o lançamento de sua primeira obra literária individual no dia 03 de agosto, às 16hrs na Casa Plana, em São Paulo, com entrada gratuita. O livro, que é a primeira parte de uma trilogia, reúne treze contos elaborados ao longo de dez anos em uma oficina de escrita criativa, e promete ao leitor uma profunda imersão pelas 100 páginas de seu enredo. Com riqueza de detalhes e palavras que podem soar um tanto quanto incômodas, “Formigas & Rabanetes” conta, em primeira pessoa, pequenas histórias de situações normais do cotidiano, onde nos questionamos sobre pensamentos, relações e a lucidez que as envolve. Sem uma ordem cronológica ou conexões entre os contos, o livro apresenta uma fluidez que permite mais liberdade para quem o lê.

A produção foi feita em parceria com a editora independente “Raiz”, do Rio de Janeiro, e conta com a tradução para o inglês de um dos contos por Alison Entrekin, conhecida pela translação de grandes obras como “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, “Perto do coração selvagem”, de Clarice Lispector e “Budapeste”, de Chico Buarque. “Todos os meus contos foram separados e organizados em três partes. Essa é a primeira e, apesar das histórias não serem diretamente interligadas, todas têm como assunto principal uma certa loucura nas situações apresentadas. Dois deles são traduzidos para o inglês, um por mim e outro por ela, pois admiro muito a Alison e acho interessante disponibilizá-los em outro idioma também”, conta a autora. Os dois próximos livros, que completam a trilogia, também terão, cada um, dois contos traduzidos pela Alison. O conto "Nó na Garganta", já foi roteirizado e está em processo de produção para um curta-metragem a ser lançado ainda este ano.

O local para o  lançamento foi escolhido com muito cuidado.  A Casa Plana, um espaço múltiplo de atividades e livraria de publicações independentes, preserva o contexto que Mikha deseja propor para o evento. A autora escolheu seis artistas, que acompanhou durante dois anos na escola de atores do INDAC (Instituto de Arte e Ciência de São Paulo) para fazer uma performance imersiva com o intuito de apresentar o livro para os convidados.

Segundo a autora, o livro não é indicado apenas para um único público. Apesar de ter uma linguagem jovem, ela acredita que a obra é para qualquer pessoa que goste de ler textos com estas características. “A escolha do título, além de ser também o de um dos contos, é o que mais me parece uma alusão à loucura e lucidez, já que na história me questiono sobre os dois estados de espírito”, diz Mikha.

A autora é formada em Design Gráfico pelo Rochester Institute of Technology – RIT, nos EUA e anteriormente participou de outras produções importantes na carreira. Foi responsável pelo projeto gráfico do livro feito sobre a produção do filme “Ensaio Sobre a Cegueira”, direção de Fernando Meirelles e inspirado no livro homônimo de José Saramago, chamado “Cegueira, Um Ensaio”, relatando todo o processo de produção do filme. Foi co-autora dos livros “Livro das Crendices”,“O Livro das Ervas, Especiaria e Pimentas” e “O Livro Dos Amuletos”, todos da Editora PubliFolha, além de ter sido Editora de Arte na revista Elle, no início dos anos 2000. Também desenvolveu diversos livros didáticos nacionais pela OUP, editora da Universidade de Oxford.

Serviço:
Lançamento do Livro “Formigas & Rabanetes”, de Mikha
Editora: Raiz
Preço: R$45
Páginas: 109
Data: 03 de agosto (sábado)
Horário: 16h
Local: Casa Plana (R. Fradique Coutinho, 1139 - Pinheiros, São Paulo - SP, 05416-011)
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: Livre
Informações: (19) 3324-2357 // http://mikha.com.br/escrita/livro-formigas/
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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Convite Lançamento: Uma noite no castelo - Sábado (04 de maio)

A Livraria Pacobello e o Núcleo de Escritores do Grande ABC convidam para lançamento do livro Uma noite no castelo: contos mal-assombrados.
O evento  acontecerá    no dia  4 de maio de   2019, das 13h às 17h, na  Rua Cel. Abílio Soares, 346 - Centro - Santo André (SP).

Organização: Sérgio Simka e Cida Simka.

Sua  presença será importante.
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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Lançamento de autores baianos da Verlidelas


Acontece no dia 17 de abril (quarta-feira) o lançamento dos autores baianos da Verlidelas Editora na Academia de Letras da Bahia (Avenida Joana Angélica, 198 – Nazaré – 3321-4308). São três escritores lançando um total de cinco livros: Noélia Barreto Bartilotti traz os infantis O Livro Falante e A Estrelinha Atrapalhada (premiado pela Secretaria de Educação da Bahia), Mogg Mester apresenta seu livro de contos fantásticos, A Alameda dos Algodões Flutuantes, e Fabio Shiva o romance de crítica social Favela Gótica. Além disso, Mester e Shiva integram a antologia de contos sobre a violência humana O Sopro da Besta. O lançamento começa às 15h, com a visita de turmas escolares e apresentações musicais do grupo Bahia Canta Paz e dos cantores Fabrício Barretto e Melkishow. Às 19h os autores falarão sobre suas obras e haverá sessão de autógrafos. A entrada é franca e todos são bem-vindos. A Academia de Letras da Bahia é contemplada pelo Programa de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

A Estrelinha Atrapalhada - Noélia Barreto Bartilotti
Nessa historinha premiada pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia e selecionada para compor a "Coleção Pactos de Leituras", Cricri, uma Estrelinha que troca a noite pelo dia, resolve visitar a Terra. Aqui ela vive muitas aventuras na companhia de um Elefantinho e de Nina, que se torna sua melhor amiga. Adotado por escolas públicas, este livro da Tia Nó traz uma história de descobertas que encanta as crianças.

O Livro Falante - Noélia Barreto Bartilotti
Malu adora visitar a biblioteca. Um dia, ela volta para casa sem desconfiar que escolheu um livro bem diferente. O que será que vai acontecer? Acompanhe Malu nessa aventura e descubra um incrível mundo de magia.

A Alameda dos Algodões Flutuantes - Mogg Mester
Em uma realidade desprovida de sentido, onde o fantástico é possível, pessoas se questionam se é o mundo que extirpa o brilho de suas vidas ou se são elas mesmas as responsáveis por suas tragédias pessoais. Como uma assinatura, uma marca ou um aviso, o universo lhes responde da forma mais irônica possível: com uma chuva de algodão. Algo entre o absurdo e o trivial traz consigo essa tempestade que arranca cada personagem de sua comodidade para colocá-lo novamente na roda da vida. Viver é o principal atrativo, mas aprender a morrer pode ser uma boa alternativa. Bem-vindo à Alameda dos Algodões Flutuantes. Nela, uma história reside em cada floco.

Favela Gótica – Fabio Shiva
Bem-vindos a uma realidade alternativa, onde a monstruosidade cotidiana da cidade grande é revelada em toda a sua crueza e crueldade. Um lugar onde os policiais se transformam em lobos quando a noite cai, onde os políticos são vampiros centenários e os viciados são zumbis, dominados por uma droga que provoca o irresistível desejo de comer cérebros. Uma metrópole infestada de criaturas sinistras: ogros, gárgulas, vermes do pântano, endemoniados e seres bestiais acometidos pelo Mal de Circe, que faz vir à tona o lado animal de cada um. É nesse dantesco cenário que vamos encontrar Liana, uma jovem zumbi em sua árdua jornada das trevas da ignorância para a luz do autoconhecimento. Nessa aventura, ela precisa enfrentar os monstros externos e internos se quiser conquistar o grande prêmio: descobrir sua verdadeira natureza; e, assim, cumprir sua missão. Tudo isso em meio a uma trama de assassinato, perseguição e muitas reviravoltas, que envolvem misteriosos seres interdimensionais e um asteroide em rota de colisão com a Terra. Uma história onde a fantasia é tão apavorante que chega a se confundir com a mais pura realidade.

O Sopro da Besta – César Costa e Sergio Carmach (org.)
“Nas circunstâncias certas, todos são capazes de cometer o mal.” A partir desse mote, oito autores narram histórias em que pessoas comuns deixam aflorar a perversidade, latente em toda alma humana. Cada conto desta antologia tem sua própria atmosfera. Em um momento o leitor está rindo diante de uma trama repleta de humor, em outro prende a respiração com o terror vivido por algum personagem. "O Sopro da Besta" mostra que o caminho das trevas pode revelar cenários variados, capazes de proporcionar as mais diversas sensações. Encare essa leitura e surpreenda-se.

Noélia Barreto Bartilotti
Nascida em 1950 na cidade de Itaquara/Bahia, formada em Letras pela Universidade Católica do Salvador e empresária no ramo de flores, passou a se dedicar à literatura infantil em 2008. Dentre os 30 livros já criados, destacam-se “A Estrelinha Atrapalhada”, premiado e publicado pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia, “João Pé de Vento”, traduzido para o italiano e selecionado pelo jornal de Roma “Il Messaggero”, em cuja biblioteca encontra-se arquivado, e “A Espera de Maria”, selecionado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia para compor o projeto “Mapa da Palavra”.
Contato com a autora: noeliaflorania2009@hotmail.com

Mogg Mester
Médico veterinário formado pela UFBA, servidor público, psicólogo, pós-graduando no curso de Psicossomática Junguiana do IJBA e escritor, retrata em suas histórias os horrores e as taras sombrias dos humanos. Participa do projeto "Guerreiros Folclóricos" como romancista, é editor e produtor de conteúdos do Clube de Autores de Fantasia, publicou o Volume I da trilogia "A Auriflama do Caos" pela Pimenta Malagueta, integrou o projeto "Escritores Perguntam, Escritores Respondem", da Cogito, tem um conto na antologia "Panorama da Literatura Brasileira", de 2015, e participou com dois textos na "Revista Beco das Palavras". Nas horas vagas, como joalheiro, gosta de esculpir anéis.
Contato com o autor: lucaslopan@yahoo.com.br

Fabio Shiva
É músico, escritor e produtor cultural. Com a banda Imago Mortis, lançou dois CDs internacionalmente. É coautor e roteirista de “ANUNNAKI - Mensageiros do Vento”, ópera-rock em desenho animado (2016), fundador da Oficina de Muita Música! (SECULT/BA) e idealizador e produtor dos projetos Pé de Poesia (2016), Doce Poesia Doce (2017) e Poesia de Botão (2018), todos viabilizados pela FGM/PMS. Publicou em 2013 o romance policial “O Sincronicídio” pela Caligo Editora. Sua história infantil “A Menininha Azul” foi selecionada para o Mapa da Palavra – BA. Em 2016 lançou pela Cogito Editora um livro duplo de contos (“Isso Tudo É Muito Raro / Labirinto Circular”) e, como organizador, um projeto coletivo de debate literário (“Escritores Perguntam, Escritores Respondem”). Foi indicado ao Prêmio Caymmi 2017 na categoria “Melhor Roteiro de Videoclipe”. Em 2018 lançou, como organizador, a antologia poética “Doce Poesia Doce”, pela Cogito Editora. Contato com o autor: fabioshiva@gmail.com / (71) 3249-8503 / (71) 99649-9442
Book trailer: https://youtu.be/FjoydccxJGA

A Verlidelas Editora, sediada no Rio de Janeiro, chega ao mercado para investir na publicação de escritores criativos e talentosos, incluindo aqueles que ainda estão em busca de um lugar ao sol. O lema da editora é: “Aqui histórias são pérolas”. Mas, afinal, o que são pérolas literárias? As opiniões variam, às vezes em direção a extremos. Alguns veem como bijuteria tudo que não tenha doses fartas de lirismo ou de acuradas leituras do espírito humano, ou tudo que tenha apelo comercial fácil; outros, ao contrário, só enxergam brilho naquilo que proporciona prazer instantâneo, que possa ser consumido como mero entretenimento. A nosso ver, pérolas são textos (independentemente de estilo) que caminham na linha do equilíbrio, dosando diversão e qualidade.
Site: https://www.verlidelas.com - Facebook: https://www.facebook.com/verlidelas
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