Participe da antologia (e-book) O UNIVERSO DE CLARICE LISPECTOR

  Participe da antologia (e-book)  O UNIVERSO DE CLARICE LISPECTOR . Leia o edital :  CLIQUE AQUI.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Conheça os livros "Coração Nômade" e "Aquário de Amor", da autora Alexandra Barcellos


Coração Nômade

Coração Nômade é um livro de poesias com 135 páginas, o livro é autopublicação da escritora e poeta Alexandra Barcellos e foi lançado em 2020.

As ilustrações são de Ju Tajiana

Sinopse

Este livro de poesias fala sobre nossa capacidade de adaptação aos movimentos que a vida impõe aos nossos corações: mudanças, encontros transformadores, términos de relacionamentos, buscas espirituais e físicas, paixões, recomeços, perdas de entes queridos, alegrias, fracassos, vitórias, desapegos e muito mais.

O Coração, ao adaptar-se, torna-se nômade.

Aquário de Amor

Este livro foi lançado em 2018, também é autopublicação, tem 102 páginas e é todo ilustrado por Ju Tajiana @ilustrataji

Sinopse

Aquário de Amor é um livro de poesias sobre o quanto o amor pode nos iluminar ou nos destruir ao longo da vida. 

O livro foi traduzido para o italiano Acquario d’Amore pela italiana Paoletta Santoro, que é professora de italiano da Universidade Federal do Paraná.

Também foi traduzido para o inglês The Aquarium of Love, pelo britânico Irodys Jordan, que vive em São Paulo onde trabalha como professor de inglês e tradutor.

Alexandra Barcellos é escritora, poeta e professora de literatura paranaense. Suas obras, que totalizam 10 livros, navegam entre os gêneros infantojuvenil, romance, conto e poesia.

A autora já viveu na Europa e Estados Unidos, além de escritora, é também Copywriter.

INSTAGRAM @BARCELLOS.ALEXANDRA 

Pontos de vendas dos livros 

LIVRARIAS CURITIBA – Sul do Brasil e SP com entrega em todo Brasil

@LIVRARIASCURITIBA

PATUSCADA LIVRARIA – SP  

AMAZON – E-BOOKS

Compartilhe:

Pluralidade artística brasileira inspira nova feira da SP-Arte

 Com 70 galerias, Rotas Brasileiras abarca produção das cinco regiões, privilegia solos e projetos curados e investe na multiplicidade de linguagens artísticas

Jaider Esbell, "Os avós das aves", 2021, acrilica sobre tela, foto de Filipe Berndt - Galeria Millan

A SP–Foto cresceu. Em 2022, a tradicional feira de agosto dedicada à fotografia passa a abranger múltiplas linguagens artísticas, além do destaque aos grandes fotógrafos nacionais. Trata-se da Rotas Brasileiras, que acontece de 24 a 28 de agosto na ARCA, galpão de 9 mil metros quadrados localizado na Vila Leopoldina, em São Paulo.

Com foco em projetos selecionados, sejam eles solos ou coletivos, a feira busca estreitar laços entre agentes das cinco regiões do país, valorizando a produção fotográfica e artística de todo o território nacional. Segundo Fernanda Feitosa, diretora da SP–Arte, “existe uma produção de altíssima qualidade que vem da Amazônia, do Vale do Jequitinhonha, de capitais e interiores em diferentes regiões a qual nem sempre temos acesso. Rotas Brasileiras é um convite a essa imersão”.

Participam 70 expositores, entre galerias de arte e projetos convidados que costuram diferentes pontos de vista do Brasil. Para essa edição, a SP–Arte preocupou-se em trazer expositores de diferentes estados que se interessam em falar sobre os diferentes fazeres artísticos brasileiros, desfazendo fronteiras entre o erudito e o popular, o centro e a periferia, o comercial e o institucional e trazendo a cosmovisão de diferentes Brasis. 

Projetos vindos principalmente de fora do eixo São Paulo–Rio apresentam exposições próprias, como Arte Pará (PA), um dos mais antigos eventos de artes visuais do Brasil, que comemora seus 40 anos e conta com a curadoria de Paulo Herkenhoff e Laura Rago; Uma Concertação pela Amazônia (AM), que mostra fotografias da região com curadoria de Eder Chiodetto; PREAMAR (MA), projeto que busca fomentar a produção de artes visuais do Maranhão a partir de uma articulação em rede; Novos para Nós (SP), que mapeia a arte popular de todo o Brasil e apresenta uma seleção de trabalhos de artistas do Vale do Jequitinhonha; Fundação Pierre Verger (BA), criada em 1988 em Salvador com objetivo de preservar e divulgar a obra do seu instituidor e estabelecer e manter intercâmbios culturais, humanos e científicos entre o Brasil e a África e, principalmente, entre a Bahia e o Golfo do Benin; Prêmio Museu É Mundo, edital que busca mapear, fomentar, difundir e viabilizar ações artísticas que propiciem desenvolvimento cultural e social nas diversas regiões do país; Instituto Mario Cravo Neto (BA), criado em 2016 para promover conhecimento e compreensão sobre o legado do artista, incluindo a variedade de técnicas, meios e assuntos que Cravo Neto explorou ao longo de sua vida; Bancos Indígenas do Xingu (MT), produzidos pelas etnias Kamayurá, Mehinaku e Waujá; e Wesley Duke Lee Art Institute (SP), instituto criado em 2015 que toma forma de uma casa-museu, reproduzindo o ateliê do artista que experimentou com o realismo mágico, além de reunir e preservar um acervo riquíssimo de documentos e objetos pessoais.

Galerias que tradicionalmente participam da feira também fazem parte da edição, como Almeida & DaleCentralChoque CulturalDAN Galeria, Galleria ContinuaGomide&Co, HOALuisa Strina, Marília Razuk, MillanNara RoeslerPaulo KuczynskiSurVermelhoVERVE e Zipper. Além destas, a Galatea, nova galeria paulistana dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, faz sua estreia na feira com uma coletiva de artistas brasileiros que lidam em suas obras com composições geométricas construídas a partir da trama e da grade. Parte dos expositores vem de outros estados, como Marco Zero (PE), Paulo Darzé e Alban (BA), Karandash (AL), Karla Osório (DF), Rodrigo RattonAM GaleriaCelma Albuquerque e ArteFASAM (MG), Zielinsky (RS e Espanha) e Zilda Fraletti (PR). Veja a lista completa de expositores aqui.

A partir da noção de projetos, parte das galerias traz solos de artistas, como Sebastião Salgado (Aimorés, 1944), pela Silvia Cintra + Box4, Siron Franco (Goiás, 1947), pela Paulo Darzé Galeria (BA), Brisa Noronha (Belo Horizonte, 1990), pela Sé Galeria (SP), Maria Lira Marques (Araçuaí, 1945) pela Rodrigo Ratton Galeria (MG), Washington da Selva (Carmo do Parnaíba, 1991) pela Samba (RJ), enquanto outras promovem diálogos entre dois ou mais artistas, como Ana Claudia Almeida (Rio de Janeiro, 1993) e Tatiana Chalhoub (Rio de Janeiro, 1987), pela Quadra (RJ); e Simone Cupello (Rio de Janeiro, 1962), Sergio Augusto Porto (Rio de Janeiro, 1946) e Bruno Cançado (Belo Horizonte, 1981), artistas que trabalham processos extraídos do universo da construção e arquitetura, pela Central (SP); e Marepe (Santo Antônio de Jesus, 1970) e Panmela Castro (Rio de Janeiro, 1981), pela Luisa Strina (SP).

"Trata-se de um espaço para descoberta de novos artistas, resgate de nomes históricos, e ampliação de conhecimento, com um olhar aberto e curioso sobre a produção artística do país", sugere a diretora de novos negócios da SP–Arte, Tamara Brandt Perlman. 

Sobre o local
A ARCA é um galpão industrial dos anos 1960, situado na Vila Leopoldina, polo que acompanha o crescimento e a dinamização de São Paulo. Inicialmente uma força motriz na industrialização da cidade, a ARCA se junta à SP–Arte para reimaginar a potencialidade dos encontros artísticos. São cerca de 9 mil metros quadrados de área interna e 16m de pé-direito, perto das marginais dos rios Pinheiros e Tietê e do acesso às principais rodovias que levam ao interior do estado, com uma boa provisão de ciclovias em seu entorno. Também conta com a vizinhança do CEAGESP e do Parque Villa-Lobos. A ARCA divide espaço com o State, coworking que reúne de startups a empresas de grande porte dedicadas ao desenvolvimento de novas tecnologias nas áreas de comunicação, saúde, produtos e serviços. 

Patrocínios
A SP–Arte mantém uma estreita colaboração com seus patrocinadores, que compartilham a aspiração de criar uma plataforma global para a troca de ideias que impulsionam o mundo da arte. A Feira conta historicamente, há mais de 15 anos, com a Vivo, o Itaú (através da Rede) e o Iguatemi como seus patrocinadores master, aos quais se juntaram, neste ano, Orizon e Unipar. A SP–Arte tem, ainda, o patrocínio da Tiffany & Co.Liberty SegurosBeck’sChandonTerrazas de los Andes como suas bebidas oficiais, além de diversos parceiros como Café Orfeu. 

Serviço 

Rotas Brasileiras

24–28 agosto 2022 

Horários de abertura

Qua-sáb, das 12h às 20h 

Dom., das 11h às 19h 

Local

ARCA, Av. Manuel Bandeira, 360 – Vila Leopoldina, São Paulo, SP 

Entrada

R$ 50,00 (geral) R$ 25,00 (meia-entrada)

Meia-entrada para estudantes, portadores de deficiência e pessoas com mais de sessenta anos (necessária a apresentação de documento)

Crianças até dez anos não pagam entrada. 

Compra de ingressos

Ingressos exclusivamente online pelo link https://bilheteria.sp-arte.com/ 

Patrocínio master: Rede, Vivo, Iguatemi, Unipar e Orizon

Patrocínio: Tiffany&Co, Beck's, Chandon, Terrazas de los Andes, Liberty Seguros, 

Apoio/Parceiros: Água na Caixa, Air France, Arte que Acontece, Arte1, Duratex, FOTOSFERA, Finarte, Orfeu, Terra, Tivoli, State, ARCA,  Jardineiro Fiel, Mitsubishi
Realização: SP–Arte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo

PRONAC 193601 – SP–Foto 2020

Classificação indicativa

Livre

Compartilhe:

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Conto "#SomosTodosGambiarra", por Rafael Caputo



#SomosTodosGambiarra

Rafael Caputo


Duas horas e quarenta de viagem é tempo demais pra mim. Quem mandou ter uma mente hiperativa? No trem que me leva de Madri a Salamanca, noto curioso o improvisar da mulher à minha frente. Sem perceber que é observada, corta um tiquinho da borracha do lápis escolar para substituir a tarraxa perdida de seu brinco. Quanta criatividade! Sua camiseta “I love Rio” revela donde veio. Só podia ser!

A estranha conterrânea me traz saudades lá de casa. Para preencher esse vazio, do ócio criativo crio um pitoresco personagem chamado Hélio Gambiarra. O dito cujo carrega essa graça por ser filho de Maria do Improviso com seu Zé do Jeito Brasileiro. Culpa da desconhecida.

Mas a graça não se restringe apenas ao seu nome. Minha imaginação vai mais além. Gambiarra é realmente um cara gozado: tem cabeça sextavada, duas caras, testa de ferro, cabelo de anjo, orelha seca, olho mágico, nariz de palhaço, língua de sogra e dente de leite. Possui tronco de árvore, coração de galinha, teta de nêga, barriga d´água, braço de violão, mão francesa e dedo de moça. Sua perna é de pau, tem coxinha de frango com catupiry, joelho de queijo e presunto, canela de pedreiro e pé de moleque. Na sua essência, um sujeito improvisado.

Mas nem tudo é perfeito, Gambiarra possui um segredo. Na verdade, nasceu Ana Xana. Mas o seu Jeitinho, como é conhecido por todos, tratou logo de presentear o filho com um saco de dormir, duas bolas de gude e uma enorme mandioca. Ah! Famoso Jeitinho Brasileiro. Sua fama lhe precede.

Com o pai, Gambiarra aprendeu muita coisa. Desde pequeno já furava filas, pulava a catraca, dava moedas a menos e não reclamava de trocos a mais. Quando não estava colocando em prática os ensinamentos que lhe eram passados de geração pra geração, estava brincando com o gato da tevê a cabo, seu bichinho de estimação.

Ainda menino, conseguiu dar seu primeiro nó em pingo d´água. Que orgulho! Na escola, numa época em que álbum de figurinha era a febre da molecada, trocava as figuras repetidas por tarefas de casa, cola nas provas e até seu nome inserido em trabalhos dos quais nem participou. Gambiarra era um negociador nato, sabia como ninguém tirar proveito das coisas.

Na adolescência, adulterava sua identidade para frequentar locais só para maiores. Já se acostumando a manobras e alianças baseadas em interesse próprio, usava de uma lábia poderosa para namorar duas ou mais meninas (e também meninos) ao mesmo tempo. Para ganhar dinheiro, virou camelô. Ao ser pego vendendo ilegalmente produtos contrabandeados foi defeso pela mãe que, fazendo jus ao próprio nome, improvisou o maior discurso na cabeça do delegado. Este preferiu fazer vista grossa e Gambiarra sequer foi fichado. A sorte, às vezes, também ajuda.

Com tamanha desenvoltura e malandragem, com o passar do tempo, chamou a atenção dos magnatas. Seu Jeitinho Brasileiro fez com que eles o notassem. Não demorou muito para seguir, portanto, o mesmo ofício do pai: entrou para política. É como dizem por aqui: “De tal palo tal astilla”.

Gambiarra não se elegeu deputado como queria, mas como é liso feito bagre ensaboado conseguiu malandramente virar senador sem ao menos receber um único voto. Melhor ainda! Tudo por conta de um sistema político ultrapassado, baseado em favores, composições internas e coligações partidárias. Mas quem se preocupa com isso na terra do samba, carnaval e futebol?

De senador virou candidato a presidência. Nepotismo a parte, com seu pai como chefe de campanha e sua mãe escrevendo seus discursos, o candidato superou todas as expectativas e acabou ganhando as eleições logo no primeiro turno. Graças a uma campanha de marketing impecável que conseguiu maquiar com perfeição sua imensa cara deslavada, todas as duas, diga-se de passagem.

A população se identificou com a criatividade do candidato em resolver os problemas do país, acreditou pela milésima vez em promessas e propostas. Seu Jeito Brasileiro conseguiu, de fato, conquistar o povo. A marca registrada durante a corrida presidencial foi a hashtag “Somos Todos Gambiarra”. Um sucesso!

É aquela velha história: o povo tem o governo que merece!

***

A viagem chega ao fim. E que viagem! Pensando bem, até que passou rápido. O trem diminui a velocidade e para por completo. Sem querer descubro que a dona do tal improviso no brinco, que lá no início despertou minha curiosidade, também se chama Maria. Que ironia!

Descemos todos na estação de Vialia: as Marias, eu, seu José e o então Presidente Gambiarra. Agora, porém, seguimos caminhos diferentes. Volto sozinho para casa. Dez minutos de caminhada é tempo suficiente para mais uma nostalgia como saideira. Só a saudade, essa sim insiste em me acompanhar.

Já no apartamento, ligo então a tevê num canal brasileiro de notícias. Para minha surpresa, a reportagem é de um senador “indeciso” do Distrito Federal que, por incrível que pareça, se chama Hélio José. Ele pediu, absurdamente, nada mais nada menos que trinta e quatro cargos para o governo interino a fim de “se decidir” e votar a favor do impeachment contra a atual presidente. Dentre os cargos, queria o comando dos Correios e até o da hidrelétrica Itaipu, além de exigir liderar o governo no Congresso.

Quanta cara de pau! Parecia até que negociava figurinhas repetidas. Pasmem, o tal senador é conhecido justamente em Brasília, capital do país, como Hélio Gambiarra. A alcunha não deixa de ser uma homenagem (se é que podemos dizer assim) por ele ter desviado energia da Companhia Energética de Brasília (CEB) para realizar um churrasco. Eu também não acreditei, quanta coincidência! Surreal demais até mesmo pra mim e o meu pensar hiperativo. Nunca a expressão “a vida imita a arte” fez tanto sentido.

Se o Gambiarra da vida real também chegará a presidência como seu homônimo hipotético, isso já não sei. Mas lá na terra do improvável, apelidada de Brasil, por culpa do jeitinho brasileiro não duvido é de mais nada!


Nota do autor: este conto poderia facilmente ser considerado uma crônica, ou ainda uma piada (de muito mal gosto, eu sei), já que o político Hélio Gambiarra existe de fato, assim como suas exigências descabidas citadas na narrativa e feitas em público há alguns anos. Acredite você ou não, isso aconteceu de verdade. Inclusive, o churrasco.

Conto publicado na coletânea "Contando Ninguém Acredita", de autoria deste que vos escreve.

Compartilhe:

Entrevista com Alexandra Barcellos, autora dos livros "Coração Nômade” e “Aquário de Amor”


Alexandra Barcellos é uma escritora, poeta e professora de literatura paranaense. Em paralelo ao seu trabalho como professora se dedica ao mercado literário.

A autora, nascida em Foz do Iguaçu, morou em diversas regiões do Brasil devido ao trabalho de seus pais em companhias aéreas. Posteriormente, viveu na Europa e nos Estados unidos, passando uma década fora do Brasil.

Além de escrever e lecionar ela é uma pessoa bastante esportiva e adora cozinhar.

Atualmente mora em Curitiba, onde leciona e trabalha na publicação e promoção de seus livros. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Alexandra Barcellos: Comecei a publicar por volta dos 30 anos de idade. Meus primeiros livros foram no universo da literatura infantojuvenil e depois eu fui escrevendo e publicando outros gêneros como conto, romance e poesia. 

Minha primeira publicação foi em 2003 e desde então foram dez livros publicados.

Conexão Literatura: Você é autora dos livros "Coração Nômade” e “Aquário de Amor”. Poderia comentar?

Alexandra Barcellos: Aquário de Amor é uma publicação de 2018, são poesias que falam do amor nas suas variadas formas... começo, meio e fim. Por este motivo nem todas as poesias são românticas, algumas são bem duras. Foi num período em que eu presenciei muitos finais de relacionamentos, tanto casamentos quanto namoros. Então, na medida em que minha inspiração chegava, eu criava de acordo com o que eu testemunhava.

Já o Coração Nômade foi publicado em 2020. Metade dele foi escrito antes da Pandemia, a outra metade durante o início dela e o livro foi lançado em outubro daquele ano. De todos os meus livros de poesias, ele é o mais espiritualizado. Eu acabei escrevendo muito sobre encontros e despedidas.

Conexão Literatura: Como é o seu processo de criação? Quais são as suas inspirações?

Alexandra Barcellos: Eu tenho que fazer uma separação aqui, escrever uma narrativa é completamente diferente de escrever poesias. 

Quando começo um novo livro, tem uma inspiração inicial e o fio condutor da história que se tornará o enredo da trama, independente de ser um livro infantojuvenil ou um conto.

Costumo escrever pela manhã, bem cedo e escrevo de uma só vez o livro, pode levar um ano ou mais. Só depois faço a reescrita e então passo para os revisores.

O processo criativo da poesia é completamente diferente, minhas vivências e experiências me lavam a escrever a qualquer hora do dia, frequentemente recibos de supermercado viram poesias. Costumo dizer que ela é um ímpeto da alma.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho dos seus livros especialmente para os nossos leitores? 

Alexandra Barcellos:

Companheirismo é o que muda tudo – Aquário de Amor.

A saudade é um dia que não termina nunca – Coração Nômade 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deve proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Alexandra Barcellos: Existe uma rede de livrarias no sul do Brasil chamada LIVRARIAS CURITIBA, é uma rede bem grande (também presente em São Paulo) e com entregas em todo o Brasil vi vendas online. O site deles é www.livrariascuritiba.com.br. Outro lugar onde vendo os meus livros é na livraria Patuscada do Eduardo Lacerda e da Pricila, a livraria fica na Vila Madalena, em São Paulo.

Os meus livros também estão disponíveis em formato de e-book na www.amazon.com.br 

Vocês podem me achar no seguinte Instagram @barcellos.alexandra

Conexão Literatura: Quais dicas daria para os autores em início de carreira?

Alexandra Barcellos: Se você realmente acredita que esse é o caminho para sua realização pessoal, emocional e espiritual, vá em frente com toda garra que tiver. Não existe outro caminho. Grande parte das pessoas que trabalham com livros me dizia, no passado, que poesia não vende. Poesia se tornou o meu carro chefe de vendas e é o gênero que eu mais amo escrever.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Alexandra Barcellos: Sim, estou com um novo livro de poesias com o seguinte título Alexandra Barcellos e suas poesias. Eu quero me celebrar com este título, percebo que, frequentemente, os poetas só se tornam nomes dos seus livros em antologias publicadas depois que estão mortos. 

Eu quero e vou me celebrar enquanto estou aqui.

Perguntas rápidas:

Um livro: Cartas a um jovem poeta de Rainer Maria Rilke

Um ator ou atriz: Robert De Niro

Um filme: Sociedade dos Poetas Mortos

Um hobby: Colecionar pedras e ler sobre o significado dos sonhos

Um dia especial: O dia do meu casamento há 27 anos.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Alexandra Barcellos: Quem é amado por um poeta Nunca morre.

Compartilhe:

domingo, 31 de julho de 2022

Já está disponível a nova edição da Revista Conexão Literatura - Agosto/nº 86


EDITORIAL

Queridos leitores!

O mês de agosto inicia com ótimas dicas de livros, poemas, contos e  crônicas, além de entrevistas com escritores. Já são 86 edições disponíveis gratuitamente em nosso site e para baixá-las, clique aqui.

Para saber como participar da nossa edição de setembro/2022, seja com conto, crônica, poema ou mesmo divulgar o seu livro ou editora:  clique aqui. 

Tenham uma ótima leitura! 

Ademir Pascale - Editor-Chefe
Compartilhe:

Já está disponível a nova edição da Revista Conexão Literatura - Agosto/nº 86


EDITORIAL

Queridos leitores!

O mês de agosto inicia com ótimas dicas de livros, poemas, contos e  crônicas, além de entrevistas com escritores. Já são 86 edições disponíveis gratuitamente em nosso site e para baixá-las, clique aqui.

Para saber como participar da nossa edição de setembro/2022, seja com conto, crônica, poema ou mesmo divulgar o seu livro ou editora:  clique aqui. 

Tenham uma ótima leitura! 

Ademir Pascale - Editor-Chefe
Compartilhe:

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Saíra Editorial lança O Perigo da Semente, de Ricardo Philippsen, em 30 de julho

 


Ilustrações de Ana Matsusaki foram finalistas da exposição da Feira do Livro Infantil de Bolonha 2022 

Você já parou para pensar sobre o que acontece se alguém deixar as plantas da horta completarem seu ciclo natural? Quais seriam as consequências dessa decisão? Esse é o delicado enredo de O Perigo da Semente, que propõe um novo olhar para a natureza e levanta importantes reflexões acerca dos ciclos, das relações em comunidade, do respeito e da sustentabilidade. Produzido com exclusividade para o Clube Quindim em novembro de 2021, o livro será lançado para o grande público em 30 de julho, na festa que comemora os 70 anos de fundação da Colônia e da Cooperativa Agroindustrial Witmarsum, localizada em Palmeira (60 km de Curitiba/PR), palco da história que deu origem à obra, onde autor nasceu e vive com sua família. Mas se você não puder comparecer à celebração, fique tranquilo, pois pode adquirir seu exemplar de O Perigo da Semente pelo site ou WhatsApp da editora –

www.sairaeditorial.com.br  / (11) 95967-2453 por R$50,00, Espaço Saíra (Rua Samuel Porto, 396 – a cinco minutos do metrô Saúde) e, em breve, em livrarias de todo o Brasil.

 

“A história é real, por isso acredito que tenha tanta força”, afirma Philippsen (38) sobre seu livro de estreia, nascido como crônica publicada em um blog coletivo há nove anos, sem qualquer ambição a não ser compartilhar o que estava vendo ao seu redor. “A gente semeia aquilo que faz sentido e as coisas tomam vida e vão achando seu caminho sem termos controle sobre elas. Foi assim com a horta e com o texto que voltou para mim e chegou até a Ana Matsusaki (que eu não conhecia) em alguns grupos de agroecologia do WhatsApp há algum tempo. Imagine a minha surpresa ao reconhecer naquela mensagem o post de 2013 e, posteriormente, ser contatado pela Ana com a ideia de transformar o texto em livro”, conta o autor que nasceu na Colônia Witmarsum, de onde saiu para fazer Faculdade e trabalhar, e para a qual voltou, pois é onde tem suas raízes.

 

Natural de São Paulo (SP), a premiada ilustradora Ana Matsusaki (35) já foi bem urbana e distante da natureza, mas depois que ela e seu companheiro decidiram se fixar em Curitiba/PR, em 2018, seu ritmo e percepções de vida mudaram. Tanto que, em um terreno abandonado perto de casa, o casal e um vizinho decidiram fazer uma horta e por conta disso ela se envolveu em grupos de agroecologia, começou a pesquisar sobre o assunto e entendeu que não era preciso ir até a Amazônia para salvar o mundo, mas era possível criar outras formas de viver para amenizar o impacto causado pelas cidades. E foi em um desses grupos no WhatsApp que Ana recebeu o texto do Ricardo. “Fiquei profundamente emocionada com história, porque a gente tende a pensar que uma formiguinha não significa nada, mas quando várias se juntam, a transformação começa a acontecer. O que mais mexeu comigo foi o exercício da autonomia, que é as pessoas exercerem a cidadania, independentemente de governos ou empresas”, destaca a artista.

 

Autor e ilustradora receberam o texto pelo WhatsApp anos depois de ele ter sido escrito. “Quando a Ana me falou do projeto que tinha em mente, fiquei feliz, mas estava envolvido com diversas atividades e disse que não teria tempo para me dedicar a outras coisas, mas ela respondeu que eu não precisaria fazer nada, pois já tinha feito”, lembra Ricardo, que mandou fotos da horta para que sua parceira a conhecesse. Por seu lado, Ana usou a própria experiência como laboratório para entender os ciclos de cada planta e fez questão de incluir espécies brasileiras como taioba, capuchinha e mandioca no trabalho em que utilizou técnicas mais manuais como bico de pena, colagens e fitas adesivas.  Ana conta que ao ler o texto narrado em primeira pessoa passou a imaginar como esse personagem seria, mas concluiu que não era necessário representá-lo. “O melhor foi que ao conversar com o Ricardo ele disse ter pensado a mesma coisa, pois assim, durante a história o leitor poderia se projetar e se enxergar como agente de mudanças”.

 

O trabalho de dedicação e carinho renderam frutos: Ana Matsusaki foi a única brasileira finalista da edição 2022 da mais importante exposição de ilustrações do mundo: a da Feira do Livro Infantil de Bolonha. Vale lembrar que a  organização do evento recebeu inscrições de 3.873 artistas (92 países) totalizando mais de 19 mil imagens e apenas 78 ilustradores (29 países) conquistaram o direito de expor seus trabalhos, não só na Itália, mas na mostra itinerante com duração de dois anos que passará por importantes museus do mundo começando por Itabashi Art Museum, Nishinomya City  Otani Memorial Art Museum, Ishikawa Nanao Art Museum, Ota City Museum of Art and Library (Japão), antes de seguir para China e Coreia do Sul.

 

“Para a Saíra, que produz literatura com causa, cujas obras conduzem a leitura de forma a valorizar o trajeto narrativo e o lirismo, é grande a alegria de publicar um livro que traz temas tão importantes como empatia, gentileza, terra/Terra, sustentabilidade para uma reflexão urgente. Entre tantas qualidades, O Perigo da Semente apresenta texto e imagens igualmente delicados, que se complementam, se fortalecem e se expandem mutuamente”, pontua Fábia Alvim, sócia-fundadora da Saíra Editorial. Quanto a você, se estiver na capital paulista, faça uma visita ao Espaço Saíra – livraria, café e restaurante – um sobrado acolhedor, especialmente preparado para aproximar as crianças do universo literário de forma natural e divertida, que serve refeições, lanches, bolos, café, chá (quase tudo preparado no local) e oferece fraldário e sala de amamentação. 

 

Serviço – O Perigo da Semente

ISBN: 9786586236415

Formato: 20 x 26 cm / Peso: 0,162 kg / Páginas: 32 / Edição: 1ª

Saíra Editorial:  www.sairaeditorial.com.br /@sairaeditorial

Espaço Saíra: Rua Dr. Samuel Porto, 396 – Saúde (2ª a sábado, das 9h às 19h)

Valor: R$50,00 (envia para todo Brasil – valor do frete é informado na hora da compra)

Formas de pagamento: cartões de crédito e débito, dinheiro e PIX

Informações e vendas: (11) 95967-2453 / (11) 5594-0601


 


Serviço: Festa de 70 anos Colônia e Cooperativa Witmarsum

Data: 30 e 31 de julho – das 10h às 18h

Local: Centro Cultural Social e Recreativo Witmarsum – Park – Rua David Nikkel, s/n° - Colônia Witmarsum

Ingresso: R$5,00/dia

Redes sociais: @witmarsumcoop e @acmpw

Link do evento: https://www.facebook.com/events/1014646065917405

Compartilhe:

Fatemeh Varzandeh, Fotógrafa e Autora na Antologia "Viver Sem Fronteiras" (Paradise Ocean Books)


Biografia 

Fatemeh Varzandeh nasceu em 27 de setembro de 1995 (Teerã, IRÃ). É bacharel na área de Arte e Arquitetura. Também participou de dois curtas-metragens, atuando em um deles chamado "A Simple Problem", e em outro "Death to Death" selecionados no festival Armenia High fest. Ela é uma fotógrafa profissional. Suas fotos foram publicadas na revista Camas (inverno de 2019) e na West Trade Review.

Sinopse e link da Antologia:

https://www.amazon.com.br/Viver-Sem-Fronteiras-Elahe-Beigi-ebook/dp/B0B1F4TKNN/ref=sr_1_4?qid=1657293828&refinements=p_27%3AParadise+Ocean+Books&s=digital-text&sr=1-4&text=Paradise+Ocean+Books

Nos dias de hoje, muitas vezes, as imagens tem o poder de passar as mensagens de maneira mais simples e precisa para o público do que as palavras. "Viver Sem Fronteiras" é uma antologia fotográfica através da qual os leitores podem acessar conceitos de maneira rápida e concisa ao mesmo tempo que se conectam à natureza apresentada. Assim, admite-se que as imagens desempenham um papel importante no pensamento humano profundo.

Neste livro, fotos selecionadas de nove fotógrafos iranianos, foram tiradas de diferentes lugares de cidades iranianas. O leitor tem a oportunidade de conhecer a diversidade cultural e natural no Irã. A obra ainda conta com a participação especial do artista plástico brasileiro Sandro Braga que retrata de maneira impecável e sensível as paisagens do Brasil. Os nove fotógrafos iranianos autores da obra são: Alireza Farzaneh, Elahe Beigi, Mohammad Ali Mirzaei, Hannaneh Hadipour, Shahrzad Emadi, Hamid Pourmousa Kouhkamar, Fatemeh Varzandeh, Yasaman Mahdizadeh e Sara Moghaddam.

Compartilhe:

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Confira a lista dos selecionados da antologia O LIVRO DOS MORTOS-VIVOS - CONTOS E POEMAS DE TERROR - VOL. III


Confira a lista dos selecionados da antologia O LIVRO DOS MORTOS-VIVOS - CONTOS E POEMAS DE TERROR  - VOL. III

01 - Jéssica Helena Borges Fraga - O Camafeu Escarlate
02 - Fábio Carmagnani Sandes - Visita da morte em sonho
03 - Roberto Schima - Corpo-seco na festa junina - Parte I e II
04 - Guca Azevedo - Deformidade Perversa
05 - Ney Alencar - "Podarges" e "A Coisa que Caça" 
06 - Mauro M. Massuda - Revenant
07 - Ana R. Rodrigues - É Hora da Missa

PARABÉNS aos autores selecionados.

COMPARTILHE ;)

OBS.: para conhecer e participar de outras de nossas antologias: clique aqui.

Compartilhe:

terça-feira, 26 de julho de 2022

Machado de Assis no Youtube


Assista o nosso vídeo no Youtube sobre o grande escritor Machado de Assis, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=p-yP16LyvOo&t=92s

Para inscrever-se em nosso canal no Youtube, acesse: https://www.youtube.com/conexaonerd?sub_confirmation=1

Compartilhe:

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Você conhece a prática terapêutica 'SoulCollage''? Uma valiosa ferramenta de autoconhecimento



Em ascensão, prática terapêutica trabalha com a montagem de cartões que revelam sentidos profundos, promovendo autoconhecimento e equilíbrio interior

Ao menos quatro a cada grupo de 10 brasileiros tiveram problemas relacionados à ansiedade durante a pandemia de COVID-19, enquanto os sintomas de depressão aumentaram cinco vezes no Peru e a proporção de canadenses que relataram altos níveis de desassossego quadruplicou.

 

Esses resultados da cruel ação do coronavírus, captados em estudo sobre as doenças mentais atribuídas aos efeitos da doença respiratória, foram publicados na revista científica The Lancet Regional Health – Américas. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu alerta sobre o impacto devastador da infecção viral sobre o bem-estar da população no continente. Contudo, os tratamentos também avançaram e, em boa parte, a busca se mantém pelo revelador autoconhecimento.

 

Um desses métodos, embora ainda pouco conhecido, é o lúdico SoulCollage®, criado por Seena B. Frost, na Califórnia, no final dos anos 80, e tornou-se um acontecimento presente em vários países. Chegou ao Brasil em 2012, e em 2014 começou a ter formação para facilitadores em Pernambuco.

 

Com o tempo cria-se um baralho pessoal, que representa os aspectos do seu ser. O SoulCollage® pode ser usado em grupo ou em atendimento individual. O SoulCollage® contribui para que o ser humano chegue a seu âmago, auxilia a nossa criatividade e vai revelando aspectos desconhecidos de nós mesmos para que vivamos uma vida mais saudável, mais inteira, coerente com nossa totalidade. Alienamo-nos de nosso ser essencial em função de acordos, muitas vezes subliminares, que travamos com a família e com a sociedade, afastando-nos de nossos fundamentos arquetípicos, de nossa potência e de nossa alma. O terapeuta que utiliza as cartas do SoulCollage® ajuda os seus clientes a encontrarem seu próprio ferramental para o retorno a esse lugar em si mesmo, no qual o germe da totalidade pode vir a florescer.

 

Pensando nisso, a autora Tanise Teruszkin Wiedermann lança seu livro “SoulCollage® uma valiosa ferramenta de autoconhecimento” pela Editora Leader. O lançamento acontecerá no dia 27 de Julho às 19h00 na livraria Travessa no Barra Shopping no Rio de Janeiro.

 

Ficha técnica:
Livro: “SoulCollage
® uma Valiosa Ferramenta de Autoconhecimento”
Editora: Leader
Páginas: 144
Revisão: Editora Leader
Organização de conteúdo: Tauane Cezar e Milena Mafra
Autora: 
Tanise Teruszkin Wiedermann
Lançamento na 27 de Julho na Livraria da Travessa – Barra Shopping no Rio de Janeiro

ISBN: 978-65-991461-9-0
Valor: R$79.90 - 
https://editoraleader.com.br/livro-soulcollage-uma-valiosa-ferramenta-de-autoconhecimento-portugues
Site: 
https://editoraleader.com.br 
Facebook: 
https://facebook.com/editoraleader 
Instagram: 
https://instagram.com/editoraleader

 

Sobre a Editora Leader – Reconhecida como referência internacional na elaboração de projetos Educacionais, Corporativos e Acadêmicos, a Editora Leader tem como marca registrada a publicação de livros de coautoria que reúnem especialistas de renome ou empreendedores de alta performance. A empresa também conta com publicações de autores únicos e de organizações.

Homenageada pelo pioneirismo no lançamento de vários projetos editoriais pelo Recordes Brasileiros (RankBrasil), pela publicação de livros femininos e outros trabalhos no mundo corporativo, a Leader nasceu com foco em levar conhecimento atualizado e relevante para a formação de jovens ou de profissionais já atuantes no mercado.

Ao longo desses anos, adquiriu experiência com mais de 200 obras publicadas. Tornou-se a única editora comportamental voltada ao desenvolvimento humano no Brasil, pois suas obras tem o propósito de ensinar através de livros.

Andréia Roma, fundadora e CEO da editora, busca apoiar novos escritores brasileiros, sem distinção, a publicar os seus livros. A profissional procura, com a Leader, publicar todos os gêneros literários, não se restringindo a uma linha editorial específica.

Compartilhe:

domingo, 24 de julho de 2022

Persuasão: Por que os fãs de Jane Austen estão tão insatisfeitos com a adaptação da Netflix?

Dakota Johnson como Anee Elliot em Persuasão, da Netflix
Foto: Divulgação

Desde a sua estreia, o longa foi alvo de muitas críticas e piadas nas redes sociais

No dia 15 de julho a Netflix lançou, mundialmente, a adaptação do livro de Jane Austen, Persuasão. Desde a estreia - que antecedeu o aniversário de 205 anos da morte da autora -, a recepção do filme pelo público foi cada vez pior. A partir de então, ele coleciona threads no Twitter e vídeos de TikTok com críticas e piadas, vindos principalmente dos fãs mais assíduos da autora, além de uma classificação de 31% no Rotten Tomatoes - plataforma de críticas cinematográficas.
 
Para começar a entender essa insatisfação, é necessário ter em mente um pouco do que Jane Austen representa. Uma autora do começo do século século XIX, com seu primeiro livro publicado em 1811, é em si algo de destaque. Mesmo que suas obras não tenham ganhado tração se consolidado como clássicos até a Era Vitoriana, no final do século, sua presença foi significativa na literatura inglesa por seus pontos de vista muito avançados para o tempo em que vivia.
 
Seus romances trazem um ponto que hoje é muito comum, mas que foi um advento para época: fortes protagonistas femininas. Esse foi um fator influente na falta de apoio da comunidade literária do século, muito dominada por homens. Além disso, seus romances se tornaram uma das bases do gênero, e suas dinâmicas são os clichês da cultura pop contemporânea - usados tanto em livros quanto em produções de Hollywood -, e Jane Austen acumula novos fãs mesmo depois de mais de 200 anos de sua morte. 
 
Apesar de seus livros tratarem primariamente do amor, a autora traz uma reflexão profunda do papel feminino na sociedade, ainda que de maneira sutil, o que é uma de suas maiores qualidades. Seus livros trazem diversas críticas à estrutura social inglesa, à frivolidade da alta sociedade e, principalmente, ao tratamento da mulher neste contexto. A falta do sarcasmo, ironia e delicadeza de Austen na adaptação foi uma das primeiras coisas criticadas pelos fãs, que consideram o filme muito agressivo com seus diálogos e, por vezes, sem consideração pelo aspecto crítico do livro.
 
Persuasão conta a história de Anne Elliot, que foi desencorajada de se casar com o grande amor de sua vida, o Capitão Wentworth, por ser um homem de classe social mais baixa. Ela passa os oito anos seguintes refletindo sobre a decisão tomada através da influência de sua família ambiciosa, e ao reencontrar sua paixão da adolescência, percebe o grande erro que cometeu, agora impossível de reverter. O livro tem uma carga emocional alta, e muitos espectadores apontam que o longa falha em retratar a intensidade de Anne, e faz sua intérprete, Dakota Johnson, parecer quase despreocupada com a situação - o segundo maior ponto de crítica. 
 
A heroína original não é boa em expressar seus sentimentos, é insegura e reservada, além de, muitas vezes, prender sua língua por medo das convenções sociais - ponto crucial na história. Já a Anne Elliot da Netflix é extremamente confiante e destemida, falando sempre o que pensa. Esses não são traços ruins, mas dentro do contexto, matam a maior parte da trama e o objetivo da obra, tornando compreensível a insatisfação dos admiradores da personagem. 
 
Também, foram apontadas muitas imprecisões históricas, além de uma simplificação da escrita de Jane Austen para a transformação do roteiro, usando uma linguagem moderna em um filme de época. É de se considerar que os fãs da autora inglesa recebem as melhores adaptações para o cinema e TV. Orgulho e Preconceito, de 2005, por exemplo, tem 5 indicações ao Oscar. 
 
O complicado de passar livros para as telas é que os leitores esperam ansiosamente por momentos, diálogos e personagens marcantes que desejam ao vivo, e quando isso não acontece, pode ser frustrante para ele. Muitas outras adaptações também passaram por esse problema, e raros são aquelas bem recebidas pelos fandoms.
 
No final de tudo, fica aquele velho debate das redes sociais: o livro sempre será melhor do que o filme? “Fato é que as adaptações sempre despertam curiosidade para a obra original. Austen, como uma das maiores escritoras de língua inglesa, coleciona fãs, e sem dúvida, ganhará, assim, ainda mais leitores. Pra quem gostou, ou não, da adaptação literária, vale lembrar, sempre há o livro.”, comenta a supervisora editorial do Skeelo, Thereza Castro, que trouxe as obras de Austen para fazerem parte do acervo de e-books do aplicativo. 
 
Se você assistiu ao filme Persuasão, da Netflix, e quer entender sobre o que os fãs de Jane Austen estão falando ou se já é fã e o filme te deu vontade de ler o livro, confira o aplicativo do Skeelo em: app.skeelo.com. Disponível para Android e iOS.
Compartilhe:

Baixe a Revista (Clique Sobre a Capa)

baixar

E-mail: ademirpascale@gmail.com

>> Para Divulgação Literária: Clique aqui

Curta Nossa Fanpage

Siga Conexão Literatura Nas Redes Sociais:

Posts mais acessados da semana

CONHEÇA A REVISTA PROJETO AUTOESTIMA

CONHEÇA A REVISTA PROJETO AUTOESTIMA
clique sobre a capa

BAIXE O E-BOOK GRATUITAMENTE

APOIO E INCENTIVO À LEITURA

APOIO E INCENTIVO À LEITURA
APOIO E INCENTIVO À LEITURA

INSCREVA-SE NO CANAL

INSCREVA-SE NO CANAL
INSCREVA-SE NO CANAL

DO INCISIVO AO CANINO - BERT JR.

MAFRA EDITIONS

ANTOLOGIAS LITERÁRIAS

DIVULGUE O SEU LIVRO

FUTURO! - ROBERTO FIORI

Leitores que passaram por aqui

Labels