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terça-feira, 21 de junho de 2022

Poesia "Cálice para sempre", por Rafael Caputo



Cálice para sempre

Rafael Caputo


Alguns passam toda existência a te procurar.
Muitos possuem somente a lembrança,
Outros, alguma esperança
Revés de a safra um dia encontrar.

Vinho controverso sem explicação.
Envelhecido depois do se apaixonar.
Rico sentido a embebedar
De um exclusivo terroir de contemplação.

Alma viva da cara metade.
Da adega da vida para a eternidade;
Eis que és tú, feito para brindar.

Impecável sabor harmonizado no peito.
Rótulo raro para um casamento perfeito.
O frutado de um aroma, sem dúvida, a imortalizar.

🍷

Poesia publicada na Revista Wine Ed 89 Pág 10 maio 2017 ISSN 2357–7886


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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Quem aqui gosta de poesia, terror gótico e horror cósmico?


Em Poesias de Mistério, de Luiz Cecanecchia, que está disponível em e-book na Amazon, você encontra 7 narrativas em poemas dentro de um mesmo mundo de suspense sobrenatural: 

Canto às Fadas das Sombras: conheçam ninfas diferentes da mitologia grega 

O Sangue de Dagon tem Poder: reinterpretando o deus monstro ancestral aquático mais famoso da tradição de horror cósmico 

Ferida Sinistra: um suspense sobrenatural trazendo uma aventura poética do doutor Sangar. 

O Chicote de Tisífone: a releitura de uma personagem da mitologia grega que habita o submundo. 

Óleo: doutor Sangar em uma aventura de assombração gótica. 

O Príncipe Acordou: horror corporal inspirado em contos de fada. 

A Fada da Noite: uma heroína diferente do mundo das trevas. 

"Adorei as poesias! E como cada uma trata de algo diferente, mas mantendo o mesmo clima. Gostei da mistura de fantasia, terror, aventura e mitologia grega. Leria muito mais! Também gostei muito das ilustrações! Com mais poesias daria um lindo livro físico :)"  avaliação por Bella Mendes 

Garanta sua edição aqui: https://www.amazon.com.br/dp/B0B3H6HSST/ 

Luiz Cecanecchia é médico,  escritor e produtor de conteúdo da rede "Monstros e Aventuras" ( https://youtube.com/c/Monstroseaventuras )  focada em fantasia e ficção científica.

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quarta-feira, 1 de junho de 2022

Entrevista com Robson Felix de Almeida, autor do livro "Quarentena Literária: Contos, Crônicas e Poesia; em tempos de caos e pandemia – Edição Completa”, entre outros


O publicitário Robson Felix de Almeida estreou com o primeiro livro da trilogia de autoficção FLOR DE SAL - MEMÓRIAS DE UM HEDONISTA – Livro I, em agosto de 2015. Em 2018 lançou, apenas em epub, uma pretensiosa compilação de textos românticos intitulada LACRIMEJANDO, O GUIA DEFINITIVO DO AMOR. Em fevereiro de 2019 é lançado por ele no Instagram o ambicioso PROJETO PENSAMENTOS SOLTOS, cuja premissa básica era a publicação de um conteúdo escrito por dia. A ideia central do PROJETO PENSAMENTO SOLTOS, segundo o próprio autor, era exercitar os músculos de sua criatividade, atrofiados ao longo do desgastante processo de publicação de seus dois livros anteriores, além de lhe permitir trabalhar a concisão das ideias ao obrigar-se a escrever nos ínfimos 2.220 caracteres disponíveis na legenda da famosa rede social de imagens do Facebook. Com textos curtos, enxutos e afiados, criados a partir de um universo linguístico variado, o PROJETO PENSAMENTOS SOLTOS foi, no segundo semestre de 2019, ampliado para outras plataformas digitais. Este projeto continua vivo até hoje em diversas plataformas e deu origem à antologia QUARENTENA LITERÁRIA, lançada em três volumes no segundo semestre de 2021, em plena pandemia da COVID-19, e agora disponível em uma luxuosa edição completa, impressa em capa dura e papel pólen.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Robson Felix de Almeida: Nem eu sei, ao certo, mas vou tentar fazer este exercício agora: acredito que minha iniciação na literatura se deu pela leitura. Sempre gostei de ler, desde que aprendi a extrair sentido das letras. Não, talvez bem antes disso eu já gostasse de ler... só não sabia que o nome disso era literatura(risos). 

Aos quatro anos minha mãe, percebendo meu desejo de ler, me deu um livro bem grosso de Castro Alves. A partir daí eu não parei mais. Leio de tudo. Sem pudores ou juízos de valor... apenas leio. No banheiro, quando não há nada para ler, eu leio bulas de remédios, embalagens de pastas de dentes, rótulos (risos)... daí para a escrita foi um pulo. Mas, eu sempre tive pudores em mostrar o que escrevia. Eu me achava muito exposto em meu textos, quase nu. Com o tempo fui perdendo esse pudor e comecei a desejar ser lido. De qualquer forma, levei mais de dez anos burilando o manuscrito até publicar meu primeiro livro, por medo das críticas.

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Quarentena Literária: Contos, Crônicas e Poesia; em tempos de caos e pandemia – Edição Completa”. Poderia comentar? 

Robson Felix de Almeida: No final de 2018 eu assumi que minha vida não era tão interessante a ponto de publicá-la nas redes sociais. A partir daí comecei um movimento interno de despersonalização. Eu queria publicar conteúdos que cada vez menos me expusessem fisicamente e em que meus dons artísticos ficassem na vitrine. Eu me lembro que comecei tirando fotos da cidade, numa tentativa de documentar a minha época, de me situar no mundo. Logo veio a ideia de publicar textos aleatórios, na forma de contos, crônicas ou poesias, ou qualquer outra forma de expressão escrita. Em algum momento eu me desafiei a publicar um texto por dia no Instagram (o lugar menos recomendado para isso, não acha?) ao longo de pelo menos um ano. Será que eu desistiria pelo caminho ou curtiria a jornada? Curti! Isso era início de 2019. Em março de 2020 surgiu a pandemia do COVID-19 e o meu projeto começou a fazer ainda mais sentido, já que não podíamos nem mesmo sair de casa. A esta altura eu já tinha mais de um ano de textos publicados diariamente. Relendo algumas publicações aleatórias percebi que alguns textos até tinham algum valor literário (risos). Claro que eu não havia produzido uma Monalisa por dia, não se tratava disso. Mas, peneirando aquele material bruto dava para lançar uma antologia. Assim nasceu Quarentena Literária: Contos, Crônicas e Poesia; em tempos de caos e pandemia.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Robson Felix de Almeida: Na realidade não houve pesquisa. O processo foi meio de curadoria, de avaliar o que era bom, razoável ou péssimo, indigno de ver a luz do dia. Essa foi a parte mais difícil. Eu tinha consciência de que muitas vezes eu publiquei algo que não estava pronto, pois esta era a proposta do projeto, uma certa urgência diária. Um texto por dia exigia de mim muita observação interna e urbana para que eu tivesse inspiração para escrever algo novo, diariamente. Passei a escrever no bloco de notas do celular. Muitas vezes havia apenas um insight, um lead, uma ideia para ser desenvolvida posteriormente, quando necessitasse publicar. Foi bem bacana este processo de caçar assunto, observar o meu cotidiano e os meus sentimentos, para que os textos desabrochassem. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro? 

Robson Felix de Almeida: Eu não saberia destacar um trecho... mas, devo dizer que eu tinha mais prazer em escrever contos e crônicas, do que poesia. Pessoalmente eu não gosto de poesia, acho piegas, mole, frágil (gargalhadas)... mas, a proposta era mesmo essa: exercitar as minhas dificuldades, sair da minha zona de conforto, através das diversas possibilidades literárias. Outra coisa engraçada é que na hora de organizar os conteúdos, muitas vezes eu não sabia dizer se aquele texto era um conto ou uma crônica. A própria academia deixa uma fronteira muito tênue sobre a definição destes dois estilos. Alguns dizem que é através do narrador que se faz a distinção, se é na primeira pessoa é crônica. Eu não concordo com esta definição, então passei a utilizar um critério próprio, individual: se dói é crônica.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Robson Felix de Almeida: Lancei Quarentena Literária exclusivamente pelo Clube de Autores, que é uma plataforma de autopublicação que eu já venho pesquisando há uns bons dez anos. Não lancei meu livro de estreia através deste processo, pois eu precisava experimentar o rito de passagem, ter uma noite de autógrafos, sentir o cheiro do meu próprio livro, essas coisas (risos). Mas, agora resolvi publicar em uma plataforma que só imprime o livro quando alguém o compra. E isso me deu a liberdade de infinitos ajustes e correções (todos os dias eu acho algo para “limpar”) e eu só preciso subir um arquivo PDF com esses ajustes que a próxima “edição” já estará atualizada. Todas essas facilidades tecnológicas me permitiu lançar uma edição completa em capa dura de Quarentena, com mais de 600 páginas, além de publicar esse calhamaço em volumes separados por estilo literário, Contos no Volume I,  Crônicas no Volume II e Poesia no Volume III, para quem, como eu, tem lá suas preferências estilísticas (risos). Ah, todos esses volumes também estão disponíveis em versão digital (e-pub).

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Robson Felix de Almeida: Ah, sempre tem... não é? A mente de um autor não para nunca. Resta saber qual o projeto que terá força suficiente para ver a luz do dia.

Atualmente estou trabalhando em um algo cujo nome provisório é: Na beira do sim. Esse título é inspirado em uma música da Luedji Luna, uma maravilhosa cantora do cenário nacional, que diz assim:

Me lanço feito um kamikaze

Sou quase qualquer coisa conseguinte

Sou dona de um peito persistente

Um coração pedinte

Estou no limite de tudo

Ponto final

Última gota

Me equilibro na linha do infinito

Não sei se caio ou se fico

Sou dona de um peito apertado

Atado em desejos infindos

Motor de pernas e braços

Corro devagar

Porque meu tempo é outro

O que eu quero é logo

O que eu movo é lento

É a teimosia do não

E eu na beira do sim

Recentemente, em 17 de março, minha mãe fez sua passagem, aos 85 anos de idade. E eu, que nunca antes havia lidado com a morte, entrei em profunda negação. Não só porque eu não aceito a ideia de que a morte seja o fim de tudo, mas também pelos anos finais de distanciamento por força da pandemia. Senti muito remorso pelas coisas não ditas, ou pelas coisas ditas apenas com intenção de ferir em um momento de extrema fragilidade daquela fortaleza que ela sempre simbolizou pra mim. E eu estou sentido a necessidade de colocar tudo isso pra fora, de lançar luz nesses lugares escuros dentro de mim, que a morte me possibilitou acessar. 

Isabel Allende fez algo parecido, quando da morte da sua filha, algo infinitamente mais doloroso, por ser antinatural. 

Meu desejo é escrever sobre o ponto de vista do filho, que eu fui até aqui, sobre a necessidade de crescimento diante da sombra da morte. Acho que eu estou pronto pra dar este salto... Na beira do sim.  

Perguntas rápidas:

Um livro: Sou apaixonado pelos romances de formação como, por exemplo: O Estrangeiro, Demian, Crime e Castigo...

Um (a) autor (a):  Só pode um? (risos) Se pudessem mais eu diria: Dostoiévski, Camus, Hesse,  Bukowski, Murakami...

Um ator ou atriz: Anthony Hopkin, Leonardo DiCaprio, Brad Pitt...

Um filme: Com certeza Clube da Luta... foi a primeira vez que vi a esquizofrenia retratada na telona.

Um dia especial: Quinta-feira.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Robson Felix de Almeida: Não, só gostaria de agradecer à todos os editores da Revista Conexão Literatura por esta entrevista. Espero que seus leitores gostem.

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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Poesia "Anjo Gabriel", por Rafael Caputo


Anjo Gabriel

Rafael Caputo


Quando Gabriel,
“o garoto mimado”,
dia e noite, noite e dia, era espancado
pela mãe e o padrasto…

Te pergunto: onde estava Deus?

Quando Gabriel,
“uma irritante criança”,
soluçava de medo preso no armário,
alimentando-se de reles esperança...

Onde estava Deus?

Quando Gabriel,
“o mentiroso”,
por um tiro da mamãe
com sua arminha de pressão, perdeu um olho…

Onde estava Deus?

Quando Gabriel,
“o enteado bastardo”,
a comer fezes de gato
como refeição, era obrigado…

Onde estava Deus?

Quando Gabriel,
ignorado, dava sinais
a professores, médicos e assistentes sociais…
Brado indignado uma vez mais:

Onde estava Deus?

Quando Gabriel
(que só queria ser amado)
não resistiu e voltou ao céu,
eu chorei e compreendi:

Estava Deus em Gabriel!

👼

★★★

  • Poema publicado na Coletânea de Poetas Brasileiros 2022, Vol. I, da Editora Persona, de Curitiba/PR.

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segunda-feira, 23 de maio de 2022

Entrevista com Marcos Guimarães, autor do livro Você é a poesia de alguém


Marcos Guimarães é nutricionista, especialista em abordagem multidisciplinar em oncologia, pesquisador, escritor e desenhista. Natural de São Luís. Em meio, a sua vida de pesquisas e consultório, escreve seus textos e faz ilustrações/lettering. Apaixonado por música, tecnologia e literatura. Membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira - AIBL, faz parte do Clube do Livro - MA e realiza trabalhos voluntários. Acredita que o trabalho voluntário é a melhor ferramenta de crescimento de uma sociedade. Autor de "Você é a Poesia de Alguém", além de participação em várias antologias.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Marcos Guimarães: Sempre gostei de ler e escrever para expressar meus sentimentos e pensamentos. Depois de alguns anos escrevendo de forma despretensiosa. Resolvi compartilhar com o mundo meus textos e sentimentos em forma de poesia.

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Você é a poesia de alguém”. Poderia comentar? 

Marcos Guimarães: Você é a Poesia de Alguém – flores brotam das feridas abertas é uma coletânea de poemas sobre amadurecimento, amores e recomeço. Organizado em quatro partes e ilustrado por mim, o livro narra sobre histórias de amor que deram certo ou não. O livro conta com uma playlist, para expandir a experiência de leitura. Fico muito orgulhoso em falar que sou o responsável pela revisão, capa, ilustrações e projeto gráfico. O livro foi ganhador do III Prêmio Book Brasil, na Categoria Melhor Livro Narrativa Curta 2021.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Marcos Guimarães: O processo criativo do livro durou 2 anos, muitos textos e poemas foram reescritos. Costumo dizer, que eles nem sempre tem um endereço ou precisam dizer sobre uma coisa só. Estudei, fiz várias leituras, busquei mais informações sobre publicação independente. Escrevi bastante, fiz novas ilustrações, organizei as ideias e revisei no final.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Marcos Guimarães: “E de repente, em um dia qualquer, você conhece alguém que, sem se dar conta e sem querer te faz sorrir. E que, chega a te compreender melhor que qualquer pessoa que te cerca. Senti conhecê-la de toda a vida, sendo que nunca vi, é como se fosse um motivo que te acompanhava enquanto você estivesse procurando, tentando encontrar uma razão pela qual valeria a pena lutar. E te encontrar. Estando você num lugar sem esperança, em um lugar inabitável. Pouco a pouco vai fazendo um eco em sua vida. Finalmente consegue. Abraça a maior parte do teu tempo e de seus pensamentos, criando raízes em lugares que onde você tocava um dia e sentia, um enorme vazio. Agora esse vazio está sendo cheio de vida. E você se pergunta: como uma pessoa que conheci por casualidade se transformou em uma pessoa que havia buscado toda minha vida? E aí, agora, você começa a acreditar no amor. Então, você se dá conta, que não é quem te move o chão, sim, quem te centra. Que não é quem te rouba o coração, sim, quem te faz sentir que você tem um de volta.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Marcos Guimarães: Você é a Poesia de Alguém, está disponível na Amazon e Uiclap.

Amazon: https://amazon.com.br/dp/B0972CB9W3/

Loja Uiclap: https://loja.uiclap.com/titulo/ua8167/

Para saber mais sobre meu trabalho pode seguir o perfil no Instagram @marcosrodrigo95

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Marcos Guimarães: Sim, o lançamento do meu segundo livro “Entre as Flores”, a participação em antologias e alguns projetos científicos.

Perguntas rápidas:

Um livro: O que eu faço com a saudade?

Um (a) autor (a): Daniel Bovolento

Um ator ou atriz: PP Krit

Um filme: Elvis & Anabelle: O Despertar de Um Amor

Um dia especial: O dia do lançamento do meu primeiro livro.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Marcos Guimarães: Gostaria de agradecer pela receptividade e oportunidade de mostrar o meu trabalho. E aos escritores, não deixe de escrever por medo do que as pessoas vão pensar. Pelo contrário, escreva.

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terça-feira, 26 de abril de 2022

Poesia "Malus da vida", por Rafael Caputo


Pecado seria não a desejar.
Arte de Edda em sua plenitude,
Iduna, a Deusa, a trocara por juventude.
Xis da questão a solucionar.

Ardente sentir de incerto destino
Onde envenenada fora por profundo sono.
Pseudofruto de flora em outono,
Revés de um insano sabor clandestino.

Outrora símbolo da fertilidade,
Imortalizada rendeu-se à força da gravidade.
Bendita se fez por um breve instante.

Infinito culpar-se de perder o paraíso
Do pomar da vida ao fim do juízo,
Algoz do amor, tu és, divina e antioxidante!

🍎

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terça-feira, 12 de abril de 2022

terça-feira, 22 de março de 2022

Poesia "Presente, passado e futuro", por Rafael Caputo

 

Meu presente é sofrimento.
É dor, é tormento!
Lascas de um pensamento perdido no tempo.

Meu passado é passado.
Simples ato inacabado.
Resíduos e ecos de um desconhecido perdido no espaço.

Meu futuro é incerto.
Pobre, decerto!
Um longo deserto a ultrapassar.
Um subjugar da sobrevivência.
Um sobreviver de plena sofrência.
Um destino insano
de delírios mundanos
com demônios profanos
a me observar.


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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Poesia "À deriva", por Rafael Caputo


Sem o Norte que gostaria,
Mais ao Sul do que imaginara.
Um instante, um momento,
uma saudade cor de rosa dos ventos.
Tempos perdidos em vários anseios.
Tudo abstrato, nada concreto:
tesouro perdido, enterrado, incompleto.
Adição de incertezas, aflição de desejos.
Efêmera espera que me aborrece,
me consome, me angustia, me enlouquece.
Do baú das lembranças esquecidas
vasculho em vão Palavras de alento.
Dor e sofrer são alimentos da alma.
De tempero: tomilho e tormento.
Naufragado ao passado, ancorado no tempo.
Preciso fugir, navegar, correr, sair, escapar.
Nada me resta senão atracar. Mas aonde?
Estou fraco e abatido, cansado e iludido.
Sonhando com a utopia de uma esperança fúnebre.
Pulsos ilesos, pelo menos por enquanto.
E se o infinito do horizonte não for suficiente?
Navego há tempos num mar de dúvidas.
Os remos já deixei para trás.
À deriva me encontro:
pálido, enjoado, sujo salgado de lágrimas.
Lamentando a boiar distante do cais
com vaga esperança de terra firme.
Maldita pirata!

💔



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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Poesia "Dissabor", por Rafael Caputo

Poesia Dissabor do Escritor Rafael Caputo
Imagem: BEIJO_HOME.jpg em <https://www.hypeness.com.br>


Essa língua que preenche
a minha boca e não é minha,
mas quem dera fosse.

Língua quente!

Uma segunda língua que
conheci pelo caminho.
Calou-me.

Língua quente e amarga.
De sabor caminho sem volta.

Quem dera minha fosse,
Língua amarga.
Língua doce.

👄

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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Entrevista com Marcela Alves de Moura, autora do livro "Poesia para meus Pacientes"

Marcela Moura - Foto divulgação

Médica há 30 anos, Marcela Moura é psiquiatra e psicoterapeuta da infância e adolescência há 18 anos em Piracicaba, SP. Natural de Pelotas, RS, começou a escrever aos 12 anos, quando ganhou uma máquina de escrever de presente. Chegou a cursar Letras por 2 anos, até a Medicina exigir dedicação exclusiva. O doutorado em psicologia possibilitou trabalhar com suas paixões: a medicina e a palavra. Na psicoterapia, a poesia é também um instrumento para traduzir e compartilhar tantas vivências no exercício da sua profissão. Em dezembro de 2021, lançou seu primeiro livro, Poesia Para Meus Pacientes - Psicoterapia: Pessoas e Momentos de Inspiração, pela editora Ases da Literatura.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Marcela Alves de Moura: Eu sempre gostei de ler e escrever. Eu tive várias professoras de língua portuguesa que escreviam bilhetes nas minhas redações me incentivando a escrever. Eu escrevi minha vida toda e ainda tenho guardados alguns cadernos com escritos da minha adolescência, mas sempre guardei meus escritos só para mim. Foi trabalhando em psicoterapia com meus pacientes, porque já usava textos e escritas como ferramentas no processo terapêutico, que eu comecei a compartilhar meus próprios textos e receber feedback positivo. Em 2021 eu completei 30 anos de formada e veio o desejo de celebrar com um livro com algumas das poesias inspiradas em experiências profissionais e também pessoais.

Conexão Literatura: Você é autora do livro "Poesia para meus Pacientes". Poderia comentar? 

Marcela Alves de Moura: Esse livro é uma coletânea de poesias, na forma de poemas e de prosa poética, inspiradas em pessoas e momentos com que me deparei, na minha vida pessoal e através do meu trabalho. Sendo psiquiatra e psicoterapeuta, eu trabalho com muitas crianças, adolescentes e suas famílias, muitas vezes em momentos de muita vulnerabilidade. É inevitável, sou a profissional que está ali para ajudá-los, mas também sou o ser humano que se comove, se identifica, que sente suas dores e admira as suas lutas. Poesia Para Meus Pacientes é um livro para confortar, motivar, inspirar e refletir sobre a vida de uma forma otimista. Reconhecer as dores, mas acreditar na superação. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Marcela Alves de Moura: Eu estou sempre escrevendo, então há poesias no livro desde 2008, e estão todas datadas. É um livro intimista, falando de vivências, questionamentos, reflexões e sentimentos experimentados por mim ou compartilhados com outras pessoas. Assim, há poesias sobre maternidade, perdas, crianças, desafios, sofrimento, superação, força e esperança. No meu trabalho como psiquiatra, encorajo meus pacientes a encontrarem alguma forma de arte para se expressarem. Assim, desenho faz parte do meu dia a dia, e o livro foi ilustrado com desenhos feitos pelo meu filho, Lucas, em diferentes idades. Eu queria que os leitores se identificassem com os temas do livro, mas também que aqueles que me conhecem, pudessem me reconhecer e reconhecer o meu trabalho ao lê-lo. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro? 

Marcela Alves de Moura: Eu tenho dificuldade em escolher porque tudo tem um significado especial para mim. Mas vou citar a primeira e a última estrofes da poesia Poder, que representam bem a ideia do livro de encorajar a reflexão, mas também motivar e dar esperança:

Poder

Como pode, D,

Um menino tão brilhante

Não entender algo tão simples:

Felicidade não é um lugar distante!

Como alguém com tamanha inteligência,

Deixa-se levar por ideias equivocadas,

Impulsividade e incongruência?

....

A vida é tua, D.

Pessoas passam, problemas passam, momentos passarão...

Tu ficas!

Ficas com tuas escolhas, com tuas crenças, com tua visão.

Não caias nos braços confortáveis da autopiedade!

Inquieta-te contigo mesmo,

Tenta resolver as coisas com aquilo que depende só de ti.

Isso é a verdadeira liberdade:

Achar as soluções dentro de si.

Nada de esperar que alguém venha ao teu resgate,

Dono do teu destino, constrói tua própria realidade!

20/05/2015

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Marcela Alves de Moura: O livro está à venda, no Brasil e no exterior, através da Amazon, Shoptime, Submarino, Mercado Livre, Americanas e Estante Virtual. Além disso, em Piracicaba, cidade onde moro, o livro pode ser encontrado na Livraria e Papelaria SBJota e na Associação Paulista de Medicina de Piracicaba – Casa do Médico.

Quem tiver interesse em conhecer mais do meu trabalho, pode encontrá-lo nas minhas redes sociais:

Instagram @mouradramarcela

Facebook Dra Marcela Alves de Moura

LinkedIn Marcela Moura

Website: https://dra-marcela-moura.webnode.com/

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Marcela Alves de Moura: Sim, eu tenho vários projetos em andamento por anos, mas que nunca tive a coragem de tentar publicar. A receptividade com que Poesia Para Meus Pacientes tem sido grande, me deu ânimo para me aventurar com outros livros. Eu já tenho pronto um romance; estou terminando um livro de orientação para pais voltado para promoção de saúde mental em família; também tenho alguns livros infantis tratando de diversidade. Preciso decidir qual deles será o próximo e buscar uma editora para publicá-lo. Por fim, tenho as minhas poesias, estou sempre escrevendo poesias. Duas novas poesias serão publicadas na Antologia “Elas, a poesia, o infinito” da editora Expressividade, que deverá ser lançada em Março de 2022. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Longe da Árvore, Andrew Solomon

Um (a) autor (a):  Se puder citar dois...Fernando Pessoa e Irvin Yalom

Um ator ou atriz: Meryl Streep

Um filme: Estão Todos Bem, com Robert de Niro

Um dia especial: Almoço de domingo em casa

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Marcela Alves de Moura: Quero apenas registrar a alegria que tem sido compartilhar meus escritos com outras pessoas. Eu costumo dizer que quem escreve só se torna um escritor quando encontra seus leitores. Esse encontro tem trazido uma nova forma de realização para mim. Cada vez que alguém me manda um comentário positivo ou simplesmente manda uma foto com meu livro, me deixa muito feliz. Espero que o livro possa proporcionar conforto, esperança e motivação para os leitores.  

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sábado, 15 de janeiro de 2022

Poesia "Retorno adiante", por Rafael Caputo



Fui por tempo indeterminado, vim prazo de validade vencido.
Fui semente em solo fértil, vim fruta madura longe do pé.
Fui tudo pode acontecer, vim nada está em seu lugar.
Fui desenho para colorir, vim borrão a ser apagado.
Teimoso, voltei.

Fui arco-íris, vim azul-solidão — cor da saudade.
Fui sexta-feira santa, vim quarta-feira de cinzas.
Fui copo meio cheio, vim cálice meio vazio.
Fui folhas em branco, vim faltando páginas.
Frustrado, voltei.

Fui licença poética, vim desculpa plagiada.
Fui fazer acontecer, vim não tive tempo.
Fui brilho nos olhos, vim cego catarata.
Fui múltipla escolha, vim única opção.
Sem saída, voltei.

Fui grito de gol, vim zero a zero.
Fui erre jota, vim cê dáblio bê.
Fui parabéns, vim pêsames.
Fui sim e não, vim talvez.

Cansado de voltar,
Adiantei-me
E retornei.


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Participe da antologia (e-book) JARDIM POÉTICO. Leia o edital




PARTICIPE DA ANTOLOGIA (E-BOOK): JARDIM POÉTICO

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA DIGITAL 
JARDIM POÉTICO:

1 - Escreva um poema (livre). Aceitaremos até 3 poemas por autor. Caso sejam aprovados, os 3 textos serão publicados.

2 - SOBRE O POEMA: até 4 páginas cada poema, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título. Espaçamento 1,5.
     
3 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

4 - O poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

5 - Idade mínima do autor para participação na antologia: 18 anos completos.

6 - Envie o poema pré-revisado. Leia e releia antes de enviá-lo.

7 - Data para envio do poema: do dia 24/12/21 até 24/01/22.

8 - Veja ficha de inscrição no final desse texto. Leia, copie as informações e preencha. Envie as informações da ficha + o poema para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: JARDIM POÉTICO

CUSTO PARA O AUTOR:

R$ 50,00 por texto aprovado. Caso o autor envie 3 poemas e tenha os três (03) selecionados, o valor será R$ 150,00. As informações para depósito serão informadas ao autor no e-mail que enviaremos caso o poema seja aprovado.
O valor servirá para cobrir os custos de leitura crítica, diagramação e divulgação da obra.

A antologia será digital (e-book) e gratuita para os leitores baixarem através de download, ela não será vendida. A antologia será amplamente divulgada nas redes sociais da Revista Conexão Literatura: Fanpage, Instagram e Grupos do Facebook, que somam cerca de 200 mil seguidores.

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e na fanpage www.facebook.com/conexaoliteratura, até o dia 25/01/22.

OBS: Enviaremos certificado digital de participação para os autores selecionados.


NOSSOS CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO:

A) - Criatividade;

B) - Textos preconceituosos, homofóbicos, pornográficos, racistas ou que usem palavras de baixo calão, serão desconsiderados;

C) - Seguir todas as regras para participação.

OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: CLIQUE AQUI.


FICHA DE INSCRIÇÃO DO AUTOR(A)

Nome completo do autor(a):

Seu Pseudônimo (caso use), para publicação na antologia:

Idade:

Título do poema:

E-mail 1:
E-mail 2 (caso tenha):

Biografia em terceira pessoa (escreva sobre você num máximo de 7 linhas. Não escreva em letra maiúscula):


IMPORTANTE: Envie todas essas informações da ficha de inscrição para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br. Escreva no título do e-mail: JARDIM POÉTICO

O envio da ficha de inscrição + poema(s) para o e-mail indicado significa que o autor(a) leu todas as informações e regras dessa página para participação na antologia.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Já está disponível o e-book QUINTAL POÉTICO II. Baixe o seu



FICHA TÉCNICA:

TÍTULO: Quintal Poético II
ORGANIZADOR: Ademir Pascale
COAUTORES:
José Manuel da Silva - "Detalhes", "Êxtase" e "Estática"
Lurdinha Alencar - Folhas Secas
Riga - Solidão
Denise Peres Martins Rezende - Os quintais que cresci
Nilton Marchesini - "Eufemismos", "Meu lamento" e "Não quero que todos os meus sonhos se realizem!"
Sônia da Silva Falcão - "Como vejo Deus?" e "Se meu pai estivesse vivo?"
André Luiz Martins de Almeida - João 3:16
Lara Chaves - Vento Solar
Selma Reis - Em tempos de ventania
Tama - "Indivíduos Seres Eu"; "Na brecha entre um questionamento e outro" e "Adere-se em minha bolha de sabão"
A.N.L - "Parei de Mendigar " e "Você e Ela"
Liah Pego - "Quintal da vida I" e "Quintal da vida I"
TIPO: E-book
ANO: 2021
Nº DE PÁGINAS: 65

PARA BAIXAR O E-BOOK GRATUITAMENTE: CLIQUE AQUI.

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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

DIA NACIONAL DO LIVRO | Uma resistência poética feminina

 Poesia é resistência em tempos tão duros, porque há algo de transcendente nela e nos seus autores. No Dia Nacional do Livro, em 29 de outubro, a leitura de poesia! A minha sugestão é Florbela Espanca, cuja expressão poética nos convida a refletir sobre o amor, a devoção e o erotismo de uma forma deslocada do tempo.

No Dia Nacional do Livro faço um convite a transformar essa efeméride importante para refletirmos sobre uma arte que parece não ter espaço atualmente: a poesia. Da minha parte, sou uma leitora assídua de poesias, porque acredito que elas plasmam um sentimento que atravessa os tempos e nos coloca no momento histórico (real e imaginário) no qual foi escrita. Há algo de transcendente na poesia e nos poetas, que nos proporciona uma verdadeira viagem no tempo. 

Para celebrar esse 29 de outubro, indico uma poeta que nos proporciona essa viagem da qual me refiro. Florbela Espanca, cuja uma das marcas é uma produção literária libertária, era puro arrebatamento; possuía uma linguagem telúrica, repleta de elementos com os quais construiu uma obra com forte teor confessional: densa, amarga e triste. A expressão poética – via contos, poemas, cartas e sonetos – é marcada por sentimentos como amor, saudade, sofrimento, solidão e morte, mas sempre em busca da felicidade. São textos que convidam o leitor, sobretudo as mulheres, a refletir sobre o amor, a devoção e o erotismo de uma forma deslocada do tempo. Aliás, a produção literária dessa portuguesa socialmente inovadora, nascida no século XIX, dialoga perfeitamente com as defesas feministas contemporâneas.

Florbela sempre teve uma necessidade de colocar para fora os próprios sentimentos, o que torna a sua obra tão pessoal e biográfica. Nunca precisou levantar bandeiras, porque ela em si já era a personificação da emancipação feminina em sua época. É impossível passar ilesa à sua obra, que cozinha amor, erotismo e devoção – devoção esta, muitas vezes, submetidas ao amor de um homem, sim, mas sempre consciente de ser uma escolha, não uma imposição.

Embora ofuscada muitas vezes pela figura de poetas como Fernando Pessoa, Florbela foi um dos grandes nomes da poesia portuguesa. Nascida em 8 de dezembro de 1894, na região do Alentejo, foi fruto de uma relação extraconjugal entre João Espanca e Antónia da Conceição Lobo, que a registrou como “filha de um pai incógnito”. Com a morte prematura da mãe, passou a ser criada pelo pai e a esposa dele, Mariana do Carmo Toscano. O reconhecimento como filha legítima só veio após a morte da madrasta. Com 18 anos, Florbela iniciou o ensino secundário, sendo uma das primeiras mulheres a estudar, o que configurava um escândalo para a sociedade da época. Após se casar, a poeta decide voltar a estudar e ingressa na Faculdade de Direito de Lisboa – era uma das 14 mulheres entre 347 estudantes homens.

Não foram apenas os estudos que tornaram Florbela uma mulher à frente do seu tempo. Em 1921, ela se apaixonou por António Guimarães e decide, então, pedir o divórcio a Alberto, primeiro marido (ela se divorciaria, depois, de António também). Embora o ato tenha sido completamente condenado pela sociedade, Florbela não se importou; não queria seguir os mesmos passos da mãe, pois estava mais interessada em buscar a própria felicidade. E, prosseguindo essa jornada, foi construindo uma obra da mais alta qualidade literária...

Poesia é resistência em tempos tão duros!

Lu Magalhães é presidente da Primavera Editorial, sócia do PublishNews e do #coisadelivreiro. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), possui mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, Estados Unidos). A executiva atua no mercado editorial nacional e internacional há mais de 20 anos.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com

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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

“Pão em Poesia” chega às padarias de Itabira


Em uma iniciativa do Instituto Cultural Vale e do Flitabira, vai acontecer, entre os dias 29 de setembro e 9 de outubro, a distribuição das embalagens do projeto “Pão em Poesia” para as padarias dos seguintes bairros de Itabira: Centro, Areão, Amazonas, Vila Santa Rosa, Esplanada, Praia, Pará e Campestre. 

No total, serão entregues 60 mil embalagens em pacotes de um, três e cinco quilos. Dependendo da pesagem e tamanho, alternam-se os poemas “Segredo”, “Estampas De Vila Rica” e “Rifoneiro Divino”, de autoria de Carlos Drummond de Andrade. Além de levar a literatura ao dia a dia dos moradores de Itabira, a ação visa envolver os itabiranos no clima do Festival, que será realizado de 27 a 31 de outubro de 2021, quarta a domingo, em formato híbrido. 

O Flitabira é patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Itabira, da Secretaria Municipal de Educação de Itabira e da Fundação Carlos Drummond de Andrade.

Confira as padarias que são parcerias do Flitabira no projeto Pão em Poesia:

- Tia Eliana (Praça Nico Rosa, 86 – Centro)

- Tia Eliana (Av. João Pinheiro, 474 – Centro)

- Padaria Central (Av. João Pinheiro)

- Pastelaria Luiza (Guarda-Mor Custódio, 197 – Centro)

- Papelaria Estante (Guarda-Mor Custódio, 206 – Centro)

- Padaria Pires (Osório Sampaio, 45 - Vila Santa Rosa)

- Padaria Ki PãoZão (Av. Rio Doce – Areão)

- Oficina do Pão (Av. Brasil, 766 – Amazonas)

- Point do Açaí (Av. Mauro Ribeiro, 548 – Esplanada)

- Padaria Pão Dourado (R. Mesquita, 62 – Praia)

- Padaria Ki PãoZão (R. João Camilo de Oliveira Torres, 1217 – Praia)

- Pão Ideal de Itabira (R. Dom Prudêncio, 207 – Pará)

- Pão Ideal de Itabira (Av. João Pinheiro, 771 – Centro)

Panificadora Campestre (R. Chácara – Campestre)


Mais informações: www.flitabira.com.br - @flitabira

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domingo, 15 de agosto de 2021

Quedas no asfalto, poesia de Fernando Aquino


Quando levar uma queda

sinta o sabor do asfalto roçando na pele.


Mas quando conseguir levantar,

siga olhando para frente

e não para baixo 

com raiva do chão,

que ali permanece imóvel.


Ao olhar para as cicatrizes no rosto,

lembre-se da dor 

e continue caminhando

atento aos buracos e pedregulhos,

esperto e consciente das marcas do tempo 

que, agora, carrega no corpo.


Autor: Fernando Aquino


MINIBIOGRAFIA:

Fernando Henrique Franco de Aquino nasceu em Recife-PE, tem 29 anos, é graduado em Direito, servidor público federal e autor de contos, crônicas e poemas. Escrever sempre foi algo muito presente em sua vida. Fernando teve seu primeiro poema publicado aos onze anos em um jornal local de sua cidade e, aos doze anos, sua primeira participação em livro, em uma coletânea de poesias do colégio em que estudou na infância. Fernando teve o seu primeiro livro de poesias, intitulado “Passagem da Chuva”, publicado em 2017 no formato físico e em 2019 no formato digital, sendo este vencedor de prêmios literários como o Prêmio Ecos da Literatura e Book Brasil. O poeta vem divulgando seu trabalho sobretudo através do seu instagram @nandoescritor.


Redes sociais:

https://www.facebook.com/nandoescritor

https://www.instagram.com/nandoescritor

https://www.youtube.com/channel/UC3XRPEIRgo7tybDtYLAssTw

Livro Passagem da Chuva:

https://www.amazon.com.br/Passagem-Chuva-Fernando-Aquino-ebook/dp/B0826XJV35

https://www.skoob.com.br/passagem-da-chuva-1040224ed1042692.html

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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Quanto vale os nossos sonhos?, poesia de Fernando Aquino


 E se um dia

Aparecesse em sua frente

Um Mercador de Veneza

Disposto a comprar os seus sonhos

E, inesperadamente,

Lhe questionasse:

- Quanto vale os seus sonhos?


Pergunto: o que você faria?

Os venderia?

Ou melhor: seria capaz de negociar o preço?

Indubitavelmente 

Rogo para que não


Quem vende sonhos

Vende a si próprio

Desfaz-se de sua alma

Penhora seu próprio nome

E hipoteca a própria carne


Mas, insisto: quanto vale os nossos sonhos?

Sem valor seriam

Para aqueles que os vendem

E de valor inestimável 

Incalculável

O seriam

Para os que sonham.


Autor: Fernando Aquino


MINIBIOGRAFIA:


Fernando Henrique Franco de Aquino
nasceu em Recife-PE, tem 29 anos, é graduado em Direito, servidor público federal e autor de contos, crônicas e poemas. Escrever sempre foi algo muito presente em sua vida. Fernando teve seu primeiro poema publicado aos onze anos em um jornal local de sua cidade e, aos doze anos, sua primeira participação em livro, em uma coletânea de poesias do colégio em que estudou na infância. Fernando teve o seu primeiro livro de poesias, intitulado “Passagem da Chuva”, publicado em 2017 no formato físico e em 2019 no formato digital, sendo este vencedor de prêmios literários como o Prêmio Ecos da Literatura e Book Brasil. O poeta vem divulgando seu trabalho sobretudo através do seu instagram @nandoescritor.

Redes sociais:

https://www.facebook.com/nandoescritor

https://www.instagram.com/nandoescritor

https://www.youtube.com/channel/UC3XRPEIRgo7tybDtYLAssTw

Livro Passagem da Chuva:

https://www.amazon.com.br/Passagem-Chuva-Fernando-Aquino-ebook/dp/B0826XJV35

https://www.skoob.com.br/passagem-da-chuva-1040224ed1042692.html

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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Ricardo Aleixo, um dos mais importantes nomes da poesia brasileira, lança livro Extraquadro

 

Ricardo Aleixo - Foto divulgação

Poeta, artista e pesquisador das poéticas intermídia, Ricardo Aleixo apresenta, em Extraquadro, poemas produzidos nos últimos oito anos 

Muitas pessoas sabem que o poeta e multiartista Ricardo Aleixo possui uma extensa obra composta por diferentes linguagens. Filmes, videopoemas, performances, peças de teatro, peças sonoras, peças gráficas e, claro, um vasto número de livros publicados, fazem de Ricardo um dos mais importantes poetas e artistas brasileiros. Como bem definiu Sebastião Uchoa Leite, no posfácio do livro Trívio, Aleixo é “inclassificável”. Isso porque suas obras e passos poéticos buscam, constantemente, a experimentação, ou em suas palavras, busca “embaralhar as cartas” da poesia e da literatura, propondo, a cada obra, a ultrapassagem das fronteiras artísticas, ou melhor, a extinção delas. 


Em Extraquadro, Ricardo Aleixo reúne poemas produzidos entre os anos de 2013 a 2020, e sua publicação é resultado da parceria firmada entre o Laboratório Interartes Ricardo Aleixo (o LIRA) e a Impressões de Minas Editora. As pessoas leitoras e amantes da poesia encontrarão, em Extraquadro, a experimentação viva do poeta, em que poemas assumem diferentes composições no livro como uma espécie de partituras. O modo pelo qual Ricardo Aleixo dispõe seus poemas provocará ao leitor não somente o encontro com esses textos, mas, principalmente, o encontro com possibilidades e caminhos para performar cada poema. 


O projeto gráfico do livro, realizado pelo artista e design Mário Vinícius, potencializa os poemas e as imagens feitas por Aleixo presentes na obra, além de dar um diferente trato às páginas, à capa e à sobrecapa. Extraquadro possui um trabalho minucioso na capa que apresenta um corte feito com faca especial no título, criando uma tipografia “vazada”. Já a sobrecapa que envolve todo o livro foi pensada de modo que, ao ser desdobrada, ela se transforme em um pôster. 


Extraquadro é o décimo quinto livro do poeta e artista Ricardo Aleixo, e foi publicado com apoio do Ministério do Turismo e da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais, com recursos da Lei Aldir Blanc. 

Sobre o autor


Ricardo Aleixo é artista-pesquisador intermídia, ensaísta e editor. Suas obras mesclam poesia, artes visuais, vídeo, dança, performance, música e design sonoro. Tem 14 livros publicados. O mais recente, Palavrear (Todavia, 2018), voltado para o público infantojuvenil, atingiu a marca de 48 mil exemplares vendidos. Já se apresentou nos seguintes países: Alemanha, Argentina, Portugal, México, Espanha, França, EUA e Suíça. Desenvolve seus projetos de pesquisa, criação e formação no LIRA/Laboratório Interartes Ricardo Aleixo, situado no bairro Campo Alegre, periferia de Belo Horizonte. O mesmo espaço abriga a loja onde são comercializados os seus livros, cartazes, poemisetas e outros produtos.



Informações técnicas do livro


Extraquadro

Autor: Ricardo Aleixo

Projeto gráfico: Mário Vinícius


Impressões de Minas (1ª edição)

1x1 cor

Formato: 12,5x21,6cm

68 páginas

Papel Pólen Bold 90g

ISBN 978-65-86729-11-5

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Uma nova poeta que, com sensibilidade, fala sobre o que é ser negra e mulher, sobre como nos tornamos quem somos e superamos a dor, a violência, o preconceito e os obstáculos


Eu destilo melanina e mel.

Sou negra, e não peço desculpas por isso.

Após apresentar ao leitor brasileiro a poesia de Amanda Lovelace, autora dos best-sellers A princesa salva a si mesma neste livro e A bruxa não vai para a fogueira neste livro, a LeYa Brasil lança a jovem poeta africana Upile Chisala, nascida no Malawi. Seu livro Eu destilo melanina e mel é uma coleção de poemas curtos que tratam sobre o que é ser negra e mulher, sobre como nos tornamos quem somos e superamos a dor, a violência, o preconceito e os obstáculos, sobre como a alegria e a espiritualidade estão profundamente conectadas e sobre como as palavras têm o poder de transformar a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor.

Em poemas corajosos que combinam ternura e contundência (“Sou ao mesmo tempo mel e limão”, diz um deles), Upile parte da própria experiência de viver como uma mulher negra no século 21 para, com muita sensibilidade, atingir leitores de qualquer gênero, idade e cor da pele. Sua escrita cativa e inspira, trafegando com destreza entre o lírico e o confessional em palavras que exalam liberdade e amor próprio. Num dos versos, ela afirma: “Espero fazer com palavras o que dançarinos fazem com braços e pernas”. E cumpre a promessa. Eu destilo melanina e mel é um livro para ser lido e relido.

Sobre a autora:

Upile Chisala, escritora, socióloga e ativista dos direitos humanos, nasceu e foi criada em Zomba, no Malawi. Graduada na Universidade de Oxford, mora em Joanesburgo, na África do Sul. Eu destilo melanina e mel é seu primeiro livro.

ISBN: 978-85-7734-692-9

Formato (LAP): 14x21 cm

Páginas: 128

Gênero: Poesia

Preço:  29,90

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