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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Um Homem Entre Gigantes


Título Original: Concussion 

Direção: Peter Landesman 

Duração: 02h02min 

Elenco: Will Smith, Alec Baldwin, Paul Reiser, Luke Wilson e Albert Brooks 

Gênero: Drama 

Origem: Estados Unidos 

Sinopse: 

Dr. Bennet Omalu (Will Smith), neuropatologista forense, diagnostica um severo trauma cerebral em um jogador de futebol americano e, investigando o assunto, descobre se tratar de um mal comum entre os profissionais do esporte. Determinado a reverter o quadro e expôr para o mundo a grave situação, ele trava uma guerra contra a poderosa NFL. 

Impressões: 

Saudações cinematográficas, queridos leitores do Blog Conexão Literatura. Tudo bem com vocês? Espero que sim! Vamos de filme? Nossa dica de hoje é “Um Homem Entre Gigantes”. Disponível no catálogo da nossa querida e amada Netflix, bora para o post? 

Dr. Omalu é um neuropatologista forense, migrando para os Estados Unidos e morando em Pittsburgh. Sua vida é virada de ponta cabeça quando ele começa a investigar os diversos casos de choques e pancadas do qual os jogadores de futebol americano sofrem durante toda sua jornada esportiva. 

O médico trava uma verdadeira guerra contra a NFL (National Football Lague), porém! Eles se recusam em admitir essa doença e morte de vários jogadores por conta de lesões cerebrais. 

A trama deixa o espectador apreensivo e ansioso para saber o que vai acontecer nos próximos minutos, afinal, Omalu está comprando briga com cachorro grande e muito poderoso. 

Atuação impecável de Will Smith, ele conseguiu passar uma emoção e carga dramática ímpar, além da construção do personagem, adicionando pequenos detalhes gestuais. 

Vale a pena? O longa busca mostrar duas vertentes, toda uma luta para salvar os futuros jogadores e uma verdadeira guerra para bater de frente com um dos maiores esportes do mundo.


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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Os Segredos do Templo de Salomão


Título Original: The secrets Solomon’s Temple 

Autor: Kevin L. Gest 

Editora: Madras 

Páginas: 390 

Ano Lançamento: 2007 

Esta obra é resultado de estudos, pesquisas e viagens para uma investigação histórica do maçom Kevin L. Gest a respeito dos segredos milenares do Templo de Salomão e sua relação com a Maçonaria. Em sua busca, o autor descobriu que existe uma tradição de que o nome Salomão foi traduzido pela primeira vez de forma alquímica, ou seja, Sol Amon (Omon), em que logo se percebe a palavra Sol. Ele explica que a palavra Amon tem várias interpretações; uma delas é 'Sol oculto', o Sol que não pode mais ser visto quando a pessoa está posicionada embaixo do horizonte ocidental. Conclui-se então que seria a Lua, a luz predominante no céu após o pôr-do-sol. Assim sendo, o templo de Sol-Amon seria o templo do Sol e da Lua. As descobertas de textos apócrifos, como os Manuscritos do Mar Morto, também lhe suscitaram alguns questionamentos; percebeu, então, que precisava rever as palavras usadas em partes importantes do texto bíblico convencional, e não meramente aceitá-las como afirmações absolutas. Afinal, as evidências científicas e arqueológicas e o desenvolvimento de tecnologias, no final do século XX, possibilitam a capacidade de reexaminar percepções e crenças a respeito do Templo de Salomão e identificar com rigor quem foi realmente o rei Salomão. Com este livro, o leitor descobrirá os segredos do Templo de Salomão. 

Impressões: 

Saudações literárias, queridos leitores da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que todos estejam bem. Hoje o post é uma dica de livro repleto de misticismos e mistério. Vamos para o post? 

“Os Segredos do Templo de Salomão” é uma obra que leva o leitor em uma viagem no tempo, para conhecer todos os mistérios em torno de Salomão e seus segredos que intrigam inúmeros pesquisadores e historiadores. 

Kevin L. Gest, fez um trabalho exaustivo e intenso para investigar em detalhes todos os mistérios que rondam o personagem biblíco, mostrando toda ligação entre a maçonaria e Salomão, sendo o autor um membro respeitado da maçonaria. 

A obra é um apanhado geral de grandes revelações em torno do famoso personagem bíblico, desde suas origens até chegar na construção do seu próprio templo, chegando nos dias atuais sendo influencia em nossa sociedade. 

O autor procurou explorar minuciosamente toda vida do Rei Salomão, chegando em suas raízes no Egito antigo, mostrando de forma magistral os aspectos técnicos de toda construção do templo e o misticismo oculto em diversas partes do majestoso templo. 

Possuindo uma linguagem técnica, o leitor precisa ter atenção durante sua leitura, pois o autor escrever de uma forma mais rebuscada com formalismos técnicos, em certos capítulos notamos um texto repleto de referencias de engenharia. 

Vale ressaltar que os capítulos seguem uma ordem cronológica, mostrando toda história do cristianismo e outras religiões, além de diversos artigos e pesquisas relacionadas com a maçonaria. 

Uma obra que busca encontrar respostas em torno de Salomão. Vale a pena? Com toda certeza, leitura indicada para leitores que apreciam fatos e personagens históricos.


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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Crítica: O Demolidor – 3° Temporada


Título Original: Marvel's Daredevil
Direção: Alex Garcia Lopez, Alex Zakrzewski e Jennifer Getzinger
Ano Lançamento: 19 de Outubro de 2018
Duração: 50 min
Episódios: 13
Temporada: 3
Elenco: Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Jay Ali e Vincent D'Onofrio
Gênero: Ação, Drama
Origem: Estados Unidos 

Fora do radar por meses, Matt Murdock (Charlie Cox) ressurge como um homem fragmentado, pondo em questão seu futuro tanto como o vigilante Demolidor e como o advogado Matthew Murdock. Quando seu arqui-inimigo Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio) é liberado da prisão, Matt precisa escolher entre se manter nas sombras ou abraçar seu destino como herói. 

Impressões: 

Saudações cinematográficas, queridos leitores da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Vamos para mais uma edição mensal da revista, que não pode faltar aquela dica supimpa de filmes/séries da nossa querida e amada Netflix, dessa vez vamos falar da terceira temporada de “O Demolidor”. Nerds! Preparem-se! Uma terceira temporada insana. 


O Demônio de Hell’s Kitchen está de volta, em uma terceira temporada de tirar o fôlego e logo no primeiro episódio, vamos acompanhar um Matt Murdock mais sombrio, frio e violento, em busca de acabar com o crime organizado na cidade na qual vive. 

Toda série segue os quadrinhos, mostrando a queda de Murdock, um conflito interno do protagonista com o seu próprio eu, decidindo de forma angustiante se realmente vale a pena lutar para combater os seus velhos inimigos. 


Nota mil para a direção e criação dos treze episódios, os responsáveis souberam recriar de forma impecável toda história clássica do herói, desde sua queda e ascensão em busca por justiça. 

Wilson Fisk está de volta! Utilizando de sua manipulação e persuasão, consegue trazer para perto de si boa parte da corporação do FBI, com seus meios obscuros, o Rei do Crime consegue surgir ao poder, perturbar o Demolidor, utilizando de uma carta na manga. 

Os atores conseguiram transmitir de forma intensa e realista, toda emoção dos heróis e vilões em cada episódio. 


Vagarosamente, toda terceira temporada vai construindo um outro vilão de peso para desafiar o Demolidor, conhecido como “Mercenário”, um habilidoso assassino que possuí uma capacidade mortal de usar qualquer objeto como arma letal. 

É recorrente na grande maioria dos episódios o uso de flashbacks, ponto positivo de usarem com parcimônia, apresentando um pouco do passado de cada personagem. 

Vale a pena? Com toda certeza! Para os fãs da Marvel é um prato cheio, já para os fãs da franquia “O Demolidor” é apertar o play e ser feliz.


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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Crítica - A Maldição da Residência Hill (1ª Temporada)


Título Original: The Haunting of Hill House

Direção: Mike Flanagan

Ano Lançamento: 12 de Outubro de 2018

Duração: 60 min

Elenco: Michiel Huisman, Carla Gugino, Henry Thomas, 
Elizabeth Reaser e Oliver Jackson-Cohen

Episódios: 10

Temporada: 1

Gênero: Drama, Terror

Origem: Estados Unidos

Um grupo de irmãos cresceram no que se tornaria a casa assombrada mais famosa do país. Agora, adultos, eles são forçados a retornar à mansão após uma tragédia e juntos precisarão enfrentar os fantasmas de seu passado — alguns ainda assombram suas mentes enquanto outros podem estar observando das sombras da Residência Hill.

Impressões:

Saudações cinematográficas, queridos leitores do Blog da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que estejam bem! Vamos com uma super novidade da Netflix? Uma série de terror que em poucos dias já obtém um enorme sucesso. 

A Maldição da Residência Hill, acompanha a vida de uma família que se mudou recentemente para essa mansão, com o passar do tempo, coisas bizarras começam a acontecer em toda casa, deixando os membros da família perturbados e aterrorizados.

A série foi adaptada do romance escritor por Shirley Jackson, saindo das páginas para dez episódios assustadores, levando os espectadores em assistir até o fim e acompanhar o desenrolar da família em entender todos os acontecimentos. 


Um local quase deserto no oeste de Massachusetts, distante de qualquer estrada, está fincada a sinistra residência Hill. Os Crains planejam reforma-la o mais rápido possível e ter um bom retorno financeiro com à venda. Porém! Tudo acaba saindo errado, o casarão possui uma história sombria e cheio de mistérios. 

Os acontecimentos fazem um verdadeiro inferno na vida de todos os Crains, cada membro segue o seu próprio destino com o passar do tempo, até que duas décadas depois que tudo de mais bizarro acontece, os irmãos e o pai retornam para a mansão. 

Toda história poderia ser contada em um filme de duas horas, Flanagan consegui de forma brilhante, estruturar cada episódio, colocando o foco principal em um personagem diferente, preenchendo diversas lacunas de até cinco cenas diferentes. 


O ponto forte de toda série é fugir do óbvio, focando em toa ambientação e no clima do que no susto em si. O fator medo surge não dos fantasmas e sim de lugares e situações, trazendo o terror psicológico em cada episódio.

Ambientação possui cenários escuros e um clima acinzentado, deixando o espectador apreensivo, a qualquer momento alguma coisa irá surgir das sombras. 


O potencial cada vez mais forte da Netflix, só prova que estão preparados em produzir séries/filmes de qualquer gênero e época, ganhando cada vez mais espaço na sétima arte. 

Vale a pena? Com toda certeza! Um seriado impecável até mesmo nos mínimos detalhes, assustador, perturbador e aterrador em cada episódio.




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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Resenha - Minha Personagem


Título: Minha Personagem
Autor: Thiago Damião
Editora: Selo Talentos
Páginas: 389
Ano Lançamento: 2018 

Minha personagem é o romance de estreia de Thiago Baldissera Damião. A obra se divide em seis capítulos: Características da cidade; Semente; Botão fechado; Flor se abrindo; Flor aberta e Folhas secas. Semente trata do nascimento e da infância da personagem principal do romance; Botão fechado fala da sua adolescência; Flor se abrindo trata da sua juventude; Flor aberta fala da sua maturidade e o último capítulo, Folhas secas, fala da sua velhice. 

Impressões: 

Saudações literárias, queridos leitores do Blog da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Vamos iniciar mais uma semana com resenha! O livro que vamos falar é “Minha Personagem”, do autor Thiago Damião, publicado pela Editora Selo Talentos. 

Livro de estreia do jovem autor, trazendo de forma intensa e marcante toda vida da minha personagem, desde o seu nascimento, passando pela juventude, até chegar na fase adulta e por fim, na velhice. 

Daniela é o ponto central de toda história, sendo ela “minha personagem”. A obra é dividida em seis partes, os leitores acompanharão de perto toda vida de Dani, seu primeiro amor, suas aventuras de adolescente, além das dores e sofrimentos por conta de paixões erradas. 

Thiago Damião possui uma escrita apurada e detalhada, deixando toda história e enredo fluído, demonstrando sua habilidade para descrever de forma fiel o cenário, personagens primários e secundários. 

Com uma vida tranquila e ao mesmo tempo agitada, Daniela vive e curte de forma intensa e com muitas loucuras sua vida junto de suas melhores amigas. 

Uma obra peculiar, que nos faz lembrar um livro de memórias, do nascimento até a morte da minha personagem, deixando os leitores ainda mais próximos de Daniela e de sua família. 

Se vale a pena? Com toda certeza! Um livro que é um misto de amor e ódio, admiração e compaixão. Um misto de sentimentos e sensações que o autor nos brinda com uma obra completa e envolvente.


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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Filme - A Mulher Mais Assassinada do Mundo


Título Original: The Most Assassinated Woman in the World
Direção: Franck Ribière
Ano Lançamento: 7 de Setembro de 2018
Duração: 01h42min
Elenco: Anna Mouglalis, Eric Godon, Niel Schneider e André Wilms
Gênero: Mistério, Thriller
Origem: França, Bélgica

Na década de 1930, em Paris, uma atriz famosa por suas assustadoras cenas de morte no Teatro Grand Guignol enfrenta um misterioso perseguidor e fantasmas de seu passado. 

Impressões: 

Saudações literárias, queridos leitores da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Mais uma edição chegando, não podemos deixar de falarmos das dicas de filmes e séries da nossa querida e amada Netflix. Na matéria do mês, vamos falar do filme “A mulher mais assassinada do mundo”. 

O longa é inspirado na vida da atriz Marie-Thérèse Beau, nome artístico de Paula Maxa, que ficou conhecida mundialmente como uma das atrizes que mais morreu em cena. Por muitos anos ela foi protagonista de inúmeras peças no famoso Grand Guignol, de Paris. 


Meados dos anos 30, período que é retratado o longa, numa onda de protestos que é realizada por conta das bizarrices em cada peça feita no teatro, o realismo era tal que chocava toda plateia. 

Um jornalista chamado Jean, vai até o teatro com o objetivo de produzir uma matéria e apresentar argumentos válidos contra os protestos que para muitos, incitam a violência e o crimes em Paris. 

Netflix mais uma vez surpreende os espectadores, com uma produção ímpar, mostrando um filme intenso e revelador, possuindo uma fotografia e ambientação impecável ao retratar minuciosamente Paris da década de 30. 


O espectador é jogado nos bastidores de uma peça de teatro, presenciamos todos os truques para deixar cenas bizarras e chocantes, mostrando de forma limpa o fascínio da plateia em olhar essas encenações de terror da época. 

O longa retrata a vida num período clássico do teatro de horror, com uma das atrizes mais importantes e marcantes do cenário artístico, com seus dramas dentro e fora dos palcos.


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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Filme - A Bruxa


Título Original: The Witch
Direção: Robert Eggers
Ano Lançamento: 03 de Março de 2013
Duração: 01h33min
Elenco: Anya Taylo-Joy, Ralph Ineson, Kate Dickie e Harvey Scrimshaw
Gênero: Terror
Origem: Estados Unidos, Canadá 

Sinopse: 

Nova Inglaterra, década de 1630. O casal William e Katherine leva uma vida cristã com suas cinco crianças em uma comunidade extremamente religiosa, até serem expulsos do local por sua fé diferente daquela permitida pelas autoridades. A família passa a morar num local isolado, à beira do bosque, sofrendo com a escassez de comida. Um dia, o bebê recém-nascido desaparece. Teria sido devorado por um lobo? Sequestrado por uma bruxa? Enquanto buscam respostas à pergunta, cada membro da família enfrenta seus piores medos e seu lado mais condenável. 

Impressões: 

Saudações cinematográficas, queridos leitores da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que todos estejam bem. Vamos falar de filmes? Afinal, final de semana já está chegando. O filme escolhido é “A Bruxa”. Disponível no catálogo da Netflix. 

O longa é baseado inteiramente em contos folclóricos da Nova Inglaterra. Logo nos minutos iniciais, presenciamos uma família sendo julgada e expulsa de sua comunidade, por suspeitas de práticas hereges, tendo que se virar para sobreviver longe do local em que vivem. 


Essa mesma família, consegue situarem em um campo aberto, próximo de uma assustadora floresta, é a partir desse momento que coisas estranhas e bizarras começam a acontecer. 

Toda ambientação do longa é extraordinária! Somos levados direto para Nova Inglaterra do século XVII, onde a religião é toda solução e ajuda para qualquer questionamento. Fica evidente que os puritanos fazem associação de qualquer coisa ao pecado e suas respectivas consequências devastadoras. 

O ocultismos e religião andam lado a lado durante todo o tempo de exibição, deixando os espectadores tensos no decorrer das cenas e na apreensão de algum susto. 


Fotografia é uma das chaves centrais de todo o suspense, possuindo um aspecto frio e acinzentado, deixando mais forte o desenrolar das situações macabras envolvendo os membros da família de camponeses. 

O enredo é outro ponto forte do longa. Bem estruturado e fluído, não deixando pontas soltas no desenrolar de toda história. Um detalhe importante que vale uma ressalva, o fato de possuir todo um misticismo em apresentar os fatos, não aquele clássico de filmes de terror, com sustos o tempo todo. 


Se vale a pena? Para os fãs de terror, com toda certeza! É um prato cheio. Misterioso, intenso do começo ao fim, com uma leve sutileza ao apontar de forma crítica, todo o fanatismo religioso.


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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Crônica - O Prazer Mórbido em Apertar o Play

É indiscutível o tamanho e agilidade da transmissão de informações, seja através de noticiários, redes sociais e grupos de WhatsApp. O sensacionalismo quebrou barreiras e chegou nos aparelhos celulares. 

Qual o sentido em abrir um arquivo, seja foto, áudio ou vídeo pra simplesmente ver um ser humano agonizando seus últimos suspiros, nas mais diversas situações de desastres ou violência. 

O compartilhamento em massa perpetua aquela avidez descontrolada de chamar atenção de familiares, amigos e conhecidos para sentir os traços fúnebres da morte sendo evidenciados na lente de um celular. 

Qualquer pessoa está armada de um celular, até mesmo com dois aparelhos na bolsa/mochila. Com apenas um clique você pode filmar/fotografar e compartilhar quase que instantaneamente nas redes e grupos de amigos no “whats”. 

Possuímos um pouco do DNA de abutre, farejar algo mórbido, circular e presenciar o cheio de sangue espalhado pelo chão, presenciar o corpo da vítima se decompondo de forma lenta na câmera de algum dispositivo eletrônico. 

Vai chegar o dia, se isso já não aconteceu ou está acontecendo, da pessoa presenciar um acidente e ao invés de ligar para os bombeiros, sacar o celular e fazer imagens exclusivas das vítimas ainda “fresquinhas” para serem compartilhadas e admiradas na sede da morbidez gratuita.


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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Resenha: No Zênite da Insanidade



Título: No Zênite da Insanidade 



Autor: Dylan Ricardo 



Editora: Chiado Books 



Páginas: 142 



Ano Lançamento: 2018 


Pesam às sólidas laudas desta obra, litros de sangue coagulado. O encarcerado brado do autor quase pode ser ouvido por entre as grades das letras. E se o leitor se der ao trabalho de comprimir as páginas, delas possivelmente lágrimas verterão. Este livro bem poderia ser classificado como um cemitério impresso, onde cada escrito poético representaria o funéreo texto esculpido em uma lápide. 

Impressões: 

No Zênite da Insanidade, é o novo livro do grande e exímio poeta, Dylan Ricardo. Uma leitura intensa, sombria e perturbadora que mostra, em poemas lacrimosos, o lado obscuro e revelador do autor. 

Uma obra poética necessita de uma degustação apurada e atenta, enfim, precisamos sentir cada verso escrito fluir em nossas mentes e em nossa essência. Antes de me aprofundar na obra como um todo, o trabalho editorial da Chiado Books merece ser comentando, afinal, está impecável e ao mesmo tempo intimista, um excelente trabalho de capa (ideia do autor), partindo para uma excelente diagramação. Nota 10! 

Os poemas de Dylan apesar de simbolistas e ultrarromânticos têm alta dose de realidade, e são bem desafiadores, deixando o leitor praticamente dentro de sua mente. Presenciamos seus medos e aflições em versos intensos e marcantes. 

Para aqueles que apreciam uma boa dose de poesia, esse livro é mais que recomendado. O autor em sua nova obra põe-se ainda mais próximo do leitor, com versos que são como vozes a expressar tudo que se passa em sua mente. 

Versos que explodem em sintonia aos seus mais obscuros medos e assombros. Dylan Ricardo merece todo o louvor por seus escritos, afinal, não é todo mundo que consegue expor o conteúdo de sua mente e coração, deixando-os registrados em versos e poemas.


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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Oficina de Escrita Criativa – O Início


Saudações literárias, queridos leitores do blog da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que estejam bem por aí. Hoje vou fazer um post diferente, nada de resenha de filmes, livros ou série. É um desafio que vou compartilhar com todos vocês. Que rufem os tambores!!! 

Um curso (oficina) de escrita criativa, totalmente grátis para os leitores da revista. Sim! É isso mesmo. Nos últimos meses, dediquei 100% em estudar todo o processo técnico de escrita criativa, por isso decidi compartilhar com vocês, para aqueles que desejam de alguma forma aprimorar sua escrita, com técnicas e exercícios que deixarão ainda mais rico seus textos. 

Se você almeja publicar um livro, nada melhor que conferir os próximos posts. Ah! Vou focar no pesadelo da maioria dos escritores: O BLOQUEIO CRIATIVO! 

“- Rafael, eu quero apenas deixar minha escrita mais bonitinha.” 

Sem problemas! Sua escrita vai ficar cada vez mais bonitinha conferindo os posts aqui na Revista Conexão Literatura. 

Vamos embarcar no universo das palavras e criar formas para o seu texto ficar consistente, rico e fluido do começo ao fim.


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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Resenha - O Sorriso da Hiena


Título: O Sorriso da Hiena
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus
Páginas: 266
Ano Lançamento: 2017 

Sinopse: 

Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitado psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. 

Porém a proposta, feita pelo misterioso David, coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. Para saber se é um homem cruel por ter testemunhado o brutal assassinato de seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a sua, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma no crescimento delas.
Mas até onde William será capaz de ir para atingir seus objetivos? 

Em O sorriso da hiena, Gustavo Ávila cria uma trama complexa de suspense e jogos psicológicos, em uma história que vai manter o leitor fisgado até a última página enquanto acompanha o detetive Artur Veiga nas investigações para desvendar essa série de crimes que está aterrorizando a cidade. 

Impressões: 

O Sorriso da Hiena é um daqueles livros que fisgam os leitores logo nas primeiras páginas, possuindo uma trama muito bem elaborada, vamos acompanhar toda trajetória de um psicopata audacioso, do qual comente seus crimes de uma forma peculiar, ao mesmo tempo perturbador e bizarro. 

Um dos personagens principais é o respeitado psicólogo William, enigmático e de poucas palavras, ele se envolve em uma trama diabólica e ao mesmo tempo egoísta de sua parte. 

David é peça central da trama, um personagem cheio de problemas e com um passado repleto de violências familiares e grandes perdas quando era apenas uma criança, tornando-se um assassino impiedoso, colocando o renomado psicólogo em grandes apuros. 

Gustavo Ávila possui uma maestria ímpar na construção de toda trama, não deixando pontas soltas, possuindo uma história fluída e intensa, com personagens dinâmicos muito bem construídos, cada qual com suas tomadas de decisões que farão grande diferença na história. 

Detetive Arthur é uma das peças principais da história, é um profissional reconhecido e respeitado em obter êxito nas suas investigações, um ponto que o torna peculiar é por ser portador da Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo. 

O assassino possui seus motivos em cometer tais atrocidades, deixando William em um grande dilema pessoal e acima de tudo, profissional. Afinal, são vidas de inocentes que estão em jogo. 

Destaque positivo pela ambientação do qual o autor criou, deixando bem mais realista toda história, um componente que fez uma grande diferença, pela fluidez e dinamismo. 

Se vale a pena? Sem sombra de dúvidas! Li, curti e recomendo. Uma obra que vai deixar qualquer leitor de queixo caído, refletir em muitos momentos até que ponto uma pessoa se preocupa com o seu semelhante e o amor em viver.


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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha - Crônicas de Repórter


Título Original: Crônicas de Repórter
Autor: Pedro Bial
Editora: Objetiva
Páginas: 220
Ano Lançamento: 1996 

O que acontece antes e depois daqueles rápidos segundos em que um repórter internacional entra em nossa casa, com as últimas novidades do mundo? Como é o dia-a-dia dos que passam a viver esse exílio voluntário? Como estar no lugar certo, na hora exata? Em Crônicas de Repórter, Pedro Bial vem dividir conosco um pouco desta adrenalina que o olho frio da câmera deixa escapar. 

São histórias divertidas, trágicas, emocionantes. São pinceladas sensíveis, poéticos flashes do cotidiano, contundentes reflexões de alguém que testemunhou o mundo mudar. "Nas viagens de cobertura jornalística, as melhores histórias nunca chegam a ser contadas", confessa Bial em um dos seus textos. 

Impressões 

Pedro Bial é um às em suas crônicas jornalísticas, uma eloquência impecável em transmitir de forma natural toda sua vivência no exterior, sendo correspondente internacional e vivendo e convivendo em diversos países. 

Décadas de 80/90, somos apresentados por diversos fatos históricos presenciados pelo olhar clínico e apurado do jornalista. Uma crônica que destaco é referente ao momento da queda do Muro de Berlim. 

São crônicas mistas, ora com um bom humor descontraído, ora elevando sua escrita com uma crítica social ácida, impactante que deixa os leitores em choque em cada linha. 

Um ponto em destaque é a forma que o autor conta os bastidores da profissão de jornalista, seus altos e baixos, o positivo e negativo, do glamour ao caos. 

O livro torna-se uma espécie de biografia, Pedro Bial em algumas crônicas e trechos, narra suas mudanças para diversos países e todo o processo para adaptar-se em um determinado local. 

Uma leitura rápida e fluída, podemos acompanhar toda transformação do Brasil e do Mundo no final da década de 80 e início dos anos 90. 

Se vale a pena? Com toda certeza! Presenciamos em cada página, o talento de Bia em cada linha escrita, deixando seus textos ainda mais próximos do leitor. 

Crônicas de repórter é uma leitura rica em detalhes que o próprio jornalista presenciou e conseguiu com maestria relatar em cada texto da obra.


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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Resenha - Asas de Pedra, do autor Dylan Ricardo


Título: Asas de Pedra
Autor: Dylan Ricardo
Editora: Chiado
Páginas: 148
Ano Lançamento: 2018 

Pelos sombrios labirintos dos corredores cerebrais, brada o Minotauro dos arrependimentos, ameaçando qualquer esperançoso lampejo de alegria com a sentença das recordações. Esta obra busca queimar os olhos da reflexão e incendiar a carne dos sentimentos. Ela é o silente grito de uma psique profundamente complexa e transtornada. 

Impressões: 

Pelé está para o futebol, assim como Dylan Ricardo está para poesia. O Rei Pelé tinha um talento nato em campo, fazia dribles cinematográficos em campo e mágica com a bola nos pés. Já o jovem poeta, possui uma artimanha com uma simples caneta e um modesto papel, transformando linhas em branco em uma sintonia perfeita com as palavras. 

Dylan extravasa em suas poesias, deixando o amor convencional de lado para falar de suas frustrações, raiva, ódio e desilusões amorosas que o machucaram em épocas recentes. 

“Asas de Pedra” é o seu mais recente trabalho, publicado pela Editora Chiado, com um trabalho gráfico impecável, desde à arte da capa até na parte da diagramação. Nota 10 pela composição de toda obra. 

Poesias devem ser apreciadas com muita calma, sem pressa, deixe fluir os versos em sua mente, sentir toda essência de cada linha escrita. 

Dylan Ricardo em mais uma obra, mostra suas habilidades em cada linha escrita, fluidez, rico em metáforas para descrever de forma intensa toda sua vivência. 

Se vale a pena? Com toda certeza! Não resta dúvidas que o autor se consagrou no hall dos grandes poetas brasileiros.


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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Resenha: Ideias Que Rimam Mais Que Palavras - Vol. 1

Título: Ideias Que Rimam Mais Que Palavras. Vol. 1 


Autor: Rashid

Editora: Foco Na Missão

Páginas: 108

Ano Lançamento: 2018 
Sinopse:

“Ideias que rimam mais que palavras - Vol.1” é o primeiro livro de Rashid, rapper paulistano que cultiva desde a infância o gosto pela leitura e pelo universo literário. Como rimador, é referência de lírica e traz isso, agora, em novo formato, fazendo crônicas de suas músicas enquanto relembra momentos marcantes da carreira. Rashid narra partes de sua trajetória musical, indo dos dias mais precários até os mais expressivos, ao dar detalhes das composições e daquilo que o inspirou a fazer os versos que o tornaram consagrado. 

Impressões:

Saudações literárias, queridos leitores da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje vamos começar mais uma semana com uma dica incrível de livro. Vamos falar um pouco da obra “Ideias que rimam mais que palavras – Vol. 1”. 

Michel Dias Costas, mais conhecido por Rashid, rapper de grande respeito nacional, com suas letras e rimas impactantes mostrando um pouco da sua árdua jornada para se tornar um mito da música, agora um notável e brilhante escritor. 

Ideias que rimam mais que palavras não é um simples livro, e sim, uma proximidade do jovem que sonhava em ser rapper e toda sua batalha pessoal para correr atrás dos seus sonhos. São obstáculos narrados de forma intimista para os leitores, deixando ainda mais próximo do autor e cantor. 

Rashid possui um sentimento poético do qual é extravasado em suas músicas e rimas, um misto de crítica social e tendo referências literárias para compor suas músicas, fazendo enorme sucesso nas plataformas digitais. 

Das rimas, versos e batidas indo parar no livro, Rashid possui um talento ímpar em seus escritos, seja através das músicas que inspiram e agora no cenário literário, mostrando uma infância difícil até chegar no topo da música e subir nos maiores palcos do estilo. 

O livro possui uma boa diagramação, com uma fonte adequada, proporcionando uma leitura agradável, espaçamentos medianos. Destaque pela capa, com um estilo urbanista em sintonia com o rap. 

Uma dica! Ouçam todas as músicas do Rashid, pois durante a jornada em sua obra, o cantor explica de forma fluída todo o processo de criação e composição das suas músicas, cada uma sendo detalhada brilhantemente. 

Se vale a pena? Com toda certeza! Um livro impactante e inspirador com um misto de emoção. Ah! Além disso ele trás uma mensagem forte para nunca desistirmos dos nossos sonhos, corrermos atrás dos nossos objetivos e lutarmos para vencermos.



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terça-feira, 5 de junho de 2018

Os 13 Porquês – 2° Temporada


Título Original: 13 Reasons Why
Direção: Brian Yorkey
Ano Lançamento: 31 de Março de 2017 
Duração: 49-60 minutos
Elenco: Dylan Minnette, Katherine Langford, 
Christian Navarro e Brando Flynn 
Temporadas: 2
Episódios: 26
Gênero: Drama adolescente 
Origem: Estados Unidos 

Uma caixa de sapatos é enviada para Clay (Dylan Minnette) por Hannah (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. O jovem se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah acabara de se suicidar. Dentro da caixa, há várias fitas cassete, onde a jovem lista os 13 motivos que a levaram a interromper sua vida - além de instruções para elas serem passadas entre os demais envolvidos. 

Impressões: 

Saudações cinematográficas, queridos leitores do blog Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje vamos falar um pouco da tão esperada segunda temporada de “13 Reasons Why”. Vamos direto ao assunto? 

Na nova temporada, os espectadores são levados para acompanhar todo o julgamento das pessoas envolvidas direta e indiretamente no fim trágico da jovem Hanna Becker. O lado mais humano em levar à justiça aos devidos culpados. 

O seriado continua com o mesmo fico e objetivo, em retratar de forma intensa o sofrimento de jovens que sofrem bullying no colégio, suas consequências na sociedade e o reflexo daqueles que de certa forma tentam esconder o sofrimento em não querem revelar os abusos que são acometidos. 

Retomada da segunda temporada, o ritmo é o mesmo da temporada anterior, prolongando todo o desenrolar da trama, deixando em certos momentos enfadonho e cansativo para os espectadores, por outro lado, continua atual em nossos dias. 

Todos os pontos que estavam soltos na primeira temporada, agora são devidamente finalizados e deixado com suas devidas conclusões e situações. Os personagens estão mais sombrios, não tem aquele clima de high school. 

Se vale a pena? Em partes sim, pois é deixado de forma aberta os fatores psicológicos das vítimas que sofriam abusos e agressões físicas no decorrer do seriado. O fator negativo foi na parte de desenvolver toda trama, cansativo e demorado em alguns episódios.

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Resenha - Veleiro Garça Azul, o lado duro da vela


Título: Veleiro Garça Azul, o lado duro da vela

Autor: Fernando P. Kuhlmann

Editora: Travassos Publicações

Páginas: 80

Ano Lançamento: 2017 

A obra "Veleiro Garça Azul, o lado duro da vela" se constitui de um apanhado de seis histórias sobre fatos reais vividos pelo autor e a prática do esporte de sua paixão, o iatismo oceânico. Descreve suas experiências como narrador de uma obra literária e detalha o surgimento do interesse pelo iatismo no seu prefácio. Lá se encontra, de forma descontraída e interessante, o glossário de termos náuticos, expressões específicas estranhas ao público não especializado e fundamental no enredo dos acontecimentos. No primeiro episódio o solitário navegador é surpreendido por atroz tempestade com a qual peleja horas a fio até o final de suas forças. A luta tem um desenlace surpreendente produzido pelas forças da natureza que o desafiam. No segundo relato vemos a deliciosa velejada de fim de semana prolongado evoluir até a inconveniência surgida com a alteração dos elementos naturais criar o cenário e oportunidade para o insólito e o incompreensível. Uma maratona de manobras e contra manobras são exigidas na atracação mais desastrada relatada no terceiro capítulo, explicitando o inesperado e desafiador que o mar reserva para seus navegantes. O mais longo e intrigante dos relatos se segue sobre a escala que a nau faz em Búzios na costa norte do Rio de Janeiro em sua jornada até a Bahia, em plena copa do mundo de 1994. Eventos de tirar o fôlego são vividos por uma tripulação incomum em meio ao caos desesperador. A mais comovente história do livro é a sua penúltima. Se passa no retorno do veleiro ao porto de partida após longo período em águas nordestinas. O relato versa sobre as peripécias e tormentas que enfrentam os vários tripulantes a suportar a jornada fatídica. O epílogo do livro traz o barco em suas primeiras navegadas e seus tripulantes inexperientes a se defrontarem com o mar e toda sua imensidão como testemunha da insegurança e sanha com recordações interessantes e jocosas. Boa leitura. 

Impressões
Os apaixonados por literatura, sempre dizem que através dos livros viajamos para qualquer lugar, época e situações. Concordo plenamente! Uma boa obra literária nos transporta sem ao menos sairmos de casa, basta folhear e embarcar em uma viagem tranquila nas páginas. 


Fernando P. Kuhlmann nos faz um convite irrecusável, embarcar em seu veleiro, o Garça Azul. São seis histórias de tirar o fôlego do qual o autor passou em viagens, muitas vezes que por um fio não acabou em tragédia. 



Veleiro Garça Azul, o lado duro da vela é uma obra literária intensa, emocionante e ao mesmo tempo angustiante logo nas primeiras páginas. Uma dica importante! No decorrer de toda narrativa, os leitores vão presenciar vários termos técnicos utilizados na navegação do veleiro e que são usados pelos praticantes do mesmo. Vale uma pesquisa no google para não ficarem boiando. 



Kuhlmann possui uma escrita intimista, deixando os leitores bem próximos dele, como se estivéssemos fazendo parte da tripulação do Garça Azul. Leitura bem fluída e tranquila do começo ao fim. 



Logo no início, somos arrebatados pelo autor, ao confidenciar sua paixão pelo iatismo oceânico, os primeiros passos na construção do Veleiro Garça Azul. É mais que um livro, um diário de bordo ricamente detalhado para os leitores. 



São seis histórias intensas, angustiantes e de tirar o fôlego, afinal, não é só de mar calmo que o veleiro e seus tripulantes vivem, momentos de tensão são detalhados pelo autor de forma única, transportando através das páginas o que ele sentia no momento de tempestades em alto mar e dos maiores reveses que podemos passar em um veleiro. Uma jornada alucinante pela costa brasileira. 



O livro “Veleiro Garça Azul, o lado duro da vela”, deve ganhar novos mares, conquistar lugares ainda maiores, tornar-se um rico e brilhante documentário, Fernando P. Kuhlmann tem muita história para contar.


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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Resenha: Estado Terminal - Dylan Ricardo


Título: Estado Terminal
Autor: Dylan Ricardo
Editora: All Print Editora
Páginas: 124
Ano Lançamento: 2017 

Sinopse: 

Era uma vez um dedicado leitor que queria ser escritor, pois achava que tinha o que dizer, mas não só isso, ele precisava expor, era muito mais que apenas um exercício de arrogância inconsciente. Era vital. 

O monstro que lhe habitava as entranhas estava a cada dia mais barulhento e preenchia cadernos com medos, desejos, lembranças e revoltas. Ele queria registrar tudo o que havia vivido, precisava deixar compiladas suas experiências, como uma marca do que passou durante a existência. Uma prova de que havia vivido. 

Ele queria arrancar seus escritos das gavetas e atirá-los ao mundo. Queria tocar em sua obra publicada, pegar nas folhas, sentir o peso das frases, o cheiro do livro e o aguilhão de cada letra. 

Não lhe bastava mais escrever para si, ele desejava mostrar a todos o que acontecia pelos fumegantes e devastados campos inóspitos do seu cérebro. Queria cuspir, vomitar, arremessar tudo o que lhe carcomia as vísceras. 

E copulando com a dor, partejou poemas. Cem poemas que compõem esta pequena obra, fruto de noites em claro, de ácidas lágrimas vermelhas, de espelhos quebrados, paredes esmurradas, pulmões nicotinados, garrafas esvaziadas e torturantes lembranças. 

Caros leitores, bem-vindos ao meu cérebro. 

Análise: 

Poesia é profunda, que chega em nossas almas e arrebata para um plano que desconhecemos completamente. Os poetas são mágicos, verdadeiros artistas que conseguem transformar com precisão versos, frases e rimas nas mais belas e graciosas poesias. 

Já que o assunto é poesia, vamos falar do livro “Estado Terminal”, do autor Dylan Ricardo, que em seus versos, prosas e rimas, acabamos por conhecer os seus medos, fraquezas e escuridões que perturbam sua mente. 

Durante à leitura, notamos uma semelhança entre outro poeta de peso na literatura nacional, Augusto dos Anjos, sendo uma poesia bem delineada e intensa. 

Dylan Ricardo possui uma escrita apurada e única, ele consegue em simples versos transmitir todos os seus sentimentos, um misto de dores, amores e raivas. Poesias completas que arrebatam qualquer leitor, ainda mais para aqueles que apreciam um bom livro do gênero. 

A obra conta com uma excelente diagramação, bons espaçamentos e uma fonte adequada para leitura em qualquer hora do dia e da noite. 

Ao todo, são cem poesias reunidas em uma incrível obra, para os amantes de poesia nacional, leitura mais que indicada. RECOMENDADA! 

Já para aqueles leitores que apreciam um bom livro, fica nossa indicação. 

Poesia é igual vinho, deve ser apreciado/degustado tranquilamente, indicada em um final de semana bem sossegado. 

Quero agradecer ao autor pelo envio de sua obra para o blog da Revista Conexão Literatura, muito obrigado!


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