Livros que foram rejeitados pelas editoras - 15 motivos para você autor(a) continuar tentando

Tirando os youtubers famosos, a maioria dos escritores já tiveram seus livros rejeitados por algumas (ou inúmeras) editoras. Eu també...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Bioficção apresenta a história da vida de Miguel de Cervantes contada por ele mesmo


Fatos da vida do autor de Dom Quixote são relatados em obra que mistura literatura com pesquisa biográfica

Um projeto de pesquisa intensa e audaciosa que levou 12 anos para ser publicado. Este é Eu, Miguel de Cervantes: Memórias, que mistura investigação biográfica com a literatura refinada da escritora e roteirista Maria Gessy Sales. Esta bioficção parte de verdades históricas, possíveis e poéticas contadas em primeira pessoa, que cumprem ao mesmo tempo o papel de divertir e informar.

A escritora criou a narrativa fictícia a partir dos achados dos restos mortais de Cervantes no subsolo do Convento das Trinitárias Descalças, em Madri. O enredo, então, foi construído como se as memórias recentes do romancista tivessem sido encontradas na escavação. É considerado um dos mais importantes escritores do Ocidente, ao lado de Dante, Shakespeare e Goethe.

Gessy revela que o célebre autor de Dom Quixote nasceu em uma família de fidalgos e se sentia privilegiado por fazer parte de um país poderoso. Porém, o curso normal da vida foi bruscamente interrompido quando ele se viu forçado a fugir da Espanha. A narrativa recria a juventude e o começo da vida adulta do espanhol. Em Eu, Miguel de Cervantes: Memórias, o leitor percebe que a vida do escritor é muito mais rica de aventuras, desenganos e superações do que a do próprio personagem que o consagrou: Dom Quixote.

Além de escritora, Gessy é roteirista premiada de cinema e teatro. A convite do escritor e amigo Ziraldo, roteirizou com ele os filmes “O Menino Maluquinho” e “Uma professora muito Maluquinha”. Ela revela que por toda a vida dedicou-se à literatura e à escrita e, por causa de uma pesquisa sobre Dom Quixote, passou a se interessar por Cervantes, desejo agora refletido na obra. 

“Fiquei deslumbrada com sua vida de perigos e aventuras e quis dividir com um maior número de pessoas meu encantamento”, confessa Gessy. Mais do que entender a obra de Cervantes, este romance com fundo histórico aproxima o leitor da vida do escritor.

Ficha Técnica:

Título: Eu, Miguel de Cervantes: memórias
Autora: Maria Gessy de Sales
ASIN: B09FX4J77V
Formato: eBook
Páginas:  233
Preço: R$ 9,90
Link de venda: https://amzn.to/3q7Q9u2

Sobre a autora: Sobre a autora: Maria Gessy de Sales formou-se em línguas neo-latinas pela PUC/RJ.  É roteirista, junto com o amigo Ziraldo, do premiado filme O Menino Maluquinho e Uma Professora Muito Maluquinha. Autora do libreto da Ópera O Menino Maluquinho, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, temporada de 2015. É roteirista premiada de séries de documentários literários e culturais durante mais de três décadas em que atuou com roteirista da TVE/RJ. Atuou como freelance escrevendo documentários para FBL Produções. A série Artistas Plásticos Brasileiros foi transmitida pelo canal Arte 1 e ainda hoje pode ser vista pelo Curta. Nas décadas de 1970 e 1980, escreveu duas coleções de livros didáticos de Língua e Literatura Portuguesa, pelas editoras Brasil e Ática.

Instagram: @mariagessysales
Facebook: @mariagessy.sales

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Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para edição 2022

 


As inscrições são gratuitas e os escritores podem concorrer com obras inéditas

nas categorias Conto e Romance

 

Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 2022 – O Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes e consagrados do país na distinção de escritores inéditos, abre hoje as inscrições (10/01). Podem concorrer autores não publicados nas categorias Romance e Conto. O Prêmio avalia trabalhos com qualidade literária para edição e circulação nacional. Os interessados têm até 11 de fevereiro para concluir o processo de inscrição, que é gratuito e online. O regulamento completo pode ser acessado em www.sesc.com.br/premiosesc.

 

Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, parceira do Sesc no projeto, com tiragem inicial de 2.500 exemplares. O anúncio dos vencedores será divulgado no mês de maio.  Desde a sua criação em 2003, mais de 17 mil livros foram inscritos e 33 novos autores revelados.

 

A parceria com a editora Record contribui para a credibilidade e a visibilidade do projeto, pois insere os livros na cadeia produtiva do mercado editorial. “Chegamos à 19ª edição com o propósito de revelar novos escritores, que é nossa maior meta. A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, tivemos a inscrição de 1.688 livros, sendo 850 em Romance e 838 em Conto. O cronograma não foi afetado pela pandemia, porque foi todo executado por trabalho remoto. Dessa forma, o resultado pôde ser divulgado no prazo previsto” explica o analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc, Henrique Rodrigues. 

O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, de forma anônima. Isso impede que os avaliadores reconheçam os reais autores, garantindo a imparcialidade no processo de avaliação. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras pelo critério da qualidade literária. 

A relevância do Prêmio Sesc de Literatura também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores, que vêm sendo convidados para outros importantes eventos internacionais, como a Primavera Literária Brasileira, realizada em Paris, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, e a Feira do Livro de Guadalajara, no México. 

Vencedores 2021 

Na edição de 2021, foram vencedores o paraense Fábio Horácio-Castro, com o romance O réptil melancólico, e o pernambucano Diogo Monteiro, com a coletânea de contos O que a casa criou receberam o Prêmio Sesc de Literatura. A origem dos autores reafirma o estímulo da premiação à diversidade e a capacidade de projetar escritores das mais distintas regiões do país.

Fábio Horácio-Castro, jornalista de formação, tem 52 anos, e é professor universitário. “É a minha primeira participação no Prêmio Sesc e não esperava vencer na categoria. Escrevo mais sobre pesquisas relacionadas à Amazônia. Como eu tinha um projeto deste livro, aproveitei o isolamento da pandemia, finalizei a obra e me inscrevi. Fiquei muito contente com o retorno”, contou. Diogo Monteiro, de 43 anos, também é jornalista e atua com pesquisa de opinião e estratégia. “Sempre escrevi e participava de algumas coletâneas, mas nunca tinha pensado no Prêmio Sesc. Em 2021, tive um livro infantojuvenil publicado. Depois veio o prêmio, sendo a segunda vez em que coloco uma obra para o público, agora na categoria conto”, destaca.

Em 18 anos de prêmio, diversos autores foram descobertos e se consolidaram na literatura nacional, graças ao incentivo da Instituição, entre eles Juliana Leite, Rafael Gallo, Luisa Geisler, André de Leones, Franklin Carvalho, Sheyla Smanioto, Tobias Carvalho e Lucia Bettencourt.

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O papel da leitura na conscientização social e política de uma sociedade, por Eduardo Villela

 

*Eduardo Villela

Costumo dizer, antes de tudo, que a leitura de livros é um exercício fundamental para adquirirmos a capacidade de entender o mundo ao nosso redor. A partir dela, nós nos tornamos capazes de formar uma opinião crítica acerca dos acontecimentos políticos e sociais da nossa era. Assim, evitamos, por exemplo, cair na armadilha das fake news.

As vantagens trazidas pelos livros são inúmeras. Eles nos estimulam a pensar,      melhoram a nossa imaginação, enriquecem o nosso vocabulário. Acredito que a discussão acerca da conscientização política e social é construída principalmente por meio de três pilares: família, escola e livros.

Através do conhecimento transmitido pelos livros, as pessoas têm a oportunidade de entender o seu papel no espaço em que vivem. A leitura promove uma reflexão crítica e nos traz autoconhecimento. Ao estudar história, por exemplo, é possível entender como determinada sociedade se comportava no passado e como ela chegou até aqui. O livro nos dá a clareza do que não pode ser esquecido e não deve ser repetido. Leituras de obras de política ou histórica estimulam a construção de valores e princípios básicos para o convívio harmônico em sociedade.

A leitura de boas obras contribui para os leitores exercerem a cidadania e serem capazes de se tornarem agentes transformadores da sociedade ou do meio em que vivem - um indivíduo mais consciente de seus direitos e deveres agrega e ajuda na construção de um bairro, cidade e país melhor.

Por fim, afirmo que a leitura de bons livros estimula ainda a consolidação de valores essenciais para uma sociedade democrática. Ela é uma poderosa vacina frente à ignorância e à manipulação. Não é por acaso que uma ferramenta tão poderosa para a conscientização política e social das pessoas e para o bom exercício da cidadania como o livro seja desvalorizada, controlada e censurada por grupos e regimes autoritários.    

*Eduardo Villela é book advisor e profissional com mais de 16 anos de experiência no mercado editorial.

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Para fãs de narrativas épicas sobre vampiros: novo livro do best-seller Jay Kristoff


Primeiro volume da trilogia "Império do vampiro" chega ao Brasil pela Plataforma 21; obra se destaca pela reverência às clássicas histórias como Drácula, Game of Thrones e The Whitcher

Império do vampiro é o primeiro volume da aguardada série de fantasia dark do escritor best-seller do New York Times Jay Kristoff. Ricamente ilustrada pela artista Bon Orthwick, a obra chega ao Brasil pela VR Editora, selo Plataforma21, casa editorial que já publicou outra série mundialmente conhecida do escritor, As Crônicas de Quasinoite.

As quase mil páginas do lançamento se destacam pela reverência às clássicas histórias sobrenaturais, como Entrevista com Vampiro, Drácula, Game of Thrones e The Whitcher. A edição conta a história de Gabriel de Léon, protagonista metade humano e metade monstro, último membro do Santo de Prata, uma sagrada irmandade dedicada a defender o reino das criaturas da noite.

No enredo, se passaram 27 longos anos desde o último nascer do sol. Por quase três décadas, os vampiros travaram uma guerra contra a humanidade. Aprisionado pelos monstros que jurou destruir, Gabriel é forçado a contar a própria história: cheia de batalhas lendárias, amor proibido, fé perdida, amizades conquistadas e da busca pela última esperança remanescente da humanidade: o Santo Graal.

Endossado por autores best-sellers como V. E. Schwab, Laini Taylor e Robin Hobb, Império do vampiro é apenas o primeiro volume da trilogia que homenageia e promete marcar para sempre as narrativas épicas sobre vampiros.

FICHA TÉCNICA
Título: Império do vampiro
Título original: Empire of the Vampire 
Autor: Jay Kristoff
Tradução: Edmundo Barreiros
Número de páginas: 976
ISBN: 978-65-88343-17-3
Editora: Plataforma 21
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 109,90
Link de venda: https://www.vreditora.com.br/loja/produto.php?loja=971248&IdProd=1085&iniSession=1&61d32a085b605

Sinopse: Já se passaram 27 longos anos desde o último nascer do sol. Por quase três décadas, os vampiros travaram uma guerra contra a humanidade; construindo seu império eterno ao mesmo tempo em que destruíam o nosso. Agora, apenas algumas pequenas faíscas de luz perduram em um mar de escuridão. Gabriel de León, metade humano e metade monstro, é o último Santo de Prata - membro de uma sagrada irmandade dedicada a defender o reino das criaturas da noite -, e ele é também tudo o que resta entre o mundo e seu fim. Aprisionado pelos monstros que jurou destruir, Gabriel de Léon é forçado a contar a própria história. Uma história de batalhas lendárias e amor proibido, de fé perdida e amizades conquistadas, do Rei Eterno e da busca pela última esperança remanescente da humanidade: o Santo Graal. Império do vampiro é o primeiro volume da aguardada série de fantasia dark de Jay Kristoff. Ricamente ilustrada pela artista Bon Orthwick, esta história épica chega para marcar as narrativas do gênero para todo o sempre.

Sobre o autor: Jay Kristoff é australiano. Formou-se em Artes e hoje é autor best-seller do New York Times, do USA Today e do Sunday Times. Na Austrália, já venceu oito prêmios Aurealis e um ABIA, e é publicado em mais de 35 países. As Crônicas de Quasinoite foi sua estreia no Brasil. O autor vive em Melborne com a família e não acredita em finais felizes.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Confira a lista dos autores selecionados da antologia POEMAS AO PÔR DO SOL


LISTA DOS AUTORES SELECIONADOS DA ANTOLOGIA (E-BOOK) "POEMAS AO PÔR DO SOL"

01 - Wanda Rop - "Amor ao Pôr do Sol" e "Inesquecível"
02 - Aylton Sangy - Crepúsculo
03 - Gabriela Lauzid. K. Lins - "Estação das Docas" e "Escada para o Céu"
04 - Diana Lóris - Ciclos
05 - Adriana Manucci - "Quem vai ficar com eles?", "Agonia" e "Identidade"
06 - Rute Bittencourt - "Meu abrigo" e "Evolução?"
07 - Joaquim Cândido de Gouvêa - "Eu e ele" e "Exemplos da natureza"
08 - Pedro Mendes - Flor 
09 - Lurdinha Alencar - O Sol
10 - Negra Dalila - Quero
11 - Regina Ruth Rincon Caires - Sou de lá...
12 - Marcus José - Linha do Equador
13 - Etelvino Pilonetto - Professor e Quadro negro
14 - Walysson Gomes - "De vez em quando...", "Soneto pelo despertar da piedade" e  Mãos livres.
15 - Yasmeen Pereira da Cunha - “Aparições”, “Em qualquer momento” e “Perlaborar”
16 - Hellen Garcia - "Chibatadas", "Abraço" e "Caminho"
17 - Fernanda Pires Sales - Incômodo
18 - Ana Martins - No Horizonte a Esperança
19 - Djanira Lopes - "O Sol me encontrou na cama", "Há vagar" e "A educação e os processos de construção do sujeito!"
20 - Jean Jentz Teixeira - Rótulos 
21 - Ray - "Poente", "Amarelo" e "Tempo"
22 - Márcio de  Paiva - Pássaro Selvagem
23 - Lírio Reluzente - A Camponesa
24 - Denise Peres Martins Rezende - Pôr do Sol com aroma de rosas
25 - Jeany Borges e Silva Ribeiro - Pôr do Sol de Teresina

PARABÉNS AOS AUTORES SELECIONADOS. 

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OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.
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Autor espanhol Victor Küppers estimula o leitor a refletir e agir para dar sentido à vida em livro publicado pela Editora Hábito


A vida tem, em média, somente 960 meses. O que fazemos nesse intervalo de tempo é o que o espanhol Victor Küppers provoca a refletir no livro Negócio de Atitude: Aplicação imediata, lucratividade infinita. Originalmente lançada em espanhol, a obra ganha uma edição em português pela Editora Hábito 

Conhecido pelo bordão ‘viver com entusiasmo’, presente em cursos, palestras e aulas, Küppers constrói a narrativa do livro em torno de uma lição principal: não existe ocupação mais importante do que aprender a viver.  

Já no primeiro capítulo, o espanhol faz um convite à ação. Sugere que os propósitos estabelecidos ao ler um livro como o dele sobre atitudes positivas não fiquem só no campo da teoria, ou de um plano intangível. “É melhor você se propor a fazer duas coisas e cumprir pelo menos uma delas”, diz.  

O senso de humor com que apresenta as ideias é também uma das principais dicas de Küppers para que o leitor exercite o ‘saber viver’. O otimismo, a gratidão, a humildade, a atenção plena. Os ensinamentos, diluídos em 29 capítulos, passam por coisas que, como ele mesmo diz, todo mundo sabe, mas essa não é a questão.  

 Tudo o que explico você já sabe, mas não se pergunte se você sabe ou não; o que você deveria se perguntar é se você põe ou não em prática o que sabe. A diferença entre os craques e os medíocres não está no saber; está em fazer. Isso é o importante; o ato de fazer é o que faz você mudar. Já dizia Chesterton que precisamos que nos lembrem das coisas, mais do que simplesmente que as ensinem. (Negócio de Atitude, p. 20) 

Assim como Chesterton, Victor Küppers recorre a pensadores clássicos como Sêneca e Tolstói para ajudar o leitor a refletir sobre como dar mais sentido à vida. Decidir que tipo de pessoa quer ser e que tipo de vida quer ter; lutar para conseguir chegar lá, e fazê-lo com alegria são os principais ensinamentos deixados por Negócio de Atitude.   

Ficha técnica 
Livro: Negócio de Atitude – Aplicação imediata, lucratividade infinita 
Autor: Victor Küppers 
Editora: Hábito  
ISBN978-65-994789-9-4  
Formato: 21x14 cm 
Páginas: 224 
Preço: R$ 42,90
Onde encontrar: Martins Fontes   

SinopseNegócio de Atitude tem como objetivo levar você a pensar no sentido da vida de uma forma agradável e clara, além de ajudá-lo a organizar ideias, priorizar e tomar decisões — tudo isso devido à sua abordagem próxima e prática. Valorizamos as pessoas pelo que são, por suas atitudes, não por conhecimento, qualificação ou experiência. As pessoas não nos apreciam pelo que temos, mas nos apreciam por quem somos. Negócio de atitude ajudará você a perceber que o mais importante na vida é que o mais importante seja de fato o mais importante; há a necessidade de focar em lutar, não em chorar; em fazer, não em reclamar. Hoje mais do que nunca é preciso desenvolver alegria e entusiasmo para se recuperar valores como gentileza, gratidão, generosidade, perseverança e integridade. Resumindo, este é um livro sobre valores, virtudes e atitudes diante da vida, porque ser grande é uma forma de ser.  

Sobre o autor: Victor Küppers é entusiasta por despertar o melhor nas pessoas, casado e pai de dois filhos, nasceu em Eindhoven (Holanda) e vive em Camprodon (Espanha). É formado em Administração de Empresas e doutor em Ciências Humanas. Professor da Universidade de Barcelona e da Universidade Autônoma de Barcelona, colaborou com a ESADE e a Universidade de Navarra. Trabalhou como professor assistente no IESE e como vice-presidente do Barna Consulting Group. Deu conferências nas maiores empresas do mundo e publicou quatro livros corporativos e de entusiasmo. Sua frase favorita é: “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem que ela se sinta um pouco melhor e mais feliz”.  

Sitehttp://www.kuppers.com/ 
www.editorahabito.com.br 
Redes sociais: Instagram | Twitter  

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Autora de livros infantis lança obra literária que revela danos psicológicos e disparidades sociais


“Uma dicotomia de amor e ódio”, é como Georgina Martins define sua nova obra, “Há muitas formas de se fazer macarrão – e outras brutalidades”, seu primeiro livro destinado ao público adulto e que traduz os bastidores de uma relação abusiva e paradoxal.  

Autobiográfico, o livro traz em sua narrativa temas sensíveis à sociedade, tais como: dependência emocional, relacionamentos abusivos, abandono, racismo, alienação parental, vícios e drogas - expostos com muita sutileza pela escritora.

Além disso, a obra traz à tona – mesmo que subliminarmente – a necessidade de mudança de status social como uma condição de superação dos conflitos vividos pelo casal, acentuados, na maioria das vezes, pelas dificuldades e limitações da vida no subúrbio. 

“Nunca pensei que um dia pudesse morar em um bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, região em que as ruas são largas, iluminadas e sem fiação elétrica emaranhada por sobre as cabeças dos moradores, como nos bairros do subúrbio.”

“Sinto saudade da elegância quase cruel com que você cometeu tantas mudanças em minha vida, como morar na Zona Sul, quando não tínhamos um tostão para bancar os aluguéis.”

Georgina Martins está acostumada a transitar pelo universo da literatura infantil. Professora universitária e doutora em Literatura Brasileira, escreveu O menino que brincava de ser, Minha família é colorida, Uma maré de desejos, Em busca do mar, entre outros títulos que resultam de experiências pessoais. 

Desta vez, em “Macarrão”, como é carinhosamente chamado, as memórias da vida conjugal entre Dionísio e Susana – nomes fictícios – ganham forma em um romance marcado por contradições, em que Susana exalta as paixões e os temores de uma história que se arrastou por quase 20 anos. 

“Há muitos fantasmas que rondam esse livro. Mas achei que podia dialogar com outras mulheres. Foi muito difícil escrever e está sendo difícil lidar com ele escrito. Só consegui me ver em uma relação tóxica, abusiva, durante a escrita. Foi um processo terapêutico”, declara a autora.

“Há muitas formas de se fazer macarrão – e outras brutalidades”, que já esteve disponível no Kindle, segue agora na versão impressa e está disponível no site da editora Patuá. A ilustração da capa é de Camilo Martins e o prefácio de Martha Alkimin, professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Faculdade de Letras da UFRJ.

Sobre

Georgina Martins é professora e escritora, e desde o início de sua carreira desenvolve projetos que visam a erradicação da lgbtqfobia e do racismo. Escreveu os livros infantis e juvenis: O Menino que Brincava de Ser, que conta a história de um menino que desejava ser menina; Tal Pai, Tal filho? e Todos os Amores. Esses três livros retratam histórias de meninos e meninas que enfrentam toda sorte de preconceitos por não corresponderem aos padrões impostos pela sociedade.

Contra o racismo, escreveu Minha família é Colorida, Meu Tataravô era Africano e Uma Maré de Desejos. Esse último ambientado na favela da Maré, no tempo em que Georgina atuou na Oficina da Palavra com crianças e adolescentes de oito escolas públicas.

Sua temática é a desigualdade social, a discriminação, e seus personagens são os invisibilizados pela sociedade capitalista: os pobres, os “diferentes”, os pretos. Temas que autora desenvolve com propriedade e sensibilidade, principalmente, por ter sofrido na pele a discriminação e o preconceito. 

Nesse momento estreia na literatura para adultos com o romance autobiográfico Há Muitas Formas de se Fazer Macarrão e Outras Brutalidades, publicado pela editora Patuá, e com publicação em Portugal pela editora Humus. Um texto que fala de relação abusiva, de opressão, de casamento, de amor e de ódio.

Serviço

Instagram - @martins_georgina

Livro impresso: https://bit.ly/Patua_GM

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DIA DO LEITOR: evento da Editora Patuá para a formação de leitores, por Cida Simka e Sérgio Simka

 A Editora Patuá está com uma excelente campanha para a formação de leitores. Acompanhem abaixo o texto do editor, o incansável Eduardo Lacerda.

Todos os escritores, escritoras, editores, editoras e todas as pessoas da cadeia do livro, como revisores, ilustradores, diagramadores etc. devem lutar para transformar o país em um país de leitores e leitoras.

É nossa obrigação, nosso dever e nossa missão. Há um projeto histórico de não formação de leitores, assim como há um projeto contra a educação. Somente a educação e a cultura podem transformar esse país em uma sociedade civilizada, justa e que progredirá também em outras áreas.

A fim de impulsionar uma primeira ação que busque leitores e leitoras, resolvemos iniciar, neste dia 7 de janeiro, dia da leitora, dia do leitor, uma campanha de doação de livros. A cada exemplar vendido de 7 a 14 de janeiro, a editora dará de presente um livro da editora para o comprador e fará a doação de outro exemplar para bibliotecas públicas ou comunitárias.

Você poderá acompanhar o resultado dessa campanha que divulgará a quantidade de livros doados, nomes dos compradores e compradoras, e quais bibliotecas beneficiadas.

Esta será mais uma ação da Patuá, a primeira de 2022, na busca da formação de leitores. Aguardem que teremos outras ações em parceria com a nossa Livraria Patuscada, a Public Inc @incubadoradeeditoras e O Casulo – Jornal de Poesia Contemporânea.

Aliás, quem comparecer à livraria nesse sábado (8/1), também receberá seu exemplar de presente e contribuirá com a doação de um exemplar para uma biblioteca. Estaremos lá em nosso endereço na Rua Luís Murat, 40, Pinheiros, São Paulo, CEP: 05436-050 das 18h às 22h.

Vem com a gente!

Eduardo Lacerda

Editor

Editora Patuá 

www.editorapatua.com.br


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021).

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Conto "Jogar é Um Negócio Arriscado", por Roberto Fiori

 

Astronave Allambik, de Omnium - Divulgação

“Não vai durar uma hora na Floresta”, Omnium, de Beta Centauri, pensou.

“E você lá sabe em quem eu apostei, rapazinho?”, as ondas cerebrais Alpha, de Krokus Allandir, do distante mundo de Bettelgeuse-14, responderam.

“E você sabe o que eu penso de suicidas em potencial, certo?”

“Tanto quanto você, garoto, tanto quanto você.

A troca de pensamentos se dera de modo descontraído, no último andar do complexo, coberto por uma cúpula de neodime. Omnium, um hominídeo de três olhos e um metro e sessenta e cinco centímetros de altura, levava desvantagem, quando se tratava de apostas. A última em que se metera fora em Paleos, um planeta quente, no hemisfério oposto ao que recebia a radiação de seu Sol inclemente. Todos sabiam que Omnium era um mau perdedor, nos planetas situados aquém do triângulo cujas arestas estavam a Terra, Paleos e Beta Centauri. Mesmo na Terra, lugar apinhado de trapaceiros e viciados em busca de meios para sustentar seus prazeres mundanos, Omnium era mal visto.

“Façamos uma mudança na aposta, Omnium. Triplico seu valor, e, em troca, te ofereço meu iate particular, em adição ao que combinamos”.

“Seis milhões em moeda? Mais treze milhões por uma espaçonave enferrujada? Nada feito, fiquemos no triplo da aposta em dinheiro. Não quero levar para casa um monte de aço enferrujado, obrigado”.

Krokus suspirou, apoiou-se na beirada do alto edifício e pensou:

“Vá lá, vá lá. Não vou passar por ambicioso”.

Voltaram às dependências do bar suspenso. Estavam bebendo, enquanto Val Meyer corria entre as árvores, perseguido por Elyustand, de Marte. A Floresta era aberta, o solo assemelhava-se a um carpete de doze centímetros de espessura, aparado com cuidado extremo. As árvores, seus troncos bulbosos e os galhos delgados, cresciam a intervalos de vinte a trinta metros. Uma vez ou outra um fruto maduro de dez quilos caía, explodindo no solo. Nem os galhos eram fracos, podiam aguentar um peso de mais de cem quilos, nem a camada superior do chão era frágil, suportaria um impacto de dez toneladas. Mesmo se uma árvore tombasse, a parte inferior da superfície sustentaria o choque de cem toneladas, de uma única árvore. Mil metros abaixo, o planeta era vulcânico, em estado semilíquido. 

Meyer estava desarmado, mas o norte-americano era rápido. Vencera por sete vezes consecutivas a prova de atletismo em Beta Centauri, nos dez mil metros em ambiente de gravidade 2 Gs e, tanto Omnium, como Allandir, sabiam que, quanto a isso, o terrestre venceria a aposta. Mas seu antagonista marciano tinha a seu favor uma pistola de raios, um fuzil laser equipado com mira telescópica, granadas de mão caloríficas incendiárias utilizadas em guerra ou guerrilha urbana, um traje blindado autossuficiente para dez meses isolado no espaço ou em um planeta que orbitasse uma estrela supergigante azul, recebendo um nível de radiação cem vezes o da Terra.

Meyer parou em uma encruzilhada em “Y”. Seguiu para a trilha da esquerda, onde sabia existir uma lagoa ácida, e correu o máximo que pôde. As chuvas ácidas cairiam em uma semana e ele sabia que, se continuasse desarmado, suas chances seriam nulas.

Chegou à lagoa em cinco minutos, a uma velocidade de setenta quilômetros por hora, e analisou a paisagem. Deu uma pequena corrida e atingiu uma altura de cinco metros, começando a trepar uma árvore adequada. Havia uma espécie de ninho de larvas que viviam no ácido, a uma altura de cinquenta metros e Meyer avistou seu inimigo, na encruzilhada. Ficou imóvel em um galho, do lado oposto ao da trilha.

Elyustand consultou o único aparelho rastreador que a prova permitia, um medidor no infravermelho que escaneava a temperatura de uma zona de cem metros por cem, e cem metros de altura. O aparelho era bom, confiável, e, se ele se recusava a aferir a lagoa, o solo e as árvores com precisão, era porque não havia nada a ser mostrado. Elyustand girou o corpo da esquerda para a direita, repetindo a varredura, mas Meyer devia ter seguido pela outra trilha. O marciano elevou sua cabeça, os sensores ópticos de sua couraça pouco revelando. Ouviu-se um troar baixo, a respiração pesada de Elyustand, quando ele suspirou. Virou-se e saiu da zona ácida, voltando pela trilha.

O terrestre ouviu as passadas pesadas que a roupa blindada do oponente fazia no solo e contou até cinquenta. Espiou pelo lado do tronco da árvore onde se ocultara e viu que nem havia sinal do inimigo, nem ele podia saber se estava ou não em segurança. Continuou a subir. Chegou a dois metros de distância do ninho de larvas. Era um saco feito de seda tecida por vespas, em cujo sangue corria o ácido da lagoa, no centro da clareira. A jogada era arriscada, mas valia a pena. Meyer deu um passo para o lado e pisou sobre um galho fino. Acocorou-se e puxou o graveto. Foi necessária toda sua força para quebrá-lo, mas ele o conseguiu. A madeira era resistente.

O americano começou a bater no tronco oco com o galho, produzindo sons que se propagariam por uns quatrocentos metros de raio. Elyustand estava na trilha, voltando para a encruzilhada, quando ouviu. Uma das regras do teste era que os sensores de áudio de seu capacete tinham de ter “abafadores”, para que a direção da origem fosse impossível de ser rastreada por meios eletrônicos. O marciano sentiu raiva. Tamanha tecnologia das armas e nenhum avanço no sentido de se descobrir onde Meyer estava. 

“Besteira”!, ele pensou. Virou-se com lentidão, tentando localizar o som incessante. Sem poder correr, devido ao peso da armadura, voltou pela trilha. Chegou à clareira, onde uma névoa densa flutuava do solo, em locais onde a concentração ácida era elevada. O som vinha do alto de uma árvore dotada de um bulbo desenvolvido, além do que poderia se esperar das árvores que se alimentavam do ácido que o solo concentrava.

Sem olhar para o alto da árvore, disparou dez fachos de luz laser com seu fuzil. O barulho continuou. Elyustand xingou alto e olhou para o topo da árvore. O ninho de larvas foi cortado da conexão de seda com o tronco e o marciano susteve a respiração.

O ninho se desfez numa explosão de ácido, seda e larvas, no capacete de Elyustand. Uma nuvem de vapor se elevou e insetos predadores se aproximaram, vindos da lagoa. Ela existira por milhões de anos, abrigando uma fauna e uma flora diversificada e perigosa. Centopeias e aranhas, que se alimentavam das larvas do ninho das vespas, subiram à superfície, os neuroreceptores acusando alimento, próximo. Uma espécie de serpente, imune ao efeito corrosivo da lagoa, atirou-se contra Elyustand. Do ar, moscas do tamanho do estômago de Meyer pousaram no capacete metálico, começando a perfurar o metal à prova de radiação, com seu ferrâo duríssimo.

No alto da árvore bulbosa, Meyer continuou a subir, alcançando uma quantidade de galhos de outra árvore, vizinha à que ele se encontrava. O terrestre caminhou pela madeira delgada, mas forte, até sua extremidade, e dali mergulhou no vazio. Mas não se espatifou no solo, ele segurou-se nos galhos próximos ao lugar de onde saltara. Soergueu-se sobre um ramo espesso e desceu pelo tronco. 

Vigiava Elyustand, que tombara, impotente com o peso dos insetos e animais que o cobriam. Meyer resolveu que sairia da clareira o mais rápido possível, queria estar longe quando os habitantes da lagoa injetassem veneno ácido no corpo do marciano. Já vira acontecer e testemunhar uma morte dessas duas vezes era muito para sua mente. 

--//--


Krokus Allandir observava a cena pela luneta do topo do edifício que servia de local de apostas. Passou a língua pelos lábios, quando conseguiu focar na carnificina que estava acontecendo a três quilômetros do prédio, na clareira. Apertava com força as alavancas que controlavam a altura e a distância pelas quais a luneta podia ser ajustada.

“Vendo a matança, Krokus? Você já assistiu a ela quantas vezes, bettelgeusiano?”

Allandir ignorou Omnium. Estava satisfeito. Quando o corpo do marciano, que tentara fugir dos predadores da floresta, foi aprisionado em uma algaravia de teias de ácido sulfúrico elaborado pelas aranhas da lagoa, pelo ácido nítrico e clorídrico que as centopeias gigantes aquáticas regurgitavam de seu interior, e perfurado por moscas superdesenvolvidas que, ao mesmo tempo em que furavam o corpo de Elyustand, devoravam-no, ele deu uma risadinha e voltou-se para Omnium.

“Se pensa que um banquetezinho como o oferecido aos insetos da floresta e demais animaizinhos adoráveis me revolve o estômago, está enganado, baixote. Você perdeu, me deve seis milhões de créditos lunares.”

“E desde quando apostei no marciano encouraçado? Peça dinheiro aos organizadores do torneio, é para isso que eles servem, para pagar a aventureiros e delinquentes como você o que não merecem.”

“Quer me acompanhar para um café, Omnium? Só depois, vou pegar meu dinheiro.”

“Claro, bettelgeusiano mesquinho. Em Beta Centauri, cozinharíamos seu cérebro em creme de leite jupiteriano, para comê-lo num jantar de gala.”

Allandir sorriu. Entraram no elevador social. O homem alto pressionou a tecla número três. Quando a porta se fechou, Omnium socou o interruptor de emergência e o elevador travou, a porta ficando semiaberta. 

Omnium sacou uma arma de energia de suas roupas e converteu o outro em moléculas.

Foi quando Meyer desceu pelo elevador de carga, vindo apanhar sua recompensa pela vitória. 

— Terá de se dirigir ao setor de importação/exportação do espaçoporto terrestre, Mr. Meyer — afirmou de forma fria a moça alta e esbelta que cuidava dos pagamentos e recebimentos da prova. Meyer olhou-a atarantado. Tinha dez mil créditos, o suficiente para meia passagem de ida à Terra.

— Não se preocupe com o pagamento, Mr. Meyer — falou Omnium, vendo a expressão de desgosto no rosto do terrestre. — Posso lhe oferecer uma viagem ao espaçoporto da Terra, saída daqui a uma hora. Interessado?

— Você... apostou em mim?

— Aposto nos campeões, Mr. Meyer. Só.

— Somos colegas, hã, senhor...

— Omnium, de Beta Centauri.

— Bem, somos mais que colegas de campeonato, somos de Sistemas Estelares irmãos. Vou pagá-lo em créditos lunares, metade da viagem agora, o resto na Terra.

— Está muito bem, Mr. Meyer. O campeão dessa competição.

A nave de Omnium, em forma de foguete, estava pronta para a partida, no subsolo do planeta vulcânico, a cem metros do hotel. A passagem de Meyer paga, o combustível nuclear transferido para o reator da nave, as buscas por Allandir em progresso, tudo estava conforme o planejado.

— Mr. Meyer — disse Omnium para o seu hóspede, na nave Allambik —, como faz para se manter vivo, após dez torneios como este último?

Meyer tirou um pé-de-coelho do bolso de sua camisa e o jogou para Omnium.

— Este é meu talismã da sorte. Consegui em Delta-Magirus. 

— O Planeta da Magia?

— Em Rigel, sim.

Omnium analisou o felpudo amuleto. Parecia ser legítimo.

— Aceito este objeto em troca do valor da passagem.

— Hã, hã. Lutei como um leão das savanas africanas terrestres para conseguir isso.

Omnium mexeu em sua roupa e mostrou o cano do desintegrador para Meyer.

— Pode me matar, Omnium. Mas depois, não diga que não avisei. Conectei a este pé-de-coelho um transmissor neural que recebe minhas ondas cerebrais. Morto, o amuleto será ativado e detonado. Você e este monte de sucata serão parte de “poeira de estrelas”, para citar um de meus escritores favoritos, o senhor Asimov.

— Desarme! Agora! — Omnium bufava, enraivecido.

— Posso ativar o pé-de-coelho nesse momento, só com minha mente.

— Você não ousaria...

— Omnium, se quiser ver algo mais além da escuridão estelar, sugiro que me passe o amuleto, vá à comporta do reator e salte para dentro do conversor de energia.

— Vou...

— Sei que matou o betellgeusiano, soube disso antes de vocês descerem para o andar térreo do hotel. Eu estava no penúltimo andar, quando senti o cheiro de carne tostada. 

— O que você faria se estivesse sob a mira dele, Meyer?

— Não sei, só sei que você mergulhará de cara no campo de radiação nuclear, neste momento.

Os dois homens levantaram-se. Seguiram pelo corredor principal do foguete, Omnium suando em bicas, ainda segurando o pé-de-coelho. Quando chegaram à comporta do reator de fusão, Omnium abriu-a e falou, temerário:

— Posso saltar com o seu amuleto, Meyer. E a explosão o levará junto comigo.

— Você só está tentando conseguir uma vantagem. Um modo de me apavorar. Pode ir, Omnium, pode ir.

Omnium atirou em Meyer, mas o explosivo no pé-de-coelho existia, mesmo. Detonou, mas nem Omnium poderia fazer ideia da supernova que o quadrante Zeta da Via-Láctea se tornaria.

Pois é, jogar sempre é um negócio arriscado.


SOBRE  O AUTOR:
Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Roberto Fiori sempre foi uma pessoa que teve aptidão para escrever. Desde o ginásio, passando pelo antigo 2º Grau, suas notas na matéria de redação eram altas, muito acima da média. O que o motivava a escrever eram suas leituras, principalmente Ficção Científica e Fantasia. Descobriu cedo, pelo mestre da Fantasia Ray Bradbury, que era a Literatura Fantástica que admirava acima de qualquer outro gênero literário.

Em 1989, sob a indicação de uma grande amiga sua, Loreta, que o escritor conheceu a Oficina da Palavra, na Barra Funda, em São Paulo. E fez uma boa amizade com o maior professor de literatura que já tive, André Carneiro. Sem dúvida alguma, se não fosse pelo André, Roberto nos diz que jamais saberia o que sabe hoje, sobre a arte da escrita. Nos cursos que ele ministrava, o autor aprendeu na prática a escrever, as bases de como tornar uma mera história de ficção em uma obra que atraísse a atenção das pessoas.

“Futuro! – Contos fantásticos de outros lugares e outros tempos” é uma obra parte Fantasia, parte Ficção Científica, parte Horror, e que poderá vir a se tornar realidade, quer em outra época, no futuro, quer em outra dimensão paralela à nossa. Vivemos em um Cosmos que não é o único, nessa teia multidimensional chamada Multiverso. Ele existe, segundo as mais avançadas teorias da cosmologia. São Universos Paralelos, interligados por caminhos ou “wormholes” – buracos de minhoca. Um “wormhole” conecta dois buracos negros, ou singularidades, em que a gravidade é tão elevada que nada pode escapar de sua atração gravitacional, nem mesmo a luz. Em tais “wormholes”, o tempo e o espaço perdem suas características, tornam-se algo que somente pode-se especular e deduzir matematicamente.

“Futuro! – Contos fantásticos de outros lugares e outros tempos” é uma coletânea de treze contos e noveletas. Invasões alienígenas por seres implacáveis, ameaças vindas dos confins da Via Láctea por entidades invencíveis, a luta do Homem contra uma raça peculiar e destrutiva ao extremo, terrível e que odeia o ser humano sem motivo algum. Esses são exemplos de contos em que o leitor poderá não enxergar qualquer possibilidade de sobrevivência para o Homem. Mas, ao lado de relatos de pesadelo, surgem contos que nos falam de emoções. Uma máquina pode apresentar emoções? Ela poderia sentir, se emocionar? Nosso povo já esteve à beira da catástrofe nuclear, em 1962. Isso é realidade. Mas e se nossa sobrevivência tivesse sido conseguida com uma pequena ajuda de uma raça semelhante à nossa em tudo, na aparência, na língua, nos costumes? E que desejaria viver na Terra, ao lado de seus irmãos humanos? Há histórias neste livro que trazem ao leitor uma guerra milenar, que poderá bem ser interrompida por um casal, cada indivíduo situado em cada lado da contenda. E há histórias de terror, como uma presença, não mais que uma forma, que mata, destrói e não deixa rastros. 
Enfim, é uma obra de ficção, mas que poderá vir a se revelar algo palpável para o Homem, como na narrativa profética da destruição de um planeta inteiro.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

A multifacetada Tânia Tomé lança romance ambientado numa comunidade carioca

Tânia Tomé - Foto divulgação

Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito

conta a história de uma jovem negra e albina na busca de sua identidade e de seu lugar no mundo

 Escritora, poeta, empreendedora, economista, ativista, artista, coach, palestrante internacional. Essa é Tânia Tomé, cidadã do mundo, homenageada, em 2018, por Mipad (Most Influential People African Descent) em Nova York, como uma das 100 pessoas afrodescendentes com menos de 40 anos mais influentes do mundo. Ela é autora do best-seller "Succenergy", que fala sobre o conceito e o método que criou para capacitar pessoas, empreendedores e líderes. Succenergy que levou Tânia às inspiradoras palestras TED, é um livro prefaciado na sua terceira edição por ninguém menos do que a bem-sucedida empresária Luíza Trajano. E agora ela anuncia mais um livro com pré-lançamento do  romance Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito pela Amazon Brasil  neste Mês da Consciência Negra.

Voltado para os públicos juvenil e adulto, o livro conta a história de Melanina em busca de seu lugar no mundo. Negra e entre tantos preconceitos, ela procurava a inclusão onde não conseguia se encaixar. Vivia, então, no mundo da lua, em que era possível sonhar e realizar, sendo única, sem imagem e semelhança. 

"Uma jovem sonhadora quer subir até a lua e sentir o seu brilho. Ela é Melanina, a jovem que vive na favela do Rio de Janeiro. Ela queria ser da cor da lua, uma luz que brilha na escuridão. Ela nasceu assim diferente. E doía-lhe de todo corpo toda a diferença. Dói-lhe não ser o que ela poderia ser. Ela queria ser da cor do carvão. Ela tinha alma, pura e cristalina, e seus olhos gigantes esverdeados tinham no samba a esperança da imensidão de um mundo que pudesse ser diferente. Um mundo maior onde coubessem todos os sonhos dos mundinhos de cada gente", assim Tânia Tomé descreve sua protagonista. 

No prefácio do livro, o jornalista e escritor Galeno Amorim, diretor-presidente da Fundação Observatório do Livro do Brasil e ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional, diz que "nada fala mais alto ou vai tocar mais profundamente o coração dos leitores desta nova obra da Tânia Tomé como sua defesa intransigente da nossa capacidade infinita de sonhar e de acreditar nas próprias forças, aqui encarnada na figura doce e potente de Mel".

Já o posfácio de autoria do jornalista Renan Souza, correspondente Internacional da CNN do Brasil, destaca que esta é mais uma obra de sucesso de Tânia Tomé, em que ela  consegue nos passar uma mensagem muito valiosa: " Mesmo vivendo em condições desafiadoras, em meio às balas perdidas em uma favela, sendo oprimida pelo racismo, sendo confrontada pelas injustiças sociais, Melanina nunca deixa de sonhar. Valente, guerreira e audaciosa, ela mostra uma combinação perfeita entre sonhar e agir para mudar realidades. Acredito que esta é a mentalidade que precisamos ter para criar uma nova geração de jovens que vão mudar o mundo, vão lutar pelos direitos LGBTQIA+, pelas mulheres, pelos imigrantes, pelos refugiados, pelos afrodescendentes e pelos direitos humanos". 

Tânia Tomé escolheu o romance como meio de provocar uma reflexão sobre os grandes desafios das favelas e dos que sobrevivem e vivem na mira das balas perdidas e do racismo. Sua protagonista é para ser fonte de inspiração, uma sonhadora lutando por sua gente, sem nunca deixar de agir. Com o racismo estrutural presente na vida de Melanina, Tânia Tomé lembra que a luta tem de ser de todos, e também de todas as formas. O cenário é a favela do Quinto Grito, mas Melanina é muito mais do que apenas uma voz.

"É urgente um lugar de fala com inclusão porque as lutas antirracistas são pertinentes na construção de um mundo onde se possam ter voz e representatividade. Essa luta não acaba nunca. Enquanto continuarmos a sonhar, devemos ter educação e ação como pilares de transformação social para construirmos líderes efetivos para criar verdadeiras mudanças estruturais", destaca a autora.

Tânia Tomé uma cidadã do mundo, influenciadora para mobilização de um ecossistema de empreendedorismo e liderança mundial. Nasceu em Moçambique, na África, e tem dado cursos formadores e palestras em vários países. Uma mulher negra, cosmopolita e bem-sucedida que vive entre EUA, Brasil e África, e mostra que é possível fazer a diferença e ser uma voz ouvida.  Uma multifacetada vencedora de vários prêmios internacionais, entre os quais o prêmio acadêmico de Portugal-África pelo ex-presidente português Mário Soares, e o Yali-MWF Jovem Líder, uma iniciativa do ex-presidente norte-americano Barack Obama. Além de Succenergy e Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito, Tânia Tomé também é autora do romance híbrido "Conversas com a Sombra 2.0", prefaciado pelo ator Paulo Betti.

 

"Ler os escritos de Tânia Tomé é um convite irresistível a se posicionar politicamente, em favor dos que mais sofrem e mais precisam, da proteção do Estado e da própria sociedade. É um grito pela liberdade. E, sobretudo, um chamado veemente para encontrar sua militância em favor de causas que valem realmente a pena serem lutadas", exalta Galeno ao final do prefácio de Melanina – uma sonhadora da favela do Quinto Grito.

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Escritora paraibana: "precisamos ir além dessa nuvem coletiva"

Em livro de estreia, a doutora em engenheira Maria Paz promove autoconhecimento e ensina a afastar as influências do ambiente e a própria negatividade cerebral

A engenheira paraibana Maria Paz é uma promotora da vida e do valor de cada pessoa.  Em seu livro de estreia, Prazer em ser humano, a autora convida o leitor a entrar em um processo de autoconhecimento em busca de reencontrar seu verdadeiro eu. Mais que a transformação pessoal, Maria acredita que as mudanças individuais afetam o coletivo e são o caminho para construção da paz.

Com pós-doutorado em Engenharia Civil (pela UFRGS) e especialista em teologia, a escritora compartilha na entrevista a seguir, a intensa pesquisa multidisciplinar e a sua vivência que resultaram na concepção da obra e seu propósito.

Por que você decidiu retratar esse tema tão amplo no seu livro de estreia?

Quem somos nós? Por que estamos aqui? O que eu posso fazer para tornar esta vida mais fácil para mim e para os demais? Estas três questões fundamentais acompanharam-me durante toda a vida. São questões contundentes presentes em nossa racionalidade humana e, para elas, eu não encontrei respostas nem sossego. Assim, compreendi ser necessário pesquisar sobre o tema com dedicação, sem camuflagens, e foi o que eu fiz. E o que descobri já não me pertence; é de toda a humanidade. Daí a necessidade de escrever o livro e compartilhar o conhecimento.

Como foi o processo de pesquisa para compor a obra e quanto tempo levou? 

Quando a minha vida deu uma forte pane, busquei a verdade, o conhecimento para além do que o maravilhoso e muito preciso método científico pode nos proporcionar. Compreendendo haver uma lacuna, direcionei a minha sede por conhecimento verdadeiro, empregando a prática em pesquisa adquirida na academia, para conhecer o legado de pensadores geniais, que refletiram o humano como promotor da PAZ e buscador da FELICIDADE.

Peguei a pista do potentia do físico quântico Heisenberg e fui buscar Platão com a sua Teoria do Conhecimento da Linha Dividida. Li e reli vários livros de Platão e depois descobri a profundidade do pensamento agostiniano que, em sequência ao meu estudo de Platão, aprofundou a minha própria vivência na interioridade. E fui somando pensadores clássicos e contemporâneos a variados artigos científicos e colocando tudo isso em uma linguagem acessível, de tal forma que este livro se fundamenta em seis anos de pesquisa bibliográfica transdisciplinar e posso afirmar que sou autora devido à necessidade de comunicar e testemunhar toda essa riqueza humana.

Qual foi a sua maior inspiração para escrever “Prazer em ser humano”?

Segundo Agostinho, a razão para filosofar é a felicidade. De fato, é a busca pela felicidade de podermos significar com liberdade e lucidez a nossa vida que me levou a escrever “Prazer em ser humano”. Quanto mais eu pesquisava, mais percebia o valor da contribuição genuína de pensadores apaixonados pelo conhecimento verdadeiro, que com sinceridade e extremado amor se dedicaram a descobrir e depois a nos legar pistas seguras e preciosas sobre a vida e a dignidade humana.

Qual é a principal mensagem que a obra traz aos leitores?

Não desista. Viver vale a pena! Comece hoje a se autoconhecer (para além do condicionamento ambiental e da negatividade cerebral) e a experienciar o seu valor único. Silencie e flua em sua interioridade, para que você não seja apenas uma peça na engrenagem, mas de fato, tenha alma, escolha com lucidez e signifique o que sente e o que te acontece com a clareza da racionalidade sadia que usufrui do livre-arbítrio.

Sua formação como engenheira influenciou na construção da obra. Mas como foi feita essa relação com as outras áreas dos saberes, como filosofia e sociologia? 

A especificidade profissional é uma riqueza da ciência, cada um se aprofundando em sua própria vocação. Como engenheira eu amo o método científico que possibilita toda a maravilhosa tecnologia que nos cerca. Contudo, a fragmentação dos saberes não pode abarcar a consciência humana, fazer isso nos exila de nossa completude na interioridade, e apartados da integralidade desaprendemos a significar o que sentimos e o que nos acontece. Portanto, entender e conectar as complementaridades dos saberes que se apresentam muito separados na contemporaneidade foi o grande desafio para escrever este livro. Cada pergunta que eu fazia na busca pelo ser humano, abria um imenso leque multidisciplinar e eu fui, com coragem e dedicação sem preconceitos, buscando compreender a ação conjunta dos saberes humanos que passa despercebida e, às vezes, parece proibida, contraditória ou impossível.

Quais são os desafios de ser escritora no Brasil?

Inúmeros. E o principal é fazer com que, em meio ao imenso turbilhão de informações, as pessoas saibam que a sua obra existe e que ela traz uma contribuição legítima para a sociedade e para cada pessoa.

Cada um de nós tem a missão de contribuir para melhorar o mundo e pensando nisso escrevi este livro. Sei que o brasileiro tem sede de conhecimento, porém a maioria ainda é mantida envolvida em tendências e necessidades repetitivas que são amplamente estimuladas. Assim, não há tempo nem incentivo para as pessoas descobrirem a sede inata por leitura e nem acessar o conhecimento que precisamos para escolher com lucidez e realizar com criatividade. 

Você também é especialista em teologia e acrescentou elementos espirituais na obra. Como você fez essa conexão com os demais temas abordados?

A obra trata do ser humano integral, pois quando estamos fragmentados somos como máquinas movidas pelo condicionamento ambiental adquirido e pelos circuitos cerebrais de emoções negativas e viciantes herdados. Se não cuidarmos em despertar, passaremos a vida em modo automático sem usufruirmos do nosso livre-arbítrio nem das potencialidades criativas que tornam possível a felicidade humana.

Não se trata de um livro religioso, mas cuida da qualificação do humano e, por isso, evidencia que cada um tem o potencial para se tornar uma pessoa humana desperta em sua interioridade e para além do intelecto, onde Deus nos ilumina. No livro, ensino este processo segundo a minha própria vivência pessoal e o testemunho de pensadores clássicos e contemporâneos. Imagine todos sendo curados na interioridade e despertando para a felicidade possível, que é viver o propósito de suas vidas. E o propósito de cada um, embora seja diferente e inédito, sempre irá se realizar na coletividade, construindo um mundo melhor para todos, incluindo a preservação e restauração da natureza que como o ser humano tem sofrido tanto desrespeito e aviltamento.

De que forma o desenvolvimento humano, a sustentabilidade e o livre-arbítrio, podem levar à racionalidade saudável das pessoas?

Essa é uma questão importantíssima. Para além do condicionamento ambiental e dos pensamentos repetitivos gerados por nossos circuitos cerebrais, nós temos livre-arbítrio e podemos com lucidez escolher criativamente novos contextos e significados. Porém, se ficarmos apenas no automático, seguimos determinados como máquinas sem alma e discernimento, deixando de saborear o conhecimento que harmoniza e desperta o livre-arbítrio da pessoa humana e isso não podemos admitir. Portanto, precisamos redescobrir o prazer plenificante e libertador que nos faz humanos, a nossa racionalidade sadia. O ser humano está muito maltratado, apartado de sua própria interioridade jaz torturado e assombrado pelo vazio e a solidão. Cansados, explorados, feridos e movidos por metas externas, passamos pela vida sem viver e isso não é bom para ninguém.

Como o autoconhecimento pode levar as pessoas a resgatarem a felicidade? 

Primeiro vamos compreender que o autoconhecimento não significa entender por que razão: eu penso isso, sinto aquilo ou ajo daquele modo. Essa bagagem negativa todos nós temos; precisamos ir além dessa nuvem coletiva.

A partir do momento que você percebe que aqueles pensamentos repetitivos, viciantes, intensos e reativos que passam pela sua cabeça e influenciam o seu comportamento e percepção não representam você, e que são apenas sugestões de seu maravilhoso biocomputador (o cérebro) e do ambiente, sua vida começa a mudar. Porque você para de ser um joguete que reage conforme a dobradinha condicionamento cerebral e ambiental, e começa a sua jornada para se tornar uma pessoa desperta, capaz de escolher criativamente como se sente, o que pensa e significa e como agir diante das circunstâncias no cotidiano de sua vida.

O livro “Prazer em ser humano” é um convite para esse processo de cura, conhecimento e libertação que, gradualmente, possibilita o reencontro com o “seu verdadeiro eu” e com o prazer em ser humano. Aceite o processo e venha descobrir que você tem valor! Não um valor comparativo, mas valor original, único e específico do seu ser. Acredite, você traz um propósito que lhe proporciona felicidade e aponta para o ganho coletivo, porque o ser humano é um ser social e a racionalidade sadia busca construir a sociedade da vida em abundância para todos. Seja luz!

 

Sobre a autora: Maria Paz é autora do livro “Prazer em Ser Humano” e há anos vem pesquisando a potencialidade humana para a paz e a felicidade. Sua obra literária se caracteriza pela leveza, fundamentação bibliográfica e qualificação do humano. A autora busca traduzir, de modo acessível e sem deturpação, conhecimentos relevantes, desde Platão até a ciência atual, a fim de resgatar a racionalidade sadia de cada pessoa.  

Por formação é engenheira mecânica, engenheira de segurança do trabalho e mestre em Engenharia de Produção (pela UFPB); especialista em Pedagogia Religiosa – Teologia (pela UNIPÊ); doutora com pós-doutorado em Engenharia Civil (pela UFRGS). Possui capacitação em Carisma Missionário Franciscano (pela USF) e em Ecologia (pela UFCE). Conhece o trabalho dos pioneiros da Física Quântica e a analogia quântica idealista. Atuou por mais de duas décadas no ensino e na pesquisa de melhores condições de trabalho para todos e de desenvolvimento ambientalmente sustentável.  

 

Para acessar o release do livro “Prazer em ser humano”, clique aqui! 

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Mariana Enriquez, Silvina Ocampo e a literatura feminina na Argentina

A escritora Mariana Enriquez  (Crédito: Divulgação/Curta!)

O segundo episódio, inédito, da série “O Lobo do Lobo e a Literatura Latino-americana”, dirigida por Daniel Augusto, viaja à Argentina e proporciona um encontro entre duas gerações de mulheres escritoras nascidas no país. Como protagonista desse capítulo inédito, Mariana Enriquez fala de sua experiência como autora e jornalista, e da influência de Silvina Ocampo em sua obra.

Em um depoimento que ora se configura como um bate-papo informal com o jornalista Cristian Alarcon, ora se apresenta como uma espécie de monólogo, Mariana Enriquez relembra sua trajetória até o momento em que ela esbarra na obra e na história de vida de Silvina Ocampo, falecida em 1993.

Enriquez elenca similaridades entre seus trabalhos: narradoras femininas, o interesse em questões mentais, distorções da realidade e o protagonismo de crianças que vivem uma infância não-idealizada — não são retratadas como símbolo de pureza ou inocência. “As mulheres de Silvina são muito extremas e algumas das minhas também”, analisa a escritora.

Além dessa relação entre passado e presente da literatura feminina argentina, Enriquez fala de outros temas que movem sua escrita em direção ao terror e à violência. Em certo momento, ela visita a Escuela de Mecánica de La Armada, que abrigou um campo de concentração de prisioneiros durante a ditadura militar argentina. Naquele local, onde ocorreram graves violações dos direitos humanos e diversas mortes, ela relembra o medo que sentiu ao descobrir o significado da palavra “tortura”, ainda criança. 

O Lobo do Lobo e a Literatura Latino-Americana” é uma produção da Pacto Filmes viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A estreia é na Quinta do Pensamento, 13 de janeiro, às 21h30.

Sobre o Grupo Curta!

O Grupo Curta! tem como missão a difusão de conteúdos audiovisuais relevantes nas áreas de artes e humanidades, sejam brasileiros ou estrangeiros, através da TV linear (canal CURTA!), de plataformas de streaming de operadoras de telecom e da internet. A curadoria de conteúdos é, portanto, o motor central do grupo e foi uma das que mais aprovaram projetos originais para financiamento da produção pelo Fundo Setorial do Audiovisual: já foram mais de 125 longas documentais e 872 episódios de 77 séries que chegam ao público em primeira mão através de suas janelas de exibição:

O canal Curta!, linear, está presente nas residências de mais de 10 milhões de assinantes de TV paga e pode ser visto nos canais 556 da NET / Claro TV, 75 da Oi TV e 664 da Vivo Fibra, além de em operadoras associadas à NeoTV; 

Curta!On, o novo clube de documentários do Curta!, no NOW da Claro/NET, conta com mais de 450 filmes e episódios de séries documentais, organizadas  por temas de interesse como Música, Artes, MetaCinema, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mitologia e Religião, Sociedade e Pensamento. Há também pastas especiais com novidades – que estreiam a cada mês –, conteúdos originais exclusivos, biografias, além de uma degustação para quem ainda não é assinante do serviço.

Tamanduá TV, plataforma marketplace aberta para qualquer internauta, já reúne mais de quatro mil conteúdos. O usuário pode alugar filmes e séries específicos ou assinar de forma econômica um dos pacotes que contêm conteúdos segmentados por área de interesse: CineBR, CineDocs, CineEuro, CurtaEducação (para professores e estudantes do Ensino Médio e Enem), MetaCinema (para aficcionados e estudantes de Cinema), entre outros.  Os pacotes CineBR, CineDocs e CineEuro são disponibilizados desde 2018 como serviço de valor agregado (SVA) para perto de oito milhões de assinantes de banda larga fixa (ISP) da operadora CLARO, sem custo adicional. 

As atividades do Grupo Curta! também promovem a geração de royalties para produtores audiovisuais independentes, com a exploração de seus direitos audiovisuais nas diferentes janelas de streaming. O pacotes Cines da Tamandua TV e do Curta!ON estão repassando anualmente mais de R$ 1,5 milhão de reais em royalties para os produtores dos conteúdos que difunde.

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