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domingo, 31 de janeiro de 2021

Já está disponível a Revista Conexão Literatura, nº 68 (Fevereiro). Baixe a sua.


EDITORIAL

“Pratique o hábito da leitura, seja com livros impressos ou digitais”, frase que está em destaque em nossa capa. A leitura nos faz sonhar, viajar e ter mais conhecimento e certamente é uma das melhores ferramentas para o ser humano. Leia, pratique e exercite a sua mente.

Nas páginas da revista o leitor encontrará dicas de livros, crônicas, contos, entrevistas e muito mais.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

8x Hilda: projeto reúne obra teatral de Hilda Hilst em ciclo de leituras online


A obra teatral completa de Hilda Hilst (1930-2004) é apresentada em 8x Hilda, ciclo de leituras online com participação dos atores Lavínia Pannunzio, Joca Andreazza, Flávia Couto e Kiko Rieser, entre os dias 7 de fevereiro e 28 de março. A curadoria é de Fábio Hilst e a direção se alterna, semanalmente, entre os próprios atores.

 

A transmissão é ao vivo e grátis, aos domingos, às 18 horas, pelo canal YouTube/CuradoriaHilst. As sessões serão gravadas e disponibilizadas com tradução em Libras no mesmo canal, sempre na quarta-feira seguinte a cada leitura, às 20 horas.

 

8x Hilda comemora os 90 anos de nascimento da escritora paulista, completados em 2020, trazendo à cena suas oito peças, escritas entre os anos de 1967 e 1969: A Empresa (A Possessa) (7/2), O Rato no Muro (14/2), O Visitante (21/2), Auto da Barca de Camiri (28/2), As Aves da Noite (7/3), O Novo Sistema (14/3), O Verdugo (21/3) e A Morte do Patriarca (28/3).

 

O projeto propõe um jogo cênico virtual que celebra e explora a dramaturgia hilstiana, criada em pleno período da ditadura militar brasileira. Segundo o idealizador Fábio Hilst, “a dinâmica consiste no mergulho dos quatro atores/encenadores  no universo de Hilda, desvendando os textos - e subtextos - e os mais de 60 personagens da obra, para mostrar ao público o processo de estudo de uma peça e o início da construção de personagens e cenas”. A ideia de encenar o teatro completo de Hilda Hilst é uma iniciativa que Fábio, pela produtora Três no Tapa, já havia colocado em andamento, em 2020, com a montagem de As Aves da Noite, cuja estreia foi adiada em decorrência da quarentena imposta pela pandemia do coronavírus.

 

A produção dramatúrgica de Hilda Hilst - criada no momento em que o teatro e os artistas viviam sob os mandos e desmandos da censura do regime militar - é considerada um ensaio para sua obra em prosa da década de 1970, mais livres nos artifícios da linguagem e nas tramas do cotidiano. Seus textos teatrais traduzem a atmosfera claustrofóbica de opressão e os questionamentos ao sistema, representado pela igreja, pelo Estado ou pela ciência, para se comunicar com as pessoas de forma "urgente" e "terrível". Os personagens, vítimas ou algozes, aparecem em situações limite, presos às estruturas que escravizam e alienam - celas, porões, colégios religiosos ou locais de julgamento e execução de prisioneiros. As máscaras sociais (juiz, carcereiro, monsenhor, papa, madre superiora) são arrancadas por Hilda, que mostra também personagens dotados de almas, tolhidas do seu verdadeiro voo.

 

As primeiras encenações ocorreram na cena universitária, na Escola de Artes Dramáticas, com O Rato no Muro e O Visitante, no final dos anos 60. O Verdugo teve a primeira montagem profissional, em 1973, sendo a única peça hilstiana editada na época. As quatro primeiras peças de Hilda Hilst foram publicadas, em 2000, pela Editora Nankin (Teatro Reunido). Em 2008, quatro anos após sua morte, a Editora Globo publicou seu teatro completo em volume único.

 

FICHA TÉCNICA: Textos: Hilda Hilst. Curadoria / idealização: Fábio Hilst. Elenco / direção: Lavínia Pannunzio, Joca Andreazza, Flávia Couto e Kiko Rieser. Produção: Três no Tapa Produções Artísticas. Assistência de produção: Fernanda Lorenzoni. Técnico de transmissão: Gustavo Bricks e Henrique Fonseca. Design / gerenciamento de mídia: Ton Prado. Sinopses: Hilda Hilst - Teatro Completo (L&PM / Leusa Araujo). Realização: ProAC Expresso LAB, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. As leituras contam com participação de atores convidados, conforme a demanda de personagens de cada texto.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Ciclo de leituras: 8x Hilda

Quando: 7 de fevereiro a 28 de março/2021

Horário: Domingos, às 18h

Onde: Youtube/CuradoriaHilst

Grátis. Duração estimada: 120 min. Classificação: 14 anos.

Com tradução em Libras (gravado): 10/02 a 31/03 – Quartas, às 20h

 

7 de fevereiro: A Empresa (A Possessa)

A Empresa (inicialmente, A Possessa) foi o texto de estreia de Hilda Hilst na dramaturgia, em 1967. Trata-se de uma crítica ao trabalho alienado, com o qual se busca mais a eficiência que a criatividade. América é uma adolescente questionadora que se rebela contra a tradição representada pelo colégio religioso e terá de prestar contas ao Monsenhor e ao Superintendente. Esse inconformismo é medido por certos “robôs eletrônicos" (personagens Eta e Dzeta) criados pela própria América que, depois, são utilizados pela instituição para conter as “asas do espírito” e a imaginação. Ou seja, os dirigentes do colégio/empresa impõem às Postulantes e a América um trabalho alienante, o que desencadeia a morte da protagonista. 7 personagens. Direção: Flávia Couto.

 

14 de fevereiro: O Rato no Muro

O ambiente do colégio religioso, recorrente na obra da autora, aparece em O Rato no Muro (1967) ainda mais estreito. Tudo se passa numa capela, onde a Superiora está cercada por nove irmãs, identificadas por letras de A a I. Estão ajoelhadas, e ao lado de cada uma delas, o “chicote de três cordas”. Cada uma das religiosas expressa visões diferentes, a partir de pequenos abalos ao austero cotidiano do claustro. Irmã H (alter ego da autora) é a mais questionadora e lúcida. Tenta em vão mostrar às outras a necessidade de libertação, representada pelo desejo de ser o rato, único capaz de ultrapassar os limites do muro da opressão e do pensamento único. 10 personagens. Direção: Kiko Rieser.

 

21 de fevereiro: O Visitante

Peça mais poética de Hilda Hilst, O Visitante (1968) gira em torno do conflito entre Ana e Maria – mãe e filha. Ana, encantadora e meiga, descobre-se grávida. Mas a filha, estéril e parecendo mais velha, levanta suspeitas sobre a paternidade, já que seu marido, genro de Ana, é o único homem da casa. A chegada de um visitante, o Corcunda, provoca uma distensão sem, no entanto, apagar o conflito que, de um lado tem o apelo da vida, do sexo e do amor e, do outro, a aspereza de um mundo sem prazer. 4 personagens. Direção: Lavínia Pannunzio.

 

28 de fevereiro: Auto da Barca de Camiri

Baseado em fatos reais, Auto da Barca de Camiri é a quarta peça de Hilda Hist, escrita em 1968. Em julgamento encontra-se o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, morto em Camiri, na Bolívia - ainda que seu nome não seja mencionado e que sua figura, na peça, seja confundida com a de Cristo. Sob a tensão permanente dos ruídos de metralhadora soando do lado de fora e com o desconforto do cheiro dos populares que desagradam os julgadores, Hilda introduz elementos grotescos e inovadores. A severidade da Lei é representada pelos juízes (vistos de ceroulas antes de vestirem as togas com abundantes rendas nos decotes e mangas). Há também o Prelado e o Agente. A condenação está decidida, a despeito do depoimento do Trapezista e do Passarinheiro que, assim como os demais humildes, serão executados pelas metralhadoras. 7 personagens. Direção: Joca Andreazza.

 

7 de março: As Aves da Noite

Escrita em 1968, As Aves da Noite é baseada na história real do padre franciscano Maximilian Kolbe, morto em 1941, no campo nazista de Auschwitz. Ele se apresentou voluntariamente para ocupar o lugar de um judeu pai de família sorteado para morrer no chamado “porão da fome” em represália à fuga de um prisioneiro. No porão da fome, a autora coloca em conflito os prisioneiros – o padre, o carcereiro, o poeta, o estudante, o joalheiro –, visitados pelo comandante da SS, pela mulher que limpa os fornos e por Hans, o ajudante da SS. O processo de beatificação do padre Maximilian Kolbe, iniciado em 1968, resulta na canonização em 1982, pelo papa João Paulo II. Hoje São Maximiliano é considerado padroeiro dos jornalistas e radialistas e protetor da liberdade de expressão. 7 personagens. Direção: Kiko Rieser.

 

14 de março: O Novo Sistema

O Novo Sistema, escrita em 1968, volta ao tema da privação da liberdade e da criatividade por regimes totalitários. O personagem central, o Menino prodígio em física, não se conformará com a execução dos dissidentes em praça pública nem com a opressão – desta vez exercida pela ciência – à evolução espiritual do indivíduo. Assim como em A Empresa, é evidente a afinidade com a literatura distópica de George Orwell e Aldous Huxley. 12 personagens. Direção: Joca Andreazza.

 

21 de março: O Verdugo

O Verdugo foi escrito em 1969 e, no mesmo ano, recebeu o prêmio Anchieta. Conta a história do carrasco que se recusa a matar o Homem, um agitador inocente, condenado pelos Juízes e amado por seu povo. Temendo reações contrárias, os Juízes tentam - em vão - subornar o verdugo para que este realize a tarefa o mais rápido possível. Apenas o jovem filho entende a recusa do pai. A mulher, ao contrário, aceita a oferta em dinheiro e toma o lugar do marido ao pé do patíbulo, com a concordância da filha e do genro. No final, o verdugo reaparece, desmascara a mulher e conta ao povo o que se passara após sua decisão. O povo reage violentamente matando a pauladas o carrasco e o Homem. O filho sobrevive e foge com os Homens-coiotes, símbolos de resistência. 10 personagens. Direção: Flávia Couto.

 

28 de março: A Morte do Patriarca

Em A Morte do Patriarca (1969) podemos reconhecer o humor ácido e o tom de escárnio de Hilda. Um Demônio com “rabo elegante” e de modos finos discute os dogmas da religião e o destino humano com Anjos, o Cardeal e o Monsenhor, ante a visão dos bustos de Marx, Mao, Lenin e Ulisses, de uma enorme estátua de Cristo e da tentativa do Monsenhor de colocar asas na escultura de um pássaro. O Demônio seduzirá o Cardeal a tomar o lugar do Papa; posteriormente, o próprio Papa é morto pelo povo. 9 personagens. Direção: Lavínia Pannunzio.

 

PERFIS

 

Hilda Hilst (1930-2004, Jaú/SP) – Hilda Hilst foi ficcionista, cronista, dramaturga e poeta, considerada uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX, com traduções em países como Itália, França, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Argentina. Iniciou sua produção literária em São Paulo, com o livro de poemas Presságio (1950). Em 1965, mudou-se para Campinas e iniciou a construção de seu porto de criação literário, a Casa do Sol, espaço que a abrigou durante a realização de 80% de sua obra. Autora de linguagem inovadora, na qual atemporalidade, realidade e imaginação se fundem, a estreia de Hilda na dramaturgia foi em 1967 e, três anos depois, na ficção com Fluxo-floema. Em cerca de 50 anos, ela escreveu mais de 40 títulos, muitos com edições esgotadas, incluindo poesia, teatro e ficção, que lhe renderam prêmios literários importantes no Brasil. Em sua obra nos deparamos com a fragilidade humana que nos surpreende com personagens em profundos questionamentos na viagem de entender e descobrir o essencial. A partir dos anos 2000, a Globo Livros reeditou sua obra completa e, em 2016, os direitos de publicação foram para a Companhia das Letras. Mais recentemente, a L&PM Editores lançou em livro toda a sua dramaturgia. O acervo deixado pela escritora encontra-se na Sala de Memória Casa do Sol e no Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio da Unicamp.

 

Lavínia Pannunzio (atriz) - Atriz e diretora formada pela UNICAMP, Lavínia acumula importantes prêmios no currículo como APCA, Coca-Cola/Femsa, Shell e Mambembe. Foram mais de 50 trabalhos realizados apenas em teatro, em parte deles acumulando a função de diretora. Entre os principais trabalhos, destacam-se: A Vida é Cheia de Som e Fúria e Temporada de Gripe, com direção de Felipe Hirsch; Esperando Godot e O Mambembe, com direção de Gabriel Villela; Cacilda! com direção de Zé Celso; além de outros dirigidos por José Possi Neto, Silney Siqueira, Mário Bortolotto, Regina Galdino, Eric Lenate, Márcio Aurélio etc. Como diretora, destacam-se Pelos Ares (vencedor do 14º Festival Cultura Inglesa), A Serpente (de Nelson Rodrigues) e Era uma Vez um Rio (vencedor dos prêmios APCA e Coca-Cola/Femsa). No audiovisual, atuou no clip Gouts Dripping (de Gui Cicarelli, direção de Willians Mezzacappa), Pérola (adaptação de Murilo Benício para a peça de Mauro Rasi), O Quarto (de Luna Grimberg), Boleiros 2 – Vencedores e Vencidos (de Ugo Giorgetti), Tudo que é Sólido Pode Derreter (de Rafael Gomes) e Cama de Gato (de Alexandre Stockler). Na TV participou de: Éramos Seis, Aruanas, Ligações Perigosas e Sandy & Junior (Rede Globo); Samantha! (Netflix); Beleza S/A (O2 Filmes); Psi (HBO); 9mm (Fox); Descolados (MTV); Além do Horizonte e Dois Apês (TV Cultura); Dance, Dance, Dance (Band), As Pupilas do Senhor Reitor, O Direito de Nascer e Chiquititas (SBT).

 

Joca Andreazza (ator) - Joca atua há mais de 20 anos como ator, diretor, mascareiro, aderecista e professor. Formado em Artes Cênicas pela Unicamp, onde docente por dois anos, e na UNISO - Universidade de Sorocaba - trabalhou como docente por três anos. Foi bolsista do FAP-Funcamp (Fundação de Apoio à Pesquisa de Unicamp), onde desenvolveu o projeto de pesquisa Um Estudo da Comédia do Renascimento Italiano. Ganhou o prêmio APCA de melhor ator com as peças A Bilha Quebrada, de H. von Kleist, e  A Ilusão  Cômica, de Pierre Corneille com direção  de Márcio Aurelio, e Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro de melhor elenco por Anatomia Frozen, de Bryony Lavory. Integrou por 25 anos a Cia. Razões Inversas, atuando nos premiados Agreste e Anatomia Frozen, apresentados no Brasil inteiro e exterior. Atuou em A Estrada e Protocolo Volpone (direção de Johana Albuquerque), Assim É se lhe Parece (de L. Pirandello, direção de Marco Antônio Pâmio), ganhador de vários prêmios, e A Língua em Pedaços (direção de Elias Andreato). Atuou na série O Caçador (direção de José Alvarenga) e Felizes para Sempre (direção de Fernando Meirelles), ambas na Rede Globo. Integrou a série Escola de Gênios (Gloob), além de participar de O Escolhido (Netflix).

 

Flávia Couto (atriz) - Atriz e produtora, doutoranda no Programa de Artes da Cena na linha Poéticas e Linguagens da Cena da Unicamp, mestre em Pedagogia do Teatro e bacharel em Interpretação Teatral. Em 2020, dirigiu e atuou no experimento cênico online O Amor e a Peste, em parceria com o ator Pedro Guilherme e participou do Tablado Lírico de Hilda Hilst (online) da Biblioteca Mário de Andrade. Em 2019, pela Bolsa Aprimoramento do ProAC, realizou o Workshop/Formação Intensiva Teatro Total  com A Dança das Intenções (de Roberta Carreri, do Odin Teatret) e Alquimia Corpo/Texto (com Fábio Ezechiele Sforzini, do Théâtre des Grands Chemins). Como atriz destacou-se nos solos Anaïs Nin à Flor da Pele (direção Aline Borsari, do Théâtre du Soleil) e Floema (de Hilda Hilst, direção de Donizeti Mazonas) e em Hamlet-ex-machina (direção de Érika Bodstein), A Casa de Bernarda Alba (leitura dramática musical, Itaú Cultural, Ocupação Laura Cardoso), Vestir o Pai (de Mário Viana), Selvagens - Homem de Olhos Tristes (direção Hugo Coelho) e O Unicórnio (de Hilda Hilst, direção Christina Trevisan). No cinema participou dos longas Amador e À Procura de Borges, ambos com direção de Cristiano Burlan, e da série A Vida Alheia, da TV Globo.

 

Kiko Rieser (ator) - Formado em Artes Cênicas pela ECA-USP, Kiko dirigiu Capitu, Olhos de Mar (autoral), Na Cozinha com a Autora (com Adriana Londoño e Camila dos Anjos), Amarelo Distante (autoral, baseado em Caio Fernando Abreu), A Dama da Noite (de Caio F. Abreu, com André Grecco), A Vida Útil de Todas as Coisas (autoral - indicações ao Prêmio Aplauso Brasil) e os infantis Braguinha - Sons, Canções e Histórias (parceria com Cristiano Tomiossi, Sesc’s Ipiranga e Pinheiros, Quatro indicações ao Prêmio São Paulo) e O que Fica das Pessoas que Vão (autoral). Produziu todos esses espetáculos (exceto A Dama da Noite), além de Cabarezinho (por dois anos no CIT-Ecum), Gardênia (em cartaz por seis anos), Consertando Frank (indicado a melhor espetáculo no Prêmio APCA), Volpone (Teatro MuBE), Moinhos e Carrosséis (infantil), A Cabala do Dinheiro (direção de Clarice Niskier e André Aciolli), Esperando Godot (Grupo Garagem 21, indicado ao Prêmio Shell 2017 de Melhor Figurino), O Quarto Estado da Água (com Anderson Di Rizzi e Kiko Pissolato) e Brian ou Brenda? (direção Yara de Novaes e Carlos Gradim). Em 2012, foi um dos vencedores do concurso Dramaturgias Urgentes, do CCBB, com a peça Desassossego. É autor de Lapsos (poemas, Editora Patuá, 2017) e Átimo (romance, Editora Instante, 2018).

 

Fábio Hilst (produtor e curador) - Produtor teatral há mais de 15 anos, Fábio Hilst assina a produção executiva de vários espetáculos de sucesso, recomendados pela crítica. Ao lado de nomes como Jarbas Homem de Mello, Henrique Benjamin, Sandro Chaim e Alexandra Golik, entre outros, realizou os seguintes trabalhos nos últimos anos: Forever Young (comédia musical, há três anos em cartaz) e Musical Popular Brasileiro, ambos com direção de Jarbas Homem de Mello; os infantis O Jovem Príncipe e a Verdade (direção Regina Galdino, vencedor de editais da Petrobrás e Caixa Cultural) e O Corcunda Quaquá (clássico da literatura adaptado para o público infantil com foco na acessibilidade); Bola de Ouro (direção Marco Antonio Braz, com Celso Frateschi, Walter Breda e outros); Selvagens - Homem de Olhos Tristes (direção Hugo Coelho), O Terraço (de Jean-Claude Carrière, direção Alexandre Reineck); A Graça do Vira (com Paulinho Serra, Guilherme Uzeda e outros, direção Alexandra Golik); Vovó Delícia (infantil adaptado do livro de Ziraldo, com Anna Karolina Lannes). Atualmente, está à frente da produção de As Aves da Noite (de Hilda Hilst, direção Hugo Coelho, com Marco Antônio Pâmio, Marat Descartes e Genézio de Barros) e do infantojuvenil Hora do Recreio (escrito e interpretado por Fernando Lyra Jr.). É proprietário da Três no Tapa Produções Artísticas.

 

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terça-feira, 5 de janeiro de 2021

ENTREVISTA: Thiago Cavalcante Jeronimo e o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recursos discursivos, por Cida Simka e Sérgio Simka

Thiago Cavalcante Jeronimo - Foto divulgação

Fale-nos sobre você.

Sou bacharel e licenciado em Letras pela Centro Universitário Sant’Anna. Mestre e doutor em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Meu doutorado foi realizado no âmbito do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior, com bolsa CAPES, como parte da investigação realizada na Universidade do Minho, Portugal. Pesquiso a obra de Clarice Lispector desde 2008, quando iniciei minha graduação, sendo que minha tese de doutorado ampliou-se com análises direcionadas à produção de Elisa Lispector, ficcionista talentosa, mas, infelizmente, posta à sombra diante da potência revolucionária da ficção de sua irmã Clarice.

Fale-nos sobre o seu livro, que é fruto de sua dissertação de mestrado defendida na Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

Minha dissertação, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 2016, foi nomeada Figurações do romance de formação e recursos discursivos em Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Escolhi estudar o sexto romance de Clarice Lispector, lançado em 1969, porque senti a necessidade de evidenciar as qualidades desse texto dentro do conjunto ficcional de sua autora. Enxergo nO livro dos prazeres um diálogo pulsante entre as produções anteriores de Clarice, bem como uma antecipação do que a autora trataria nos seus últimos escritos. Nesse veio, minha leitura de Uma aprendizagem vai de encontro, se choca, a posicionamentos críticos que consideram este livro como “malogrado” e “falhado”. Minha investigação, contemplada com distinção e louvor, foi eleita pela UPM como a melhor dissertação do Programa no período de 2016 a 2018. Participei, em 2018, do prêmio ANPOLL de Teses e Dissertações (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística), tendo ficado entre os finalistas desse importante prêmio nacional. Diante desses reconhecimentos, a publicação do livro Clarice Lispector apesar de, fruto desse trabalho, se efetivou em maio de 2020, e o lançamento foi concretizado em novembro passado.

Qual a sua pesquisa de doutorado?

Pesquisei no meu doutoramento as obras de Elisa Lispector e de Clarice Lispector. O título da tese, no meu entender, sintetiza bem a investigação: Judaísmo e Cristianismo em Elisa Lispector e em Clarice Lispector: testemunho e vestígio. Percebo na obra de Elisa uma inclinação favorável ao judaísmo. A primeira Lispector cultua e celebra a crença de seus antepassdos em sua vida pessoal e em sua escrituração. A obra de Elisa – sete romances, três livros de contos, e um livro de memórias – é testemunho vivo da tradição, religião e cultura judaica, além de ser registro histórico-ficcional do deslocamento dos judeus da Europa antissemita para o continente americano (1917-1920). Ainda hoje, muitos críticos consideram Samuel Rawet como o primeiro a confiar ficcionalidade aos problemas enfrentados pelos imigrantes judeus em direção ao Brasil (e no Brasil), mas, o seu livro, Contos do imigrante, é de 1956. Elisa o antecipa porque seu romance autobiográfico, No exílio, foi lançado oito anos antes, em 1948. Contudo, o primeiro escritor que tratou desses temas foi Marcos Iolovitch, em 1940, no livro Numa clara manhã de abril. Em via oposta ao de sua irmã, Clarice Lispector não se filia ao judaísmo em sua vida pessoal e em suas produções ficcionais. Enquanto Elisa hasteia a bandeira judaica, Clarice silencia essa temática. Benjamin Moser, na sua problemática biografia (Clarice, Cosac Naify, 2010), enxerga na vida e na obra de Clarice um impulso essencialmente espiritual – filiado ao judaísmo –  que anima a produção da autora. Minha investigação rebate esse posicionamento do biógrafo norte-americano. O que sustenta a obra de Clarice, a meu ver, é a própria linguagem: selvagem/indomesticada a normas textuais e religiosas. Na expressão alcunhada por Benedito Nunes (1995), a obra clariciana marca-se e diferencia-se por sua “desescritura”. Clarice “desleu” as tradições de gêneros literários, inclusive a tradição judaica de seus antepassados. 

Por que ler Clarice Lispector?

Clarice Lispector é considerada a escritora maior da nossa literatura. Sua vasta e impactante produção a colocou como uma das maiores escritoras do século XX. Seu livro A paixão segundo G. H. (1964) é destacado por muitos especialistas – nacionais e internacionais –  como um dos textos maiores da literatura do século passado. Tamanha é a pujança  que a obra de Clarice desperta e sucista. Creio que o reconhecimento de sua obra, ampliado nas últimas décadas, deve-se, dentre outras considerações, pelo fato de que as personagens claricianas, a exemplo de G. H.,  anseiam enfrentar as adversidades a elas impostas, visando a uma liberdade para além do que foi determinado e limitado. No atual momento de pandemia que atravessamos, a ficção de Clarice é passaporte para refletirmos acerca de ser e estar no mundo.

Quais os seus próximos projetos?

O ano de 2020, embora conturbado, considerando a intensa problemática da Covid-19, foi frutífero para mim. Lancei o livro Clarice Lispector apesar de: romance de formação e recusrsos discursivos (ed. Todas as musas), no dia 5 de novembro de 2020. No mesmo mês, dia 23, defendi a tese de doutorado acerca das obras de Elisa e de Clarice (fui orientado pela profa. Dra. Aurora Gedra Ruiz Alvarez e coorientado pelo prof. Dr. Carlos Mendes de Sousa). No dia 23, um dia antes do início das festas natalinas, falei acerca do judaísmo na obra das duas ficcionistas no Centro Cultural do Brasil, em Tel Aviv (Israel). No âmbito do centenário de nascimento de Clarice, comemorado no dia 10 de dezembro, tive dois ensaios publicados: o primeiro, na revista Cerrados, da UnB, no qual assinei um artigo com Luciana Luciani acerca das novas edições das capas e obras de Clarice – ladeadas com sua  produção pictórica (Clarice pintou 22 telas!); pela Universidade de São Paulo, assino um  capítulo no livro Clarice Lispector: os mistérios da estrela, no qual discorro acerca da conturbada produção de Benjamin Moser. Há alguns projetos para o ano de 2021: analisar as biografias de Clarice Lispector e o diálogo que a autora nutriu com a cultura portuguesa.

Link para o livro: https://www.todasasmusas.com.br/livro_clarice.html


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020) e Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Membro do conselho editorial da Editora Pumpkin e colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro infantojuvenil se intitula Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021). 

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sábado, 19 de dezembro de 2020

Livro analisa estereótipos de gênero em filmes com protagonistas jornalistas

 


Pesquisadora relaciona padrões em 50 anos de representação da mulher jornalista nos cinemas e seu peso no imaginário popular sobre a profissão

Lançado pela Editora Appris, de Curitiba, no mês de agosto deste ano, o livro “A mulher jornalista no cinema” levanta discussões acerca da representação da mulher jornalista nos filmes estadunidenses. 

As questões de gênero são apresentadas nesse contexto, bem como suas relações com a história do cinema e do jornalismo. A obra busca despertar um olhar crítico e o senso interpretativo, estudando as relações entre os meios de comunicação e as construções de gênero.

A autora Beatriz dos Santos Viana, jornalista e pesquisadora em Comunicação, Gênero e Cultura, traz uma ampla análise da indústria cinematográfica, observando como determinados padrões de beleza e papéis sociais tem construído estereótipos nos últimos 50 anos, fomentando o sexismo e o fetichismo na indústria hollywoodiana. 

A leitura possibilita ainda uma reflexão sobre a influência dos estereótipos de gênero no exercício da profissão jornalística, considerando seus impactos no imaginário popular e sua influência sobre a confiança da sociedade na imprensa. 

“Não há uma solução rápida para o fim das desigualdades. A luta contra preconceitos, estereótipos, convenções sociais e tabus é uma ação constante. Enquanto houver perseverança e paciência em entender e explorar os caminhos da empatia, haverá chances de tornar este mundo um pouco melhor e mais justo do que o encontramos. Que este livro sirva de instrumento para essas mudanças tão necessárias”. 

(A mulher jornalista no cinema, p. 12)

Ficha técnica:

Título: A mulher jornalista no cinema

Autor(es): Beatriz dos Santos Viana

Editora: Appris

Comitê Científico: Ciências da Comunicação

ISBN: 978-65-5523-630-9 

Número da Edição: 1ª

Ano da Edição: 2020

Páginas: 125

Formato: 23 x 16

Áreas do Conhecimento: Gênero, Jornalismo, Cinema, Análise do Discurso, Comunicação

Link de venda: https://www.editoraappris.com.br/produto/4207-a-mulher-jornalista-no-cinema 

Sobre a autora:

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Santa Cecília e em Marketing pelo Centro Universitário de Maringá. Jornalista e pesquisadora em Comunicação, Gênero e Cultura. Autora dos artigos “A Mulher Jornalista no Cinema Americano” (2018) e “Democracia e Democratização nas Redes Sociais” (2019).

Sobre a Editora Appris:

Esta obra foi publicada pela Editora Appris, que encontra-se na cidade de Curitiba, Paraná. Com aproximadamente sete anos de existência, a Appris atua no ramo de publicação de obras técnicas e científicas nas mais variadas áreas do conhecimento. Com a experiência de seus editores, que estão há mais de 27 anos no mercado editorial, a Appris possui um catálogo com mais de 2 mil obras publicadas e, número esse que cresce com uma média de 50 lançamentos por mês.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Livro une literatura e fotografia


Obra é resultado de um projeto dos fotógrafos Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonidandel, coordenado pelo escritor Rubem Penz.

Guto Alminhana Monteiro e Iara Tonindandel são reconhecidos na arte da fotografia, mas também dão seus passos no universo das letras. Com coordenação do escritor, publicitário e músico Rubem Penz, resolveram unir as duas paixões. O resultado é o projeto Grão – imagens, palavras, eternidade, uma iniciativa que se transformará em livro a partir do financiamento coletivo disponível em: https://bit.ly/3lYhqv1.

Estará presente no livro uma homenagem ao fotógrafo Beto Scliar, filho do escritor Moacyr Scliar, que faleceu em março de 2020.  Uma imagem que ele fez do pai em Cuba inspirou a produção de duas crônicas, uma escrita por Monteiro a e a outra por Iara. A imagem escolhida representa a fusão da fotografia e da literatura, que motivou os autores a produzirem a obra.

Foram convidados ainda os fotógrafos Anibal Elias Carneiro e Carlos Eduardo Vaz e os poetas Clarissa Ferreira e André Bolivar. Todos foram instigados a escrever a partir da intensidade eloquente de instantâneos pré-selecionados e, assim, perseguir o olhar de cada um diante da lente dos autores e dos fotógrafos convidados.

Quem tiver interesse, pode apoiar o projeto até o dia 4 de janeiro, com contribuições que vão de R$ 40 a R$ 145. Entre as recompensas, dependendo do valor, os participantes poderão escolher fotos exclusivas que farão parte da obra e o próprio livro, com lançamento previsto para março.


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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A edição de dezembro da Revista Conexão Literatura já está disponível. Baixe a sua.


EDITORIAL

Chegamos em nossa última edição de 2020 completando 66 edições. Estamos no ar desde 2015 e a cada edição buscamos melhorar, trazendo informações sobre o mundo da literatura com entrevistas com escritores, contos, poemas, crônicas e dicas de livros. Esse ano não foi muito fácil para ninguém, mas nós brasileiros somos fortes e já suportamos muitas coisas até aqui. 2021 será um novo ano, carregaremos nossas energias e continuaremos nossas vidas sempre em busca de superações e novos objetivos.

Nós da Revista Conexão Literatura desejamos um Feliz Natal e um Próspero ano Novo.

Participe da nossa edição de Janeiro/2021, seja com conto, crônica ou poema. Você também poderá divulgar o seu livro ou editora. Saiba como: clique aqui.

Tenha uma ótima leitura!
Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 66: CLIQUE AQUI.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Participe da antologia (e-book) POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS - POEMAS E CONTOS SOBRE LITERATURA FANTÁSTICA. LEIA O EDITAL

PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS - POEMAS E CONTOS SOBRE LITERATURA FANTÁSTICA

Sinopse: Histórias extraordinárias permeiam narrativas orais e significam o próprio surgimento da Literatura escrita. Castelos medievais, acontecimentos míticos e místicos, o surgimento do gótico, as lendas, o folclore, viagens no tempo e a eterna dualidade bem e mal, tudo repleto de fantástico, extraordinário e sobrenatural. Seres e personagens criados em um mundo à parte, onde tudo pode acontecer. 
Para essa Antologia serão bem-vindos poemas e contos baseados em Contos de fadas, em O Mágico de Oz, As crônicas de Nárnia, O senhor dos anéis, A guerra dos tronos, Jogos Vorazes, as Brumas de Avalon, Trono de Vidro, O Bruxo e tantos outros.  
Imagine-se em meio à super-heróis, dragões, fadas, crie universos e versos, conte, rime, coloque emoção e musicalidade em suas palavras. Desafie-se. 
Todos os estilos de poesia e contos serão aceitos, de poesia livre aos sonetos ou novos estilos como aldravia. 
Dê asas à imaginação. Mergulhe na Fantasia, no sobrenatural, no extraordinário!

Organizadora: Rozz Messias

Edital: ANTOLOGIA POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS - Poemas e contos sobre literatura fantástica

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL "POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS":

1 - Escrever um poema ou conto usando como tema o mundo extraordinário e a literatura fantástica (aceitaremos até 2 poemas ou 2 contos por autor). Caso sejam aprovados, os 2 poemas ou os 2 contos serão publicados.

2 - SOBRE O POEMA OU CONTO: até 4 páginas, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título, espaço 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o conto ou poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do conto ou poema: do dia 27/11/20 até 17/12/20 (a data poderá ser prorrogada).

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o conto ou poema para o e-mail: rozz.mcs@gmail.comEscreva no título do e-mail: POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por poema ou conto. Caso o autor envie 2 poemas ou 2 contos e tenha os dois selecionados, o valor será R$ 100,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o poema ou conto seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica e revisão, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage e Grupos do Facebook, Instagram e Twitter, que somam cerca de 150 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 19/12/20 (a data poderá ser prorrogada).

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do poema ou conto:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas):



IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: rozz.mcs@gmail.com. Escreva no título do e-mail: POEMAS E CONTOS EXTRAORDINÁRIOS

O envio da ficha de inscrição + poema ou conto para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.


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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Literatura brasileira com protagonistas fortes e que vão atrás de seus objetivos

Larissa Brasil - Foto divulgação

Larissa Brasil levou as histórias que permeavam sua mente para o papel e já conquistou prêmios, com uma literatura envolvente, cheia de suspense, tramas policiais e realismo mágico e que mostra que as mulheres estão dominando um mundo que já foi considerado bem mais masculino.

Larissa Brasil, que acaba de ser vencedora do Prêmio ABERST 2020 na categoria Melhor Livro de Suspense, com seu A Garota da Casa da Colina, começou a escrever ainda na adolescência, na maioria poemas. Mal sabia que estava começando uma jornada que retomaria em 2012, quando uma fase depressiva a levou de volta às histórias.

Ela conta: “a escrita me fez seguir em frente. Foi uma maneira de colocar os pensamentos no papel e dar voz a eles. A partir daí as histórias, que sempre ficavam presas na minha cabeça, começaram a se soltar para o mundo e eu me descobri escritora”.

Para Larissa, ser escritora no Brasil não é uma tarefa fácil: “estamos sempre concorrendo com os livros de fora, existe um certo preconceito, uma ideia de que o autor nacional é despreparado”, revela. Ela vê a tecnologia como uma aliada na mudança dessa mentalidade: “o e-book veio para ajudar nessa questão (inclusive com os valores) e hoje tem autores que só publicam em plataformas digitais, por exemplo”.

Larissa também fala sobre o preconceito por ser mulher e escrever suspense/policial. “a mulher acaba por ser descredenciada em alguns gêneros, como se devêssemos escrever apenas sobre romance. Hoje, conheço várias mulheres que se destacam no policial, suspense e thriller e no Brasil vêm crescendo esse número a cada ano”.

Ela explica que escrever esse tipo de história aconteceu de forma natural: “quando as ideias vinham, era sempre algo envolvendo suspense, medo do desconhecido, protagonistas tomando partido e indo atrás do que gosta. Na verdade, eu tenho essa característica, de criar protagonistas fortes, que vão atrás de seus objetivos, e o gênero policial se encaixa perfeitamente”, reforça.

“Nunca achei que teria estômago para estudar criminologia, mas me vi escrevendo uma história de uma investigadora de polícia que enfrenta monstros da vida real e isso me motivou muito. Foi um livro que adorei escrever. Conversei com médicos, peritos, legistas, policiais e me descobri uma escritora do gênero policial em 2020”, conta.

Seu primeiro romance, “A Garota da Casa da Colina”, acaba de ser premiado como Melhor Suspense de 2020. Seu “Conto do Coronel fantasma” rendeu a ela o prêmio ABERST de autora revelação em 2018, e ainda tem “Onde o Vento Faz a Curva”, “Tr3s”, um livro sobre bruxas que escreveu com a xará, Larissa Prado. Completam o quadro de sucessos mais dois contos policiais, “Areia Movediça” e “O Machado da Casa de Pedra”, que ganhou menção honrosa no III Prêmio Aberst de Literatura.

Para 2021, Larissa tem muitos planos, que já começaram a ser desenhados: “meu livro policial será lançado em abril e devo começar um projeto de fantasia para o público infanto-juvenil, além da continuação da história policial”. Ideias não faltam, talento, muito menos. É bom ficar de olho no que vem por aí!

Onde encontrar:

https://www.larissabrasil.com.br/

https://www.instagram.com/larabrasil/?hl=pt-br 

Mais informações:

https://www.larissabrasil.com.br/ | larabrasil@hotmail.com 

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Renata Maggessi e o livro O Canto da Cigarra, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Sou formada em jornalismo, pós-graduada em Literatura Brasileira e comecei a cursar pós em Texto e Gramática. Sou carioca, mas escolhi a cidade de São Paulo como morada (ou talvez ela tenha me escolhido), onde vivo com meu marido, minha filha e nosso gato. Apaixonada por tudo o que envolve escrita e leitura, iniciei a carreira literária a partir de diversas publicações em antologias de contos e a consolidei ao publicar pela Editora Coerência o suspense “O Enterro dos Ossos”. Sou preparadora e revisora de textos e membro da ABERST (Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror). O Canto da Cigarra é meu segundo romance publicado.

Entrevista:

Fale-nos sobre o livro. O que a motivou a escrevê-lo?

O Canto da Cigarra se passa no Rio de Janeiro e conta a história de um professor de matemática que adora sua rotina e solidão, quebradas apenas pelo convívio com os alunos e uma ida ou outra à casa dos pais. Morador de Vila Isabel (Zona Norte do Rio), se desdobra para dar aula no Ensino Médio em três escolas (uma na Tijuca, outra em Botafogo e a terceira em Copacabana). De uma hora para outra, ele perde o controle da própria vida quando um assassino surge em seu caminho, alguém que parece conhecê-lo muito bem. Com isso, se vê obrigado a sair do isolamento para tentar desvendar o enigma e encontrar a verdadeira dona do seu coração.

O Canto da Cigarra não traz apenas a busca por um assassino, mas a busca por si mesmo e, nesse caso, não estou falando apenas do protagonista, mas dos personagens coadjuvantes também. O Canto da Cigarra foca bastante nos vínculos entre família e amigos. O livro aborda também assuntos mais polêmicos, como a violência contra a mulher, além do próprio vilão, que representa a inveja e a ira, algo muito comum nos dias de hoje.

Como analisa a literatura de suspense/policial publicada por brasileiros?

Eu amo a literatura de suspense/policial brasileira. Sou consumidora desse gênero desde a época da Coleção Vagalume, com os livros de Marcos Rey e Lúcia Machado de Almeida. Mais tarde, durante a pós-graduação em Literatura, me encantei com o estilo de Rubem Fonseca e de Flávio Carneiro. Hoje, a literatura policial e de suspense nacional está se consolidando ao elevar nomes como Raphael Montes, que acabou de lançar uma série na Netflix e já teria lançado dois filmes no cinema no início do ano, não fosse a pandemia.

Também é preciso enfatizar o grande espaço que a literatura de gênero ganhou, primeiro com a criação da ABERST pela Cláudia Lemes, e agora com o Prêmio Jabuti, que abriu espaço para o romance de entretenimento. Estamos fazendo a nossa parte e de maneira excelente.

O que tem lido ultimamente?

Como faço preparação e revisão de textos, muitas leituras vão além da diversão, e os últimos livros com os quais trabalhei foram muito bons, me obrigando a passear por diversos gêneros, mas sempre que consigo, arrumo um tempo para ler meus gêneros preferidos: policial, suspense e terror. Comecei a ler Faces do Medo, um compilado de contos do Wellington Budim.

Que dicas pode fornecer a um escritor que queira escrever esse gênero?

Primeiro, ler muito, tanto livros do gênero policial (independentemente da nacionalidade, mas sugiro dar uma chance aos brasileiros), quanto livros e textos teóricos. Um livro que gosto muito de indicar é Santa Adrenalina, da Cláudia Lemes. Também ajuda muito participar de cursos, oficinas e grupos de escrita, que sempre ajudam a ampliar os horizontes.

Confira outra entrevista com a autora:

https://www.revistaconexaoliteratura.com.br/2018/07/renata-maggessi-e-o-livro-o-enterro-dos.html


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).


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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Flávia Reis e o livro Catassol, por Cida Simka e Sérgio Simka

Fale-nos sobre você.

Sou Flávia Reis, escritora paulistana, formada em Direito, mas tenho especialização em Literatura pela PUC/SP, mestrado em Letras na USP, escrevi, até agora, 8 livros de literatura voltada ao público infantil e juvenil. Em dezembro, publico o 9º livro de poemas para jovens e adultos. Faço um doutorado em Estudos Comparados de Literatura de Língua Portuguesa também na USP e escrevo crônicas para me divertir.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro Catassol. O que a motivou a escrevê-lo?

Catassol nasceu num período em que estava muito ligada aos estudos das linguagens do imaginário, principalmente o Maravilhoso, o Fantástico e o nonsense, na Literatura para crianças e jovens. Sempre admirei as girafas, descobri que é um animal considerado silencioso, não emite sons e, além disso, tem incrível constituição física. Resolvi criar uma girafa fantástica, furta-cor que assume a cor dos lugares para onde vai. Ela anda pelo mundo carregando o sol, tentando buscar companhia e oferece este sol para aquecer e iluminar os outros animais. Mas ninguém liga para ela e a ignoram. Ela não quer ficar sozinha e continua a sua jornada até que vai parar na Bahia!

Catassol tem muitas curiosidades, animais incomuns como porco-espinho, bicho-pau, lagópode, leopardo-das-neves que, normalmente, não são apresentados às crianças. E, por fim, a personagem do caracol, que tem “antenas”, um espiral em seu casco, e, portanto, detentor de grande simbolismo. Não é uma narrativa fácil de escrever, exige um cuidado enorme e busquei ficar longe do lugar-comum e mantê-la ao mesmo tempo simples e fácil de ler. 

Fale-nos sobre seus outros livros.

Como disse, meus trabalhos, até agora, foram voltados para o público mirim e juvenil, estou atualmente trabalhando para relançar uma coleção histórica de 3 livros sobre As Aventuras de Bernardo, que se passa no final do Brasil Império e tem personagens de imaginação e personagens reais, como D. Pedro II, a princesa Isabel, Barbosa Rodrigues, Peter Lund, que será lançado por uma editora que ainda não posso revelar. 

Tem também o Artimanha (Ed. do Brasil), em que a Arte é a personagem e Os Perguntadores da Garrafa (Moderna), sobre filosofia para crianças, são dois trabalhos de segmento paradidático, ótimos para professores e alunos de fundamental I e II. 

Livros infantis:  Catassol (Nversinhos) e De Vários Jeitos (Callis), que são para crianças menores.  

Além desses, tem o Tempo de Beijar (Callis), que é um livro-diário legal para meninas de 12 anos que estejam na iniciação da adolescência.

Durante a pandemia e o isolamento social, escrevi um livro de poemas, deixando minha contribuição histórico-literária do momento. O livro será lançado agora no final do ano pela Editora Reformatório, marcando estreia para ao público adulto. Mas ele alcança os jovens também. O título é surpresa! Só conto depois do parto.

Como analisa a literatura infantil publicada no país?

A Literatura infantil e juvenil publicada no Brasil atualmente tem duas vertentes que se vinculam, num primeiro momento: o mercado editorial, que acaba ditando algumas tendências de temáticas, baseando-se em demandas sociais contemporâneas, induzindo livros que levem aos jovens leitores discussões do momento; a outra é o campo pedagógico na escola, com temáticas transversais, ligadas às disciplinas, que passam a requerer livros que atendam a essas necessidades. De qualquer forma, não se pode negar que a literatura infantil está ligada à aprendizagem da criança, de alguma forma. E não dá pra não admitir isso! Em que pese a sua necessidade de apenas ser arte. Costumo dizer que o mercado é uma grande selva, repleta de títulos e propostas de todo jeito, algumas mais selvagens do que outras e salve-se quem puder! Mas dentro dessa infinidade de projetos, tem se destacado agora uma tendência de livros literários mais complexos, aliados às artes plásticas, cinematográficas, oferecendo linguagens híbridas distintas, ilustrações e projetos gráficos muito apurados, cuidado estético e de grande beleza, dignos de vernissage. No entanto, essas obras captam os leitores adultos e cultos, mas não tenho certeza se conquistam de forma efetiva o leitor mirim, a ponto de penetrar em seu imaginário. A criança necessita de simplicidade, clareza. Ao ser iniciada às letras, antes de tudo, ela procura ler as imagens, cores, movimentos, formas. É por isso que livros como Catassol, cujas ilustrações feitas por Carla Caruso, e projeto gráfico de Adriana Fernandes, contêm um projeto nessa medida: possuem colagens curiosas, coloridas, vivas, cuidadosas, bem-humoradas, singeleza. No plano literário oferecem rimas, frases curtas, exclamações, estabelecendo a conexão que interessa aos pequeninos.

Fale-nos sobre sua pesquisa de doutorado.

Estudo, basicamente, um tripé que movimenta a arte literária para crianças e jovens: o Imaginário, a cultura e a liberdade. É uma pesquisa delicada, que está me dando um trabalhão, mas estou aprendendo bastante a articular o pensamento teórico e crítico, tentando me fazer útil de alguma forma, neste nosso Brasil que tanto precisa de educação. Da minha parte, é como posso contribuir.


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Escritora brasileira Luana Laubeski recebe Prêmio Focus Brasil Awards na categoria Literatura

 

Luana Laubeski - Foto divulgação

Premiação tem mais de duas décadas e homenageia brasileiros que se destacam no exterior

A escritora brasileira Luana Laubeski foi agraciada com o Prêmio Focus Brasil Awards, na categoria Literatura. A premiação é uma das mais importantes para personalidades, entidades e iniciativas de brasileiros que vivem no exterior e já ocorre há mais de duas décadas. Por conta da pandemia, os homenageados receberam os troféus em casa antecipadamente e a cerimônia foi realizada no final de semana, com transmissão online nas redes oficiais da Fundação Focus no último final de semana.

A Focus está espalhada em sedes de 15 cidades pelo mundo, onde realiza vários eventos. A brasileira foi premiada em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde desenvolve a sua arte.  O prêmio tem 17 categorias, incluindo diversas áreas de fotografia, música, pintura, artes visuais, ação social, esportes, entre outros.  Entre os premiados também está o cantor Seu Jorge, por sua última turnê em L.A.

Laubeski conta que ficou surpresa com a indicação e quando foi escolhida, passando por quatro fases, incluindo votação popular pela internet e avaliações de júri especializado. “Mesmo sendo um prêmio direcionado a mim, acredito que foi por conta do livro, em três idiomas, que lancei em novembro do ano passado. Los Angeles é uma cidade bastante bilíngue, sobretudo espanhol e inglês e tem uma comunidade brasileira extensa. Apesar disso fiquei surpresa porque foi pouco tempo, já que em março o mundo parou”, avalia.

O livro a que ela se refere é “Poesias de andança-Andanças de poesia”, pela editora brasileira Scortecci.  A publicação é a terceira de sua carreira em português, sendo com tradução também para Inglês (Wandering poema-Poetic Wanderings) e; Espanhol (Poesias de Andanza-Andanzas de Poesia), lançado nos Estados Unidos em novembro do ano passado.  A publicação traz, além desse gênero literário, algumas crônicas, resultado de 20 anos de sua vivência e viagens entre Europa e Estados Unidos.

Importância para a poesia- O Prêmio Focus Brasil Awards é o primeiro da carreira da escritora, que mora em Los Angeles pela segunda vez, ambas pelo período de quatro anos. Para ela, além da importância de ter uma premiação internacional pelo reconhecimento da atuação no exterior, o troféu é ainda mais significativo por se tratar de um trabalho de poesia.  “Sou uma pessoa que escreve poesias e é uma coisa que praticamente não tem leitores, infelizmente, então é muito legal que tenha havido um reconhecimento para um trabalho feito de poesia, inclusive reconhecimento popular”, comemora.

Carreira- Brasileira nascida em São Paulo, Luana Laubeski tem 43 anos e, há mais de 20, vive fora de seu País de origem, tendo morado na Espanha, Inglaterra, e atualmente em Los Angeles, nos EUA.  É mestra em direção teatral pela Mountview Academy of Theatre Arts/ East Anglia University. Fundadora da companhia de teatro educativo The Golden Hat Theatre. Foi a primeira atriz brasileira na TV Catalã/ Espanhola: série Infidels. Laubeski também é autora de “Depois da primeira mutação” (1997) e; “Quinze”(1994), lançados somente no Brasil, também pela editora Scortecci. Ambos tiveram a tiragem de mil exemplares todos vendidos.

A obra- “Poesias de andança-Andanças de poesia”, tem 192 páginas e pode ser apreciado tanto na forma física como eletrônica, estando disponível em todas as plataformas digitais. A saudade, os medos, as novas e velhas percepções, a coragem e um extenso processo de aculturação estão entre os temas que permeiam as reflexões da paulista, que atualmente mora em Los Angeles, mas já vive fora do Brasil desde a década de 90. “Eu nunca parei de escrever, faço isso porque preciso. Quando um seguidor postou algo em uma rede social mencionando alguns dos meus poemas isso me tocou. Comecei a olhar meus arquivos e achei mais de cem textos. Foi quando decidi selecionar alguns e criar o livro, selecionando cerca de sessenta e cinco”, revela Laubeski, que tem mestrado em direção teatral na Inglaterra. A escritora conta que o restante deve dar origem a outro livro em breve.

Os textos foram escritos pela autora nos três idiomas. Mas o projeto inicial era publicar apenas os que estão em português, para leitores brasileiros que vivem em Los Angeles e cidades vizinhas, mas a escritora achou que deveria falar também para quem conviveu com ela de alguma forma pelas cidades onde passou, incluindo a Espanha- que faz parte de suas origens-e onde passou a maior parte da vida adulta. “A maioria dos poemas foi escrita em português, mas também havia uma quantidade significativa em inglês e espanhol. Quis contemplar os Estados Unidos, onde toda minha família mora; meus sobrinhos; o Brasil, onde nasci e; a Espanha, que é o País do meu coração, junto como todos os meus amigos latino-americanos que falam espanhol”, conta Laubeski, que tem nacionalidade espanhola.

Tradução- Para a tradução e revisão, a escritora- que fala e escreve fluentemente os três idiomas- optou por montar uma equipe de tradutores e revisores, mas acompanhou todo o processo de perto. “Tradução para mim é uma coisa muito séria, então tinha que ser feita por profissionais, mesmo sob minha revisão. É um trabalho complexo, delicado, minucioso. Eu sempre gostei de ter profissionais acoplados ao meu trabalho para valorizar cada área”, justifica.

Produção- O processo de produção durou cerca de seis meses, iniciando em abril deste ano. Laubeski comenta as particularidades da transposição dos textos. “A tradução do português para o espanhol e vice-versa é muito mais bonita, simples, fluida. São duas línguas românticas, muito mais próximas. Já para o inglês é outra estrutura linguística, mas nesse caso optei por traduções ora literária, ora versão, muitas vezes tendo que abandonar as preocupações com métrica, rima e sonoridade”, adianta.

Público- Ao longo das poesias e crônicas o leitor passeia por temas que são motivo de inquietações da escritora e a sua forma de refletir sobre a vida. Por isso Luana Laubeski não direciona os textos a um público específico e, como todo artista, escreve para expressar a sua arte. “Acredito que a arte tem que ser simples na hora de expressar a complexidade da vida. Esse é o meu motor. Quando escrevo sempre penso que alguém vai se identificar com isso. E acredito quem saiu do ninho se identificará com o que esta no livro.”, ressalta.

Nas páginas, ela também relata um pouco do que é ser uma estrangeira morando fora do seu País. Há até reflexões confusas, como a vida, segundo a autora. Um retrato da realidade. “Nem sempre tudo é tão claro. Então, às vezes, eu escrevo assim, palavras jogadas. De uma forma geral, quando eu falo de amor eu falo para quem ama; quando eu falo de dor, falo para quem sente dor; quando falo de dúvida, falo para quem sente dúvida”, afirma.

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