Jane Austen: Livros e Filmes

Jane Austen, Thibaudet e um retrato da burguesia do séc. 18 Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen foi uma das...

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sábado, 3 de outubro de 2020

Professor e filmes influenciam mais o início do interesse pela leitura de literatura do que um influencer digital


A 5ª. edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o mais abrangente mapeamento do comportamento leitor brasileiro, trouxe entre suas novidades um painel mais abrangente da leitura de literatura no País. Um dos principais resultados desse módulo novo é a importância do professor como um influenciador não só na escolha dos títulos, como também em seu papel no despertar do interesse pelo gênero (contos, crônicas, romances, poesia). Em 2019, 62% dos leitores de livros de literatura revelam ter se interessado por este gênero a partir de uma indicação da escola ou professor (contra 44% dos leitores de literatura apenas em outros meios) e 50% por influência de amigos (33% para os leitores por outros meios). O cinema e a música também cumprem o papel relevante neste sentido: 54% dos leitores de livros de literatura dizem que seu interesse surgiu a partir de filmes baseados em livros ou história de autores (contra 41% de leitores de literatura exclusivamente em outros meios além do livro) e 34% dos leitores de livros deste gênero citam as letras de música (contra 31% dos leitores em outros meios). As mães ou responsáveis do sexo feminino estão em quinto lugar como influenciadoras, com 40% das menções dos leitores de livros de literatura e 25% para leitores por outros meios, enquanto os pais ou responsáveis do sexo masculino ficam em nono, sendo mencionados por 26% dos leitores de livros deste gênero e por 15% dos leitores de literatura apenas em outros meios além do livro.

Os influenciadores digitais, como youtubers, revelam-se também como atores importantes, pois 26% dos leitores de livros de literatura e 25% dos leitores de literatura em outros meios citam seu papel no interesse pelo gênero. Em um patamar semelhante, os bibliotecários e atendentes de biblioteca são citados por 21% dos leitores de livros de literatura, mas por apenas 10% dos leitores de literatura em outros meios. Para efeito de comparação, a influência do marido, esposa ou companheiro (a) é mencionada por apenas 12% dos leitores de livros de literatura, proporção próxima dos 10% de leitores deste gênero em outros meios.

 

Baixe o pdf da pesquisa a partir de 14 de setembro no site do IPL: (http://www.prolivro.org.br)

Sobre a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil

Realizada a cada quatro anos, a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil é a única pesquisa nacional que tem por objetivo avaliar o comportamento leitor do brasileiro. Realizada desde 2007, pelo Instituto Pró-Livro, cuja missão é contribuir para que o Brasil seja um país de leitores, a pesquisa chega à 5ª edição com novo parceiro e muitas novidades. O IPL contou, nesta 5ª Edição, com a parceria do Itaú Cultural para a sua realização. Em um processo de constante aperfeiçoamento, o número de entrevistas foi ampliado de 5 mil para 8 mil, permitindo a leitura dos resultados por capital, além das cinco regiões brasileiras. Esta edição também dedicou um módulo específico aos hábitos de leitura de literatura dos brasileiros, com mais dados sobre os fatores e influências no interesse por literatura, autores preferidos e formatos e/ou dispositivos escolhidos.

O objetivo da Retratos de Leitura é conhecer o comportamento do leitor brasileiro com 5 anos ou mais (alfabetizado ou não), medindo a intensidade, forma, limitações, motivação, condições de acesso ao livro (impresso e digital) pela população, orientado por sua missão de contribuir com as políticas públicas e expandir o público leitor. A coleta de dados foi encomendada ao IBOPE Inteligência, através de entrevistas domiciliares, face a face, com registro das respostas em tablets, e aconteceu entre 28 de outubro de 2019 a 13 de janeiro de 2020, ou seja, meses antes da pandemia de coronavirus, não havendo, portanto, interferência dessa situação na realização ou nos resultados da pesquisa.

No total, foram realizadas 8076 entrevistas, em 208 municípios, sendo 5874 nas capitais de 26 estados. Os resultados da pesquisa podem ser analisados para o total do Brasil, pelas cinco regiões e por capitais, e eles foram ponderados considerando os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 2017, do IBGE. Com um intervalo de confiança estimado de 95%, a margem de erro máxima estimada é de 1,1 p.p. para mais ou para menos,

Sobre o Instituto Pró-Livro: O IPL (www.prolivro.org.br) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), sem fins lucrativos, criada e mantida pelas entidades do livro - Abrelivros, CBL e SNEL - com a missão de transformar o Brasil em um país de leitores. Tem como objetivo promover pesquisas e ações de fomento à leitura. Realiza, periodicamente, a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, a fim de avaliar impactos e orientar ações e políticas públicas em relação ao livro e à leitura, visando, assim, melhorar os indicadores de leitura e o acesso ao livro. Lançou este ano (2019), a pesquisa Retratos da Leitura - Bibliotecas Escolares , para identificar o impacto das bibliotecas na aprendizagem dos alunos .Também é responsável pelo Prêmio IPL - Retratos da Leitura, que busca homenagear organizações que desenvolvem práticas de incentivo à leitura e, desse modo, promovê-las e difundi-las, de maneira que ganhem amplitude e investimentos, orientem políticas públicas e inspirem outras iniciativas pelo Brasil. O IPL também conta com outra ação importante, a Plataforma Pró-Livro - uma plataforma digital colaborativa que reúne informações sobre as práticas de leitura ao redor do país e incentiva a conexão entre essas experiências. Os projetos premiados e cadastrados estão mapeados e podem ser conhecidos na Plataforma Pró-Livro (http://www.plataformaprolivro.org.br).

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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

2ª Academia Unasp de Pesquisadores recebe criador da Lei Castilho de incentivo à leitura

Academia Unasp de Pesquisadores - Foto Divulgação
Com mais de 40 anos de experiência, palestrante trará oficinas sobre como aprimorar escrita e pesquisa acadêmicas

Kemelly Ferreira

A leitura e a escrita são imprescindíveis para estudantes, leitores vorazes, pessoas interessadas na absorção de algum conteúdo específico e, principalmente, no âmbito da produção científico-acadêmica. É importante que mestres e doutores nas amplas ciências dominem a arte da escrita para públicos diversificados, alcançando um dos objetivos da produção científica: a propagação do conhecimento.

Com esse intuito, a 2ª Academia de Pesquisadores, promovida pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), através da Editora Unaspress juntamente com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da instituição, receberá, na próxima segunda-feira (10), a presença do Dr. José Castilho Marques Neto. O convidado atuou mais de vinte anos na direção editorial e presidência da Editora Unesp, e sua militância na formação de leitores no Brasil resultou na aprovação da Lei Federal nº 13.696, chamada de "Lei Castilho", assinada pelo presidente Michel Temer em junho deste ano.

O evento será dividido em duas palestras a partir das 14h para professores do Unasp a nível quadricampi. A primeira palestra engloba como melhor adequar o texto científico para públicos distintos. A segunda tem como tema a publicação científica, pensando na qualificação das obras através de boas temáticas e do significado dessas publicações para o prestígio da instituição e currículos acadêmicos dos profissionais.

Castilho ressalta que o trabalho editorial universitário compreende a captação do interesse de leitores de nível universitário, buscando "nos docentes e pesquisadores da instituição quem poderia elaborar uma determinada publicação que seria editada e distribuída". "Será sobre isso que falaremos: da necessidade fundamental em editar e publicar esses escritos e do papel central dos autores das instituições e a editora da universidade", revela o palestrante.

Para a Dra. Tânia Kuntze, pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão do Unasp, há alguns anos a instituição tem incentivado a produção intelectual qualificada. "A Academia Unasp de Pesquisadores está oportunizando aos docentes do Unasp conhecerem as experiências de pessoas que têm contribuído para a divulgação e difusão de conhecimento, como é o caso do Dr. Castilho", explica. Dessa forma, o evento promovido em parceria com a Editora Unaspress cria oportunidades de aprimoramento para seu público.

Como idealizador do evento, o Dr. Rodrigo Follis, editor-chefe da Unaspress, possui altas expectativas quanto à segunda edição da Academia. "A Academia Unasp de Pesquisadores, em sua primeira edição, superou nossas expectativas em relação ao aproveitamento para o nosso público. Nessa segunda edição, acreditamos que não será diferente. O Dr. José Castilho, filósofo, especialista em gestão de editoras e dono de um currículo gigantesco, foi o responsável pelo crescimento da Editora da Unesp e é referência nesse nicho. Ele se disponibilizou a vir trocar experiências conosco sobre suas estratégias bem-sucedidas, e acredito que será um dia de muito aprendizado", salienta.

O evento acontece no dia 10 de setembro, na Reitoria do Unasp, localizada em Engenheiro Coelho. Para participar, é necessário fazer inscrição no site do evento. O programa será realizado de duas formas: presencial e online. Ambas necessitam de cadastro, pois todos os participantes receberão certificados de participação. Os inscritos na modalidade online receberão um link de acesso à transmissão no dia do evento.

As inscrições são limitadas, gratuitas e já estão abertas! O link de acesso para inscrições é: www.unasp.br/eventos/evento/2a-academia-unasp-de-pesquisadores

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sábado, 25 de agosto de 2018

Citações do livro "Travestis Brasileiras em Portugal", do pesquisador e autor português Francisco J.S.A. Luís


CITAÇÕES:

1 - Parece‑nos ser de fácil consenso o facto de que testemunhamos um período em que processos sociais globalizados retiraram às sociedades a estabilidade de dinâmicas operantes em que repousaram durante séculos, o que por si não se constitui como algo novo. Nova é a intensidade com que a cada dia esses processos de trocas múltiplas
se instituem e actualizam. A informação acompanha a intensidade com que os indivíduos se deslocam entre continentes – a maioria das vezes com uma rapidez superior à mobilidade desses actores sociais – quebrando as barreiras de uma tradição quase religiosa que assentava no desconhecimento do outro e na reprodução acrítica de modelos de organização social e seus valores. (pág. 115)

2 - Este esquema de relações instituídas entre os elementos do grupo (por eles conhecidas e incorporadas) leva‑nos
a adoptar o termo grupo social quando nos referimos às travestis brasileiras em contexto transnacional de prostituição, mormente quando a identidade individual travesti é moldada pelo grupo, através das expectativas criadas sobre os indivíduos e de esquemas de vigilância vigentes e operantes relativamente à correspondência perante aquelas, das acções executadas fruto de uma ressocialização paralela num mundo travesti deprostituição e de rua. Este sistema de reciprocidades expectáveis e vinculações interpessoais decorrentes assenta num passado repleto de experiências mais ou menos comuns a partir das quais se institui um conjunto de normatividades informais que regulam a integração no grupo, na prostituição e o acesso aos meios necessários para a realização
de objectivos no seu âmbito. (pág. 124)

3 - Eu tinha que esperar, todo o mundo dormir, para mim escolher uma escada de algum prédio, e dormir naquela escada, porque eu tinha que esperar todo o mundo dormir. Porque eu tinha vergonha, e tinha que acordar antes de todo o mundo, porque eu não queria que ninguém me visse, ou seja, não queria que ninguém soubesse o que eu estava passando, porque eu tinha vergonha! (Júlia Vellaskez [pág. 144])

4 - Morava numa casa que só deus sabe como era… metade da porta existia para cima, debaixo não existia. Ratos e mais ratos, sapos, água no chão… um barraco de madeira, molhava tudo quando chovia, quando ventava as telhas voavam… terreno imenso… e assim por diante e eu tou aqui! (Felina [pág.146])

5 - A mobilidade constitui‑se como um denominador comum às biografias recolhidas. É iniciada, desde logo, no Brasil. É na cidade grande que se encontram os meios para realizar as sofisticações da transformação corporal. Adriana queria andar 24 horas vestida de mulher e para tal tinha que recorrer a cirurgias. O objectivo era “fazer o corpo, queria as ancas, queria as coxas torneadas, não sei… seios grandes… queria estar mesmo uma mulher sempre! 24 horas que era para eu me sentir bem!” Tal objectivo não podia ser alcançado se permanecesse em casa e após muitos desentendimentos familiares e expulsão de casa é convidada por uma amiga com a qual mantinha afinidades eróticas e de práticas sexuais, para trabalhar em casa dela como cabeleireira. “Eu fiquei a trabalhar lá e de lá mesmo eu fiz meu local de trabalho que era salão de beleza.” (pág. 148)

6 - (…) contei a situação para ela e ela disse – “ahh não se preocupa não… fica aqui, amanhã tu desce para a rua…” – então isso para mim foi um horror…imaginar que eu tinha que descer para a rua… trabalhar… fazer programa… para ganhar dinheiro para fazer o que eu queria… fiquei pensando… meu deus… o que é que eu vou fazer? Fiquei ali pensando… eu não queria isso… não queria isso… que eu nunca fiz… não sabia nem como é que era… o que é que tinha que falar para as pessoas… só que a vontade que eu tinha de ter a transformação era tão grande e para mim saber que ia voltar a Belém sem nada, do jeito que estava… ia ser uma vergonha… dos dois lados… do lado que o pessoal de lá ia ver que eu voltei da mesma forma e outra coisa… eu me ia sentir mal… se eu fui para um local para conseguir algo… seria uma frustração para mim… e perguntei para ela – e dá para ganhar dinheiro? Ela disse que todas as que fazem aplicação de silicone o faziam com dinheiro da rua. (Adriana [pág.149])

7 - O que respeita aos assassinatos motivados por discriminação transfóbica, segundo o Relatório sobre violência homofóbica e transfóbica no Brasil, conclui‑se que 94.52% destes assassinatos foram cometidos sobre indivíduos com sexo biológico masculino, enquanto, que 5.48% possuíam sexo feminino. No que concerne à identidade de género, o mesmo relatório demonstra que, em 2011, 49% das vítimas eram travestis, 46% homossexuais e 3.2% lésbicas. Relativamente ao ano de 2012, surge a sub categoria transexual com 0.33%, travestis 40%, homossexuais 54.19% e lésbicas 5.48%. Sendo a população travesti bastante inferior em termos numéricos quando comparada com a homossexual, pode‑se aferir a elevada incidência de assassinatos cometidos sobre esta comunidade. (2012:45)172 De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apenas em 2017 foram contabilizados 179 assassinatos de travestis ou transexuais. Isso significa que, a cada 48 horas, uma pessoa trans é assassinada no Brasil. (Pág. 208)

SERVIÇO:

Travestis Brasileiras em Portugal: percursos, identidades e ambiguidades
Autor: Francisco J.S.A. Luís
Editora: Chiado
Ano: 2018
Número de páginas: 332
ISBN: 978-989-52-3415-8
Para adquirir o livro, acesse: https://www.chiadobooks.com/livraria/travestis-brasileiras-em-portugal-percursos-identidades-e-ambiguidades

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Eu quero escrever um livro sobre Literatura Brasileira

ENTENDA: 

A professora e pesquisadora da UNB, Regina Dalcastagne, dedicou seus últimos 15 anos a pesquisar os modelos sociais construídos e validados pela Literatura Brasileira contemporânea, qual a porcentagem de mulheres escritoras? Como os negros costumam ser retratados em obras de ficção? Os resultados mostram uma ficção que é ainda menos múltipla que a realidade nacional, com um perfil de autores médio desconfortavelmente menos uniforme que o do Brasil.




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