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terça-feira, 12 de julho de 2022

ENTREVISTA COM ESCRITOR: Daniela Lima Solla e o livro Contação de histórias e oh, pandemia!, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Professora, psicopedagoga, mulher, mãe. Formada em Letras, Pedagogia e Artes Visuais. Sou professora das redes municipais de São Paulo e Santo André, escritora independente de contos, crônicas e poesias. Autora do livro: Contação de histórias e óh, Pandemia! Práticas e reflexões.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro. O que motivou a escrevê-lo?

A maior motivação em escrevê-lo foi o fato de sempre ter vontade de publicar algo de minha autoria e ter visto o resultado do meu trabalho durante a pandemia, com tanta qualidade e excelência, me motivou a registrar e eternizar esse momento. 


Fale-nos sobre o seu canal no YouTube (Profe Daniela Solla).

O canal do YouTube foi criado como uma alternativa de contato com os alunos da minha turma, naquele ano, pelo fato de as famílias conseguirem acessar mais facilmente o conteúdo preparado, sem a necessidade de baixar os vídeos para poder assistir. Depois percebi que os vídeos tinham muitos acessos e compartilhamentos e comecei a aprimorar a prática.

O que tem lido ultimamente?

Eu leio por hábito todos os dias. No início da prática, era um exercício, assim como o exercício físico, a leitura deveria ser diária, como forma de alimentar a mente, estimulando a minha filha a se acostumar com esse hábito também. Hoje em dia, a leitura diária é natural em casa e prazerosa, ultimamente tenho lido livros de teoria da psicanálise e gosto também desses boxes de séries, os últimos foram: “Outlander – A viajante do tempo”  e “A coragem de não agradar”.

Você quer se tornar escritora de livros?

Quero, mas uma desculpa por agora é, preciso de tempo para me dedicar à escrita inspiradora, tempo para apreciar o belo, tempo para leituras, tempo para fazer nada e ouvir a respiração... falta-me tempo, eu ouvi um dia, sem saber dizer de quem, ou onde que um rei tinha muita pressa e tinha servos para vesti-lo em função da importância de seus compromissos e ele pedia aos servos: “Vistam-me devagar, porque tenho pressa.”

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). 

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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Conto "A vida é trem-bala, parceiro!", por Rafael Caputo




A vida é trem-bala, parceiro!

Rafael Caputo


Quarentena que nada, nunca trabalhei tanto na vida. A demanda está absurda. Não que eu esteja reclamando, longe de mim. Enquanto muitos perderam seus empregos em meio à crise, só tenho a agradecer. Afinal, fiz por merecer. Tô batendo meta atrás de meta. Tanto sacrifício, entretanto, tem seu preço. Sinto-me exausto. Até mesmo eu preciso de um descanso. Falando nisso, é hora da minha pausa. Bato o cartão, pego um copo de leite e aproveito para ler as notícias: “Milagre: avião cai no meio do oceano e todos os passageiros sobrevivem”. Mal tenho tempo para reagir, logo sou interrompido.

“Com licença, Senhor. Sei que está em seu horário de intervalo, mas os estagiários chegaram.”

Abandono as notícias, engulo o leite, bato novamente o cartão e sigo em direção aos novatos. Como vocês podem perceber, está ficando cada vez mais difícil dar conta do serviço. Não tive outra alternativa, a não ser pedir ajuda. Sim, foi preciso deixar o orgulho de lado, pelo menos dessa vez. O pessoal do RH até que foi rápido. Como é maravilhoso ver o termo “Recursos Humanos” sendo tão bem empregado novamente.

Os candidatos selecionados possuem bom potencial. Um deles tem vasto conhecimento em logística, o que é imprescindível nesse ramo. O outro, um pouco mais velho, dedicou grande parte da sua vida recepcionando pessoas. Já sei para onde irei designá-lo. E, por fim, uma outra, mais nova e sem muita experiência, atuava como motorista de aplicativo. Não sou muito familiarizado com essas novas tecnologias, mas acho que tal conhecimento pode ser útil. Quem dirige um carro também pode dirigir um barco, por que não? Tudo bem que, ultimamente, esse barco mais que triplicou de tamanho. Quase um transatlântico. Já é a segunda vez que mudamos de modelo. Culpa do trabalho, que só aumenta. Até entrei com um requerimento — polêmico, por sinal — para usarmos um trem como meio de transporte. De preferência, um trem-bala. Acredito que assim, com a distribuição dos passageiros em vagões, seria tudo mais organizado, e rápido. Digo por experiência própria. Mas o pessoal da velha guarda insiste em defender que o transporte marítimo é uma antiga tradição e estão meio receosos com uma mudança nessa altura do campeonato. Vamos ter que esperar para ver se o pedido será ou não deferido. Tô na torcida! Pode me chamar de ousado, não tem problema. Ou nostálgico, tanto faz. Vou fazer de tudo para ganhar de goleada. Tipo sete a um, se é que você me entende.

Guten Tag, senhoras e senhores, sejam muito bem-vindos! Modéstia à parte, tenho certeza de que vocês já me conhecem, ou pelo menos, já ouviram falar de mim. Pois bem, graças ao vosso currículo, vocês foram requisitados como meus assistentes. Não se enganem, sei tudo sobre cada um de vocês. Você, da logística, foi acusado de pedofilia e conseguiu incriminar um inocente que agora está pagando a pena em seu lugar. Nada mal. O cara da recepção, por sua vez, atuava também como pastor e usou o dízimo dos fiéis para pagar dívidas com prostitutas e traficantes. Corajoso, tenho que admitir. Por último, a motorista que atropelou o próprio cliente e fugiu sem prestar socorro. Bem, a política da empresa é que todos merecem uma segunda chance. Eu, no entanto, espero que vocês se esforcem ainda mais dessa vez. Temos muito trabalho pela frente. Isso está um verdadeiro inferno, um caos. Não para vocês, obviamente! Para vocês isso aqui é o Paraíso, fala a verdade? Bando de sortudos. Hoje é o primeiro dia, então, me acompanhem e observem.”

Passo pela sala de operações estratégicas e pego meu megafone. Subo com eles até um dos palanques principais para colocar ordem na casa. O local nos permite uma visão ampla de todo o saguão. Estamos no deck principal, o maior deles. À nossa frente, uma multidão de gente. Desde o início do ano está assim. Recentemente, nas duas últimas semanas, tivemos um crescimento ainda maior: cerca de dez mil pessoas por dia. Tem gente de todo o lugar, de várias partes do mundo. Nosso papel — nessa estação, especificamente — é relativamente simples: transportá-las com segurança para o outro lado da fronteira. Eu sou o responsável por isso também, além de trazê-las até aqui. É um cargo importante, escolhido a dedo. Não vejo problemas em acumular certas funções.

“Pessoal, atenção! Escutem com atenção. Essa fila maior é somente para COVID-19. Por favor, saia da fila quem não for COVID. Consultem o nome de vocês na lista afixada no mural. Outra coisa: moedas e bilhete nas mãos. Quem não validou o bilhete de embarque, favor retornar ao primeiro guichê. Quem ainda não recebeu as duas moedas de ouro precisa passar na bilheteria. Sem as moedas, não embarca.”

Todo dia é a mesma coisa: precisamos repetir essas instruções senão vira bagunça. O pior que pode ocorrer é alguém embarcar sem a devida autorização. Se eu os transporto, sobra pra mim. Tem alguns engraçadinhos que tentam burlar o sistema e adiantam a viagem. Quando descobertos, são deportados imediatamente. Voltam para lá, sem piedade. Antes, porém, acabam sendo punidos. Poucos retornam sem nenhuma sequela. Mas isso já não é meu departamento. Aqui, cada um cuida do seu setor.

Muitos acham que a Morte é um ser, uma espécie de indivíduo (tipo uma pessoa), mas não é. Na verdade, trata-se de um título. Assim como o Papa. Já existiram vários Papas, assim como várias Mortes. Sou eu quem ocupa esse cargo agora. (não o do Papa, o outro). E não que eu esteja querendo me gabar, mas estou fazendo um ótimo trabalho. Depois de tanto empenho para chegar até aqui, é o mínimo que posso fazer. Soube da possibilidade e aproveitei um programa de intercâmbio. Me candidatei pouco tempo depois que fiz a travessia. O tempo aqui é relativo, parece que foi ontem. O diretor de onde eu estava não queria abrir mão de mim de jeito nenhum, mas consegui convencê-lo. Nunca duvide do meu poder de argumentação, sou ótimo nisso! Ele está satisfeito agora, sua casa nunca esteve tão cheia.

Tomei posse no primeiro dia de 2020 e, desde então, venho recebendo bônus por produção, mês a mês. Um recorde. Nunca uma Morte foi tão eficaz logo no início do mandato. Não vejo a hora de receber a PLR. Acho que no fundo, me escolheram porque já sabiam da minha capacidade. Usei parte da minha experiência em vida como campanha eleitoral para disputar o título. Ganhei fácil. Fiquei sabendo, mais tarde, que não haviam candidatos à altura para competir comigo. Que pena, iria adorar travar mais uma batalha. Comigo é assim: ou tudo, ou nada. Quando entro numa guerra é para vencer. Pode apostar! Cá entre nós: a ideia do vírus foi tão boa quanto a do gás, não é mesmo?

Deixo o megafone nas mãos da estagiária e volto para concluir meu intervalo, também sou filho de Deus. Bato de novo o cartão, pego outro copo de leite e retomo a leitura: “Vazo ruim não quebra fácil: marginal toma quinze tiros e, ainda assim, consegue escapar da Polícia”, “Motorista bêbado que invadiu supermercado foi preso. Ninguém saiu ferido”, “Inacreditável: câmeras de segurança flagram o momento em que uma criança de apenas quatro anos despenca do sexto andar de um edifício, se levanta e sai andando normalmente”, “Protestos antifascistas e conflitos contra o racismo geram quebra-quebra generalizado com incêndios, brigas e saques. Apesar do prejuízo, não houve vítimas.”, ao ler esta última notícia, deixei escapar um curto sorriso irônico de canto, quase um espasmo. Amadores! Novamente, sou interrompido.

“Com licença senhor, desculpe incomodá-lo mais uma vez. É que o senhor pediu para avisá-lo caso afrouxassem o isolamento social e acabou de chegar uma informação de que no Brasil estão reabrindo as igrejas, academias, shopping centers e várias outras atividades comerciais.”

“Perfeito! Ótima notícia. Vamos colocar em prática o plano emergencial de contingenciamento brasileiro. Eu já imaginava que isso fosse acontecer. Avise o RH que preciso quadriplicar o efetivo o quanto antes (e não é exagero). Também ligue para ‘você sabe quem’ e pergunte sobre o trem, tente sondar se eles já se decidiram. Vou voltar ao trabalho imediatamente, temos muito o que fazer. Tome, já li o relatório com as notícias.”

“O que eu faço com ele, senhor?”

“Guarda na gaveta das pendências. Depois da Pandemia, eu resolvo tudo.”

“Tá bom, e não esqueça da sua reunião às cinco com o chefe.”

“Pode deixar!”

“Mais uma coisa: já estou com ‘você sabe quem’ na linha e ele disse que, graças ao Governo Tupiniquim, concordaram com o seu trem. Parabéns, você conseguiu!”

Sieg Heil, minha querida. Sieg Heil.”

😳

★★★

  • Conto angariado com uma menção honrosa no 19º Prêmio Literário Paulo Setúbal em 2021, promovido pela Secretaria de Cultura da Prefeitura de Tatuí/SP.

  • Obra também publicada na 3ª Edição da Revista Cultural Traços em 2021.

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terça-feira, 12 de abril de 2022

Conto "Lockdown marinho", por Rafael Caputo



Ano passado, visitei Florianópolis. Também chamada de Floripa, a ilha da magia. Realmente, o lugar é mágico. Fui com minha namorada. Lá, conhecemos o Projeto Tamar. Você já deve ter ouvido falar, é uma das mais bem-sucedidas iniciativas de conservação da vida marinha. Em especial, no que tange à preservação das tartarugas. Ficamos admirados. O trabalho que eles desenvolvem vai desde Santa Catarina até o Ceará, abrangendo grande parte do litoral brasileiro.

Vale lembrar que os seres humanos são bem mais evoluídos do que as tartarugas. Aprenderam a criar e a manusear o fogo, desenvolveram ferramentas, construíram casas, carros, inventaram um monte de remédios etc. Possuem grande capacidade intelectual e artística. Você nunca verá uma tartaruga, de qualquer espécie que seja, dirigindo um automóvel ou tocando um instrumento, por exemplo. Ainda assim, por algum motivo, esses animais são fascinantes e despertam grande curiosidade. Hoje, sabemos quase tudo ao seu respeito.

As tartarugas possuem sangue frio, têm escamas e colocam ovos. Todas essas características as definem como um réptil. Contudo, algumas pessoas acham que elas são anfíbios. É certo que ambos possuem semelhanças e, como os anfíbios, algumas delas podem viver tanto na água como fora dela, mas também existem grandes diferenças. Os répteis possuem pele seca e escamosa, depositam seus ovos na terra e respiram pelos pulmões, assim como os humanos. Característica intrigante. Já os anfíbios tem pele lisa, colocam os ovos na água e respiram por brânquias (quando ainda são larvas) e só depois é que usam pulmões (fase adulta). No ranking da escala evolutiva, os répteis estão um patamar acima. Entretanto, ser classificada como réptil ou anfíbio não muda em nada a vida da tartaruga, que sequer tem conhecimento de tal classificação. Isso porque elas podem até sentir a presença do homem, mas não fazem a menor ideia de sua existência, como pensam, o que comem ou qualquer outra coisa do tipo. Literalmente, não sabem nada sobre a raça humana. Se soubessem, ainda assim, não compreenderiam.

Já o contrário, é bem diferente. Dezenas de pesquisadores monitoram esses animais dia e noite. Conhecem seus hábitos alimentares, sua biologia, ciclo de vida, como se reproduzem e muito mais. Existem centenas de tartarugas que agora mesmo, nesse exato momento, estão sendo monitoradas. Esses animais possuem grande capacidade migratória e de forma inteligente aproveitam as várias correntes marítimas para se locomoverem por grandes distâncias. Fazem isso muito bem. São capazes de percorrer quilômetros e quilômetros pela imensidão do oceano só para desovarem em uma praia distante, longe dos predadores. Possuem um senso de orientação tão eficaz quanto qualquer GPS. As tartarugas marinhas, por exemplo, arrastam-se pela praia até um lugar livre das marés. Ali cavam a areia (sessenta centímetro de profundidade por um metro de diâmetro), e enterram seus ovos (cem ou duzentos de uma só vez). Um feito incrível! Depois disso, tapam o buraco, alisam a areia e voltam para o mar. Após quinze dias, fazem tudo de novo, mais ou menos no mesmo lugar. Você sabia que é o sol que se encarrega de incubar os ovos? Pois, é! As tartarugas terrestres, chamadas de jabutis, e as de água doce, os cágados, fazem o mesmo nas margens do rio e pântanos, ou entre as folhagens. Depois de três meses, nascem as tartaruguinhas, bem pequenininhas. Logo que nascem, correm direto para o mar.

Nas áreas de reprodução, as praias de desova são monitoradas por pescadores contratados pelo Tamar. Eles são chamados de tartarugueiros. É realizado patrulhamento ostensivo durante a noite para flagrar as fêmeas, observar seu comportamento durante a desova, registrar dados e coletar material biológico para posterior análise genética. Os pesquisadores também monitoram os ninhos nos próprios locais de postura, ou transferem alguns, encontrados em áreas de risco, para locais mais seguros na mesma praia ou para cercados de incubação, expostos ao sol, em praias próximas às bases de pesquisa. Os pescadores são, ainda, orientados a salvar aquelas que ficam presas nas redes. Verdadeiros anjos. E as tartarugas nem desconfiam.

Nas ilhas oceânicas, como em Fernando de Noronha e Atol das Rocas, é realizado um programa de captura, marcação e recaptura, através do mergulho livre ou autônomo. Tanto nas áreas de desova como de alimentação, os animais encontrados vivos recebem um anel de metal nas nadadeiras dianteiras, para identificação e estudo de seu deslocamento e de hábitos comportamentais, além de dados sobre crescimento e taxa de sobrevivência. As tartarugas nem se dão conta do adereço. Muito menos do sistema de telemetria fixado, em muitos casos, nos seus cascos. Justamente, graças a esse sistema, foi possível resolver um grande mistério que ocorreu recentemente. Toda a população de tartarugas, do nada, desapareceu. Simplesmente, sumiu. Não foram vistas em lugar algum. Nem por pescadores, mergulhadores, banhistas, ninguém. As praias já conhecidas como ponto de desova, ficaram totalmente vazias. Fato que causou espanto.

O mais estranho foi saber que, na verdade, elas não tinham sumido. Estavam apenas paradas, imóveis. Por algum motivo, até então desconhecido, pararam de se locomover. Permaneceram assim: estáticas, em um mesmo local, por meses. Subiam à superfície, apenas para respirar. Logo em seguida, retornavam para dentro d ́água. Como isso era possível? O Tamar sempre estudou o deslocamento das tartarugas por meio do monitoramento por satélite e nunca registrou nada parecido. Só para você ter uma ideia, sabe-se que muitas tartarugas que trafegam pela costa brasileira nasceram ou frequentemente aparecem na costa de outros países, tanto do continente americano quanto do africano, uma comprovação do grande potencial de locomoção desses animais, que como eu disse: são fascinantes. Como, então, de uma hora para outra, eles decidiram hibernar? Tartarugas não hibernam, só animais de sangue quente fazem isso. No máximo, alguns jabutis, que vivem em climas tropicais, quando chega o inverno, cavam o terreno e entram em letargo, uma espécie de sono profundo, que é diferente da hibernação. Sendo assim, o que estaria causando esse comportamento tão peculiar? Técnicos e pesquisadores do mundo inteiro se uniram. Criaram uma força-tarefa a fim de investigar a fundo o problema. Diversos cientistas, de várias nacionalidades, foram chamados: húngaros, franceses, alemães, russos, americanos, israelenses e até brasileiros. Os países não mediram esforços e enviaram seus melhores biólogos, ambientalistas, oceanógrafos e diversos outros especialistas. Até quem não se interessava pelo estilo de vida desses animais ficou preocupado, ou, no mínimo, curioso. Diversas embarcações, grandes e pequenas, partiram rumo ao local onde as tartarugas se concentravam. Todos atrás de respostas. Não demorou para que elas percebessem que não estavam mais sozinhas. Passaram a se incomodar um pouco com a presença daqueles seres estranhos em seu território, acima e abaixo da superfície. Algumas ficaram assustadas. Outras, perplexas. Todas, sem entender o que estava acontecendo.

Contei essa história a um amigo meu hoje cedo. Por videoconferência, lógico! Foi logo depois que ele compartilhou em suas redes sociais uma série de notícias publicadas recentemente: “Pentágono divulga oficialmente vídeos mostrando OVNIs”, “Luzes misteriosas aparecem piscando no céu e intrigam a web (e estudiosos)”, “OVNI gigante e triangular faz terceira aparição em três meses”. Ele me pareceu um tanto paranoico com todo esse lance de quarentena, pandemia etc. Começou a me mandar vários áudios falando sobre extraterrestres, aparição de objetos voadores em várias partes do globo e coisas assim. Daí você vai me perguntar: mas o que toda essa história tem a ver com o assunto? Eu te respondo: querendo ou não, nós é que somos as tartarugas.

🐢


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quarta-feira, 6 de abril de 2022

[LUTO E INFÂNCIA] Livro trata da morte de forma leve e lúdica para ensinar as crianças

Educadora transformou a dor após a morte da mãe em combustível para ensinar as crianças sobre a dor do luto


“Mamãe, cadê a vovó? Eu tô com saudade”. Essas frases fizeram parte da história da educadora parental Prisla Tranjan após a morte de sua mãe durante a pandemia de Coronavírus. Além da dor que sentia, ela precisava explicar ao filho Joaquim, à época com 2 anos e meio, porque eles não viam mais a avó e porque ela passava o dia chorando. Para dar vasão a esse sentimento amargo, ela resolveu escrever um livro que conta essa metamorfose da vida. Foi assim que nasceu “Todo Mundo Vira Borboleta”.

“Todo Mundo Vira Borboleta” ensina, de forma lúdica, leve e divertida a criança o ciclo da vida pelo qual todos nós, um dia, iremos passar. Falar de luto e perdas na vida estando distante do que esse sentimento representa é mais fácil do que quando o vivemos no momento presente. Prisla usou seu conhecimento como educadora para trazer mais que um desabafo, mas ensinamento às futuras gerações de que a morte faz parte da vida e que, independente da crença, tudo que passamos em vida são transformações. 

“A dificuldade dos adultos de conviver e encararem a morte é passada para os filhos. Para a criança, é como se o parente estivesse ‘dormindo’ ou ‘viajando’, e ela acha que um dia ele voltará. Conversar abertamente e explicar essa ‘passagem’ ajuda a evitar traumas nas crianças. “ – Prisla Tranjan, educadora parental e escritora 

“Todo Mundo Vira Borboleta” fala da metamorfose da vida, com alusão à vida da lagarta que vira borboleta. A associação é importante para a criança aprender que a vida trará mudanças o tempo todo, sejam elas dolorosas, alegres, tristes e até dignas de celebração. Podemos achar que as crianças não entenderão certos assuntos, mas a capacidade de compreensão delas vai muito além do que muitos pais imaginam.

Sobretudo no momento da pandemia em que o mundo ainda se encontra, é importante trazer o tema do luto para dentro de casa e explicar à criança que a vida irá nos reservar momentos como esse. “Por mais doloroso que seja falar de morte com uma criança, o importante e explicar o sentido da ausência que aquela pessoa terá a partir de então na vida da família. Falar sobre a saudade, a passagem e, principalmente, acolher o coração partido dela“, explica a educadora. 

Sobre a autora:

Prisla Tranjan é mãe do Joaquim e da Ágata. Tornou-se mãe no último semestre da faculdade de Direito, terminou os estudos e, já imersa no universo da maternidade, buscou estudar Criação e Comunicação Consciente entre pais e filhos. Formou-se como Consultora Parental em Criação e Comunicação Consciente. Possui um Grupo de Apoio Materno digital com mais de 100 mães do Brasil. Tem como um de seus objetivos facilitar o dia a dia entre pais e filhos, trazendo uma nova metodologia inspirada na Disciplina Positiva. 

Serviço:

Livro:  Todo Mundo Vira Borboleta

Autora: Prisla Tranjan

Editora: Much Editora

Páginas: 20

Preço: R$ 54,90

 

Adquira através do site: https://mucheditora.com/collections/lancamentos/products/todo-mundo-vira-borboleta

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

EM MEIO AO CAOS, DIANTE DA CRISE IMPOSTA PELA PANDEMIA, O QUE VOCÊ TEM FEITO PARA RESISTIR E NÃO SUCUMBIR AO MEDO? A PROFESSORA E POETISA ZENILDA RIBEIRO BUSCOU NA ESCRITA UMA SAÍDA, UMA JANELA


POESIA NA PANDEMIA: poemas para inspirar, denunciar e motivar.

SINOPSE:

Este livro traz parte dos poemas que venho escrevendo nesse período de isolamento, buscando ajudar colegas de trabalho, amigos, familiares e seguidores das minhas redes sociais, mas também ajudar-me, por meio da escrita literária que tem se assemelhado a um processo terapêutico, fazendo-me fluir, ressignificar a vida. Espero poder espalhar, através desses poemas, gotas de luz e de esperança. Espero ainda, poder motivar pessoas a buscarem, na prática das suas habilidades, naquilo que gostam de fazer e que o fazem com paixão, motivos para se reinventar, se ressignificar e seguir sonhando, lutando e acreditando que todo esse caos vai passar. Mesmo que muitas lacunas, dores, saudades, ausências, fiquem, que também fique em cada um de nós a capacidade de ser resiliente, empático e humano.

INFORMAÇÕES:

Editora : Publicação Independente pelo Clube de Autores e Bok2

Idioma: : português

Capa flexível : 101 páginas

ISBN-10 : 6500052536

ISBN-13 : 978-6500052534

Dimensões : 20.8 x 14.6 x 0.8 cm

Link para compra:

Amazon: https://amz.run/4D3Q

Submarino: https://bityl.co/5C2F

Americanas: https://bityl.co/5C2K

Livraria Bok2: https://www.livrariadabok2.com.br/poesia-na-pandemia

Clube de Autores: https://clubedeautores.com.br/livro/poesia-na-pandemia-2

Mercado Livre: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1646088330-livros-poesia-na-pandemia-_JM

COMENTÁRIOS DE LEITORES:

Ler seus poemas matinais me reabastece e me concede forças para enfrentar a batalha que estamos enfrentando com essa pandemia. Obrigada por proporcionar tanto amor aos seus leitores. 

Rosimery Soares - Professora - 

Os poemas de Zenilda Ribeiro da Silva é um afago na alma. Uma leitura obrigatória nesse momento tão difícil de pandemia. Leitura obrigatória e inspiradora, não é difícil se reconhecer em seus versos, pois falam de gente, de sentimentos e dilemas ao mesmo tempo universal e pessoal. Por vezes senti que seus poemas eram sobre mim. Recomendo a todos! 

Nilson Rutizat - Professor e escritor -

É maravilhoso ter por perto alguém com alma de poeta, que traz nos versos palavras, de conforto, alegria, amor e as vezes de dor. É maravilhoso acordar e já receber a notificação de um poema que está ali aguardando para ser lido. E é ainda mais maravilhoso, quando eu me enxergo naqueles versos. É uma alegria tão grande, que a vontade é de espalhar seus versos para o mundo todo. Para que todos possam também ter a graça de transbordar de alegria e se emocionar. Tão bom quanto ter por perto alguém com alma de poeta e ter alguém que conhece nossa alma. É tipo um “ match” entre mim e a poesia. 

- Mireli Morais – Professora -

BIOGRAFIA DA AUTORA:

Zenilda Ribeiro da Silva, natural de Coremas-PB, residente em João Pessoa-PB, Graduada em Letras pela UFPB, Mestre em Letras pela UFCG. Professora de Língua Portuguesa e Literatura da Educação Básica na Paraíba e escritora. Autora de quatro livros publicados, com participações em mais de quinze Antologias (Nacionais e Internacionais).

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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Crônica: “Uma história na pandemia – Rosquinhas”, por Cida Simka e Sérgio Simka


A mulher levantou-se de madrugada, às 11h, para fazer o café para a família, enquanto todos dormiam.
Passou o café, pegou o leite da geladeira, o pão no armário etc. Resolveu fazer umas rosquinhas e se pôs diante do fogão. Abriu a janela e a porta da cozinha, para que o ar da manhã pudesse entrar com mais vigor.
Minutos depois, gritou:
– Gente, o café tá pronto. Desçam logo. E tem uma surpresa: fiz rosquinhas que vocês tanto gostam.
E antes de terminar, ouviu o bando descer os degraus da escada.
Tocou o telefone na sala. A mulher foi atender.
Quando voltou, todos à mesa estavam olhando para ela.
– Você disse que fez rosquinhas, mas eu não estou vendo nem sinal – disse a filha caçula.
– Coloquei o prato bem em cima da mesa.
– Será que você, por um descuido, não colocou na geladeira? – perguntou o marido, com um sorriso malicioso.
– Não sou você que colocou as chaves do carro no congelador – retrucou a mulher.
Quando a discussão familiar estava prestes a estourar, ouviram um barulho na porta da cozinha. Imediatamente, todos olharam para lá e viram o pequeno vira-lata lambendo os beiços.

FIM


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Crônica: “Uma história na pandemia – Fumaça”, por Cida Simka e Sérgio Simka



– Benhê, está sentindo esse cheiro?
– Estou. E por que está me olhando desse jeito? Tudo bem que faz duas semanas que não tomo banho.
– É um cheiro tipo diferente.
– Será que eu pisei em cocô de cachorro?
– Pare de falar bobagem, homem. Nem no quintal você sai.
– Acho que vem lá do vizinho.
A mulher olha para a janela da cozinha.
– Sabe, já ouvi falar que o vizinho costuma queimar umas ervas de cheiro estranho.
– Não fale sem saber a verdade.
– Tudo bem. Pode ser também que o vizinho acenda uns incensos, umas velas, fume uns charutos fedorentos.
– Cruz-credo, homem, você só fala asneira.
– Olhe, mulher, está saindo fumaça da janela da cozinha do vizinho.
– É mesmo! Vamos ver o que está acontecendo, se a gente pode ajudar de alguma forma.
O homem e a mulher se debruçam em sua janela da cozinha, que dá de frente com a da cozinha do vizinho. A mulher grita:
– Ei, aconteceu alguma coisa? Podemos ajudar?
Nisso, a janela da cozinha do vizinho se abre completamente, sai um monte de fumaça e depois aparece a cabeça da vizinha.
– Não, obrigada, é que deixei queimar de novo o frango.

FIM


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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sábado, 20 de junho de 2020

Crônica: “Uma história na pandemia – Leitura pra cachorro”, por Cida Simka e Sérgio Simka


– E então, amiga, não consegui me concentrar muito na revisão do livro de autoajuda que estou corrigindo.
– E por que não, amiga?
– É que de manhã tive de ler para o Sabugo, do contrário, ele não iria me deixar em paz, sabe?
– Quem é o Sabugo?
– É o meu cachorro, ele não para de arranhar a porta do escritório até eu não abrir e sair com ele.
– Você lê para o seu cachorro?
– Sim, quer dizer, mais ou menos.
– Não entendi, mas nesse tempo de pandemia, tudo é possível.
– Não me interprete mal, amiga, é que o Sabugo se acostumou a ficar no quintal toda manhã e também no fim da tarde latindo para quem passa na rua. E eu fico sentada lendo, entendeu?
– Ah, sim, agora entendi.
– Bem, amiga, como agora é fim de tarde, o Sabugo já está me olhando.
– Ok, amiga, boa leitura.
Giovana desligou o celular, pegou o livro e foi para o quintal, com o cachorro atrás dela.
– Pois, então, Sabugo, se ficar latindo para quem passar, e não prestar atenção, eu paro de ler.

FIM

CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Crônica: “Uma história na pandemia – O escritor”, por Cida Simka e Sérgio Simka


Tendo lido mais de cem livros durante a pandemia, Gérson resolveu pôr umas ideias no papel e começou:
Meu querido “diario”...
Abruptamente, a caneta foi tomada de suas mãos e, com horror, Gérson viu que ela, sozinha, principiou a escrever na folha. Ao mesmo tempo, ele ouvia cada linha pronunciada:
Que ideia mais babaca, seu babaca! Escrever “meu querido diário...”. E saiba que “diário” tem acento, pois é uma palavra paroxítona terminada em ditongo. Fugiu da escola, mané? Para escrever, é necessário ser original, ter ideias fantásticas, seu imbecil. Você não passa de um estrupício...
Com raiva, Gérson pegou a folha, amassou-a e arremessou-a no cesto de lixo.
Abaixou, pegou uma garrafa de vodca e encheu um copo até a borda. Quando ia beber, ouviu:
– Não vai oferecer?
Derramou todo o líquido em sua blusa, olhando para os lados, com muito medo, pois se encontrava sozinho no escritório.
– Quem falou isso? – examinava o ambiente. 
De repente, olhou para o aquário sobre a cômoda.
E o peixinho:
– Foi o vaso quem falou.
E Gérson automaticamente olhou para o vaso de orquídeas, próximo do pequeno aquário.
E o vaso:
– Seu peixe dedo-duro!

FIM

CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).
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terça-feira, 26 de maio de 2020

Empreendedores inovam e criam plataforma online para adoção de microempresas em tempos de pandemia

Fábio Fiori e Cláudio Tieghi - Foto divulgação
“Adote um Pequeno Negócio” tem como objetivo minimizar o impacto financeiro nas micro e pequenas empresas

As empresas que mais sofrem com a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus são as micro e pequenas, além das MEIs, justamente estas que respondem por nada menos do que 60% dos quase 100 milhões de empregos gerados no país, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Atentos a este quadro tão desafiador, os empreendedores Cláudio Tieghi e Fábio Fiorini criaram o projeto “Adote um Pequeno Negócio”, que, por meio de uma plataforma inteligente, tem por objetivo minimizar o impacto financeiro e a crise que se instaurou mais acentuadamente nesse segmento.

A premissa é buscar alavancar os negócios dos empreendedores individuais e das micro e pequenas empresas de forma a promover um impacto social positivo, rápido e eficiente para que retomem e ampliem suas vendas de maneira profissional e disciplinada. Em sua primeira etapa, o “Adote um Pequeno Negócio” busca impactar positivamente 35 mil pequenos negócios.

- No projeto, pessoas físicas e jurídicas poderão colaborar selecionando um pequeno negócio em qualquer região do Brasil com uma cota-doação única de R$ 9,90 – explica Tieghi.

O pequeno negócio que for adotado receberá consultoria no intuito de profissionalizar seus processos para alavancá-los rapidamente. O empresário passará a ter o controle das tarefas diárias de sua empresa, através de uma plataforma inteligente de formação comercial para vendas de curto prazo. Além disso, receberá um kit inicial contendo um livro e informações para acessar um guia de implantação passo a passo e se conectar ao movimento.

O livro “Manual do micro e pequeno negócio em tempos de pandemia”, de autoria de Fabio Fiorini, traz diferentes ferramentas para serem implementadas no cotidiano dessas empresas de forma descomplicada, além de ensinar a criar uma rotina para aumentar as vendas e ajudar a solucionar a maioria dos problemas causados pela crise que se instaurou nesse período. Os direitos autorais do livro serão inteiramente doados às empresas adotadas pelo projeto.

- Para adotar uma empresa, sendo pessoa física, é necessário inicialmente investir R$9,90 ou mais. Em seguida, o investidor recebe um livro para presentear um outro empreendedor, além de ter acesso à plataforma para acompanhar o dia a dia da empresa que adotou. O nome da cada pessoa que fizer a adoção irá aparecer na página dos doadores, além de receber um certificado – ressalta Fiorini.

Já pessoas jurídicas podem adotar múltiplos da mesma cota-doação única de R$ 9,90 a partir de R$ 5 mil.

A plataforma ainda quer formar uma grande rede de colaboração, que visa criar oportunidades para que doadores e beneficiados possam conhecer as diferentes iniciativas para essa retomada e compartilhá-las de forma criativa e colaborativa.

O “Adote Um Pequeno Negócio” já está no ar em www.adoteumpequenonegocio.com.br.

Fábio Fiorini

Empreendedor serial e CEO do Grupo Grupo Noby Educação, primeira Edtech do Mundo para educação e formação de pessoas vendedoras com ética, princípios, foco em relacionamentos duradouros e disciplina para obter resultados. Desde 1998 criou diversas empresas que cresceram, impactaram e foram vendidas para outros grupos empresariais, entre as quais Grupo FRVendas, NB Treinamentos, Grupo Net Branding, entre outros. Formado em Administração de empresas, pós graduado em marketing e com especialização internacional em Branding e Gestão em Vendas, já auxiliou na construção de mais de 80 marcas pelo Brasil, colecionando grandes Cases como Spoleto, Mundo Verde, Sorvetes Nestlé, entre outros. Seu grupo empresarial, já implementou sua metodologia para aumento de vendas e mais de 4.500 empresas nacionais. Sua metodologia de ensino, obrigatoriamente sempre envolve ferramentas de aplicação, uma vez que coloca em curto espaço de tempo o aprendizado para ser aplicado e mensurado. Fábio Fiorini tem 43 anos e já ministrou aulas por todo o Brasil. Também é palestrante, membro de Associações importantes e participa ativamente de projetos de ordem social, formando vendedores para que sejam recolocados no mercado de trabalho.

Cláudio Tieghi

Bacharel em Química pelas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras de São Bernardo do Campo, Pós Graduado em Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi e Formação em Psicanálise e sua Prática Clínica pelo Instituto Sedes Sapientiae, estruturou sua trajetória de 23 anos no Franchising desempenhando atividades em gestão de negócios, expansão, treinamentos, marketing, vendas, sustentabilidade e inteligência de mercado. Consultor, Palestrante e Professor foi Fundador e Presidente da AFRAS, Diretor Estatutário de Sustentabilidade da ABF e Diretor Executivo de Inteligência de Mercado, Sustentabilidade e Projetos Internacionais na mesma instituição. Colunista em diversas publicações do setor e autor do Livro: “Uma Nova Geração no Franchising”, publicado pela Ed. Ex-Libris em 2010, é Conselheiro no Instituto CNA e Conselheiro e fundador da ABRAPS–Associação Brasileira de Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável.

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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Crônica: “Uma história na pandemia – A sogra”, por Cida Simka e Sérgio Simka


A sogra de Thomas veio fazer uma visita em um fim de semana e por causa da pandemia teve de permanecer por um longo período hospedada na casa do genro.
Numa noite, enquanto jantavam, Thomas, que era metido a engraçadinho, disparou a seguinte impropriedade a sua sogra:
– Sabe, dona Gecelma, a sua filha ultimamente não tem cumprido as obrigações de esposa exemplar.
Celma, a mulher de Thomas, horrorizada, espumando de raiva, lançou um olhar assassino ao marido.
Dona Gecelma, em sua postura costumeiramente impassível, perguntou ao genro:
– E poderia me dizer quais seriam essas obrigações de esposa exemplar?
O genro, vendo que a situação estava ficando desagradável, respondeu:
– É que ela não tem me dado carinho, amor e compreensão.
Na mesma noite, a pretexto de ficarem sozinhos, Celma trancou o marido no porão e deixou o filho da mãe lá, a noite toda, esmurrando a porta.
Moral da história: JAMAIS brinque com a sogra, pois trancar Thomas no porão foi ideia dela.

FIM


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

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